Eduardo Leite processa "influencer" Jota por crime de homofobia

 O influenciador Jota, Porto Alegre, reagiu com ironia ao receber a citação judicial para que se defenda no processo cível movido contra ele pelo governador Eduardo Cavalheiro Leite.

Leite processa o influencer por crime de homofobia. Eduardo Leite alega que as falas de Jota contêm trechos que sexualizam e ridicularizam sua condição pessoal.  O governador exige a retirada definitiva dos vídeos, uma retratação pública nos mesmos canais por 30 dias e indenização no valor de R$ 10 mil. Medida liminar foi concedida pelo juiz singular, aplicando censura.

André Machado, homônimo do jornalista André Machado, reagiu contra o atropelo:

A liberdade de expressão não pode ser silenciada por processos! Minha total solidariedade ao Jota Jr @sigaonegro , que está sendo alvo de uma perseguição judicial covarde por parte do governador Eduardo Leite. Criticar o governo e suas atitudes é um direito fundamental de qualquer cidadão, não um crime. Não aceitaremos a tentativa de calar quem ousa apontar as falhas de quem está no poder. Ocupar um cargo público exige maturidade para lidar com o contraditório. Todo meu apoio ao @sigaonegro ! A verdade não pode ser processada.

CLIQUE AQUI para ver o vídeo no qual Jota fala sobre a citação que acabou de receber (ele mostra a citação no vídeo) e ironiza procedimentos do governador dentro e fora do Palácio Piratini.

Governo Lula mia como gato e entrega terras raras aos americanos. Saiba o que acontece de fato.

 Enquanto Lula e seu gaoverno tentam engabelar todo mundo com discursos na base do morde e assopra, mas sabendo-se que já arreglaram com os americanos, o governo dos Estados Unidos avança sobre as terras raras do Brasil.

É o caso do acordo de financiamento no valor de US$ 565 milhões (aproximadamente R$ 3 bilhões) com a mineradora brasileira de terras raras Serra Verde. [

Além do financiamento, o governo americano tornou-se sócio relevante da mineradora.

O acordo faz parte de um amplo pacote anunciado na última quarta-feira (4) pelo vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, para criar um bloco comercial preferencial para minerais críticos e definir preços mínimos, à medida que Washington intensifica os esforços para diminuir o controle da China sobre materiais essenciais para a manufatura avançada.

Leia o que diz o G1.

A Serra Verde utilizará o financiamento da Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC) para refinanciar linhas de crédito em condições mais favoráveis e expandir a produção, informou em comunicado.

A mina da Serra Verde, de capital fechado, é rica em terras raras pesadas, ao contrário de muitos outros depósitos ocidentais.

O produto da Serra Verde apresenta elevada concentração de disprósio e térbio — dois minerais críticos — além de outros elementos de terras raras fundamentais para componentes de alta tecnologia utilizados nos setores automotivo, médico, de energias renováveis, eletrônicos, robótica, defesa e aeroespacial, segundo a empresa.

A empresa iniciou a produção comercial no início de 2024 em Minaçu, no Estado de Goiás, e ainda não atingiu a produção total, que deve ser de cerca de 6.500 toneladas de óxidos de terras raras por ano até 2027.

A Serra Verde é propriedade dos grupos de private equity Denham Capital, Energy and Minerals Group e Vision Blue, liderado pelo ex-diretor da Xstrata, Mick Davis.

Busca por minerais críticos

O governo Trump intensificou os esforços para garantir o abastecimento dos Estados Unidos de minerais críticos depois que a China abalou os mercados globais no ano passado ao reter terras raras necessárias para montadoras norte-americanas e outros fabricantes industriais.

Nesse contexto, o Brasil tem despertado o interesse dos Estados Unidos e de outros países, diante do potencial para a exploração de minerais críticos como terras raras, cobre, níquel e nióbio, entre outros.

Segundo a agência de notícias Reuters informou na véspera, o governo se prepara para iniciar conversas sobre uma eventual viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Washington e que, se for interesse do governo dos EUA, o tema poderá ser colocado à mesa.

À Reuters, o Ministério de Minas e Energia (MME) afirmou que está aberto ao diálogo e a iniciativas internacionais "em consonância com os interesses nacionais e com os princípios do desenvolvimento econômico e social do país".

Sem responder diretamente sobre a reunião desta quarta-feira, a pasta disse ainda que a atuação brasileira é pautada pelo fortalecimento da cooperação internacional, pela atração de investimentos, pelo desenvolvimento tecnológico e industrial no país e pela inserção do Brasil nas cadeias globais de valor, em diálogo com diferentes parceiros, incluindo Estados Unidos, União Europeia, China e outros atores estratégicos.

Comissões de diversas partes do mundo têm procurado mineradoras no Brasil e marcado reuniões com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que representa as principais empresas do setor no país, como Vale, BHP e Anglo American.

No caso das terras raras, o Brasil tem a segunda maior reserva global, atrás apenas da China, mas conta com poucos projetos em desenvolvimento.

Na segunda-feira (2), Trump lançou um pacote estratégico norte-americano de minerais críticos, chamado Projeto Vault, apoiado por US$ 10 bilhões (R$ 52,4 milhões) em financiamento inicial do Banco de Exportação e Importação dos Estados Unidos e por US$ 2 bilhões (R$ 10,5 bilhões) em financiamento privado.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse que 55 países participaram das negociações em Washington, entre eles Coreia do Sul, Índia, Tailândia, Japão, Alemanha, Austrália e República Democrática do Congo, todos com diferentes capacidades de refino ou mineração.

BRB apresenta ao BC um plano para recompor capital depois das perdas com o Master

 O Banco de Brasília (BRB) entregou nesta sexta-feira  ao Banco Central (BC) o Plano de Capital com medidas para recompor o balanço e reforçar a liquidez da instituição num prazo máximo de 180 dias.O banco não detalhou as ações apresentadas ao BC. Apenas informou que o plano protege os clientes do BRB e garantem o funcionamento da instituição.

O banco afirma que a iniciativa busca garantir a sustentabilidade da instituição, preservar a estabilidade das operações e assegurar transparência a clientes, investidores e parceiros.

Em comunicado oficial, o BRB não mencionou valores.

Inquérito da PF constatou. que o Banco Master provocou um rombo de R$ 5 bilhões no balanço do BRB. As apurações em curso investigam a compra pelo BRB de cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do Master, com ativos superfaturados ou inexistentes. Desse total, o BRB afirma que aproximadamente R$ 10 bilhões foram substituídos ou liquidados e negou o bloqueio de bens.

PF divulga laudo e diz que Bolsonaro tem 7 doenças crônicas. Saiba quais são elas.

A Polícia Federal finalmente concluiu o laudo médico exigido pelo ministro A. de Moraes e informou nesta sexta-feira, que o ex-presidente Jair Bolsonaro é portador de sete doenças crônicas. 

Segundo o laudo, o ex-presidente apresenta as seguintes condições de saúde:

Hipertensão arterial sistêmica;
Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) grave;
Obesidade clínica;
Aterosclerose sistêmica;
Doença do refluxo gastroesofágico;
Queratose actínica;
Aderências (bridas) intra-abdominais

O documento também aponta que Bolsonaro apresenta sinais e sintomas neurológicos que aumentam o risco potencial de novos episódios de queda.O laudo ainda indica avaliação nutricional, prática regular de atividade física e tratamento fisioterápico.

A defesa pede prisão domiciliar,  baseada no laudo médico da PF

Dica do editor - Saiba como uma música viral do TikTok se transformou em um novo gênero musical.

Dica do editor - Saiba como uma música viral do TikTok se transformou em um novo gênero musical.

Uma música viral no TikTok transforma-se em um novo gênero musical através de um processo de "tiktokificação", onde o formato curto, repetitivo e visual da plataforma molda a produção musical e dita novas tendências de consumo, informa, hoje, em reportagem especial, o jornal The Washington Post. Leia mais.

Esse fenômeno acontece porque o sucesso no TikTok impulsiona streams (seguindo as trends de dança) e forca artistas a criarem obras focadas no engajamento imediato, muitas vezes com menos de dois minutos e ganchos nos primeiros 5 segundos. 

Aqui está como a transformação ocorre:

1. Mecanismo de Transformação: A "Tiktokificação"

Formato de Curta Duração: Músicas são produzidas pensando no loop de 15 a 60 segundos, com refrões chicletes (repetitivos) feitos para desafios de dança.

O "Hook" Viral: Músicas começam com um impacto imediato, projetado para prender a atenção nos primeiros segundos.

Reapropriação e Estilos: Músicas antigas ou de nicho ganham novas versões (Sped-up, Slowed + Reverb) que geram gêneros derivados. 

2. Exemplos de Novas "Tendências/Gêneros" Gerados

Sped-up/Slowed Versions (Versões Aceleradas/Lentas): Músicas que ganham edições criativas pelos usuários para se adequar a moods (humores) específicos.

Phonk/Funk TikTok: Gêneros de batidas pesadas que se tornam virais por acompanharem vídeos de dancinhas ou edições de fotos/recapitulações.

O "Novo" Indie/Pop Alternativo: Músicas que, através da plataforma, se popularizam ao serem usadas como trilhas de desabafos ou vlogs, criando um estilo de "música confessional" ou de nicho que se torna "mainstream". 

3. Dinâmica do Viral para o Gênero

Conteúdo + Música = Nova Trend: O sucesso não vem apenas da música, mas da sua capacidade de ser "dançável", "relatável" (relatable) ou um "meme".

Impacto nos Streamings: O engajamento no TikTok (uso do som) impulsiona o volume de streams no Spotify, levando a música ao topo das paradas e forçando a indústria a replicar aquela fórmula, transformando a trend em um gênero.

Popularização de Nichos: Músicas antigas ou de gêneros inusitados ganham uma nova vida (ex: "I'm Just a Kid" do Simple Plan viralizando 18 anos depois com a "childhood photo challenge"). 

Artistas agora lançam músicas já pensando no "challenge" do TikTok para aumentar seu alcance, acelerando o surgimento desses novos estilos musicais. 

Artigo - A hipocrisia moral do STF pela voz de Moraes e Dias Toffoli

A publicação "Não é Imprensa", da qual o editor é assinante, de hoje avisa que o ministro Alexandre de Moraes está certo quando diz que juiz não pode julgar processo em que parente é advogado. E explica "Isso nunca esteve em discussão. A hipocrisia começa antes do julgamento". Leia tudo. Enquanto o STF posa de guardião da moral institucional, o escritório da esposa de um de seus ministros, a de Moraes,  mantém um contrato de até R$ 129 milhões com o Banco Master, investigado por fraudes bilionárias e alvo de decisões recentes do próprio Supremo. Não é crime nem ilegal, mas é, no mínimo, indefensável do ponto de vista ético. A pergunta é: por que alguém tão próximo ao poder máximo do Judiciário mantém relação comercial milionária com uma instituição sob escrutínio do próprio sistema ? E aí vem o teatro. Em vez de enfrentar o desconforto óbvio, a resposta é carimbar críticos como ‘agressores’ e acusá-los de espalhar ‘mentiras’ e ‘ataques ao tribunal’. Como se a indignação fosse invenção da internet, e não consequência direta da falta de pudor institucional acumulada há anos. O STF não errou ao explicar essa regra do impedimento, errou ao fingir que isso resolve tudo e que a gente vai se confundir com a explicação. Porque confiança não se impõe com nota à imprensa nem com declaração na TV Justiça. E imparcialidade não é só não julgar o processo, é não lucrar com o entorno dele.

Sr Ministro Alexandre, o problema não é jurídico. É simbólico, você sabe melhor do que ninguém. E símbolo quebrado não se conserta gritando “é mentira”.

A cada nova explicação, o que cresce não é a confiança, é a sensação de impotência e vulnerabilidade da Justiça. Cansa, viu ?


Camozzato quer explicações sobre filhos retirados dos pais em Arroio Grande, RS

A pedido do deputado Felipe Camozzato, NOVO, a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa enviou ofícios para o Ministério Público, Conselho Tutelar e Tribunal de Justiça cobrando informações sobre o caso das crianças que foram retiradas dos pais Douglas e Paola Kalaitzis, em Arroio Grande, interior do Rio Grande do Sul.

Douglas e Sofia, de 4 e 1 ano de idade, possuem atestados e laudos médicos recomendando a suspensão da aplicação de vacinas do Plano Nacional de Imunização após fortes reações adversas. Segundo os pais, os filhos foram recolhidos da convivência familiar e encaminhados para um abrigo com alegações de abandono parental relacionado as vacinas, mas estavam apenas seguindo as recomendações médicas.

A advogada da família, Adriana Marra, fez a exposição do caso na Comissão e explicou a gravidade da situação. “Há um decreto federal de 1976, número 78.231, artigo 79, que garante a isenção da vacina se houver atestado médico. Essas crianças têm cinco atestados médicos cada, de médicos diferentes. O atestado é um documento que tem fé pública, a ninguém é dado o direito de questionar, exceto em caso de perícia no devido processo legal, o que não foi feito”, ressaltou Adriana.

Tanto o Conselho Tutelar quanto o Ministério Público se negaram a fornecer informações alegando que os processos estão em segredo de justiça. “Entendo o segredo de justiça por se tratarem de crianças, mas esse caso precisa de mais esclarecimentos por parte dos órgãos judiciais. Já são quase três meses que as crianças foram retiradas dos pais e não se tem uma conclusão transparente sobre o que aconteceu”, afirmou Camozzato.