Artigo, Marcus Vinicius Gravina - Como chegar à presidência sem esforço

Marcus Vinicius Gravina - OAB-RS 4.949

Caxias, 19.10.2026 

O vice-presidente Geraldo Alckimin profetizou que o Lula voltaria ao "local do crime" que lhe valeram condenações em três instâncias judiciais. 

Foi libertado, sem absolvição, por uma firula jurídica favorecendo a ala do crime, com total desprezo à sociedade brasileira. 

O Foro de Curitiba foi declarado incompetente, tardiamente, pelo STF, como se isto fosse mais grave do que os crimes cometidos em corrupções continuadas, provadas nas instâncias colegiadas judiciais, que se aprofundaram nos exames das provas incriminatorias e daí à cadeia. 

Pois, o vice Alckimin acertou. Ele voltou com a proteção de alguns ministros do STF, em formação de consórcio. 

Cada um passou a atuar  em seus territórios, mas de mãos dadas, protegendo-se mutuamente. 

Na via administrativa, bem mais ampla, não faltou espaço para agir sem escrúpulos. 

Assaltaram o INSS. E, do outro lado da Praça dos Três Poderes, aconteceram negociações do Banco Master, em roda de whisky  e charutos raros. A imprensa chegou até divulgar a contratação de escritório de advocacia por 129 milhões de reais de honorários de ministro da Suprema Corte. 

Nestas todas, o vice Alckimin engoliu suas denúncias de palanque eleitoral e tomou carona na nau pirata do Lula com as suas mãos no timão da embarcação do PT, não para aprendizagem da corrupção instalada no país, mas para chegar mais rápido à presidência da República. 

Foi como ele está   conhecendo a trajetória da volta ao local do  crime e se aproximando do consórcio dos amigos do Lula no STF. 

Não é este o foco deste artigo. Ele visa os aspectos políticos de governança. 

 Vários fatores poderão afastar o presidente Lula do posto, se for reeleito.  A idade avançada e seus hábitos   comprometedores da saúde. Isso se a Primeira Dama não resolver ficar mais tempo em Paris. Dinheiro não  faltará para uma vida de luxo. 

Pois é aí que entrará em cena o astucioso vice Alckimin.  Será apoiado pelos gabinetes da Faria Lima e terá   trunfos para negociar uma fórmula vantajosa para afastar o Lula da presidência. Sim, a presidência da República será negociada. Os apaniguados do PT não seriam esquecidos pelo  Alckimin, seriam parte da negociação. 

O Lula receberia um salvo conduto. Uma espécie de anistia prévia, aos seus crimes administrativos e penais. 

Muitos fatos estão para serem investigados. O caso do assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel é  apenas um deles. 

 Mas o mais sensível ao acordo é o da denúncia do filho, Lulinha no roubo dos aposentados do INSS. 

A nova composição do Congresso Nacional e mais a participação dos partidos do Centrão, que não perde oportunidade diante de vantagens, carregarão nas costas o vice-presidente Geraldo Alckimin na subida da rampa do Planalto.

Editorial, Gazeta do Povo - Lula compra votos e monta armadilha populista, mas podemos desmontá-la

Editorial da Gazeta do Povo – 19/10/2026

O segundo turno da eleição presidencial ocorrerá no próximo domingo. Esta, portanto, é uma semana decisiva para uma eleição decisiva, em que os brasileiros terão de escolher se querem continuar sob um regime disfuncional e de exceção, uma juristocracia, ou se desejam voltar ao equilíbrio e à normalidade democrática. Trata-se da opção entre um país decente, seguro e rico, ou um país onde a irresponsabilidade virou norma e a mentira, sua marca registrada; entre um futuro promissor, ou o seu sepultamento. 

Não pode haver dúvida válida acerca da única alternativa razoável. Lula foi conivente e cúmplice dos abusos perpetrados durante anos pelo STF. Tirou vantagem deles, alimentou-os e serviu-se deles para seus fins, incompatíveis com o bem do Brasil. Votar em Lula é, infelizmente, contribuir para a demolição da democracia e do progresso, ainda que muitos não o tenham percebido – e seguem sem percebê-lo ainda que o petista, neste exato momento, esteja empenhado em violar qualquer decência que se requer de um homem público, abrindo mão até das aparências. 

“Não basta que não nos deixemos comprar; é preciso trabalhar para que todos os que nos são próximos também não se deixem comprar” 

Contra o espírito da lei eleitoral e da Lei de Responsabilidade Fiscal, Lula tem abusado do poder político e econômico, empenhando-se em comprar o voto dos brasileiros com uma enxurrada de medidas populistas cujo efeito fiscal, medido pela Instituição Fiscal Independente, já beira os R$ 300 bilhões. São pacotes de estímulo ao consumo, crédito para setores específicos e, mais recentemente, o reajuste eleitoreiro do Bolsa Família, o fim da escala 6x1 e o perdão de dívidas tributárias dos MEIs; a mais nova cartada do petista é uma outra PEC, desta vez para garantir transporte público gratuito aos fins de semana. São medidas que, embora sedutoras no curto prazo, comprometem as finanças do país, gerando inflação e juros altos, estrangulando milhões e milhões de empreendedores, dos menores aos maiores, que são os principais responsáveis por criar emprego e levar desenvolvimento ao país. 

As “bondades” eleitoreiras de Lula também violam a igualdade substancial que deve haver entre todos os candidatos. Oferecer benefícios desmedidos, sobretudo para uma população carente, é tentar apoiar-se na miséria involuntária de tantos e tantas, para perpetuar-se no cargo e, depois, continuar a violentar a boa-fé e a perspectiva de futuro dos brasileiros. 

Tentar, no entanto, não é garantia de conseguir. E cabe a cada um de nós frustrar o jogo sujo do petismo nos próximos sete dias. Não basta que não nos deixemos comprar; é preciso trabalhar para que todos os que nos são próximos também não se deixem comprar. É preciso alertá-los neste momento em que se multiplicam as fontes de informação fraudulentas, em que jorram uma infinidade de mentiras ou de meias-verdades, e em que o TSE trata com desequilíbrio os candidatos, permitindo que Lula siga em frente com o uso da caneta presidencial e do dinheiro público para a compra de votos. 

Não há mistério. Não é difícil compreender que cada “bondade” de Lula só é possível arrancando cada vez mais dinheiro do pagador de impostos – inclusive do mais pobre. Não é difícil compreender que a inflação gerada pelo desequilíbrio fiscal come com sobras qualquer ganho oriundo de um novo auxílio ou reajuste eleitoreiro em benefício social. E não é difícil recordar a grave crise de 2015-16, a maior da nossa história, que não foi superada nem mesmo pelo “fecha tudo” da pandemia, e que tem como causa a mesma irresponsabilidade que Lula demonstra agora. 

Nunca vale a pena hipotecar o futuro pela satisfação momentânea de alguma necessidade, ainda que real. O momento atual evoca dois exemplos, um bíblico e outro da cultura popular. Na Bíblia, o filho mais velho de Isaac, Esaú, vende ao irmão mais novo, Jacó, seus direitos de primogenitura (que lhe conferiam vários privilégios) por um prato de lentilhas, tamanha a fome que sentia no momento – “estou morrendo de fome; de que me servirá a primogenitura?”, diz. Ao cair em si, arrependeu-se, mas já era tarde. Milhares de anos depois, um quadro clássico do programa do apresentador Silvio Santos colocava uma criança em uma cabine isolada acusticamente, e ela deveria responder “sim” ou “não” a propostas de troca, sem saber do que se tratava. Não raro ela terminava com objetos de pouco valor, deixando passar chances de sair com um prêmio valioso. 

“Por ignorância ou de forma consciente, ainda há quem queira trocar a possibilidade de um país decente, rico e seguro por algumas benesses momentâneas” 

A criança, ao não saber o que estava em jogo, contava apenas com a própria sorte; Esaú, por outro lado, sabia muito bem do que abria mão. Pouco importa: por ignorância ou de forma consciente, ainda há quem queira trocar a possibilidade de um país decente, rico e seguro por algumas benesses momentâneas, que causarão mais desemprego, mais inflação, mais crise e criarão um clima propício a mais arbítrios e desmandos autoritários. Que não sejamos nós a fazer essa troca irresponsável, e que não sejam nossos parentes e amigos a fazê-la por omissão de nossa parte. Não podemos, de maneira nenhuma, permitir que escorra pelos dedos a oportunidade de tirar o Brasil da armadilha populista que ainda nos aprisiona. 

Responsabilidade especial cai sobre os ombros de quem alcança centenas de milhares ou até milhões de brasileiros. Estes estão ainda mais obrigados que os outros a não esmorecer até o dia 25, e a manter o senso de urgência, a consciência de que não se pode perder nenhum momento. Pensamos sobretudo em tantos candidatos que foram recém-eleitos no primeiro turno. Muitos seguem fazendo um trabalho belíssimo, mas outros parecem ter adormecido sobre os próprios louros. Não é hora para isso. 

O momento nos pede um esforço final. Não se trata de política com minúscula, mas de Política com maiúscula: a defesa da arquitetura da liberdade, das regras do jogo da convivência civilizada. Lembrar e divulgar as barbaridades do atual governo e dos abusos do STF é proteger também os que ainda não perceberam a gravidade do que está acontecendo. Compreende-se o cansaço e até a dificuldade de tratar de temas políticos em público, mas que no dia 25, independente do que ocorrer ao fim da apuração, que tenhamos a tranquilidade de ter feito o que estava ao nosso alcance.

Artigo, Renato Sant'Ana - Nem Deus escapa: a fé como disfarce

Um grupo de indivíduos, autodenominado Movimento Espírita Progressista, sem nome nem cara de ninguém, lançou nas redes sociais um manifesto para manipular a convicção dos kardecistas e induzi-los a darem seu voto a um candidato que, como se verá, afronta os fundamentos do Espiritismo.

E quem é o candidato? É aquele que não fez cerimônia para dizer que seu objetivo na presidência da República é vingar-se dos seus inimigos: "(...) estou aqui para me vingar dessa gente" (entrevista ao Portal Brasil 247, em 21/03/2023)

Eu não preciso ser espírita para saber que o ódio e a vingança não se coadunam com a doutrina de Allan Kardek.

Sim, ele é o chefe de uma facção política que tem por método a mentira, que opera no ódio, que encara adversários como inimigos, que só cumpre a Constituição quando convém ou quando é inevitável, uma linha ideológica de corte revolucionário que, como estratégia para formar um ser humano moldado a um modelo autoritário de Estado, procura subverter os valores da chamada cultura ocidental cristã.

É oportuno dizer que esse candidato, defendido por sedizentes espíritas, é de um partido que propõe a legalização do aborto e a liberação das drogas, referindo aqui só dois temas em que o kardecismo jamais poderia concordar com essa gente, duas questões essenciais do espiritismo.

Tem mais. Ele teve duas condenações na Lava Jato, sentenças dadas por um magistrado de 1º grau, confirmadas por três magistrados de 2º grau e mantidas num colegiado de cinco magistrados em tribunal superior. Quer dizer, nove magistrados examinaram as alegações do Ministério Público e as provas da polícia federal e o condenaram a 26 anos de prisão.

Porém, ele falta à verdade, dizendo-se absolvido e acusando os outros de terem agido para impedir-lhe a candidatura. Em entrevista à TV Globo, repetiu isso e se traiu: "Só foi provada a [minha] inocência quando o processo foi anulado": anulação de processo não prova inocência. Sobre isso, vários ministros do STF declararam e jornais veicularam: o que houve foi uma "anulação formal" dos processos, o que, no dizer deles, não nega a existência da corrupção apontada (com bilhões recuperados). E conhecemos bem o "casuísmo" de tal anulação. (Aliás, a Lava Jato começou em março de 2014, longe de cogitações eleitorais.)

Ódio, vingança, mentira, o que mais falta? Eu não preciso ser devoto de nada para captar a incoerência de quem forjou o tal manifesto. Eu sei o que está escrito no Evangelho: "... e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32). Tais palavras são um farol para quem queira cultivar a integridade. E só falsos espíritas desprezam-nas, tentando apagá-las na consciência dos simples.

Ninguém é espírita sem estudar o "Livro dos espíritos", de Allan Kardec. Nele está posto que "o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal" é o autoconhecimento (questão 919). Para o espiritismo, a "melhoria íntima" é condição para o progresso pessoal e para a evolução da sociedade, o que não é possível sem autoconhecimento. Pergunto: alguém que diz seguir o Espiritismo pode apoiar quem se opõe à evolução do espírito? Uma ideologia que fomenta o ressentimento e o vitimismo, que, em vez de criar laços fraternos e unir as pessoas, separa-as, jogando negros contra brancos, mulheres contra homens, irmãos do Nordeste contra irmãos do Sul, homo contra heteros e assim por diante, vai totalmente contra a evolução do espírito.

Muito mais se teria a dizer. Porém, abreviando, lembremos. Nos últimos 24 anos, tivemos 18 de governos dessa gente e, em todos os mandatos, escândalos. No mandato atual, há o caso Master, com envolvimento direto de estrelas do partido; e a fraude do INSS, em que se estima que R$ 6 bilhões foram subtraídos dos mais necessitados, com a participação de aliados e, segundo a polícia federal, até de familiares do candidato. Um dos resultados da atuação praticamente hegemônica de tal ideologia em tantos anos é a educação formal no fundo do poço: na escola pública, jovens terminam o ensino médio sem saber ler (na escola privada não é muito diferente). E esse não é o único sintoma.


Ah, mas a retórica populista do candidato exalta os pobres, desdenha as elites e despreza qualquer empreendedor (menos os que o favorecem). E os espíritas "fake" aí evocam o lema do Espiritismo: "Fora da caridade não há salvação", como se fosse por caridade, não para manter o eleitor no cabresto, que o governo faz assistencialismo sem critério. O Espiritismo dá à caridade um sentido muito mais amplo, profundo e transformador, que não é compatível com ódio, vingança, mentira nem apego ao poder.

Nada traduz melhor o cinismo do tal manifesto do que a imagem clássica do "lobo em pele de cordeiro": não, isso não foi escrito por espíritas.

Clique no link e leia: Camaleões e a arte de enganar

https://blogdopolibiobraga.blogspot.com/2022/10/artigo-renato-santana-camaleoes-e-arte.html



Roberta Luchsinger responde a três inquéritos no STF. O pior deles é do INSS.

A lobista Roberta Luchsinger, ex-amiga de Lulinha, é alvo de 3 inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), investigados pela Polícia Federal.

Os principais pontos e focos das investigações são:

• Tráfico de influência e corrupção: Apuração de suposta atuação de um núcleo (que inclui a empresária e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha) para intermediar negócios privados e favorecer empresas junto a órgãos da administração pública federal.

• Setores e órgãos envolvidos: Negociações e tratativas sem contratos formais assinados envolvendo o Ministério da Saúde (venda de canabidiol medicinal), a Dataprev e a Telebras.

• Lavagem de dinheiro e desvio do INSS: Investigação sobre o recebimento de cerca de R$ 1,5 milhão de uma consultoria ligada a Antônio Carlos Camilo Antunes (conhecido como "Careca do INSS") por meio da empresa RL Consultoria e Intermediações Ltda., além de repasses e relações financeiras sob sigilo (como transações envolvendo Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola).

A lista das denúncias

  Às vésperas de mais uma etapa decisiva da disputa presidencial, Lula anuncia medidas populares, como mudanças nas regras do MEI, o chamado PIX MEI, o fim da escala 6x1 e transporte público gratuito. O pacote de “bondades populistas levanta questionamentos sobre o momento escolhido para as iniciativas e sobre o uso eleitoral de anúncios governamentais. Críticos do governo também cobram coerência das instituições: diante de medidas com potencial impacto eleitoral, o STF mantém silêncio público sobre eventuais questionamentos, enquanto opositores perguntam se a reação seria a mesma caso o protagonista fosse Jair Bolsonaro. 

No campo da comunicação, pesquisas divulgadas por veículos como Poder360, Metrópoles e UOL passaram a integrar o centro da disputa narrativa sobre a eleição. A redução da distância entre Lula e Flávio Bolsonaro, quando apontada pelos levantamentos, alimenta o debate sobre a influência das pesquisas na opinião pública. O primeiro debate entre os candidatos na Band, previsto para domingo, promete aumentar a pressão sobre os institutos e os veículos de comunicação. A entrevista de Lula à Globo, na noite anterior, também virou alvo de críticas de opositores, que consideraram as perguntas pouco incisivas e a jornalista parecia assustada na frente de Lula. 

No Congresso, a tramitação acelerada de propostas como a mudança na escala 6x1 e as decisões envolvendo o Estatuto da Maioridade Penal ampliam as críticas à articulação política do governo e de seus aliados, incluindo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Ao mesmo tempo, a campanha de Flávio Bolsonaro denuncia o que considera uma onda de notícias falsas contra o candidato. O cenário expõe uma disputa que vai além das propostas: envolve a credibilidade das pesquisas, a atuação das instituições, a cobertura jornalística e o uso político de medidas populares.

Conheça a lista

 As investigações da Polícia Federal no âmbito do caso do Banco Master revelaram que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, articulado pelo publicitário Thiago Miranda (da agência Mithi), estruturou o chamado "Projeto DV". Essa operação consistia no repasse de milhões de reais para blindar a imagem de Vorcaro, promover o Banco Master e realizar ataques coordenados contra o Banco Central e críticos do esquema.

Abaixo estão os principais nomes de jornais, jornalistas, páginas e influenciadores citados nos relatórios e investigações da PF por terem recebido repasses ou possuído relações comerciais financeiras com o grupo:

📰 Veículos de Mídia e Jornalistas

A Rede Globo e o site Metrópoles (leia notas abaixo) não foram os únicos que receberam dinheiro de Vorcaro e recegeram dele orientações editoriais. 

• O Bastidor (Diego Escosteguy): A PF identificou no celular de Vorcaro mensagens e uma planilha sugerindo pagamentos de R$ 2 milhões ao jornalista. O material aponta o envio de dados bancários para recebimento. Em nota, Diego Escosteguy declarou que a associação é "irresponsável e leviana", afirmando que se tratava de uma relação comercial comum anterior às matérias. O portal O Bastidor negou qualquer direcionamento editorial.

• Grupos de Mídia: A Polícia Federal investiga a ligação e possíveis aportes de Daniel Vorcaro em pelo menos 6 sites/grupos de mídia desde 2024 para a publicação de conteúdos favoráveis, entre eles O Globo e Metrópoles.

Participação societária

O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel (único cotista do Fundo Leal), investiu em uma fatia do Brazil Journal por meio da empresa BJ Conteúdol

Outros contemplados

Interferência editorial: Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Vorcaro indicam que ele utilizava esses aportes para influenciar critérios das redações, definindo o tom e o que deveria ser publicado em veículos como Brazil Journal, IstoÉ, PlatôBR, DCM e CartaCapital.


💻 Apresentadores e Influenciadores de Grande Alcance


• Luiz Bacci: Documentos apontam uma previsão de repasse de R$ 500 mil mensais (por seis meses) para a empresa do apresentador publicar conteúdos nas redes sociais. Bacci confirmou a relação comercial com a agência de Thiago Miranda, mas declarou que não comenta detalhes de contratos.

• Marcelo Rennó: Citado nos relatórios da PF como participante da estratégia de divulgação digital contratada.

• Paulo Cardoso: Também elencado nas investigações sobre os repasses do "Projeto DV".


📱 Páginas de Entretenimento e Fofoca


A PF mapeou pelo menos 22 influenciadores e mais de 40 perfis (incluindo páginas de fofoca, celebridades e até culinária) contratados para pulverizar os ataques ao Banco Central. Entre os nomes confirmados de páginas estão:

• Artur Moreno Martins (página Deu Buzz): Com previsão de repasse de R$ 500 mil no esquema de distribuição.

• Portal Léo Dias: Investigado devido à forte ligação de Thiago Miranda, que atuava como administrador de empresas do jornalista Léo Dias e foi o operador central da contratação da rede de influenciadores.


🎯 Jornalistas que foram Alvos (Não receberam)


Diferente dos citados acima, importantes nomes do jornalismo foram alvos de tentativas de coação, intimidação, dossiês e violência por parte de Vorcaro e de sua milícia privada ("The Crew") por se recusarem a parar as investigações:

• Malu Gaspar (O Globo): Teve sua vida privada investigada e dados sigilosos levantados após publicar reportagens que expuseram fraudes do Banco Master.

• Lauro Jardim (O Globo): Daniel Vorcaro chegou a planejar agressões físicas contra ele (mencionando em áudios interceptados que queria "mandar dar um pau nele" e "quebrar todos os dentes").

• Consuelo Dieguez (Revista Piauí): Pressionada a remover reportagens críticas.

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PIB (+1,4% em 2027): Economia pode crescer 30% abaixo do ritmo por até 10 trimestres

"A Selic está em 13,75%, o mercado espera 13,25% no fim do ano e 12% em 2027, e com a inflação esperada perto de 4,5% isso ainda significa juros reais de cerca de 9% hoje e acima de 7% no ano que vem", André Matos, CEO da MA7 Capital.

       “A alta de 0,3% do IBC-Br em agosto, acima do esperado, é um respiro pontual que não anula a perda de dinamismo da economia: o trimestre móvel ainda recua 0,6%, e o avanço do mês veio concentrado na indústria, enquanto serviços praticamente andaram de lado e a agropecuária caiu 1,8%. A atividade entrou numa fase de acomodação previsível, resultado do impacto acumulado do aperto monetário e do esgotamento dos impulsos fiscais que sustentam artificialmente o nível de consumo. A trajetória pode fazer com que a economia chegue a 2027 sem tração para reacelerar consumo e investimento, mesmo com Selic mais baixa. O comprometimento de renda e o endividamento das famílias limitam o consumo, e o repasse dos cortes de juros ao crédito final das empresas é lento e defasado; além disso, o prêmio de risco fiscal mantém os juros reais longos pressionados, fazendo com que grandes projetos sigam travados. Historicamente, esse efeito pode perdurar por 3 a 5 trimestres de crescimento abaixo do potencial (1,5% a 2,0%). É um ciclo de pouso suave, ainda sem indicar recessão, dado que o mercado de trabalho formal segue funcionando como colchão. A desinflação permite ao Banco Central dar sequência ao alívio da Selic, embora existam outros fatores a considerar: inflação de serviços resiliente, câmbio volátil e expectativas desancoradas pedem cautela. Por fim, a oferta de crédito e a taxa de juros ao tomador final não dependem apenas da queda dos juros nominais. Spreads elevados e maior exigência de garantias devem manter o crédito caro por tempo suficiente para prolongar o ambiente de contenção sobre a atividade real”, Cassio Viana de Jesus, CIO da Pilar Capital.

       “O maior risco para 2027 é a economia voltar a crescer sem recuperar sua capacidade de investir. O IBC-Br subiu 0,3% em agosto, mas caiu 0,6% no trimestre móvel, enquanto os investimentos produtivos já haviam recuado 1,4% no primeiro trimestre, na comparação anual. Nesse cenário, estimo de 3 a 5 trimestres de crescimento abaixo do potencial, uma desaceleração mais longa e gradual do que a provocada pela pandemia. Mesmo com cortes da Selic, o crédito continuará seletivo, porque juros menores não recuperam imediatamente a confiança empresarial. A inflação mais baixa ajuda, mas não garante uma flexibilização acelerada. Para o venture capital, esse ambiente reforça a importância de startups capazes de elevar produtividade, reduzir custos e crescer sem depender exclusivamente de uma expansão forte do consumo”, Antonio Patrus, CEO da Bossa Invest.

       “A economia pode chegar a 2027 com juros menores, mas sem uma recuperação proporcional do consumo. O IBC-Br avançou 0,3% em agosto, porém acumulou queda de 0,6% no trimestre móvel, mostrando que a demanda continua irregular. Estimo que esse cenário possa manter o crescimento abaixo do potencial por três a quatro trimestres, especialmente nas atividades dependentes de financiamento. Diferentemente da paralisação de 2020, seria uma recuperação lenta, condicionada à renda e à capacidade de pagamento. Mesmo com Selic de 12% e inflação de 4,3% em 2027, o juro real ficaria próximo de 7,4%, antes dos custos adicionais cobrados pelos bancos. Isso significa que a inflação mais baixa poderá permitir cortes graduais, mas o crédito ainda poderá permanecer caro o suficiente para adiar compras de imóveis e novos investimentos”, Alberto Friggi, CEO da Friggi & Secco.

       “O IBC-Br revela uma economia que consegue crescer em determinados meses, mas ainda não sustenta esse avanço. A alta de 0,3% em agosto não compensou a retração de 0,6% no trimestre móvel, enquanto a projeção de PIB de 1,4% para 2027 aponta para uma recuperação limitada. Se esse ritmo persistir, estimo entre 3 e 5 trimestres de expansão abaixo do potencial, em uma desaceleração mais gradual do que as grandes crises anteriores. O principal obstáculo é que a redução da Selic demora a chegar ao crédito das empresas, cujas taxas também incorporam risco, garantias e custos operacionais. A inflação menor favorece o ciclo de cortes, mas não elimina essas despesas. Por isso, a retomada dependerá tanto dos juros quanto da eficiência no financiamento do capital de giro e na circulação de recursos entre empresas, clientes e fornecedores”, Leticia Moschioni, Sócia da Finscale.

       “A alta de 0,3% do IBC-Br em agosto veio acima do esperado, mas não muda o quadro. No trimestre encerrado em agosto, a atividade caiu 0,6%, e em 12 meses o crescimento está em apenas 1,6%. Ou seja, a economia está perdendo força, e não se recuperando. Na minha avaliação, o Brasil cresce sem pressionar a inflação a algo próximo de 2% ao ano. Pelas projeções do próprio mercado no Focus, o PIB deve crescer 1,85% em 2026 e 1,4% em 2027, e só volta a 2% em 2029. Se esse ritmo se confirmar, ficaremos entre 8 e 10 trimestres crescendo abaixo do nosso potencial. Não é uma recessão como a de 2015 e 2016, quando o PIB caiu mais de 3% ao ano, mas é uma desaceleração longa, que vai cansando o consumo e adiando investimentos. Os juros vão cair, mas devagar. A Selic está em 13,75%, o mercado espera 13,25% no fim do ano e 12% em 2027, e com a inflação esperada perto de 4,5% isso ainda significa juros reais de cerca de 9% hoje e acima de 7% no ano que vem. É um custo alto demais para quem precisa de crédito para comprar ou investir. O alívio da inflação abre espaço para cortes, mas o Banco Central ainda vê riscos acima do normal e o cenário fiscal continua incerto. Por isso, não espero uma aceleração forte do ciclo, e o crédito caro deve continuar segurando a atividade até boa parte de 2027”, André Matos, CEO da MA7 Capital.

       “A recuperação da economia brasileira em 2027 dependerá também do comportamento dos juros americanos e do dólar. O IBC-Br cresceu 0,3% em agosto, mas recuou 0,6% no trimestre móvel, indicando que a atividade ainda não ganhou tração. Com o PIB projetado em apenas 1,4% para 2027, estimo de dois a quatro trimestres de crescimento abaixo do potencial, em uma desaceleração gradual, diferente de uma recessão provocada por choque abrupto. Embora a atividade mais fraca favoreça a queda da inflação, juros elevados nos Estados Unidos e pressões cambiais podem limitar a velocidade dos cortes da Selic. Mesmo que a taxa brasileira recue para 12% em 2027, o juro real projetado continuará próximo de 7,4%. Portanto, o crédito poderá permanecer restritivo, e a recuperação dos investimentos dependerá também de maior estabilidade no cenário internacional”, Fábio Murad, Consultor da Wiser Asset.


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