A economia em 2026, segundo o Bradesco

 Mesmo sem traçar cenárioos para o crescimento do PIB, que continua medíocre, os economistas do Bradesco informam, hoje, em análise, que o cenário doméstico tem evoluído conforme o esperado, ou seja, o crescimento vem mostrando moderação, com dinâmicas distintas entre consumo e investimentos, a inflação segue em desaceleração e a moeda seguiu bem-comportada, em um ambiente mais favorável para países emergentes. 

A queda no consumo força os preços para baixo.

Dizemos economistas, segundo relato que o editor recxebeu hoje.

1 - O ciclo de corte de juros, que é usado para garrotear o crescimento, se aproxima e vemos um espaço razoável para afrouxamento neste ano, ainda mantendo a Selic em um patamar restritivo.

2 - Investimentos em desaceleração e consumo das famílias resiliente devem ditar o crescimento. Os dois principais fatores para explicar os investimentos, juros e confiança empresarial, continuam em patamares que indicam desaceleração em 2026. Por outro lado, esperamos que o consumo das famílias cresça mais do que o PIB neste ano. O mercado de trabalho é o principal fator para explicar esse resultado, mas também levamos em conta os estímulos já anunciados para 2026, como a desoneração do imposto de renda até R$ 5 mil reais e o reajuste real do salário-mínimo. 

3 - O IPCA deve encerrar 2026 em 3,8%. A trajetória de desaceleração é sustentada por desinflação importada da China, menor inércia, safra agrícola positiva e moderação do crescimento, sem contribuição adicional do câmbio no cenário base. 

4 - Mantemos nossa expectativa de redução de 3 pontos na Selic, para 12%, mantendo ainda postura restritiva, mas aliviando o aperto máximo.

O cenário econômico pouco se alterou, apesar das incertezas globais. A economia americana mantém crescimento robusto, sustentado por investimentos em tecnologia e consumo resiliente, enquanto o mercado de trabalho segue se enfraquecendo e a inflação não traz preocupações. A China segue exportando deflação para o restante dos países e o desempenho da economia europeia continua ancorado em impulsos fiscais. No entanto, os ruídos trazidos por disputas geopolíticas e comerciais e as incertezas associadas à condução da política econômica nos EUA adicionam riscos ao crescimento, inflação e à condução da política monetária ao redor do mundo.

Pix

  Começaram a valer nesta segunda-feira as novas regras para instituições financeiras rastrearem o dinheiro transferido por Pix em golpes. A partir de hoje, o Banco Central determina que os bancos são obrigados a monitorar as transações através da segunda versão do Mecanismo Especial de Devolução (MED).

Com essa atualização, o MED passa a acompanhar o “caminho do dinheiro” em ocorrências de golpes, fraudes ou coerções envolvendo o sistema de pagamentos instantâneos para além da primeira conta envolvida no desvio.

O MED foi lançado originalmente em 2021, um ano depois da criação do Pix, para possibilitar a devolução mais rápida do dinheiro de clientes lesados em casos de golpe ou fraude. Mas, logo em 2022, os bancos e o Banco Central perceberam a necessidade de ampliar o alcance do mecanismo.

No formato original, a devolução dos valores ocorre apenas a partir da conta inicialmente utilizada na fraude. O problema é que os fraudadores são rápidos e conseguem retirar os recursos dessa conta e transferi-los para outras antes do bloqueio.

Com o aprimoramento, o MED passa a identificar “possíveis caminhos dos recursos”, indo além da primeira conta para qual o dinheiro foi transferido. Essa identificação vai ser compartilhada com os bancos envolvidos nas transações e permitirá a devolução de recursos em até 11 dias após a contestação do cliente.

Botão de contestação

Desde 1º de outubro do ano passado, o Pix conta com o “botão de contestação”, funcionalidade integrada ao MED que pode ser acionada diretamente no aplicativo da instituição em situações de fraude, golpe ou coerção.

Segundo o Banco Central, a ideia é facilitar a contestação de uma transação via Pix por parte dos usuários do sistema. O procedimento será feito de forma digital, sem a necessidade de contato com um atendente.

O recurso permite acelerar o bloqueio dos valores nas contas de criminosos. Com isso, vítimas de operações indevidas poderão recuperar o dinheiro em menos tempo.

Como pedir o Pix de volta?

Segundo o BC , para solicitar o recurso de volta é necessário registrar o pedido de devolução na sua instituição financeira em até 80 dias da data em que você fez o Pix.

Veja o passo a passo:

Você reclama na sua instituição;

A instituição avalia o caso e, se entender que foi um golpe, o recebedor do seu Pix terá os recursos disponíveis bloqueados na conta;

O caso é analisado em até sete dias. Se for concluído que não foi fraude, o recebedor terá os recursos desbloqueados. Se for fraude, o dinheiro será recebido de volta em até 96 horas (integral ou parcialmente), se houver recurso na conta do fraudador;

Caso a devolução tenha sido feita parcialmente, o banco do fraudador deverá realizar múltiplos bloqueios ou devoluções parciais sempre que forem creditados recursos nessa conta, até que se alcance o valor total da devolução ou 90 dias contados a partir da transação original.


Editorial, Estadão - O mundo sob as regras do PT

 Celso Amorim está escandalizado com a subversão das regras internacionais pela força. Mas sua conivência com tiranias sugere que o real incômodo é com o uso da força contra seus "companheiros"

 Em artigo na revista The Economist, o chanceler de facto do governo Lula, Celso Amorim, lamenta a erosão das normas internacionais e pergunta, em tom dramático: como viver em um mundo sem regras?

Mas quais regras? As de ideólogos petistas como ele são peculiares. Conforme Luiz Inácio Lula da Silva, a democracia é "relativa" e tudo é uma questão de "narrativas": princípios cedem lugar à conveniência ideológica, e o Direito Internacional é maleável como retórica de palanque. Segundo esses parâmetros, ditaduras que não sejam do "Sul Global" são sempre detestáveis, e as únicas violações intoleráveis são as dos países "ricos". Nessa mitologia geopolítica, o verdadeiro problema não é a ausência de normas, mas a presença incômoda de princípios universais que limitam o arbítrio dos comissários que estão "do lado certo da História".

A queda do ditador Nicolás Maduro ofereceu a Amorim um pretexto para defender o que realmente importa: não os direitos do povo venezuelano, mas a imunidade de um déspota aliado. O problema não é tanto o que Amorim diz, mas o que não diz. A abdução de Maduro pelos EUA é de fato questionável sob qualquer ótica jurídica. Mas as prisões de milhares de opositores venezuelanos pela cleptocracia chavista, o êxodo de 8 milhões de refugiados, as execuções, a censura, a fome, o colapso institucional e econômico seguem sem reparos por parte dos petistas, como acontece há anos. Como se vê, o que inquieta Amorim não é o uso arbitrário da força em si, mas seu uso contra aliados ideológicos.

Enquanto Amorim clama por diálogo e respeito ao Direito Internacional, seu governo se abstém de votar resoluções na ONU exigindo o retorno de crianças ucranianas sequestradas por Moscou ou condenando massacres e torturas de dissidentes e minorias no Irã. Enquanto rompe relações diplomáticas e lança acusações hiperbólicas contra a democrática Israel, prestigia a posse presidencial de um fantoche da teocracia dos aiatolás do Irã, a principal patrocinadora do terrorismo global - ao mesmo tempo em que seu partido celebra as inúmeras eleições fraudulentas na Rússia e na Venezuela como verdadeiras festas da democracia. Enquanto abraça entusiasticamente a conversão do Brics em um sindicato de autocracias revisionistas, sabota o ingresso do Brasil na OCDE, o fórum das democracias desenvolvidas que exige compromissos com transparência, pluralismo e racionalidade institucional - regras indisfarçavelmente inconvenientes para o lulopetismo.

Ao longo de suas gestões, o PT abastardou os padrões morais da diplomacia brasileira para acomodar regimes que partilham de seus rancores de grêmio estudantil e sua repulsa ao pluralismo liberal. O "mundo com regras" que Amorim se propõe a restaurar é o de um multilateralismo para ditadores de estimação, onde a "soberania" é escudo para abusos internos, o "diálogo" é sinônimo de inação e a cumplicidade é travestida de "neutralidade".

Os mesmos que denunciam com fervor missionário o "imperialismo estadunidense" contemporizam o roubo de territórios ucranianos pela Rússia. Os que escrutinam com lupa quaisquer desvios de democracias liberais fazem vista grossa quando direitos fundamentais são ignorados em Pequim, Havana ou Manágua. Sob o comando de Amorim, a política externa brasileira tornou-se um exercício de cinismo metódico: o valor de uma norma depende de quem a viola.

Seu artigo ecoa o discurso lulista que se pretende voz moral da humanidade, mas sob os governos do PT o Brasil é menos vítima de um mundo em colapso do que cúmplice do caos - toda vez em que se omite, silencia e justifica atrocidades em nome de afinidades políticas. Amorim apenas disfarça com um luto performático pela ordem global o seu incômodo com o fato de que o uso arbitrário da força deixou de ser apanágio de ditadores "companheiros" para atingir um deles, o tirano Maduro.

Talvez o mundo esteja mesmo sem regras. Mas sabemos como o petismo joga o jogo das relações internacionais: relativismo para amigos, intolerância para críticos e silêncio para vítimas inconvenientes à sua "narrativa". Amorim não quer um mundo com regras. Quer um mundo com as regras do PT.

Link desta matéria:

https://www.estadao.com.br/opiniao/o-mundo-sob-as-regras-do-pt/?srsltid=AfmBOoqcJI8wWQ6nRRiHwJANhY8Um270g6NK2LyKjXskGD3nVdrhWrWj


Crueldade do INSS em Porto Alegre

  O governo federal nomeado lulopetista se degrada a cada dia que passa e isto não se reflete apenas na desordem que provoca nas contas públicas, mas também na gestão de seu próprio pessoal. Não é só o caso do IBGE. Aqui em Porto Alegre, clama aos céus a canalha orientação para que segurados deixem agências do INSS, mesmo após horas de espera. Isto  tem ocorrido devido a falhas contínuas e instabilidades no sistema da Dataprev, empresa responsável pela tecnologia da informação do INSS, que persistem após uma manutenção programada realizada no final de janeiro de 2026. 

As filas são intermináveis e o tratamento aos segurados é absolutamente desumano e cruel.

Os principais motivos para a inoperância do sistema incluem:

Manutenção e Modernização: Uma "manutenção programada" conduzida pela Dataprev para atualização dos sistemas previdenciários suspendeu os atendimentos por dias, gerando um acúmulo de pessoas e problemas na retomada das atividades.

Instabilidade no Sistema (DataPrev): Mesmo após a suposta conclusão da atualização, o sistema continua apresentando oscilações e falhas graves, impossibilitando o andamento de perícias e agendamentos.

Volumen de Acessos: O sistema tem sofrido com a alta demanda e excesso de acessos simultâneos, o que tem causado quedas, especialmente durante procedimentos de atualização de dados cadastrais e concessão de benefícios.

Déficit de Servidores e Acúmulo: A morosidade na análise de benefícios e a falta de funcionários, combinadas com o sistema fora do ar, geram "panela de pressão" e longas filas. 

Situação em Porto Alegre

O problema tem sido recorrente, com registros de filas que duram dias em agências da capital gaúcha, configurando um cenário de frustração para aposentados e pensionistas que não conseguem realizar perícias e serviços agendados. A recomendação é que os segurados tentem reagendar via central 135 ou pelo aplicativo Meu INSS após a normalização do sistema.

Carta Aberta por mudanças no STF

 A OAB/RS, sob a presidência de Leonardo Lamachia, lançou, esta manhã, uma inédita carta aberta à sociedade gaúcha e brasileira, exigindo mudanças urgentes no Supremo Tribunal Federal (STF). A pauta foca no fim de inquéritos de ofício, combate ao ativismo judicial, fim do sigilo em processos e respeito ao devido processo legal, visando o retorno à Constituição e a garantia das prerrogativas da advocacia. 

A OAB nacional tem se omitido de maneira cúmplice com o autoritarismo em curso.

Principais Pontos da Carta Aberta (OAB/RS):

Mudanças no STF: A carta exige que o STF atue dentro dos limites da Constituição, evitando abusos e garantindo a segurança jurídica.

Oito Medidas Urgentes: O documento lista demandas como o fim dos inquéritos abertos de ofício, maior transparência (retirada de sigilo), respeito à LOMAN (lei da magistratura) para limitar a atuação midiática/política, e mandatos temporários para ministros.

Defesa do Devido Processo: A OAB/RS defende que o devido processo legal e as garantias fundamentais estão sendo violadas por ativismo judicial.

Fim das Decisões Monocráticas: A entidade pede a reafirmação da colegialidade como regra, limitando decisões individuais em questões constitucionais.

Ato Público: A Ordem realizou um ato público em 4 de fevereiro de 2026, com o tema “O STF precisa mudar”, reforçando o compromisso com o Estado Democrático de Direito. 

O presidente da OAB/RS, Leonardo Lamachia, enfatizou que a iniciativa não visa o confronto, mas a responsabilidade e o restabelecimento da ordem constitucional. 

#Cinema: Hamlet – a beleza que nasce do sacrifício O filme de Chloé Zhaoi.

 

#Cinema: Hamlet – a beleza que nasce do sacrifício

O filme de Chloé Zhao é uma das mais belas homenagens à Arte

 

Uma das críticas mais recorrentes a Hamnet, de Chloé Zhao, é de ser um filme manipulador de emoções. Ninguém sai ileso daquelas 2 horas e pouco de “intensa tragédia sobre o luto e a perda”, como classificou um resenhista do The Guardian.

Mas a diretora Chloé Zhao também sabe manipular a arte a seu favor. Então, o luto e a perda que nos emociona e nos turva a visão em diversos momentos – sobretudo nas exuberantes cenas finais –, acabam se reconfigurando. Deixam de ser o centro emocional para se tornar um fundo existencial em que se elaborara não apenas uma forma de expressar a dor, mas de compreender o que ela pode revelar.

E o que primeiro se revela é a maravilhosa atuação de Jessie Buckley. Começa como uma Agnes Hathaway humilde, meio enigmática, mas que vai se expandindo até transbordar na tela. Aos entusiastas da Inteligência Artificial – e também aos apocalípticos que acham que profissão de ator irá acabar –, Buckley demonstra que nenhum algoritmo pode substitui aquela presença luminosa que só os grandes artistas conseguem irradiar. Um exemplo daquela encenação viva do espírito humano que falava Stanislavski.

Artigo, especial - Marcus Vinicius Gravina - STF e o seu guia de boas maneiras

Marcus Vinicius Gravina é advogado, RS.

Em meio a uma crise institucional, jamais vista, a ser enfrentada  gerada por ministros do STF, deixaremos de lado a Constituição Federal para submeter o ativismo do STF a um “Código de Conduta”, de inspiração do alto saber do seu presidente Edson Fachin.

Lembrei-me, em seguida, da notável jornalista gaúcha, Célia Ribeiro e dos seus livros dedicados aos bons modos e etiqueta. Um deles: ”Etiqueta de bolso: um guia de boas maneiras de A a Z.”  

Estou curioso para saber o que acontecerá aos ministros transgressores.  Quem poderá denunciá-los e como serão julgados. 

Se a sessão de julgamento será pública e, se haverá tribuna para acusação e defesa ou, tudo correrá sob segredo de justiça.

A que penalidades estarão sujeitos os ministros descumpridores do Código de Conduta? 

Penso que todo o cidadão que tiver conhecimento da má conduta de ministro recalcitrante ao Código de Conduta do STF poderá apresentar denúncia e ter acesso ao expediente interno do Supremo, em toda a sua tramitação, até a informação final do resultado do julgamento. 

Ora, vejam: Se ministros desafiam as normas legais que lhes determinam os impedimentos e as suspeições de atuarem em ações judiciais; que ignoram o Princípio da Imparcialidade e desrespeitam o devido processo legal. E, os que julgam as causas das suas esposas, com as quais mantém holding familiar, e na cara dura fazem uma “figa” para todos nós,  sem risco de responderem por crime de responsabilidade. 

Os órgãos oficiais de fiscalização do país estão falidos. Um deles é o Tribunal de Contas da União, pela sua inoperância e vassalagem ao STF.  

Um dia alguém irá dizer, em voz alta, que o TCU tem culpa nas fraudes e ilegalidades cometidas no âmbito dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, por culpa in vigilando.  

Por quê afirmo isto: O TCU tem o dever de receber a declaração de bens, com a indicação das fontes de renda no momento da posse dos ministros. E, posteriormente, das alterações patrimoniais anualmente, com o dever de acompanhar e informar a evolução patrimonial dos ministros, na forma da Lei Federal 8.730/1993, art. 1º e seguintes.


A encenação do ministro Edson Fachin é uma cortina de fumaça para desviar a atenção de outros casos escabrosos, como o do Banco Master.

Caxias do Sul, 04.02.2026