A IA vai acabar com a corrupção nos Poderes

Elon Musk acabou de descrever a operação de roubo mais sofisticada da história americana. Não é um assalto, mas um sistema. Os impostos saem de Washington, eles entram em uma organização não governamental indicada pelo governo, com papel timbrado diferente. 

Musk: "Obviamente, se é uma organização não governamental financiada pelo governo, é só o governo. Eles cruzam uma fronteira. A lei americana para de segui-los. Eles passam por mais três entidades em mais três países. Eles voltam para casa. Bolsos diferentes. Mãos limpas. Crime perfeito".

Musk: "O governo pode enviar dinheiro para uma ONG que então não é mais governada pelas leis dos Estados Unidos." 

Agora faça as contas. Salário do Congresso. US$200.000. Patrimônio líquido médio de um membro antigo do Congresso. Mais de US$20 milhões. 

Musk: "Há muitos membros estranhamente ricos no Congresso. Só não consigo ligar como conseguiram 20 milhões de dólares ganhando 200 mil dólares por ano. Ninguém consegue explicar isso." 

Ninguém deveria explicar. Essa máquina funcionou intocada por décadas por um motivo limitação humana. Uma equipe forense não consegue rastrear dez mil transferências eletrônicas em cinquenta jurisdições globais ao mesmo tempo. A corrupção não se esconde na escuridão. Ela se esconde no volume. Eles construíram um labirinto tão deliberadamente complexo que o peso dele desaba toda investigação antes de começar. Papel enterra papel. A burocracia absorve investigação. Toda a arquitetura foi projetada para te esgotar. 

Então a inteligência artificial chegou. 

A IA não se cansa. Ela não pode ser comprada. Ela não perde a linha em transferência bancária de 4.000. Você dá a ela o livro-razão global inteiro. Ela mapeia cada nó, cada transferência, cada entidade fantasma, cada ONG offshore em todas as jurisdições. Não em semanas. Em horas. Ela encontra o sinal dentro do ruído. Ela sinaliza o padrão. Ela traça um dólar desde uma dotação de D.C. até uma concha das Ilhas Cayman e até uma pasta do Congresso no tempo que um auditor humano leva para encontrar sua vaga de estacionamento. 

O labirinto foi construído para derrotar os olhos humanos. Ele é indefeso contra uma máquina que lê todo o labirinto de uma vez. É por isso que o establishment não está apenas irritado com o Dept de Eficiência Governamental. Eles estão apavorados. 

Musk: "Vamos tentar descobrir e parar". 

Elon Musk não chegou a Washington para cortar orçamentos. Ele chegou com supercomputação, sistemas de auditoria de IA e um mandato para mapear toda a arquitetura financeira do governo federal. Pela primeira vez na história, a complexidade que protegeu a corrupção é justamente o que a vai expor. Cada entidade-casca é uma assinatura. Cada padrão de roteamento é uma impressão digital. Todo congressista que entrou ganhando US$ 200.000 e saiu no valor de US$20 milhões agora é uma variável em uma equação que será resolvida. O pântano nunca foi impenetrável. Era simplesmente grande demais para mãos humanas. Nunca foi construído para isso.

Casos de adultos brasileiros diagnosticados com hipertensão cresceram 31%

Casos de adultos brasileiros diagnosticados com hipertensão cresceram 31% 

A condição está diretamente relacionada às principais causas de morte no país. Diretrizes apresentadas pelo Ministério da Saúde em 2025 indicam a pressão arterial de 12 por 8 como sinal de alerta para pré-hipertensão

 A hipertensão arterial continua sendo um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil. Silenciosa e muitas vezes assintomática, a condição pode evoluir por anos sem apresentar sinais claros. Esse é um dos principais fatores que dificultam o diagnóstico precoce e fazem com que muitos pacientes só descubram a doença após uma complicação grave, como o Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou o infarto do miocárdio.

 Dados divulgados pelo Vigitel 2025 (Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), pesquisa anual conduzida pelo Ministério da Saúde, mostram que o número de adultos brasileiros com hipertensão entre 2006 e 2024 cresceu 31%, número que acende um alerta para o estilo de vida de milhões de pessoas dentro do país.

 “A pressão arterial é a força que o sangue exerce contra as paredes das artérias. Quando esses níveis se mantêm elevados de forma persistente, o coração precisa trabalhar mais para bombear o sangue, o que pode causar danos aos vasos sanguíneos e a órgãos como coração, cérebro e rins”, explica o Dr. Celso Amodeo, cardiologista e nefrologista do hospital Hcor, especialista em hipertensão arterial.

 A hipertensão está diretamente relacionada às principais causas de morte no país. A cada ano, mais de 300 mil mortes ocorrem em decorrência de AVC e de infarto do miocárdio, o que representa, em média, uma morte a cada dois minutos. Estima-se que cerca de 80% dos casos de AVC estejam associados à hipertensão não controlada.

 Mesmo sendo uma condição crônica, a hipertensão pode ser prevenida e controlada com mudanças no estilo de vida. “Reduzir o consumo de sal e de alimentos ultraprocessados, praticar cerca de 150 minutos de atividades físicas por semana, evitar o tabagismo, regular o consumo de álcool e monitorar constantemente a pressão, especialmente após os 40 anos de idade, são algumas etapas fundamentais para se prevenir contra a doença”, explica o especialista.

 Novas diretrizes sobre pressão arterial: devo me preocupar?

De acordo com as diretrizes mais recentes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Nefrologia e a Sociedade Brasileira de Hipertensão Arterial, apresentadas no último ano, a pressão arterial de 12 por 8 (120/80 mmHg) passou a ser considerada um quadro de pré-hipertensão. Essa nova classificação não significa ter a doença em si, mas serve como uma orientação preventiva.

 Conforme explica o Dr. Amodeo, o direcionamento tem gerado preocupação e muitos questionamentos por parte dos pacientes, que de repente passaram a enxergar o tradicional 12 por 8 com preocupação. No entanto, esse não é um quadro grave e não exige ida imediata ao médico ou busca emergencial por atendimento. “Trata-se de um ponto de atenção, uma oportunidade de agir antes que a hipertensão se desenvolva. Essa orientação é fundamental para estimular hábitos mais saudáveis sem sobrecarregar o sistema de saúde”, comenta.

 A hipertensão é uma condição altamente prevalente, mas também altamente prevenível. “A nova diretriz é um convite à mudança de comportamento antes que o problema se torne grave”, conclui o Dr. Celso Amodeo. 

Sobre o Hcor

O Hcor atua em mais de 50 especialidades médicas, entre elas Cardiologia, Oncologia, Neurologia e Ortopedia, além de oferecer um centro próprio de Medicina Diagnóstica. Possui Acreditação pela Joint Commission International (JCI) e diversas certificações nacionais e internacionais. Em 2025, foi reconhecido como um dos melhores hospitais do mundo pelo ranking da Revista Newsweek, ficando em 5º lugar no Brasil.

 Desde 2008, é parceiro do Ministério da Saúde no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), o que proporciona que seu impacto em saúde esteja presente em todas as regiões do país.

 Instituição filantrópica, o Hcor iniciou suas atividades em 1976, tendo como mantenedora a centenária Associação Beneficente Síria, que também conduz projetos gratuitos de saúde para população em situação de vulnerabilidade. Além do escopo médico-assistencial, o hospital conta com um Instituto de Pesquisa, reconhecido internacionalmente, que coordena estudos clínicos multicêntricos com publicações nos mais conceituados periódicos científicos. Conjuntamente, capacita milhares de profissionais anualmente por meio do Hcor Academy com seus cursos de pós-graduação, cursos de atualização e programas de residência e aprimoramento médico. Hcor Consultoria e Gestão oferece soluções personalizadas, com diagnóstico e metodologia focada em alta performance, para negócios em saúde. 




Artigo, Eduardo Oinegue, Folha - Será que o Brasil foi atingido por um gás paralisante?

Jornalista, âncora do Jornal da Band e da Bandnews FM, colunista do Bandnews TV e professor da ESPM

Para saber se estamos bem, vale olhar para a grama do vizinho. Olhar para um país aqui ao lado, com menos de 4 milhões de habitantes. E para um país que em 1960 tinha renda per capita semelhante à do Brasil ou menor. Em 2010, a renda per capita do Uruguai era 22% maior que a brasileira. Hoje é o dobro. A da Coreia do Sul era o dobro. Hoje é quatro vezes maior. Numa amostra de 123 países com dados do FMI e do Banco Mundial, 111 cresceram mais que o Brasil entre 2010 e 2024.

Se contam que alguém correu 100 metros em 8 segundos, recomenda-se aplicar o teste do xixi, porque tem doping. É difícil imaginar doping no PIB per capita do Uruguai ou no da Coreia, até porque a renda em 90% dos países acelerou mais do que a brasileira quando medida em dólar. Se não estão todos dopados, será que o Brasil não foi sedado, atingido por algum gás paralisante?

Quem cresceu mais que o Brasil, em geral, seguiu uma de duas rotas. Ou virou fábrica do mundo, produzindo peças, tecidos e eletrônicos que outros países usam para fechar o produto final. Foi o caminho escolhido por países como Vietnã, Bangladesh, Polônia e República Tcheca, por exemplo. Outra rota foi apostar em estabilidade institucional e reformas para atrair capital estrangeiro produtivo, aquele que some quando a Selic cai. Irlanda, Estônia, Chile e Singapura são exemplos conhecidos. O Brasil não fez nem uma coisa nem outra.

Imaginemos, por um instante, que o Brasil se una num projeto ambicioso: alcançar a renda per capita uruguaia em dez anos. Como o PIB per capita do Uruguai tem crescido 2,5% ao ano, sabe quanto a renda no Brasil precisaria crescer? 9,3% ao ano por uma década seguida. Mais rápido que no milagre econômico, entre 1971 e 1980, quando cresceu 8,6%. Para alcançar a renda per capita coreana até 2036, muito mais: 17% ao ano. Nenhum país fez isso na história. Nem a China, recordista absoluta, que cresceu 10% ao ano entre 2001 e 2010. No ritmo atual, menos de 2% ao ano, o Brasil só chegaria na renda uruguaia de hoje em 2060. E na coreana em 2097.

O paradoxo é que essa decadência relativa aparece no momento em que o mundo olha o Brasil com interesse renovado, porque os grandes destinos de capital se desorganizaram. Os Estados Unidos vivem a maior inconsistência econômica de sua história recente. O dólar perde força e o Federal Reserve está preso a uma cilada: se cortar juros, a inflação de 3,3% escapa; se mantiver, a economia freia. A guerra comercial de Donald Trump assusta o capital de longo prazo. A Europa atravessa um período de quase estagnação, com a zona do euro projetando crescimento de 1,1% em 2026. A China desacelera para 4,4%. O Japão cresce 0,7%. E o investidor precisa alocar dinheiro em algum lugar.

Nesse cenário, o Brasil chama atenção. É exportador líquido de energia, tem reservas internacionais sólidas, opera com câmbio flexível e baixa dependência de dívida em moeda estrangeira. O FMI revisou o crescimento brasileiro para 1,9% em 2026 e projeta o país de volta às dez maiores economias, com PIB acima do Canadá. Até a semana passada, entraram mais de R$ 65 bilhões na B3, o melhor início de ano desde 2022.

Esse entusiasmo, porém, convive com um desconforto estrutural, porque o capital encontra no Brasil um Estado disfuncional. Com dívida pública aproximando-se de 100% do PIB no final do ano que vem, a Previdência com um megarrombo, 80% das famílias endividadas, o salário real menor hoje do que era em 2020. Sem falar na carga tributária que beira os 35% do PIB, no engessamento do Orçamento público, na casa de 92% travados em gastos obrigatórios, e na conhecida insegurança jurídica. O capital não enxerga no Brasil um novo eldorado, mas aceita vir porque as alternativas estão piores.

A eleição está chegando. Nenhum pré-candidato bate forte nos temas centrais, como reforma administrativa, da Previdência ou fim das vinculações. O que dá voto é a marquetagem rasa, como a promessa de escala 5 por 2 ou 4 por 3. Se Uruguai, Coreia e 111 países do mundo não estão dopados, e o Brasil parece sedado, o mínimo que o eleitor tem que exigir dos postulantes à Presidência da República é um programa que acorde a nação. Não precisa ter nome bonito. Basta conter ideias que funcionem.

 O Instituto Veritá[1] é um instituto de pesquisas mercadológicas, governamentais e eleitorais fundado em 1995.[1] Tem sede em Uberlândia e já atuou com escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e no Distrito Federal.[2] O instituto atende clientes em todos os segmentos de mercado, além de participar em licitações públicas.[3]

Além de pesquisas para o mercado o Instituto Veritá realiza o Prêmio Gestão Pública,[4] uma iniciativa própria iniciada em 2017 e que oferece a gestores municipais a avaliação do público em diversos segmentos de serviços públicos. O instrumento é uma ferramenta de gestão e governança que permite a adequação de políticas públicas e reconhece a qualidade do serviço público prestado. O Prêmio já aconteceu nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Em 2022 o Veritá se destacou por realizar o maior número de pesquisas registradas no TSE. Foram 152 feitas avaliando os cenários para governador, senador e presidente. Também foi o que registrou o maior número de entrevistas em suas pesquisas: 182 mil, aproximadamente.

O instituto registrou pesquisas para diversas eleições presidenciais e regionais no Brasil.[5][6][7]

Os primeiros anos

A história do Veritá tem início em 1995. Atuando com processamento de dados. Vendo o potencial da tecnologia para dar celeridade e exatidão ao trabalho de pesquisa, a evolução para o instituto focado nesse segmento foi natural. Com isso o Veritá se destacou pelo pioneirismo no uso de novas tecnologias que surgiam para dar exatidão e agilidade a seus levantamentos. Foi assim que o uso de, primeiro palm tops e depois tablets passaram muito cedo, ainda em 2006, a serem usados pelos entrevistadores do Veritá em campo. Com isso o instituto passou a oferecer a geolocalização de seus entrevistados, inclusive com a possibilidade de gravar as entrevistas.

"Desde nosso surgimento a tecnologia sempre foi uma aliada para oferecermos a assertividade e agilidade em nossas entregas. Mas graças à experiência de quase três décadas de atuação em todo país agregamos também dados e aprendizado que nos deram um conhecimento único da realidade brasileira”.[8]

Tipos de pesquisa

As pesquisas se classificam basicamente em dois tipos: as quantitativas e as qualitativas. As primeiras se destacam pela procura de dados que quantifiquem o que se quer conhecer. Pesquisas eleitorais e de opinião são duas pesquisas desse tipo. Observando parâmetros demográficos uma amostra da população é pesquisada através da aplicação de questionários.

Desse grupo se extrai a informação que será de interesse do cliente ou às vezes até de interesse público. Assim é possível saber por exemplo qual a opinião dos moradores de uma cidade sobre a gestão pública, o quanto uma mudança econômica gerou de alteração no perfil do consumidor ou qual candidato tem mais intenção de votos.

As pesquisas qualitativas buscam não só mensurar um tema, mas descrevê-lo, tirando dos entrevistados opiniões que podem gerar decisões pelo cliente. Fazem parte desse universo de pesquisa levantamentos sobre clima organizacional de uma empresa, percepções sobre uma marca e até percepções do público sobre um agente público ou candidato.

Amostragem

Para que uma pesquisa realmente demonstre a realidade que se quer conhecer a qualidade da amostra (que é o público entrevistado) tem de manter um padrão elevado. É nessa área com o planejamento e a qualidade amostral que o Instituto Veritá atua com maior expertise. Usando tecnologia e ferramentas para que a apuração chegue na melhor amostragem, o Instituto atua para que realmente o público entrevistado represente todo o universo que se quer conhecer com proporcionalidade.

Polêmicas

O instituto foi envolvido em uma polêmica por liberação de dados pela campanha de Aécio Neves.[9] O dono do instuto na época, Adriano Silvoni, confirmou o mau uso.[10] As pesquisas do instituto indicavam vitória de Aécio no segundo turno por 54,8% a 45,2% (9 de outubro)[11] e por 53,2% contra 46,8% (21 de outubro).[12] Dilma Roussef foi eleita em 26 de outubro de 2022 com 51,64% dos votos válidos contra 48,36% de Aécio. Em outra ocasião, nas eleições municipais de 2020, o Jornal de Uberaba criticou a metodologia do instituto em pesquisas[13]

Entre discurso e resultados: uma análise institucional do governo Eduardo Leite

Recentemente foi divulgada pesquisa da Veritta que avaliou o desempenho dos governadores brasileiros a partir da percepção da população de cada estado. Segundo o levantamento, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, aparece na 24ª posição no ranking nacional. O dado merece reflexão, pois avaliações de opinião pública costumam capturar a percepção acumulada da sociedade ao longo do tempo, especialmente quando confrontadas com os resultados concretos da gestão.


Ao longo de seu mandato, Eduardo Leite construiu uma imagem de gestor moderno e eficiente, associada a um discurso de renovação política. No entanto, uma análise mais detalhada de algumas decisões administrativas e indicadores de desempenho revela questionamentos relevantes quanto à coerência entre discurso e prática.


Na área tributária, o governo buscou promover alterações que incluíam aumento de impostos, inclusive sobre itens da cesta básica, o que naturalmente gera preocupação quanto ao impacto sobre o custo de vida da população, especialmente das famílias de menor renda. Paralelamente, verificou-se ampliação da estrutura administrativa do Poder Executivo, com aumento no número de secretarias de Estado, alcançando o maior patamar da história recente do Rio Grande do Sul, superando inclusive gestões anteriores reconhecidas por estruturas governamentais robustas.


No campo da educação, área que foi apontada como prioridade estratégica do governo, os resultados também suscitam debate. Dados indicam que aproximadamente 52% das crianças estão alfabetizadas na idade considerada adequada, percentual que posiciona o estado entre os desempenhos mais baixos do país. Soma-se a isso a adoção de mecanismos que permitem a progressão escolar de alunos reprovados em até quatro disciplinas, medida que tem sido interpretada por especialistas como tentativa de melhorar indicadores formais, mas que pode não refletir necessariamente uma efetiva evolução da aprendizagem.


Outro ponto de questionamento refere-se à política de comunicação institucional do governo, que envolve investimentos expressivos em publicidade oficial. Embora seja legítimo que governos divulguem suas ações, a análise crítica exige verificar se os resultados apresentados correspondem de fato a melhorias estruturais percebidas pela população.


No âmbito da infraestrutura, o programa de concessões rodoviárias prevê a criação de 58 novas praças de pedágio, com aporte aproximado de 3 bilhões de reais em recursos públicos, além da possibilidade de elevação significativa das tarifas cobradas dos usuários. O tema tem gerado debate público acerca do equilíbrio entre investimento, qualidade do serviço e custo para a sociedade.


A situação fiscal do Estado também merece análise. O Rio Grande do Sul iniciou o governo na 25ª posição no ranking nacional de solidez fiscal e, mesmo após privatizações, reformas administrativas e receitas extraordinárias, encerrou o ano de 2025 na 27ª posição, último lugar entre os estados brasileiros. O dado indica que os desafios estruturais das contas públicas permanecem relevantes e exigem políticas consistentes de longo prazo.


Por fim, algumas iniciativas pontuais geraram repercussão negativa, como a tentativa de aquisição de aeronave com recursos vinculados à reconstrução do Estado, a proposta de destinação de recursos públicos para escola de samba no Rio de Janeiro e a construção de quadra de beach tênis na residência oficial do governo em Canela. Independentemente do mérito específico de cada decisão, tais episódios contribuíram para ampliar o debate sobre prioridades administrativas e alocação de recursos públicos.


A avaliação de um governo deve sempre considerar tanto o discurso quanto os resultados efetivamente alcançados. A comunicação institucional é parte legítima da gestão pública, mas a credibilidade de qualquer administração depende, sobretudo, da consistência entre as promessas apresentadas e os indicadores concretos de desempenho.


A opinião pública, ao longo do tempo, tende a ajustar sua percepção à luz dos fatos observados. Por isso, o debate público qualificado, baseado em dados e resultados, é essencial para o aperfeiçoamento das políticas públicas e para o fortalecimento da confiança da sociedade nas instituições.

Família de Gilmar Mendes é fornecedora da JBS e STF suspende multa de mais de R$ 10 bilhões da empresa

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, determinou a suspensão do pagamento de R$ 10,3 bilhões previsto no acordo de leniência da J&F, empresa que controla a JBS. Segundo informações da CNN Brasil, a decisão foi tomada no contexto da revisão de procedimentos adotados em investigações da Operação Lava Jato. O valor havia sido estabelecido em acordo firmado com o Ministério Público Federal, mas foi suspenso para reavaliação após questionamentos sobre a condução das investigações, incluindo a análise de mensagens atribuídas a integrantes da força-tarefa.

A repercussão do caso ocorre em paralelo a declarações do ministro Gilmar Mendes sobre a atuação de sua família no agronegócio. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o magistrado afirmou que familiares atuam na criação de gado e já realizaram fornecimento para a JBS.

Segundo o portal Política Rápida, outro ponto citado em debates envolve o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa, do qual o ministro é sócio-fundador. Registros sobre patrocínios de empresas privadas a eventos da instituição foram reportados por veículos.

Apesar dos debates, o STF afirma que decisões relacionadas ao acordo da J&F seguem critérios técnicos e jurídicos, com base na revisão de possíveis irregularidades processuais identificadas em investigações anteriores.

Gerdau está com inscrições abertas para uma capacitação em Sapucaia do Sul e Charqueas

CLIQUE AQUI para saber mais e se inscrever

Gerdau Transforma está com inscrições abertas no Rio Grande do Sul

São 40 vagas abertas para Sapucaia do Sul e Charqueadas para o curso gratuito, que oferece mentoria e capacitação

 A Gerdau, maior empresa brasileira produtora de aço, está com as inscrições abertas para o Gerdau Transforma, programa de capacitação e mentoria para o empreendedorismo, que será dedicado a empreendedores de Charqueadas e Sapucaia do Sul (RS). A iniciativa, com 40 vagas disponíveis em cada cidade para o curso na modalidade online, é gratuita e voltada a pessoas com mais de 18 anos e que já possuem um negócio ou tenham o sonho de empreender. 

 Em ambas as cidades, as aulas acontecerão em maio com encerramento das inscrições em um dia antes das aulas começarem. Em Sapucaia do Sul o período da capacitação acontece de 4 e 8 de maio, e em Charqueadas de 25 e 29 de maio. Durante o curso, as pessoas inscritas irão desenvolver habilidades a partir de ferramentas de gestão, podendo assim abrirem ou estruturarem seus próprios negócios de uma forma organizada e orientada. A iniciativa contribui para fortalecer o empreendedorismo, ampliando oportunidades de geração de renda e desenvolvimento de negócios.

 Segundo Paulo Boneff, líder global de responsabilidade social e desenvolvimento organizacional da Gerdau, o Gerdau Transforma reflete o compromisso da empresa com a educação empreendedora como ferramenta de desenvolvimento social. “Acreditamos que o empreendedorismo tem um papel fundamental na geração de oportunidades e na construção de novas perspectivas para as famílias. Ao apoiar a capacitação de empreendedores, buscamos ampliar o acesso ao conhecimento em gestão e fortalecer negócios que impactam diretamente as comunidades”, destaca Boneff. “Nosso objetivo é capacitar profissionais para que gerem impacto e negócios. Como uma empresa genuinamente brasileira com 125 anos de história, estamos comprometidos em oferecer soluções reais aos desafios sociais e em empoderar quem deseja construir um novo amanhã”, conclui.

 As aulas do Gerdau Transforma são ministradas por instrutores com formação na metodologia By Necessity, desenvolvida pela Territorialize Agência de Fomento Social, parceira da Gerdau no projeto, e nas áreas de Marketing e Administração que possuem seus próprios negócios. 

 Mais do que números, o impacto pode ser percebido nas histórias de quem participou do programa. Em Sapucaia do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre (RS), a venezuelana Gênesis Canda Morales, de 25 anos, construiu uma trajetória inspiradora desde que chegou ao Brasil em busca de novas oportunidades. “Comecei vendendo cosméticos no consultório odontológico onde trabalhava e hoje sou proprietária da Gênesis Cosméticos, com uma loja física e outra virtual, além de coordenar uma rede de 30 revendedoras que atuam em Porto Alegre, na região metropolitana e no Vale dos Sinos”, conta. Hoje, além de empresária, atua como consultora da Territorialize, apoiando outras mulheres migrantes no projeto Refugiadas Empreendedoras. “Minha maior realização não é apenas o faturamento da loja, mas poder mostrar para outras mulheres que o acesso ao conhecimento e a uma rede de apoio pode abrir novos caminhos para empreender”, afirma.

 A metodologia do Gerdau Transforma revisita o modelo tradicional de plano de negócios e o adapta para pequenos empreendimentos em 10 etapas. A partir da análise do seu contexto, o aluno passa pela construção do conceito de seu produto/serviço, ações de divulgação, pesquisa de mercado, projeção de vendas, fluxo de caixa, entre outros conteúdos. O plano de ação, ao final, detalha, de forma simples e didática, o necessário para geração de renda imediata. Os alunos também contaram com o apoio de consultores especializados em negócios por 90 dias, um período de incubação para que consigam colocar em prática tudo o que aprenderam no curso. 

 Criado em 2019, o projeto já contou com mais de 30 mil alunos inscritos no programa, impactando mais de 40 mil pessoas e beneficiando quase 8.527 alunos empreendedores de diversas cidades no Brasil e em países em que a Gerdau está presente nas Américas, como Argentina, México e Peru.

Sobre a Gerdau 

Com 125 anos de história, a Gerdau é a maior empresa brasileira produtora de aço e uma das principais fornecedoras de aços longos e de aços especiais do mundo. No Brasil, também produz aços planos e minério de ferro. Com o propósito de empoderar pessoas que constroem o futuro, a companhia é referência de internacionalização no setor industrial brasileiro, está presente em vários países nas Américas e conta com 30 mil colaboradores em todas as suas operações. A empresa possui 29 unidades produtoras de aço, sendo 13 plantas na América do Norte. Maior recicladora da América Latina, a Gerdau tem na sucata uma importante matéria-prima: cerca de 70% do aço que produz é feito a partir desse material. Todo ano, 10 milhões de toneladas de sucata são transformadas em diversos produtos de aço. Como resultado de sua matriz produtiva sustentável, a Gerdau possui, atualmente, uma das menores médias de emissão de gases de efeito estufa (CO₂e), que representa metade da média global do setor. A companhia possui, inclusive, uma marca destinada a uma linha de produtos com baixa emissão de carbono, chamada Gerdau NewEco. As ações da Gerdau estão listadas nas bolsas de valores de São Paulo (B3) e Nova Iorque (NYSE).