Opinião do editor

 O senador Flávio Bolsonaro recebeu de Donald Trump uma moeda de honra ao fim de encontro com Trump. O site Poder360 chega ao desplante de desmerecer a homenagem, dizendo que "Flávio diz ter recebido a medalha, insinuando com o uso do verbo, que isto pode ser mentira"

A mídia tenta ignorar quase por completo as notícias e opiniões a respeito da inédita visita de um candidato oposicionista brasileiro a um presidente dos Estados Unidos. Um reforço formidável na candidatura de Fl´vio e que o reforça como candidato único da oposição de verdade.

Não se trata de despropósito, mas de decisão editorial alinhada com o atual regime autoritário que ajudou a implementar e ajuda a manter, o que significa hostilizar o candidato oposicionista mais marcadamente anti-sistema, no caso Flávio Bolsonaro. 

Donald Trump convidou o senador, filho do preso político e ex-presidente Jair Bolsonaro, propositamente um mês depois de receber com má vontade o bravateiro líder do atual regime autoritário. A visita realizada no Salão Oval, significamensagem explícita de que 2026 não repetirá 2022, ou seja, desta vez o governo dos EUA não ficarão ao lado de Moraes e seus sequazes para conspurcar o processo eleitoral e até pelo contrário.

Plataformas digitais dos jornais

 O site Poder360 publica, hoje, dados inéditos a respeito dos números de assinantes que os 11 principais jornais brasileiros registram nas suas plataformas digitais. Os dados usados são do IVC e da PxC. 5 registraram alta no número de assinantes em 2025, mas Poder360 revela que o avanço, porém, foi puxado por Folha de S.Paulo e Estado de S. Paulo, que declararam ter conquistado 60.757 e 29.030 assinantes, respectivamente, no ano passado. No total, são 2,1 milhões de assinantes para uma população de 213,4 milhões de pessoas. O público atingido foi de menos de 1% da população.

Folha -  Passou de 813.115 para 873.872 assinantes, avanço de 7,5%.
Estadão - Foi de 389.466 para 418.496, portanto mais 7,5%.

Informa Poder360:

Somados, os 11 jornais selecionados atingiram 2.058.571 assinantes em 2025 –alta de 4,6% frente aos 1.968.698 de dezembro de 2024. Do total, 6 registraram redução: Valor, Zero Hora (RS), Estado de Minas (MG), O Tempo (MG), Extra (Rio) e O Popular (Goiás). A Folha, auditada pela PwC, lidera o ranking de circulação digital, com 873.872 assinantes digitais. O Estadão, O Globo e Valor vêm em seguida, com 418,5 mil, 378,5 mil e 126 mil, respectivamente. Na sequência aparece a Zero Hora (RS), com 104,3 mil

Dica do editor - 6 dicas

 A atrofia cerebral é uma redução gradual do volume do cérebro que se inicia, de fato, por volta dos 30 a 40 anos. Embora seja um processo natural, a velocidade desse declínio é fortemente influenciada pelos hábitos. Estudos demonstram que é possível retardar ou até compensar essa perda.Abaixo, estão 6 hábitos recomendados por neurologistas para proteger o cérebro, construir reserva cognitiva e manter a mente afiada:1. Exercite-se regularmente: A atividade física aeróbica (caminhada, corrida, natação) aumenta o fluxo sanguíneo e a oxigenação cerebral, promovendo a criação de novos neurônios (neurogênese) e o fortalecimento de conexões neurais.2. Cuide do seu sistema cardiovascular: "O que é bom para o coração é bom para o cérebro". O controle rigoroso da pressão arterial, do colesterol e dos níveis de glicose evita danos silenciosos aos vasos sanguíneos que irrigam o cérebro.3. Tenha uma alimentação balanceada: Priorize uma dieta rica em antioxidantes (frutas vermelhas, vegetais escuros) e ômega-3 (peixes, sementes). Reduza drasticamente o consumo de açúcares refinados e alimentos ultraprocessados.4. Desafie o cérebro com novos aprendizados: O cérebro precisa de novidade. Em vez de apenas atividades automáticas, busque aprender um novo idioma, tocar um instrumento musical ou praticar atividades que exijam coordenação motora e raciocínio complexo.5. Priorize um sono de qualidade: Durante 7 a 9 horas de sono por noite, o cérebro realiza processos essenciais de reparo, consolidação da memória e "limpeza" de proteínas tóxicas acumuladas (ligadas a doenças degenerativas como o Alzheimer).6. Evite a "terceirização cognitiva" (uso excessivo de IA): Delegar todo o pensamento crítico, estruturação de ideias e resolução de problemas a chatbots faz com que o cérebro reduza seu nível de ativação. Use a IA apenas como extensão, tentando resolver os problemas sozinho primeiro.

Dica do editor - Cansaço permanente pode ser sinal de tireoide

O cansaço permanente é um dos sintomas mais clássicos de alterações na tireoide, principalmente no hipotireoidismo, quando a glândula produz menos hormônios do que o corpo precisa e o metabolismo desacelera.Embora o cansaço seja um sintoma inespecífico e comum a outras condições (como anemia ou ansiedade), ele costuma indicar um problema na tireoide quando vem acompanhado de outros sinais.Sinais de Hipotireoidismo (metabolismo lento):Fadiga extrema e sonolência excessivaGanho de peso sem causa aparentePele seca e cabelos quebradiçosIntolerância ao frioIntestino presoSintomas depressivosSinais de Hipertireoidismo (metabolismo acelerado):Apesar de menos comum, a produção excessiva de hormônios também causa cansaço, mas acompanhado de:Fraqueza muscularPerda de peso inexplicávelInsônia e irritabilidadeO que fazer?O cansaço constante não deve ser ignorado. Para diagnosticar qualquer alteração, um médico clínico geral ou endocrinologista deve ser consultado. O diagnóstico é confirmado por meio de exames de sangue simples que medem os níveis de hormônios como TSH e T4 livre.

Editorial, Estadão - Procura-se um procurador-geral da República

A denúncia contra vídeos satíricos expõe a atuação seletiva de Gonet: agressivo na hora de defender interesses de ministros, omisso para investigá-los mesmo diante de grossas suspeitas

Romeu Zema virou alvo de denúncia criminal junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) por vídeos satíricos com fantoches de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A peça, assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, acusa o ex-governador de Minas de calúnia contra o ministro Gilmar Mendes. Convém parar um instante e absorver a cena: o chefe do Ministério Público mobilizou o aparato penal da República por causa de bonecos de internet.

Zema caricaturou uma decisão questionada pelo próprio presidente do STF, Edson Fachin, e suspeitas amplamente debatidas sobre o caso Banco Master e a atuação dos ministros. Pode-se considerar os vídeos injustos, agressivos, toscos ou demagógicos. O que não se pode fazer, sem violentar o Direito Penal, é fingir que um fantoche equivale a uma acusação formal de crime.

Calúnia exige imputação falsa de fato determinado. Humor político funciona justamente por exagero, compressão e distorção. Desde os panfletos do século 18 até os programas televisivos contemporâneos, a paródia sempre tratou governantes e juízes como personagens ridículos. Em democracias maduras, autoridades toleram isso. Aqui, o procurador-geral resolveu denunciar.

Zema não tem foro privilegiado. Se Mendes se sentiu ofendido, deveria acionar o Ministério Público na primeira instância. Mas o ministro pediu providências ao colega Alexandre de Moraes, que encaminhou o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR). E o órgão que deveria funcionar como filtro contra abusos chancelou sua formalização. A peça da PGR se aproxima perigosamente de uma advocacia penal privada da honra de um ministro.

A seletividade fica mais visível quando se observa aquilo que Gonet escolhe não fazer. Mais de uma vez, o próprio Mendes insinuou que o senador Alessandro Vieira teria vínculos com milicianos e o crime organizado. Onde está a denúncia? Onde está o zelo pela honra? A régua muda conforme o sobrenome na capa do processo.

Diante de contratos multimilionários de empresas de Daniel Vorcaro - o banqueiro investigado pela maior fraude no sistema financeiro de que se tem notícia - e o escritório da mulher de Moraes ou a empresa da família de Dias Toffoli, a PGR entrou em estado contemplativo. Quando Toffoli assumiu a relatoria do caso Master, Gonet arquivou pedidos de impedimento que os próprios ministros do STF se viram obrigados a reconhecer - ainda que não formalmente - numa reunião secreta. Mensagens entre Moraes e Vorcaro foram dispensadas como ninharias. Gonet procrastinou a avaliação de um pedido de prisão de Vorcaro quando a Polícia Federal já evidenciava riscos flagrantes de obstrução e intimidação.

A elasticidade muda conforme o alvo. Depois que um ex-assessor de Moraes, Eduardo Tagliaferro, trouxe à tona mensagens e relatos sobre a atuação informal do ministro para perseguir críticos, o foco deslocou-se rapidamente. Em vez de concentrar energia no conteúdo revelado, o aparato persecutório voltou-se contra quem revelou. A Procuradoria investiga o mensageiro com vigor, mas a mensagem foi varrida para debaixo do tapete.

Esse padrão explica por que tantos brasileiros enxergam hoje uma Justiça de castas. Críticas a ministros são equiparadas a "ataques à democracia". Um entrevero entre Moraes e um cidadão comum em Roma ativou as engrenagens penais da PGR. Uma frase escrita com batom numa estátua gerou pedido de pena superior à aplicada a criminosos violentos. Um Pix de R$ 500 para ajudar a fretar um ônibus com manifestantes rumo a Brasília virou acusação por tentativa de golpe. Já ministros do STF parecem habitar um ecossistema processual muito mais acolhedor, paciente e compreensivo.

O Ministério Público existe para defender a ordem jurídica e fiscalizar o poder, inclusive o poder togado. Uniformidade de critérios, prudência sem covardia, coragem sem abusos, apego rigoroso ao devido processo legal, proporcionalidade e, sobretudo, independência são o que se espera de um bom procurador. Já Paulo Gonet oscila entre dois polos igualmente degradantes para o parquet: o de perseguidor-geral da República e o de prevaricador-geral da República.


Link deste editorial:

https://www.estadao.com.br/opiniao/procura-se-um-procurador-geral-da-republica/?srsltid=AfmBOorVl6kku5ZEqG3MaSfKo0JXeha3QZVBY0RQytk6HTXuJmbSd68p


Artigo, Eugênio Esber, Zero Hora - O envelope de Roberta

Este artigo foi pulicado no jornal Zero Hora deste final de semana. Ele está disponível no site do jornal, mas só para assinantes. O editor é assinante. 

O escândalo que atingiu aposentados agora testa os limites entre apuração, blindagem e conveniência

Nesta quarta-feira (20/05/26), a lobista Roberta Luchsinger prestou depoimento à Polícia Federal no âmbito das investigações da "Operação Sem Desconto", desencadeada em 2025 para desbaratar uma organização mafiosa que lesou mais de seis milhões de aposentados e pensionistas do INSS com descontos não-autorizados em seus benefícios.

A PF levou cinco meses para ouvir Roberta. É o tempo que transcorreu desde que, em 18 de dezembro, os policiais instalaram uma tornozeleira eletrônica na dona da RL Consultoria e Intermediações Ltda. É por uma destas intermediações que ela virou alvo. É suspeita de fazer parte de uma triangulação em que recebia pagamentos mensais de R$ 300 mil do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", e os repassava a um velho amigo dela, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Roberta admitiu ter recebido de Antunes cinco parcelas, que perfazem R$ 1,5 milhão, mas alegou que o dinheiro era para ela mesma por ter prestado consultoria a "Careca" para a montagem de um negócio de canabidiol que não parou em pé. Coincidentemente, Lulinha recorreu ao tal projeto de canabidiol para justificar por que aceitou viajar a Portugal com as despesas pagas por "Careca", figura central nas investigações sobre a farra do INSS, e hoje preso na Papuda, em Brasília. Roberta disse que os dois, Lulinha e "Careca", se conhecem graças a ela. Apresentou um ao outro "em contexto social", explicou.

A história não convence os investigadores. Ou não convencia, pelo menos até o dia 8 de maio. Nesta data, a Polícia Federal fez um movimento estranho. O inquérito saiu da coordenação do delegado Guilherme Figueiredo Silva, que chefiava a Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários, e passou para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (Cinq), não se sabe exatamente sob a liderança de qual delegado.

Artigo, especial, Marcus Vinicius Gravina - Sigilo de 100 anos

O autor é advogado, RS.

Os cães quando fazem cocô, cobrem logo os seus dejetos jogando terra sobre eles.

Certos políticos, da atualidade, não sujam suas patas traseiras, no entanto, fazem o mesmo.

Utilizam a lei, que eles mesmo escreveram sob medida, para esconderem do controle do povo, os abusos cometidos com o dinheiro público.

É a Lei de Acesso à Informação, número 12.527/2011, do Lula e sancionada em novembro, no governo Dilma Rousseff.

Não faz sentido tal sigilo. O sigilo é incompatível com o Princípio Constitucional da Publicidade. 

Que soberania tem um povo diante de um “sigilo de 100 anos” a ser guardado, dos atos de seus representantes, ou de um presidente de uma República. Como julgá-los, em vida?

Quem combate a corrupção não pode impedir o controle do gasto público.  Com maior razão quando é constante e supérfluo e existe para o agrado da esposa em suas viagens de “lua de mel”.  Fala-se, da encomenda de um avião presidencial novo, de mais de 2 bilhões de reais. Haverá uma suíte para o casal.

No caso de um ex-presidente, caçador de marajás, informou a imprensa da época que as despesas eram em vestidos de grife para a primeira-dama.  Hoje, não é diferente e inclui bolsas parisienses da moda e de marcas de sapatos caríssimos. Não descarto a hipótese de joias e de relógios famosos. Tudo isto, na nossa conta. 

Consta que lá atrás, o lula escreveu na rede social, (ou pediu para ser escrito) a sua primeira promessa: ”No primeiro dia de governo, nós vamos fazer um decreto para acabar com sigilo de 100 anos. O povo deve ver o que estão escondendo”.  Faz tempo isto, Lula.

Isso no seu governo está acontecendo para encobrir os gastos com o Cartão Corporativo, também conhecido como “Cartão de Pagamento do Governo Federal”.

A propósito, a primeira-dama também usa cartão corporativo? Qual é a função pública que ela exerce?

O sigilo só faz sentido para atender o que ponha em risco a defesa e a soberania nacionais, ou interfiram ou comprometam negociações e as relações internacionais.

O sigilo é incompatível com o Princípio Constitucional da Publicidade. 

Quem combate a corrupção e o roubo não pode impedir o controle do gasto público. 

A boa notícia vem da Câmara dos Deputados. Foi aprovado o projeto de lei que amplia o rigor e proíbe o sigilo sobre viagens e despesas com Cartões Corporativos. 

E, agora Lula? Vai vetar a lei aprovada recentemente na Câmara dos Deputados, que altera a Lei de Acesso à Informação?

A sociedade tem o dever de ficar atenta e cobrar a sanção da nova lei. 

Caxias do Sul, 24.05.2026