Prefeito Melo quer botar na cadeia vereador lulopetista que o chamou de preguiçoso, indigno e cara de pau

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Na queixa, o prefeito seleciona seis publicações como objetos. Entre os termos utilizados por Jonas e denunciados, estão: “preguiçoso maior”, “ridículo, lamentável e indigno”, “cara de pau” e “sonso e desentendido”. Além disso, sugere que Melo deve ser preso em uma montagem com a sua foto atrás de grades.

O prefeito Sebastião Melo resolveu usar artilharia pesada contra o vereador lulopetista Jonas Reis econtratou um dos mais respeitados e exitosos  escritórios de advogados criminalistas do RS, no caso o Escritório Lia Pires.

Melo quer com sua queixa-crime,  também, mandar um recado para a oposição anarco-lulopetista constituída pelas bancadas do PT, Psol e PCdoB:

- Ele não está para aturar desaforo.

Os advogados elencaram três acusações de crimes de calúnia e oito de injúria, tudo conforme publicações em postagens na rede social Instagram, de 19 de janeiro até o dia 29 de janeiro deste ano, “para atacar a honra do prefeito, ultrapassando – e muito – o nível de crítica política, focando-se unicamente em aspectos pessoais.



STF decide que pessoas acima de 70 anos podem escolher partilha de bens

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram nesta quinta-feira, por unanimidade, contra a obrigação de aplicação do regime de separação de bens em casamento e união estável de pessoas com mais de 70 anos. 

Na prática, pela decisão do tribunal, separação de bens passa a ser facultativa, só aplicável quando não for manifestada a vontade dos noivos. 

Quem for se casar ou celebrar união estável e estiver nesta idade poderá escolher livremente o modelo patrimonial para a união.

Alexandre Ramagem será interrogado pela PF em 27 de fevereiro

Intimado, o deputado federal Alexandre Ramagem, chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) entre 2019 e 2021, prestará depoimento em 27 de fevereiro. O interrogatório deverá ser dado na sede da Polícia Federal (PF), em Brasília. 

O parlamentar afirmou que ainda não teve acesso aos autos, sete dias após ter sido alvo de um mandado de busca e apreensão, na quinta-feira da semana passada (25/1).

Prefeito Sebastião Mello protocolará “Queixa-crime” contra o Vereador petista

O Prefeito de Porto Alegre Sebastião Mello protocolará na tarde desta quinta-feira (1/2) “Queixa-crime” contra o vereador petista Jonas Reis. Diz Mello: “Um dos pilares da democracia é conviver com a divergência. O querelante foi forjado nessa luta e pratica esse valor ao longo das décadas de trajetória política. Com profundo respeito pela liberdade de expressão e manifestação, nunca se insurgiu ou processou quaisquer pessoas sustentado na discordância de pensamentos". 

Diz mais o prefeito:

"O respeito à livre manifestação é clausula pétrea na sua história. Mas diferente da discordância ou opiniões oposicionistas, o limite da democracia é ultrapassado quando se atua para ferir biografias", ressalta o prefeito. 

"Fazer ilações, acusar sem provas e usar de instrumentos de comunicação de massa para propagar mentiras são práticas que devem ser duramente combatidas em nome do Estado Democrático de Direito”, completa Mello.

Deboche antirrepublicano

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) achou adequado debochar do ex-presidente Jair Bolsonaro usando, para isso, uma campanha de utilidade pública. O caso diz respeito à batida da Polícia Federal numa das casas da família Bolsonaro na investigação sobre o suposto uso da Abin pelo ex-presidente. No momento em que as redes sociais se mobilizaram para comentar o episódio, o governo petista aproveitou a publicação de um post de campanha contra a dengue para tripudiar das agruras da família Bolsonaro. Além do cinismo evidente, trata-se de atitude antirrepublicana, deplorável por definição.


O post mostrava a imagem de um homem batendo à porta com as palavras “toc, toc, toc” e o enunciado: “Quando os agentes comunitários de saúde baterem à sua porta, não tenha medo, apenas receba-os”. A onomatopeia foi previsivelmente interpretada como uma referência a um discurso da então deputada Joice Hasselmann, em 2022, sobre a iminência de uma possível operação contra Bolsonaro.


A nomenklatura lulopetista poderia argumentar tratar-se de uma mera coincidência – não fosse o histórico de artimanhas produzidas pelos criativos instalados no Palácio do Planalto, algumas das quais repletas de ironia, zombaria e referências veladas à família Bolsonaro e adversários. Quando Bolsonaro ficou inelegível, por exemplo, o perfil oficial do governo, a título de festejar a redução do preço da gasolina, exclamou “grande dia” – em referência nada sutil à frase que o ex-presidente costumava usar para comemorar notícias favoráveis ao governo e reveses de adversários. Em outra campanha, destinada a alertar a população a declarar o Imposto de Renda, os redatores lulopetistas trouxeram uma pergunta: “E aí, tudo joia?”. O post foi publicado durante a investigação sobre as joias recebidas por Bolsonaro da Arábia Saudita.


Se essas brincadeiras no perfil oficial do governo já causam espanto, mais espantoso ainda é o próprio ministro Paulo Pimenta, da Secom, jactar-se de que se trata de método perfeitamente válido. Feito um aluno orgulhoso do que acabou de aprender, disse: “Difícil para quem raciocina em uma linguagem analógica tradicional entender o papel dos algoritmos nas ‘janelas de oportunidades e fluxos’ que a comunicação digital precisa considerar. (...) É como se tivesse um trem em alta velocidade passando. Se eu ficar na frente sou atropelado. Se embarco junto, viajo na velocidade do trem e levo junto a minha mensagem. A mensagem principal é a dengue, o trem é a pauta do dia”. Mais claro a respeito de seus verdadeiros propósitos, impossível.


Ironia e deboche são incompatíveis com uma comunicação pública, impessoal, republicana. Fazer referências, mesmo indiretas, a um adversário é converter canais governamentais em palanques digitais. Na sua obsessão para atingir o bolsonarismo, o governo recorre às mesmas práticas que dizia condenar na gestão anterior. No fim das contas, o post só reafirma a ideia de que, para o lulopetismo, a máquina do Estado deve estar a serviço não dos cidadãos, mas do partido.


Valdemar da Costa Neto virá inaugurar a nova sede do PL no RS

O editor levou a Cherini as últimas edições dos seus livros "Cabo de Guerra" e "Herança Maldita - Os 16 anos do PT em Porto Alegre".

O deputado federal Giovani Cherini disse ao editor que quer inaugurar até o final de fevereiro a sede estadual do PL, Partido que preside no RS. O presidente nacional do PL estará presente. As obras estão em andamento no Edifício Gboex, Porto Alegre.

O PL já está organizado em 330 dos 500 municípios do Estado e pretende disputar as eleições em todos eles com nominatas de vereador e em alianças na majoritárias, como é o caso de Porto Alegre. 

Giovani Cherini é deputado há 33 anos, desde que se elegeu deputado estadual em 1990. A partir de 2010 elegeu-se sempre para a Câmara dos Deputados (110 mil votos). E sempre pelo PDT, mas em 2016 foi expulso do Partido por ter votado pelo impeachment de Dilma.Na última eleição, foi reeleito com 162 mil votos, pelo PL. Na Câmara, já votou pelo voto impresso e pelo impeachment de ministros do STF.

O deputado quer disputar a cadeira de senador pelo PL do RS.


Condenada a 14 anos por Alexandre de Moraes, dona de casa deposita esperança em novo julgamento

RAQUEL DEREVECKI 30 JANEIRO 2024 | 6min de leitura

Desde que seu caso foi divulgado pela Gazeta do Povo na última semana, dona Jupira Silvana da Cruz Rodrigues, de 57 anos, tem recebido apoio e voz. “Pessoas estão me visitando e muita gente tem enviado mensagens para senadores, deputados e ministros a respeito da minha situação”, relata a mineira, que segue com tornozeleira eletrônica, é obrigada a apresentar-se no fórum semanalmente e está proibida de manifestar-se em redes sociais.


“Não posso falar por lá, mas muitos estão falando por mim, então quero agradecer a cada um”, disse em entrevista à Gazeta do Povo, citando também a atitude do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que pediu na última segunda-feira (2) que o julgamento seja presencial. Essa solicitação evitou que dona Jupira fosse condenada em plenário virtual a 14 anos de pena e ao pagamento de uma indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 30 milhões de reais — valor que deve ser dividido entre os sentenciados.


Em seu pedido, Mendonça argumentou “ser importante o exame do caso com maior detença" em função das "peculiaridades fáticas e das circunstâncias pessoais da acusada”. A ação é uma tentativa de individualizar a conduta dos réus do 8/1 e as penas recebidas, um “princípio constitucional”, e faz com que o advogado de defesa fale presencialmente no julgamento. O mesmo destaque foi concedido pelo ministro à agente comunitária Nilma Lacerda Alves, que também já tinha maioria de votos no STF para a mesma condenação.

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O que aconteceu com ela no dia 8/1?

Segundo ela, sua filiação ao Partido Liberal (PL) ocorreu em 2011, mas a luta em prol da família e das crianças começou bem antes. “Meu foco principal sempre foram as crianças porque sou mãe, avó, e não aguento ver maldade contra os pequenos”, afirma a mineira, que participou das manifestações realizadas em Brasília na tentativa de lutar por um país melhor para as futuras gerações.


“Fui outras vezes e sempre era muito pacífico, com orações e hinos. Se eu imaginasse o que ia acontecer no 8/1, jamais teria ido”, relata, ao contar um pouco do que viveu naquele dia. “Muitas pessoas tinham saído antes, e eu fui na segunda ou terceira leva que saiu do acampamento”, lembra.


Além disso, ela informa que todos passavam por uma revista com detectores de metal para retirar qualquer item considerado perigoso. “Até alicates de unha eram apreendidos”, recorda, ao afirmar que na sua mala tinham roupas e uma garrafinha de água. “Essa que encontraram com as minhas digitais e com as de outro rapaz porque ofereci para um moço tomar quando vi ele passando mal.”


Ainda de acordo com ela, a caminhada até o gramado foi longa e não havia lugar para se proteger. “Então, quando os policiais começaram a jogar bombas [de gás lacrimogênio] em nós, todo mundo, aquela massa, começou a procurar abrigo, e era muita gente. As câmeras poderiam mostrar tudo, se elas fossem reveladas.”


Em meio à confusão, Jupira conta que entrou no prédio mais próximo, e as cenas que viveu ali foram assustadoras. “Tinha muita gente vomitando, nossos olhos queimavam, e não dava para respirar direito devido à inalação do gás”, recorda, afirmando que os policiais continuavam atirando balas de borracha contra as pessoas. “Tanto que os vidros estavam intactos quando cheguei, mas foram quebrados por esses tiros.”


“Tanto que os vidros estavam intactos quando cheguei, mas foram quebrados por esses tiros”


Inclusive, uma cena que não sai de sua memória é a de um homem que ela viu se ajoelhar diante dos policiais, enrolado com a bandeira do Brasil e pedindo que os militares não atirassem. “A bandeira ficou vermelha de sangue, e eu só queria fugir dali.”


Diante da situação, mesmo sabendo das bombas fora do prédio, ela afirma que tentou sair do local três vezes, mas foi impedida pela força policial. “Fui obrigada a ficar ali dentro, fugindo das balas de borracha enquanto tentava ajudar pessoas que precisavam, como o rapaz que teve uma convulsão e tomou água da minha garrafinha.”


Após sete meses na prisão, saiu preventivamente com tornozeleira

Jupira foi presa dentro do Planalto e ficou sete meses encarcerada na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. “Meu filho casou dia 21 de janeiro e eu não pude participar, um trauma psicológico que levarei para sempre”, lamenta a mineira, ao lembrar que passou essa data em oração com as demais detentas do 8/1.


Ela também não teve oportunidade de acompanhar o crescimento do netinho mais novo, hoje com um ano de idade, e soube que a neta de cinco anos chegou a pensar que ela havia morrido. “Eu sumi de verdade, e isso foi muito forte para ela.”


Agora, Jupira está em liberdade condicional com tornozeleira eletrônica e todas as suas contas bancárias seguem bloqueadas. “Inclusive, sou curadora de um rapaz com transtorno mental irreversível que perdeu a mãe atropelada, e até a pensão por morte que ele recebe foi travada por estar no meu nome”, revela. “Estamos sofrendo muito sem eu ter cometido nenhum crime.”


“Sou curadora de um rapaz com transtorno mental irreversível que perdeu a mãe atropelada, e até a pensão por morte que ele recebe foi travada por estar no meu nome”


Ela também comenta das idas semanais ao fórum da cidade para se apresentar ao juiz — regra imposta aos presos do 8/1. De acordo com a dona de casa, a situação lhe traz imensa tristeza, pois ela sempre entrou no local como uma “pessoa de bem” para atuar como jurada. “E para você ser jurado você tem que conduta honesta, coerente, e eu já participei aqui em Betim (MG) muitas vezes”, afirma, ao citar que hoje é obrigada a ouvir o detector de metais apitar devido ao uso da tornozeleira.


“Fora isso, eu não consigo mais dormir, tenho consultas com psiquiatra para lidar com tudo e tenho visto meu neto mais velho, de nove anos, desolado e me perguntando o tempo todo quando vou tirar isso. Eu só falo que será logo”, relata a mulher, ao pedir justiça.


“Há tantos criminosos que têm seus direitos resguardados pelos defensores dos direitos humanos, mas eu que não sou criminosa perdi todos os meus direitos, e ninguém fala nada. Quero que a verdade seja ouvida, nada mais que a verdade”, pede dona Jupira.