A força da sinergia

Por Márcia Barbosa, reitora da UFRGS, Jenifer Saffi, reitora da UFCSPA, Ir. Manuir Mentges, reitor da PUCRS, e Pe. Sérgio Mariucci, reitor da Unisinos


O Rio Grande do Sul precisa voltar a pensar grande. Mais do que respostas imediatas para crises recorrentes, o Estado necessita de um projeto duradouro, construído pela integração entre governo, universidades, setor privado e sociedade civil, em sintonia com as necessidades da população.


A história gaúcha comprova que os momentos de maior desenvolvimento nasceram justamente dessa colaboração. Das Missões Jesuítico-Guaranis à modernização do agronegócio, passando pela industrialização, pela pesquisa científica e pela inovação tecnológica, conhecimento e cooperação sempre foram motores do crescimento regional.


No século 20, iniciativas como a Operação Tatu demonstraram como ciência, políticas públicas e produção podem transformar a economia. Mais recentemente, experiências como o Pacto Alegre reforçaram a capacidade de universidades, empresas e governo atuarem juntos em favor da inovação e da qualidade de vida.


Entretanto, o Rio Grande do Sul perdeu dinamismo. O crescimento econômico abaixo da média nacional, os desafios persistentes da Educação Básica, a baixa retenção de talentos e a dependência excessiva de setores tradicionais evidenciam a ausência de políticas de longo prazo voltadas ao desenvolvimento baseado em conhecimento.


Em um mundo cada vez mais definido pela capacidade de gerar ciência, tecnologia e inovação, as universidades devem ocupar papel central na estratégia de desenvolvimento do Estado. Elas formam profissionais qualificados, produzem pesquisa aplicada, estimulam novos negócios e conectam conhecimento às demandas da sociedade.


O Rio Grande do Sul já possui competências relevantes em áreas estratégicas como saúde e saúde digital, agrotech e bioeconomia, inteligência artificial, transição energética e indústria avançada. Falta, porém, coordenação institucional capaz de transformar essas competências em um projeto integrado de futuro.


O futuro do Estado depende da capacidade de unir conhecimento, liderança e cooperação


Por isso, a UFCSPA, a UFRGS, a PUCRS e a Unisinos defendem a criação de um Conselho Estadual que reúna os diversos setores da sociedade para elaborar um plano estratégico de revitalização do Estado. Trata-se de construir uma visão de longo prazo, capaz de reposicionar o RS como referência nacional em desenvolvimento sustentável, inovação e qualidade de vida. O futuro do Estado depende da capacidade de unir conhecimento, liderança e cooperação em torno de um objetivo comum: voltar a crescer de forma sustentável, competitiva e socialmente inclusiva.


Artigo, especial - Quem tem medo da CPI do Master

Este artigo é do Obsrvatório Brasíl Soberano

Nada constrange mais o Palácio do Planalto do que um adversário que se recusa a aceitar o papel de acuado. Ao assinar requerimento e liderar o coro por “CPI do Master já”, Flávio Bolsonaro inverteu o tabuleiro e desmontou a armadilha. O que o PT desenhava como um cerco de desgaste contra o pré-candidato da oposição transformou-se no pior pesadelo dos "companheiros": o risco real de uma investi gação ampla, que pode ameaçar o núcleo do poder. O PT e a base governista ensaiaram um discurso de falsa indignação após os vaza mentos do Intercept, mas parece que agora temem que a situação saia do controle. Flávio não escondeu seus contatos com Daniel Vorcaro. Ao contrário, explicou de forma direta o objetivo: buscar patrocínio privado para o filme Dark Horse, a ci nebiografia de Jair Bolsonaro. Não há dinheiro público envolvido, não há os ca prichos ideológicos da Lei Rouanet, nem favorecimento estatal. Quem opera na legalidade, geralmente faz questão de mostrar onde está o joio e o trigo. A reação da esquerda, contudo, obedece ao mesmíssimo manual de conveniência que o país já assistiu na CPMI do INSS. Quando o escândalo bate à porta do Palácio do Planalto, o verniz da moralidade derrete e costuma dar lugar à blindagem. O caso das fraudes bilionárias na Previdência, aliás, é o espelho exato disso. Na CPMI do INSS, a maioria petista trabalhou em regime de plantão para rejeitar as convocações de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, de Frei Chico (irmão do presi dente) e da empresária Roberta Luchsinger — apontada como o elo central com o operador do esquema. Não satisfeitos em blindar os CPFs amigos, a tática de aba famento ganhou contornos ainda mais graves. O delegado Guilherme Figueiredo Silva, chefe da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários da PF, avançou nas investigações para apurar o envolvimento de Lulinha. O inquérito foi realocado e o delegado substituído. No discurso o PT falava em "proteger os aposentados", mas a prática entregou o oposto – barrando convocações, enterrando relatórios e afas tando os investigadores que chegavam perto demais do núcleo do poder. É com esse mesmo apetite seletivo que o governo tenta moldar a narrativa sobre o Banco Master. A máquina de propaganda tenta dirigir o foco em Flávio Bolsona ro, fingindo esquecer que as conexões de Vorcaro cruzaram os corredores mais influentes da República. Escondem as reuniões fora da agenda oficial com o Lula no Planalto, articulada por Guido Mantega, escondem o boom do Master com o consignado dos servidores baianos entregue de bandeja pelos governos petistas. O Brasil não suporta mais o jogo político de dois pesos e duas medidas, onde a lei serve para emparedar adversários e o Estado serve de escudo para proteger os "companheiros". Uma CPI séria não pode aceitar vetos ideológicos ou cortes seletivos. É preciso que brar sigilos, rastrear contratos e convocar a todos, sem distinção de sobrenome ou proximidade com o poder. Flávio Bolsonaro já deu o passo à frente, assinou o pedido e desativou uma das armadilhas. Resta saber se o PT terá a mesma coragem de en carar a verdade ou se continuará sabotando investigações para salvar a própria pele.

Flávio avança no meio digital

 Estratégia digital correta impulsiona adesões a Flávio Bolsonaro nas redes sociais. Conheça os números.

As adesões e o engajamento nas redes sociais de Flávio Bolsonaro cresceram significativamente. 

Em um período de alta exposição, o senador e pré-candidato à Presidência registrou picos de adesão e de interações em seus perfis no Instagram, Facebook e X (antigo Twitter).

Os principais dados que ilustram esse crescimento incluem:

Crescimento contínuo: Entre outubro de 2025 e abril de 2026, o político registrou um aumento de (38,1%) no número total de seguidores (saltando de cerca de \(12 milhões para 16,6 milhões), segundo levantamento da Agência Bites.

Após o vazamento de áudios envolvendo seu nome, o pré-candidato ganhou cerca de 39 mil novos seguidores e registrou 2 milhões de interações em apenas 48 horas, de acordo com análises publicadas pelo portal O Globo. Dados da IstoÉ mostram que ele chegou a registrar o dobro do engajamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na mesma plataforma.

A estratégia digital da pré-campanha tem sido descrita como profissional, focando na divulgação de vídeos e postagens críticas à atual gestão do PT e na defesa de pautas conservadoras.

Artigo, Agrometa Digital - Brasil usa apenas 7,6% do território e exporta alimentos para 1 bilhão de pessoas

O Brasil produz alimento para o mundo utilizando apenas 7,6% do território nacional como lavoura. 

Mesmo sendo uma das maiores potências agrícolas do planeta, cerca de 65% do país segue coberto por vegetação nativa preservada, segundo dados do MapBiomas.

A agricultura brasileira possui uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo. 

Na Amazônia Legal, produtores rurais precisam preservar até 80% da propriedade com vegetação nativa. 

No Cerrado dentro da Amazônia Legal, o percentual obrigatório chega a 35%. 

No restante do país, o mínimo exigido é 20%, além das áreas de preservação permanente em rios, nascentes e encostas.

O Cerrado brasileiro se tornou uma das regiões agrícolas mais produtivas do planeta graças ao avanço da ciência tropical desenvolvida pela Embrapa a partir de 1973. 


Hoje, mais de 60% da soja brasileira é produzida nessa região, consolidando o Brasil entre os maiores produtores agrícolas do mundo.

Enquanto isso, estados agrícolas históricos dos Estados Unidos converteram praticamente toda a vegetação original ao longo do tempo para produção rural. 

Em Iowa, aproximadamente 99,9% da pradaria nativa original foi transformada em área agrícola, e hoje cerca de 85% do território do estado é utilizado pela agropecuária.

O agro brasileiro já ultrapassa 350 milhões de toneladas de grãos por safra e representa aproximadamente 25% do PIB nacional. 

O Brasil é líder mundial na produção e exportação de soja, café, açúcar, carne bovina e diversos outros alimentos essenciais para o abastecimento global.

Agricultura brasileira, preservação ambiental, produção sustentável, tecnologia no campo, Embrapa, agronegócio brasileiro, soja, milho, pecuária, Cerrado brasileiro e produtividade agrícola fazem parte de uma realidade que movimenta a economia e alimenta milhões de pessoas no mundo inteiro.


Dica do editor - STF mantém decisão que rejeitou revisão da vida toda do INSS

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira manter a decisão da Corte que rejeitou a revisão da vida toda das aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão foi tomada no Recurso Extraordinário 1.276.977.

Leia reportagem especial que a Agência Brasil produziu sobre o caso. O texto é todo do site da agência:

Em novembro do ano passado, a Corte decidiu cancelar a tese jurídica que permitiu revisão da vida toda das aposentadorias. Na mesma decisão, o Supremo reafirmou que os aposentados não terão que devolver valores que foram pagos por meio de decisões definitivas e provisórias assinadas até 5 de abril de 2024, data na qual foi publicada a ata do julgamento que derrubou a tese de revisão da vida toda.

Em seguida, foram protocolados recursos contra decisão, e o caso foi colocado para julgamento no plenário virtual, que começou na semana passada e foi encerrado hoje.

Votos 

Por 8 votos a 2, o plenário seguiu voto proferido pelo relator, Alexandre de Moraes. Ele negou os embargos de declaração e entendeu que não houve irregularidades na decisão que rejeitou a revisão da vida toda.

“A decisão embargada não apresenta nenhum desses vícios. O ofício judicante realizou-se de forma completa e satisfatória, não se mostrando necessários quaisquer reparos”, afirmou.

Votaram no mesmo sentido os ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, André Mendonça, Luiz Fux, Flávio Dino e Nunes Marques.

Dias Toffoli e Edson Fachin divergiram e votaram pela suspensão dos processos sobre a revisão da vida toda até decisão final do plenário do STF.

ADI 2.111

O imbróglio jurídico sobre a revisão da vida toda ainda não terminou. Na semana passada, o presidente do STF, Edson Fachin, pediu destaque no julgamento virtual da ação direta de inconstitucionalidade (ADI) 2.111, outro processo que trata da questão.

Com o pedido de destaque, o caso voltará a ser analisado pelo plenário físico. Não há data para a retomada do julgamento.

Entenda

Em março de 2024, o Supremo decidiu que os aposentados não têm direito de optarem pela regra mais favorável para recálculo do benefício.

A decisão anulou outra deliberação da Corte favorável à revisão da vida toda. A reviravolta ocorreu porque os ministros julgaram duas ações de inconstitucionalidade contra a Lei dos Planos de Benefícios da Previdência Social (Lei 8.213/1991), e não o recurso extraordinário no qual os aposentados ganharam o direito à revisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

Ao julgarem constitucional as regras previdenciárias de 1999, a maioria dos ministros entendeu que a regra de transição é obrigatória e não pode ser opcional aos aposentados.

Antes da nova decisão do STF, o beneficiário poderia optar pelo critério de cálculo que renda o maior valor mensal, cabendo ao aposentado avaliar se o cálculo de toda vida poderia aumentar ou não o benefício. 

Opinião do editor - Não é a economia, estúpido.

Num dos últimos programas do +Brasil do qual participou, o editor explicou que nas eleições deste ano no Brasil não valer[a o adágio criado em 1992 por James Carville, ao dizer que Bill Clinton se reelegeria porque a economia ia muito bem, apesar das sessões de sexo oral no Salão Oval com uma estagiária, Monica Levinsky, 

E é o que se vê pelas pesquisas de intenções de votos.

Não é a economia estúpido.

A economia até importa, mas o que move os eleitores em 2026 são outros elementos-chaves e que comandam a percepção popular. Neste aspecto quem comanda a informação é a  direita, porque é dela a verdade e por isto o domínio esmagador dos conteúdos passados pela internet, com ênfase para as redes sociais. 

É isto, estúpido.

E o que domina o mundo informacional na www é:

1) O advento, de novo, de sucessivas crises políticas decorrentes da natureza corrupta dos governos do PT, em especial de Lula. 2) O golpe de 2022 e a instalação de um regime autoritário que persegue o ex-presidente Bolsonaro, mantém na cadeia e persegue centenas de milhares de oposicionistas, mas além disto se sustenta pela aliança espúria com a Corte Suprema e apoiado pela mídia tradicional.

Memória. Artigo, Marcelo Rocha Monteiro - O Grande Circo Mórbido: espetáculo degradante em São Leopoldo

Este artigo é retrato do que ocorria há dois anos no Rio Grande do Sul, quando a catástrofe climática foi politizada pelo governo.

Marcelo Rocha Monteiro, Procurador de Justiça (MPRJ), Professor da UERJ e coautor dos livros "Inquérito do Fim do Mundo" e "Sereis como deuses: O STF e a subversão da Justiça".

Um espetáculo macabro aconteceu no Rio Grande do Sul nesta quarta-feira (15/05/24), com transmissão ao vivo pela TV.

A pretexto de anunciar medidas de ajuda ao povo gaúcho, o ex-presidiário e sua trupe estão realizando um verdadeiro comício.

A cada medida anunciada, a plateia, composta pela tradicional tropa da mortadela, grita:

"LULA! LULA! JANJA! JANJA!"

No palco, a deputada Maria do Rosário e outros companheiros aplaudem e não conseguem esconder os sorrisos de satisfação com o espetáculo circense.

O festivo evento contou ainda com a animada participação do ministro do STF Luís Roberto Barroso, com direito a discurso.

Caso alguém não esteja ligando o nome à pessoa, trata-se de um juiz da mais alta corte de justiça do país.

Em dado momento, o ex-presidiário teve a cara de pau de afirmar que a diferença "entre o país que eu recebi (óbvia referência ao governo anterior) e o país de agora" podia ser vista no número de voluntários que estão ajudando nessa tragédia.

Ou seja: o grande número de voluntários salvando vidas no Rio Grande do Sul é mérito dele, Lula. Se fosse Bolsonaro o presidente, ninguém iria se voluntariar.

Isso é megalomania ou psicopatia?

Em dado momento, o ex-presidiário anunciou com todas as letras:

"Eu pretendo disputar mais umas dez eleições!"

Em resumo: essa gente está fazendo campanha eleitoral (mal) disfarçada em cima dos cadáveres das vítimas da tragédia.

E eu que pensava que, em matéria de exploração eleitoral de cadáver, eles já houvessem atingido o ponto mais baixo no caso Marielle.

Evidentemente, eu me enganei.

Em tempo (para ser justo): era visível o constrangimento estampado no rosto do Eduardo Leite e até do Haddad com o tom de campanha eleitoral tão absurdamente escancarado.