Capitulo II, A Origem

 CAPÍTULO II

A Origem



A defesa da liberdade de expressão, mais especificamente a liberdade de imprensa, é uma das principais batalhas destes tenebrosos anos do Século XXI, como já foi antes, nos séculos anteriores, desde que Gutenberg, 1439, inventou sua galáxia de tipos móveis e que deu início à revolução da imprensa, fundamental no desenvolvimento da Renascença, da Reforma e da Revolução Científica, tudo que lançou as bases materiais para a moderna civilização, baseada no conhecimento e na disseminação em massa da informação, o que inclui a aprendizagem em larga escala.


No século XXI, como no Século XV, os poderosos de plantão operam de modo sutil ou descaradamente para impor mordaças aos meios, às mensagens e até a eliminação dos mensageiros que os desagradam.


Foi em tudo que isto que pensei ao me dirigir ao interrogatório exigido pela jovem e bela Delegada Andrea de Melo da Rocha Mattos Reschke, a primeira ocupante da então novíssima Delegacia de Combate à Intolerância, inaugurada com grande pompa e circunstância pelo Governador Eduardo Leite no dia 10 de dezembro de 2020, quase ao final do seu primeiro mandato. Na ocasião, a nova Delegacia e Andrea, foram imediatamente paparicados pela mídia tradicional e também por toda a vanguarda do atraso. Uma romaria de políticos comunistas foi prestigiar pessoalmente a Delegada. Dou ênfase para a visita da Deputada do PSOL, Luciana Genro. Ambas, sorridentes, tiraram foto na porta da Delegacia. O deputado estadual do PT, Leonel Radde, entregou-lhe a Medalha do Mérito Farroupilha. 


Aquele início da tarde do dia 25 de março de 2021, pareceu tão sombrio quanto os dias que o antecederam e sucederam, tudo porque Porto Alegre, o Rio Grande do Sul, o Brasil e o mundo todo estavam acossados pela pandemia da Covid-15.


A Delegada Andrea Mattos morreu dois anos depois, de câncer.


Um ano antes, no dia 2 de setembro de 2022, morreu o pai de Andrea Mattos, no caso o ex-Delegado Federal, Ex-Procurador Federal e ex-Juiz Federal João Carlos da Rocha Mattos, que vivia em São Paulo. 


Pouca gente dentro e fora do governo sabia do parentesco.


Rocha Mattos deixou a magistratura depois de ter sido alvo de inquérito que apontou um esquema de venda de sentenças judiciais. Ele já havia sido condenado anteriormente por corrupção e formação de quadrilha. 


Em 2015, o ex-juiz foi condenado a 17 anos, cinco meses e dez dias de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Segundo a denúncia, ele recebeu valores sem origem justificada e enviou ilegalmente quantias para uma conta bancária na Suíça com o auxílio da ex-mulher, Norma Regina Emílio Cunha.


Sua primeira condenação ocorreu em 2003, por formação de quadrilha, denunciação caluniosa e abuso de autoridade. Ele cumpriu oito dos 12 anos da sentença até ir para prisão domiciliar em abril de 2011. Voltou a ser preso em outubro de 2016 para cumprir pena pelo crime de peculato, pelo qual foi condenado, em junho de 2006 a quatro anos e seis meses de prisão. Em 2020, Rocha Mattos foi para prisão domiciliar por causa da crise sanitária imposta pela Covid-19 e, posteriormente, foi para o regime aberto. No mesmo ano, dois imóveis que pertenciam a ele foram a leilão.


.......


O Advogado Pedro Lagomarcino foi quem me acompanhou até o acanhado prédio da Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância, instalada em enxutas, espartanas e novíssimas instalações no bairro São Geraldo, a poucos minutos do Centro Histórico de Porto Alegre.


Chegamos no horário, 14h.


A Delegada Andrea Mattos chegou mais tarde. Ela se desculpou pelo atraso. Na época, eu ainda não sabia que a Delegada já lutava contra um câncer que poucos anos depois a mataria.


Não houve troca de gentilezas, porque o escrivão de plantão já anotava os primeiros dados preparatórios ao interrogatório.


Na parede da sala onde eu e o Advogado Pedro Lagomarcino respondíamos ao questionamento da Delegada, percebemos uma placa com esta advertência ilegal e  canalha, colocada como aviso na parede:


- Seu silêncio pode ser interpretado como culpa.


O silêncio nesta fase de interrogatório policial é garantido por qualquer legislação penal de países civilizados, inclusive Brasil, e nem de longe pode ser tomado como confissão de culpa.


Mais tarde, representamos contra a ilegalidade.


Eu me apresentei propositadamente com uma máscara respiratória protetora semi-facial Epi com 2 filtros, não só pelo risco de contrair o vírus, mas também porque sempre considerei tóxicos os ambientes de delegacias policiais, salas de audiências e cárceres em geral, tudo por experiência própria.


Não chovia na Capital, naquele momento, 14h. Segundo o Inmet, os termômetros marcavam 12,4o e a pressão atmosférica batia em 1.015,7, mas nuvens negras ameaçavam a iminência de chuvas sobre Porto Alegre.


Era um dia sombrio.


Antes mesmo do interrogatório conduzido pela Delegada Andrea Matos, o escrivão fez algumas perguntas de praxe, avisando que  eu seria ouvido como suspeito e teria direito a permanecer calado. Em seguida, ele perguntou:


- O senhor já foi preso anteriormente ?


Claro que sim. E não foi apenas uma vez. Eu conto minhas prisões políticas durante o regime militar no livro "Ahú - Diários de Minhas Prisões Políticas"


Ainda sem a presença da Delegada, que parecia não chegar nunca, o Escrivão resolveu ler o histórico da ocorrência, começando pelo resumo do Boletim de Ocorrência, o BO protocolado pelos ativistas de extrema-esquerda Gabriel Galli Arévalo e Carlos Krebs:


“ Houve ofensas a alguém, foram atribuídas ofensas reforçando a vítima no meio social em que ele vive, foram atribuídas qualidades negativas aos defeitos da vítima. Ofensas à vítima constitui na utilização de elementos discriminatórios referente a raça e etnia, a vítima não foi agredida fisicamente. A Delegacia de Polícia de combate à tolerância DPCI, conforme imagem anexada, o jornalista proferiu ofensas a todas as pessoas LGBT relacionando-as à prática de zoofilia. 


Eis a nota:


“ Eduardo Leite manda bordar as cores do arco-íris gay na fachada do Piratini” 


A foto é assunto em todo Brasil e também no exterior. O governador Eduardo Leite decidiu comemorar em alto estilo a legalização do homossexualismo como a opção da vontade sexual das pessoas e não como uma patologia. Pelo menos no ponto de vista da polêmica OMS. Ontem foi o dia internacional do universo LGBTQIA+ que engloba não só o homossexualismo, mas ainda não compreende a zoofilia, fenômeno que ocorre com pouca frequência em barrancos e coxilhas pouco frequentadas. Rio Grande do Sul, a política estadual de atenção e integração de uma população LGBTQIA +  implantada com decisão por Eduardo Leite visa elaborar, estimular, apoiar, participar, e promover eventos, estudos, pesquisas, debates e ações que envolvam discussões de saúde da população LGBTQIA +. O relato mais recente do grupo gay da Bahia, GGB, divulgado no início de 2019 resultou que 2018 ocorreu 420 mortes de LGBTs no Brasil, 320 homicídios e 100 suicídios.


 O imbroglio todo começou com uma curta nota publicada no blog www.polibiobraga.com.br:


O governador Eduardo Leite decidiu comemorar em alto estilo a legalização do homossexualismo como opção da vontade sexual das pessoas e não como uma patologia, pelo menos do ponto de vista da polêmica OMS. Ontem foi o Dia Internacional do Universo LGTBQIA+, que engloba nao apenas o homossexualismo, mas ainda não compreende a zoofilia, fenômeno que ocorre com pouca frequência em barrancos de coxilhas do Rio Grande.No RS, a Política Estadual de Atenção Integral à Saúde da População LGBTQIA+, implantada com decisão por Eduardo Leite, visa laborar, estimular, apoiar, participar e promover eventos, estudos, pesquisas, debates e ações que envolvam discussões de saúde da população LGBTQIA+.  O relatório mais recente do Grupo Gay da Bahia (GGB) divulgado no início de 2019, registrou que em 2018 ocorreram 420 mortes de LGBTs no Brasil - entre 320 homicídios e 100 suicídios.

A defesa da Dama do Batom

 A cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, que pichou a estátua da Justiça com batom, negou que tenha entrado em algum dos prédios dos Três Poderes em em 8 de janeiro de 2023. Durante audiência de instrução realizada em novembro de 2024, Débora disse que sua presença ficou restrita à praça dos Três Poderes:

- Quando me deparei lá em Brasília com o movimento, eu não fazia ideia do bem [valor] financeiro e simbólico da estátua. Quando eu estava lá já tinha uma pessoa fazendo a pichação. Faltou talvez um pouco de malícia da minha parte, porque ele começou a escrita e falou assim: ‘Eu tenho a letra muito feia, moça, você pode me ajudar a escrever?’. E aí eu continuei fazendo a escrita da frase dita pelo ministro [Luís Roberto] Barroso.

E prossseguiu:

De fato eu não sabia, não adentrei em nenhum dos prédios do STF, nem do Congresso, nem do Planalto. Eu só fiquei naquela praça. Eu estava tirando fotos porque eu nunca tinha ido a Brasília e achei os prédios de fato muito bonitos. Foi por isso que eu estava lá tirando fotos e apareceu esse indivíduo que eu nunca vi na vida, falando isso para mim. Eu caí nas falas dele. Eu nunca fiz nada de ilícito na minha vida”, continuou.

Segundo Débora, o “calor do momento” fez com que ela agisse daquela forma nos atos de 8 de janeiro.

A gravação foi juntada aos autos na quarta-feira, 26, quando Moraes retirou o sigilo sobre o processo.

Lula derrete e perderia para qualquer um no segundo turno

 Lula perderia facilmente para Bolsonaro ou para Michelle, segundo pesquisa divulgada pela Futura Inteligência divulgada nesta quarta-feira:

Bolsonaro, 51,1%
Lula, 37,3%

Michelle, 48,5%
Lula, 37,3%

 Lula x Tarcísio Tarcísio de Freitas (Republicanos): 42,3% (45,4% em novembro/2024) Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 37,6% (42% em novembro/2024) Ninguém/branco/nulo: 18% (11% em novembro/2024) Não sabe/não respondeu: 2,1% (1,6% em novembro/2024) 2º Turno – Lula x Ratinho Jr. Ratinho Jr. (PSD): 40,6% (37,3% em novembro/2024) Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 37,2% (44,2% em novembro/2024) Ninguém/branco/nulo: 20,5% (13,8% em novembro/2024) Não sabe/não respondeu: 1,6% (4,7% em novembro/2024) 2º Turno – Lula x Caiado Ronaldo Caiado (União): 37,8% Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 37,3% Ninguém/branco/nulo: 22,6% Não sabe/não respondeu: 2,3% 

Opinião do editor - E agora, Bolsonaro ?

 Os 5 x 0 contabilizados para a aceitação da denúncia feita pela PGR contra Bolsonaro eram pedras contadas, já que se sabia de antemão que este julgamento da admissibilidade e o início da ação penal propriamente dita é não só um jogo de cartas marcadas, mas é sobretudo a reedição daquilo que ficou conhecido como os "Processos de Moscou".

Os Processos de Moscou Os Processos de Moscou é como ficaram conhecidos uma série de julgamentos dos opositores de Josef Stalin ocorridos entre 1936 e 1938 na União Soviética, durante o Grande Expurgo. Esses processos ficaram famosos pelas "confissões" arrancadas dos acusados sob tortura, coerção e chantagem.

Tudo ao arrepio do devido processo legal aceito universalmente como ato civilizatório de justiça, ou seja, próprio de uma democracia fraturada, ou seja, da inexistência de um estado democrático de direito.

É simples assim.

Senão vejamos

1) Como nos Processos de Moscou, o atual processo em curso contra Bolsonaro é baseado em cima de uma delação premiada, como é conhecida atualmente o conjunto de "confissões" arrancadas do acusado TenenteCoronel Cid, tudo sog coerçao e chantagem, portanto sob verdadeira tortura mental, conforme consta dos autos e foi lido com voz trêmula pelo acusador dativo, o ministro Alexandre de Moraes, que não conseguiu esconder o exrremo nervosismo, demonstrado pelos papéis que por pouco não escapavam de suas mãos nervosas.

2) Como nos Processos de Moscou, o atual processo em curso conra Bolsonaro, objetiva o expurgo dos opositores do atual sistema, o Eixo do Mal, como denomino, cujos agentes são conhecidos dentro e fora do STF.

É isto.

E agora ?

O julgamento de fato que começará agora é criminal, penal. Em situações normais, que não são as de agora, onde nem mesmo a competência de foro é respeitada, tudo poderá levar de 1 a 2 anos para se complete o ciclo do trânsito em julgado.

Os ministros do STF já demonstraram que estão combinados para condenar Bolsonaro, duela a quem duela. Pelos cinco crimes que elencaram, Bolsonaro pegará até 43 anos.

Apostando em que durante o julgamento não ocorra algum ato de mais violência jurídica, como a prisão preventiva de Bolsonaro, haverá tempo para que este moderno "Processo de Moscou" seja abortado por uma anistia aprovada pelo Congresso, poruqe a condenaão já está acertada previamente.

Para isto, para fazer o Congresso andar, o povo terá que ir em massa às ruas no dia 6 de abril, em São Paulo, e dar uma sova metafórica no sistema, inflando a voz rouca das ruas até a nuca dos parlamentares e inundando as redes sociais, como ocorre nos últimos dias com o caso da Dama do Batom e aconteceu ontem e hoje ao viralizarmos as estridentes defesas dos acusados.

Fora disto, a salvação de Bolsonaro estará no exílio político.


Primeiro dia de julgamento

 A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir nesta quarta-feira se o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete acusados pela trama golpista se tornarão réus. A sessão deve começar às 9h30.O colegiado entrará no segundo dia do julgamento do recebimento da denúncia apresentada no mês passado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra oito dos 34 acusados de integrar uma organização criminosa para praticar atos contra a democracia, entre 2021 e o início de 2023.

A sessão tem início com o voto do relator, Alexandre de Moraes. Em seguida, os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin proferem seus votos.

Se a maioria dos magistrados votar pela aceitação da denúncia da PGR, o que é certo que acontecerá, já que o julgamento é de cartas marcadas e pelo menos 4 dos 5 ministros já demonstraram abundantemente seu ódio por Bolsonaro, edle  e mais sete acusados passarão à condição de réus e vão responder a uma imprestável ação penal no STF pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Com a eventual abertura do processo criminal, os advogados poderão indicar testemunhas e pedir a produção de novas provas para comprovar as teses de defesa. Com o fim da instrução do processo, o julgamento será marcado, e os ministros vão decidir se o ex-presidente e os demais acusados serão condenados à prisão ou absolvidos. Não há data definida para o julgamento.

Em caso de condenação, a soma das penas para os crimes passa de 30 anos de prisão.

Acusados

A denúncia julgada pela turma trata do chamado núcleo crucial, composto pelos seguintes acusados:

Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022;
General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência - Abin;
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;
Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Primeiro dia

Ontem (25), durante o primeiro dia do julgamento, os advogados de Bolsonaro e seus aliados rebateram a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. O procurador também se manifestou durante a sessão e reforçou as acusações de tentativa de golpe de Estado contra os acusados. 

Bolsonaro apareceu de surpresa no STF e acompanhou presencialmente a sessão. Apesar de não existir qualquer impedimento, a presença de investigados durante os julgamentos do STF não é comum.

Os ministros também rejeitaram diversas questões preliminares, como a anulação da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente.

A turma também negou o impedimento dos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin para julgar o caso; o reconhecimento da competência do plenário, e não da turma, para julgar a denúncia e as alegações de cerceamento de defesa

Leite foi a Brasília par defender securitização da dívida do agro

 O governador Eduardo Leite foi, ontem, a Brasília, onde manteve reunião com a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), pedindo apoio da entidade aos pleitos dos produtores gaúchos especialmente por medidas para enfrentar o endividamento, após quatro anos consecutivos de estiagens severas que prejudicaram a produtividade no campo. Nos últimos anos, o RS enfrentou quatro estiagens muito severas que frustraram a produtividade no campo e geraram dificuldades no cumprimento dos compromissos financeiros. Mais cedo, o governador já havia se reunido com o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion, na qual também apresentou a situação do agronegócio gaúcho e as propostas que estão sendo elaboradas pelo governo estadual em conjunto com entidades do setor.As articulações em Brasília dão continuidade às estratégias definidas na reunião realizada na última segunda-feira (24/3) no Palácio Piratini, quando o governador e representantes das principais entidades do agronegócio do Estado alinharam ações prioritárias para o setor.

Durante as agendas, Leite reforçou que as negociações em curso não se limitam a resolver problemas do passado, mas visam garantir condições para investimentos futuros. 

O governador informou que está dialogando com membros do governo federal para conseguir uma prorrogação das parcelas dos empréstimos que vencem em abril e também está bus 

Deputado Gaúcho denuncia prática enganosa do Governo Federal no crédito consignado

O deputado estadual e economista Claudio Branchieri (RS) apresentou uma denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) contra o Governo Federal e a Caixa Econômica Federal por práticas enganosas na apresentação do "Crédito do Trabalhador", nova modalidade de crédito consignado com garantia do FGTS. A denúncia expõe a manipulação dos valores exibidos no sistema da Caixa, induzindo trabalhadores a erro sobre o montante real que pagarão pelo empréstimo.


Segundo Branchieri, a Caixa alterou o layout do sistema de simulação do crédito após as primeiras consultas revelarem que as taxas de juros eram muito mais elevadas do que o prometido pelo governo. Inicialmente, o campo "Valor total a ser pago" refletia corretamente o custo final do empréstimo, mas, após críticas, foi modificado para incluir apenas o valor contratado somado ao IOF, omitindo os juros e outros encargos. Essa mudança induz os trabalhadores a acreditar que pagarão menos do que realmente devem, levando-os a contrair dívidas sem plena consciência das condições financeiras.


"Isso é uma fraude contra os trabalhadores brasileiros. Estão manipulando informações para empurrar endividamento como solução econômica. O governo Lula prometeu juros reduzidos de até 70%, mas na prática, a taxa real cobrada é bem diferente da anunciada. Estão enganando a população, e isso precisa ser corrigido imediatamente!", afirmou o deputado.


A denúncia detalha ainda que o custo efetivo total (CET) apresentado pelo sistema da Caixa está incorreto, pois ignora o IOF, reduzindo artificialmente a percepção da taxa de juros real. Essa prática fere os princípios de transparência e proteção ao consumidor garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) e pela Lei do Superendividamento.


Além da violação à transparência financeira, a denúncia levanta preocupações sobre o impacto social dessa desinformação, considerando que grande parte da população brasileira tem baixa instrução financeira e confia nos cálculos apresentados pela instituição bancária para tomar decisões sobre empréstimos.


"Estamos diante de um ataque direto à dignidade dos trabalhadores, que podem se endividar além de sua capacidade real de pagamento, comprometendo seus salários e até mesmo o FGTS em caso de desemprego. Esse tipo de golpe institucional não pode ser tolerado!", reforça o deputado. 


A denúncia solicita a correção imediata do campo "Valor total a ser pago", para que o trabalhador tenha acesso à informação completa e transparente antes de contratar o crédito. Também exige explicações formais sobre a mudança do layout do sistema e a metodologia usada para calcular o CET.


O caso agora está sob análise do MPF, que poderá abrir investigação contra o Governo Federal e a Caixa Econômica Federal por violação de direitos do consumidor e práticas abusivas contra os trabalhadores.