Opinião

 Considerando-se o período posterior à Constituição de 88, Estadão e seus patrocinadores da banca e os empresários patrimomnialistas paulistas manobraram todos os presidentes alinhados aos seus interesses, no caso Sarney, FHC, Lula, Dilma Temer e novamente Lula. Color e Bolsonaro tentaram quebrar a escrita 

O Estadão destila ódio por todos os poros do seu jornalão, hoje, ao investir de modo delinquente contra o candidato Flávio Bolsonaro, porque o verdadeiro temor de todos eles é Jair Bolsonaro.

Por trás das venenosas críticas quanto à competência do senador, o que conta de verdade no conteúdo canalha do jornal é a sua submissão aos interesses dos seus aliados, no caso os empresários patrimonialistas paulistas, gente das empresas e bancões que se cevam do dinheiro público desde 1500 e que não querem largar as generosas tetas nas quais se locupletam em desfavor dos concorrentes e demais forças econômicas e políticas dos Estados, aos quais sugam como ventosas abertas.

Essa gente pulha sabe que os espera com Flávio algo mais daquilo que abominaram nas reformas civilizatórias econômicas, sociais e políticas empreendidas por Jair Bolsonaro.

A aposta deles continua sendo em quem atenda os seus interesses pluatocratas

Artigo, especial - A anatomia de um ataque coordenado

Ontem, as páginas de opinião e os editoriais dos jornais tradicionais amanheceram coordenados . O alvo, mais uma vez, foi o senador Flávio Bolsonaro, criticado pela Faria Lima por assumir a linha de frente e defender os interesses comerciais do Bra sil, em Washington, diante da ameaças de sobretaxas americanas, fruto de ações e omissões do governo Lula nos últimos anos. Em condições normais, as manchetes deveriam questionar quem não cumpriu a sua obrigação – o governo Lula, que se recusou a participar da audiência. Para compreender a linha editorial de veículos como O Estado de S. Paulo, basta analisar quem financia a operação de um jornal que acumulou um déficit de R$ 16,8 milhões no balanço de 2025. Documentos recentes revelam que grandes ins tituições do setor financeiro — como Itaú, Bradesco e Santander — lideraram um aporte de R$ 142,5 milhões em debêntures da publicação, garantindo assento no conselho de administração e interferência direta na gestão corporativa. O jornalis mo econômico tradicional atende aos interesses de quem assina o cheque. A narrativa fica protegida por questões comerciais, e isso, definitivamente, passa longe de jornalismo. Diante disso, o questionamento necessário talvez seja: o que a Faria Lima, que ata ca quem defende o Brasil, produz para o desenvolvimento nacional? O retorno obtido pelo setor financeiro é de conhecimento público: os bancos ope rando no mercado brasileiro atingiram o lucro recorde histórico de R$ 255 bilhões em 2025, de acordo com dados oficiais do Banco Central. Esse resultado decorre de uma política macroeconômica desenhada para proteger o rentismo. O governo Lula atua como o principal parceiro comercial das instituições financei ras ao manter a taxa básica de juros em patamares elevados, encarecer as linhas de crédito livre e incentivar o endividamento via crédito consignado. Mesmo inicia tivas anunciadas como soluções sociais operam, no fundo, como mecanismos de transferência de renda pública para o balanço dos bancos. É o caso das edições do programa Desenrola. Enquanto a primeira fase elevou o endividamento geral, o for mato atual utiliza até 20% do saldo do FGTS do trabalhador ou o limite de R$1.000 como garantia direta para cobrir calotes bancários. Os bancos nunca perdem. O ataque coordenado ao líder da oposição reflete o temor de uma quebra de pa radigma na política econômica brasileira. O ecossistema financeiro tolera falhas e omissões institucionais, desde que os seus privilégios sejam preservados. O risco real para a Faria Lima é a ascensão de uma liderança focada no setor produtivo e no poder de compra real das pessoas. O medo é que com Flávio na condução eco nômica do país, a engrenagem que garante lucros bilionários sem contrapartida de desenvolvimento nacional deixará de funcionar com a mesma facilidade que opera hoje. E, claro, a imprensa também está desesperada com a nova “ameaça”, afinal, nos 4 anos de governo de Jair Bolsonaro, a publicidade oficial também teve as torneiras fechadas e o comércio de “opinião” foi sufocado. A Faria Lima e as redações que ela financia sabem exatamente o que está em jogo. O medo deles é de um projeto nacional que priorize quem trabalha e produz, e não o lucro de quem vive de especulação. Esse desespero coordenado é a prova defini tiva de que a oposição está no caminho certo. E fica a pergunta incômoda: O que a Faria Lima faz pelo desenvolvimento do Brasil

Já é réu por tentativa de homicídio o vereador mais votado de Passo Fundo

Denúncia do Ministério Público foi recebida pela Justiça; caso será analisado pela Vara do Júri e parlamentar terá direito à ampla defesa.

CLIQUE AQUI para examinar a íntegra de despacho do magistrado e no qual nega pedido de segredo de justiça formulado pela defesa. No despacho, o juiz também resume o caso.

O vereador Giordani “Gio” Krug Campos Ramos, reeleito em 2024 como o candidato mais votado de Passo Fundo, passou a responder a uma ação penal por tentativa de homicídio após a Justiça receber denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. O processo tramita na 1ª Vara Criminal Especializada do Tribunal do Júri da Comarca de Passo Fundo.  

Segundo a denúncia, o fato investigado ocorreu na madrugada de 21 de outubro de 2024, apenas 15 dias após Gio Krug conquistar a reeleição como o vereador mais votado da cidade. Na ocasião, ele já exercia mandato na Câmara Municipal, tendo sido eleito vereador pela primeira vez em 2020. De acordo com o Ministério Público, o vereador teria efetuado disparos de arma de fogo contra Felipe Alves de Assis, na Rua Coronel Camisão, na Vila Cruzeiro, em Passo Fundo. Conforme a acusação, a vítima sofreu múltiplas fraturas na face, mandíbula, ossos nasais e outras lesões graves, mas conseguiu sobreviver após fugir do local e receber atendimento médico.  Na denúncia, o promotor de Justiça afirma que o crime somente não foi consumado por circunstâncias alheias à vontade do acusado, razão pela qual imputou a prática de tentativa de homicídio, prevista no artigo 121 do Código Penal, combinado com o artigo 14, inciso II. A Promotoria também pediu que, em caso de condenação, seja fixada indenização mínima de R$ 20 mil em favor da vítima.  

Ao analisar o caso, o juiz da 1ª Vara Criminal Especializada em Júri concluiu que havia elementos suficientes para o recebimento da denúncia, destacando que, nesta fase inicial do processo, existiam indícios de autoria e prova da materialidade do fato extraídos do inquérito policial, do laudo pericial e dos depoimentos colhidos durante a investigação. Com isso, a ação penal foi instaurada e o vereador passou à condição de réu.

 

Endividamento dos gaúchos

  O aumento do endividamento dos gaúcho, que atingiu 87% das famílias gaúchas, é impulsionado por uma combinação de fatores, com destaque para os juros elevados, a dependência do cartão de crédito, os emnpréstimos abusivos e a pressão inflacionária e os severos impactos socioeconômicos causados pelas recentes enchentes e secas no estado.

Não é pouco.

Por trás dos 4 dos 5 motivos estão as ações populistas, demagógicas e incompetentes do atual governo do PT

O fenômeno é severamente agravado pelas seguintes razões:Impacto das crises climáticas: A sucessão de desastres climáticos, incluindo as enchentes históricas e as secas, destruiu patrimônios e fontes de renda, obrigando muitos trabalhadores informais, pequenos empreendedores e produtores rurais a recorrerem a empréstimos emergenciais apenas para cobrir despesas básicas e tentar se reerguer.

Juros altos: A taxa Selic em patamar elevado encarece o custo do crédito em todo o país. Isso dificulta o pagamento das parcelas e faz com que dívidas antigas se multipliquem rapidamente, alongando o tempo necessário para as famílias saírem do vermelho.

Uso massivo do cartão de crédito: Segundo dados da Federação do Comércio de Bens e Serviços do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS), o cartão de crédito e os carnês são as modalidades de dívida mais expressivas entre os gaúchos. A perda do poder de compra faz com que muitas famílias utilizem o cartão como extensão do orçamento para comprar itens essenciais, caindo no ciclo do crédito rotativo

Baixa renda e custo de vida: O aperto financeiro atinge de forma mais intensa as famílias com rendimento de até 10 salários mínimos. Com a inflação pesando na cesta de compras e nos serviços essenciais, sobra menos dinheiro no fim do mês, o que leva ao atraso de contas e ao acúmulo de inadimplência.

Endividamento do setor rural: Para os produtores, a repetição de quebras climáticas nas safras gerou um enorme volume de "dívidas estressadas" (bilhões de reais), restringindo o acesso a novos financiamentos.

Apostas online (bets): Fenômeno recente em todo o Brasil, o avanço das apostas virtuais também tem sido apontado por especialistas e órgãos de proteção ao crédito como um agravante no descontrole do orçamento doméstico

Artigo, especial, Dagoberto Godoy - Jair Messias ainda pode vencer

O autor é ex-presidente da Fiergs, advogado, engenheiro e escritor.

É um caso exemplar da velha máxima: “a união faz a força”. Nenhuma marca política sobrevive por muito tempo quando seus principais portadores passam a disputar entre si a herança que deveriam preservar. O bolsonarismo nasceu da liderança pessoal de Jair Bolsonaro, consolidou-se como movimento nacional e transformou-se numa força eleitoral capaz de mobilizar milhões de brasileiros. Mas essa força, justamente por depender tanto de símbolos, lealdades e identificação emocional, pode ser enfraquecida quando a própria família transmite ao eleitorado a impressão de divisão, improviso e disputa interna.

Talvez ainda haja tempo de resgatar a marca e a candidatura. Para isso, contudo, Jair Bolsonaro precisaria sair da posição acuada em que se encontra diante de Alexandre de Moraes e reassumir, no plano político e familiar, o papel de liderança que sempre exerceu sobre sua base. Se não pode ser candidato, ainda pode ser o grande ordenador do campo que criou. Sua missão, nesse momento, não seria apenas denunciar adversários ou reagir a ataques, mas organizar a sucessão, pacificar os seus e impedir que a força acumulada ao longo dos anos se disperse em ressentimentos domésticos.

A disputa entre o filho e a mulher, se conduzida publicamente, corrói a autoridade moral do grupo. O eleitor comum pode tolerar divergências estratégicas, mas não costuma perdoar a sensação de descontrole. Uma família política que pretende governar o país precisa, antes, demonstrar capacidade de governar a si mesma. Quando a divergência interna se transforma em espetáculo, o adversário nem precisa atacar: basta assistir.

A solução, portanto, não está em escolher um vencedor dentro da família, mas em transformar a competição interna em ação coordenada. Michelle possui carisma próprio, forte apelo junto ao eleitorado conservador e capacidade de comunicação com segmentos que nem sempre se identificam diretamente com a linguagem mais dura da política tradicional. Flávio, por sua vez, tem mandato, experiência parlamentar, sobrenome, estrutura partidária e condição mais imediata de ocupar o espaço eleitoral deixado pelo pai. Em vez de se anularem, esses ativos deveriam se complementar.

Caberia a Jair Bolsonaro reunir essas forças em torno de uma estratégia comum. Michelle poderia ampliar a base afetiva e social do movimento; Flávio poderia assumir a linha institucional da candidatura; os demais aliados deveriam funcionar como sustentação, não como focos paralelos de intriga. Sem essa coordenação, cada gesto isolado passa a ser interpretado como sinal de racha. Com ela, a família voltaria a transmitir a imagem de comando, disciplina e destino compartilhado.

A grande questão é que Jair Bolsonaro talvez ainda seja, mesmo fora da urna, o único capaz de produzir essa unidade. A sua liderança não depende apenas de cargo ou candidatura formal. Depende da autoridade simbólica que conserva sobre uma parcela expressiva do eleitorado. Se usar essa autoridade para pacificar a família, ordenar a sucessão e transformar ambições concorrentes em papéis complementares, poderá fazer aquilo que líderes fortes fazem nos momentos decisivos: vencer politicamente mesmo sem disputar pessoalmente a eleição.

Em outras palavras, Bolsonaro ainda pode ganhar a eleição sem ser ele mesmo candidato. Mas, para isso, precisa compreender que a batalha principal já não se trava apenas contra seus adversários externos. Trava-se também dentro do próprio campo que ele criou. E é justamente aí que a possibilidade de vitória começa pela unidade.


Pessoas fogem em massa da poupança

 O editor pesquisou e confirmou com dados do Banco Central que as retiradas da caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 39,3 bilhões nos primeiros seis meses do ano. 

Essa saída de recursos não é considerada um "rombo" de insolvência, mas sim uma mudança no perfil financeiro e na preferência dos brasileiros. Com a inflação e os juros em patamares elevados, investidores têm migrado para produtos de renda fixa (como CDBs e Tesouro Direto) que oferecem retornos superiores aos da poupança. Ao mesmo tempo, famílias têm utilizado suas reservas para cobrir despesas e conter o alto custo de vida.

A situação detalhada da poupança inclui os seguintes pontos:

Balanço Semestral: O déficit de R$ 39,3 bilhões representa a diferença entre um volume massivo de retiradas frente aos aportes ao longo dos primeiros seis meses.

Comportamento Mensal: Maio foi o único mês do período a registrar saldo positivo, com uma entrada líquida de R$ 2,6 bilhões. Em contrapartida, janeiro e março foram os meses com os maiores rombos, registrando saídas líquidas de R$ 23,5 bilhões e R$ 11,1 bilhões, respectivamente.

Dado Mais Recente: Apenas em junho, o saldo ficou negativo em R$ 237,5 milhões.Volume Total Acumulado: Apesar da expressiva retirada líquida, o estoque total de recursos na poupança manteve-se estável na marca de R$ 1,020 trilhão.

Artigo, especial, Marcus Gravina - Para o PT a “Rachadinha” é “Dízimo Partidário” sem mácula

Marcus Vinicius Gravina é advogado, RS.

OAB-RS 4949

Na Internet encontrei uma Nota do Partido dos Trabalhadores – PT: 

“O Estatuto do PT não obriga filiados em cargos de confiança a participarem de rachadinha”.  

Não é verdade.  Eu li o Estatuto.

Está aí um tema interessante a ser reavaliado pelo TSE, depois de ouvido o seu Ministério Público Eleitoral.  

O TSE não tem competência para criar ou acolher disposição estatutária que “obrigue” filiados de um partido, pessoa jurídica de direito privado.  No entanto o registro do partido no TSE está sendo usado como autorização para cobrança “obrigatória”.

Pode quando muito, aprovar as contribuições “voluntárias, expontâneas” dos seus filiados (soldados) e dos detentores de cargos de confiança e eletivos.  

É provável que o TSE tenha sido induzido ou “comido  barriga” em meio ao exame de mais de uma centena de artigos. 

Não viu o jaboti nos galhos da árvore.

A imposição ou obrigatoriedade dos descontos de salários está no Estatuto do PT,  “Capítulo II – Das Contribuições Obrigatórias”. 

Leiam os artigos de 182 a 188 do Estatuto do PT. 

O TSE tem o dever de revisar esta particularidade do Estatuto do PT, como de outros partidos que, mensalmente, aplicam uma tabela percentual de descontos dos servidores CCs ou eletivos, em favor do partido. 

Trata-se, de obrigação, não cumprida, sujeita a uma dosimetria de penalidades aplicadas pelo PT.  Ato infame de violação do direito de qualquer trabalhador que, expressamente, não concorde com o arresto de parte do seu salário. 

Destaquei o parágrafo único do art.188 do Estatuto para dissipar dúvidas sobre a avidez arrecadatória do partido.

”Filiados e filiadas funcionários efetivos ocupantes de cargos de confiança deverão efetuar a sua respectiva obrigação financeira mensal, calculada conforme tabela que se refere o artigo 187 do Estatuto”.

Resta saber quem fiscaliza a arrecadação e a aplicação, deste tipo extraordinário e milionário de arrecadação  partidária, de fazer inveja ao Banco Master.

Caxias do Sul, 8.07.2026