A Polícia Federal deflagrou a Operação Terra Arrasada para desarticular um esquema de fraude em licitações que movimentou R$ 406 milhões e atingiu centenas de prefeituras no Rio Grande do Sul. A ação cumpre mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal para apurar irregularidades em contratos públicos firmados entre os anos de 2017 e 2026.
Um grupo empresarial controlava diferentes firmas que se apresentavam como concorrentes independentes em licitações de máquinas pesadas de terraplenagem. Os suspeitos combinavam previamente as propostas para forçar a saída de concorrentes reais e manter os valores dos contratos artificialmente elevados Há fortes indícios de pagamento de vantagens indevidas a servidores públicos e agentes políticos para beneficiar os interesses do grupo.
Cerca de 40% do montante total fraudado tem origem em repasses e recursos federais destinados aos municípios gaúchos.
Ao todo, a PF cumpriu 13 mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça. As buscas ocorreram em Venâncio Aires, Santa Cruz do Sul, Lajeado, Canoas e Santa Maria, além de um mandado cumprido em Jacareí (SP).Até o momento ninguém foi preso, mas a Justiça Federal determinou o sequestro de imóveis e de veículos de luxo avaliados em até R$ 14 milhões para ressarcir prejuízos causados à União. Além disso, três empresas investigadas foram suspensas do direito de participar de novas concorrências e firmar qualquer contrato com a Administração Pública.Os envolvidos responderão por crimes como frustração do caráter competitivo de licitação, corrupção ativa, lavagem de capitais e organização criminosa.
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