Defensoria Pública repele decisão de Moraes que a obriga a defender Tagliaferro.

A Defensoria Pública da União (DPU) entrou com ação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que a Corte  anule a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a atuação do órgão na defesa de Eduardo Tagliaferro. Na petição, a DPU argumenta que a medida viola o direito de defesa do réu. Segundo o órgão, Tagliaferro não foi previamente intimado para constituir nova defesa após a destituição de seus advogados. A petição cita que a nomeação de defensor público só deve ocorrer após a intimação pessoal do réu e, caso ele não seja encontrado, de forma subsidiária. A Defensoria defende a intimação de Tagliaferro, que reside atualmente na Itália, por meio de carta rogatória (documento que solicita a citação ao Judiciário de outro país).

A DPU diz que a decisão de Moraes é ilegal.

Ex-assessor de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Tagliaferro é réu em ação penal por violação do sigilo funcional, coação no curso do processo e obstrução de Justiça.

Os advogados de Eduardo Tagliaferro, Paulo Faria e Filipe Oliveira, afirmam que foram afastados de forma arbitrária por defender o respeito à lei processual penal e Constituição Federal, exatamente como disse a própria DPU, que foi alertada por nós, via ofício, no dia 14/04. Os advogdos pediram ajuda da OAB.

Editorial, Estadão - A judicialização do debate eleitoral

Decisão de Moraes de autorizar inquérito contra Flávio Bolsonaro por suposta calúnia contra Lula serve de alerta para o perigo da intromissão do Judiciário no debate público

A pedido do governo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes mandou instaurar um inquérito para apurar um suposto crime de calúnia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Às vésperas da campanha oficial, a temerária decisão de Moraes serve de alerta para o perigo da intromissão do Judiciário no debate público. Não há democracia no mundo que resista à tutela dos eleitores por juízes que se veem como curadores do discurso político.

Aos fatos. No início de janeiro, Flávio fez uma postagem no X associando a prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro a futuros reveses para Lula. No texto, o senador fluminense afirmava que o petista seria “delatado” por Maduro, supostamente às autoridades dos EUA que o capturaram, e relacionava o episódio ao “fim do Foro de São Paulo”, além de aludir a supostos vínculos de Lula com o tráfico internacional de drogas, esquemas de lavagem de dinheiro e apoio a ditaduras de esquerda.

Sem dúvida, são imputações muito sérias. Ademais, feitas em uma mídia social de amplo alcance. Mas nada que destoe da agressividade típica das disputas eleitorais de nossa história recente, sobretudo as mais acirradas. O próprio Lula já fez acusações gravíssimas contra adversários em eleições passadas, muitas das quais poderiam facilmente ser enquadradas como crimes contra a honra, e nem por isso o petista foi incomodado pelo Direito Penal. O debate eleitoral pode ser agressivo, incivilizado ou até mentiroso. E daí?

A questão principal dessa história não é a eventual tipicidade da conduta de Flávio Bolsonaro, mas o velho cacoete de setores do Judiciário, e de ministros do STF e do Tribunal Superior Eleitoral em particular, de tratar os eleitores como néscios, incapazes, portanto, de tomar decisões de forma livre e consciente a partir do que observam no comportamento, nas ideias e nas propostas daqueles que brigam pelo seu voto.

Lula – logo quem, o político mais experiente em campanhas eleitorais em atividade – não deveria ter acionado o Ministério da Justiça nem a Polícia Federal em razão da postagem do adversário. Isso é coisa de incumbente acuado, além de autoritário. A Procuradoria-Geral da República, por sua vez, deveria ter fulminado a eventual ação penal no nascedouro, negando-lhe parecer favorável. O Supremo, então, nem se fala. Moraes deveria ter se contido e dado uma lição a todos os pré-candidatos: o Judiciário não será bedel do debate eleitoral.

Mas não. O ministro autorizou a abertura de um inquérito descabido e, ao fazê-lo, alimentou a suspeita não de todo desarrazoada daqueles que interpretaram sua decisão como o início de um processo que, no limite, pode tirar das urnas um dos oponentes mais fortes de Lula. Ou seja, Moraes prestou um enorme desserviço não apenas à Justiça Eleitoral, mas à democracia brasileira.

Este jornal não ignora que a liberdade de expressão não é absoluta no Estado Democrático de Direito. Tampouco defende que acusações infundadas devam circular sem qualquer possibilidade de responsabilização. Mas, no que concerne ao debate estritamente eleitoral, há de prevalecer o princípio da mínima intervenção. Fatos e versões se confrontam e se desconstroem pela própria discussão livre. E quem neste país melhor do que Lula para rebater as acusações que lhe foram feitas por Flávio Bolsonaro usando a mesma arma do adversário, o discurso?

Ao correr para debaixo da saia da Justiça, Lula, a um só tempo, deu projeção às acusações do adversário, permitiu que Moraes exibisse, mais uma vez, a estrela de xerife-geral da República e, de quebra, ainda sugeriu não confiar na capacidade do eleitorado de discernir entre o que é verossímil e o que é mero exagero retórico. É um movimento que empobrece o debate e desloca o eixo da disputa – do convencimento para a intimidação.

Mas mais preocupante é o papel assumido pelo STF. Ao admitir a abertura de um inquérito policial em contexto tão evidentemente político, Moraes reforçou a percepção geral da sociedade de que o Supremo se tornou um anexo do Palácio do Planalto. Que depois Suas Excelências não reclamem do impacto que isso terá nas urnas.

Regimes autoritários perseguem dissidentes no exterior

A repressão transnacional, prática em que regimes autoritários perseguem dissidentes, jornalistas e ativistas fora de suas próprias fronteiras, intensificou-se significativamente, com ditadores formando alianças para caçar opositores no exterior. Esta colaboração entre governos autoritários visa eliminar vozes críticas em democracias, usando táticas como vigilância digital, assédio online, ameaças a familiares e extradições forçadas. 

Aumento da Colaboração Autoritária: Regimes autoritários, particularmente na Ásia e na África, têm colaborado ativamente, impulsionados por interesses compartilhados em suprimir dissidência, com Pequim frequentemente influenciando essas ações.

Detenção e Deportação: A detenção e a deportação ilegal são os métodos mais comuns, com dezenas de incidentes documentados onde dissidentes foram enviados de volta para regimes autoritários em violação do direito internacional.

Abuso de Ferramentas Internacionais: Governos autoritários abusam de "Red Notices" (Alerta Vermelho) da Interpol para rastrear e capturar opositores no exterior, alegando falsamente crimes comuns ou terrorismo.

Alvos e Métodos: Políticos de oposição, advogados de direitos humanos, jornalistas e grupos étnicos ou religiosos minoritários, como os uigures, são os principais alvos de ameaças, perseguição e tentativas de sequestro. 

Impacto nas Democracias

Violação de Soberania: A repressão transnacional ameaça a segurança pública e a democracia em países anfitriões, com casos documentados no Canadá, Reino Unido e Alemanha.

Efeito Assustador: O objetivo é intimidar as comunidades da diáspora e garantir que opositores se sintam inseguros, mesmo em países democráticos. 

Resposta Internacional

Forças-Tarefa eCoalizões: Estão sendo criados grupos, como a "Coalizão Contra a Repressão Transnacional na Alemanha" e o "Tackling Transnational Repression in the UK Working Group", para enfrentar essas ameaças e proteger exilados.

Ações Recomendadas: Especialistas recomendam que governos democráticos adotem definições oficiais de repressão transnacional, treinem autoridades locais, imponham sanções a governos perpetradores e fortaleçam a proteção de dissidentes em seu território

 A judicialização do debate eleitoral

Decisão de Moraes de autorizar inquérito contra Flávio Bolsonaro por suposta calúnia contra Lula serve de alerta para o perigo da intromissão do Judiciário no debate público

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 A "personalidade Ozempic" refere-se a relatos de pacientes sobre embotamento emocional, apatia e perda de interesse por prazeres cotidianos, como comida e álcool, durante o uso de medicamentos GLP-1 (como o Ozempic). Isso ocorre porque o medicamento, além de reduzir o apetite, pode alterar o sistema de recompensa do cérebro, diminuindo a dopamina. 

The Washington Post

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Por que a vida parece "sem graça"?

Alteração na Dopamina: O medicamento pode impactar o sistema de recompensa do cérebro, reduzindo a sensação de prazer intenso associada a comer ou beber.

Embotamento Emocional: Muitos usuários relatam uma sensação de "aplanamento" das emoções, onde altos e baixos emocionais ficam menos intensos.

Fadiga e Névoa Mental: Alguns usuários também mencionam dificuldade de concentração, esquecimento e lentidão mental, que podem contribuir para uma sensação de desinteresse geral.

Mudança no Foco: Com a saciedade constante e a redução do "prazer" na comida, atividades que antes eram prazerosas perdem o sentido. 

The Washington Post

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Embora não seja um efeito colateral oficial descrito na bula, esse relato tem sido frequente. No entanto, algumas pessoas podem não sentir esses efeitos. 

R7

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Importante: O Ozempic é um medicamento para diabetes tipo 2 e deve ser usado com acompanhamento médico. 

Panvel

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Artigo, especial, Marcus Vinícius Gravina - Tentativa de castração de Senador

O ato do Relator em CPI não tem efeito subjetivo ou personalístico. Trata-se, da elaboração de um relatório resultante de uma coleta de informações e provas sobre o objeto da CPI.


O Relator não decide nada. É um mero repórter.


O Relatório do sen. Alessandro Vieira foi submetido, regimentalmente, à decisão da Comissão (11 membros) para cumprimento de um procedimento interno, sem contencioso e incapaz de produzir, por si só, efeitos contra terceiros, sem que o tenha sido apreciado e julgado definitivamente. É inofensivo ao ministro apontado. Não houve indiciamento aprovado. 


Cumpria a CPI julgar o suposto desvio de finalidade do Relatório. Nem foi preciso entrar no mérito.  A decisão já havia sido tomada por uma manobra sórdida política – 6x4 votos, contra o relatório. 


A CPI foi extinta depois disso e sem causar nenhum efeito aos ministros citados naquela fase da CPI.  


A proposta/sugestão do Relator,  senador Alessandro Vieira,  não se consumou. Mas, cumpriu o rito próprio da CPI.  Isto é, morreu dentro da própria “Casa”, intramuros do Senado, em que se exerceu o direito de investigação. Não partiu do Relator nenhuma convocação pública de imprensa.  


A reação vingativa do ministro Gilmar Mendes contra um Senador é a prova de que ele não preza pela harmonia entre os Poderes da República, além de constituir expediente de duvidosa constitucionalidade.


Ora, se um cidadão comum, sem mandato, tem o direito de opinião e de expressão, o que dizer de um Senador da República investido do poder de fiscalização da Administração Pública e do Judiciário que inicia pela sabatina dos Ministros do STF. 


Caxias do Sul, 16.04.2026


Advogado do Master, preso hoje, sabe tudo. Só a mulher de Moraes ganhava mais do que ele no Master.

O que mais assombra os ministros do STF que estão sob escrutíneo público e os demais políticos, autoridades e beneficiários das propinas pagas pelo Banco Master e pelo banqueiro Daniel Vorcaro, nem é tanto a prisão do ex-presidente do BRB, mas a prisão do advogado do banco, Daniel Monteiro.

Daniel Monteiro sabe tudo em detalhes. Foi ele quem armou a ciranda jurídica que permitiu passar apartamentos de luxo em São Paulo e Brasília para o presidente do BRB em troca da compra de carteiras fraudulentas e da operação de compra da instituição pelo banco estatal. Ele operava dentro do Master e da Reag  e de acordo com as investigações, ele era também o responsável por estruturar toda a rede de fundos usados por Vorcaro para pagar propina a políticos e autoridades públicas. Seu escritório foi o segundo mais bem pago pelo Master, conforme mostraram as informações da Receita Federal enviadas à CPI do Crime Organizado. Os pagamentos de R$ 79,1 milhões entre 2022 a 2025 para o Monteiro, Rusu, Cameirão e Bercht Sociedade de Advogados são menores apenas do que o valor pago à banca de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Alexandre de Moraes.

Além de atuar em várias frentes dos negócios do Master, Monteiro tem informações sobre o destino do dinheiro que Vorcaro desviou e escondeu fora do Brasil e conhece as interligações desses esquemas com as contas mantidas na gestora Reag. Sabe, portanto, tanto quanto ou até mais do que Vorcaro sobre detalhes das transações realizadas.