quinta-feira, 17 de março de 2016

Artigo, Luis Milman - Trapaça e crime de lesa pátria

Desde 2000 combato o PT como posso. Como repórter, professor universitário, articulista e como ex-conselheiro do Movimento de Justiça e Direitos Humanos. Desde 2000, quando Olívio Dutra era governador do RS, convenci-me, pelos fatos, de que o PT, em nível estadual e nacional, é uma organização esquerdista-populista criminosa e corrupta, que segue à risca um projeto de perpetuação no poder e eliminação das oposições. Uma organização antidemocrática, totalitária, para a qual qualquer meio justifica seus fins. No Rio Grande, suas cúpulas se emparceiraram com bicheiros e proxenetas , no mundo clandestino; em nível nacional, com bancos e empreiteiras corruptos, desviando, há anos, bilhões do patrimônio público. Para isso, Lula e seus sequazes trouxeram para o centro da República práticas abjetas, sórdidas, de compra de parlamentares por meio de pagamento de mensalões e outras formas de corrupção, além das já tradicionais oligárquicas, como a farta criação de cargos no setor público para apadrinhados e aliados. Tudo para formar uma base aliada que submetesse o país a um projeto esquerdo-populista que deveria estender-se indefinidamente. Usaram bancos de fomento para cooptar um empresariado que se deixou dominar pela tentação dos juros subsidiados e que, em troca, enchiam as burras de petistas e seus apoiadores com doações de campanha e propinas. Investiram pesadamente no aparelhamento da sociedade por meio de ativismo ideológico nas escolas, na universidade, no meio intelectual e jornalístico, onde Lula foi guindado à condição de gênio intuitivo e maior liderança política da história brasileira. Criaram, com a ajuda de sindicatos e da Igreja marxista, setores de pressão sob seu cabestro, que os identificavam como salvadores da pátria. O populismo de esquerda opera, no nível estratégico, para manter uma sociedade sob seu controle. E para isso, pratica a corrupção dos costumes e das referências e solapa as instituições, sempre coma expectativa de anunciar, para uma sociedade fragilizada e divida, um inesperado milagre de seu líder. O retorno de Lula ao governo, agora como superministro e tutor de Dilma, que renunciou ao seu mandato na prática, é um indicativo deste movimento messiânico.
Desde que foi fundado, em 1979, o PT lulista opera em todas as frentes do ilícito e da trapaça. Ele devastou as companhias estatais, a começar pela Petrobrás, inoculando nelas o superfaturamento sistemático de obras e uma rede de propinas que abastecia os gerentes da empresa e os políticos que os nomeavam, sempre sob o manto protetor de Lula e Dilma. Do ponto de vista de gestão, um escândalo sem precedentes, que custou ao país, segundo os cálculos até aqui feitos pelos investigadores do crime, um rombo de R$ 50 bilhões somente na estatal de petróleo. Na esfera da administração do estado, a característica petista é a incompetência tão absoluta que nos faz desconfiar ser deliberadamente instruída pela lógica do desmantelamento da sociedade para que se reforce o papel do líder messiânico.
A saúde pública está à beira do colapso; pelas fronteiras entram drogas que abastecem o gigante mercado nacional de estupefacientes, produzindo drogados em todos os níveis sociais de modo alarmante. Os presídios são masmorras superlotadas controladas pelo crime organizado e a sociedade está submetida à violência cotidiana de criminosos cada vez mais perigosos e ousados. A educação formal foi abandonada e substituída por um arremedo ideológico de doutrinação, cujo efeito danoso é a produção de jovens sem capacidade para fazer operações de raciocínio e cálculo. Temos milhões de analfabetos funcionais, que não conseguem interpretar um texto, seja qual for ele, além da volta do analfabetismo strictu sensu.

Com as revelações emanadas de Curitiba, sobre as falas gravadas, na Operação Lava-Jato, de Lula e Dilma e Lula com outros comparsas, a nação descobre, atônita, que os níveis de degradação deste projeto de poder lulopetista, embora já conhecidos em boa parte, ultrapassaram todas as barreiras do pensável. São níveis de criminalidade aberta, instalados no Palácio do Planalto, onde se tramam e articulam complôs para manter a República refém de uma gangue que faz qualquer movimento para solapar a lei e as instituições. A nomeação de Lula par a Casa Civil é a demonstração deque os petistas operam na faixa do mito. Mas também é a confissão do crime que o juiz Sérgio Moro e a equipe de procuradores da República da Força-tarefa da Operação Lava-Jato detectaram num momento histórico da nação. O que foi tramado em Brasília não é crime comum, mas sim crime lesa pátria. Vivemos agora o tempo em que, com o apoio massivo do povo nas ruas, esta organização criminosa será, enfim, escorraçada do que restou de suas posições de poder. Para sempre.    

Um comentário:

  1. "Vivemos agora o tempo em que, com o apoio massivo do povo nas ruas, esta organização criminosa será, enfim, escorraçada do que restou de suas posições de poder. Para sempre. " Que assim seja!

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