IA no varejo de Porto Alegre

 Segundo estudo que a CDL de Porto Alegre acaggba de divultar, o uso da inteligência artificial já faz parte da rotina de uma parcela significativa da população. Ao todo, 59,7% dos entrevistados afirmam utilizar IA sendo que 29,7% incorporaram a tecnologia ao dia a dia e outros 30% fazem uso ocasional das ferramentas. Entre aqueles que utilizam inteligência artificial, a principal aplicação está relacionada às atividades profissionais. O percentual chega a 45,2%, demonstrando que a tecnologia vem sendo adotada como instrumento de produtividade e apoio ao trabalho. A busca por informações e esclarecimento de dúvidas aparece em seguida, enquanto a utilização para auxiliar decisões de compra alcança 16,8% dos usuários.

 Quando questionados, especificamente, sobre o uso da IA para apoiar a compra de produtos, 22,8% dos entrevistados afirmaram já utilizar esse recurso. Outros 15,2% disseram que ainda não utilizam, mas pretendem adotar a prática futuramente. 

A pesquisa também revela que as ferramentas mais conhecidas pelos porto-alegrenses são o ChatGPT, citado por 57,1% dos entrevistados, seguido pelo Gemini, com 45,9%, e pelo Copilot, com 27,4%.

 Curso

Como forma de aproximar empresários e varejistas dessa transformação, a entidade também promoverá, entre os dias 30 de junho e 14 de julho, o Programa de Aceleração com IA no Varejo, conduzido pelo especialista Rafael Wainberg, que ensinará os participantes a desenvolverem agentes de inteligência artificial aplicados aos seus negócios.

Com esse objetivo, a CDL Porto Alegre realiza o Programa de Aceleração com IA no Varejo. Durante três encontros presenciais, os participantes aprenderão desde a configuração e utilização de plataformas como ChatGPT e Gemini até conceitos de automação, criação de agentes inteligentes e aplicações práticas para comunicação, atendimento, marketing, gestão e tomada de decisão. Ao final da capacitação, cada participante terá desenvolvido um agente de IA voltado para uma necessidade real do seu negócio. Não é necessário conhecimento em programação nem contratação de ferramentas pagas.



Dica do editor - 3 Colégios Tiradentes, RS, ficaram entre as 10 melhores escolas públicas estaduais do Brasil

Três escolas Tiradentes, todas do RS, portanto, ficaram entre as 10 melhores escolas públicas estaduais do Brasil, segundo resultados apurados do último Enem. Os colégios Tiradentes são controlados pela Brigada Militar. Os Colégio Tiradentes de Santa Maria (668,23), Colégio Tiradentes Santo Ângelo (667,42) e Colégio Tiradentes Passo Fundo (664,89), ficaram em quinto, sexto e sétimo lugar, respectivamente. Na comparação com as redes estaduais de todo o Brasil, as escolas do Estado do Rio Grande do Sul alcançaram o primeiro lugar na média de desempenho do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025. Os microdados do exame nacional, divulgados nesta semana pelo Ministério da Educação (MEC), foram analisados pelo Centro de Educação Baseado em Evidências (Cebe), vinculado à Secretaria da Educação (Seduc).

Considerando todas as redes de ensino, públicas e privadas, o RS também se destaca. O Estado aparece em terceiro lugar, somente atrás do Distrito Federal e de Santa Catarina, que lidera o ranqueamento. Em 2024, o RS ocupava a quinta posição na classificação interestadual. 

CLIQUE AQUI para saber o que são os Colégios Tiradentes.

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 A armadilha semiótica ou como a esquerda mordeu a isca de Michelle Bolsonaro

Artigo, especial - PT e PCC juntos mais uma vez nas manchetes policiais

Mais uma operação policial, mais um político do PT sob os refletores da investi gação e mais um esquema de lavagem de dinheiro que usa o transporte público como lavanderia do crime organizado. A Operação Última Parada, deflagrada em São Paulo, não pode ser lida como um ponto fora da curva. Ela é o sintoma de um padrão incômodo que se arrasta há décadas e que parte da esquerda brasileira pre fere tratar com uma deliberada miopia. A prisão do vereador Senival Moura (PT), acusado de integrar o esquema da facção dentro da empresa de ônibus TransUnião, mostra a movimentação de cifras astro nômicas: quase 200 milhões de reais bloqueados em bens, veículos e imóveis. O transporte coletivo, que deveria encurtar as distâncias para o trabalhador na peri feria, surge mais uma vez como a artéria por onde circula o dinheiro sujo da maior organização criminosa do país. E dessa vez, segundo a imprensa, envolve até a má fia italiana. A defesa do petista lamentou o fato de ser “em período eleitoral”. Como sempre, a preocupação com a narrativa e a cara de pau caminhando juntas. Recentemente, em maio, os desdobramentos da Operação Vérnix, que envolveram a influenciadora Deolane Bezerra e o uso de transportadoras, mostraram que o mo dus operandi do crime apenas se modernizou, mas a preferência pela logística de transporte continua idêntica. E tudo se conecta. O roteiro, na verdade, é um velho conhecido da política. Mudam-se os personagens, mantém-se a estrutura. Em 2002, as engrenagens de Santo André e o assassinato do prefeito Celso Daniel já se entrelaçavam em denúncias no setor de transportes do ABC. Ainda hoje existem muitas sombras sobre o caso. Anos depois, em 2019, escutas da Polícia Federal flagraram lideranças do crime in terceptadas em conversas sobre terem "diálogos cabulosos com o PT". O que assusta no quadro atual não é apenas a ousadia dos criminosos, mas a rea ção institucional do partido. Há uma resistência histórica e sistemática em endu recer o jogo. O debate sobre classificar facções como organizações terroristas, por exemplo, empaca sempre nas mesmas bancadas. Essa rotulagem não seria mero simbolismo: ela ampliaria o poder de fogo de investigadores e asfixiaria o fluxo fi nanceiro desses grupos. Evitar esse endurecimento traz uma pergunta incômoda: a quem interessa manter o status quo? Parece cada vez mais claro. Enquanto o partido de Lula se perde em narrativas, a população paga a conta de um sistema corrompido. Milhões desaparecem na contabilidade paralela do crime e a res posta oficial segue o manual de crise de sempre: "perseguição política", "fato isolado" ou "mera coincidência".O problema é que, depois de tantas coincidências acumuladas ao longo de vinte anos, a tese da ingenuidade perde qualquer sustentação prática. É preciso coragem para encarar a realidade sem filtros. Existe um problema estrutural de permeabilidade, omissão ou conveniência entre setores da legenda e o avanço do crime organizado em São Paulo. Fingir que o pa drão não existe só o fortalece. A Operação Última Parada é apenas o capítulo mais recente de uma história que o país precisa parar de ignorar, antes que as linhas que separam o poder público e o crime organizado, cada vez mais tênues, se apaguem de vez. E, mais uma vez, PT e PCC se encontram nas manchetes. A história mostra que não há nada de coincidência. O padrão se repete.

As 11h o editor deste blog receberá o Prêmio Liberdade. Será na Assembleia do RS.

 Idealizado pelo Gabinete da Liberdade, do deputado Rodrigo Lorenzoni, o prêmio tem por objetivo reconhecer e valorizar pessoas ou organizações que se destacaram pela defesa da liberdade em suas mais diversas formas, como a liberdade de expressão, religiosa, de imprensa, individual e econômica.


O Prêmio Liberdade quer contribuir para conscientizar a sociedade gaúcha sobre a importância dos direitos individuais e incentivar o debate público sobre o tema.


A premiação é ainda uma forma de preservar a memória de pessoas e organizações que tenham trabalhos relevantes em defesa da liberdade e dos direitos individuais ao longo da História para, assim, inspirar as futuras gerações.


AGRACIADOS

2023

- Setembro - Jornalista Júlio Ribeiro


2024

- Abril - Jornalista Guilherme Baumhardt, Rodrigo de Souza Costa, presidente da Federação de Entidades Empresariais RS, e o projeto “Lugar de Criança é na Escola RS”, de Rinaldo Penteado e Fabiane Vitória

- Dezembro - Grupo Front e diretora da Procempa, Letícia Batistela


2025

- Abril - Analista político e jornalista Marco Antônio Costa - Superman

- Junho - Ricardo Dietrich, fundador da Plastibordo e benemérito do município de Araricá

- Setembro - Alvoradenses Caroline Colares, Ana Luiza Lima e Nathale Oliveira, vencedoras de desafio tecnológico estadual

- Agosto - Liderança política do RS, Reginaldo da Luz Pujol

Dica do editor - Saiba por que risco de infarto é muito maior em dias de frio

O risco de infarto eleva-se em até 30% nos dias frios devido à vasoconstrição, mecanismo em que o corpo contrai os vasos sanguíneos para reter calor. Isso eleva a pressão arterial e sobrecarrega o coração. O perigo é maior para idosos e pessoas com hipertensão, diabetes ou colesterol alto.Principais cuidados no inverno:Mantenha-se agasalhado: Proteja o peito, o pescoço e as extremidades para evitar o choque térmico.Beba água: A desidratação é comum no frio e deixa o sangue mais viscoso, facilitando a formação de coágulos.Mantenha os exames e remédios em dia: Acompanhe a pressão e a glicemia regularmente.Evite o sedentarismo: Pratique exercícios físicos com orientação profissional, preferindo locais aquecidos ou horários mais quentes.Vacinação atualizada: Previna-se contra gripes e pneumonias, pois infecções respiratórias aumentam a inflamação das artérias.

Uma lição que vem do centro velho de São Paulo

Artigo publicado no Estadão

Fernando Schüler é cientista político, doutor em Filosofia (UFRGS) e professor do Insper.


Muita gente quer fazer com que aquela experiência simplesmente desapareça


"Por que funciona", me responde o professor, em um tom pausado e reflexivo. Ele trabalha no Liceu Sagrado Coração de Jesus, no centro de São Paulo, muito próximo do que um dia foi a cracolândia, de triste memória. A pergunta que lhe fiz era simples: se aquela escola funciona bem, entre as melhores da rede municipal de São Paulo, por que há tanta gente contra Processos de partidos políticos, de um órgão de Estado, dos sindicatos?

"Esta escola mostra algo que ninguém quer enxergar", completou o professor, "como um modelo simples de parceria do governo com uma escola confessional, católica, particular, pode funcionar muito bem. O que é inaceitável para muita gente".

[Fundado em 1885, o Liceu Coração de Jesus destaca-se como um colégio tradicional no bairro Campos Elíseos, na capital paulista   Foto: Reprodução/divulgação]

Assisti a este diálogo em uma tarde quente de segunda-feira, no centro de São Paulo, numa visita ao Liceu. A escola ia fechar. O centro de São Paulo havia ficado pouco atrativo para uma grande escola privada. A Prefeitura entrou em campo e fez o óbvio: um contrato para que pouco mais de 500 alunos da rede pública pudessem estudar ali. A partir daí, tudo mudou.

O Liceu, uma escola católica com 140 anos, que formou uma parte significativa da elite paulistana, no passado, agora se dedica a alunos da rede pública. É uma escola pública não estatal. Não há um funcionário público na escola. Mas ela é gratuita e 100% voltada aos alunos da rede, oriundos de famílias de menor renda.

São famílias que não teriam como pagar uma escola privada. Mas agora têm esta chance. Muitos mais poderiam ter a mesma oportunidade. Só não tem por que uma elite algo bizarra joga contra. Com toda força. E é sobre isto que precisamos falar.

Qual é o segredo da escola? Nenhum. Apenas gestão. As aulas começam e terminam no horário, não há aulas faltantes, há disciplina, segurança e um sentido de ordem. Isso e a tradição salesiana. Basicamente o que existe em escolas confessionais, sejam católicas ou protestantes.

De tudo, o que mais me impressiona é a inexistência do "absenteísmo". O TCE-SP mostrou que até 11% das aulas da rede estadual foram afetadas pelo absenteísmo, com mais de três aulas por semana prejudicadas.

Outro estudo mostrou um padrão médio de 30 faltas a cada 200 dias letivos no ano. Não é um padrão muito diferente do que se observa Brasil afora, nas redes estatais de ensino. É uma ferida aberta que nenhum pai ou mãe tolerariam para seus filhos, em uma escola privada. Mas que fazemos que não existe, quando se trata dos filhos dos mais pobres, em sua maioria alunos negros, nas redes estatais.

Pois digo que é simplesmente impossível obter qualidade em um sistema com esta ferida aberta. No Liceu, os professores não faltam, ou faltam muito pouco, em função do sistema de incentivos. Todos são celetistas, demissíveis a qualquer momento, e alguma ausência eventual, por razões bem-justificadas, é automaticamente coberta por um professor substituto.

Coisas simples que acontecem em qualquer escola particular. E que deveriam funcionar como um direito para todos, independentemente de renda ou cor da pele, se o País de fato se levasse a sério. Na prática, o que precisamos é fazer com que os incentivos trabalhem para todos, no Brasil, e não apenas para quem pode pagar, no mercado de educação.

O Liceu Coração de Jesus é um dos nossos poucos exemplos similares ao que os americanos chamam de "charter schools". Na prática, gestão particular com foco público, atendendo aos alunos de menor renda.

Dizendo de outra maneira: direitos similares, para quem tem mais ou menos renda. Não é um acesso igual, pois há escolas de elite. Há muita variação na qualidade da oferta educacional, seja na rede pública ou privada. Mas é uma aproximação simples e objetiva, que está a nosso alcance fazer.

Nos Estados Unidos, o pesquisador David Griffith comparou as faltas de professores nas redes públicas tradicionais e nas charter schools e obteve a mesma lição: nas redes tradicionais, 28,3% dos professores faltam mais de dez dias letivos no ano; no modelo charter, 10,3%.

Em todas as 10 maiores cidades americanas e em 34 dos 35 estados pesquisados, professores das redes públicas faltam mais do que os professores das escolas charter. E as razões são as de sempre: os "direitos' barganhados pelos sindicatos, a vulnerabilidade política dos governos, a estabilidade no emprego do funcionalismo, a desmotivação com a estrutura pública tradicional.

Por estes tempos, lia mais uma dessas tantas matérias na imprensa dando conta que nossa educação pública produz "desigualdades em série". A matéria, curiosamente, colocava a "culpa" por este estado de coisas nos próprios alunos. Afinal, eles seriam pobres, seus pais não incentivariam a leitura ou o estudo em casa e coisas assim. Nenhuma palavra sobre o abismo brasileiro entre os 15% ou 20% de alunos de famílias que podem pagar uma escola privada de média ou boa qualidade, e os cerca de 80% que estão presos a um sistema estatal que, na média, entrega apenas 5% de aprendizado adequado em matemática, ao final do ensino médio.

Um abismo que de fato separa os que tem menos e mais renda e que é marcado pela cor da pele. Não porque os alunos não podem aprender, mas porque a escola não ensina. Nossa desgraça, lá no fundo, é que quem decide sobre os rumos de nossa educação pública sabe perfeitamente disso. Sabe, mas está protegido pelo mercado. Sabe que pode comprar a escola boa para os seus. E pode combinar isso com a retórica eterna de um sistema estatal que não funciona, mas cuja conta é paga pelos filhos dos outros.

Digo que nossa elite que comanda a educação pública deveria ter vergonha. Ela tem à disposição a chance de melhorar de verdade a vida dos alunos mais pobres, mas não se move. Insiste na mesma retórica de sempre, enquanto o Brasil segue patinando em matemática no PISA, da OCDE, com resultados baixos e praticamente estagnados.

É por isso que a lição que vem do velho centro de São Paulo tem um significado. Muita gente quer fazer com que aquela experiência simplesmente desapareça. Para que ninguém imagine que exista uma alternativa ao status quo da educação pública brasileira. Mas ela existe. Somos apenas nós, neste mundo desigual e estranhamente confortável, que não prestamos a devida atenção.


Publicado no Estadão de 20/06/2026:

https://www.estadao.com.br/politica/fernando-schuler/uma-licao-que-vem-do-centro-velho-de-sao-paulo/?srsltid=AfmBOookRTjJZsTj1d8P7hEGwTsPE7XxPQJcn4PfAUWSDRPOR6aAS4Ab