Artigo, Jerônimo Goergen - AliançaBiodiesel: união estratégica para fortalecer o setor e dar previsibilidade ao Brasil

Jerônimo Goergen é presidente da APROBIO – Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Bras


A criação da AliançaBiodiesel, formalizada pelas associadas da APROBIO e da ABIOVE, representa um passo histórico para o setor de biocombustíveis no Brasil. Mais do que uma iniciativa institucional, trata-se de um movimento estratégico de união, maturidade e responsabilidade com o futuro energético e econômico do país.


O biodiesel é um patrimônio nacional. Ele nasce da força do campo, agrega valor à produção agrícola, gera emprego, renda e desenvolvimento regional, além de contribuir decisivamente para a descarbonização da matriz energética. Ao longo dos anos, o setor cresceu, inovou e se consolidou. Agora, damos um novo passo: organizamos nossa atuação para garantir mais coerência, previsibilidade e capacidade de diálogo.


A AliançaBiodiesel modifica a lógica da pauta setorial. Em vez de agendas fragmentadas, passamos a atuar com uma agenda unificada, construída a partir do consenso entre produtores de biodiesel e a indústria de óleos vegetais. Essa convergência fortalece a interlocução com o Executivo, o Legislativo, a Frente Parlamentar do Biodiesel e com o mercado consumidor.


Essa união traz três ganhos centrais.


O primeiro é força institucional. Quando o setor fala de maneira coordenada, ganha legitimidade, reduz ruídos e aumenta sua capacidade de influenciar decisões estratégicas, especialmente em um momento decisivo para a regulamentação da Lei do Combustível do Futuro.


O segundo é previsibilidade. O mercado precisa de segurança regulatória para investir. A coordenação entre as entidades permite construir propostas técnicas mais sólidas, com base em dados, qualidade e responsabilidade econômica.


O terceiro é foco na qualidade e na credibilidade do produto. O biodiesel brasileiro é referência, mas precisamos aprimorar continuamente padrões, controles e comunicação com clientes e consumidores. A qualidade deixa de ser apenas um requisito técnico e passa a ser um eixo estruturante da nossa atuação institucional.


A AliançaBiodiesel também sinaliza maturidade política do setor. Divergências naturais existem, mas o que nos une é maior: a defesa do biodiesel como instrumento de desenvolvimento, sustentabilidade e competitividade internacional.


Num cenário de transição energética global, o Brasil tem vantagem comparativa clara. Temos escala agrícola, tecnologia, capacidade industrial e experiência regulatória. O que precisamos é coordenação estratégica. E é exatamente isso que estamos construindo.


A AliançaBiodiesel não é apenas uma soma de entidades. É a consolidação de uma visão comum para ampliar mercados, fortalecer a cadeia produtiva e posicionar o biodiesel brasileiro como protagonista na economia de baixo carbono.


Unidos, somos mais fortes. E o setor de biodiesel, organizado e coeso, será ainda mais relevante para o Brasil.


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NOTA PÚBLICA DE APOIO

AGRONEX manifesta apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República diante da escalada de insegurança jurídica no campo brasileiro


A Associação do Agronegócio do Extremo Sul da Bahia (AGRONEX), entidade representativa de produtores rurais, trabalhadores, assentamentos sociais e empreendedores da região, vem a público manifestar seu apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República.


O posicionamento decorre da grave realidade enfrentada atualmente no Extremo Sul da Bahia, uma das regiões mais tensionadas do Brasil no que diz respeito à segurança jurídica, ao direito de propriedade e à paz no campo.

Conforme amplamente documentado pela entidade, a região vive, desde 2022, uma sucessão de invasões violentas de propriedades rurais, já ultrapassando dezenas de ocorrências, acompanhadas de ameaças, destruição patrimonial, deslocamento forçado de famílias produtoras e episódios de extrema violência, inclusive com mortes recentes de produtores rurais. O cenário instalado é de verdadeiro colapso da autoridade estatal, com impactos diretos sobre a economia regional, o emprego e a segurança das comunidades locais.


A assinatura da Portaria Declaratória nº 1073/2025, que ampliou áreas sob contestação fundiária sem a devida segurança jurídica e em desacordo com parâmetros legais já definidos, agravou ainda mais o ambiente de conflito, ampliando a sensação de abandono vivida pelos produtores e cidadãos da região.


Diante desse quadro, torna-se evidente a necessidade de uma liderança nacional capaz de restabelecer o equilíbrio institucional, garantir o respeito à Constituição Federal e assegurar que conflitos fundiários sejam tratados dentro da legalidade, sem violência, arbitrariedade ou estímulo político à instabilidade social.


Nesse contexto, a AGRONEX reconhece no senador Flávio Bolsonaro as credenciais necessárias para liderar esse processo de pacificação nacional.

Por sua trajetória pública e por representar a continuidade de um projeto político que, durante o governo do presidente Jair Bolsonaro, promoveu previsibilidade regulatória, respeito ao produtor rural e segurança no campo, Flávio Bolsonaro reúne condições concretas para reconstruir a confiança entre Estado e setor produtivo.



O Brasil precisa voltar a oferecer garantias mínimas a quem produz, investe e gera empregos. Não há desenvolvimento possível onde o direito de propriedade é relativizado e onde famílias vivem sob permanente ameaça.

A pacificação do campo brasileiro passa, necessariamente, pela restauração da segurança jurídica, pelo cumprimento da lei e pela atuação firme do Estado contra invasões ilegais e ações que fomentem conflitos.


Por essas razões, a AGRONEX declara seu apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, na convicção de que o país necessita de liderança capaz de devolver estabilidade institucional, proteger o setor produtivo e garantir paz social no meio rural brasileiro.


Mateus Bonfim Mendes

Presidente da Associação do Agronegócio do Extremo Sul da Bahia (AGRONEX)

Idosos voltam a trabalhar. Saiba as razões.

A presença de idosos (60+ anos) no mercado de trabalho brasileiro bateu recorde em 2024, com 24,4% de ocupação, impulsionada pela necessidade de complementação de renda, aumento da longevidade e Reforma da Previdência. Com 8,3 milhões de idosos ocupados, o trabalho autônomo e a informalidade predominam, marcando uma tendência de vida mais ativa. 

Principais Aspectos do Retorno ao Trabalho:

Dados e Perfil: A taxa de ocupação de 24,4% em 2024 é a mais alta em 12 anos. A faixa de 60 a 69 anos é a mais ativa, com quase metade dos homens (48%) trabalhando, e alta participação feminina.

Motivações: A necessidade de reforçar o orçamento familiar, o aumento do custo de vida e o impacto da Reforma da Previdência (2019), que exige mais tempo de contribuição, são os principais motores.

Formas de Trabalho: Muitos atuam por conta própria (43,3%) ou em empregos informais (53,9%).

Benefícios: Aposentados do INSS podem voltar a trabalhar, exceto em casos de aposentadoria por invalidez ou especial, sem perder o benefício.

Valorização: Empresas estão valorizando a experiência e a maturidade dos profissionais 60+, muitas vezes atuando como mentores de gerações mais jovens. 

O fenômeno também é impulsionado pelo "nicho cheio", onde idosos auxiliam financeiramente filhos e netos, além de buscarem maior interação social e propósito após a aposentadoria. 


Editorial, RBS - O último recurso

Este editorial da RBS foi publicado, hoje, no jornal Zero Hora e baliza a opinião de todas as mídias do grupo da família Sirotsky. É uma posição correta e reflete uma posição editorial mais consequente politicamente e que vem sendo adotada pela RBS.

Leia tudo no link a seguir e no site do jornal. Neste caso é para assinantes. O editor é assinante.

Não pode ser esquecido que o Irã fomenta milícias armadas e grupos extremistas na região, como os Houthis, no Iêmen, o Hezbollah, no Líbano, e o Hamas, na Faixa de Gaza

O uso do poder militar deve ser sempre o último recurso, após os esforços diplomáticos mostrarem-se frustrados ou a manutenção de canais de diálogo tornarem-se apenas um ardil. Esse é, infelizmente, o caso do Irã, bombardeado desde sábado pelos Estados Unidos e por Israel. 

O regime dos aiatolás, opressor do próprio povo e fonte de terrorismo e instabilidade não apenas no Oriente Médio, mas no mundo, não abre mão de seu programa nuclear com propósitos que claramente vão além dos fins pacíficos. É indisfarçável o desejo do Irã de enriquecer urânio ao ponto de desenvolver uma bomba atômica. Uma arma com enorme poder de destruição nas mãos de fanáticos que sempre manifestaram o desejo de varrer Israel do mapa  _ e de ameaçar outros vizinhos e países ocidentais _ não poderia ser uma hipótese tolerada pelo mundo civilizado. 

A ofensiva norte-americana e israelense matou o aiatolá Ali Khamenei, o líder supremo do Irã, há 37 anos no poder, período em que oprimiu compatriotas, em especial mulheres e minorias, e liderou o país persa na política de financiamento do terrorismo no Exterior. Foram eliminadas outras figuras proeminentes do comando do país, como o chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas do Irã, Abdolrahim Mousavi,  o ministro da Defesa do país, Aziz Nasirzadeh, e o chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Mohammad Pakpour. É um abalo sem precedentes no regime, ainda que novos nomes tenham sido designados rapidamente para as funções.

É inequívoco, apenas, que o Irã terá melhores chances de ser uma nação mais justa e próspera para os seus próprios cidadãos se o regime cair

Não há como prever os desdobramentos dos ataques. O Irã tem um exército numeroso, uma força militar de poderio razoável e tão logo foi atingido pelos bombardeios revidou, atingindo países vizinhos. O aparato de repressão interna é vasto e organizado e, mostra o histórico, capaz de esmagar sublevações domésticas, sem pudor de ser sanguinário. Também não são claras as motivações de Donald Trump para uma medida tão drástica e que pode ter inclusive repercussão negativa junto ao público norte-americano, dependendo de como o conflito se desenrolará. 

É inequívoco, apenas, que o Irã terá melhores chances de ser uma nação mais justa e próspera para os seus próprios cidadãos se o regime cair. Talvez com a eclosão de uma nova onda de protestos do povo hoje tiranizado, levando à lona a ditadura  teocrática em um momento de rara fragilidade. As recentes manifestações massivas que se alastraram na virada do ano, sufocadas com letalidade e prisões, comprovam a grande insatisfação dos iranianos. 

Não pode ser esquecido que o Irã fomenta milícias armadas e grupos extremistas na região, como os Houthis, no Iêmen, o Hezbollah, no Líbano, e o Hamas, na Faixa de Gaza. É dever recordar que o Irã esteve por trás do massacre e dos sequestros promovidos pelo grupo terrorista Hamas em Israel, em 7 de outubro de 2023, ação que gerou uma reação rigorosa das forças armadas israelenses em Gaza. Milhares de mortes de inocentes israelenses, palestinos e de outras nacionalidades, inclusive brasileiros, tiveram como fator deflagrador o ódio e a intolerância insuflados pelo regime dos aiatolás. É lamentável que mais um conflito bélico tenha sido desencadeado. Mas o Oriente Médio terá oportunidades mais concretas de estabilização caso o comando do Irã troque de mãos.


Artigo, Eduardo Afonso, O Globo - A Sapucaí vira palanque

"Nossos tribunais jamais permitiriam propaganda antecipada. O enredo sobre Lula é só um tributo desinteressado"

- Eduardo Afonso, arquiteto e escritor

Nos últimos carnavais, sem haver novas marchinhas (em extinção, como as cigarras, os tatuís e os liberais), divertido mesmo era acompanhar a problematização de como se fantasiar e do que cantar durante a folia. Seguindo o manual progressista e libertário, dress code e repertório tinham mais restrições que o Jardim Botânico de Curitiba.

Neste ano, o foco mudou. Quando, amanhã, a Escola Cívico-Militar de Samba Patriotas da Barra da Tijuca abrir alas na Sapucaí, um paradigma terá ido pelos ares. Nunca antes na História deste país (e olha que a História deste país teve coisa do arco da velha) uma campanha eleitoral terá sido tão antecipada - e de forma tão espetacular.

Poupando a grana do fundo partidário (afinal, há verba da Embratur, da Riotur e do governo estadual), a agremiação da Zona Sudoeste estreia no Grupo Especial com um enredo em louvor ao atual presidente - e candidato à reeleição - Jair Bolsonaro: "Dos arranha-céus de Camboriú, surge a segurança: Jair, o Messias do Brasil".

A bateria (antiaérea, só com caixa de guerra, sem instrumentos de matriz africana) sustentará a cadência do samba, que exalta a trajetória do mito "Da direita de Deus Pai, com a Abin e a Polícia Rodoviária Federal/À liderança mundial".

PT, PSOL e outros partidos da oposição acionaram o MP Eleitoral, alegando que o desfile "extrapola os limites de uma homenagem cultural e passa a funcionar como peça de pré-campanha". Não colou. OAB, ABI e Prerrô denunciaram que o refrão "A nossa porta-bandeira jamais será vermelha" evoca slogan governista e que os versos "Três oitão, três oitão/64 não foi golpe/foi Revolução" fazem menção inequívoca ao número do partido do presidente e ao carro-chefe-alegórico do seu governo, o programa "Minha Arma, Sua Vida". Em vão.

A ex-primeira-dama Rosângela Silva se mostrou indignada com a pretensão de Michelle Bolsonaro de desfilar no último carro:

- No último? Isso é um endosso ao sistema patriarcal, com a mulher se sujeitando a um lugar subalternizado.

Na dispersão, uma motociata...

(Desculpe, leitor: a coluna enveredou por um universo paralelo, onde aquele 1,8% decisivo de 2022 concluiu ser outro o mal menor. Os parágrafos acima foram uma distopia, um delírio. Até porque, com desfecho diverso naquela eleição - ou com êxito no 8 de Janeiro -, dificilmente 2026 seria um ano eleitoral. Voltemos à realidade.)

As instituições funcionam. Nossos tribunais jamais permitiriam propaganda antecipada. O enredo da Acadêmicos de Niterói ("Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil") é só um tributo desinteressado - que por acaso manterá o homenageado por 90 minutos, ao vivo, na televisão, e repercutirá um bom tempo na imprensa e nas redes sociais.

Não haverá pedido de voto. No trecho "Pro destino retirante te levei, Luiz Inácio/Por ironia, 13 noites, 13 dias", esse 13 não deve ter nada a ver com o número que aparecerá em outubro na urna eletrônica -13 é, na cultura popular, o número da sorte. Só isso.

Ao cantar que "Em Niterói, o amor venceu o medo", o samba não alude a nenhum slogan do governo. Só lembra que, com Lula lá na avenida, o amor venceu também a legislação, que proíbe até o uso de outdoors para exaltar qualidades pessoais de possíveis candidatos. Mas a Sapucaí não chega aos pés de um outdoor, não é? Então não me leve a mal: deixemos fazer a propaganda - precipitada e ilegal - que hoje é carnaval.

Evoé, TSE!

Link desta crônica:

https://oglobo.globo.com/opiniao/eduardo-affonso/coluna/2026/02/a-sapucai-vira-palanque.ghtml


Artigo, especial, Renato Sant'Ana - Sapucaí: ainda há o que falar

"Se Lula é operário, então Sílvio Santos era camelô" (anônimo).

 Os discípulos de Paul Joseph Goebbels superam o mestre. Quando ministro da propaganda de Hitler, Goebbels ensinou que repetir, repetir, repetir uma mentira faz que ela se estabeleça como verdade. Os seus seguidores vão além: eles repetem mentiras para que outra mentira, que não está em pauta, grude na cachola da massa. E foi o que fez o ofensivo enredo da rebaixada escola Acadêmicos de Niterói no carnaval do Rio, transformando o sambódromo em palanque eleitoral e fazendo a apologia de Lula.

O espetáculo de mau gosto e de estrito caráter panfletário, transmitido com exclusividade pela Globo (ora quem!), cuidou de varrer da memória do público o mensalão e o petrolão. Ajudou a sedimentar a "narrativa" de que a Lava Jato foi mera perseguição a "heróis do povo". Nem falar dos escândalos atuais! O lulopetismo está atolado até os eixos no roubo aos aposentados e a tropa do Lula faz o que pode para impedir as investigações da CPMI do INSS.

Há muito mais. Porém, o destaque aqui, espécie de resumo da ópera, é o que se deu na campanha eleitoral de 2022, quando a propaganda afirmou, na cara de pau, que Lula foi absolvido pelo papa, pela ONU e pelo STF: três grandes mentiras! A referência era às condenações de Lula em três instâncias judiciais por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. O papa não tem jurisdição: pode absolver pecados, mas não pode interferir em processos judiciais de Estados estrangeiros. A ONU não tem, igualmente, jurisdição e não pode absolver quem quer que seja.

E quando ao STF? O carnavalesco da escola (quem cria todo o enredo) deu impulso a uma das mais descaradas fake news em circulação, aquela que fala de absolvição do Lula no STF. O Min. Luiz Fux, STF, disse: "Ninguém pode esquecer o que ocorreu no Brasil, no mensalão, na Lava

Jato, muito embora tenha havido uma anulação formal, mas aqueles 50 milhões [do Geddel] eram verdadeiros, não eram notas americanas falsificadas. O gerente que trabalhava na Petrobras devolveu US$ 98 milhões e confessou efetivamente que tinha assim agido."

Gilmar Mendes, STF, disse que a anulação de processos da Operação Lava Jato foi um "ato formal" e que erros processuais (alegados para anular) não apagam fatos revelados pela investigação. E fala em tom conclusivo: "Ninguém discute se houve ou não corrupção".

Eis a "anulação formal" de que falam Fux e Mendes: depois de cinco anos de Lava Jato, um ministro do STF, sozinho (ato monocrático) decidiu que os crimes investigados na Lava Jato não deveriam tramitar na 13ª vara de Curitiba. O que a polícia e o Ministério Público apuraram e o Judiciário julgou foi anulado para voltar à estaca zero. Não houve absolvição dos crimes! (Passados cinco anos, já nem era facultado alegar incompetência territorial do juízo, mas... Decisão judicial não se discute...)

Fux e Mendes, quisessem ou não, disseram isto: um golpe gráfico, isto é, um canetaço tirou Lula da condição de condenado por vários crimes: ele não foi absolvido, ele foi "descondenado".

Mas o carnavalesco que concebeu o enredo da Acadêmicos de Niterói pode, imitando Lula, dizer: "eu não sabia". Ele não leu livros como "O que Sei de Lula" (José Nêumanne Pinto) nem "Assassinato de Reputações - Um Crime de Estado" (Romeu Tuma Junior), os quais trazem uma avalanche de fatos que desmontam a ridícula farsa do samba enredo. Também não leu o livro da jornalista Malu Gaspar: "A organização: A Odebrecht e o esquema de corrupção que chocou o mundo", que desmascara quem diz que a Lava Jato existiu só para perseguir o lulopetismo. Ele não leu nada! Ou se leu, tanto pior! Porque, nessa hipótese, não terá sido honesto.

Como disse o jornalista Jorge Serrão, a Acadêmicos de Niterói "cometeu um estelionato carnavalesco". Pretextando fazer "arte", usou "dinheiro público" para fazer a apologia de um político que pretende reeleger-se. Um tal culto à personalidade do líder político assemelha-se ao que se via na Alemanha de Hitler, na China de Mao Tse-Tung, na Cuba de Fidel Castro e na União Soviética de Stalin: regimes totalitários nos quais, aliás, a violência estatal era método de governança.

E o povo? Ah, o povo da escola! Tangido como gado! Com aqueles artistas ignaros que participaram do desfile! As celebridades que os simples veem na TV ajudaram a compor um ambiente favorável à lavagem cerebral de quem pouco o nenhum acesso tem a informações - só a TV, todo dia a TV! Para os beneficiários da pantomima, o povo serve só para manter privilégios.

Na raiz da farsa está a presunção de impunidade. Hoje os discípulos de Goebbels estão à vontade para repetir, repetir, repetir a lenda do pobre operário, embora Lula tenha deixado de ser operário aos 26 anos para virar político. E o estelionato da escola será apagado da história: a campanha eleitoral antecipada, assim como o desrespeito à família e à religião e o flagrante "discurso de ódio" da escola (temas não tocados aqui) vão ficar impunes. Porque a impostura é a ordem atual.

 

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.


Análise - Não foi um ataque. Foi uma cirurgia

A hora em que Israel e EUA decapitaram o regime iraniano.  Meses de inteligência. Milhares de horas de vigilância e interceptação de sinais. Uma variável: o momento c erto.

Israel confirmou que os ataques tiveram como alvo uma reunião de altos funcionários iranianos — liderança política e militar reunida simultaneamente. 

Mais O ataque aconteceu às 8h da manhã, em plena luz do dia — uma ruptura deliberada. Todos os ataques israelenses anteriores ao Irã ocorreram à noite. Desta vez, de dia — porque o alvo não era infraestrutura. Era uma reunião.

Mídia iraniana, citando o Crescente Vermelho, reporta pelo menos 201 mortos em 24 províncias. 

💀 A CÚPULA FOI ELIMINADA:

🔴 Amir Nasirzadeh — Ministro da Defesa — morto

🔴 Mohammed Pakpour — Comandante da IRGC — morto

🔴 Ali Shamkhani — Conselheiro de Segurança Nacional — morto


⚠️ Khamenei e Pezeshkian foram alvos confirmados pela Reuters e NBC. Fumaça densa registrada próximo ao escritório de Khamenei em Teerã. Status ainda indefinido.

O que isso significa na prática: cada reunião futura da cúpula iraniana carregará uma pergunta permanente — Israel também sabe desta? Não é só destruição física. É a destruição da confiança institucional dentro do regime.

💥 O ERRO ESTRATÉGICO DO IRÃ:

O Irã revidou com uma onda sem precedentes de ataques em todo o Oriente Médio — explosões das praias de Dubai às ruas de Doha. Ao atacar seis países simultaneamente, Teerã cometeu um erro histórico: construiu a coalizão que não existia.

Catar, Jordânia, Emirados, Kuwait e Arábia Saudita ativaram defesas aéreas e condenaram duramente os ataques iranianos. 

A coalizão do Golfo contra o Irã foi forjada pelo próprio Irã — em uma manhã.

O Irã pode estar usando seu arsenal de mísseis agora porque teme perdê-lo — quando os EUA e Israel atacaram em junho de 2025, destruíram grande parte de seus mísseis balísticos. 

🌍 NOVO — CHANCELER IRANIANO QUER NEGOCIAR:

Em entrevista exclusiva à NBC News, o chanceler iraniano Araghchi disse que o Irã está "interessado em desescalada e disposto a conversar" — se os EUA pararem os ataques. euronews Sinal de que o regime, sob pressão máxima, busca uma saída. Washington ainda não respondeu