Artigo, Rubens S. Amador

Rubens S Amador é editor do site "Amigos de Pelotas".
Este artigo está publicado no Facebook de Rubgens.

A notícia da condenação em 1ª instância do ex-vereador Roger Ney a 16 anos de prisão em regime fechado, por abuso sexual de uma menina de 7 anos de idade, é uma decisão que nunca satisfaz.

Seja qual for o desfecho judicial, já que a defesa pode recorrer, o dano de um crime assim à vítima é tão grave que o cumprimento de qualquer sentença sempre parecerá o mesmo que nada.

Imaginar a cena do abuso provoca náusea em qualquer pessoa normal que consegue imaginá-la por mais de dois segundos.

A condenação de Ney me faz lembrar de um filme chamado Crimes Ocultos. É uma história sobre o período da União Soviética.

Os comunistas achavam que seu regime erradicaria todos os aspectos maléficos do comportamento humano. 

Para eles, o Capitalismo era o causador da pobreza, da prostituição, dos assassinatos etc. Uma frase marcante do filme: "Não há crimes no Paraíso".

Paraíso seria o regime comunista, aquele em que, com as condições de vida digna asseguradas a todos, ninguém precisaria se desviar do caminho do bem. Todos seriam felizes. 

Só se esqueceram de uma coisa: da psicopatia.

Numa região da URSS meninos começam a aparecer mortos e abusados sexualmente. A polícia da localidade varre para debaixo do tapete os casos, pois "não há crimes no paraíso". Até que a indignação dos pais dos garotos faz com que algumas autoridades locais criem coragem para caçar o criminoso.

O filme relembra que a imperfeição humana está presente em qualquer regime. Tristemente todos os dias, entre tantos crimes, ocorrem abusos sexuais de crianças, o mais abominável dos crimes, por matar em vida.

Não vejo como uma vítima possa se recuperar de um trauma como esse sem carregar sequelas que irão prejudicar para sempre sua relação com os semelhantes e com a vida.

Houve tempo em que eu entendia que abusadores mereciam tratamento. A verdade é que não há recuperação para um criminoso desse tipo.

Hoje acredito que o único destino aceitável, num caso desses, é a pena capital

OSMAR TERRA QUER INCLUSÃO DA PRIMEIRA INFÂNCIA NA CONSTITUIÇÃO

O deputado Osmar Terra (PL-RS) defende a inclusão da primeira infância na Constituição para evitar que políticas públicas mudem a cada troca de governo. Terra presidiu a comissão especial da Câmara  que aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 34/2024) que trata sobre o tema.

 - A inclusão na Constituição garante uma perenidade para as políticas públicas voltadas para essa área, evitando que mudem a cada novo governo- diz Osmar Terra

A primeira infância vai do nascimento aos seis anos de idade. Segundo a proposta aprovada, passa a ser dever da família, da sociedade e do Estado assegurar, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação e à convivência familiar, entre outros. O texto reforça que a lei deverá punir severamente qualquer forma de abuso, violência ou exploração contra crianças nessa faixa etária.

 Médico, secretário da Saúde do Rio Grande do Sul durante oito anos, com mestrado em neurociência, o deputado Osmar Terra destaca que, desde os anos 1990, descobertas científicas comprovam que os primeiros anos de vida, são os mais críticos para o desenvolvimento cerebral. Estímulos adequados nessa fase evitam problemas emocionais e ajudam a romper o ciclo de pobreza das famílias

- Se quisermos mudar a humanidade, temos que começar do começo, cuidando bem do início da vida e do desenvolvimento cerebral.

Osmar Terra é autor do texto que deu origem ao Marco Legal da Primeira Infância, que completou 10 anos em 2026 (Lei 13.257/2016). Ele lembra que, antes da lei, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) não priorizava essa faixa etária;

- O marco traz para o para o ECA a questão da primeira infância. Então, políticas públicas podem ser organizadas a partir dele, nos municípios, no Estado, no Governo Federal para apoiar o desenvolvimento humano, o desenvolvimento das crianças no início da vida. 

A proposta precisa passar agora por dois turnos de votação no Plenário, antes de seguir para o Senado.


Filme Resistência

Artigo, especial - O fim do "braço invisível"e o avanço da direita

Esteartigo é do Observatório Brasil Soberano

O ex-funcionário do Departamento de Estado americano Mike Benz publicou no X uma frase direta: “Bolsonaro ainda seria presidente do Brasil se a USAID não tivesse interferido massivamente na eleição de 2022 para Lula”. Não é a primeira vez que Benz fala sobre isso. Em audiência na Câmara dos Deputados, ele já havia afirmado, de forma detalhada, que a USAID atuou como um dos principais instrumentos de interferência estrangeira nas eleições brasileiras de 2022. Segundo ele, a agência americana financiou uma rede de ONGs, organizações de “fact-checking”, veículos de imprensa e grupos de ati vistas com o objetivo de restringir a liberdade de expressão nas redes sociais e deslegitimar qualquer questionamento sobre o sistema eleitoral eletrônico. Benz também relatou que autoridades americanas, incluindo representantes da CIA e do Departamento de Estado, atuaram para desestimular o governo Bolsonaro de contestar as urnas e para garantir que as Forças Armadas não questionassem o resultado. O que torna a declaração de Benz ainda mais relevante é o que aconteceu de pois que o governo Trump cortou os recursos da USAID. Desde então, sete elei ções na América Latina foram vencidas por candidatos de direita: Chile, Bolívia, Peru, Equador, Honduras, Costa Rica e, agora, na Colômbia. Em todos os casos, candidatos alinhados ao conservadorismo derrotaram candidatos de esquer da. É difícil não notar o padrão: enquanto a USAID mantinha fluxo de recursos para projetos de “fortalecimento da democracia” e “combate à desinforma ção”, a esquerda mantinha vantagem competitiva. Quando o financiamento foi interrompido, a tendência se inverteu rapidamente. No caso brasileiro, o impacto dessa atuação foi especialmente sentido na cam panha de Jair Bolsonaro em 2022. A narrativa de que o ex-presidente represen tava uma ameaça à democracia foi amplificada de forma coordenada por veí culos e organizações que recebiam recursos indiretos ou diretos de programas americanos. A pressão pela regulação das redes sociais, o cerco judicial contra perfis conservadores e a construção de uma imagem internacional negativa de Bolsonaro contaram com apoio logístico e financeiro de estruturas que, segun do Benz, tinham ligação com a USAID. O resultado foi uma campanha em que o então presidente enfrentou não apenas a oposição interna, mas também uma narrativa global construída com recursos públicos americanos. Hoje, a preocupação com “interferência estrangeira” parece ter mudado de lado. O presidente Lula e membros de seu governo têm repetido com frequên cia alertas sobre possíveis intervenções americanas no Brasil. O tom mudou ra dicalmente. O que antes era tratado como “cooperação internacional” e “apoio à democracia” agora é visto com desconfiança, por que a preocupação se o governo de Donald Trump cortou a verbas da agência? Se a USAID realmente atuou de forma neutra em 2022, por que seu desmantelamen to gerou uma onda tão clara de vitórias conservadoras em toda a América Latina? A resposta mais honesta talvez seja incômoda: a chamada “ajuda internacio nal” raramente é apenas ajuda. Talvez a preocupação seja que, sem ela, os resultados eleitorais tendem a refletir mais fielmente a vontade dos eleitores locais — e não dos financiadores externos

Polícia Federal vai para cima dos crimes do Banco Digimais

  A Polícia Federal está desde cedo nas ruas para cumprir mandados judiciais no âmbito da Operação Miragem, deflagrada nesta terça-feira para apurar crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, previstos na Lei nº 7.492/1986.  Entre as medidas estão a quebra de “sigilos bancário e fiscal dos investigados e o sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670 milhões. O Digimais nasceu em Porto Alegre com o nome de Banco Renner.

O alvo das investigações é o Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus. O banco é o braço financeiro da Univefrsal e, por via de consequência, ligado ao seu braço midiático Record (Record TV, Rádio Guaíba e Correio do Povo, Porto Alegre) e ao seu braço político, o Republicanos.

Mais de 50 policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo.

Segundo a PF, as investigações, subsidiadas por relatórios do Banco Central, indicam que os “investigados teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira da instituição, aparentar solvência perante os órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares”.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas pela Lei nº 7.492/1986.

Entrevista, Giovani Cherini, presidente do PL do RS - Vamos eleger presidente, governador, 2 senadores, 7 federais e 12 estaduais

Quando sairá a conenção estadual do PL do RS ?]
Dia 21

Como está a nominata de candidatos ?
O candidato a governador é Luciano Zucco, do nosso Partido, que também lançou o deputado Sanderson para o Senado. Na coligação,temos a deputada Silvana Covatti para vice e o deputado Marcel. Van Hattem. Teremos chapa completa e competitiva. Nossa expectativa é eleger 7 deputados federais e 12 deputados estaduais, o governador, os dois senadores e o presidente da República.

Qual é o tamanho do PL no RS ?
O P é, hoje,  o maior Partido de direita do Rio Grande do Sul, presente em 422 dos 497 municípios gaúchos. Temos 52.008 filiados, sendo 29.176 homens e 22.832 mulheres. Destes, 39 são prefeitos, 48 vice-prefeitos e 403 vereadores.

As mulheres representam que tamanho no PL do RS ?
Na participação feminina, tivemos um crescimento histórico:

* 91 vereadoras
* 4 prefeitas
* 2 vice-prefeitas

Em 2020, o partido tinha apenas 15 vereadoras. Isso representa um crescimento superior a 600% da participação feminina nos municípios.

Quais Partidos formam a aliança ?
Hoje contamos com o apoio de partidos como PL, PP, Republicanos, NOVO, Democracia Cristã, Podemos e União Brasil.Seguimos dialogando com outras siglas alinhadas aos valores da direita para fortalecer a inda mais esse projeto para o Rio Grande do Sul.

Salva aposta na tradição gaúcha e lança Erva-Mate Bairrista

A Salva Craft Beer acaba de ampliar seu portfólio e entrar oficialmente no mercado de erva-mate com o lançamento da Erva-Mate Bairrista. O novo produto já está disponível para distribuidores, varejistas e consumidores do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, reforçando a estratégia da empresa de expandir sua atuação para além do segmento cervejeiro.

Produzida pela tradicional Ervateira Invernada, de Arvorezinha (RS), com mais de 80 anos de história, a nova erva-mate é elaborada com matéria-prima nativa do Alto Vale do Taquari, uma das regiões mais reconhecidas do país pela qualidade da produção. O produto é comercializado em embalagens de 1 kg e não possui adição de açúcar.

Segundo João Giovanela, CEO e fundador da Salva, a novidade representa uma extensão natural da marca Bairrista, criada para valorizar a cultura e as tradições gaúchas. "Agora o consumidor pode viver a experiência Bairrista todos os dias da semana. A erva-mate fortalece nossa conexão com as raízes do Rio Grande do Sul e amplia a presença da marca em um mercado que faz parte da identidade do povo gaúcho", destaca.

Saiba mais sobre a cervejaria Salva no site www.salva.ind.br