Estabelecer um horário regular para dormir treina o seu relógio biológico (ritmo circadiano), facilitando o adormecer e melhorando a qualidade do descanso. Seguir a mesma rotina de segunda a domingo é um dos pilares da higiene do sono.Confira um guia simples para estabelecer e manter o seu horário:Defina uma janela consistente: Escolha horários para deitar e levantar que permitam de 7 a 9 horas de sono por noite. Mantenha essa rotina até mesmo nos fins de semana, evitando variar mais de uma ou duas horas.Crie um ritual de relaxamento: Cerca de 30 a 60 minutos antes da hora de dormir, inicie uma rotina que sinalize ao cérebro que é hora de desacelerar. Isso inclui apagar luzes fortes, ler um livro, ouvir uma música calma ou tomar um banho morno.Afaste-se das telas: Desligue smartphones, computadores e televisores pelo menos uma hora antes de deitar. A luz azul inibe a produção de melatonina, o hormônio do sono.Atente-se ao que consome: Evite refeições pesadas, cafeína e bebidas alcoólicas nas horas que antecedem o repouso.Adapte o ambiente: Mantenha o quarto escuro, silencioso e com uma temperatura agradável
A Geração Z inicia a Revolução Flamingo na Albânia
Os protestos liderados pela Geração Z na Albânia — apelidados de "Revolução Flamingo" — desafiaram fortemente o Primeiro-Ministro Edi Rama. Iniciadas contra um resort de luxo na área protegida da lagoa de Vjosa-Narta, as manifestações evoluíram para uma ampla oposição à corrupção, ao modelo de privatizações e à captura do Estado, prejudicando a imagem carismática e a capacidade de diálogo de Rama.O movimento juvenil na Albânia tem causado um impacto sem precedentes. Detalhes da situação incluem:Estopim Ambiental: O projeto de um resort de US$ 4 bilhões envolvendo Jared Kushner e a família Trump motivou a revolta por ameaçar ecossistemas essenciais, como a ilha de Sazan e a lagoa de Narta. Os flamingos tornaram-se o símbolo da causa.Evolução Política: O descontentamento com o projeto turístico transformou-se em grandes atos em frente ao gabinete do Primeiro-Ministro em Tirana Square Full for 17 Days/Pulse of Democracy: How Ready Are Gen Z in the Western Balkans, Where Does Albania Rank?. Manifestantes têm exigido a renúncia de Rama, mudanças estruturais e investigações anticorrupção.A Reação do Governo: Edi Rama, que está no poder há mais de uma década, tem tentado minimizar os protestos e ridicularizar os jovens. Ele também tentou rebater as críticas políticas usando, inclusive, polêmicos vídeos gerados por Inteligência Artificial — uma manobra que atraiu atenção global.Embora os manifestantes tenham conseguido agitar o cenário político, a falta de uma liderança centralizada e planos políticos formais são desafios apontados por especialistas. Contudo, o fato de milhares de jovens terem tomado as ruas demonstra uma nova era de mobilização pública e o despertar contra o establishment tradicional.
Artigo, especial, Dagoberto Lima Godoy - Uma eleição apertada na Colômbia: e se fosse no Brasil ?
O autor é advogado, engenheiro e escritor. Também foi presidente da Fiergs e representante brasileiro na OIT.
A recente eleição presidencial na Colômbia, confirmada por uma diferença inferior a um ponto percentual entre os candidatos, recolocou no centro do debate uma questão essencial: como saber se o resultado corresponde, de fato, à vontade dos eleitores?
A Colômbia utiliza cédulas de papel. O eleitor marca sua escolha e deixa um registro físico para o escrutínio. O resultado oficial decorre da conferência das atas e dos procedimentos legais de apuração. Em caso de dúvida fundamentada, há documentos a examinar e, nas hipóteses previstas, votos a recontar.
O voto em papel não é infalível. Pode haver erros humanos, votos anulados, extravios e manipulações. Mas oferece uma garantia tangível: o resultado não depende exclusivamente de programas, arquivos digitais e explicações técnicas inacessíveis à maioria dos eleitores
Isso importa ainda mais numa época de ataques — hackers —contra sistemas eletrônicos cada vez mais sofisticados. A possibilidade de invasão não prova, por si só, adulteração de votos, quando a infraestrutura eleitoral inclui cadastro, redes de transmissão, divulgação de resultados, bancos de dados e equipamentos. Uma falha em uma dessas etapas não equivale automaticamente a fraude.
O ponto central, porém, permanece: nenhum sistema digital é imune a ataques, erros de programação ou vulnerabilidades humanas. Quanto mais complexa a tecnologia, menos razoável é exigir que o eleitor confie em mecanismos que não pode ver ou conferir por meios independentes.
É nesse contexto que o debate brasileiro deve ser tratado com serenidade. Nas eleições presidenciais de 2022, as urnas eletrônicas estiveram no centro de controvérsia intensa. Houve acusações, desinformação e dúvidas de grande repercussão. As auditorias e missões internacionais de observação não identificaram prova de fraude significativa. Ainda assim, o debate mobilizou milhões de brasileiros e mostrou que confiança institucional não se impõe por decreto nem se constrói só com relatórios técnicos.
O Brasil dispõe de um sistema rápido, com testes de segurança, fiscalização, boletins de urna e registros eletrônicos do voto. Esses controles são relevantes, mas, numa eleição decidida por diferença mínima — como a deste ano proete ser —, serão suficientes para convencer o eleitor comum de que cada voto foi registrado e contado como deveria?
A experiência internacional recomenda cautela. Levantamento do International IDEA — Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral — indicou que apenas 34 dos 178 países pesquisados, cerca de 19%, utilizavam votação eletrônica em eleições nacionais ou subnacionais. A maioria preserva a cédula de papel, com contagem manual ou leitura por scanners.
O dado não condena a urna eletrônica brasileira. Mostra, porém, que o padrão mais difundido busca conciliar tecnologia e prova material: o eleitor vota em papel, a apuração é acelerada por leitura óptica e as cédulas ficam disponíveis para auditoria ou recontagem.
Não se trata de opor atraso e modernidade. Trata-se de encontrar a combinação capaz de oferecer eficiência, segurança, transparência e confiança pública. O resultado precisa ser correto, mas também verificável aos olhos de quem participou da escolha. Democracia não pode depender de fé cega, seja em pessoas, seja em máquinas.
Deputado Rodrigo Lorenzoni entrega Prêmio Liberdade ao jornalista Polibio Braga
O deputado estadual Rodrigo Lorenzoni promove, na próxima sexta-feira (26), às 11h, no Salão Júlio de Castilhos da Assembleia Legislativa, a entrega do Prêmio Liberdade ao jornalista Políbio Braga, editor deste blog.
Criada por iniciativa de Rodrigo Lorenzoni, a premiação reconhece pessoas e instituições que se destacam na promoção e na defesa das liberdades individuais, da livre manifestação de pensamento, da liberdade de imprensa e dos valores democráticos.
Eis o que o deputado publicou nas suas redes sociais de hoje.
Aos 85 anos de idade e com 65 anos dedicados ao jornalismo, Políbio Braga construiu uma trajetória marcada pela independência, pela coragem e pelo compromisso com a informação. Atualmente, dedica-se exclusivamente à mídia digital, sendo responsável pelo blog polibiobraga.com.br, que há duas décadas figura entre os veículos de maior audiência do Rio Grande do Sul, alcançando cerca de 45 mil leitores por dia.
Trajetória se confunde com a história do jornalismo gaúcho
Ao longo de sua carreira, Políbio atuou nos principais veículos de comunicação do Estado, incluindo Zero Hora, Rádio Gaúcha, Rádio Guaíba, Rádio Bandeirantes, Rádio Pampa, RBS TV, Band TV, Folha da Tarde, Correio do Povo e Jornal do Comércio. Além do jornalismo, é advogado e autor de livros que retratam importantes momentos da história política contemporânea do Rio Grande do Sul.
Para Rodrigo Lorenzoni, a homenagem reconhece uma vida dedicada à informação e à defesa das liberdades fundamentais. “Políbio Braga é um exemplo de independência intelectual e compromisso com a liberdade de imprensa. Sua trajetória se confunde com a própria história do jornalismo gaúcho nas últimas décadas. O Prêmio Liberdade busca justamente reconhecer pessoas que tiveram coragem de defender ideias, promover o debate público e contribuir para uma sociedade mais livre”, destaca o parlamentar.
Além da atuação na imprensa, Políbio Braga também exerceu funções públicas de relevância, tendo sido chefe da Casa Civil, secretário da Fazenda e secretário da Indústria e Comércio da Prefeitura de Porto Alegre e coordenador de bancada na Assembleia Legislativa.
Opinião do editor - Intervenção do BC no Digimais pode provocar crise sistêmica sem precedentes no setor financeiro do Brasil
Uma eventual intervenção ou liquidação extrajudicial do Banco Central no Banco Digimais, ligdo ao bispo Edir Macedo, chefe Igreja Universal e grupo Record, elevará significativamente a conta do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que recentemente sofreu um impacto histórico de R$ 57,4 bilhões devido à quebra do Banco Master.
E poderá provocar crise sistêmica no sistema financeiro brasileiro.
O cenário atual envolve investigações de supostas fraudes contábeis e estimativas de rombo bilionário.
Investigações da PF: A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem, investigando um modelo de operações semelhante ao do Banco Master, com ativos inflados e manobras nos balanços.
Impacto no FGC: O Digimais possui um volume de depósitos (à vista e a prazo) que gira em torno de R$ 8,5 bilhões. Embora o rombo exato dependa da quantidade de valores elegíveis à garantia, uma liquidação pode gerar uma fatura adicional estimada entre R$ 7 bilhões e R$ 60 bilhões ao FGC, somando-se à recente conta bilionária do caso Master.
Cobertura aos Poupadores: O FGC garante o ressarcimento de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira, incluindo a rentabilidade.A crise ganhou novos desdobramentos após o fracasso nas negociações de compra do Digimais, com o mercado acompanhando de perto os reflexos no sistema
Conheça o caso do voo 099 da Panair
O Voo 099 da Panair do Brasil foi uma das maiores tragédias aéreas da história do Rio Grande do Sul, ocorrida em 28 de julho de 1950. A aeronave, um Lockheed Constellation, decolou do Rio de Janeiro com destino à Base Aérea de Gravataí (atual Base Aérea de Canoas), mas chocou-se contra o Morro do Chapéu, em Sapucaia do Sul, resultando na morte das 51 pessoas a bordo.A Queda e o HistóricoO voo originalmente deveria partir às 09h30, mas enfrentou sucessivos atrasos e decolou apenas às 15h20. Ao chegar na região metropolitana de Porto Alegre, a tripulação enfrentou condições climáticas severas, com chuvas fortes, forte turbulência e baixa visibilidade. Após realizar duas tentativas de aproximação e arremeter, na terceira tentativa, o avião bateu contra a encosta do morro durante a noite. Os destroços espalharam-se por uma grande área e o impacto causou um grande incêndio. Acredita-se que o acidente tenha sido causado por uma possível desorientação espacial do piloto devido à falta de visibilidade.Entre as vítimas ilustres, o político Joaquim Pedro Salgado Filho estava na lista de passageiros, mas acabou cedendo sua vaga a um amigo momentos antes do embarque.Para saber mais sobre os detalhes da rota, curiosidades técnicas e o contexto da época, você pode conferir os detalhes no artigo dedicado ao Voo Panair do Brasil 099 no Wikipédia.Memória e DocumentárioMais de sete décadas depois, o acidente continua sendo resgatado e documentado. O caso foi revisitado pelo longa-metragem documental "O Caso do Voo 099", dirigido pela cineasta Jo Nobre e produzido pela Casa Rosa Filmes. O projeto, que conta com incentivos culturais do Rio Grande do Sul, traz depoimentos e revisita a triste memória da colisão.
O caso Flávio Dino
O caso de vazamento de registros também envolve o ministro do STF, Flávio Dino, de duas formas: por meio da divulgação de relatórios sigilosos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro (dono do Banco Master), e em registros de reuniões internas da Corte.O Caso Master, Flávio Dino e Flávio Bolsonaro
As menções a "Dino" e o Banco Master envolvem o vazamento de mensagens e áudios do celular de Daniel Vorcaro. O material revelou negociações e cobranças milionárias feitas pelo senador Flávio Bolsonaro ao banqueiro para o financiamento do filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro.
Documentos sobre essas transações financeiras e anotações apreendidas geraram forte repercussão política em ano eleitoral, levando políticos a pedirem apurações formais sobre o vazamento seletivo de dados.
Para entender como a oposição reagiu e acionou o STF após a veiculação das mensagens entre o senador e o dono do Banco Master:
Marinho pede que STF apure vazamento sobre Flávio e dono do Master
O Envolvimento de Flávio Dino no STF
Paralelamente, o próprio ministro do Supremo, Flávio Dino, tem atuado nos bastidores e se manifestado publicamente sobre o caso. Dino criticou a falta de fiscalização dos órgãos reguladores, chegando a classificar o caso do Banco Master como um "elefante pintado de azul" por conta de operações financeiras evidentes e controversas.
Além disso, vazamentos de reuniões internas e secretas entre ministros do STF sobre a condução das investigações envolvendo o Banco Master também vieram à tona, expondo discussões onde o ministro Flávio Dino sugeriu soluções administrativas e de imagem para o ministro Dias Toffoli.:
O questionamento indireto de Dino sobre o caso Master?
O Supremo Tribunal Federal, por meio do relator André Mendonça, segue apurando as fraudes do Banco Master e as eventuais irregularidades do vazamento das conversas sigilosas.