Novos estudos

 Estudos recentes publicados entre 2024 e 2026 destacam que pequenas mudanças no estilo de vida podem reduzir significativamente o risco de demência, incluindo Alzheimer. As descobertas enfatizam que hábitos simples e contínuos são mais eficazes do que intervenções drásticas tardias.

Aqui estão as principais maneiras simples apontadas pelas pesquisas:

1. Atividade Física Regular (O Fator Mais Forte) 

Caminhada e Movimento: Estudos indicam que caminhar regularmente é uma das melhores formas de proteção.

Dose Baixa, Alto Impacto: Apenas 35 minutos de atividade moderada a vigorosa por semana foram associados a um risco 41% menor de demência, segundo estudo da Johns Hopkins (2025).

Recomendação: A meta ideal segue sendo 150 minutos de exercício moderado por semana. 

2. Exercício Mental "Ativo" (Evitar telas passivas)

Troque a TV por Hobbies Cognitivos: Pesquisa de 2026 da CNN mostra que "tempo de tela passivo" (assistir TV) aumenta o risco, enquanto atividades cognitivamente engajadoras diminuem.

Exemplos: Ler, fazer palavras-cruzadas, jogar xadrez, aprender um novo idioma ou instrumento musical.

Benefício: Adicionar uma hora de atividade mental ativa diária foi associado a uma redução de ~4% no risco. 

3. Mudanças na Dieta e Sono

Dieta da Mente (MIND): Focar em grãos integrais, folhosos verdes, frutas vermelhas (berries) e gorduras saudáveis.

Sono de Qualidade: Dormir entre 7 a 9 horas por noite está ligado a um risco menor de declínio cognitivo. 

4. Interação Social

Combate ao Isolamento: Manter-se socialmente ativo, conversando e participando de grupos, protege o cérebro. 

5. Mudança de Mentalidade e Saúde Vascular

Mentalidade: Uma atitude positiva e mente engajada podem reduzir o risco de demência precoce, aponta estudo da University College London (2025).

Controle Vascular: Monitorar pressão arterial, diabetes e obesidade é crucial, pois fatores vasculares estão ligados à demência. 

Resumo da Evidência

Pesquisas (2025/2026) indicam que adotar quatro ou cinco desses hábitos saudáveis (exercício, dieta, não fumar, interação social) pode reduzir o risco de Alzheimer em até 60%. 

Essas recomendações baseiam-se em publicações de saúde de 2024-2026 (CNN, ScienceAlert, Reuters, pesquisas da Rush University e Johns Hopkins). 

Endividamento

 O governo federal admite que  está na fase final de elaboração de medidas para reduzir o endividamento das famílias brasileiras, com foco na renegociação de débitos em atraso e na liberação de recursos para aliviar o orçamento doméstico. A estratégia do governo envolve dois eixos principais: estimular a renegociação de dívidas de pessoas de baixa renda com atrasos entre 60 e 360 dias, em um modelo semelhante ao programa Desenrola, e incentivar consumidores adimplentes, mas com alta carga de parcelas, a migrarem para linhas de crédito com juros mais baixos. Uma das principais ferramentas em análise é o uso de um fundo garantidor, possivelmente o Fundo Garantidor de Operações (FGO), para ampliar os descontos nas dívidas. A proposta prevê que instituições financeiras que concederem abatimentos maiores aos devedores terão acesso a mais garantias do governo em novos financiamentos. Nesse contexto, os descontos podem chegar a até 80%, conforme já mencionado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

É o que diz O Globo.

Entre as propostas em discussão estão negociações de dívidas com atraso de até um ano e a possibilidade de utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar débitos.

As discussões também incluem a criação de um programa voltado para pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEI), uma espécie de “Desenrola PJ”. O alcance dessa iniciativa dependerá da capacidade de financiamento por meio do FGO ou de outros fundos. Uma das alternativas analisadas é utilizar recursos esquecidos em instituições financeiras, atualmente estimados em R$ 10,5 bilhões, para reforçar o fundo garantidor.

Ganância: Quando a sadia ambição se transforma na doentia ganância, se manifesta a perversão?

Autor: Harry Fockink


Baseado, parcialmente, em fatos reais, o livro relata as aventuras e desventuras de uma inventiva e corajosa pré-adolescente, que sente imensa culpa por ela e seu irmão mais novo estarem em uma situação de risco e da mãe deles, que assume a coordenação do resgate, mobilizando todo o tipo de apoio, mas sempre estando à frente das ações.


Enquanto os dois jovens enfrentam desafios diários, na sua busca por sobreviver no interior da floresta amazônica, em uma bem vigiada, por narcoguerrilheiros, instalação médica, cercada por um fosso cheio de jacarés, a mãe, uma ex-agente secreta, entra em uma alucinante trajetória para resgatar os filhos, enfrentando e sendo perseguida pela quadrilha.


A jovem, além de buscar salvar a si e seu irmão, também quer levar na fuga outras crianças que já estão no local e as novas vítimas que são trazidas, às quais se afeiçoou, dificultando, mais ainda, suas ações.


A mãe, ao receber uma inesperada ajuda de um investigador contratado por clínicas honestas que buscavam dar um fim ao perverso tráfico, descobre onde os filhos estão, mas ao chegar no local tem uma surpresa desagradável.


Será que esta mãe conseguirá se salvar, salvar seus filhos, ou ao menos, um deles?

Dica de livro - Harry Fockink - Ganância: Quando a sadia ambição se transforma na doentia ganância, se manifesta a perversão?

Dica de livro - Harry Fockink - Ganância: Quando a sadia ambição se transforma na doentia ganância, se manifesta a perversão?

CLIQUE AQUI para saber mais sobre Harry Fockink).

CLIQUE AQUI para ler no original.

Baseado, parcialmente, em fatos reais, o livro relata as aventuras e desventuras de uma inventiva e corajosa pré-adolescente, que sente imensa culpa por ela e seu irmão mais novo estarem em uma situação de risco e da mãe deles, que assume a coordenação do resgate, mobilizando todo o tipo de apoio, mas sempre estando à frente das ações.

Enquanto os dois jovens enfrentam desafios diários, na sua busca por sobreviver no interior da floresta amazônica, em uma bem vigiada, por narcoguerrilheiros, instalação médica, cercada por um fosso cheio de jacarés, a mãe, uma ex-agente secreta, entra em uma alucinante trajetória para resgatar os filhos, enfrentando e sendo perseguida pela quadrilha.

CLIQUE AQUI para ler mais.



Entrevista com vereador Tiago Albrcht

 Este mutirão de Endodontia que viabilizou 1,2 mil atendimentos e reduziu em 20% a procura por atendimento odontológico pelo SUS de Porto Alegre, saiu em função da sua ajuda, vereador. Como isto foi possível ?
A redução de 20% foi na fila de espera por tratamento de canal no SUS da Odontologia em Porto Alegre. Na verdade, o mutirão saiu porque  destinei R$ 777 mil entre 2024 e 2026, viabilizando mais de 1,2 mil tratamentos através de parcerias público privadas (PPP) com clinicas particulares, portanto. Esta iniciativa começou em 2023.

Qual foi sua sensação diante do êxito da iniciativa ?
Quando a gente tira uma pessoa da fila de espera, não é só um procedimento que acontece, é alguém que volta a trabalhar, a viver sem dor e com dignidade. Vejam que tivemos uma redução de 20% na fila do SUS odontológico para tratamento de canal em Porto Alegre. Esse modelo prova que é possível fazer mais com eficiência, responsabilidade e resultado concreto para quem mais precisa.

Como opera o projeto todo ?
O projeto opera com um modelo de credenciamento contínuo de clínicas privadas, permitindo que novos prestadores sejam habilitados conforme a demanda. Com custo médio de aproximadamente R$ 604 por tratamento, a iniciativa garante previsibilidade orçamentária e maior agilidade na execução, ao mesmo tempo em que desafoga a rede pública especializada. Esse projeto surgiu em 2023, a partir de uma demanda apresentada pelo Conselho Regional de Odontologia, que expôs a gravidade da fila para tratamento de canal na Capital. A partir desse diagnóstico, construímos essa parceria com a Prefeitura para viabilizar uma solução concreta. Estamos falando de um modelo com custo controlado, execução transparente e capacidade de expansão. Ao integrar a rede privada, conseguimos aumentar a oferta sem criar estruturas permanentes e com total rastreabilidade dos recursos investidos. O modelo de parceria público-privada pode ser um caminho viável para ampliar o acesso a procedimentos especializados no sistema de saúde.

Prost celebra um ano com novo prato e reforça sua vocação como romance cultural da Serra Gaúcha

Ana Maria Cemin – Jornalista, Caxias do Sul.

Entre Porto Alegre e Gramado existe uma rota alternativa ainda pouco conhecida — mas já queridinha de viajantes atentos. Um caminho 35 km mais curto, sem pedágios e com paisagens que parecem saídas de um livro ilustrado. É justamente nesse paraíso, na ERS‑373, em Santa Maria do Herval, que está o Restaurante Prost, uma das experiências culturais e gastronômicas mais originais da Serra Gaúcha. Depois de um ano de portas abertas ao público, o Prost lança o Pato à Baviera, criação da renomada chef Arika Messa, que assina o cardápio da casa.

O Pato à Baviera une tradição, criatividade e afeto. Assado lentamente com legumes e ervas, acompanhado de purê de maçãs e finalizado com um molho de laranja levemente agridoce, o prato homenageia sabores clássicos da culinária alemã, mas com uma leitura contemporânea. E com um detalhe importante: os produtos são quilômetro zero, frescos e muito saborosos.

“A escolha da chef Arika Messa para a elaboração de nosso cardápio teve por objetivo trazer originalidade, capacidade técnica e a delicadeza com que ela trata a memória afetiva do local onde estamos inseridos”, comenta um dos proprietários do Prost, Maico Zimmer. Arika valoriza o conceito Km 0, prioriza os produtores da região e fortalece a identidade culinária local, que tem origem na Alemanha.

UM RESTAURANTE QUE PARECE CENÁRIO

O Prost não tem nada de óbvio. A fachada em forma de cuco gigante já anuncia que ali a experiência vai além do prato. A decoração, assinada por Maico Zimmer, mistura elementos dos contos dos Irmãos Grimm com referências da cultura alemã: um Salão inspirado na Floresta Negra, com bar e atmosfera imersiva; a Casinha de João e Maria, um dos espaços mais fotografados; e um biergarten que recebe bandinhas, eventos e celebrações típicas. Esse espaço ao ar livre, típico da cultura alemã, tem feito o maior sucesso.

O resultado é um ambiente lúdico, acolhedor e surpreendente. É um convite para entrar, desacelerar e viver a cultura germânica de forma sensorial. O espírito da colônia está vivo em cada detalhe e, em certa medida, o Prost funciona como uma espécie de Oktoberfest permanente, com espírito acolhedor e sabor de casa de vó.

Além das refeições, quem passa pela estrada pode dar uma paradinha para saborear ou comprar as cucas, bolachas e bolos artesanais preparados por Simone Marschner, guardiã de receitas que atravessam gerações. É importante dizer que o empreendimento é familiar, dos Marschner. A história do restaurante nasceu justamente da união de talentos desse grupo: Maico, encantado pela comida da sogra, decidiu que aquilo precisava ser compartilhado e colocou seu talento em arquitetura e design a serviço do projeto. Simone assumiu a cozinha, com apoio de Leandro e Erick. “O Prost é praticamente meu parque de diversões, onde posso apresentar ideias, atender as pessoas e ter momentos absolutamente agradáveis”, revela Zimmer.

Para quem quiser uma imersão cultural, vale aproveitar para conhecer o dialeto Hunsrück, falado pela equipe e presente no cardápio bilíngue. Essas referências da cultura local reforçam a autenticidade da experiência e aproximam o visitante da cultura viva de Santa Maria do Herval.

Portanto, para quem vai de Porto Alegre para Gramado, ou vice-versa, fica a dica de parada obrigatória na rota encantada. Em um ano, o Prost conquistou tanto turistas como moradores. E a combinação de uma rota sem pedágio, paisagens da Serra, gastronomia afetiva e imersão cultural transformou o restaurante em um destino por si só. Se você deseja algo mais além da experiência que o Prost oferece, saiba que Santa Maria do Herval tem belas trilhas, cascatas e clima de vilarejo europeu.

O Brasil entre o dólar e os BRICS

Dagoberto Lima Godoy

A explosão da dívida dos Estados Unidos é um sintoma de desgaste estrutural. A dívida americana já ronda os US$ 39 trilhões, acima de 120% do PIB, segundo o FMI. Isso não significa colapso iminente do sistema americano, mas indica que o coração financeiro do mundo já não transmite a mesma sensação de solidez inquestionável de outrora. Tampouco significa o desaparecimento súbito da ordem anterior. O que se vê é a erosão simultânea de vários de seus pilares: a supremacia incontestada do dólar, a neutralidade das cadeias globais, a abundância de energia barata e a ideia de que a globalização havia domesticado a guerra.

A ordem mundial não está apenas se reordenando por planilhas, tarifas e algoritmos; está sendo redesenhada também pelo uso da força. A guerra da Rússia contra a Ucrânia demonstra quanto energia, alimentos e logística continuam sendo armas estratégicas, assim como o confronto militar direto dos Estados Unidos contra o Irã projeta forte impacto potencial sobre petróleo, seguros, fretes e estabilidade regional.

Mas a transformação mais profunda decorre do fato de a economia digital ter-se tornado brutalmente material. A escalada da inteligência artificial está empurrando para cima a demanda por eletricidade, refrigeração, cobre, lítio, grafite, terras raras e capacidade firme de geração. A demanda por minerais críticos segue crescendo e permanece fortemente concentrada, sobretudo no refino controlado pela China.

Nesse cenário, o Brasil ganha relevo. Não por ser potência militar ou líder em inteligência artificial, mas por deter um conjunto de ativos que o novo ciclo histórico valoriza crescentemente: energia limpa, alimentos, água, território e minerais críticos, como lítio, grafite, níquel, cobre, nióbio e terras raras. Num mundo que passa a girar em torno de infraestrutura energética, transição industrial e segurança de suprimentos, isso confere ao Brasil um peso que parece ainda não ter sido inteiramente percebido por sua própria elite dirigente.

Nesse quadro, os BRICS ensaiam, não uma substituição frontal do dólar, como Lula por vezes sugere, mas uma erosão prática de sua centralidade, por meio de sistemas de pagamento e cooperação financeira colocados no centro da agenda do bloco. Pelas manifestações oficiais, o Brasil parece inclinar-se para esse polo alternativo, embora essa opção estratégica não tenha sido efetivamente discutida no Congresso Nacional.

O governo Lula parece acreditar que a aproximação com os BRICS amplia a margem de manobra diplomática, abre espaço para financiamento, cooperação tecnológica seletiva, pagamentos em moedas locais, quando convenientes, e maior poder de barganha diante do sistema tradicional. Isso pode elevar o valor estratégico de nossos ativos materiais — energia, agropecuária e minerais. Mas há três ilusões que o país precisa evitar.

A primeira é imaginar que os BRICS já constituam uma ordem coesa. Não constituem. O bloco reúne interesses frequentemente divergentes, ritmos distintos e visões estratégicas por vezes incompatíveis.

A segunda é supor que China e Rússia sejam parceiros neutros ou desinteressados. Não são. Toda potência opera segundo seus próprios objetivos nacionais.

A terceira é crer que o Brasil possa reduzir rapidamente sua dependência funcional da ordem financeira baseada no dólar. Também não pode. O dólar continua central porque ainda não existe outro sistema com a mesma profundidade, liquidez e capacidade de absorver poupança global.

Por isso, a aposta correta do Brasil não é “trocar de lado”. É usar a reestruturação do mundo para ampliar sua autonomia, sem romper com nenhum polo essencial, muito menos com seus históricos parceiros ocidentais.

Afinal, o mundo não vive exatamente um reset econômico. Vive uma sacudida, um reordenamento. E, em tempos assim, os países que prosperam não são necessariamente os mais ideológicos, mas os que sabem ocupar posições indispensáveis. O Brasil pode ser um deles, mas só acertará se compreender que sua vocação não é ser satélite de uma ordem nem soldado de outra, e sim procurar ser necessário para ambas.