Sílvio Lopes, jornalista, economista e palestrante
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Tenho insistido naquilo que para mim constitui a maior tragédia da nação brasileira, promovida, é claro, pela ação deletéria de um partido e seus aliados: a tomada política- institucional das chamadas " forças vivas" da sociedade. Não há, pelo visto, uma instituição sequer que tenha se salvado dessa "fraude política" devastadora.
Os antigos e tradicionais conceitos e suposições que tornaram legítimas as nossas instituições, foram( e estão sendo), corroídos. No dizer do poeta americano George Cabot Lodge, " eles estão desaparecendo diante de uma realidade mutável, e sendo substituídos por conceitos diferentes, até agora malformados, contraditórios e, sobretudo, perturbadores".
O Brasil, prá surpresa de ninguém, se apresenta como típico exemplo dessa total inversão de valores que corrói o tecido social e institucional, base para uma sociedade madura, livre e próspera. Um verdadeiro Armagedon bíblico aqui se instalou. O futuro que almejávamos para do Brasil, ficou...no seu passado. Isso é notável e, ao mesmo tempo, aterrorizante.
O que seria normal na vida do brasileiro comum, como nós (levar a vida com energia e desfrutando de sua maravilha multiesplendorosa ante as expectações de possibilidades ilimitadas que fazem o espírito vibrar de esperança), tem sido rodeado se desilusões e desesperanças no futuro do Brasil. Dando razão à observação de Shopenhauer de que a vida não passa de " um processo de desilusão..."
Mas temos de manter a esperança. E nutrir a indignação diante das mentiras e da avassaladora opressão que cerca a sociedade, mas sem jamais abrir mão da coragem para a ação libertadora. Enquanto( ainda) há tempo...Afinal, como disse o filósofo espanhol Miguel Unamuno, " somos mais pais de nosso futuro, do que filhos do nosso passado". E, ademais, essas mentes reptilianas dos idiotizados ideológos esquerdopatas, não irão nos resistir. Jamais!
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