Secretariado

 Corre solto o lobby para que Zucco aproveite até mesmo gente que participa do atual governo Leite. É o caso dos padrinhos de Izabel Matte, que querem mantê-la na secretaria de Obras.


O deputado Guilherme Pasin é hoje o mais cotado para assumir a Secretaria do Desenvolvimento Econômico, segundo informa, hoje, a editora de Política da RBS, Rosane Oliveira. Ele é ex-prefeito de Bento. Se Pasin for nomeado, assumirá o suplente da bancada estadual, Sandro Covatti, irmão da vice-governadora Silvana Covatti.

Rosane diz que a pasta também incluirá a área de turismo.

O PP, segundo informações do editor, também quer a secretaria da Agricultura, mas com porteira fechadas, ou seja, com quadros seus em todo o entorno da secretaria. A vice-governadora Silvana Covatti poderá voltar ao comando da Agricultura. Zucco resiste.

É praticamente certo que os deputados Claudio Branchieri e Capitão Martim, assumam a Fazenda a Defesa Civil, respectivamente. Também parecem certos Cesar Schirmer na Casa Civil, Cleber Benvegnu na Comunicação e Leonardo Pascoal no Planejamento. A secretaria da Educação irá para o paranaense Roni Miranda Vieira.

Sondagens para estatais também já acontecem. O advogado Sebastian Watengerg, por exemplo, foi convidado para uma diretoria do Banrisul.

Zucco faz campanha aberta na Grande Porto Alegre

 O governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco está nas ruas da Grande Porto Alegre, desde segunda-feira, reunindo prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, líderes políticos e eleitores, inclusive nas ruas,  fazendo campanha aberta pelo candidato Flávio Bolsonaro.

Ontem - No final da tarde, bandeiraço e adesivaço no cruzamento das ruas João Corrêa e Independência, são Leopoldo. A mobilização durou mais de uma hora e contou com a presença do prefeito Heliomar.

Hoje - Bandeiraço e adesivaço no Calçadão de Novo Hamburgo, mais almoço com prefeitos dos vales do Sinos, Caí e Paranhana.  em Porto Alegre, com a presença da senadora Tereza Cristina (Progressistas). 

Quinta-feira (22) - Grande ato ao meio-dia na Esquina Democrática, no Centro de Porto Alegre. No final da tarde, Zucco tem previstas mobilizações em Alvorada, às 17h30, e em Viamão, às 18h45.

Sexta-feira - A  agenda prevê uma caminhada pelo Centro de Porto Alegre, passando pela região dos terminais de ônibus e da Rodoviária, a partir das 17h.

Sábado - Último dia de campanha, está programada uma grande motociata, com concentração às 14h30 no Sítio do Laçador, em Porto Alegre, e percurso em direção a Canoas. A mobilização terminará no Parcão, onde, a partir das 16h30, será realizado o "Bloco do 22", reunindo apoiadores e lideranças políticas no encerramento da campanha no Rio Grande do Sul.

Artigo, especial - A verdadeira face de uma doença chamada petismo

Durante a campanha eleitoral, o campo petista espalhou mentiras sobre o fim do Bolsa Família, da Farmácia Popular, da CLT e até do SUS. O medo foi a principal ferramenta eleitoral. E quando parece que a mentira é o limite, surge algo com um requinte de crueldade ainda maior.

No dia 18 de outubro, o youtuber Felca publicou:: “Eu me escondi por tempo demais”. Anunciou um vídeo para a madrugada do dia 20. Isso bastou para que parte da militância de esquerda decretasse que viria uma denúncia contra Flávio Bolsonaro, capaz de ajudar Lula no segundo turno. Influenciadores e celebridades comemoraram antes de saber do que se tratava.

O vídeo foi sobre outra coisa: “Fobia Social”. Felca falou do bullying que enfrenta desde os 12 anos, do diagnóstico de fobia social, dos períodos em que recorria ao álcool para conseguir sair de casa e do isolamento depois da repercussão de seu trabalho sobre a adultização de crianças. Ele escolheu falar de si, não de candidatos.

A reação do petismo foi, mais uma vez, reveladora. A suposta bomba eleitoral não veio e a expectativa se transformou em ataques irados. Nas redes sociais, insultos, acusações de narcisismo e tentativas de desqualificar o relato. Felipe Neto - aquele mesmo que mandava as pessoas ficarem em casa durante a pandemia enquanto jogava futebol - criticou a publicação e disparou suas ofensas. Houve ainda comentários que chegavam a sugerir suicídio.

Felca não prometeu apoio a candidatos nem denúncia eleitoral. A militância inventou uma história, acreditou nela e resolveu cobrar do personagem real o roteiro que havia escrito sozinha. 

Essa disposição para desumanizar o outro não nasceu nesta eleição. Na década passada, manifestações foram marcadas pela infiltração de black blocs e por episódios de depredação que transformaram protestos em cenas de violência. Mais recentemente, a Avenida Paulista voltou a registrar vandalismo após um ato de apoio a Lula. 

Nas ruas, a intolerância pode aparecer na destruição do patrimônio. Na internet, no linchamento virtual. 

O mais perturbador no episódio de Felca é a contradição. Não que surpreenda. Quem vive discursando sobre acolhimento e cuidado com saúde mental não conseguiu respeitar um depoimento sobre fobia social. Quem condena o bullying incentivou ou tolerou a humilhação de quem falava sobre isso. A empatia durou até o momento em que Felca deixou de ser útil. A dor de uma pessoa foi tratada como uma oportunidade desperdiçada de propaganda eleitoral, sem o menor constrangimento.

Há uma cultura de instrumentalização no petismo. Artistas precisam servir à campanha. Influenciadores precisam mobilizar seguidores. Jornalistas precisam confirmar expectativas. Até uma confissão íntima passa a ser avaliada pelo benefício que pode trazer a um candidato.

Não são todos os eleitores de Lula. É a militância que posa de humanitária enquanto trata pessoas como peças descartáveis.

Felca falou da própria dor. Não pediu voto, não atacou ninguém e não deu explicações a quem esperava uma denúncia política.

No fim, o vídeo revelou mais do que seus autores imaginavam. Felca expôs a fobia social que diz sofrer. Parte da militância petista expôs algo que deveria causar vergonha: a facilidade com que abandona qualquer princípio de humanidade quando não consegue tirar proveito político de alguém.

Microentrevista, Osmar Terra

 Osmar Terra é deputado federal reeleito. Ele também foi ministro de Bolsonaro e por duas vezes secretário gaúcho da Saúde. É médico.

Mesmo diante da crise cada vez maior do Sistema Único de Saúde, com filas de espera enormes que prejudicam o beneficiário, o governo Lula diz que com ele está tudo nota 10.
No momento que uma pessoa leva 800 dias para fazer uma consulta com um nefrologista, alguma coisa está errada. 

A opção para quem pode é buscar atendimento pago. É por isto que o senhor fala em privatização do SUS ?
O governo Lula privatiza o SUS, quando as pessoas estão perdendo o direito à saúde gratuita. Se não puderem pagar ficam esperando anos sem a cirurgia, os exames ou o atendimento especializado que tanto necessitam.

Pode dar outro exemplo ?
O mesmo também acontece quando o governo Lula promove a terceirização, quarteirização ou a pejotização da Atenção Básica. Pior ainda quando é promovida uma enorme proliferação de Escolas Médicas privadas, a metade sem a mínima condição de funcionamento, para dizer que estão atendendo a população, sem preocupação com a qualidade desse atendimento

Lula e a mais recente bravata

Marcus Vinicius Gravina 

OAB-RS 4.949  

O presidente Lula está equivocado ou mal orientado pelos seus assessores. Ele não precisa dar autorização para que se conheça os seus bens e as fontes de renda.   

Como presidente da República ele tem o dever de declará-los e não haverá sigilo em razão do cargo que exerce. 

Está na Lei 8.730, de 10.11.1993.  É a lei que estabelece a obrigatoriedade da declaração de bens e rendas para exercício do cargo.  É provável que ele a desconheça. É o caso de investigar para saber se ele a cumpriu e vem cumprindo as atualizações anuais.   

Fez uma alausa no debate da TV Bandeirantes, ao dizer que daria autorização para abrirem  todas as informações dos seus bens. Num gesto de fanfarrão, de que é homem mais honesto do mundo,  desafiou o seu adversário Flávio Bolsonaro a fazer o mesmo. Bravata de conversa de botequim. 

O Flávio Bolsonaro, como Senador, está sujeito ao mesmo comando da citada Lei.  A sua declaração de bens e renda já é pública e deve estar depositada no Tribunal de Contas da União, em conformidade com suas Instruções Normativas, 87, 89, 90 e 96 de 2021 a 2024 e mais do Decreto n. 10.571/2020 que modernizou os procedimentos.   

O que os eleitores gostariam conhecer é o que o Lula deixou de declarar. A provocação do Lula  e seus asseclas ao Bolsonaro é inócua, coisa de arruaceiro.  

Leiam o que segue i tirem suas conclusões:  

“Art. 1º. É obrigatória a apresentação de declaração de bens , com a indicação das fontes de renda, no momento da posse ou, inexistindo esta, na entrada em exercício de cargo, emprego  ou função , bem como no final de cada exercício financeiro, no término da gestão ou mandato nas hipóteses de exoneração renúncia afastamento definitivo por parte das autoridades e servidores públicos adiante indicados.” Entre os indicados estão o Presidente da República  e membros do Congresso Nacional.  

Art.3º. A não apresentação da declaração a que se refere o art. 1º, por ocasião da posse implicará a não realização daquele ato ou, sua nulidade se celebrado sem esse requisito essencial.“ 

Está tão baixo o nível dos debates, que eu posso sugerir que esta eleição seja ganha por quem cuspir mais longe, desde que não atinja os assistentes.  

Caxias, 20.10.2026 

 

 

 

Aluna de Arquitetura da Ulbra realiza intercâmbio em Portugal

 

Experiência na Universidade do Porto amplia repertório acadêmico e cultural

O interesse pela arquitetura portuguesa, cultivado ainda no Ensino Médio, levou a estudante Vitória Bauer, do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), realizar um semestre de mobilidade acadêmica na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP), em Portugal. A acadêmica chegou ao país em 14 de setembro e permanecerá na instituição até fevereiro de 2027.

A oportunidade surgiu por meio do programa de mobilidade acadêmica da Ulbra. Segundo Vitória, a Universidade do Porto já despertava sua curiosidade antes mesmo de ingressar na graduação. Após conhecer o programa, ela procurou informações sobre os prazos e o processo seletivo logo no início do ano letivo de 2026. Depois de ser selecionada e concluir as etapas necessárias, recebeu o aceite da instituição portuguesa em junho.

"Está sendo muito especial fazer essa experiência aqui no Porto. A escola tem características muito singulares, principalmente pela forma como trabalha o desenho como método de investigação e expressão da arquitetura", conta a estudante.

Outra perspectiva sobre a formação em Arquitetura

Uma das principais descobertas de Vitória durante o intercâmbio está na metodologia de ensino da instituição portuguesa. Na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, o desenho à mão ocupa um lugar central no processo de desenvolvimento dos projetos, tanto na representação técnica quanto na observação e na expressão artística.

"Essa experiência está sendo muito enriquecedora para a minha formação, porque estou conhecendo outras formas de pensar e desenvolver projetos de arquitetura. O contato com diferentes metodologias e referências amplia meu repertório e me permite olhar para a profissão sob novas perspectivas", destaca Vitória.

Durante o intercâmbio, a acadêmica cursa disciplinas de projeto, patrimônio e restauro, fotografia e desenho. O contato com outras abordagens amplia seu repertório e permite observar como diferentes métodos podem contribuir para a formação de arquitetos e urbanistas.

A experiência também envolve a convivência com estudantes de diversas nacionalidades. Em algumas disciplinas, as aulas são ministradas em inglês, e as discussões reúnem perspectivas de acadêmicos europeus, latino-americanos e de outras partes do mundo.

"Cada um traz seu ponto de vista, e isso acaba enriquecendo as discussões. É muito interessante ter contato com outras culturas e perceber como as pessoas enxergam a arquitetura de maneiras diferentes", destaca.

A cidade como espaço de aprendizagem

Além da vivência acadêmica, a própria cidade do Porto se tornou parte importante do aprendizado. Com sua história e seu patrimônio arquitetônico, o município oferece à estudante oportunidades de observação que vão além dos espaços da universidade.

O campus da FAUP, projetado pelo arquiteto português Álvaro Siza, também contribui para essa experiência. Para Vitória, estar diariamente em um ambiente arquitetônico de referência amplia o repertório e estimula um olhar mais atento sobre os espaços urbanos.

"Costumo andar com um caderninho e lápis para registrar algumas coisas que vejo. A cidade, por si só, já é uma escola, porque a gente está o tempo todo observando e absorvendo referências", relata.

A integração com outros estudantes também faz parte da experiência. Em um evento de recepção aos intercambistas, Vitória participou de atividades de troca cultural, com apresentações que reuniram elementos das tradições dos diferentes países representados.

Apoio para experiências internacionais

O superintendente de Relações Institucionais e Comunicação da Ulbra, Ruy Irigaray, enfatiza que a mobilidade acadêmica faz parte das possibilidades de internacionalização oferecidas pela Ulbra. “A Diretoria de Relações Internacionais auxilia os estudantes interessados em experiências no exterior, com orientações sobre programas, instituições parceiras, prazos e etapas do processo de candidatura”, observa.

Acadêmicos que desejam conhecer as oportunidades disponíveis podem acompanhar as atualizações pelo Instagram @relacoesinternacionaisulbra ou entrar em contato pelo e-mail intercambio@ulbra.br.


Artigo, especial - Os novos órfãos

Este artigo é do Observatório Brasil Soberano

Se Lula perder no dia 25, haverá quem anuncie o fim do petismo. Entre os mais barulhentos, porém, haverá gente que terá perdido a razão de existir. Passaram anos vivendo de apontar o inimigo. Construíram audiência, conquistaram espaço e fizeram carreira. Quando se pergunta o que pretendem colocar no lugar, a desenvoltura é substituída por mais barulho.

Não é todo crítico do PT que entra nessa conta. Há quem combata o petismo e discuta o tamanho do Estado, o custo do capital, a legislação trabalhista, a segurança e a educação básica. O problema está em quem cresceu inteiro dentro do antipetismo e nunca saiu de lá. Aprendeu a explorar a rejeição, mas pouco construiu.

Essa gente precisa de um culpado permanente. Alguém que explique todas as frustrações, concentre a revolta e mantenha o público mobilizado. Se Lula sair de cena, será necessário preencher a vaga. Eduardo Bolsonaro ou qualquer movimento que escape ao controle do grupo poderá servir. O próximo inimigo será escolhido pela utilidade que tiver para sustentar o discurso.

O método é conhecido. Uma divergência vira suspeita de caráter. Um aliado que ganha projeção passa a ser tratado como ameaça. As exigências mudam conforme o personagem: toleram no próprio grupo aquilo que apresentam como imperdoável nos outros. A disputa pelo protagonismo vem embrulhada em preocupação com o país.

O purismo utópico é um dos recursos desse repertório. Exigem concordância integral, soluções imediatas e uma política sem negociação. Uma reforma que avance por etapas pode ser denunciada como fraude. Uma regra de transição vira covardia. O sujeito preserva sua pose porque nunca precisa demonstrar como aprovaria a proposta perfeita que anuncia.

O mesmo vale para o liberalismo de ocasião. Defendem cortar gastos até o corte alcançar um interesse próximo. Falam em liberdade, mas querem enquadrar quem discorda. Pedem renovação, desde que o nome novo peça licença a eles para crescer. A independência tão celebrada termina quando alguém resolve agir sem consultar os donos da franquia.

A experiência europeia serve de alerta para o que acontece quando a identidade política depende demais do adversário. O enfraquecimento da esquerda pode abrir uma disputa entre grupos que antes pareciam caminhar juntos. Quem se acostumou a mobilizar pela rejeição procura outro alvo para manter influência. No Brasil, esses órfãos poderão encontrar dentro da própria direita o inimigo que precisam para continuar em evidência.

Para quem vive de audiência, a briga tem vantagens. Explicar uma reforma exige estudo. Acusar alguém de traição rende likes em uma postagem. Discutir investimento, produtividade e alfabetização dá trabalho. Insinuar que outro político se vendeu produz reação imediata. A indignação se renova, os seguidores se dividem e o autor da confusão volta ao centro da conversa.

Por isso, uma vitória de Flávio poderá incomodar alguns que diziam desejar a derrota do PT. Ela obrigará esses personagens a mostrar o que sabem fazer depois do protesto. Alguns preferirão antecipar a próxima guerra, desqualificar aliados e procurar culpados para dificuldades que ainda nem aconteceram.

Os novos órfãos talvez sejam os últimos a admitir a falta que Lula lhes faz. Viveram tanto tempo à sombra dele que poderão começar a fabricar seu substituto antes mesmo de a festa da vitória terminar. Precisarão inventar outro inimigo antes que o público perceba que nunca tiveram muito mais a oferecer.