Análise, especial,Carlos Eduardo Bellini Borenstein - Pesquisa mostra acirrada disputa ao Senado; Van Hattem tem vantagem para primeira vaga

- O autor é ientista político da Arko Advice pesquisas

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A disputa pelas duas vagas ao Senado no Rio Grande do Sul apresenta um cenário de acirramento e indefinição na reta final da eleição. Pesquisa do instituto Paraná divulgada hoje (19) aponta o seguinte quadro:

Cenário de intenção de voto estimulado (%)

Manuela D’Ávila (PSOL): 32,2

Marcel Van Hattem (Novo): 29,5

Paulo Pimenta (PT): 25,4

Sanderson (PL): 21,2

Germano Rigotto (MDB): 20,6

Frederico Antunes (PSD): 3,5

Milton Cardoso (PSDB): 2,1

Renato Jaguarão (Cidadania): 1,8

Outros: 10,6

Branco/Nulo: 8,4

Indecisos: 7,8

Apesar da vantagem numérica de Manuela, ela também tecnicamente empatada com Van Hattem na liderança, pois a margem de erro da pesquisa é de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos. Paulo Pimenta também pode estar empatado com Van Hattem. Sanderson e Rigotto também podem figurar em situação de empate com Pimenta. 

Comparado a pesquisa de agosto, Manuela oscilou negativamente 1,4 pontos (33,6% para 32,2%); Van Hattem avançou 2,6 pontos (26,9% para 29,5%); Pimenta cresceu 2,9 pontos (22,5% para 25,4%); Sanderson ganhou cinco 5 pontos (16% para 21,2%); Rigotto caiu 3,7 pontos (24,3% para 20,6%); e Frederico oscilou negativamente 1,5 ponto.

É interessante observar também que as candidaturas de esquerda (Manuela e Pimenta) concentram 57,6% das intenções de voto. Os nomes de direita (Van Hattem e Sanderson) contabilizam 50,7%. As opções de centro (Rigotto e Frederico) somam apenas 24,1%.

Apesar do cenário acirrado, Marcel Van Hattem é o favorito para a primeira vaga. Vale observar que Van Hattem lidera numericamente na menção espontânea: 14,9%. Na sequência aparecem Manuela (10,2%); Pimenta (8,1%); Sanderson (5,8%); Rigotto (3,1%); e Frederico (0,5%). O percentual de indecisos na espontânea é muito elevado (59,2%), o que indica a existência de muitos votos em disputa.

Além da liderança na espontânea, indicando um voto mais consolidado, o fato da crise no STF dominar a agenda política, aumentando a preocupação dos eleitores com a corrupção, alimentam o antipetismo e reforçam a agenda eleitoral de Marcel Van Hattem.

Com Van Hattem em vantagem pela primeira vaga, a disputa entre Manuela, Pimenta, Sanderson e Rigotto deve se acentuar pela segunda vaga. Devemos observar que comparado a agosto, Manuela está estagnada, Rigotto caiu e Sanderson e Pimenta cresceram. 

Na reta final, o voto útil tende a ser utilizado pelas candidaturas nesta acirrada disputa, sendo um fator decisivo. Com quase 60% de indecisos na espontânea, e como um contingente importante do eleitorado não sabe que votará duas vezes para o Senado, a segunda vaga deve ser decidida voto a voto entre Manuela, Sanderson, Pimenta e Rigotto. 


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