Microentrevista, Leonid Streliaev - Vamos defender o patrimônio de vida de Gramado, RS

Leonid Streliaev é fotógrafo profissional e editor de livrões sobre cenas do RS.

Como é que é esta tua ida para o Movimento do Patrimônio de Gramado, o Mopag ?
Além de fotógrafo profissional, eu sou presidente do Conselho do Patrimônio Histórico, Ambiental, Artístico e Cultural de Gramado ( CONPHAAC). O Mopag será instituído no dia 11 de novembro, às 17h30 no Hotel Serra Azul.

Como será o Movimento ?
 O Mopag será uma entidade autônoma, não lucrativa e independente de estruturas governamentais e econômicas. 

E o que objetiva ?
O movimento pretende mobilizar a comunidade em defesa das construções históricas, dos lugares de memória e das referências culturais que ajudam a contar a história da cidade. É um convite para olhar Gramado com atenção renovada, reconhecer o que precisa ser preservado, valorizar o que permanece e pensar coletivamente no que será deixado para as próximas gerações. O Mopag pretende estimular o debate público, promover a conscientização da comunidade e defender a valorização dos conjuntos arquitetônicos, espaços urbanos, paisagens, bens imateriais e demais referências que tenham relevância histórica e cultural. 

O Movimento é contra o crescimento de Gramado, que já teria admitido interferências urbanísticas fora do tom local ?
Preservar não significa impedir o futuro. Significa permitir que o futuro conheça suas raízes. É disto que se trata.

Artigo, especial, The Economist - Minerais críticos. Os novos Países sortudos".

O artigo original em inglês possui o título "The new lucky countries" (traduzido como "Os novos países sortudos" ou "Os novos países afortunados") e foi publicado na edição de novembro de 2026. No Brasil, essa análise foi amplamente traduzida e reproduzida por grandes jornais, como o jornal O Estado de S. Paulo (Estadão).

Como é padrão em reportagens e ensaios especiais da revista The Economist, o artigo não possui a assinatura de um autor individual, sendo publicado sob o princípio do anonimato editorial em nome do corpo de jornalistas da publicação.

Os novos países sortudos

A corrida dos Estados Unidos e da China pelas terras raras poderá transformar alguns poucos países afortunados.

Para o bem ou para o mal, a sorte de muitos países depende de seus recursos naturais. Desde que suas indústrias se tornaram menos sofisticadas e seus setores de serviços permaneceram incipientes, um único recurso natural abundante pode fazer uma enorme diferença em suas perspectivas econômicas.

O aumento da demanda mundial por petróleo ou minérios pode estimular o crescimento, atrair investimentos e encher os cofres públicos. Muitos ministros das Finanças dos países pobres recordam com carinho o último “superciclo das commodities”, quando a demanda insaciável da China elevou os preços dos metais e dos combustíveis fósseis. As vendas chegaram a impulsionar o PIB de Angola em 2002 e 2008.

Agora, o mundo pode estar entrando em outro superciclo, impulsionado pela corrida entre Estados Unidos e China para garantir o fornecimento de minerais essenciais à inteligência artificial, à eletrificação e a outras tecnologias que deverão definir o século XXI.

Os acordos chineses multiplicaram-se rapidamente, permitindo ao país fechar negócios com pelo menos 19 países desde 2000, tendência que continua até hoje. O governo de Donald Trump demonstrou disposição semelhante, assinando acordos com mais de 20 países. Os dois rivais estão cortejando um grupo muito menor de nações capazes de produzir os minerais que ambos desejam obter rapidamente.

Em 16 de outubro, o Banco Mundial anunciou que quintuplicaria, para US$ 20 bilhões, um fundo destinado a ajudar países a aproveitar parte da crescente demanda. Entretanto, para terem sucesso, seus governos não podem depender exclusivamente de suas riquezas subterrâneas ou dos recursos que China e Estados Unidos lhes oferecem. Também precisam demonstrar capacidade de disponibilizar esses minerais rapidamente.

A urgência é evidente. Em maio de 2025, Trump foi obrigado a recuar nas tarifas que havia imposto aos produtos chineses, depois que a China retaliou restringindo as exportações de diversos minerais de terras raras utilizados na fabricação de semicondutores e armamentos.

Os Estados Unidos querem romper a dependência da China. O país tem minerais acumulados em estoques, ofereceu preços garantidos aos produtores e investiu bilhões em projetos de mineração, ao mesmo tempo que estimula investidores privados a fazerem o mesmo.

Um executivo do governo Trump afirma que autoridades o procuraram em oito ocasiões distintas.

Essa pressão está funcionando. Segundo autoridades, em 2025 o governo americano financiou US$ 3,4 bilhões em minas estrangeiras, contra praticamente nada em 2024, e espera que esse valor triplique neste ano. Pelo menos um décimo desse financiamento veio da EXIM, banco estatal de desenvolvimento, e da Development Finance Corporation (DFC), instituição que anteriormente concedia empréstimos a clínicas e ativistas climáticos, mas que foi redirecionada por Trump e recebeu US$ 205 bilhões para operar.

Em resposta, os gigantes chineses de mineração estatais investiram mais de US$ 30 bilhões no exterior, valor muito superior ao registrado em 2024. Os investimentos combinados das duas superpotências não alcançavam níveis tão elevados desde o início do último superciclo, há uma década.

Até agora, os maiores beneficiários foi a República Democrática do Congo (RDC).

A maioria dos investidores ocidentais abandonou o país africano, marcado por conflitos e sem acesso ao mar, quando os preços do estanho, dos diamantes e de outros recursos abundantes despencaram.

Isso permitiu que empresas chinesas adquirissem ativos problemáticos por preços irrisórios. Os chineses prometeram US$ 1 bilhão para expandir uma mina de cobre e propuseram construir uma mina muito maior, capaz de produzir até 500 mil toneladas por ano, tornando-a um dos maiores projetos de cobre do mundo.

Agora, os Estados Unidos também estão de volta.

Um fundo financiado pelo governo deverá comprar 40% de uma das últimas minas operacionais de propriedade ocidental, uma mina de cobre administrada pela Glencore, empresa suíça.

Outras empresas privadas seguiram o mesmo caminho. A KoBold Metals, uma startup da Califórnia, está explorando depósitos de lítio na região de Manono, na RDC.

A Virtus, uma improvável coalizão formada por militares e soldados, comprou empreendimentos de cobalto e cobre com sede em Dubai.

A RDC é tão pobre que a entrada de recursos já está transformando sua economia. Em 2025, o investimento estrangeiro em mineração atingiu aproximadamente 8% do PIB. Esse valor foi mais que o dobro do investimento estrangeiro direto registrado no ano anterior.

A DFC manifestou interesse em contribuir com até US$ 1 bilhão para construir a ferrovia Dilolo-Sakania, que se conectará a uma linha ferroviária até Angola e será o maior projeto de infraestrutura da RDC em uma década.

A Extractive Industries Transparency Initiative, organização sem fins lucrativos sediada na Noruega, calcula que a mineração gerará US$ 8 bilhões em receitas governamentais entre 2026 e 2030.

Caso outras minas continuem produzindo em ritmo semelhante, a indústria renderá US$ 20 bilhões ao Estado, aproximadamente o equivalente a um ano de gastos públicos.

Outros dois grandes vencedores são Brasil e Cazaquistão.

Nenhum dos dois é tão pobre a ponto de enriquecer materialmente em um instante, como ocorreu com a RDC. Ainda assim, ambos estão se beneficiando intensamente dos interesses americanos e chineses.

A abordagem dos Estados Unidos tem sido mais concentrada.

No Brasil, o país está prestes a construir um império de terras raras.

Em setembro, a USA Rare Earth, empresa americana de capital aberto na qual o governo possui participação, assumiu o controle da Serra Verde, a única produtora fora da Ásia de alguns dos minerais mais escassos.

A empresa já havia gasto US$ 2,8 bilhões na aquisição da mina.

Um pacote adicional, elaborado pelo Departamento de Guerra e um empréstimo da DFC, elevarão o investimento americano para quase US$ 5 bilhões.

No Cazaquistão, os Estados Unidos estão de olho no tungstênio, fundamental para a fabricação de armamentos de alta tecnologia.

Em novembro de 2025, a Cove Resources, empresa apoiada pelo governo e por investidores, incluindo Eric Trump e Donald Trump Jr., filhos do presidente, está destinando US$ 1 bilhão ao desenvolvimento de depósitos em Karaikty, descobertos em 1958, e em Northern Katpar.

O acordo equivale a quase um vigésimo da entrada anual de investimento estrangeiro direto no Cazaquistão. Outros US$ 2,3 bilhões poderão vir da DFC e da EXIM.

As apostas chinesas nos dois países têm sido mais amplas.

No ano passado, empresas chinesas investiram cerca de US$ 6 bilhões no Brasil, mais do que em qualquer outro país.

Um terço desse montante foi destinado a minas produtoras de minerais, incluindo níquel, cobre e ouro.

No Cazaquistão, China e Estados Unidos disputam o tungstênio. A Kaz Resources teve de pagar mais caro do que uma empresa chinesa por uma licença, segundo dois funcionários americanos envolvidos nas negociações.

Mas, no ano passado, a China e o Cazaquistão também firmaram um acordo envolvendo mais de US$ 10 bilhões, que incluía projetos de cobre e ouro, além de uma mina de tungstênio.

No ano passado, autoridades de Trump falaram em recrutar países para o campo americano, pressionando-os a rejeitar os avanços chineses.

A maioria afirmou que preferiria escolher um lado.

 experiência da RDC, do Brasil e do Cazaquistão demonstra que isso não corresponde à realidade atual.

Caçadores de minerais americanos e chineses estão investindo nos mesmos poucos países, porque muitos possuem grandes quantidades de minas parcialmente concluídas, antigas ou inativas, que podem ser finalizadas ou reativadas rapidamente e a baixo custo.

A China há muito valoriza a velocidade, em contraste com a preferência dos mineradores ocidentais do setor privado por processos mais lentos de descoberta de novos ativos promissores e pela otimização cuidadosa dos retornos ao longo de sua vida útil.

Agora, os Estados Unidos estão se tornando impacientes — e, portanto, comportando-se mais como os chineses.

Choque e admiração

No ano passado, apenas cinco países — RDC, Brasil, Cazaquistão, Zâmbia e Canadá — responderam por quase 80% dos investimentos combinados em mineração realizados pelas duas superpotências no exterior.

Com exceção do Canadá, onde Trump parece se sentir especialmente contrariado, essa generosidade está começando a produzir resultados para esses poucos países afortunados.

Durante uma visita a Pequim, em março, autoridades da RDC obtiveram compromissos da China para compartilhar mais dados e investir mais no processamento local.

A China também concordou em compartilhar a propriedade de seu projeto de cobre congolês com a mineradora estatal local.

Segundo dois funcionários americanos, o Cazaquistão convenceu os Estados Unidos a adquirir uma participação maior na joint venture de Karaikty do que havia sido inicialmente oferecido.

No curto prazo, uma disputa agressiva por ativos minerais pode beneficiar os países vencedores.

A China começou a produzir lítio na RDC no início deste ano. A expansão da Serra Verde, mina brasileira, deverá estar concluída e em operação dentro de um ano. O projeto do Cazaquistão deverá começar a produzir até 2030.

Entretanto, essa estratégia possui limitações.

Ela depende de outros países para prospectar e desenvolver depósitos já existentes, mesmo quando prospectores e desenvolvedores se tornam mais cautelosos.

Os orçamentos de exploração nunca se recuperaram da última queda do superciclo.

Apesar das previsões de forte demanda por cobre, que poderá superar a oferta em 8% dentro de dez anos, o Chile, maior produtor mundial desse metal avermelhado, reduziu sua produção, em grande parte devido ao subinvestimento em ativos envelhecidos.

Preços mais elevados deveriam, em teoria, atrair investimentos para novos projetos.

Pelo menos 30 países possuem depósitos viáveis de cobre, por exemplo. Mas esses projetos podem levar uma década ou mais para serem descobertos e desenvolvidos.

Enquanto isso, toda a interferência dos governos americano e chinês na determinação dos preços dos minerais está confundindo os sinais de mercado utilizados pelas empresas de mineração para decidir se vale a pena desenvolver um depósito ainda não explorado.

O resultado é mais paralisia.

Para os poucos países sortudos que já possuem depósitos prontos, porém, é dia de receber o pagamento.

Começa, hoje a Expo Favela. Abertura será na Fiergs. Entrada é grátis.

A Expo Favela Innovation Rio Grande do Sul 2026 começa hoje, 6 de novembro, e vai até 7 de novembro, no Centro de Eventos da FIERGS (Avenida Assis Brasil, 8787, bairro Sarandi), em Porto Alegre.

Principais Detalhes

• Tema: "A Revolução do Empreendedorismo, Cultura e Inovação das Favelas".

• Expositores: Mais de 150 empreendedores das periferias reunidos para conectar negócios a investidores e grandes empresas.

• Atrações e Destaques:

• Palestras e painéis com nomes como MV Bill, Dexter, Edi Rock, Daiane dos Santos e Fabrício Werdum.

• Batalha de barbeiros e, pela primeira vez, uma batalha de trancistas.

• Palco da campanha BASTA! contra a violência à mulher e o feminicídio (parceria CUFA RS e Banrisul Cultural).

• Seleção de 5 negócios (Top 5) para a etapa nacional no Rio de Janeiro e a indicação de um empreendedor gaúcho para representar o estado em Paris, na França.

• Ingressos: Gratuitos, mas exigem a reserva prévia de bilhetes

Prefeito Melo abre consulta pública para comprar 100 ônibus elétricos e estações de recarga

 Saiu a consulta pública da prefeitura de Porto Alegre para formar o preço de referência para a compra de 100 ônibus elétricos de fabricação nacional e para a implantação da infraestrutura de recarga do Projeto E-BUS POA. 

CLIQUE AQUI par conhecer os editais.

Não se trata de uma licitação e nem uma promessa de contratação.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) prevê crédito de até R$ 447,7 milhões do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima), tudo para custear ônibus elétricos e equipamentos de recarga novos, de fabricação nacional.

Subvenção econômica - Com a subvenção econômica, a frota é renovada sem que o custo dos veículos entre no cálculo da tarifa paga pelos usuários. As operadoras que aderirem ao projeto fazem a compra dos ônibus e a contratação da recarga, e o Município arca com a parcela subsidiada diretamente aos fornecedores. As obras civis da recarga e os itens que o BNDES não financia ficam por conta das operadoras. Os ônibus continuam vinculados ao poder público por meio de uma cláusula de reversibilidade: ao fim do contrato, voltam para o município e não entram no patrimônio das operadoras. A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SMMU) e a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) são as responsáveis pelo projeto.



Artigo, especial, Dagoberto Godoy - Paraguai em crise de governo não significa avanço da esquerda. Entenda.

Dagoberto Lima Godoy é advogado e engenheiro, ex-presidente da Fiergs e ex-representante do Brasil na OIT.

A renúncia do presidente paraguaio Santiago Peña, provocada pelo escândalo financeiro do Ueno Bank, oferece um exemplo de como uma crise institucional pode ser confundida com uma transformação ideológica. A queda de um presidente conservador não significa necessariamente a ascensão da esquerda. E, no Paraguai, os fatos apontam para uma realidade política bastante diferente.

O escândalo é grave. Suspeitas de conflitos de interesse e irregularidades na aplicação de fundos públicos desencadearam protestos, investigações e uma crise que retirou de Peña o apoio de parte de seu próprio partido.

Entretanto, o Partido Colorado, de orientação conservadora e protagonista da política paraguaia há décadas, permanece no controle da sucessão presidencial. O vice-presidente Pedro Alliana, também colorado, teve seu pedido de impeachment rejeitado pela Câmara dos Deputados por 48 votos a 30, abrindo caminho para assumir o governo até agosto de 2028.

Mais significativo ainda é o quadro eleitoral. Nas eleições municipais de outubro de 2026, realizadas apenas um mês antes da crise, o Partido Colorado conquistou 52,9% dos votos válidos para prefeitos e venceu em 187 dos 263 municípios do país. São resultados que evidenciam uma organização política profundamente enraizada na sociedade paraguaia.

A oposição, por sua vez, está longe de constituir um bloco socialista. Reúne liberais, centristas, conservadores dissidentes e pequenos agrupamentos de esquerda. Mesmo suas conquistas recentes, como a prefeitura de Assunção, não representam uma guinada ideológica à esquerda.

É nesse contexto que se impõe cautela ao interpretar os acontecimentos paraguaios à luz da política brasileira. Lula acaba de conquistar a reeleição, mas enfrentará, a partir de 2027, um Congresso de composição predominantemente conservadora. Seria equivocado utilizar a crise no país vizinho como demonstração de um suposto declínio continental da direita.

O que está em discussão no Paraguai são responsabilidades políticas, a segurança dos depósitos bancários e o funcionamento das instituições. A indignação popular diante de possíveis irregularidades não constitui, por si, adesão a um projeto socialista.

O Partido Colorado poderá sofrer desgaste, e a oposição poderá beneficiar-se dele. Mas isso não autoriza identificar uma eventual alternância de governo com uma vitória da esquerda.

A lição é simples: a crise de um governo não equivale à derrota de suas ideias, assim como a indignação contra um escândalo não significa adesão à ideologia de seus adversários.


05-11-2026


Renunciou o presidente do Paraguai

De acordo com as leis do país, o pedido formal de renúncia deve ser analisado e referendado pelo Congresso Nacional, e o vice-presidente Pedro Alliana deve assumir o comando da República. 

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo nesta quinta-feira.

A decisão foi anunciada por meio de um pronunciamento em suas redes sociais, ocorrendo no mesmo momento em que o Congresso paraguaio avançava com a aprovação de um processo de impeachment contra ele. 

A crise política foi deflagrada após a liquidação e intervenção do Ueno Bank, o maior banco digital do Paraguai, decretada pelo Banco Central por problemas severos de insolvência. O congelamento das contas atingiu cerca de 3 milhões de clientes — o que representa quase metade da população do país. A situação gerou pânico financeiro, longas filas em agências e protestos massivos na capital, Assunção. O banco administrava cerca de US$ 850 milhões, incluindo depósitos públicos e verbas do Instituto de Previdência Social (a aposentadoria dos trabalhadores locais). 

Santiago Peña, que é economista, foi acionista da holding controladora do Ueno Bank até março de 2025, período em que já exercia o mandato presidencial (ele assumiu em 2023). 

A oposição o acusou de usar a máquina pública para favorecer a instituição e desviar verbas públicas. Diante da gravidade do escândalo, a própria base aliada de Peña no Partido Colorado retirou o apoio ao presidente e aderiu ao pedido de impeachment. 

 O presidente do Banco Central do Paraguai, Carlos Carvallo (que também já havia presidido o banco digital no passado), renunciou ao cargo, e o Ministério Público ordenou a prisão de executivos ligados à instituição por fraudes financeiras. 

O Comunicado de Renúncia

Em sua carta de renúncia, Peña afirmou que tomou a decisão pensando na "estabilidade do país, na paz social e na necessidade de preservar as instituições democráticas", completando que "nenhum cargo pode estar acima do bem-estar do Paraguai". 



 

FGC informa invasão de seu sistema e vazamento de dados pessoais

 O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) confirmou em comunicado oficial que sofreu um incidente de segurança com acesso não autorizado a dados pessoais de investidores e clientes, com suspeita de invasão identificada em 26 de outubro de 2026.


Dados Afetados


• Dados pessoais: Nome, CPF, e-mail e data de nascimento.

• Dados do processo de garantia: Informações sobre os tributos retidos no pagamento e o canal de distribuição pelo qual o investimento garantido foi realizado em instituição liquidada.


O que o FGC está fazendo


• Contenção: Foram aplicadas restrições de acesso aos ambientes comprometidos, contas indevidas foram desabilitadas e as evidências foram preservadas para perícia.

• Órgãos reguladores: A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi comunicada formalmente conforme a legislação vigente.

• Investigação: O caso segue em apuração com o suporte de empresas especializadas em cibersegurança para verificar se houve cópia ou uso indevido das informações. Até o momento, o FGC informa que não há evidências de vazamento ativo, divulgação ou perdas financeiras decorrentes do evento.


Cuidados e Recomendações


• Fique atento a golpes: Com os dados expostos, criminosos podem tentar aplicar o golpe da "central falsa", usando informações reais (como nome e instituição de investimento) para ganhar confiança.

• O que o FGC não faz: O fundo reforça que não solicita senhas, códigos de verificação, pagamento de taxas para liberação de garantia, nem pede a instalação de aplicativos ou contato via WhatsApp e SMS.

• Canais oficiais: Para verificar qualquer informação sobre processos de garantia ou pagamentos, utilize exclusivamente o Aplicativo FGC ou entre em contato pelo e-mail oficial atendimento.credores@fgc.org.br.

Se você recebeu alguma mensagem ou ligação suspeita relacionada ao FGC, posso ajudar a analizar os indícios do contato ou orientar sobre como registrar uma ocorrência. Gostaria de checar algo específico?