Pix: o que mudou

 O aumento de casos de sequestros relâmpago e de roubos relacionados ao Pix fez o Banco Central (BC) introduzir medidas de segurança no sistema instantâneo de pagamentos. As alterações divulgadas hoje (27) também afetam outras modalidades de pagamento eletrônico, como a Transferência Eletrônica Disponível (TED), cartões de débito e transferências entre contas de um mesmo banco.


Na mudança mais importante, o limite de transferências entre pessoas físicas, inclusive microempreendedores individuais (MEI), cairá para R$ 1 mil entre 20h e 6h. O novo limite vale tanto para o Pix como para a liquidação de TEDs, para cartões de débito e para transferências intrabancárias.


Em outra mudança, o BC decidiu impedir o aumento instantâneo de limites de transações com meios de pagamento por meios eletrônicos. Agora, as instituições terão prazo mínimo de 24 horas e máximo de 48 horas para efetivarem o pedido do correntista se feito por canal digital. A medida abrange tanto o Pix, como a TED, o Documento de Ordem de Crédito (DOC), as transferências intrabancárias, cartões de débito e boletos.


As instituições financeiras passarão a oferecer aos clientes a possibilidade de definir limites distintos de movimentação no Pix durante o dia e a noite, permitindo limites mais baixos no período noturno. Elas também passarão a permitir o cadastramento prévio de contas que poderão receber Pix acima dos limites estabelecidos, mantendo os limites baixos para as demais transações.

Artigo, Maurício Bastos de Freitas - Até quando irá a sensação de insegurança jurídica quando o tema é liberdade de expressão?

A prisão do presidente nacional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Roberto Jefferson, reacendeu a discussão acerca dos limites da liberdade de expressão. Até que ponto o direito do cidadão de se expressar esbarra noutros diplomas legais e transcende a legalidade para se tornar algo antijurídico?


A nossa Constituição Federal prevê a liberdade de expressão como um direito fundamental, ou seja, trata-se, em linhas gerais, de um direito que o cidadão brasileiro detém para sua proteção frente à atuação do Estado. E não só isso, a liberdade de expressão perpassa da livre manifestação do pensamento à liberdade de expressão nas atividades intelectual, artística, científica e de comunicação. Mas então porque algumas pessoas tiveram prisão decretada por emitirem opinião? Embora haja bastante divergência sobre como a questão está sendo atualmente enfrentada no Brasil, a resposta está na própria legislação e nas decisões judiciais que formam os precedentes jurisprudenciais. Lembrando que a jurisprudência também é levada em consideração na aplicação da técnica jurídica para resolução de casos.


No nosso ordenamento jurídico, subsiste o entendimento de que a liberdade de expressão não é absoluta, eis que admite restrições em hipóteses excepcionais, sempre em razão da proteção de outros direitos e interesses constitucionais igualmente relevantes. Certo ou errado é desse modo que a matéria vem sendo enfrentada nos tribunais pátrios. Contudo, esse entendimento também não é imutável e absoluto, podendo ser revisto por quem detém a prerrogativa legal para tanto: os legisladores.



Portanto, a fim de evitar a sensação de arbitrariedade advinda de algumas decisões judiciais, e de modo a elucidar os limites da liberdade de expressão para se alcançar a segurança jurídica, é urgente e necessário que os nossos congressistas – no pleno exercício de suas funções precípuas – legislem indicando de forma objetiva e com rol taxativo os parâmetros e a extensão do instituto jurídico da liberdade de expressão, sem, contudo, jamais esquecer que todo o poder emana do povo.


*Advogado

A vingança dos acusados Quem tem medo de Sergio Moro?

 A vingança dos acusados

Quem tem medo de Sergio Moro?

Por Carlos Fernando dos Santos Lima

Ao costurar uma aliança de conveniência entre Bolsonaro e Lula, por meio da deputada Margarete Coelho

(PP-PI), o Centrão acaba de revelar qual é o pior medo da classe política brasileira. Aquele medo que faz

seus caciques acordarem suados no meio da madrugada, como se houvesse um bicho-papão escondido dentro

do closet ou debaixo da cama king-size em que dormem todas as noites.

O nome desse terror que invade gabinetes do Planalto, do Congresso Nacional e até mesmo do Supremo

Tribunal Federal é Sergio Moro. E a forma pela qual resolveram enfrentar o receio de que o ex-magistrado da

Lava-Jato seja eleito presidente em 2022 é cassando os seus direitos políticos.

Certamente, haverá os ingênuos a acreditarem que não se trata de um casuísmo a proposta de mudança no

Código Eleitoral. Mas a proposta de retroação da inelegibilidade para os cinco anos anteriores às eleições

para membros do Judiciário e do Ministério Público é medida que tem alvo certo, a Operação Lava-Jato.

É perfeitamente compreensível o receio de que os princípios que nortearam a Lava-Jato cheguem ao poder,

pois a classe política, especialmente o Centrão, sabe que estará no poder com Bolsonaro ou Lula. Mas teme

que a eventual chegada ao poder de Sergio Moro lhe traga dificuldades para manter seu controle sobre a

política brasileira e, em decorrência, sobre os recursos públicos.

Para isso, ao estilo Putin ou Ortega, demonstram agora seu desapreço pela democracia, desferindo um

verdadeiro golpe contra o direito do povo brasileiro em expressar sua vontade em eleições livres e plurais.

Tudo vale para que continuem no poder, usando da lei para impedir possíveis candidaturas de opositores ao

atual modo de se fazer política no Brasil e à cleptocracia que nos governa.

Não fosse a destinação específica da regra para impedir a candidatura do ex-magistrado, a regra cassa

direitos políticos de quem já não é magistrado ou membro do Ministério Público no momento de sua

promulgação, retroagindo para atingir pessoas somente pela natureza do cargo público que ocuparam,

colocando-os no mesmo patamar de políticos ficha-suja. É a transformação definitiva do juiz e do procurador

da República ou promotor de Justiça em cidadãos de segunda classe ou pior.

Para quem fala tanto em criminalização da política, é revelador que busquem tratar como criminosos

justamente aqueles que têm por função colocar corruptos na cadeia. Isso só traz ainda mais luz ao movimento

da classe política, aproveitando-se da distração de todos com o deprimente espetáculo de ignorância e

autoritarismo de Bolsonaro, ao destruir todo o sistema de combate à corrupção e de busca de uma nova

política livre das deformações decorrentes do abuso desse dinheiro ilícito.

Jair Bolsonaro é o bode na sala de nossa democracia, tornando para muitos aceitáveis medidas claramente

inconstitucionais como essa. Magistrados no sentido amplo da palavra, sejam eles juízes ou membros do

Ministério Público, não podem fazer política partidária, nos termos da Constituição. Mas tornar inelegíveis

cidadãos que já não são magistrados — ainda mais só e exclusivamente por terem sido em época anterior à

da nova lei — é um atentado ao estado democrático de direito e à Constituição Federal.

É, enfim, a vingança dos acusados, que pretendem agora punir seus acusadores e julgadores. Pretendem eles,

vejam a ironia, destruir a Lei da Ficha Limpa, anular condenações e permitir que condenados em três

instâncias como Lula concorram à Presidência, e proibir Sergio Moro de se candidatar.

Nem sei se Moro realmente iria tentar ser presidente, mas agora é que realmente sua candidatura é essencial

para o país. Moro para presidente, mesmo que não seja eleito, mas pela defesa de nossa democracia

Incidentes processuais durante processamento do pedido de tutela antecipada

Os arquivos a seguir incluem as íntegras dos pedidos, dos agravos e das decisões dos magistrados de primeiro e segundo graus. Basta copiar cada link, colá-lo no navegador e abrir.

http://www.polibiobraga.com.br/agrav.pdf

http://www.polibiobraga.com.br/decisao1.pdf

http://www.polibiobraga.com.br/decisao2tjrs.pdf

http://www.polibiobraga.com.br/decisao3tjrs.pdf

http://www.polibiobraga.com.br/decisao4.pdf

http://www.polibiobraga.com.br/decisao5.pdf

http://www.polibiobraga.com.br/decisao6.pdf

Bolsonaro espera momento para não cumprir decisão do STF

 Bolsonaro espera momento para não cumprir decisão do STF 

Carta de R. Jefferson

 “Reflexões de um preso político


A elite tecnocrática, nomeada e vitalícia, destruiu a crença de nosso povo na democracia.


Qual o principal sentimento, a principal convicção, a principal certeza de fidúcia e confiança no regime da lei e da ordem? A correta, diligente e honesta aplicação da lei. Essa é a garantia da existência da Justiça e sua aplicação. Segurança jurídica, igualdade…


O orgulho causador de brios e felicidades do povo brasileiro decorreu de saber que os poderosos foram alcançados pela espada da Justiça. A Operação Lava Jato e suas consequência gerou expectativas; mais: gerou convicções de que todos são iguais perante a lei.


Políticos, juízes e empresários corruptos foram presos e condenados à prisão e obrigados a devolver o fruto do malfeito. A Papuda virou pensão dos papudos.


Houve um momento de absoluta fé na lei e na ordem da democracia.


Até que as forças satanistas, empalmadas pela sedução dos corruptores sino-comunistas, apascentou o ninho mórbido dos urubus.


Os urubus abomináveis que têm se banqueteado com o pão de sangue do nosso povo e saciado sua sede voraz de poder com as lágrimas de frustração das famílias cristãs do Brasil.


O que dizer a meus filhos?


Os abutres traíram o povo honrado da pátria amada. Anularam, isto mesmo, anularam as sentenças e condenações dos poderosos, apanhados na Operação Lava Jato. Soltaram os corruptos. Destruíram no coração de nossa gente o credo na Justiça.


O que dizer a nossos filhos? O quê?


Traíram a boa-fé do povo. Acumpliciaram-se aos gatunos. Desonraram a Sagrada Balança e a varonil Espada.


O que dizer a nossos filhos e netos?


Basta! Há que haver um ponto final a esse estado tanatológico de monstruosidades jurídicas. Xô, urubus! Vocês traíram o povo do Brasil. Traíram nossa nação. Traíram a pátria amada. Escarneceram do Espírito Santo, pois defraudaram nossa fé.


Supremo é o Povo.


7 de Setembro rugirá a nossa indignação.


Xô, urubus! Vão pousar noutra comarca.


Roberto Jefferson”

.Hospital Moinhos de Vento inicia projeto de prevenção de AVC e demência na rede de atenção básica

 O acidente vascular cerebral (AVC) e a demência são as segundas causas mais comuns de morte e incapacidade do mundo. O aumento do número de casos dessas doenças em todos os países fornece evidências de que atualmente as estratégias primárias de prevenção, que incluem aquelas voltadas para a população de alto risco, não são suficientemente eficazes. O Hospital Moinhos de Vento dará início a um estudo para avaliar os métodos para prevenir essas enfermidades e o comprometimento cognitivo.

O PROMOTE, idealizado pela chefe do Serviço de Neurologia e Neurocirurgia do Hospital Moinhos de Vento, Sheila Ouriques Martins, é um projeto de pesquisa que será executado em duas partes: a primeira em Porto Alegre, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde; e a segunda em nível nacional, nas 5 regiões do Brasil. O objetivo do estudo é avaliar se uma polipílula com combinação de medicamentos para baixar a pressão e o colesterol, isolada ou associada à modificação do estilo de vida — por meio do aplicativo Riscômetro de AVC—, pode reduzir a incidência de AVC e a taxa de demência em pessoas de 50 a 75 anos com baixo a moderado risco de doenças cardiovasculares.

Segundo a neurologista cognitiva e líder operacional do projeto, Brunna Jaeger Teló, a primeira parte do estudo, em Porto Alegre, irá avaliar as condições para execução de um programa de prevenção na rede pública de saúde, em escala nacional. “Vamos apresentar o PROMOTE em live aberta ao público. Acreditamos que, com estratégias mais acessíveis implementadas na atenção básica e direcionadas à população de baixo a moderado risco cardiovascular, ou seja, aquelas pessoas que não têm doença estabelecida, é possível prevenir a ocorrência de AVC e demência” disse.

A live de apresentação do projeto ocorrerá na quinta-feira (26), às 12h, com transmissão no Facebook e no Youtube do Hospital Moinhos de Vento. Entre as participantes estão a neurologista Sheila Ouriques Martins, que também é a presidente eleita da Organização Mundial do AVC, a neurologista cognitiva, Brunna Jaeger Teló, a neurologista e pesquisadora médica, Aline Barbosa Palmeira e a diretora da Atenção Primária à Saúde na secretaria Municipal de Saúde, Caroline Schirmer.

 

As inscrições podem ser feitas no site  do hospital.

 

Iniciativa HEARTS

Em paralelo à execução do Projeto PROMOTE ocorrerá a implementação da Iniciativa HEARTS, um programa assistencial aprovado pelo Ministério da Saúde que visa a otimização da assistência primária à saúde para diminuir a incidência de doenças cardiovasculares, como Infarto Agudo do Miocárdio e AVC. Essa otimização se dará por meio da adaptação do sistema de saúde existente, da capacitação das equipes e do desenvolvimento de fluxos de atendimento e tratamento dos pacientes.