Expoagas 2019 encerra com R$ 539 milhões em negócios


Expoagas 2019 encerra com
R$ 539 milhões em negócios


-> Movimentação recorde superou expectativas da Agas, com crescimento de 6% nos negócios
-> Mais de 50 mil pessoas circularam pelo evento nos três dias de feira

            Realizada desde a última terça-feira (20) no Centro de Eventos Fiergs, em Porto Alegre, a Expoagas 2019 – 38ª Convenção Gaúcha de Supermercados encerra-se hoje (22) superando recordes históricos de negócios concretizados ao longo dos três dias de atividades e evidenciando mudanças de mercado que serão sentidas a partir do início de setembro por consumidores de todo o Estado: o volume de negociações transacionadas entre os visitantes e os 372 expositores do evento chega à casa dos R$ 539 milhões, um crescimento de 6% em relação à edição passada do encontro.  A feira promovida há mais de três décadas pela Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) mais uma vez refletiu, em seus corredores, as tendências de futuro para o varejo, as mudanças no comportamento dos consumidores e as inovações que a indústria está preparando para último quadrimestre do ano e que em breve chegarão às gôndolas. “Hoje, um supermercado médio cadastra 80 novos produtos por semana em sua operação, mostrando a capacidade de inovação da indústria. A Expoagas 2019 refletiu isso, já que os expositores apresentaram mais de 800 lançamentos de equipamentos, produtos, embalagens, versões e sabores aos nossos visitantes”, salienta Antônio Cesa Longo, presidente da Agas.

            As expectativas iniciais da Agas apontavam para um incremento de 3% nos negócios, volume superado pelo alto número de visitantes do segundo dia do evento, quarta-feira (21) – quando mais de 20 mil players da cadeia do abastecimento acessaram os pavilhões da Fiergs. No total, mais de 50 mil pessoas circularam pela feira durante os três dias do evento, oriundos de 275 municípios gaúchos e 420 cidades brasileiras. “Dentro do contexto macroeconômico, este é um resultado a ser comemorado. A feira nos traduz exatamente aquilo que sempre acreditamos, quem trabalha e busca oportunidades pode almejar um crescimento acima da média, e a Expoagas oportuniza justamente isso”, explica Longo, destacando que 19% dos expositores participaram do evento pela primeira vez. Durante os dois primeiros dias da feira, o Instituto Segmento Pesquisas entrevistou 100 dos expositores para saber o grau de satisfação e a percepção geral sobre o evento. O estudo mostra que 81% dos participantes ouvidos ampliaram sua carta de clientes; e 64% dos expositores informaram ter realizado negócios com compradores de outros segmentos. “A Expoagas é uma feira plurissetorial, por isso mais uma vez convidamos representantes de bares, farmácias, hotéis, restaurantes e lojas, dentre outros setores, a prestigiarem o evento. Os supermercados defendem a liberdade econômica e querem oportunizar as mesmas oportunidades e os mesmos fornecedores de que dispõe para toda a cadeia”, sublinha Longo. “Neste sentido, mais uma vez alertamos que não solicitaremos que as farmácias parem de comercializar alimentos, produtos de bazar e de higiene. Acreditamos que o consumidor precisa ser o único beneficiado, e quanto mais opções ele tiver, melhor será seu abastecimento. E neste caminho também pleiteamos a comercialização de medicamentos que não necessitam de receita nos supermercados, já que estes produtos já estão ao alcance dos consumidores no autosserviço das farmácias, sem necessidade da chancela do farmacêutico”, lembra o presidente da Agas.

            Tendências e hábitos de consumo – Tradicional termômetro de vendas e de hábitos de consumo para o varejo, a Expoagas 2019 evidenciou categorias que deverão se destacar nas gôndolas dos supermercados neste segundo semestre. Além de expositores de alimentos funcionais e que denotam preocupação com a saúde e o bem-estar dos consumidores, outras categorias puxaram o resultado positivo da feira de negócios: equipamentos, produtos de limpeza e bebidas mereceram especial destaque pelo desempenho nas vendas. “O consumidor quer agregar maior valor às suas compras e se alimentar melhor, mas ainda falta renda. Estamos otimistas que este cenário evolua nos próximos meses”, projeta Longo.

            Do total de visitantes da Expoagas 2019, 82% foram oriundos do varejo – os supermercados representam 63,4% do total, seguidos de açougues (11%), farmácias (5,4%), lojas de conveniência (5,1%) e padarias (3,1%). A feira registrou, ainda, a visita de representantes de atacados, bares, bazares, lojas de R$ 1,99, hospitais, petshops e agropecuárias, entre outros setores do varejo, da indústria e do setor primário. “Neste ano, pela primeira vez, franqueamos a participação também aos produtores rurais, buscando oferecer este grande palco de aprendizado e de negócios para os homens e mulheres do campo”, sublinha Longo. Outro número comemorado pela Agas é o de empresas participantes: 6,9 mil companhias estiveram representadas na Convenção, oriundas dos 27 estados brasileiros e de outros 12 países – incluindo uma comitiva da Tunísia, estreante entre os visitantes. “Cada empresa trouxe em média sete participantes para a Expoagas, dividindo suas equipes entre as programações e a feira de negócios para aproveitar todas as oportunidades”, explica Longo. O perfil dos visitantes mostra ainda que 71,3% dos participantes estão voltando à Expoagas em 2019, e 28,7% são estreantes. “Comemoramos esta oxigenação, trazendo cada vez mais profissionais para este grande centro de aprendizado, troca de conhecimentos e bons negócios”, afirma o presidente da Agas.

            Expositores querem voltar em 2020 – O estudo desenvolvido pelo Instituto Segmento mostra que 91% dos expositores afirmaram que pretendem retornar à feira em 2020. Entre os entrevistados, 86% informaram que irão superar ou atingir as expectativas de negócios durante a feira, e 92% consideram a Expoagas melhor ou igual aos demais eventos de que participam. Com relação ao cenário macroeconômico, 84% dos entrevistados pelo Instituto Segmento percebem mudanças nos hábitos de consumo dos consumidores em função da crise econômica; 68% pretendem investir ou contratar novos funcionários ainda neste ano; e 77% acreditam na retomada da economia ainda em 2019. “Além da qualificação e negócios, o evento garante uma injeção de ânimo e de otimismo aos participantes, e isso certamente estará refletido no dia a dia das empresas nas próximas semanas”, observa Longo.

      A Expoagas 2019 mais uma vez incentivou a conclusão de transações comerciais durante os três dias do evento com o sorteio de seis notebooks e um automóvel zero quilômetro entre as empresas que efetuaram compras nos estandes da feira. A cada R$ 1.000,00 em compras junto aos expositores, os visitantes receberam um cupom para participação. O automóvel GM Onyx será sorteado hoje (22), no encerramento do evento.

            Preocupação com resíduos – Pela primeira vez, a Agas firmou parceria com a empresa Juntapel, que recolheu, separou e destinou os resíduos sólidos gerados durante a Expoagas 2019. Somente durante os dois primeiros dias do evento, foram recolhidas 19 toneladas de resíduos – e 78% deste total foram reciclados. Além disso, para evitar desperdícios, o Banco de Alimentos do Estado, da Fiergs recebeu dos expositores alimentos não perecíveis e produtos de higiene e limpeza referentes às sobras da feira. Os donativos serão encaminhados às mais de 300 entidades carentes atendidas pelo Banco de Alimentos na Capital. Ainda neste ano, em parceria com a empresa Coleto, especializada na coleta e transporte de óleo de cozinha usado, a Agas administrou o processo de descarte do óleo utilizado na feira, evitando danos ao meio ambiente.

    Programação reuniu especialistas de diferentes áreas – Repleta de conferencistas de destaque em diferentes segmentos, a programação da Convenção Gaúcha de Supermercados também mobilizou grande público ao longo dos três dias do evento. Entre as palestras magnas, nomes como o jornalista Alexandre Garcia, o filósofo Clóvis de Barros Filho, o consultor canadense Mike Ross, a jornalista Glória Maria e o educador físico Marcio Atalla levaram entretenimento e qualificação ao público. Nas programações jovem e feminina, as atrações foram o CEO do iFood, Carlos Eduardo Moysés, e a atriz e bailarina Claudia Raia, respectivamente.
   
    A Expoagas 2019 contou ainda com dezenas de seminários, painéis e oficinas técnicas, abordando temáticas como o futuro do RH, prevenção de perdas, gestão de redes sociais, tributação, gerenciamento de categorias, vendas online e offline, gestão ambiental, ambientação de loja e comportamento do consumidor.

Manifesto


À SOCIEDADE E AOS CIDADÃOS,
As associações das carreiras da Magistratura e do Ministério Público, as associações e sindicatos dos Delegados das Polícias Federal e Civil, e dos Auditores Fiscais nacionais, estadual e do município de São Paulo, todos agentes responsáveis pelo Sistema de Justiça e de Segurança Pública, vêm a público ALERTAR A SOCIEDADE BRASILEIRA e externar o seu REPÚDIO ao Projeto de Lei nº 7.596/2017, encaminhado à sanção Presidencial.
A aprovação do texto no plenário da Câmara, por meio de votação simbólica e após requerimento de urgência, configura um claro desrespeito não apenas ao debate democrático, mas também ao diálogo com a comunidade jurídica, que se propõe a sanar os equívocos contidos na nova proposta de legislação, como os tipos penais vagos e ambíguos.
Apoiamos todas as inciativas que proporcionem o aprimoramento e a modernização da legislação, desde que assegurem os direitos humanos e fundamentais. Infelizmente, esta não é a hipótese do Projeto de Lei nº 7.596/2017, equivocadamente intitulado “Abuso de Autoridade”.
Um vez sancionado, o Projeto de Lei nº 7.596/2017 caminhará na contramão do que vem sendo feito no combate à criminalidade, contrariando a escolha feita pelo povo brasileiro nas últimas eleições.
Criará, ainda, um ambiente fértil para injustiças, perseguições, desigualdades, inseguranças e impunidades ao criminalizar atos inerentes e indispensáveis ao exercício das funções dos integrantes das carreiras de Estado que fiscalizam, investigam, oferecem denúncias e julgam.
Por via transversa, favorecerá os interesses de corruptos, de organizações criminosas e de outros delinquentes.
A legislação brasileira já possui dispositivos de combate ao abuso de autoridade e a sociedade precisa saber da eficiência das Corregedorias de todo o país que atuam na apuração de eventuais excessos dos agentes públicos. O mais, é inconformismo a ser manifestado por meio da via recursal, que amplamente está prevista na legislação.
Testemunhamos, nos últimos tempos, significativos resultados no combate à corrupção e aos crimes de colarinho branco por todo o Brasil, os quais moldaram a esperança em um país melhor.
Para que continuemos avançando, os agentes dos sistemas de Justiça e de segurança precisam ter suas funções garantidas, o que é possível apenas com amplo respaldo do Estado e da sociedade.
Portanto, em nome da segurança jurídica e da democracia, reforçamos o pedido de veto ao PL 7596/17 ao presidente da República, Jair Bolsonaro.
São Paulo, 22 de agosto de 2019
AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros)
Apamagis (Associação Paulista de Magistrados)
Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil)
Ajufesp (Associação de Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul)
Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho)
Amatra-2 (Associação dos Magistrados de Justiça do Trabalho da 2ª Região)
Amatra XV (Associação dos Magistrados de Justiça do Trabalho da 15ª Região)
Conamp (Associação Nacional dos Membros do Ministério Público)
ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República)
ANPT (Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho)
ANMPM (Associação Nacional do Ministério Público Militar)
APMP (Associação Paulista do Ministério Público)
ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal)
SINDPF-SP (Sindicato dos Delegados de Polícia Federal do Estado de São Paulo)
ADPESP (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo)
SINDPESP (Sindicato dos delegados de Polícia do Estado de São Paulo)
Unafisco Nacional (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil)
AFRESP (Associação dos Agentes Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo)
SINDAF-SP (Sindicato dos Auditores-Fiscais Tributários do Município de São Paulo)

Hospital Moinhos de Vento promove simpósio e workshop de aleitamento materno


Atividade integra a programação do Agosto Dourado, que celebra a amamentação
       
      Dentro da programação do Agosto Dourado, mês voltado à conscientização sobre os benefícios do aleitamento materno, o Hospital Moinhos de Vento promove duas iniciativas na próxima sexta-feira (23).
      A segunda edição do workshop sobre o tema ocorre a partir das 15h, no Anfiteatro Schwester Sturm, na própria instituição. Gratuita e aberta ao público, a atividade contará com uma palestra do Dr. Yechiel Moisés, do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). A consultora de amamentação Riciane Osório também integra a programação.
       Na mesma tarde, com início previsto para as 17h, ocorre o primeiro Simpósio Materno-Infantil. Uma mesa redonda será espaço para troca de experiências e cases de sucesso. As inscrições para o evento já estão encerradas.
     
       Programação:

II Workshop de Aleitamento Materno
15h - Abertura do Simpósio com Coordenadora da área Materno-Infantil Enfª Andréia Amorim
15h10- Participação da Superintendência - Fala de boas vindas
15:15 - Abertura de mesa- Dr. Roberto Issler 
15:25 - Palestra com Dr. Yechiel Moisés
16:30 - Palestra: Enfª Consultora Internacional de Amamentação: Riciane Osório

17h- Coffee break
I Simpósio Materno-Infantil
17:15 - Abertura de mesa- Dra. Desiree
17:25 - Cases de Sucessos (10 min cada)
1º case: Enfª Ediane de Souza Nunes 
2° case: Psicóloga Marcela Goulart 
3° case: Enfª Myrcea Dellalibera
4° case: Enfª Fernanda Ziegler 
5° case: Enfª. Camila Espinosa (18:10- 18:20)
18:30- Encerramento - Enfª Andréia Amorim - Coordenadora da Área Materno-Infantil 

MP da Liberdade Econômica


Estes pontos foram elencados pelo site G1 de hoje. O texto completo é do próprio site.

Carteira de trabalho eletrônica

A MP prevê que as carteiras de trabalho serão emitidas pelo Ministério da Economia "preferencialmente em meio eletrônico" – a impressão em papel será exceção. O documento terá como identificação única do empregado o número do CPF;
Os empregadores terão cinco dias úteis, a partir da admissão do trabalhador, para fazer as anotações; o trabalhador deverá ter acesso às informações em até 48 horas, contadas a partir da inscrição das informações.
Registro de ponto

A proposta determina que serão obrigatórios os registros de entrada e de saída no trabalho somente em empresas com mais de 20 funcionários. Atualmente, a anotação é obrigatória para empresas com mais de 10 trabalhadores.
Fim de alvará para atividades de baixo risco

A MP prevê o fim do alvará para quem exerce atividade de baixo risco (costureiras e sapateiros, por exemplo). A definição das atividades de baixo risco será estabelecida em um ato do Poder Executivo, caso não haja regras estaduais, distritais ou municipais sobre o tema.
Substituição do e-Social

O Sistema de Escrituração Digital de Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas, que unifica o envio de dados sobre trabalhadores, será substituído por um sistema de informações digitais de obrigações previdenciárias e trabalhistas.

'Abuso regulatório'

A proposta cria a figura do "abuso regulatório", infração cometida pela administração pública quando editar norma que "afete ou possa afetar a exploração da atividade econômica". O texto estabelece as situações que poderão ser enquadradas como "abuso regulatório" e determina que normas ou atos administrativos estarão inválidos:

criar reservas de mercado para favorecer um grupo econômico em prejuízo de concorrentes;
redigir normas que impeçam a entrada de novos competidores nacionais ou estrangeiros no mercado;
exigir especificação técnica desnecessária para o objetivo da atividade econômica;
criar demanda artificial ou compulsória de produto, serviço ou atividade profissional, "inclusive de uso de cartórios, registros ou cadastros";
colocar limites à livre formação de sociedades empresariais ou atividades econômicas não proibidas em lei federal.
Desconsideração da personalidade jurídica

A desconsideração da personalidade jurídica é um mecanismo estabelecido no Código Civil de 2002 que permite que sócios e proprietários de um negócio sejam responsabilizados pelas dívidas da empresa. A desconsideração é aplicada em processo judicial, por um juiz, a pedido de um credor ou do Ministério Público. A proposta altera as regras para a desconsideração da personalidade jurídica, detalhando o que é desvio de finalidade e confusão patrimonial.
Negócios jurídicos

O texto também muda o trecho do Código Civil que trata dos negócios jurídicos – acordos celebrados entre partes, com um objetivo determinado, com consequências jurídicas. A proposta inclui um dispositivo no Código Civil que prevê que as partes de um negócio poderão pactuar regras de interpretação das regras oficializadas no acordo, mesmo que diferentes das previstas em lei.
Documentos públicos digitais

A proposta altera a lei sobre a digitalização de documentos, autorizando a digitalização a alcançar também documentos públicos. Segundo a proposta, os documentos digitais terão o mesmo valor probatório do documento original.
Registros públicos

A MP prevê que registros públicos, realizados em cartório, podem ser escriturados, publicados e conservados em meio eletrônico. Entre os registros que podem atender às novas regras estão o registro civil de pessoas naturais; o de constituição de pessoas jurídicas; e o registro de imóveis.

Comitê para súmulas tributárias

A MP cria um comitê formado por integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, da Receita Federal, do Ministério da Economia e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. O grupo poderá editar súmulas da Administração Tributária Federal, que passarão a vincular os atos normativos praticados pelas entidades.
Fundos de investimento

A proposta cria uma série de regras para os fundos de investimento, definidos como "comunhão de recursos" destinados à aplicação em ativos financeiros e bens. A proposta estabelece as regras de registro dos fundos na Comissão de Valores Imobiliários, as informações que deverão constar nos regulamentos dos fundos e as regras para solicitar a insolvência.
Fim do Fundo Soberano

O texto determina que será extinto o Fundo Soberano, vinculado ao Ministério da Economia.
Liberação de atividade econômica

A MP libera os horários de funcionamento dos estabelecimentos, inclusive em feriados, “sem que para isso esteja sujeita a cobranças ou encargos adicionais”, tendo apenas algumas restrições, como normas de proteção ao meio ambiente (repressão à poluição sonora, inclusive), regulamento condominial e legislação trabalhista.

Artigo, Renato Sant'Ana - Projeto de abuso


         Neste momento, nada é mais grave, nada ameaça mais o futuro do Brasil do que a tal "lei de abuso de autoridade", que patifes da Câmara e do Senado já aprovaram, cabendo a Bolsonaro sancionar ou vetar.
          Se aprovada, a lei será um instrumento para inibir a ação de policiais, juízes e membros do Ministério Público que enfrentam a criminalidade. Sendo que o crime, da violência urbana à grossa corrupção combatida na Lava Jato, prejudica todos os brasileiros, mas atinge especialmente os mais pobres.
          Um dos autores da lei é Renan Calheiros (PMDB-AL), senador que responde a vários processos criminais, nenhum concluído até agora por causa do infame "foro privilegiado". Tentando proteger-se, a si e a outros corruptos, ele move uma guerra especialmente contra a Lava Jato.
          Mas, existem abusos praticados por autoridades? É óbvio que sim! E alguém estará a favor dos abusos? Não, exceto abusadores. Então por que criticar essa lei? É por sua índole e sua forma: refletindo a má-fé de senadores e deputados inidôneos, ela foi elaborada de modo a punir quem verdadeiramente combate o crime.
          Naturalmente, ela não vai coibir canetaços abusivos como o daquela juíza de Porto Alegre que, na audiência de custódia, soltou seis traficantes que a polícia tinha prendido com 4651 kg de maconha. Pelo contrário, é uma aposta precisamente nesse tipo de decisão.
          Querem saber? A malandragem está em tirar proveito da caneta de juízes moderninhos do tipo que posta no Facebook: "Fora Moro!", "Marielle vive!" e outras originalidades. Esse tipo de juiz existe...
          Por trás de tudo está o "garantismo penal à brasileira". Para que se tenha ideia, se o investigado - mesmo traficante preso em flagrante, como naquele caso de Porto Alegre - alegar que sofreu constrangimento ao ser preso, o policial é que terá de provar que não fez nada errado.
          Na prática, se essa lei nascer, bandidos não mais poderão ser algemados, porque se forem, vão alegar constrangimento, o que será suficiente para que um juiz "garantista", no conforto do gabinete e alheio aos riscos do combate ao crime, acabe condenando o policial.
          Ou seja, estamos por ver o poste molhar o cachorro... A menos que a população compreenda que corruptos querem fazer a festa. E um grande número de brasileiros - nas ruas e nas redes sociais - meta o dedo na cara desses farsantes - simbolicamente, claro!
          De 2013 para cá, o povo reagiu e carregou o Brasil nos braços, salvando-o do abismo. Nada de intelectuais, universitários ou lideranças políticas, mas brasileiros sem grife. Pois neste momento, só o povo pode arrancar a nação das garras infectas dos corruptos e salvar o futuro.

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.
E-mail do autor: sentinela.rs@uol.com.br

Eis a nota da PF sobre a nova operação da Lava Jato


Lava Jato: 63ª fase investiga corrupção em medidas provisórias e destino de R$ 118 milhões de reais

Evidências apontam que maior parte do valor foi lavado por meio de contratos fictícios entre a Braskem e o escritório de advocacia de Nilton Serson

A pedido da força-tarefa do Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR), a Justiça Federal expediu e a Polícia Federal cumpre hoje, 21 de agosto, mandados de prisão temporária e busca e apreensão em endereços dos investigados Maurício Ferro e Nilton Serson. Bernardo Gradin, ex-presidente da Braskem, também é alvo de buscas.

O objetivo é aprofundar a investigação de crimes de corrupção e lavagem relacionados à edição das medidas provisórias (MPs) 470 e 472, as quais concederam o direito de pagamento dos débitos fiscais do imposto sobre produtos industrializados (IPI) com a utilização de prejuízos fiscais de exercícios anteriores.

Na ação penal nº 5033771-51.2018.4.04.7000, Mauricio Ferro, Bernardo Gradin e Newton de Souza foram denunciados pela prática dos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro, ao passo que Guido Mantega foi denunciado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e Antônio Palocci pelo crime de corrupção passiva.

Apurou-se, naquela ação penal, que Antônio Palocci e Guido Matega agiram ilicitamente para favorecer os interesses da Braskem, sendo que Guido Mantega solicitou a Marcelo Odebrecht o pagamento de propina no valor de R$ 50 milhões como contrapartida para a edição das MPs 470 e 472. O pedido foi aceito por Marcelo Odebrecht e pago pela Braskem, por meio do Setor de Operações Estruturadas, contabilizando-se o valor de propina na planilha Pós Itália. Esta era uma espécie de contabilidade informal de propina da relação ilícita mantida entre a Odebrecht e Mantega, criada como continuação da Planilha Italiano, referente à relação ilícita que era mantida entre a Odebrecht e Palocci.

Continuidade das investigações– Após o oferecimento da referida ação penal, a Braskem, em razão do acordo de leniência firmado com o Ministério Público Federal, disponibilizou farto material probatório. 

Esse material fornece indícios de que Mauricio Ferro, na condição de diretor jurídico da Braskem, teria comandado a celebração de pelo menos 18 contratos advocatícios fraudulentos com Nilton Serson entre 2005 e 2013. Um dos contratos advocatícios celebrados – com o efetivo repasse de valores – dizia respeito a discussões envolvendo o crédito de IPI, mesmo contexto em que ocorreram os crimes investigados na ação penal.

Conforme já apurado, não teria havido efetiva prestação de serviços por Serson; os contratos serviram apenas como repasse dissimulado de valores, coordenado por Ferro. Em decorrência desses contratos e por ordem de Ferro, a Braskem repassou R$ 78.187.344,98 para Serson.

A nova fase da operação busca apurar esses novos atos de lavagem de dinheiro e quem foram os destinatários finais dos recursos. Para o procurador regional da República Antonio Carlos Welter, “é importante seguir o dinheiro até se descobrir quem foram os beneficiários desses pagamentos ocultos gerenciados pelo diretor jurídico da empresa e possivelmente operacionalizados por um escritório de advocacia”.

Foi averiguado ainda que Ferro e Serson fizeram uso de contas por eles mantidas no exterior para o recebimento de outros valores, que foram transferidos a partir de contas controladas pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht. Em 2010, por ordem de Ferro foram transferidos pelo Setor de Operações Estruturadas pelos menos US$ 10 milhões para contas que eram mantidas no exterior por Serson em nome de offshores. Na sequência, pelo menos parte dos valores recebidos por Serson foram repassados para contas mantidas por Ferro no exterior.

Além disso, com o aprofundamento das investigações, foram identificados indícios de que Ferro teria atuado para impedir o acesso do MPF às bases de dados do sistema “My Web Day”, que era empregado pelos agentes ligados às diversas empresas do grupo Odebrecht para pagamento de propina.

Provas obtidas em decorrência de acordo de leniência– Conforme previsto na lei nº 12.846/2013, o acordo de leniência tem como um de seus objetivos o fornecimento pela empresa de provas acerca dos ilícitos relatados, além da revisão interna de condutas passadas.

No caso dessa fase da Lava Jato, em decorrência do acordo de leniência foram obtidos diversos documentos relevantes a respeito de possíveis práticas de crimes de lavagem de dinheiro, os quais foram entregues a partir de aprofundamento das apurações internas realizadas pela empresa.

Editor insiste para que o dr. Da Camino, MPCRS, explique por que homenageou o número 2 do site sujo The Intercept

O editor deste blog acaba de concluir uma nova bateria de questões que encaminhará ao Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do RS, tudo relacionado com a entrega da Comenda Guilhermino Cesar ao jornalista Leandro Demori, número 2 do site sujo The Intercept, que diariamente denigre a honra e a reputação de Procuradores do Ministério Público.

O editor não ficou satisfeito com as respostas encaminhadas pelo dr. Geraldo Da Camino em relação a perguntas anteriores, todas feitas no âmbito da Lei de Acesso à Informação.

Leia as novas perguntas:


1 – Conforme o artigo 2º do Provimento MPCRS número 20/2019, a Comanda Guilhermino Cesar – MPCRS pela Liberdade de Expressão, “destina-se a homenagear representantes da imprensa, da sociedade civil e agentes públicos que tenham destacada atuação em relação ao Controle da Administração Pública”. Isto posto, o requerente quer saber, OBJETIVAMENTE, um único fato que fez com que o Dr. Geraldo Da Camino, chefe do MPCRS, apontasse o jornalista Leandro Demori, número 2 do site sujo The Intercept, que diariamente denigre a honra e a reputação de Procuradores da Lava Jato, para integrar a lista de homenageados. Um só fato OBJETIVO que instruiu a inclusão, é o que pede o requerente.

2 – Caso o MPCRS não consiga, não queira ou generalize vagamente a resposta anterior, o requerente pede que em relação ao sr. Leandro Demori seja confirmado que o número 2 do site sujo The Intercept, que diariamente denigre a honra e a reputação de Procuradores da Lava Jato, tenha se “destacado em relação a sua atuação no Controle da Administração Pública”, conforme exigência do Provimento MPCRS número 20/2019.

3 – O requerente deseja saber se o MPCRS escolheu sua lista de homenageados com a Comenda Guilhermino Cesar, levando em consideração a residência local dos jornalistas aos quais concedeu a Comanda Guilhermino Cesar.

4 – Se o MPCRS sabe que o jornalista Leandro Demori sequer reside e trabalha no Rio Grande do Sul.

5 – O requerente quer saber se o MPCRS teve o intuito de prestigiar o jornalista Leandro Demori ao conceder-lhe a Comanda Guilhermino Cesar.

6 – O MPCRS sabe informar por que razão nem um único conselheiro do TCE do RS acolheu o convite para a solenidade de entrega da Comenda Guilhermino Cesar ao sr. Demori e aos demais jornalistas homenageados, exceção do conselheiro Miola ?

7 – O requerente deseja saber se algum dos jornalistas homenageados com a Comenda Guilhermino Cesar devolveu a medalha, depois de conhecer a vinculação do sr. Demori com o blog sujo Nova Corja e com o site sujo The Intercept, conhecidos por ataques à reputação de colegas jornalistas.