O senhor deputado, náo gostou do depoimentok ontem, do secretário da Reconstrução, Pedro Capeluppi.
Ele nem sequer apresentou cronograma das obras atrasadas no caso do Bloco 3, já concedido, por exemplo. Também não esclareceu nada sobre os reajustes tarifários já autorizados, dos pedidos de reequilíbrio financeiro feitos pelas concessionárias e da possível utilização de recursos públicos do Funrigs nos contratos de pedágio.No caso do Bloco 3, administrado pela CSG, a crítica central é que as tarifas aumentaram, mas obras importantes seguem sem execução, incluindo duplicações, acostamentos, vias marginais e intervenções estratégicas, como melhorias na ERS-122.
Por que razão ele não fez isto ?
A oitiva do secretário foi marcada por contradições e falta de respostas sobre o futuro das concessões no Rio Grande do Sul.
E como fica ?
Diante da ausência de informações claras, a CPI determinou que a Secretaria da Reconstrução seja oficiada para apresentar o cronograma das obras, com previsão de início e conclusão.
O vice-governador Gabriel Souza, ontem, disse que sairá em junho o edital para outro Bloco, o 1.
O secretário disse que não há data alguma.
Foi uma oitiva vazia, então.
O que a CPI quer é resposta. A população não pode continuar pagando caro por obras que não saem do papel. Se há contrato, precisa haver cobrança, fiscalização e entrega. A comissão também questionou os contratos de 30 anos, o alto número de pórticos free flow, os quatro reajustes já autorizados pela Agergs, o pedido de reequilíbrio de cerca de R$ 800 milhões feito pela CSG e a previsão de aporte de R$ 1,5 bilhão em recursos públicos em novas concessões.
O que fará a CPI ?
A CPI seguirá cobrando documentos, cronogramas e explicações do governo estadual, das agências reguladoras e das concessionárias. Temos qu eimpedir que o Rio Grande do Sul aceite contratos longos, caros e sem garantia real de entrega.