Artigo, especial, Guilherme Volpi, CEO da Soften Sistemas - Reforma Tributária chega à primeira prova de fogo para as empresas

Depois de mais de dois anos de debates, emendas e resoluções, a Reforma Tributária do Consumo chegou ao momento em que toda empresa brasileira precisa parar, olhar para o próprio cadastro fiscal e tomar uma decisão concreta. Não é mais uma questão de acompanhar notícias, mas de prazo, e o prazo é este mês.

Entre 1 e 30 de setembro de 2026, o Comitê Gestor do Simples Nacional abriu, pela primeira vez na história do regime, a opção pelo Simples Nacional do ano seguinte. Empresas que querem ingressar no regime em 2027, ou que foram excluídas e desejam retornar, precisam formalizar o pedido dentro dessa janela, com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2027. Quem já é optante não precisa repetir a escolha, mas isso não significa que setembro passe em branco para essas empresas, já que pendências cadastrais e fiscais em aberto podem comprometer o enquadramento, e regularizar tudo isso dentro do próprio sistema, com dados confiáveis, é tarefa que não se resolve da noite para o dia.

A segunda decisão é ainda mais estratégica, porque no mesmo período, cada empresa do Simples precisa definir como vai recolher o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), a partir de 2027, dentro da guia única do DAS, como acontece hoje com os demais tributos, ou "por fora", pelo regime regular e não cumulativo, com direito a geração de créditos para quem compra dela.

É a diferença entre manter a simplicidade operacional de sempre ou abrir mão de parte dela em troca de competitividade em cadeias que dependem de crédito tributário. Não existe resposta única, existe a resposta certa para o modelo de negócio de cada cliente, e essa resposta depende de dados de faturamento, de perfil de clientes e de simulação, não de intuição.

Há ainda uma terceira mudança, menos comentada, mas com impacto direto sobre qualquer ERP: a partir de 2027, o regime de caixa deixa de existir para fins de apuração do IBS e da CBS. A base de cálculo passa a ser a receita auferida, no momento em que a operação acontece, e não mais a receita efetivamente recebida. Para empresas que vendem a prazo ou parcelado, isso altera o instante em que o tributo nasce dentro do sistema, e qualquer ERP que ainda calcule por caixa vai gerar números errados a partir de janeiro.

Por que isso é conversa de ERP, e não só de contador

É tentador tratar setembro como "assunto do contador", mas as três decisões acima só se sustentam se o sistema de gestão por trás delas estiver preparado, com o cadastro fiscal atualizado e sem pendências, motor de cálculo pronto para operar em dois regimes simultâneos (Simples por dentro e IBS/CBS por fora, quando for o caso), lógica de reconhecimento de receita ajustada à apuração por competência, e rastreabilidade suficiente para que o contador valide cada opção com segurança antes do fim do mês.

Quando o ERP, o módulo fiscal, o financeiro e o contador falam a mesma língua, setembro deixa de ser um mês de correria e vira só mais um ciclo de decisão bem informada. Quando não falam, o risco não aparece agora, mas em janeiro de 2027, na forma de guia errada, crédito perdido ou exclusão indevida do regime.

É uma reforma que exige que sistema, dados e pessoas estejam sincronizados no momento exato em que a decisão precisa ser tomada, e esse momento, para milhares de empresas brasileiras, é agora. É fundamental estar atento e chegar a 30 de setembro com a opção certa já simulada, o cadastro em ordem e o contador com os dados que precisa para assinar a decisão com segurança.

A Reforma Tributária vai se estender por anos, mas a primeira prova real de que empresa, contador e sistema estão preparados para ela acontece agora, em setembro de 2026.

Sobre Guilherme Volpi

É CEO e fundador da Soften Sistemas, com mais de 20 anos de experiência em gestão, tecnologia e estratégia de negócios. Especialista em planejamento estratégico e inovação aplicada à gestão empresarial, atua na liderança de projetos voltados à eficiência operacional, transformação digital e crescimento sustentável, acompanhando de perto as mudanças do mercado e os desafios da modernização das empresas brasileiras.

Sobre a Soften

Fundada em José Bonifácio (SP), em 2002, a Soften é uma referência em soluções de gestão estratégica (ERP) para pequenas e médias empresas em todo o Brasil. Composta por um time de 139 colaboradores, a companhia une a agilidade de uma cultura jovem à solidez de quem entende os desafios reais do mercado B2B, atuando em verticais como varejo, indústria, logística e serviços.

O diferencial da Soften está na convergência entre a tecnologia de ponta — com investimentos robustos em Inteligência Artificial para eficiência e análise de dados — e o atendimento humanizado. Diferente do padrão de mercado, a empresa prioriza o suporte e treinamentos conduzidos por pessoas, garantindo que a inovação seja uma ferramenta de aproximação e não de distanciamento.  






 




 



7 de cada 10 gaúchos estão comprando menos, mostra pesquisa da Quaest

 De acordo com levantamento do Instituto de Pesquisas de Opinião (IPO), 74,8% dos gaúchos afirmam estar comprando menos do que há um ano.

Principais Dados da Pesquisa
Nível de consumo: 74,8% compram menos, 15% mantiveram o patamar e apenas 9% compram mais.
Comparação nacional: O índice de pessimismo no Rio Grande do Sul é superior à média do país, que registra 69% no levantamento da Quaest utilizado como parâmetro.
Fatores principais: O alto custo dos alimentos, o comprometimento da renda com dívidas, inadimplência e gastos com apostas (bets).
Regiões: A área de Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires e Rio Pardo lidera a percepção negativa com 90,2%, impulsionada também pelos reflexos de enchentes recentes. Ijuí (78,4%) e Uruguaiana (78,1%) também se destacam.
Demografia: A retração no consumo é maior entre mulheres (77%), pessoas de 35 a 44 anos (81,5%) e quem ganha de 1 a 2 salários mínimos (77,4%). O corte atinge itens como cuidados pessoais e estética antes de outros gastos.

Artigo, especial - As canetas dos donos da lei

Este artigo é do Observatório Brasil Soberano

O Brasil não é uma terra sem lei. A lei existe e está publicada. O problema começa quando autoridades encontram espaço para interpretá-la conforme o caso, o momento e a instituição. Aos poucos, o país acumula versões particulares da mesma Constituição.

Na mais alta corte, um juiz decide o que outro pode ou não investigar. Relatórios da Polícia Federal sobre mensagens, encontros e contratos milionários com um banqueiro preso viram disputa de pauta, pedido de vista e adiamento. O mérito fica para depois.

Essa discussão vem de longe. No governo Bolsonaro, Alexandre Ramagem foi nomeado para a Diretoria-Geral da Polícia Federal. O decreto saiu no Diário Oficial e a posse estava marcada. Horas antes, um ministro do Supremo suspendeu a nomeação.

Na pandemia, o alcance aumentou. O Supremo reconheceu a competência de Estados e municípios para adotar medidas sanitárias por conta própria. Lockdown, comércio e circulação passaram também aos governos locais. Depois veio a constitucionalidade da vacinação compulsória, com possibilidade de restrições.

A discussão chegou aos processos seguintes. No caso de Jair Bolsonaro, o mesmo ministro relata cautelares, determina prisão domiciliar, converte em preventiva e acompanha a execução: tornozeleira, celular, visitas e novos despachos. Investigação, julgamento e cumprimento orbitam o mesmo gabinete.

Poucos anos antes, o tribunal reviu seu entendimento sobre prisão após segunda instância. Lula deixou a prisão, recuperou os direitos políticos e voltou a disputar a Presidência. Uma mudança de interpretação interferiu diretamente na política brasileira.

O caso Roberta Luchsinger leva a questão para a transparência. A lobista, amiga de Lulinha, esteve dezenas de vezes em ministérios e no Planalto, e boa parte desses encontros não apareceu nas agendas oficiais. Mensagens atribuídas a ela mencionam voo da FAB, “avião do Lula”, a casa do pai de Fábio e o Palácio. Há registros de entrada e fotos. Lula afirma que nunca conversou com ela. O governo diz que os encontros admitidos ocorreram dentro das normas. Fica difícil entender uma agenda oficial que deixa tantas passagens pelo coração do governo fora dela. As descobertas da PF e as mensagens do celular da lobista contam uma história inconveniente para o Planalto.

A última semana trouxe dois novos capítulos. O TSE determinou a retirada de publicações que afirmavam que Flávio Bolsonaro pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. André Mendonça considerou a informação falsa, Flávio Dino derrubou a decisão e determinou o restabelecimento das publicações, citando liberdade de expressão e religiosa, mesmo estando claro que se trata de fakenews. 

As bets também descobriram o tamanho da segurança oferecida por uma autorização estatal. Empresas pagaram outorgas e receberam licenças de cinco anos. Às vésperas da eleição, uma canetada muda tudo. 

A excepcionalidade virou rotina. Surge uma interpretação para cada caso. Isso expõe a insegurança de quem depende de regras previsíveis.

Quem abre uma empresa, assina um contrato ou ocupa um cargo precisa conhecer a lei. No Brasil, precisa conhecer também quem vai interpretá-la.

Temos Constituição, códigos, decretos e jurisprudência para encher bibliotecas. E uma capacidade impressionante de encontrar uma leitura conveniente quando o caso chega ao andar de cima.

No fim, o Brasil não é um país sem leis, o problema é o excesso de canetas nas mãos de quem se julga acima delas.

Dica do editor - Novo teste inglês identifica tumor cerebral em menos de 2 horas. Saiba de que se trata.

 Um novo teste genômico consegue identificar o tipo de tumor cerebral em menos de duas horas, reduzindo um tempo de espera que antes podia chegar a oito semana. Criado por pesquisadores do Centro de Excelência em Pesquisa de Tumores Cerebrais da Universidade de Nottingham, no Reino o  exame analisa o material genético de uma pequena amostra de tecido coletada durante uma biópsia ou cirurgia, usando uma máquina de sequenciamento portátil (do tamanho de uma caixa de sapatos) da Oxford Nanopore para ler as moléculas de DNA.O Serviço Nacional de Saúde (NHS) da Inglaterra está testando o método em cinco centros especializados para avaliar sua eficácia.Vantagens do diagnóstico rápido

Decisão em tempo real: o cirurgião recebe o resultado exato ainda com o paciente na mesa de operação.Preservação saudável.

Estadão detona Flávio Dino

 Com sua decisão política de confrontar o TSE e restabelecer fake news contra Flávio Bolsonaro, o ministro deixa claro que não há limites para ajudar a campanha do chefão petista.

Foi exclusivamente política a decisão que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou ao derrubar uma ordem do ministro André Mendonça, na condição de vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para remover publicações em redes sociais que prejudicavam o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.

Dino atropelou competências de maneira monocrática e atuou de forma escancarada como militante da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Nada surpreendente, diante da baderna judicial à qual infelizmente o País já começa a ficar habituado, graças à irresponsabilidade de uma parte dos ministros do Supremo.

Na sexta-feira passada, o ministro André Mendonça mandou tirar do ar 1.125 publicações segundo as quais Flávio Bolsonaro, na condição de senador, havia apoiado um projeto de lei para tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de “padroeira do Brasil”. A informação, inverídica, foi criada e difundida por perfis de esquerdistas.

Pode-se até discutir se o TSE deveria ter derrubado as publicações, à luz da garantia constitucional da liberdade de expressão e também à luz da autonomia do eleitor, mas o que é indiscutível é a competência da Justiça Eleitoral para fazê-lo – e de modo célere, se entender que as publicações podem desequilibrar a disputa eleitoral.

O ministro Flávio Dino, recorde-se, é o mesmo que ignorou as garantias constitucionais do sigilo da fonte e da liberdade de imprensa ao usar seu poder para perseguir um jornalista do Maranhão, seu reduto político, por ter publicado notícias das quais ele não gostou.

Recorde-se também que o ministro Flávio Dino jamais disse uma única palavra contra as inúmeras decisões arbitrárias de seu colega Alexandre de Moraes contra bolsonaristas suspeitos de “golpismo”, incluindo censura e suspensão de perfis em redes sociais.

Logo, sua súbita conversão em paladino da defesa da liberdade de expressão é apenas cínica.

Nada disso pode ser lido fora do contexto da sangrenta rinha de galo em que o Supremo mergulhou, opondo lulistas e bolsonaristas. Flávio Dino, ex-ministro da Justiça de Lula e fidelíssimo escudeiro do presidente, foi colocado no STF porque, nas palavras do petista, tem “cabeça política”.

E ele não vem decepcionando: está na linha de frente na defesa dos interesses de Lula no tribunal, sobretudo quando se trata de confrontar os ministros indicados por Jair Bolsonaro – André Mendonça e Kassio Nunes Marques.

O resultado disso é que, de uns tempos para cá, quase todas as decisões importantes emanadas da Corte são entendidas como resultado de confronto político, e não jurídico. A Constituição é mera figurante nessa confusão. Nos votos dos ministros, a hermenêutica é exclusivamente política, e o que resta aos cidadãos é procurar entender quem ganha e quem perde com esta ou aquela sentença.

Às favas a jurisprudência.

É evidente que isso desmoraliza ainda mais o Judiciário, já bastante desacreditado, como indicam claramente inúmeras pesquisas de opinião. Ministros que só se preocupam com o horizonte eleitoral colaboram de modo decisivo para arruinar a necessária imagem de imparcialidade e prudência que o Supremo, mais do que qualquer outro tribunal, deveria ter.

Hoje, já é possível dizer que o Supremo, tal como desenhado na Constituição, está definitivamente arruinado.

Para piorar, mais uma vez o País está perdendo tempo e energia com temas absolutamente inúteis para o futuro, empobrecendo ainda mais uma campanha eleitoral que já não despertava grande interesse por sua absoluta indigência.

Na prática, a consequência desse irrelevante caso de fake news contra Flávio Bolsonaro será a confirmação, de resto desnecessária, de que os agentes de Lula no Supremo não medirão esforços para eleger o chefão petista – uma clara aposta na manutenção do atual estado de coisas e na nomeação de mais ministros que tornem o bloco lulopetista no Supremo imbatível.

O problema é que se trata de algo tão escandalosamente claro para todos que o tiro pode acabar saindo pela culatra.

Opinião do editor - Flávio Dino testa a resistência

A decisão do ministro Flávio Dino, STF, de assegurar a fake news sobre Nossa Senhora Aparecida, revogtando ordem de censura do ministro André Mendonça, significa uma intervenção de fato no processo eleitoral do TSE.

É golpismo. Dino testa a resistencia.

Foi no âmbito do TSE que Mendonça falou.

A decisão sem competência de Flávio Dino tem estes aspect5os nocivos, segundo Alexandre Ramagem.

- desfez a tutela da Justiça Eleitoral em representação em curso no TSE;
- ordenou ao TSE e às plataformas o restabelecimento do conteúdo;
- usou reclamação do STF (autuada no Paraná) como via para cassar decisão nacional eleitoral;
- não remeteu o caso de volta ao TSE para o colegiado eleitoral reapreciar o mérito do fato falso.

Um ministro do STF, monocraticamente, decidiu entrar no lugar do TSE no que a Constituição reservou à Justiça Eleitoral em ano de eleição: propaganda, desinformação e tutela de urgência do pleito.

A presidência do STF e do TSE vão ficar inertes?

Leia o que escreveu sobre isto o jornalista Claudio dantas.

Claudio Dantas

@claudio_dantas_

Dino é menos inteligente do que pensa. Sua decisão truculenta servirá para deixar cada vez mais evidente a fake news do PT.
Se dermos sorte, a campanha recorrerá ao plenário e outra sessão de horrores ajudará a enterrar de vez a candidatura de Lula.

ER Sfoplgo Sachsida.

Adolfo Sachsida
@ASachsida

O STF inaugurou uma nova jurisprudência hoje. Depois dos sucessos “A Constituição proíbe a censura, mas vou liberar assim mesmo” e “A Constituição protege o sigilo da fonte, mas vou violar assim mesmo” vem aí o novo hit “Fake News não pode, mas vou liberar assim mesmo”

Artigo, especial, Marcus Vinicius Gravina - Golpe à vista

- O autor é escritor e advogado, RS.

Senhores Governadores de Estados salvem o Brasil do golpe da duadrlha esquerdista, que tentar anular a eleição de presidente da República. 

Preparem suas tropas militares e policiais civis.

Sigam o exemplo da Campanha da Legalidade de agosto e setembro de 1961, no RS. 

Líderem uma ampla ampla mobilização cívico militar.

No caso da eleição de Flávio  Bolsonaro não há motivo ideológico para veto militar, como aconteceu com o Jango, acusado de ligações com o comunismo.

A Campanha da Legalidade teve à frente o gov. Leonel Brizola.

Liderou com a Brigada Militar e o povo, que atendeu o seu chamamento.

Naquela época os gaúchos tinham sangue nas veias e a bravura dos guerreiros Farrapos. 

Aconteceu uma extraordinária mobilização popular que uniu a sociedade em defesa da ordem democrática e da Constituição. 

Resta saber, quando o Lula consultar o alto comando militar,  se pode aplicar o art.142 da CF. 

Se será autorizado diante de uma "narrativa"falsa de necessidade de garantia  da lei e da ordem (GLO) e contra ameaça de intervenção do exterior forjadas, o que dirão? De que lado estarão?

Caxias, 27.09.2026