O
Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) instala neste domingo, 5, a
nova estrutura móvel de proteção da comporta 12 do sistema de proteção contra
cheias. Localizada no dique da avenida Castelo Branco, a passagem terá as obras
de modernização concluídas nos próximos dias (confira o serviço de trânsito
abaixo).
"Além de
suportar uma carga hidrodinâmica superior à da estrutura anterior, com base em
um projeto elaborado após a cheia histórica de 2024, o novo equipamento contará
com um sistema de fechamento mais moderno. Com isso, a operação será mais
rápida, mais segura e demandará menos esforço humano", explica o
diretor-presidente do Dmae, Vicente Perrone.
A comporta
11, que também está em fase de modernização, chegará a Porto Alegre nesta
segunda-feira, 6. A previsão é que a instalação seja realizada no mesmo
dia, permitindo o primeiro teste de fechamento das duas novas barreiras de
proteção.
Nos últimos
dois anos, mais de R$ 11 milhões foram investidos na modernização das comportas
de Porto Alegre. Das 14 passagens existentes em 2024, oito foram substituídas
por estruturas permanentes em concreto armado: 3, 5, 7, 8, 9, 10, 13 e 14. Essas passagens haviam sido concebidas para
facilitar o acesso ao porto, mas tiveram sua utilização reduzida ao longo dos
anos.
As
comportas 1, 2, 4 e 6 passaram por um processo completo de
modernização, incluindo o recondicionamento das estruturas de concreto armado
junto ao Muro da Mauá. As barreiras móveis de aço foram submetidas à usinagem e
receberam novas peças fabricadas sob medida. O objetivo das intervenções é
ampliar a eficiência do sistema na contenção da água durante eventuais
episódios de cheia.
Trânsito - Para garantir a segurança viária
dos trabalhos na rua João Moreira Maciel, a Empresa Pública de Transporte e
Circulação (EPTC) informa que, a partir desta segunda-feira, 6, a circulação
estará liberada apenas para acesso local, a partir da avenida Ernesto
Neugebauer, no bairro Humaitá. Os acessos entre a rua Voluntários da Pátria e a
avenida Portuária, através das comportas 11, pela avenida São Pedro, e 12, na
altura da avenida Cairu, permanecem fechados. A EPTC orienta que os condutores
redobrem a atenção à sinalização e às indicações dos agentes de trânsito e,
sempre que possível, planejem seus deslocamentos com antecedência para
minimizar os impactos no tráfego da região.
Acompanhe o estágio de outras obras do sistema de
proteção contra cheias:
Pôlderes 7 e 8 - As obras imediatas para
proteção da área localizada entre os bairros Anchieta e Sarandi, na Zona
Norte, foram iniciadas há dez dias. Equipes atuam na construção de um dique,
com 100 metros de extensão, entre o Arroio Passo das Pedras e o Rio Gravataí.
Além disso, será instalado um sistema móvel de fechamento das galerias que
ligam o Arroio Areia ao manancial. A previsão é de conclusão das intervenções,
que têm investimento de R$ 47 milhões, até o final de agosto.
Condutos forçados - As obras de proteção contra
cheias realizadas nos condutos forçados Álvaro Chaves, Polônia, Miguel Couto e
Areia estão na fase final. Nesta etapa, o Dmae
atua na instalação das novas tampas herméticas responsáveis pela vedação
das estruturas. A previsão é de conclusão até o final de julho.
Usina do Gasômetro - A Secretaria Municipal de
Obras e Infraestrutura (Smoi) trabalha na contratação das correções pontuais no
prédio da Usina do Gasômetro, no Centro Histórico, visando à proteção da
estrutura em caso de cheia do Guaíba. As obras, já iniciadas, serão concluídas
até o final de agosto.
Ebab Moinhos de Vento - A Estação de Bombeamento
de Água Bruta (Ebab) Moinhos de Vento também passa por obras de proteção contra
cheias. O objetivo é corrigir as falhas que possibilitaram a entrada da água do
rio pela unidade operacional durante a cheia histórica de 2024. A previsão é de
conclusão em julho.
Malha ferroviária - Os trilhos da empresa Rumo,
que fragilizam o sistema de proteção contra cheias na avenida Ernesto
Neugebauer, receberão obras do Dmae nas próximas semanas. A previsão é de que
as melhorias sejam concluídas em menos de um mês após o início das intervenções.
Dupla alimentação de energia - As Estações de
Bombeamento de Águas Pluviais (Ebaps) dos bairros Sarandi e Anchieta, na Zona
Norte, estão sendo ligadas à rede de energia que atenderá exclusivamente as estruturas operadas
pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae). As casas de bombas 6, 9,
10, 20 e 21 fazem parte da quarta etapa das obras contratadas junto à CEEE
Equatorial, que devem ser concluídas em novembro.
Além do lote 4, que já se encontra na fase de implantação
dos novos postes, também está em andamento o lote 3, ainda na etapa de
projetos. Os dois primeiros já foram entregues, garantindo a
dupla alimentação de energia elétrica às Estações de Tratamento de Água (ETAs)
Moinhos de Vento, São João, Menino Deus e Tristeza, bem como à Ebap 7,
localizada na avenida Sertório.
Casas de bombas - Permanece em andamento a
elaboração e consolidação dos projetos executivos das obras de resiliência
climática nas Ebaps 5, 6, 8, 10, 12, 17, 18 e 20. A etapa antecede o início das
intervenções civis - que incluem a qualificação das estruturas prediais,
além do fornecimento e da instalação de novos equipamentos eletromecânicos.
Parte das bombas verticais será substituída por modelos
submersíveis, mais adequados para operação em situações extremas. Os painéis de
comando serão elevados, e geradores de energia passarão a ser instalados de
forma permanente nas unidades. Já a licitação para as obras de resiliência climática nas
estações 1, 3 e 4, na área central, está em fase de análise das propostas
recebidas.
Diques - Equipes da prefeitura, lideradas pelo
Departamento Municipal de Habitação (Demhab) e pelo Escritório da Reconstrução,
seguem trabalhando no acolhimento das famílias que residem na área do trecho 3
do Dique do Sarandi. A última etapa de intervenções na estrutura de proteção
contra cheias, contemplando dois quilômetros de extensão, será iniciada assim
que a área estiver liberada.
Os trechos 1 e 2 do dique já tiveram a reconstrução concluída, totalizando
1,5 quilômetro de estrutura com cota superior a 5,8 metros em relação ao rio
Gravataí. O mesmo ocorreu no dique localizado junto à sede da Federação das
Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), que passou por obras entre
julho de 2024 e janeiro de 2025. O Muro da Mauá, no Centro Histórico, também
recebeu intervenções, com revisão estrutural e correção das patologias
identificadas.