Austrália endurece uso das redes sociais por menores de 16 anos

 O governo da Austrália anunciou medidas para dobrar a multa para plataformas digitais que descumprirem a lei que proíbe o uso de redes sociais por menores de 16 anos. A penalidade máxima subiu para 99 milhões de dólares australianos (cerca de R$ 351 milhões), após dados revelarem que 85% dos jovens entre 12 e 15 anos continuam ativos online. As medidas de endurecimento incluem:Investigação Ativa: O órgão regulador digital eSafety está investigando cinco plataformas: Instagram e Facebook (da Meta), YouTube (do Google), Snapchat e TikTok.Controle de Idade Falho: Um estudo recente publicado no British Medical Journal apontou que os sistemas de "autoverificação", como as selfies, têm sido facilmente burlados pelos adolescentes.

A Meta chegou a iniciar o bloqueio de menores de 16 anos, mas autoridades acusam as gigantes de tecnologia de fazerem o mínimo necessário para cumprir a legislação. Críticos e usuários também apontam que as ferramentas de Inteligência Artificial e algoritmos da Meta voltados para a moderação de idade e conteúdos continuam aquém do esperado em comparação a outros modelos do mercado.

Artigo, Eugênio Esber, Zero Hora - A seita do voto sem rastro

Se a eleição brasileira vier a ser decidida por uma margem semelhante à do Peru, o debate sobre verificabilidade deveria retornar

Quando a contagem de votos no Peru mostrou Keiko Fujimori à frente de Roberto Sánchez por míseros 561 votos (50,002% ante 49,998%), um pensamento perturbador passou pela cabeça dos brasileiros: e se algo assim acontecer no segundo turno de nossa eleição presidencial?

O desconforto é mais do que justificado. No Peru, é possível fazer a recontagem manual das cédulas, um recurso fundamental no caso de um pleito decidido por um punhado de votos. Já o Brasil adota um sistema puramente eletrônico de votação, modelo que o mundo inteiro rejeita por estabelecer uma cortina de ferro que impede a necessária transparência do processo de apuração. O eleitor aperta uma tecla e confia. Seu voto, no mundo físico, não existirá, e, portanto, não poderá ser recontado, em caso de necessidade. Não de um jeito que o povo entenda e possa acompanhar.

Na Alemanha, o Tribunal Constitucional vetou a adoção de um sistema idêntico ao do Brasil. A razão se chama "Offentlichkeitsgrundsatz" - o princípio de que todas as fases de uma disputa eleitoral devem estar sujeitas à verificação pública, de tal modo que o cidadão comum, que não tenha conhecimento de tecnologia, possa entender por que o candidato dele ganhou e, principalmente, por que perdeu. Tudo aberto, às claras, de forma legítima.

Até recentemente, o opaco sistema eleitoral brasileiro tinha a companhia de dois países. Butão e Bangladesh formavam com o Brasil o BBB das maquininhas que não oferecem um comprovante impresso do voto para conferência do eleitor. Agora, o trio se desfez. No ano passado, Bangladesh decidiu cair fora do sistema, diante da torrente de críticas e suspeitas sobre as "Electronic Voting Machines".

Vários países flertaram com o modelo brasileiro - México, Paraguai, Namíbia, Equador, Costa Rica - mas prevaleceu o imperativo da transparência e segurança do processo em que o voto, mesmo eletrônico, deixa um rastro em papel, a bem da verificabilidade pública.

No Brasil do regime STF-PT, ainda reina a seita que impõe o voto sem rastro, e cala a boca de quem, como o mundo inteiro, exerce o direito de questionar. Alexandre de Moraes, o homem de R$ 129 milhões, pediu e obteve a condenação, pelo STF, de um dos pais da urna eletrônica brasileira, o respeitado engenheiro Carlos Rocha, presidente do Instituto Voto Legal. O crime de Rocha? Apontar anomalias no funcionamento da maioria das urnas eletrônicas usadas pelo TSE no segundo turno da eleição de 2022. Acredite se quiser: ele pegou pena de 7 anos e meio de prisão por "tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito" e "organização criminosa armada".

Moraes pediu ao Reino Unido a extradição de Rocha. Não vai levar. O mundo já sabe quem é e como age o carrasco da liberdade de expressão no Brasil.


IA no varejo de Porto Alegre

 Segundo estudo que a CDL de Porto Alegre acaggba de divultar, o uso da inteligência artificial já faz parte da rotina de uma parcela significativa da população. Ao todo, 59,7% dos entrevistados afirmam utilizar IA sendo que 29,7% incorporaram a tecnologia ao dia a dia e outros 30% fazem uso ocasional das ferramentas. Entre aqueles que utilizam inteligência artificial, a principal aplicação está relacionada às atividades profissionais. O percentual chega a 45,2%, demonstrando que a tecnologia vem sendo adotada como instrumento de produtividade e apoio ao trabalho. A busca por informações e esclarecimento de dúvidas aparece em seguida, enquanto a utilização para auxiliar decisões de compra alcança 16,8% dos usuários.

 Quando questionados, especificamente, sobre o uso da IA para apoiar a compra de produtos, 22,8% dos entrevistados afirmaram já utilizar esse recurso. Outros 15,2% disseram que ainda não utilizam, mas pretendem adotar a prática futuramente. 

A pesquisa também revela que as ferramentas mais conhecidas pelos porto-alegrenses são o ChatGPT, citado por 57,1% dos entrevistados, seguido pelo Gemini, com 45,9%, e pelo Copilot, com 27,4%.

 Curso

Como forma de aproximar empresários e varejistas dessa transformação, a entidade também promoverá, entre os dias 30 de junho e 14 de julho, o Programa de Aceleração com IA no Varejo, conduzido pelo especialista Rafael Wainberg, que ensinará os participantes a desenvolverem agentes de inteligência artificial aplicados aos seus negócios.

Com esse objetivo, a CDL Porto Alegre realiza o Programa de Aceleração com IA no Varejo. Durante três encontros presenciais, os participantes aprenderão desde a configuração e utilização de plataformas como ChatGPT e Gemini até conceitos de automação, criação de agentes inteligentes e aplicações práticas para comunicação, atendimento, marketing, gestão e tomada de decisão. Ao final da capacitação, cada participante terá desenvolvido um agente de IA voltado para uma necessidade real do seu negócio. Não é necessário conhecimento em programação nem contratação de ferramentas pagas.



Dica do editor - 3 Colégios Tiradentes, RS, ficaram entre as 10 melhores escolas públicas estaduais do Brasil

Três escolas Tiradentes, todas do RS, portanto, ficaram entre as 10 melhores escolas públicas estaduais do Brasil, segundo resultados apurados do último Enem. Os colégios Tiradentes são controlados pela Brigada Militar. Os Colégio Tiradentes de Santa Maria (668,23), Colégio Tiradentes Santo Ângelo (667,42) e Colégio Tiradentes Passo Fundo (664,89), ficaram em quinto, sexto e sétimo lugar, respectivamente. Na comparação com as redes estaduais de todo o Brasil, as escolas do Estado do Rio Grande do Sul alcançaram o primeiro lugar na média de desempenho do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025. Os microdados do exame nacional, divulgados nesta semana pelo Ministério da Educação (MEC), foram analisados pelo Centro de Educação Baseado em Evidências (Cebe), vinculado à Secretaria da Educação (Seduc).

Considerando todas as redes de ensino, públicas e privadas, o RS também se destaca. O Estado aparece em terceiro lugar, somente atrás do Distrito Federal e de Santa Catarina, que lidera o ranqueamento. Em 2024, o RS ocupava a quinta posição na classificação interestadual. 

CLIQUE AQUI para saber o que são os Colégios Tiradentes.

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 A armadilha semiótica ou como a esquerda mordeu a isca de Michelle Bolsonaro

Artigo, especial - PT e PCC juntos mais uma vez nas manchetes policiais

Mais uma operação policial, mais um político do PT sob os refletores da investi gação e mais um esquema de lavagem de dinheiro que usa o transporte público como lavanderia do crime organizado. A Operação Última Parada, deflagrada em São Paulo, não pode ser lida como um ponto fora da curva. Ela é o sintoma de um padrão incômodo que se arrasta há décadas e que parte da esquerda brasileira pre fere tratar com uma deliberada miopia. A prisão do vereador Senival Moura (PT), acusado de integrar o esquema da facção dentro da empresa de ônibus TransUnião, mostra a movimentação de cifras astro nômicas: quase 200 milhões de reais bloqueados em bens, veículos e imóveis. O transporte coletivo, que deveria encurtar as distâncias para o trabalhador na peri feria, surge mais uma vez como a artéria por onde circula o dinheiro sujo da maior organização criminosa do país. E dessa vez, segundo a imprensa, envolve até a má fia italiana. A defesa do petista lamentou o fato de ser “em período eleitoral”. Como sempre, a preocupação com a narrativa e a cara de pau caminhando juntas. Recentemente, em maio, os desdobramentos da Operação Vérnix, que envolveram a influenciadora Deolane Bezerra e o uso de transportadoras, mostraram que o mo dus operandi do crime apenas se modernizou, mas a preferência pela logística de transporte continua idêntica. E tudo se conecta. O roteiro, na verdade, é um velho conhecido da política. Mudam-se os personagens, mantém-se a estrutura. Em 2002, as engrenagens de Santo André e o assassinato do prefeito Celso Daniel já se entrelaçavam em denúncias no setor de transportes do ABC. Ainda hoje existem muitas sombras sobre o caso. Anos depois, em 2019, escutas da Polícia Federal flagraram lideranças do crime in terceptadas em conversas sobre terem "diálogos cabulosos com o PT". O que assusta no quadro atual não é apenas a ousadia dos criminosos, mas a rea ção institucional do partido. Há uma resistência histórica e sistemática em endu recer o jogo. O debate sobre classificar facções como organizações terroristas, por exemplo, empaca sempre nas mesmas bancadas. Essa rotulagem não seria mero simbolismo: ela ampliaria o poder de fogo de investigadores e asfixiaria o fluxo fi nanceiro desses grupos. Evitar esse endurecimento traz uma pergunta incômoda: a quem interessa manter o status quo? Parece cada vez mais claro. Enquanto o partido de Lula se perde em narrativas, a população paga a conta de um sistema corrompido. Milhões desaparecem na contabilidade paralela do crime e a res posta oficial segue o manual de crise de sempre: "perseguição política", "fato isolado" ou "mera coincidência".O problema é que, depois de tantas coincidências acumuladas ao longo de vinte anos, a tese da ingenuidade perde qualquer sustentação prática. É preciso coragem para encarar a realidade sem filtros. Existe um problema estrutural de permeabilidade, omissão ou conveniência entre setores da legenda e o avanço do crime organizado em São Paulo. Fingir que o pa drão não existe só o fortalece. A Operação Última Parada é apenas o capítulo mais recente de uma história que o país precisa parar de ignorar, antes que as linhas que separam o poder público e o crime organizado, cada vez mais tênues, se apaguem de vez. E, mais uma vez, PT e PCC se encontram nas manchetes. A história mostra que não há nada de coincidência. O padrão se repete.

As 11h o editor deste blog receberá o Prêmio Liberdade. Será na Assembleia do RS.

 Idealizado pelo Gabinete da Liberdade, do deputado Rodrigo Lorenzoni, o prêmio tem por objetivo reconhecer e valorizar pessoas ou organizações que se destacaram pela defesa da liberdade em suas mais diversas formas, como a liberdade de expressão, religiosa, de imprensa, individual e econômica.


O Prêmio Liberdade quer contribuir para conscientizar a sociedade gaúcha sobre a importância dos direitos individuais e incentivar o debate público sobre o tema.


A premiação é ainda uma forma de preservar a memória de pessoas e organizações que tenham trabalhos relevantes em defesa da liberdade e dos direitos individuais ao longo da História para, assim, inspirar as futuras gerações.


AGRACIADOS

2023

- Setembro - Jornalista Júlio Ribeiro


2024

- Abril - Jornalista Guilherme Baumhardt, Rodrigo de Souza Costa, presidente da Federação de Entidades Empresariais RS, e o projeto “Lugar de Criança é na Escola RS”, de Rinaldo Penteado e Fabiane Vitória

- Dezembro - Grupo Front e diretora da Procempa, Letícia Batistela


2025

- Abril - Analista político e jornalista Marco Antônio Costa - Superman

- Junho - Ricardo Dietrich, fundador da Plastibordo e benemérito do município de Araricá

- Setembro - Alvoradenses Caroline Colares, Ana Luiza Lima e Nathale Oliveira, vencedoras de desafio tecnológico estadual

- Agosto - Liderança política do RS, Reginaldo da Luz Pujol