Artigo, especial, Marcus Vinicius Gravina - Lula vx F. Bolsonaro

Marcus Vinicius Gravina é advogado e escritor, RS.


Para onde o povo brasileiro for irá pisar na lama.


De um lado ela estará mais densa e movediça. 


A escolha será nossa, antes das eleições de outubro. 


Ouvi a entrevista de ambos. A soma dos dois nos dá a média medíocre da qualidade dos brasileiros.


Um prometeu o aumento de ministérios e a criação de uma nova força militar nacional, certamente para protegê-lo, nos moldes da guarda do Vaticano (pode rir) enquanto o outro disse que reduzirá gastos, a começar pela extinção de ministérios. 


O Bolsonaro se mostrou impertubavel, manteve a postura, em contraste com o outro com o ranço e ataques de sempre, inclusive mentindo que não conhecia uma implicada em sociedade com seu filho, visto abraçado nele em dezenas de fotos públicas. 


A dupla da Globo, ao contrário do entrevistado de ontem, demonstrou ansiedade e irritação. 


Interrompeu várias vezes as respostas do candidato para atraí-lo para a entrada de um "brete" como se faz com o gado para ser vacinado. 


Meu repúdio à tendência mercenária da Globo, ao atribuir ao Bolsonaro, pai, o golpe que não existiu.


O que foi apontado como preparação do golpe e as referências de alguns comandantes, não passou de uma consulta obrigatória do presidente da República diante  do disposto no art.142 da CF. 


A tomada de decisão para o emprego das forças armadas é competência exclusiva do Presidente, desde que ouvida as forças   armadas. Isto é, a intervenção militar nas ruas em defesa da segurança e ordem públicas. 


Os protestos nas ruas e diante dos quartéis, em todo o Brasil, recomendavam estudos estratégicos para o enfrentamento.


Chamar isto de trama golpista é querer esconder  quem deu o golpe e está no poder e não quer que falem do assalto aos velhinhos do INSS e de algumas mortes  .


Quando a Globo irá entrevistar a Polícia Federal sobre quem mandou matar Jair Bolsonaro?

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