Familires de Toffoli

 https://www.metropoles.com/colunas/andreza-matais/toffoli-filha-e-ex-mulher-somam-r-26-milhoes-em-imoveis-em-brasilia

Tans assassina

 https://noticias.uol.com.br/colunas/alexandre-borges/2026/02/12/massacre-no-canada-levanta-perguntas-que-podem-dar-cadeia-no-brasil.htm

Editorial, Estadão - Fazendo o País de bobo

Editorial  Estadão 30/01/2026

 Caso da relação do escritório de Lewandowski com o Master é só a mais recente de uma série de situações eticamente reprováveis, mas que são tratadas pelas autoridades com espantosa naturalidade

 Algumas autoridades importantes de Brasília querem fazer os brasileiros se convencerem de que nem sempre um bicho que tem pé de porco, orelha de porco e rabo de porco é mesmo um porco.

Por exemplo: ao contrário das aparências, dizem esses próceres da República, não há nada de errado quando o escritório de advocacia de um ministro da Justiça presta serviços para um banco investigado pela Polícia Federal, que está sob o comando desse mesmo ministro; também não há nenhum problema quando um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) decide comandar o inquérito sobre esse tal banco mesmo tendo parentes possivelmente envolvidos no caso; por fim, não há nada de mais quando o escritório de advocacia da mulher de outro ministro do Supremo é contratado por esse mesmo banco, com remuneração milionária, para representá-lo junto ao Banco Central e ao Congresso Nacional - atividade típica de lobistas, não de advogados.

Ora, francamente. O possível envolvimento de autoridades de altíssimo escalão com o Banco Master, protagonista de um dos maiores escândalos da história recente, já seria suficientemente grave, mas mais grave ainda é essa tentativa vergonhosa de negar o que está escancarado à vista de todos: que essas autoridades no mínimo se comportaram de maneira imprudente, ignorando limites éticos óbvios. Seria sinal de respeito pelos cidadãos se os indigitados ao menos reconhecessem o deslize. Mas não: preferem fazer o País de bobo.

É espantosa a naturalidade com que Ricardo Lewandowski, por exemplo, tratou da vigência do contrato de "consultoria jurídica" firmado entre seu escritório de advocacia e o Banco Master no período em que ele já era ministro da Justiça e Segurança Pública. Ao justificar que se afastou da

advocacia para ingressar no governo federal, deixando a banca aos cuidados da mulher e do filho, Lewandowski insultou a inteligência alheia. Não deveria ser difícil identificar um problema ético quando o núcleo familiar do ministro responsável por órgãos centrais do sistema de persecução penal e de controle financeiro do País recebe dinheiro do principal investigado no caso Master, Daniel Vorcaro.

Já o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, por exemplo, ainda não se dignou a esclarecer os negócios de seus irmãos com um cunhado de Vorcaro, o que deveria ser suficiente para determinar sua suspeição no processo. Seu colega Alexandre de Moraes, por sua vez, até hoje não disse uma palavra convincente sobre o contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua mulher, que previa honorários de espantosos R$ 129,6 milhões.

Em vez de constranger seus pares a recobrar o prumo em nome da honorabilidade da instituição que preside, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, jamais tratou do contrato da mulher de Moraes e classificou como "regular" a atuação de Toffoli à frente do caso Master - que nem deveria estar no Supremo. Já o decano do Supremo, ministro Gilmar Mendes, defendeu Toffoli amparando-se no entendimento da Procuradoria-Geral da República, de resto omisso, segundo o qual nada justificaria o impedimento de Toffoli. Para o procurador-geral, Paulo Gonet, o aparente envolvimento direto de irmãos do ministro no caso não tem relevância alguma. No entender de Gilmar Mendes, essa conclusão de Gonet "reafirma a maturidade do sistema constitucional brasileiro".

O denominador comum desses episódios é a naturalização de gritantes conflitos de interesses e a recusa sistemática dessas autoridades a prestar contas à sociedade, como se pairassem como entidades acima dos controles republicanos. O Supremo precisa pôr a mão na consciência e voltar a ser respeitado como instituição vital para o regime democrático.

Quando algumas das mais altas autoridades da República oferecem o silêncio ou explicações que ferem o bom senso sobre suas relações com um banqueiro que hoje só não está preso por causa da rede de proteção que teceu em Brasília, é sinal de que a bússola moral está avariada.

 

Link da matéria:

https://www.estadao.com.br/opiniao/fazendo-o-pais-de-bobo-2/?srsltid=AfmBOortGnVtUB7ES6dz3d76nl3OiJKxFJih7VcQDiBQfZgkjA1Hd1KF


O Golfo dá o alarme que o Ocidente ignora

 O Golfo dá o alarme que o Ocidente ignora

 

Nira Broner Worcman é jornalista e CEO da agência de comunicação Art Presse.

 

Há acontecimentos que desmontam certezas com uma simples decisão administrativa. A mais recente veio dos Emirados Árabes Unidos. O país anunciou que deixará de financiar estudantes interessados em universidades britânicas por temer que seus jovens sejam expostos à radicalização islâmica nos campi do Reino Unido.

Leia de novo: um Estado árabe, muçulmano, decide que é perigoso mandar seus filhos estudar em Londres - e que é mais seguro mantê-los longe do ambiente universitário ocidental.

O choque vem da inversão da narrativa. Durante décadas, acreditou-se que enviar jovens árabes para universidades britânicas ou americanas funcionaria como antídoto ao fanatismo: ciência, pluralismo, debate aberto. O futuro passava por Oxford, Cambridge ou Harvard. Agora, quem ergue barreiras não é uma democracia liberal, mas um emirado. E não para proteger sua cultura da influência ocidental, mas para impedir que seus estudantes retornem radicalizados do próprio Ocidente.

A decisão expõe um desconforto que as democracias preferem ignorar: universidades não são ilhas de neutralidade. Em certos ambientes, a liberdade de expressão tem servido de escudo para tolerar discursos e organizações que rejeitam essa mesma liberdade. O pluralismo virou, em alguns casos, álibi para a intolerância.

É fácil acusar os Emirados de autoritarismo. Mais difícil é admitir que talvez tenham se antecipado a um problema tratado como inexistente no Ocidente. Democracias seguem enviando seus jovens às mesmas instituições, confiando que tradição e ranking fazem a blindagem moral. Não fazem - especialmente depois que o Catar passou a despejar bilhões de dólares nessas universidades.

Convém esclarecer: Catar e Emirados Árabes Unidos não ocupam o mesmo campo. Enquanto os Emirados tentam conter a radicalização islâmica, o Catar é hoje um dos principais patrocinadores estatais do islamismo político.

Abriga e financia lideranças da Irmandade Muçulmana, mantém dirigentes do Hamas em Doha e investe deliberadamente na exportação de uma agenda hostil a valores liberais, pluralismo e democracia. Seu uso do soft power acadêmico não é acidental - é estratégico.

Dados oficiais dos Estados Unidos mostram que instituições americanas receberam mais de US$ 4 bilhões do Catar nas últimas duas décadas. Cornell, Texas A&M, Georgetown e Northwestern mantêm operações em Doha financiadas com centenas de milhões - em alguns casos, bilhões - de dólares. Esse dinheiro não é neutro. Compra influência institucional, centros de pesquisa, cátedras, programas acadêmicos e legitimidade política para um regime que sustenta grupos terroristas e investe na radicalização como projeto de poder.

O ambiente que se formou em parte dos campi ajuda a entender o alerta. Depois de 7 de outubro de 2023, universidades como Harvard, Columbia, UCLA e NYU viram protestos que extrapolaram a crítica política. Palavras de ordem como "intifada global" e " from the river to the sea", ocupações de prédios, intimidação a estudantes judeus e tentativas de silenciar professores e alunos. Em alguns casos, atos terroristas foram relativizados como "resistência".

Grupos estudantis celebraram a violência; departamentos emitiram notas ideológicas sem espaço para dissenso. Em audiências no Congresso, reitores tiveram dificuldade em afirmar que apelos ao genocídio de judeus violam códigos de conduta quando apresentados como discurso político. O radicalismo passou a circular protegido pela linguagem acadêmica.

Pais do mundo todo que sonham com diplomas estrangeiros talvez percebam tarde que prestígio acadêmico não imuniza contra doutrinação. É possível estudar física quântica de manhã e aderir a uma utopia totalitária à noite.

O gesto dos Emirados não deve ser lido apenas como autoritarismo protetor. É um aviso incômodo ao Ocidente. Se você não defende seus valores dentro das instituições que formam suas elites, alguém ocupará o espaço - e talvez com objetivos opostos aos seus. Ainda há tempo de correção de rota. Universidades podem voltar a ser pontes de diálogo, mas só quando as democracias tiverem coragem de proteger seus filhos do fanatismo travestido de pensamento crítico.

 

Publicado em O Globo de 08/02/2026:

https://oglobo.globo.com/opiniao/artigos/coluna/2026/02/o-golfo-da-o-alarme-que-o-ocidente-ignora.ghtmlv


Maioria das escolas privadas retorna às aulas a partir de 18 de fevereiro no RS

496 mil alunos da rede particular devem voltar às atividades nas próximas semanas


O ano letivo de 2026 na rede privada do Rio Grande do Sul terá seu início oficial a partir do dia 18 de fevereiro. De acordo com o levantamento realizado pelo Sindicato do Ensino Privado do RS (SINEPE/RS), a maioria das instituições de ensino deve retornar no dia 18 de fevereiro. O Sindicato reforça que cada instituição tem autonomia para definir o seu cronograma escolar, desde que respeite a obrigatoriedade dos 200 dias letivos previstos na legislação.


Para o presidente do Sindicato, Oswaldo Dalpiaz, as perspectivas para este novo ciclo são de amadurecimento e inovação. “O ano de 2026 se apresenta como o momento de consolidação de tendências que discutimos intensamente nos últimos anos, especialmente a integração da Inteligência Artificial com intencionalidade pedagógica. O calendário é o nosso guia de navegação, mas o diferencial estará em como cada escola utilizará esse tempo para promover uma aprendizagem que equilibra o suporte tecnológico com o protagonismo humano”, afirma.


Com a chegada de novos colegas, professores e, por vezes, mudanças na infraestrutura das escolas, o processo de acolhimento ganha destaque especial nas instituições gaúchas. A orientação do SINEPE/RS é que neste retorno as escolas invistam em momentos que promovam a segurança emocional e o bem-estar tanto para alunos novos quanto para os veteranos. “O acolhimento é o que gera o sentimento de pertencimento. O estudante deve perceber a escola como seu espaço seguro para o crescimento”, complementa o presidente.


Atualmente, a rede privada do Estado conta com cerca de 459 mil alunos matriculados na Educação Básica e mais de 38 mil professores, conforme os dados mais recentes do Censo da Educação Básica do Ministério da Educação (MEC). Na educação superior, o número de alunos matriculados é de aproximadamente 385 mil, enquanto o número de professores é em torno de 14 mil.


Calendário Escolar 2026


Seguindo a proposta de calendário sugerida pelo SINEPE/RS, o encerramento do ano letivo está previsto para o dia 11 de dezembro para as instituições que cumprirem o mínimo de 200 dias letivos. Entre os pontos de atenção para o planejamento dos gestores e famílias, destacam-se o recesso escolar obrigatório, previsto em Convenção Coletiva e que, neste ano, ocorre de 27 de julho a 02 de agosto. O feriado ponte do Dia do Professor está previsto para 13 de outubro, terça-feira, antecipando as celebrações do dia 15.


Cristais Gramado tem nova CEO e anuncia novo empreendimento no RS

 Lísia Diehl, ex-Lojas Renner e ex-ramdo Parks, é a nova CEO e sócia da fábrica Cristais de Gramado,RS.

Os fundadores e proprietários, Telmo de Freitas Gomes e Irane Land permanecem ativos na gestão e passam a compor o Conselho Administrativo da empresa. 

A nova CEO anunciou a implantação de um novo parque, que será instalado em um prédio de 600m² em frente ao pórtico.

Sobre a Cristais de Gramado: 

Fundada em 2002 por Telmo de Freitas Gomes e Irane Land, a Cristais de Gramado é pioneira na técnica de Murano na Serra Gaúcha. Unindo produção artesanal ao vivo e uma jornada imersiva para o visitante, a empresa consolidou-se como uma parada obrigatória para quem busca história, arte e exclusividade em Gramado. Localizada na RS 115, junto ao Pórtico de chegada na cidade, a Cristais de Gramado é uma das principais atrações do turismo de experiência na Serra Gaúcha.


Artigo, especial, Jerônimo Goergen - Jornada 6x1: o risco de legislar contra o emprego

Artigo, especial, Jerônimo Goergen - Jornada 6x1: o risco de legislar contra o emprego

- O autor é presidente do Instituto Liberdade Econômica (ILE)

O Brasil volta a discutir mudanças na jornada de trabalho, especialmente no modelo 6x1. É um tema legítimo. Todos queremos mais qualidade de vida e equilíbrio entre trabalho e bem-estar. Mas exatamente por ser um assunto sério, ele não pode ser tratado com slogans ou decisões apressadas.


A jornada 6x1 não existe por acaso. Ela organiza setores que não podem parar: comércio, logística, alimentação, transporte, serviços e indústrias que operam em turnos. O país funciona aos sábados, domingos e feriados. Alterar essa estrutura de forma generalizada, sem considerar as realidades produtivas, é criar insegurança e elevar custos justamente onde o emprego é mais sensível.


E aqui está o ponto central: isso afeta diretamente a liberdade econômica.

Porque liberdade econômica não é discurso: é garantir que empresas possam funcionar, produzir, empregar e investir com previsibilidade. Quando o Estado impõe novas obrigações sem avaliar impacto, ele reduz competitividade, encarece o emprego formal e enfraquece o ambiente de negócios.


Como relator da Lei da Liberdade Econômica, aprendi uma lição essencial: boas intenções não bastam. Quando o Estado cria regras sem medir consequências, o resultado costuma ser o oposto do desejado. Mais burocracia, mais custo e menos oportunidade. E quando o emprego formal fica caro demais, a economia empurra milhões para a informalidade.


O debate precisa ser técnico e honesto. Dados do IBGE mostram que a média de horas efetivamente trabalhadas no Brasil é de 39,3 horas semanais, mesmo com o teto legal de 44. Ou seja, o sistema já opera com flexibilidade e ajustes construídos pela negociação.


O problema é quando se tenta impor mudanças por lei sem discutir produtividade e o custo do emprego formal. Estimativas citadas pela CNI indicam que uma redução para 36 horas pode elevar os custos da indústria em R$ 178,8 bilhões, um aumento de 25,1%. Mesmo a redução para 40 horas pode gerar impacto anual entre R$ 58,3 bilhões e R$ 87,5 bilhões.


Isso não atinge apenas grandes empresas. Afeta principalmente pequenas e médias, responsáveis por cerca de 52% dos empregos formais do país. Muitas não terão como absorver aumento de custos e perda de produtividade sem reduzir vagas, cortar turnos ou deixar de contratar.


A Lei da Liberdade Econômica foi criada justamente para evitar esse tipo de erro: regras impostas sem diálogo, que travam a atividade produtiva e penalizam quem gera emprego. Uma mudança rígida na jornada, sem compensações e sem desoneração da folha, fere o espírito da liberdade econômica, porque aumenta custo, reduz competitividade e enfraquece a geração de oportunidades.


Modernizar relações de trabalho é necessário. Mas o caminho não é a canetada. É fortalecer a negociação e enfrentar o verdadeiro gargalo brasileiro: o peso dos encargos e o alto custo de contratar formalmente.


O trabalhador merece melhores condições. Mas merece, acima de tudo, um Brasil que não destrua empregos em nome de boas intenções. A pergunta é simples: essa mudança vai gerar mais oportunidades ou vai produzir mais desemprego?