ARADOIS – 560 mgr.
Pela manhã

ATENELONOL – 50 mgr.
Pela manhã

Diupress – 25 mgr
Pela manhã

Roxflan, 5 mgr
Pela manhã
Outro pela noite

Glifage – 500 mgr
Pela manhã
Também pela noite

Puran T4 – 37,5 mgr
Pela manhã, em jejum

Plenance EZE – 10 mgr+10 mgr
Pela manhã, 10mgr + 10mgr

Clopin Duo – 75 mgr
Pela manhã, 10h

Dagoberto Lima Godoy - De novo, o voto que o eleitor não confere

Neste domingo, 4 de outubro, os brasileiros voltarão às urnas. Em dezembro passado, alertei para o risco de chegarmos a outra eleição presidencial sem enfrentar uma questão importante: a distância entre as garantias técnicas oferecidas pela Justiça Eleitoral e a possibilidade de o próprio eleitor conferir um registro independente de seu voto. 

A eleição chegou e o problema continua — com consequências potencialmente mais graves diante de uma disputa que tudo indica será decidida por uma margem estreita.

O sistema brasileiro dispõe de auditorias, testes de segurança, fiscalização por entidades habilitadas e mecanismos de conferência dos resultados. Os boletins de urna permitem verificar a totalização, e o Registro Digital do Voto possibilita a recontagem eletrônica. Esses mecanismos são relevantes, mas não oferecem ao eleitor a conferência independente que aqui defendo.

O que faz falta é uma garantia adicional: que o eleitor possa conferir um registro de sua escolha que permaneça disponível para eventual auditoria independente. Conferir na tela o nome do candidato é importante, mas não equivale a verificar esse registro. Da mesma forma, recontar os dados digitais não equivale a confrontá-los com uma fonte independente.

Essa proposta encontra respaldo na experiência internacional. Levantamento publicado pelo International IDEA em 2023 identificava 17 países que utilizavam máquinas de votação de registro direto, em âmbito nacional ou subnacional. Desses, 12 adotavam registro impresso verificável pelo eleitor. Na Índia, esse complemento permite visualizar a escolha impressa, que fica retida no equipamento. No Paraguai, o eleitor confere a escolha impressa e deposita a cédula na urna. São experiências que merecem ser examinadas com rigor.

Há preocupações válidas que precisam ser enfrentadas. Uma solução que permita conferir o voto deve também preservar o sigilo e oferecer proteção contra a compra de votos e a coação. O eleitor não pode sair da seção com um comprovante de sua escolha para apresentar a terceiros. Os registros físicos, por sua vez, exigem controles de custódia e procedimentos confiáveis de auditoria. Tudo isso deve integrar o debate sobre o aperfeiçoamento do sistema.

Agora, às vésperas da votação, o que nos cabe é utilizar plenamente os instrumentos existentes: acompanhar a fiscalização, conferir os boletins de urna, documentar eventuais ocorrências e exigir respostas fundamentadas. Será que estamos organizados para fazer isso? A Justiça Eleitoral tem o dever de explicar seus procedimentos, tornar acessíveis as evidências de seu funcionamento e responder a questionamentos legítimos. 

Essa cobrança não pode terminar com a divulgação dos resultados do pleito próximo. Qualquer que seja o vencedor, precisamos continuar clamando por maior confiabilidade, transparência e possibilidades de verificação, .

Vejo nessa tarefa uma responsabilidade ainda maior diante da crise de confiança que pesa sobre a Justiça brasileira. Persistir na cobrança por instituições transparentes, responsáveis e abertas à fiscalização é uma das frentes em que devemos atuar para restabelecer, em sua plenitude, o Estado de Direito no País.


02-10-2026


Artigo, Fellipe Vieira - Saiba o que diz a Folha em seu invulgar editorial de capa

A Folha de S.Paulo levou para a capa desta sexta-feira (2) um editorial de forte tom crítico à atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral na reta final da eleição presidencial.

Com o título “Ataque de juízes prejudica neutralidade da eleição”, o texto institucional do jornal afirma que intervenções recentes do Judiciário estariam comprometendo a percepção de imparcialidade de quem arbitra o processo eleitoral. No subtítulo, a Folha atribui diretamente a Gilmar Mendes e à ministra do TSE Estela Aranha decisões que, na avaliação do jornal, favoreceram Lula. Trata-se da posição editorial da Folha, e não de uma conclusão judicial sobre a motivação dos magistrados. 

O editorial foi publicado depois da turbulência que terminou com o cancelamento do debate presidencial da TV Globo.

Um dos episódios questionados pela Folha foi a decisão de Estela Aranha, tomada a pedido da coligação de Lula, que proibiu a emissora de mostrar o púlpito identificado do presidente caso ele não comparecesse e também impediu perguntas dirigidas ao candidato ausente. A ministra argumentou que a participação em debates é facultativa e que a exposição do lugar vazio poderia produzir consequências negativas para quem optasse por não participar. 

A Folha rejeita esse entendimento e chama a medida de censura. O editorial lembra que a utilização de cadeiras ou púlpitos vazios possui precedentes em debates eleitorais e sustenta que a decisão interferiu na liberdade da emissora para definir a dinâmica do programa. Novamente, essa classificação é a avaliação institucional do jornal. 

O outro alvo central é Gilmar Mendes. O ministro do STF determinou que a Globo aceitasse a participação de Renan Santos, candidato do Missão, no debate. A Folha critica tanto o mérito quanto o caminho processual utilizado para a decisão e afirma que o episódio aprofundou a interferência judicial sobre um evento organizado por um veículo de comunicação. 

A sequência de decisões ocorreu poucas horas antes da transmissão. Lula já havia informado que não participaria. Flávio Bolsonaro, que anteriormente havia confirmado presença, também desistiu depois da decisão envolvendo o púlpito vazio. Diante das alterações, a Globo cancelou o debate e alegou que as determinações judiciais haviam criado insegurança jurídica e interferido nas regras acertadas para o encontro. 

O ponto mais contundente do editorial está na dimensão institucional dada pela Folha ao episódio. O jornal sustenta que a neutralidade e a previsibilidade do árbitro eleitoral são patrimônio da democracia e afirma que decisões percebidas como partidárias corroem a autoridade do próprio Judiciário. Em sua formulação mais severa, o texto acusa integrantes das cortes de agir para beneficiar a candidatura do presidente. Essa é uma acusação política-editorial da Folha, não um fato demonstrado sobre a intenção dos magistrados. 

A publicação ganha peso também pela escolha editorial: não ficou restrita à página de opinião. Foi chamada na primeira página do jornal, ao lado da manchete sobre a nova pesquisa Datafolha e da notícia do cancelamento do debate da Globo.

Assim, em poucas horas, dois dos maiores grupos de comunicação do país fizeram críticas públicas às decisões judiciais envolvendo o último debate presidencial. A Globo contestou as interferências que levaram ao cancelamento do programa. O Globo publicou editorial crítico. Agora, a Folha de S.Paulo coloca na própria capa um editorial questionando a neutralidade da atuação judicial na eleição.

O debate foi cancelado. A controvérsia institucional, porém, entrou definitivamente na reta final da campanha.

Petrobrás faz nova descoberta de petróleo na Margem Equatorial (costa do Amapá)

A Petrobras fez mais uma descoberta de petróleo no poço Morpho, que fica na chamada Margem Equatorial, a 175 quilômetros (km) da costa do Amapá. O anúncio foi feito pela estatal na manhã desta sexta-feira. A descoberta anterior havia sido em meados de agosto. 

O poço identificado como 1-BRSA-1405-APS fica em águas ultra profundas, em lâmina d’água (profundidade do mar no local da operação) de 2.886 metros, na bacia da Foz do Amazonas.

A Margem Equatorial é considerada a nova fronteira exploratória de petróleo, e chega a ser chamada de “novo pré-sal”, por causa do potencial esperado. Descobertas recentes significativas na Guiana e no Suriname têm contribuído para essa perspectiva promissora.

Leia reportagem especial da Agência Brasil, publicada há pouco:

Qualidade do óleo

A Petrobras informou que após a descoberta de agosto, a continuidade da operação da perfuração teve o objetivo de “avaliar intervalos exploratórios mais profundos”.

A segunda descoberta foi identificada por meio de perfis elétricos, indícios em rocha e amostras de fluidos obtidos durante as operações.

“A descoberta amplia o conhecimento sobre o potencial exploratório da área e fornecerá informações adicionais para a avaliação dos sistemas petrolíferos e do potencial de recursos da Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas”, disse a companhia em nota.

A Petrobras já confirmou que o petróleo encontrado em agosto é de “boa qualidade”. O material da segunda descoberta passará por análises laboratoriais. A perfuração no Morpho prossegue para avaliação das formações identificadas.

Recomposição

A companhia destaca que a exploração de petróleo no bloco Foz da Amazônia (FZA-M-59) está alinhada à estratégia de longo prazo de recomposição das reservas de petróleo e gás em novas fronteiras, “contribuindo para o atendimento à demanda energética do país”.

Em relação ao pré-sal, na costa da região Sudeste, sabe-se que se não houver mais descobertas, as reservas devem entrar em declínios na próxima década.

A busca pela licença de exploração se iniciou em 2013, quando a petrolífera multinacional britânica BP arrematou a licitação da área. Por decisão estratégica, a companhia repassou a concessão para a Petrobras em 2021.

Ibama

A Petrobras obteve autorização para perfurar a Margem Equatorial em outubro de 2025. A licença foi concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

A decisão colocou empresas de petróleo e setores do governo de um lado e ambientalistas de outro, estes últimos preocupados com impacto da exploração.

A Petrobras tem defendido que as perfurações são feitas de forma “segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas”.

A presidente da companhia, Magda Chambriard, observa que apesar do nome Foz do Amazonas, o local fica a 540 quilômetros da desembocadura do rio propriamente dita.

Potencial

Um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia, estima que o volume potencial total recuperável da Bacia da Foz do Amazonas pode chegar a 10 bilhões de barris de óleo equivalente (medida que soma petróleo e gás natural).

Para efeito de comparação, dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador do setor, mostram que o Brasil terminou 2025 com cerca de 70 bilhões de barris entre reservas provadas, prováveis e possíveis somente de petróleo.


Cúpula do Judiciário vandaliza a democracia

Debate dos presidenciáveis na TV Globo foi cancelado pela emissora após decisões judiciais

É estarrecedora a interferência do Judiciário nas regras do debate entre os candidatos à Presidência da República que seria realizado na noite desta quinta-feira (1º) pela Rede Globo. Diante da ingerência por decisões individuais de ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF), em afronta à legislação e às normas acordadas previamente com os próprios representantes das candidaturas originalmente convidadas, a emissora viu-se forçada a cancelar o encontro.

As deliberações monocráticas de membros das Cortes causam insegurança jurídica e aviltam a liberdade que os veículos de comunicação têm para realizar os debates, respeitadas as normas previstas em lei. Perde a democracia e perdem sobretudo os eleitores, alijados de assistir ao confronto direto de ideias e propostas, a três dias do primeiro turno da eleição para o cargo mais importante do país.

As regras vigentes, reguladas por portaria do TSE, indicam que, para os debates em emissoras de rádio e TV, devem ser convidados, de forma obrigatória, os candidatos com pelo menos cinco representantes no Congresso Nacional. Assim, a Globo chamou para o encontro Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mas, ainda na terça-feira, o próprio presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, em um entendimento contrário ao que era consagrado pelo Tribunal, determinou que Romeu Zema (Novo) teria o direito de se juntar ao debate.

O presidente Lula, ao contrário, optou por conta própria por se ausentar do debate. As regras acertadas e aceitas pelos partidos inicialmente convidados, inclusive pelo PT, previam que, na hipótese de desistência de um candidato, o púlpito onde ele deveria estar seria filmado vazio e, em determinado momento previamente definido, os demais poderiam fazer perguntas que seriam direcionadas ao ausente.

É lamentável, portanto, que a candidatura de Lula tenha buscado o TSE para evitar que se cumprisse o tratado, firmado em ata. A ministra Estela Aranha, no início da noite desta quinta-feira, em atendimento a uma demanda da coligação liderada pelo PT, determinou que o púlpito desocupado não poderia ser exibido.

A sequência de disparates prosseguiu com a decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, ordenando que Renan Santos (Missão) também tivesse espaço no debate. O mais estranho na deliberação é que o pedido para incluir Renan partiu do partido Solidariedade, sigla sem qualquer vínculo com o Missão. Ato contínuo, Flávio Bolsonaro anunciou que não participaria mais do encontro.

Diante do fato de o debate no formato inicialmente programado mostrar-se desfigurado a poucas horas de ser iniciado, não restou alternativa à Globo.

As ações politizadas da cúpula do Judiciário brasileiro têm envergonhado o país. As instituições que se jactavam de ser as grandes defensoras da democracia agora conspiram contra ela e mancham a eleição com uma série de decisões e atropelos de seus membros, sem amparo em lei e movidos por interesses que talvez não possam confessar, mas estão claros para os brasileiros.

AGU tenta interferir nas eleições com factoide anti-Trump

 AGU e Guardian esquecem a interferência direta, estrangeira, do governo Joe Biden, conforme dito publicamente pelo então presidente do STF (CLIQUE AQUI para ler o que disse Barroso). Além disto, a USAID usou US$ 90 milhoes para atacar a candidatura de Bolsonaro e beneficiar Lula (CLIQUE AQUI para ler detalhes). A coisa fão tão escandalosa que o governo Biden mandou a general Laura Richardson,  Pentágono, pressionar Bolsonaro para que ficasse bonzinho diante das arbitrariedades do STF. Também atuou a CIA (CLIQUE AQUI para ler).

 Nem chega a ser srupreendente o pedido da AGU para a PGR e para a PF, no sentido de que abram inquérito em cima das informações de uma investigação jornalística publicada na noite de quarta-feira, 30, pelo jornal inglês The Guardian, com o título “Governo Trump desvia recursos destinados aos direitos humanos para promover uma agenda de extrema direita no exterior”.Na reportagem, diz a AGU, os autores noticiam com evidências “um possível direcionamento de verbas públicas do governo dos Estados Unidos para o financiamento de redes e organizações atuantes no território brasileiro” com a finalidade de interferir no debate político e institucional e deslegitimar o Supremo Tribunal Federal (STF). Conforme o jornal, o Departamento de Estado dos Estados Unidos teria destinado 1 milhão de dólares do Fundo de Direitos Humanos e Democracia para um programa chamado “Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil“.

A AGU na notícia-crime, lembra que a legislação proíbe o “financiamento ou subordinação de agremiação política por entidade ou governos estrangeiros”.

A reportragem do Guardian, jornal de extrrema esquerda inglês, tenta criar factoide a 3 dias das eleições. Apesar disto, a matéria não fala em momento algum que o dinheiro dirige-se para "agremiação partidária' especificamente

Artigo, especial - Bolsonaro acendeu a luz

Jair Messias Bolsonaro não inventou a direita brasileira. Ela já estava aqui, calada e sem dono. O que ele fez foi maior: acordou, organizou e deu voz a milhões de pessoas que não se enxergavam em nenhum palanque, partido ou editorial.

Os números mostram que esse Brasil existia muito antes de 2018.

Em 2012, quando Bolsonaro ainda era tratado como figura de baixo clero, o Datafolha ouviu 2.588 brasileiros em 160 municípios. A Folha de S.Paulo estampou: “Tendência conservadora é forte no país”.

No ano seguinte, o retrato ficou ainda mais claro. O instituto classificou 48% dos brasileiros entre direita e centro-direita. Esquerda e centro-esquerda somavam 30%. Cinco anos antes de Bolsonaro chegar à Presidência, o Brasil conservador já estava de pé. Faltava organização, identidade e alguém com coragem de dizer em voz alta o que milhões pensavam dentro de casa e calavam na rua.

Por isso a força não apareceu inteira em 2014. Aécio Neves não era o avesso da esquerda. Era a esquerda limpinha: a mesma agenda com outro sotaque, a falsa polarização entre a esquerda assumida e a esquerda disfarçada. O eleitor conservador olhou para a urna e não viu representação. Viu duas versões do mesmo campo.

Bolsonaro ocupou o espaço que ninguém ousou ocupar. Não pediu licença.

Até a ciência política registrada por quem veio de dentro do lulismo teve de admitir o fenômeno. André Singer, porta-voz e secretário de Imprensa do primeiro governo Lula, apontou Bolsonaro como o responsável por reativar predisposições conservadoras já enraizadas em parcela enorme da sociedade. Quando até quem trabalhou com Lula reconhece isso, o tamanho do fenômeno fica impossível de negar.

Bolsonaro acendeu a luz.

O brasileiro que mal sabia o nome do próprio deputado em quem havia votado passou a acompanhar o Congresso Nacional. Ministro do Supremo Tribunal Federal ganhou nome e histórico. Votação, decreto, imposto e orçamento saíram do circuito fechado de Brasília. As pessoas começaram a perguntar: quem decidiu, quem votou, quem indicou, quem ganha e quem paga a conta.

Quem pergunta incomoda.

Ele colocou milhões diante de uma política vendida como coisa de especialista. A urna deixou de ser o fim. O cidadão passou a acompanhar o dia seguinte. Esse despertar explica o cerco: investigações, processos, decisões eleitorais e condenações. O conflito em torno de Bolsonaro está ligado ao fato de ele ter mobilizado o país contra estruturas que antes operavam quase sem testemunha.

Podem tirá-lo de uma eleição, processá-lo, condená-lo e apagá-lo da televisão. Artista pedindo voto não apaga isso. Narrativa de imprensa não apaga isso. Pesquisa encomendada também não. Ninguém manda milhões de pessoas voltarem a dormir.

O fenômeno nunca foi só um homem. É o trabalhador que passou a acompanhar votação, a dona de casa que discute Brasília e o cidadão que pesquisa antes de engolir a versão pronta.

Bolsonaro deu identidade ao que estava disperso e organização a uma força social órfã. Jogou luz sobre o poder. Reduzi-lo a um mandato ou a uma sentença é recusar o tamanho do que aconteceu.

A consciência de quem descobriu que precisa prestar atenção dificilmente volta ao ponto de partida. A luz foi acesa. E é nesse mesmo interruptor que, no domingo, o sistema toma mais um choque de realidade