Dica do editor - Invenção para ajudar os idosos

A invenção mencionada em um artigo de opinião do The Washington Post (março de 2026) que parece tão óbvia e perfeita é o JubileeTV. 

Aqui estão os detalhes dessa tecnologia:

O que é: Uma pequena caixa com câmera e microfone que se conecta à televisão da casa, transformando-a em uma central de comunicação e monitoramento para idosos.

Por que é genial e "óbvia": A televisão é um item doméstico familiar e onipresente. Ao contrário de smartphones ou tablets, que podem ser difíceis de usar para idosos com tremores ou declínio cognitivo, a TV é algo que eles já sabem operar.

Funcionalidades:

Videochamadas fáceis: Permite que familiares façam videochamadas que aparecem diretamente na tela da TV, sem que o idoso precise segurar um telefone ou apertar botões complexos.

"Drop-in" de segurança: Se o idoso não responder, parentes podem ativar a câmera para verificar a situação, agindo como um sistema de monitoramento remoto.

Lembretes de medicação: A TV pode mostrar lembretes de remédios, que se sobrepõem ao programa que está passando, e notificar os cuidadores se a dose for esquecida. 

O objetivo do JubileeTV é ajudar os idosos a permanecerem em casa (aging in place) por mais tempo, combatendo a solidão e permitindo que a família cuide deles remotamente sem o estresse da tecnologia convencional.

Zumbido no ouvido

 O zumbido no ouvido (ou tinnitus) é uma sensação sonora, como um apito, chiado, som de abelha ou panela de pressão, que ocorre sem que haja uma fonte sonora externa. Milhões de brasileiros sofrem com esse sintoma, que não deve ser encarado como normal ou algo com que se deve acostumar. 

O que o zumbido pode indicar?

O zumbido não é uma doença, mas sim um sintoma de que algo no sistema auditivo ou na saúde geral não está funcionando corretamente. Ele pode estar relacionado a: 

Perda auditiva silenciosa: Frequentemente associado à diminuição da audição.

Problemas estruturais: Alterações na articulação temporomandibular (ATM), músculos mastigatórios ou tensão no pescoço/ombros.

Causas metabólicas: Açúcar alto, insulina ou colesterol elevado.

Fatores emocionais: Estresse crônico e ansiedade.

Causas auditivas: Acúmulo de cera, infecções de ouvido (otite) ou exposição a sons altos. 

É perigoso?

Na maioria dos casos, o zumbido não é um risco de morte, mas indica que sua saúde auditiva precisa de atenção. A avaliação por um otorrinolaringologista (preferencialmente otoneurologista) é fundamental para investigar a causa, que pode ser tratada ou controlada. 

Quando o zumbido aparece mais?

O som é mais percebido à noite, devido ao silêncio do ambiente. 

Se você ou alguém que você conhece convive com esse incômodo, a recomendação é buscar ajuda médica especializada, pois existem formas de aliviar e controlar o sintoma, como uso de aparelhos auditivos, terapia sonora e mudanças no estilo de vida. 


Fetransul alerta para impacto de nova fiscalização no frete

Entidade afirma que medida amplia responsabilidade do embarcador em meio à alta do diesel e ao risco de pressão sobre o abastecimento

A nova sistemática de fiscalização do transporte de cargas anunciada pelo governo federal exige maior rigor no cumprimento das regras, mas impõe preocupação adicional ao setor em um momento de forte pressão sobre os custos e risco ao abastecimento. Esse é o posicionamento da Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul), que divulgou nota oficial nesta semana sobre a Medida Provisória nº 1.343/2026 e as Resoluções nº 6.077 e nº 6.078 da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Segundo a entidade, a principal mudança está no fato de que a fiscalização deixa de ocorrer depois da realização do transporte e passa a atuar antes da viagem, ainda no momento da contratação do frete. A partir de agora, todas as operações deverão ser registradas previamente por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), emitido sem custo e de forma obrigatória.

Na avaliação da Fetransul, o novo modelo torna inviável qualquer operação sem registro prévio na ANTT. Também impede a regularização posterior de viagens já executadas e cria um sistema permanente de monitoramento dos valores de frete. Com isso, a fiscalização passa a ser contínua, automatizada e baseada em cruzamento de dados.

A Fetransul destaca que o novo regime cria mecanismos de bloqueio operacional. Caso o valor contratado esteja abaixo do piso mínimo, o sistema não permitirá a emissão do CIOT. Sem esse código, não será possível gerar o Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), documento indispensável para a realização regular do transporte. Na prática, a irregularidade deixa de ser apenas punida e passa a ser barrada antes mesmo do início da operação.

O impacto, segundo a entidade, recai especialmente sobre o embarcador, que passa a ter responsabilidade legal direta sobre a formação do valor do frete e sobre o cumprimento das exigências regulatórias. Em caso de descumprimento, a nova regulamentação prevê multas mais elevadas, que podem alcançar cifras milionárias, além de restrições operacionais e até limitação do direito de contratar novos transportes.

A federação ressalta que o piso mínimo de frete não deve ser interpretado como uma tabela de preços. Trata-se, segundo a nota, de uma referência mínima de custo operacional, que não contempla integralmente despesas como tributos, seguros, pedágios, gestão e margem das empresas. Por isso, a Fetransul argumenta que a simples observância do piso não resolve a pressão financeira vivida pelo setor.

CUSTO DO DIESEL

O debate ocorre em um momento de forte alta no preço do óleo diesel, principal insumo do transporte rodoviário. Nas últimas semanas, o combustível acumulou reajustes expressivos, pressionando os custos das transportadoras e de toda a cadeia produtiva. O diesel representa entre 35% e 45% do custo operacional do transporte rodoviário de cargas, o que torna o setor especialmente sensível às oscilações do mercado.

A Fetransul sustenta que existe, ainda, um descompasso entre a atualização do piso mínimo e os preços efetivamente cobrados nas bombas. Conforme a entidade, o mecanismo de reajuste baseado nos dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) não acompanha, com a mesma velocidade, a alta observada no mercado. Isso gera defasagem entre o custo real da operação e os valores de referência utilizados pela regulação.

A preocupação ganha dimensão maior porque o transporte rodoviário responde pela maior parte da circulação de mercadorias no país. Estimativas apontam que cerca de 65% das cargas brasileiras dependem das rodovias. Em setores como o agronegócio, o frete pode representar até um quarto do custo final do produto. Qualquer aumento de custo ou entrave operacional, portanto, tende a atingir diretamente o abastecimento, os preços e a inflação.

No Rio Grande do Sul, cuja matriz logística é ainda mais dependente das estradas, a preocupação é ampliada. O modal rodoviário responde por cerca de 85% da carga transportada no Estado, o que torna a economia gaúcha especialmente vulnerável a aumentos no diesel e a mudanças regulatórias no setor.

Ao final da nota, a Fetransul afirma que continuará acompanhando a implementação das medidas e defendendo ajustes que preservem a competitividade, a segurança jurídica e a previsibilidade das relações no transporte de cargas. Segundo a entidade, o desafio é construir um ambiente regulatório que coíba irregularidades sem comprometer a atividade econômica e o abastecimento do país.

Artigo, Fernando Schuller - O que a história do empresário condenado a 14 anos por Pix de R$ 500 pode nos ensinar sobre o Brasil

500 reais, via Pix. Foi a ajuda do Alcides Hahn para a vaquinha do ônibus que levou um grupo de manifestantes para Brasília, dias antes do 8 de Janeiro. Da turma do ônibus, consta que ao menos um teria depredado alguma coisa, em Brasília. Hahn tem 71 anos e é um desses pequenos empresários de descendência alemã que fizeram a força comunitária do interior de Santa Catarina. Alguém pode sugerir que ele “sabia de tudo”. Sabia que aquelas pessoas iriam ocupar a Esplanada, que uma parte iria sair do controle, invadir os prédios, pintar aquela estátua com o batom vermelho e tudo mais.

Mas isso não é verdade. Dizer isso não passa de um patético cinismo. Ele contribuiu porque alguém pediu, porque era da comunidade e manifestações são legítimas, em uma democracia. Contribuiu porque era seu direito. E por aí daria para encerrar a questão. O fato é que ele foi condenado a 14 anos de prisão. Para uma parte das pessoas, está tudo ok. 14 anos até é pouco. O certo seria prisão perpétua, ou coisa pior, para essa gente fascista, e ainda mais de Santa Catarina, que passou Pix para financiar o “golpe” naquele domingo ensolarado, em Brasília.

Só um País domesticado, que perdeu completamente o senso republicano, é incapaz de perceber o elemento absurdo em tudo isso. Alcides Hahn, assim como outros pequenos empresários, condenados do mesmo jeito, não cometeu crime nenhum. Não foi a Brasília, não quebrou nada, não tentou dar nenhum golpe. Ele é apenas parte de uma multidão amarrada por um conceito. O crime-conceito. O delito que não precisa de objetividade ou enquadramento a nenhum tipo penal específico. Precisa apenas de uma fundamentação. De um “entendimento” bem-amarrado. E está tudo ok. “Individualmente”, leio em uma matéria, “Hahn não cometeu nenhum delito”, mas fazia parte da “multidão”. A multidão criminosa, autora da “trama golpista”, o grande crime “multitudinário”. A gordura parece escorrer de cada uma dessas palavras. E me faz lembrar da frase que um dia escutei de um velho professor: nada é mais difícil de refutar do que uma ideia absurda. E aqui, diria: um processo absurdo. Alcides não tem foro privilegiado, deveria ser julgado na primeira instância, com direito a recursos? Irrelevante. Não teve sua conduta individualizada? Irrelevante. Não tinha a intenção de dar golpe nenhum? Irrelevante. Uma vez dado o conceito, mesmo um pequeno comerciante de uma cidade pacata do interior e seu Pix de 500 reais ganham status de “associação criminosa armada”, um dos crimes pelo qual foi condenado. Simplesmente não há como refutar uma coisa dessas.

A história toda me lembrou do filósofo italiano Giorgio Agamben e sua tese sobre o “estado de exceção”. Muito do que se passa no Brasil refere-se exatamente a isto. A esta zona cinzenta entre o que é legal e o que é meramente político. Ou ainda: entre o que é “ilegal”, mas que por efeito de alguma necessidade ou razão de Estado, definida pelo próprio poder, se converte em “perfeitamente jurídico e constitucional”. É tudo que vivemos, no Brasil dos últimos anos. Um inquérito que nasce de modo “heterodoxo”, em 2019, e se desdobra, indefinidamente. O universo dos direitos individuais não mais delimitados pela regra escrita, mas oscilando, ao gosto do poder, sobre camadas opacas de “interpretações” e “entendimentos”.

Na prática, vamos convir, ninguém dá bola. Diante do absurdo, observamos alguma indignação, por aí. E a vida segue. O Sr. Hahn é apenas o exemplo bem-acabado de um tipo que criamos, no País dos anos recentes: os brasileiros irrelevantes. Brasileiros sem pedigree, sem história, sem “retórica”. E por óbvio, sem poder algum. Pessoas que tem seus direitos claramente violados, mas que desaparecem em meio à guerra política e nossa mais completa falta de empatia. Muitos enxergam seu drama como uma vitória da democracia. Meu velho professor tinha razão. É realmente difícil, se não impossível, refutar uma ideia como esta.


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7 sinais

 O início da doença de Alzheimer pode ser sutil, mas algumas mudanças na fala e repetição de comportamentos são considerados sinais de alerta precoces, frequentemente destacados por geriatras e cuidadores. 

Com base em estudos e sinais clínicos, as 3 frases/situações de fala que podem indicar o início do Alzheimer incluem:

"Onde eu estou?" ou "Quero ir para casa" (mesmo estando em casa): Reflete a desorientação espacial e temporal, um dos primeiros sinais da doença.

Repetição da mesma pergunta/história várias vezes: O idoso esquece que acabou de perguntar ou contar algo, indicando falha na memória recente.

"Como é mesmo o nome disso?" (dificuldade em encontrar palavras): Conhecido como anomia, o idoso sabe o que quer dizer, mas não consegue acessar a palavra correta, usando descrições ou termos genéricos como "aquela coisa". 

Outros sinais na fala que devem ser observados:

Aparar/Ramificação: Começar uma conversa e perder o raciocínio no meio, não conseguindo continuar.

Uso de termos errados: Trocar nomes de objetos conhecidos.

Frases mais curtas e simples: Um empobrecimento na linguagem. 

Reconhecer esses sinais precocemente é fundamental para buscar avaliação médica e retardar a progressão da doença. 

Clientes do Dmae renegociam R$ 23 milhões em dívidas no primeiro trimestre

 Os consumidores do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) renegociaram mais de R$ 23 milhões em dívidas acumuladas no primeiro trimestre de 2026. O balanço do programa Em Dia com o Dmae, que oferece descontos e condições especiais de parcelamento, foi divulgado neste domingo, 5. No período, mais de quatro mil clientes buscaram os canais de atendimento para regularizar pendências na conta de água e esgotos. A força-tarefa, que completou seis meses de atividade, já permitiu a renegociação de R$ 64,8 milhões. O valor arrecadado será utilizado na qualificação dos serviços à população.

Como renegociar - As famílias que têm pendências em contas de água e esgoto podem buscar o Departamento até 1º de junho. O atendimento presencial é realizado no posto do Dmae no Centro Histórico (rua José Montaury, 159) e no posto do Partenon (rua Prof. Cristiano Fischer, 2402). Também é possível aproveitar as condições do programa sem sair de casa, por meio do WhatsApp. Basta enviar uma mensagem para o número (51) 3289-9156.

Descontos - Clientes beneficiários da tarifa social têm 100% de isenção em multas, juros e atualização monetária, desde que estejam com as três últimas faturas em dia. Caso contrário, é necessário o pagamento de uma entrada equivalente ao valor das cinco faturas mais recentes.

Os demais consumidores contam com descontos progressivos:

90% para pagamento à vista;
85% para parcelamento em até seis vezes;
80% para parcelamento em até 12 vezes;
40% para parcelamento em até 60 vezes.

Documentação - O cliente deve levar a conta de água; a leitura atualizada do hidrômetro; um comprovante de propriedade ou de vínculo com o imóvel (contrato de compra e venda, aluguel etc); documento de identificação com foto e cartão do Bolsa Família (caso inscrito).