Semana começa com 259 vagas de emprego no Sine Municipal


Semana começa com 259 vagas de emprego no Sine Municipal
Para quem está à procura de emprego, 259 postos de trabalho estão disponíveis no Sine Municipal, nesta segunda-feira, 12, até que as vagas sejam preenchidas. Entre as oportunidades oferecidas, a maior demanda é para Sinaleiro, na orientação de guindastes e equipamentos similares, com 51 vagas, seguida de Operador de Empilhadeira e Operador de Guindaste Móvel, com 28 postos cada.
O interessado deve retirar a carta de encaminhamento pelo aplicativo Sine Fácil, disponível para download no Google Play, ou diretamente em qualquer unidade Sine. O número de cartas é limitado.
A sede do Sine Municipal funciona entre as 8h e 17h, na avenida Sepúlveda esquina com a Mauá, Centro Histórico. Para concorrer à vaga, o candidato precisa comparecer com Carteira de Trabalho e comprovante de residência.
Quase três mil pessoas registraram suas opiniões na Pesquisa de Satisfação da Carta de Serviços da Prefeitura de Porto Alegre e escolheram a intermediação de mão de obra para vagas de trabalho como o melhor serviço público prestado.
Confira as vagas:
Açougueiro - 4
Agente administrativo - 1
Arte-finalista - 1
Auxiliar de corte (preparação da confecção de roupas) - 1
Auxiliar de costura - 1
Auxiliar de desenvolvimento infantil - 2
Auxiliar de expedição - 1
Auxiliar de lavanderia - 1
Auxiliar de limpeza - 1
Auxiliar de manutenção predial - 1
Auxiliar de mesa em restaurantes, hotéis e outros - 1
Auxiliar de pessoal - 1
Auxiliar técnico de mecânica - 1
Auxiliar técnico de refrigeração - 1
Camareira de hotel - 2
Carpinteiro (esquadrias) - 1
Chefe de serviço de limpeza - 2
Condutor de máquinas - 1
Confeiteiro - 1
Costureira em geral - 2
Cozinheiro geral - 3
Desenhista de móveis - 1
Desenhista projetista mecânico - 1
Educador infantil de nível médio - 1
Empregado doméstico nos serviços gerais - 1
Enfermeiro - 1
Estofador de móveis - 1
Estoquista - 2
Frentista - 3
Fresador (fresadora universal) - 1
Gerente de frota - 1
Gesseiro - 4
Instalador de alarme - 1
Instalador de estações telefônicas - 5
Instrutor de informática - 2
Jardineiro - 6
Lubrificador de máquinas - 1
Manobrista - 1
Marceneiro - 3
Marmorista (construção) - 1
Mecânico de manutenção de automóveis - 2
Mecânico de manutenção de bombas - 1
Mecânico de manutenção de máquina industrial - 1
Mecânico de manutenção de máquinas têxteis - 1
Montador de móveis de madeira - 1
Motorista de caminhão - 3
Motorista entregador - 7
Oficial de serviços gerais na manutenção de edificações - 3
Operador de centro de usinagem com comando numérico - 2
Operador de empilhadeira - 28
Operador de fabricação de tintas - 1
Operador de guindaste móvel - 28
Operador de máquinas fixas, em geral - 4
Operador de ponte rolante - 1
Operador de telemarketing ativo - 5
Operador de tesoura volante e guilhotina, no acabamento de chapas e metais - 1
Operador polivalente da indústria têxtil - 1
Padeiro - 1
Padeiro confeiteiro - 1
Panificador - 1
Pizzaiolo - 2
Polidor de metais - 1
Programador de controle de produção - 1
Promotor de vendas - 1
Serigrafista - 2
Serralheiro - 2
Sinaleiro (orientação de guindastes e equipamentos similares) - 51
Soldador - 2
Técnico de enfermagem - 3
Técnico de refrigeração (instalação) - 1
Técnico em mecânica de precisão - 1
Técnico em segurança do trabalho - 2
Torneiro mecânico - 1
Torneiro repuxador - 1
Tosador de animais domésticos - 3
Vendedor  no comércio de mercadorias - 1
Vendedor de serviços - 21
Vendedor interno - 1
Vendedor pracista - 1
Zelador - 1

Entrevista completa


Dias Toffoli: ‘O STF deve oferecer soluções em períodos de crise’

Em entrevista exclusiva, ministro fala sobre a pauta explosiva do Supremo até o fim do ano, o papel moderador da Corte e os excessos da Lava JatoPor Policarpo Junior e Laryssa Borgesaccess

Dependendo do observador, a imagem acima pode ter vários significados. Para o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ela retrata o triunfo da pacificação, um exemplo de como o poder moderador do Judiciário pode agir para evitar rupturas e preservar a estabilidade da democracia. Em entrevista a VEJA, o ministro confirmou que o Brasil esteve à beira de uma crise institucional entre os meses de abril e maio — e disse que sua atuação foi fundamental para pôr panos quentes numa insatisfação que se avolumava. Toffoli não deu muitos detalhes, mas a combinação explosiva envolvia uma rejeição dos setores político e empresarial e até de militares ao presidente Jair Bolsonaro. O cenário, de fato, era preocupante naquele momento. No Congresso, a reforma da Previdência, a principal e mais importante bandeira econômica da atual administração, não avançava. O governo, por sua vez, acusava os deputados de querer trocar votos por cargos e verbas públicas. O impasse aumentou quando um grupo de parlamentares resolveu tirar da gaveta um projeto que previa a implantação do parlamentarismo. Se aprovado, Bolsonaro seria transformado numa figura meramente decorativa, um presidente sem poder. Em paralelo, vazamentos atribuídos ao Ministério Público mostravam que a investigação sobre o senador Flávio Bolsonaro, o Zero Um, tinha potencial para gerar mais constrangimentos e desgastes do que se supunha no início. A família presidencial teria se beneficiado da chamada “rachadinha”, um artifício ilegal empregado por políticos para embolsar parte dos salários de seus funcionários. Simultaneamente, uma ala do Exército começou a discutir a incapacidade do presidente de governar, enquanto outra, mais radical e formada por militares de baixa patente, falava em uma sublevação contra as “instituições corruptas”. Um dos generais próximos ao presidente chegou a consultar um ministro do Supremo para saber se estaria correta a sua interpretação da Constituição segundo a qual o Exército, em caso de necessidade, poderia lançar mão das tropas para garantir “a lei e a ordem”. Em outras palavras, o general queria saber se, na hipótese de uma convulsão, teria autonomia para usar os soldados independentemente de autorização presidencial.

Longe de Brasília, a insatisfação também era grande. Empresários do setor industrial incomodados com a paralisia da pauta econômica discutiam a possibilidade de um impeachment de Bolsonaro. O ideal, diziam, era que houvesse uma brecha jurídica que permitisse a convocação de novas eleições. Foram informados de que não havia brecha. Em caso de impedimento, assumiria o vice-presidente, o general Hamilton Mourão. “Se é para trocar, melhor que seja logo”, pregavam. Na época, Carlos Bolsonaro, o filho Zero Dois, afirmou que estaria em andamento uma conspiração golpista, apontando o dedo em direção aos militares que despacham no Palácio do Planalto, mas sem citar nomes.

Nas redes sociais, a pregação radical contra o STF também se intensificou. Grupos defendiam desde ações violentas até o afastamento de magistrados que supostamente estariam impedindo o governo de implementar projetos. Os ministros tinham a convicção de que os ataques eram insuflados pelo governo. No Senado, com o aval de lideranças partidárias, foram colhidas assinaturas para a criação da chamada “CPI da Lava-Toga”, cujo objetivo seria averiguar suspeitas de corrupção no Judiciário. O clima entre os poderes era de conflagração. O ponto de ebulição da crise tinha até data para acontecer: 10 de abril, dia em que o STF julgaria a legalidade das prisões em segunda instância, o que poderia resultar na libertação do ex-presidente Lula.

Quando o caldo ameaçou transbordar, o presidente Bolsonaro, o ministro Dias Toffoli, o deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e o senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado, além de autoridades militares, se reuniram separadamente mais de três dezenas de vezes para resolver o problema. Convencidos de que a situação caminhava em uma direção muito perigosa, costuraram um pacto que foi negociado em vários encontros. Resultado: no Congresso, o projeto do parlamentarismo voltou à gaveta, a CPI da Lava-­Toga foi arquivada e a reforma da Previdência se destravou. No Planalto, o vice-­presidente Hamilton Mourão reduziu suas barulhentas aparições públicas, e o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ministro-chefe da Secretaria de Governo, um dos alvos das suspeitas de Carlos Bolsonaro, foi demitido. No Supremo, Dias Toffoli pôs a polícia nos calcanhares de grupos que pregavam ações violentas contra os ministros, adiou o julgamento que poderia soltar Lula e concedeu uma liminar que paralisava as investigações sobre o senador Flávio Bolsonaro. A Praça dos Três Poderes ficou, ao menos momentaneamente, pacificada.

Dependendo do observador, a fotografia que abriu esta reportagem também poderia retratar a preocupação do ministro Dias Toffoli com o que está por vir. Por tudo o que se viu nos primeiros seis meses de governo Bolsonaro, não é exagero dizer que os cerca de 300 metros que separam o Planalto, o Congresso e o Supremo ainda são um campo minado. Neste segundo semestre, o STF será protagonista de uma agenda capaz de elevar a temperatura política a níveis de alta octanagem. De acordo com o que decidirem os ministros, o ex-presidente Lula poderá ser solto, o ex-juiz Sergio Moro ser considerado suspeito e processos que envolvem corruptos de vários matizes acabar anulados. Isso para falar apenas de três casos relacionados à Operação Lava-­Jato. O STF também vai definir, entre outros assuntos delicados, o destino da investigação sobre o senador Flávio Bolsonaro e concluir o julgamento que pode resultar na descriminalização de drogas como a maconha.

Dias Toffoli terá a responsabilidade de conduzir essa agenda inflamável. Como guardião da lei, cabe ao Supremo o juízo final sobre qualquer assunto — goste-se ou não do veredicto. Em tempos de radicalismo extremo, manter o equilíbrio é uma tarefa complicada. Na entrevista a VEJA, o ministro fala da importância desse papel moderador da Corte em cenários assim, afirma que não há mais preocupação com rupturas institucionais e que “as melancias” soltas do governo Bolsonaro já caíram. Leia a seguir as respostas de Dias Toffoli.

CRISE INSTITUCIONAL
Nos primeiros seis meses de governo, Dias Toffoli esteve dez vezes com Bolsonaro. Para mediar a crise que se avolumava, o ministro teve mais de 120 encontros com parlamentares, empresários e militares de alta patente — alguns, importantes e influentes, que questionavam a autoridade do presidente e pregavam seu afastamento. Dias Toffoli não revela o nome desses interlocutores

“Não é incomum que a autoridade de um presidente da República seja posta em xeque, testada logo no início do governo. E foi o que aconteceu. O presidente Bolsonaro também recorreu às ruas para reafirmar sua autoridade. Isso causou algum tipo de estranhamento. Tive várias conversas com parlamentares e meu foco foi sempre reforçar que o presidente foi legitimamente eleito, tem a respeitabilidade de quem recebeu 57 milhões de votos e seus projetos e programas precisam ser vistos com esse potencial. Foi uma mudança radical de perfil. Imagine o governo como um caminhão transportando melancias. Tem melancia que rola para a direita, outras para o lado esquerdo e algumas vão cair do caminhão. Aliás, já caíram. Isso acontece em todo início de governo.”

O PACTO PELA DEMOCRACIA
O pacto entre os poderes foi anunciado no dia 28 de maio. Era uma sinalização política. Os setores envolvidos já haviam sido convencidos das consequências deletérias de um processo de impeachment ou mesmo de alguma medida que reduzisse os poderes do presidente

“O Supremo deve ter esse papel moderador, oferecer soluções em momentos de crise. Estávamos em uma situação de muita pressão, com uma insatisfação generalizada. Mas o pacto funcionou. A reforma da Previdência foi aprovada, as instituições estão firmes. Agora o grande desafio é o país voltar a crescer. O Supremo estará atento para que julgamentos não impeçam ou atrapalhem o projeto de desenvolvimento econômico, que é tão necessário. O Estado de direito, a repartição dos poderes e a democracia são uma construção cultural que precisa ser sempre regada e preservada.”

LAVA-JATO
Desde que foi deflagrada, em março de 2014, a operação resultou em acusações criminais contra 438 pessoas apenas em Curitiba, e 159 réus foram condenados. No Supremo, onde tramitam os processos de políticos com foro privilegiado, apenas um ex-deputado foi julgado até hoje — e ainda nem está atrás das grades. Isso está na raiz de críticas e ataques ao Supremo

“A Operação Lava-Jato e o combate à corrupção só existem porque os poderes constituídos, principalmente o Judiciário, fizeram dois pactos republicanos, um em 2004 e o outro em 2009. Toda a legislação que permitiu a colaboração premiada e a Lei de Organizações Criminosas estava descrita nesses pactos. A Lava-Jato é um produto dessa institucionalidade. Em determinado momento, alguns agentes e apoiadores da Lava-Jato começaram a atacar a institucionalidade porque integrantes do Parlamento ou do Executivo tiveram algum tipo de envolvimento em corrupção, em desvios, em caixa dois. Aí parecia que havia uma institucionalidade corrompida e outra pura. Não é nem uma coisa nem outra. Aliás, a Lava-Jato não pode ser vista como uma instituição, porque ela é produto dos poderes. É bom reforçar que, sem esses marcos regulatórios aprovados pelo Congresso Nacional, sugeridos pelo Judiciário e sancionados inclusive pelo presidente que foi condenado em razão da própria lei por ele defendida no passado, não haveria Operação Lava-Jato.”

EXCESSOS DA OPERAÇÃO
O Supremo decidiu que é inconstitucional obrigar alguém a comparecer perante os investigadores para prestar depoimento. A derrubada das conduções coercitivas foi um duro golpe nos métodos de investigação do esquema de corrupção na Petrobras. Neste segundo semestre, os ministros devem se debruçar sobre delações premiadas e prisões preventivas mais longas — pilares do sucesso da operação. A continuidade da Lava-Jato, por isso, estaria ameaçada

“Não se pode afirmar que uma discussão no Parlamento ou uma decisão no STF seja contra a Lava-Jato. Não se podem pegar decisões pon­tuais e daí dizer que o Supremo é contra a Lava-­Jato, que existem juízes bons e juízes maus. Isso não tem nenhum fundamento. O combate à corrupção é extremamente necessário, mas o controle judicial serve exatamente para impedir os excessos. Os excessos que vierem a ser cometidos na Lava-Jato, seja pela polícia, seja pelo Ministério Público, seja pelo próprio Judiciário, serão também declarados ilegais pelo STF. Estão completamente erradas as avaliações de que a Lava-Jato está sob ameaça. O combate à corrupção tem de persistir, mas precisa ser feito dentro dos limites constitucionais, até para que não haja uma anulação futura.”

ABUSO DA RECEITA
Esposa de Dias Toffoli, a advogada Roberta Rangel foi investigada secretamente pela Receita Federal em uma operação suspensa por ordem do STF. As investigações atingiram centenas de pessoas, entre elas o ministro Gilmar Mendes e todos os seus familiares, incluindo a mãe dele, já falecida

“Parece que a Receita Federal extrapolou suas prerrogativas. Fui o relator da transferência de informações, desde que fossem globais, entre os agentes investigativos. O Supremo agiu muito mais favoravelmente aos meios de persecução que contrariamente. Mas não podemos admitir os excessos que saem e agridem os direitos e garantias individuais. Não podemos deixar que exista no país um Estado policialesco, um Estado sem limites de direitos e garantias individuais. Essa não é a garantia para quem cometeu ilícito, essa é a garantia de todo cidadão, inclusive o cidadão que jamais cometeu um ilícito, para não ser perseguido pelo guarda da esquina.”

SUSPEIÇÃO DE MORO
Mensagens obtidas ilegalmente dos telefones dos procuradores da força-tarefa revelaram que o atual ministro da Justiça interferia nas investigações da Lava-Jato e as orientava, o que é ilegal. O STF vai julgar uma ação que pede a suspeição do ex-juiz. Dependendo da decisão, processos já julgados, incluindo o do ex-presidente Lula, podem até ser anulados. VEJA questionou Dias Toffoli sobre a atuação de Sergio Moro

“Ele é ministro da Justiça (VEJA então insistiu para que o ministro comentasse exclusivamente a atuação de Moro como juiz). Ele não é mais juiz. Qualquer opinião que eu der aqui a respeito do juiz Sergio Moro poderá ser confundida com a minha opinião sobre o ministro Sergio Moro.”


LIBERTAÇÃO DE LULA
Como presidente do STF, Toffoli tem adotado a postura de um jogador de xadrez, medindo a temperatura política do momento antes de anunciar a deliberação de um tema suscetível de despertar turbulências. A legalidade das prisões após condenações em segunda instância é um exemplo. O assunto foi retirado de pauta em abril para evitar o acirramento de ânimos políticos. Agora, será pautado de supetão, sem amplo aviso prévio, para tentar minimizar eventuais manifestações contra o tribunal

“Penso que o julgamento da segunda instância não vai mais provocar tumulto algum. É bom que se diga que não é o ex-presidente Lula que está em julgamento, como muitos acham. O Supremo não vai decidir se solta ou não o ex-presidente nesse processo. O que será analisado é uma questão constitucional abstrata que vai dizer se é possível ou não prender alguém sem justificativa após a condenação em segunda instância ou se devemos aguardar o trânsito em julgado. Há um dispositivo constitucional que diz que ninguém poderá ser considerado culpado até decisão transitada em julgado. É isso que será decidido.”

 POLÊMICA - Resultado de julgamento pode ser o primeiro passo para a descriminalização de drogas como a maconha
POLÊMICA - Resultado de julgamento pode ser o primeiro passo para a descriminalização de drogas como a maconha (Lunae Parracho/Reuters)

LIBERAÇÃO DAS DROGAS
Para além dos processos relativos à Lava-Jato, o STF vai decidir se um usuário de drogas deve responder criminalmente pelo porte. Em outras palavras, haveria a descriminalização, o primeiro passo para a legalização, como defendem alguns ministros da Corte. O tema é polêmico. Se dependesse exclusivamente de Toffoli, o caso não seria decidido pelo tribunal

“Eu particularmente tenho a preferência de respeitar a competência do Congresso para essas soluções. A principal questão não é descriminalizar ou não as drogas, e sim saber qual política pública o Estado brasileiro tem para os usuários de drogas e para o combate ao narcotráfico. Daí a minha dificuldade como juiz, já que o juiz julga um caso menor dentro de um problema de dimensão muito maior. É a política que tem de resolver isso.”

AMEAÇAS AOS MINISTROS
Desde o início do governo Bolsonaro, Dias Toffoli se mostrava incomodado com ameaças a integrantes do tribunal. Em março, ele determinou a abertura de um inquérito para investigar a origem dos ataques que ele e outros ministros vinham sofrendo e designou para conduzir o caso o ministro Alexandre de Moraes — que gerou polêmica ao censurar uma notícia publicada nos sites O Antagonista e Crusoé

“O inquérito já produziu um efeito extraordinário, com a redução de mais de 80% dos ataques às pessoas, aos membros da Corte e à instituição. Houve uma confusão em relação a esse inquérito, porque o que se procurou passar é que o Supremo iria investigar, acusar e julgar. Não é nada disso. Enquanto houver a necessidade de uma defesa institucional, o inquérito vai continuar. São ataques contra a própria democracia. O objetivo é criar instabilidade. Sobre a polêmica, aquilo ali não é censura. Censura sempre é prévia. Se há uma matéria que não corresponde à verdade, ela pode ser retirada do ar.”

O PASSADO E O PRESENTE
Aos 51 anos e prestes a completar dez como ministro do STF, Dias Toffoli ainda é atacado por críticos por ter sido indicado ao cargo pelo ex-presidente Lula e, antes disso, ter sido subordinado funcionalmente aos petistas José Dirceu e José Genoino, ambos condenados e presos por corrupção

“Como eu disse na sabatina, uma vez juiz, a minha função é cumprir a Constituição e as leis do país. É o que eu tenho feito. Tenho a consciência tranquila. O estigma não incomodava e não incomoda. A origem da indicação é uma página virada no momento em que você veste a toga. Trabalhei para o Genoino e votei pela condenação dele no mensalão. Tenho uma atuação independente e autônoma. Na presidência, tenho priorizado a defesa da instituição e o diálogo com os colegas. No Conselho Nacional de Justiça, estamos levando a alfabetização aos presídios, implantando projetos de formação profissional e a biometrização. É isso que importa.”

Artigo, Marcus Pestana, O Tempo - Redes sociais, democracia e a sociedade hiperconectada


Tempos confusos, tempos conturbados, mudança multidimensional e estrutural que se dá em meio à agonia e a incerteza são expressões utilizadas pelo primeiro e talvez maior intérprete da “Sociedade em Rede”, o sociólogo espanhol Manuel Castells, para qualificar os desafios da ruptura de paradigma representada pela revolução produzida pela Internet e suas redes sociais.

Como participante de uma geração “pré-Internet” sempre acreditei que democracia era tornar cada vez mais público o que é público e cada vez mais privado o que é da órbita individual. Mas a verdade é que parecemos condenados a viver numa “sociedade BBB”, hiperconectada, exibicionista, transparente além de qualquer limite e com uma concentração absurda de informações e poder em mãos das grandes plataformas utilizadas. É uma tendência universal e irreversível. A hiperexposição de tudo e todos têm vantagens e desvantagens. Ainda na era analógica, o grande cronista e teatrólogo Nelson Rodrigues cravou: “Se cada um soubesse o que o outro faz dentro de quatro paredes, ninguém se cumprimentava”.

A evolução do mundo moderno foi marcada pelas inovações tecnológicas que resultaram em saltos qualitativos na forma de produção e convívio social. A Internet foi mais uma inovação disruptiva e transformou a vida em suas dimensões econômica, social e política.

A inovação é neutra do ponto de vista moral e ético. O uso e suas consequências dependem de quem a utiliza. A Internet pode servir para grandes campanhas humanitárias e à difusão de conhecimento, mas também pode ser instrumento de redes de pedofilia. Há registros de que Santos Dumont e Einstein morreram carregados de tristeza em face do uso nas duas Grandes Guerras do avião e da bomba atômica, filha da famosa fórmula.

A internet e as redes sociais propiciaram um enorme aumento da produtividade e de eficiência na economia, mudaram padrões de comportamento e relacionamento entre as pessoas possibilitando maior aproximação em escala global e construíram uma poderosa ferramenta para o aprofundamento da democracia participativa, propiciando maior transparência e controle social sobre os processos de decisão.

Mas os efeitos negativos também vieram à tona. Eventos como as interferências no plebiscito do Brexit e na última eleição americana, assim como o vazamento de informações hackeadas de centenas de autoridades brasileiras colocam uma série de interrogações no horizonte. Soma-se a isso o uso de dados pessoais e o monitoramento de comportamentos individuais com objetivos mercadológicos, sem a total consciência e controle dos usuários. O “vício em redes” já começa a ser tratado como doença nociva à saúde.

Não é diferente o mau uso das redes sociais no Brasil, onde a plataforma fantástica de debate democrático transformou-se em ferramenta de fakenews, ataques violentos e abjetos a pessoas e desqualificação de instituições fundamentais.

A Internet e as redes vieram prá ficar. Não se deve jogar fora a criança recém-nascida junto com a água suja do banho. A regulação é extremamente difícil. Os hackers da “Vaza Jato” estavam em Araraquara, mas poderiam estar no Paraguai, em Miami, na Rússia ou na China.

O problema não está na ferramenta, um monumental avanço. Mais uma vez o centro da transformação está no avanço educacional e cultural dos seus usuários.

Artigo, Marcelo Aiquel - Eles não desistiram ainda

                 Querendo mostrar uma fibra e união que nunca tiveram, as “viúvas do bolivarianismo” ainda tentam – de maneira cada vez mais destrambelhada – macular o governo Bolsonaro.
                Todas (e eu não vou desenhar novamente quem são) estas “viúvas chorosas”, pois a teta secou, dão “tiros no pé”, um sobre o outro.
                Ora é um aventureiro que usa o prestígio de uma entidade secular em causa própria, ora é a mídia falida que reverbera mentiras enquanto faz campanha contra fake news (mas que baita contradição!).
                Enfim, os ataques – sempre muito mal feitos – não param, pra desgraça dos rivais e tranquilidade dos estrategistas, que não sossegam a espera do tal chumbo grosso - anunciado, porém inexistente até agora.
                O desespero só aumentou frente às inúmeras conquistas do governo, cada vez mais relevantes. São tantas (estas conquistas) que não cabem num texto só, e que somente não enxerga quem é muito cego, ou perdeu seus “jabás milionários”. Não há alternativa...
                Enquanto isso, SE o Presidente resolve falar algo sobre seus detratores, o mundo cai – matando á pau – contra ele. Acusam-no, entre outras coisas, de desrespeitar os algozes. Como se estes obrassem com todo o respeito...
                Assim, os cães ladram (bastante) e a caravana passa.
                E já decorreram sete meses desde a posse do capitão Bolsonaro. Pra quem seria destronado logo, a “ameaça” foi mais um blefe.  Bem típico dos boquirrotos!

Delação de Palocci à PF implica Ambev


Delação de Palocci à PF implica Ambev


A reportagem é do Estadão de hoje.

Ex-ministro petista afirma que empresa fez ‘pagamentos indevidos’ a Lula e Dilma para impedir aumento de imposto para bebidas alcoólicas

Rafael Moraes Moura e Breno Pires / BRASÍLIA

Decisão sigilosa do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, diz que o ex-ministro Antonio Palocci relatou em seu acordo de delação premiada à Polícia Federal “pagamentos indevidos” da Ambev aos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e a ele próprio. É a primeira vez que a multinacional de bebidas aparece nas investigações da Lava Jato. O interesse da empresa, de acordo com o documento de Fachin, era impedir o aumento de imposto (PIS/Cofins) sobre bebidas alcoólicas.
No despacho, ao qual o Estado teve acesso, não há menção a data ou a valores que supostamente foram desembolsados pela empresa. Os detalhes da delação de Palocci estão em outros documentos, os anexos, que estão sob sigilo. Fachin determinou a remessa de 11 desses anexos à Justiça Federal de São Paulo. As acusações do ex-ministro, incluindo as que se referem à Ambev, estão agora sob análise da força-tarefa da Lava Jato em São Paulo.

A Procuradoria da República de São Paulo requereu que os casos relatados por Palocci sejam concentrados na 6.ª Vara Federal Criminal, especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro. “Numa avaliação inicial, o MPF entende que todos os casos incluem lavagem de dinheiro”, informou ao Estado a força-tarefa da Lava Jato.
O acordo de colaboração premiada de Palocci foi homologado por Fachin em outubro do ano passado. A negociação foi feita com a Polícia Federal, após o Ministério Público Federal recusar a proposta apresentada pela defesa do ex-ministro de Dilma e Lula.
Além do suposto pagamento de propina pela Ambev, o documento do Supremo relaciona outros episódios narrados por Palocci, como o pagamento de vantagem indevida por parte de bancos, o suposto desembolso de R$ 3,5 milhões do governo do ex-ditador líbio Muamar Kadafi para a campanha de Lula no ano de 2002 e a destinação de dinheiro de empreiteiras, via caixa 2, para campanhas petistas.
Consultoria. Em sua decisão, assinada em 11 de abril, Fachin observou que Palocci “elabora descritivo geral da organização criminosa integrada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) com objetivo de obter vantagens indevidas de grupos empresariais em contrapartida à prática de atos de ofício em prol dos interesses das empresas”.
A Ambev foi uma das empresas que contrataram os serviços da empresa de consultoria de Palocci, a Projeto Consultoria Empresarial e Financeira Ltda., por um período de três anos, para prestação de serviços de consultoria, via análises de cenários e conjuntura. Em um relatório da Receita Federal produzido em outubro de 2016, constam pagamentos que somam R$ 1,21 milhão da cervejaria à empresa do ex-ministro.
Embora a decisão de Fachin não relacione o suposto pagamento de vantagem indevida pela Ambev a um episódio específico, durante o governo de Dilma alguns aumentos de impostos anunciados para o setor de bebidas foram postergados. Em abril de 2014, por exemplo, o governo federal anunciou um aumento de tributos sobre as chamadas bebidas frias que entraria em vigor em junho daquele ano – mas a data foi adiada. Na época, o então ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a maior tributação de refrigerantes, cervejas e energéticos entraria em vigor no início de setembro, e mesmo assim de maneira escalonada.
A decisão foi anunciada depois de reunião de Mantega com representantes de empresas de bebidas, hotéis e bares. Naquela ocasião, Mantega disse que fez um “pacto com o setor” para não haver aumento de preços durante a Copa do Mundo, que ocorreu no Brasil naquele ano.
O juiz Danilo Pereira Júnior, da 12.ª Vara Federal de Curitiba, autorizou nesta semana a progressão de pena de Palocci para o regime aberto. Segundo a decisão, ele permanecerá com tornozeleira eletrônica.
COM A PALAVRA, A AMBEV
“A Ambev esclarece que as alegações relatadas são falsas e incoerentes. Falsas porque nunca fizemos pagamentos de qualquer natureza para obtenção de vantagens indevidas. E incoerentes porque, desde 2015, o setor de bebidas sofreu um grande aumento da carga tributária referente a PIS/Cofins, da ordem de 60%, contradizendo tudo o que foi alegado.”
COM A PALAVRA, O PT
O PT informou, por meio de nota, que Palocci “fez um negócio milionário com a Lava Jato para sair da cadeia com muito dinheiro em troca de mentiras”. “Nada do que ele diga sobre o PT merece crédito, muito menos por meio de supostos vazamentos direcionados politicamente”, afirmou o partido.
COM A PALAVRA, LULA
A assessoria de Lula disse que Palocci “é apenas um instrumento da Lava Jato para atacar (o ex-presidente) com mentiras e narrativas que não podem ser confirmadas por testemunhas ou por documentos”.
COM A PALAVRA, DILMA
A assessoria de Dilma informou que aguardaria a publicação da reportagem para, eventualmente, se manifestar sobre o assunto.
COM A PALAVRA, PALOCCI
O advogado Tracy Reinaldet, que defende Palocci, afirmou que a delação de seu cliente ainda está sob sigilo. “Por tal razão, a defesa do ex-ministro não comenta fatos específicos e não confirma ou infirma a veracidade destes.”

Nota Oficial do PP


O Progressistas de Porto Alegre, por sua Comissão Executiva, em face das inexplicáveis ofensas proferidas pelo líder do Governo Marchezan, vereador Mauro Pinheiro, contra os vereadores progressistas Mônica Leal e Ricardo Gomes, respectivamente presidentes na Câmara Municipal e na Comissão de Constituição e Justiça, vem a público manifestar o mais veemente repúdio aos referidos agravos, reconhecendo nos mesmos parlamentares, irrepreensível trabalho para a cidade, não sendo minimamente aceitável as manifestações injuriosas e ofensivas a honra dos nossos valorosos companheiros.
Diante do que, sem prejuízo de quaisquer outras providências tendentes preservar a lisura e cordialidade, nas relações pessoais e políticas no nosso parlamento, objetivo inarredável do Progressistas e dos cidadãos portoalegrenses, estamos apresentando nossa irrestrita solidariedade e conforto aos vereadores Mônica Leal e Ricardo Gomes. 

              Comissão Executiva do Progressistas de Porto Alegre

                           Porto Alegre, 08 de agosto de 201

Perguntas e respostas do procurador Geraldo Da Camino, MP junto ao TCE do RS

1 – Qual o critério usado para a escolha do Jornalista Leandro Demori, do site The Intercept, para a entrega da Comenda
1) Assim como em relação aos demais homenageados (Adriana Irion, André Machado, Carlos Etchichury, Daniel Scola, Elmar Bones, Felipe Vieira, Fernando Albrecht, Graciliano Rocha, Juremir Machado da Silva, Marcelo Rech, Paulo Sérgio Pinto, Rosane de Oliveira, Taline Oppitz e Telmo Flor) aquele constante do Artigo 2º do Provimento MPCRS nº 20/20191.

2 – Qual a sede do referido site, quem é seu responsável, qual o endereço completo, que gênero de informação de interesse do MPC publicou ou publica referido site (basta uma única nota publicada este ano), quantas vezes o titular do MPC recebeu o jornalista Demori para entrevistas no decorrer de 2019, qual o assunto tratado em pelo menos uma das entrevistas.
2) (1ª parte) As informações solicitadas não estão dentre aquelas colhidas/acumuladas/custodiadas pelo Órgão, tampouco se referem àquelas por ele mesmo produzidas, não estando abrangidas pela Lei de Acesso à Informação (Art. 11, §1º, III, da LAI2).

(2ª parte) Nenhuma. 

3 – Se a escolha do jornalista do site The Intercept teve algum intuito de prestigiar o profissional ou sua publicação.
3) A Comenda Guilhermino Cesar se destina a pessoas físicas

4 – Há quanto tempo o jornalista Demori e o Procurador Da Camino travam relações profissionais.
4) As informações solicitadas não estão dentre aquelas colhidas/acumuladas/custodiadas pelo Órgão, tampouco se referem àquelas por ele mesmo produzidas, não estando abrangidas pela Lei de Acesso à Informação (Art. 11, §1º, III, da LAI2).

5 – Se o Chefe do MPC trava relações profissionais com o jornalista Leandro Demori desde a época em que ele trabalhou para o blog “A Nova Corja”, no qual participou de uma equipe que de modo recorrente caluniava, injuriava e difamava profissionais da imprensa do RS, inclusive o autor desta solicitação e outros jornalistas, pelo menos um dos quais também foi objeto da premiação concedida no dia 12 de junho, sendo por isto devidamente processado, junto com seus colegas, muitos dos quais julgados e condenados.
5) As informações solicitadas não estão dentre aquelas colhidas/acumuladas/custodiadas pelo Órgão, tampouco se referem àquelas por ele mesmo produzidas, não estando abrangidas pela Lei de Acesso à Informação (Art. 11, §1º, III, da LAI2).
  
6 – Desde que ano existe a Comenda Guilhermino Cesar, qual a lei ou autorização legal que a contempla, quais os critérios para a entrega da honraria e de que modo são escolhidos os homenageados e qual o critério para mo estabelecimento de nomes.
6) A outorga da Comenda Guilhermino Cesar foi instituída pelo Provimento MPCRS nº 20/2019, com base no Regimento Interno do MPCRS.
                                     
7 – Qual o valor que o MPC dispendeu na aquisição das referidas Comendas e quanto custaram os serviços prestados para a cerimônia.
7) A Comenda foi confeccionada ao custo de R$ 140,00 a unidade, mediante cotação de preço e pagamento efetuados pelo TCE/RS.Não houve contratação de serviços para a realização da cerimônia.

8 – Se existe algum regulamento ou regra por escrito para a oferta da Comenda, o requerente solicita cópia por escrito.
8) Acompanha as respostas o teor do Provimento MPCRS nº 20/2019.

9 – Qual o critério usado pelo MPC para a escolha do Conselheiro Cezar Miola como único dos conselheiros do TCE as também participar da cerimônia de entrega da Comenda.
9) Todos os Conselheiros e Conselheiros-Substitutos foram convidados. 

10 – Que outros gêneros de Comendas ou homenagens programa o MPC para seu exercício deste ano.
10)  Não há evento programado.

11 - Em relação ao jornalista Graciliano Rocha, o requerente solicita respostas circunstanciadas do mesmo gênero das que foram solicitadas em todos os itens anteriores referentes ao Sr. Leandro Demori.
11)  Respostas idênticas às anteriores.

12 – O requerente também solicita informações sobre gastos possíveis com passagens, hospedagens ou outros serviços relacionados com qualquer dos homenageados.
12)  Não os houve.

 Razões para a concessão da honraria:

 1 Art 2º A Comenda Gulhermino Cesar – MPCRS pela Liberdade de Expressão destina-se a homenagear representantes da imprensa, da sociedade civil e agentes públicos que tenham destacada atuação em relação ao Controle da Administração Pública. 2 Art. 11. O órgão ou entidade pública deverá autorizar ou conceder o acesso imediato à informação disponível.  § 1º Não sendo possível conceder o acesso imediato, na forma disposta no caput, o órgão ou entidade que receber o pedido deverá, em prazo não superior a 20 (vinte) dias:  I - comunicar a data, local e modo para se realizar a consulta, efetuar a reprodução ou obter a certidão;  II - indicar as razões de fato ou de direito da recusa, total ou parcial, do acesso pretendido; ou  III - comunicar que não possui a informação, indicar, se for do seu conhecimento, o órgão ou a entidade que a detém, ou, ainda, remeter o requerimento a esse órgão ou entidade, cientificando o interessado da remessa de seu pedido de informação.