Artigo, Gilberto Jasper - Educação sem formação no RS

 “Mais de 9 mil alunos passaram de ano reprovados em até quatro disciplinas no RS”. A medida, desde o seu anúncio, rende muita polêmica em todo o Estado. Não fiquei indiferente a mais esta novidade e considero inaceitável a decisão. Sou velho, dos tempos em que o mínimo era tirar nota 5 para ser aprovado.

O neologismo para a medida é “progressão parcial” e teria como objetivo “dar novas chances de aprendizado aos estudantes e reduzir a evasão escolar”. Vivemos a época em que os jovens têm enormes dificuldades de conviver com a frustração.

Os resultados podem ser vistos em qualquer lugar, onde a revolta e a depressão são reações consideradas normais. Pais, cada vez mais, transferem a tarefa de educar seus filhos aos professores. São profissionais que assoberbados por baixos salários e condições precárias de muitas escolas, apesar da massiva propaganda do governador do Estado.

 O objetivo escamoteado pela publicidade oficial é alavancar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Esta postura passará uma falsa ideia de que a educação, no RS, vai muito bem obrigado, o que não corresponde à verdade.

 Outro argumento dos marqueteiros é de que o custo de o aluno não terminar o Ensino Médio é de R$ 395 mil/ano para o Estado. Ora, para um governo que gastou R$ 170 milhões em publicidade em 2025 – e recebeu bilhões do governo federal para os efeitos da enchente, vendeu vários ativos e não pagou a dívida com a União por anos a fio - é um valor ínfimo.

O objetivo das autoridades estaduais é – ou deveria ser – trabalhar na formação de jovens para enfrentar os próximos anos de formação e, o principal: encarar os desafios da vida de adulto. Mas isto está longe de ser a verdadeira met

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