Salva Craft Beer

 A Salva Craft Beer vem consolidando uma trajetória de crescimento sustentável ao transformar sua operação industrial com foco em energia renovável e eficiência ambiental. Desde agosto de 2024, a cervejaria deixou de emitir mais de 78 toneladas de CO₂ equivalente, sendo mais de 53 toneladas relacionadas diretamente ao consumo elétrico de sua fábrica. O resultado é fruto da adoção integral de fontes incentivadas de energia, como solar e eólica, reforçando o compromisso da empresa com inovação e responsabilidade ambiental.

O impacto positivo alcançado pela cervejaria gaúcha representa um marco relevante para o setor. Para João Luís Giovanella (foto), fundador e CEO da empresa, a estratégia vai além da sustentabilidade: "trata-se de construir uma operação mais inteligente, eficiente e preparada para o futuro, combinando menor impacto ambiental com maior previsibilidade de custos e competitividade no longo prazo".

O avanço ambiental acompanha um momento histórico para a marca no mercado cervejeiro. Em 2025, a Salva se tornou a cervejaria mais premiada do mundo, acumulando 111 reconhecimentos nacionais e internacionais, além de manter a sequência de conquistas em 2026 com títulos continentais e nacionais. Paralelamente, a empresa ampliou sua estrutura industrial para uma planta de 2.500 m² com capacidade de produção de até 500 mil litros por mês, sustentando um novo ciclo de expansão voltado ao fortalecimento da presença no Rio Grande do Sul, entrada em novos mercados e preparação para exportações.

Abandonar antidepressivos não pode sair caro

 Abandonar o uso de antidepressivos é um processo complexo que muitas vezes é subestimado, representando um verdadeiro "acerto de contas" com a química cerebral e a saúde emocional. 

Este assunto é reportagem de capa do jornal The Washington Post de hoje.

Leia tudo:

Embora essenciais para tratar a depressão e ansiedade, a interrupção desses medicamentos, especialmente de forma abrupta, pode causar a chamada síndrome de descontinuação.Aqui estão os principais desafios e aspectos desse processo, baseados em evidências atuais:1. A Síndrome de Descontinuação (Sintomas de Abstinência)Ao contrário do que muitos pensam, os sintomas não indicam dependência química, mas sim uma adaptação neuroquímica quando o cérebro se acostuma à presença da medicação. Os efeitos costumam surgir entre 24 a 72 horas após a interrupção.Sensações Físicas: Tontura, vertigem, dores de cabeça, náuseas e os característicos "choques elétricos" (brain zaps) na cabeça e corpo.Sintomas Psicológicos: Ansiedade elevada, irritabilidade, choro fácil, insônia e sonhos muito vívidos.Sintomas Gripais: Fadiga, letargia e sudorese.2. O Risco da Parada AbruptaParar de tomar o remédio "por conta própria" quando se sente melhor é um dos erros mais comuns e perigosos.Recaída Rápida: O retorno dos sintomas originais pode ser intenso.Piora do Quadro: A retirada súbita pode causar um desequilíbrio, tornando o tratamento futuro mais difícil ou resistente.3. Por que é Tão Difícil? (Medicamentos de Meia-Vida Curta)A dificuldade varia conforme o medicamento. Fármacos com meia-vida curta (que saem do corpo rapidamente) tendem a causar sintomas mais intensos.Mais Difíceis: Venlafaxina, paroxetina, sertralina e escitalopram.Mais Fáceis: Fluoxetina (por ter uma meia-vida muito longa, saindo lentamente do organismo).4. Como Fazer o Desmame com SegurançaO consenso médico atual, incluindo novas diretrizes, enfatiza um desmame lento e gradual.Supervisão Médica: Apenas um psiquiatra pode estabelecer um cronograma seguro, com duração de semanas a meses.Redução Gradual (Tapering): A redução deve respeitar uma "curva hiperbólica", onde os cortes finais são muito menores que os iniciais, pois o cérebro é muito sensível a pequenas variações de serotonina em doses baixas.O Que Fazer se os Sintomas Surgirem: Se houver abstinência, o médico pode recomendar reiniciar a medicação temporariamente e fazer uma redução mais lenta.

ConclusãoAbandonar antidepressivos exige paciência e o entendimento de que o cérebro precisa de tempo para se reajustar. O suporte profissional é indispensável para evitar que a busca pela liberdade da medicação se torne uma experiência traumática.Nota: 

Os males de roncar muito durante a noite

 O ronco intenso ocorre pelo relaxamento excessivo da musculatura da garganta e estreitamento das vias aéreas durante o sono, dificultando a passagem do ar e causando vibração nos tecidos. É um sinal de alerta para apneia do sono quando acompanhado de pausas respiratórias, cansaço diurno, obesidade ou ronco alto frequente.Principais Causas do Ronco:Obstrução das vias aéreas: Amígdalas aumentadas, desvio de septo, rinite ou sinusite.Relaxamento excessivo: Uso de bebidas alcoólicas, sedativos ou calmantes antes de dormir.Peso e anatomia: Excesso de peso e formato do pescoço ou mandíbula.Posição ao dormir: Dormir de barriga para cima tende a aumentar o ronco.Quando o Ronco é um Sinal de Alerta (Apneia do Sono):Pausas respiratórias: Momentos em que a pessoa para de respirar durante o sono, ouvidos pelo parceiro.Ronco muito alto e frequente: Um som alto e contínuo.Sonolência diurna: Sensação de cansaço excessivo, dor de cabeça ao acordar ou "memória ruim".Acordar sufocado: Sensação de engasgo ou asfixia durante a noite.Atenção: O ronco patológico está associado a riscos de saúde como infarto, AVC, arritmias e hipertensão devido à baixa oxigenação sanguínea. A avaliação com um otorrinolaringologista ou médico do sono é recomendada, podendo ser necessário um exame de polissonografia.

Follow UP eleição presidencial 2026 – Paulo Moura Cientista Político

O texto a seguir mantém elementos da análise do mês anterior pois, basicamente, os fundamentos estruturais do comportamento dos eleitores nesse pleito apresentam-se estáveis, com alterações apenas nas margens de erro das pesquisas. 

A menos que os escândalos do INSS e do Master, ou que a alta da inflação eventualmente decorrente da alta dos combustíveis decorrente da guerra no Oriente faça Lula sangrar, essa eleição será decidida por uma diferença muito pequena para um dos dois lados como foi 2022. 45% estão cristalizados à esquerda e 45% estão cristalizados à direita. 10% estão em disputa. Cerca de 3% desses 10% irão anular, votar em branco ou se abster.  Restam 7% de eleitores em disputa no cenário de segundo turno estressado entre Lula e Flávio. O perfil dos eleitores que vão definir a eleição (cerca de 3% segundo Mauricio Moura - Ideia) é de mulheres apolíticas, empreendedoras, com renda entre 2 e 5 salários-mínimos das regiões metropolitanas do Sudeste. Elas se decidem na reta final. O antipetismo pode pesar nesse contexto. 

Observe-se que a pesquisa Quaest publicada hoje, após uma semana de exposição positiva de Lula na mídia ao lado de Trump, levou Lula a ultrapassar Flávio justamente nesse segmento das mulheres dentro do segmento dos eleitores independentes. O governo está divulgando o Desenrola, o Pacote Anticrime e extinguindo a taxa das blusinhas na esperança de descolar de Flávio acima da margem de erro, mas há razões para crer que essa espuma é ineficaz ante a rigidez da percepção negativa do povo sobre a economia. As rejeições de Lula e Flávio se equivalem, com Lula um ponto melhor nessa pesquisa, invertendo a anterior. 

Fotos com Trump e pacotes do governo tendem a ser percebidos positivamente e ajudam Lula, mas temos que ver como a percepção da economia (inflação de combustíveis e alimentos, desemprego na indústria por causa do fim da taxa das blusinhas), que nessa pesquisa despiorou, e os escândalos do INSS (Lulinha) e do Master aparecerão nas manchetes no próximo período.

A tentativa do PT de colar o Master nos Bolsonaro não colou, comprova a pesquisa. O povo acha que o escândalo atinge a todos os políticos, levemente mais a Lula que Bolsonaro. Nesse contexto, atingindo a todos, prejudica mais o sistema governo/STF do que a oposição na percepção da opinião pública.



Mais importante do que a rejeição, são os eleitores que dizem que Lula não merece continuar governando (59% na QUAEST anterior, 55% da agora). Despiorou também, mas segue muito ruim para Lula.

A última pesquisa QUAEST mostrava Flávio crescendo e Lula caindo nesse segmento dos 10%. Nessa pesquisa Lula, graças as mulheres, Lula recuperou-se e ultrapassou Flávio na margem de erro. 

Essa é a ciência dos números até aqui. Pode mudar?

A eleição está longe e já vi o PT virar o jogo em situações adversas muitas vezes, especialmente com a máquina na mão. Essa semana Lula e seus marqueteiros, com a ajuda de Trump, acabam de dar um exemplo de como sabem jogar esse jogo e a eleição está cabeça a cabeça e tudo indica que assim vamos se o eleitor não mudar. Até agora não deu sinais de mudança.

A entrada de Caiado e Zema em cena não mudou o tabuleiro e ambos perderam o “efeito novidade” sem conseguirem crescer nas pesquisas.

Quem não estiver enxergando os números descritos aí acima não está entendendo essa eleição. 

Minha esperança é que os escândalos façam com que uma camada de eleitores abandone Lula, aumentando as chances do Flávio. Como o contingente de eleitores que vão definir a eleição é muito pequeno, cerca de 4,5 milhões de pessoas (3%) a comunicação terá que ser muito precisa no conteúdo, na forma e no target. Essa é a estrutura da polarização CALCIFICADA. Até esse momento, não há sinais de que os eleitores de Lula e de Flávio estejam dispostos a mudar de candidato. Em 2018 Alckmin fez 4,76% e Amoedo fez 2,50%. A menos que os escândalos do INSS e do Master, ou que a alta da inflação eventualmente derivada da alta dos combustíveis decorrente da guerra no Oriente faça Lula sangrar, essa eleição será decidida por uma diferença muito pequena para um dos dois lados como foi 2022.

Ter cães ajuda a viver mais e melhor

 O jornal The Washington Post d ehoje, qurtra-feira, informas que a ciência sugere fortemente que ter um cachorro ajuda você a viver mais, especialmente por causa dos benefícios à saúde cardiovascular e mental. Estudos indicam que tutores de cães têm um risco de morte por doenças cardiovasculares significativamente menor do que pessoas que não possuem animais.

1. Vida Mais Longa e Saúde do CoraçãoRedução da Mortalidade: Uma meta-análise de estudos que acompanhou quase 4 milhões de pessoas indicou que ter um cão está associado a uma redução de 24% no risco de morte por qualquer causa ao longo de 10 anos.Melhor Saúde Cardiovascular: Estudos publicados pela American Heart Association mostram que donos de cães têm até 31% menos risco de morrer devido a doenças cardíacas.Sobrevivência pós-ataque: Para pessoas que vivem sozinhas e já sofreram um infarto ou AVC, a presença de um cão em casa pode reduzir drasticamente o risco de morte, segundo.

2. Estilo de Vida AtivoExercício Físico: Cachorros exigem passeios diários, o que ajuda os tutores a atingirem a meta de atividade física moderada, beneficiando a saúde cardiovascular.Menos Risco de Diabetes: Estudos sugerem que tutores que passeiam com seus cães regularmente podem ter um risco até um terço menor de desenvolver diabetes do que quem não tem cachorro.

3. Saúde Mental e EmocionalRedução do Estresse: A convivência com animais de estimação diminui os níveis de cortisol (hormônio do estresse) e aumenta a produção de ocitocina e serotonina, substâncias que promovem prazer e tranquilidade.Menos Solidão: Cães combatem a solidão e oferecem apoio emocional, sendo, muitas vezes, descritos como "pilares emocionais" para os tutores, especialmente em momentos de luto ou isolamento.Propósito e Rotina: Cuidar de um animal traz propósito de vida, o que é um fator importante para a longevidade, conhecido como Ikigai.

4. Melhoria CognitivaEnvelhecimento Saudável: Pesquisas publicadas em 2025 indicaram que o convívio com cães e gatos pode retardar o envelhecimento, promovendo um declínio cognitivo mais lento, melhorando a memória e a fluência verbal em idosos.A Ciência da LongevidadeEsses benefícios não vêm apenas do afeto, mas da interação fisiológica entre humanos e animais. A presença de um cão ajuda a manter a pressão arterial e o colesterol em níveis mais saudáveis, combatendo os danos cardiovasculares.

Brasil lança AliançaBiodiesel Global em Nova Iorque

 Jerônimo Goergen é ex-deputado federal e atual presidente da APROBIO

Esta semana, em Nnova Iorque, estamos lançando oficialmente a AliançaBiodiesel Global, uma iniciativa construída a partir da união entre a APROBIO e a ABIOVE, com um propósito claro: abrir novos mercados para o biodiesel em diferentes países e posicionar o Brasil como protagonista global na agenda da transição energética.

A *AliançaBiodiesel Global *nasce para conectar produtores, indústrias, compradores, investidores, governos e lideranças empresariais de diversas partes do mundo, criando uma plataforma permanente de diálogo, cooperação institucional e geração de negócios.

O objetivo deste movimento é levar a experiência brasileira em biodiesel para além das nossas fronteiras, ampliando oportunidades comerciais, fortalecendo parcerias internacionais e contribuindo para que mais países conheçam e adotem modelos sustentáveis de produção e uso de biocombustíveis.

O Brasil construiu uma das experiências mais bem-sucedidas do mundo em biodiesel, integrando agronegócio, inovação, sustentabilidade e segurança energética. Agora, chegou o momento de transformar essa liderança em presença global e abrir novas portas para toda a cadeia produtiva.

Em Nova Iorque,  começamos oficialmente essa nova jornada global para o biodiesel brasileiro.



Análise sobre o IPCA de abril

 O IPCA teve alta de 0,67% em abril, ligeiramente abaixo do consenso de mercado e da nossa projeção. A alta em 12 meses foi de 4,4% ante 4,1% em março.  Uma aceleração no número cheio era esperada por conta do choque de preços de combustíveis, que estão pressionados desde o início da Guerra no Irã.

o O preço da gasolina aumentou 1,9% após incremento de 4,6% em março. Este item foi fonte de forte surpresa baixista. Esperávamos uma alta mais robusta em linha com o reportado pela ANP.  Assim, os preços administrados aumentaram 1% no mês, e acumulam alta de 6,1% em 12 meses.

o Por outro lado, a inflação de serviços teve surpresa altista. A categoria teve estabilidade no mês por conta de um recuo de 14,5% no preço das Passagens Aéreas. Mas os Serviços subjacentes aumentaram 0,5% no mês e acumulam 5,1% em 12 meses.

o A alta em alimentação no domicílio foi de 1,6%. Os itens in natura novamente impulsionaram essa categoria por questões sazonais, mas também houve surpresa altista com a alta dos preços de carnes. Em 12 meses, o grupo alimentação no domicílio subiu 1,3%, uma alta em relação aos 0,5% observados até março. Fonte de surpresa negativa em março, os bens industriais vieram ligeiramente acima do esperado. Esses bens subiram 0,6% no mês e em 12 meses acumulam alta de 2,4%. Acreditamos que a valorização cambial deve contribuir para diminuir pressões altistas sobre os  preços dessa categoria daqui para frente.

o O núcleo por médias aparadas com suavização subiu 0,5% no mês, ante 0,4% em março. Em 12 meses, acumula alta de 4,4%, mesmo valor do mês anterior.

Nossa avaliação: A surpresa dos bens administrados compensou a leitura qualitativa de uma inflação cheia um pouco mais pressionada. Com os preços de petróleo elevados e na ausência de uma resolução do conflito no Oriente Médio, prevemos um período de inflação pressionada nos próximos meses.