Marcel e Sanderson lideram para o Senado, diz pesquisa da Neokemp

Marcel van Hattem (Novo) e Sanderson (PL) aparecem nas duas primeiras posições na disputa pelas duas vagas ao Senado pelo Rio Grande do Sul, segundo pesquisa Neokemp divulgada nesta sexta-feira (25).


Van Hattem registra 26,3% das intenções de voto na soma do primeiro e do segundo voto, enquanto Sanderson aparece com 23%. Os dois integram a chapa majoritária da coligação “O Rio Grande Pode Mais”.


Na sequência estão Manuela D’Ávila (PSOL), com 19,2%; Paulo Pimenta (PT), com 14,9%; e Germano Rigotto (MDB), com 5,8%. Frederico Antunes (PSD) soma 1,6%; Daniela Mulheres Socialistas (PSTU), 0,4%; Renato Jaguarão (Cidadania), 0,3%; Ric Jones (PCO), 0,2%; Milton Cardoso (PSDB), 0,1%; e Regis Ethur (PSTU), 0,1%. Tania Peres (UP) e Luciano do MLB (UP) não pontuaram.


Entre os entrevistados, 5,4% não souberam ou não responderam, enquanto 2,6% declararam voto branco ou nulo.


A pesquisa considera a soma do primeiro e do segundo voto para o Senado, totalizando 200%, já que cada eleitor gaúcho poderá escolher dois candidatos. Neste ano, duas vagas estão em disputa no Senado pelo Rio Grande do Sul.


Rejeição


O levantamento também mediu a rejeição dos candidatos. Manuela D’Ávila aparece com o maior índice, com 32,3%, seguida por Paulo Pimenta, com 25,6%.


Marcel van Hattem registra 25,4% de rejeição. Sanderson aparece com 4,8%, enquanto Germano Rigotto soma 4,3%.


Metodologia


Realizada pela Neokemp Pesquisas, a pesquisa ouviu 1.008 eleitores entre os dias 23 e 24 de setembro de 2026. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.


O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº RS-08358/2026.

Análise

Carlos Eduardo Bellini Borenstein, Cientista Político
carloseduardo@arkoadvice.com.br

Três pesquisas de intenção de voto divulgadas nesta semana – Quaest, AltasIntel e Instituto Paraná – sobre a disputa ao Palácio Piratini apontam que o deputado federal Luciano Zucco (PL) e a ex-deputada Juliana Brizola (PDT) polarizam a eleição no Rio Grande do Sul. O vice-governador Gabriel Souza (MDB) e o ex-prefeito de Guaíba Marcelo Maranata (PSDB) permanecem com baixa densidade eleitoral.

Com isso, aumenta a possibilidade de Zucco e Juliana disputarem o segundo turno. Como consequência, a chamada surpresa eleitoral, uma característica dos pleitos gaúchos desde 2002, se torna improvável. Neste quadro de provável segundo turno entre Zucco e Juliana, o deputado do PL tem um favoritismo parcial.

Na Quaest, divulgada nesta quinta-feira (24), Zucco aumentou a distância em relação a Juliana de três para seis pontos percentuais. Embora tenhamos um quadro de empate técnico – a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos – vale observar que comparado ao final de agosto, Zucco avançou três pontos enquanto Juliana ficou estagnada. Gabriel Souza, mesmo com a exposição no horário eleitoral, oscilou positivamente apenas um ponto.

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Na Quaest, também é importante observar que Luciano Zucco lidera a menção espontânea. Ele registra 20% das preferências. Juliana Brizola soma 10%. Gabriel Souza fica com apenas 5%.

Embora tenhamos 61% de indecisos na espontânea – e 25% na estimulada – é improvável que Gabriel consiga quebrar a polarização. Além do desgaste natural de representar um projeto político que está há 12 anos no poder, hoje, a rejeição de Gabriel (20%) supera sua intenção de voto (10%). Outro aspecto a ser considerado é que 67% dos eleitores afirmam que sua decisão de voto é definitiva. 33% ainda podem trocar de candidato.

Na simulação de segundo turno, Luciano Zucco tem seis pontos de vantagem sobre Juliana Brizola (40% a 34%). Comparado a simulação de agosto, Zucco cresceu sete pontos (33% para 40%) enquanto Juliana oscilou negativamente dois pontos (36% para 34%).

Mesmo que Zucco e Juliana possam estar tecnicamente empatados no limite da margem de erro – três pontos percentuais para mais ou para menos – as curvas de crescimento nas menções estimulada e espontânea de primeiro turno, assim como na simulação de segundo turno, são favoráveis a Zucco. Soma-se a isso o fato do candidato do PL ter uma rejeição mais baixa que a representante do PDT (23% contra 35%).

Nota-se que os números da Quaest mostram um quadro similar à do AtlasIntel. Mesmo que as metodologias desses institutos sejam disputas, o quadro de polarização entre Zucco e Juliana não é modificado. No AtlasIntel, Zucco também leva vantagem sobre Juliana em um eventual segundo turno, mas com uma vantagem maior: 49,7% a 39,3%.

A mesma tendência – polarização entre Luciano Zucco e Juliana Brizola, com vantagem para o candidato do PL, e Gabriel Souza em dificuldades para avançar – foi apontada pela pesquisa do instituto Paraná no último final de semana.

Embora mudanças de última hora não devam ser totalmente descartadas, principalmente porque uma parcela do eleitorado está definindo seu voto cada vez mais tarde, neste ano, a possibilidade de mudanças é improvável pelos seguintes aspectos:

1) Luciano Zucco (PL) e Juliana Brizola (PDT) polarizam a disputa ao Palácio Piratini nas pesquisas dos mais diferentes institutos sem serem ameaçados por Gabriel Souza (MDB) ou Marcelo Maranata (PSDB);

2) As surpresas eleitorais, quando ocorreram, foram registradas por candidatos que não eram governo – Rigotto (2002), Yeda (2006), Sartori (2014), Leite (2018) e Edegar (2022) – e não carregavam desgastes;

3) O RS tem tradição de alternância de poder – somente Eduardo Leite conseguiu quebrar essa tradição em uma circunstância muito específica;

4) Zucco tem uma intenção de voto sólida, além de ter conseguido unir a direita. Juliana, por sua vez, aglutinou a esquerda. Em 2022, por exemplo, a fragmentação da esquerda foi um dos motivos que ajudou Leite a não ser ultrapassado por Edegar Pretto no primeiro turno.

O favoritismo parcial de Luciano Zucco pode ser explicado por uma campanha bem concebida. O slogan “Muda que dá” teve efeito positivo. Zucco também tem sido eficiente em se apresentar como um candidato de mudança e com atitude, conseguindo firmar a imagem de um líder “leve”, mesmo em meio a forte polarização.

Juliana Brizola, embora venha realizando esforços de linguagem e estética política para tentar transparecer uma candidatura de centro-esquerda, a rejeição ao PT, seu principal aliado, é um obstáculo. Vale observar que Juliana, embora tenha se mantido na segunda posição, não consegue avançar além dos 30% a 35%, piso tradicional da esquerda.

Gabriel Souza, embora venha realizando uma campanha bem posicionada, buscando construir a imagem de quem é experiente, irá manter as conquistas de Eduardo Leite e avançar no que é necessário mudar, não consegue converter isso em votos. Outro obstáculo é que Gabriel não consegue se tornar conhecido – a Quaest aponta que 59% dos gaúchos ainda desconhecem o vice-governador, índice bem superior aos percentuais de Zucco (40%) e Juliana (29%).

De acordo com a Quaest, apesar da aprovação do governo Eduardo Leite superar a desaprovação (52% a 38%), 48% afirmam que Leite não merece eleger o sucessor – 42% dizem que sim.

Apesar dos percentuais de aprovação do governo estadual ter crescido (42% para 52% em relação a agosto), assim como o índice dos que avaliam que o governo merece fazer o sucessor (33% para 42%), isso não tem sido suficiente para capitalizar eleitoralmente Gabriel. Mesmo tendo boa popularidade na reta final do mandato, está prevalecendo o sentimento de mudança, já que o governo estadual também carrega desgastes.

Embora o segundo turno entre Zucco e Juliana tenda a ser acirrado, o candidato do PL está em vantagem. Pelos sinais que vem emitindo, Zucco conciliará a estratégia traçada no primeiro turno com a nacionalização do debate político dentro do objetivo de explorar a aliança de Juliana Brizola com Lula e o PT, impondo dificuldades para sua adversária superar.

Alcolumbre para Vorcaro: "Você é meu amor e irmão para a vida toda". Responde Vocaro: "E eu seu",

 "Fala meu amor" e "irmão pra vida toda", duz uma das mensagens enviadas ao banqueiro Daniel Vorcaro pelo presidente do Senado, David Alcolumbre. O material acaba de ser divulgado pela revista Veja. A revelação vem após a Polícia Federal encontrar as conversas no celular do ex-banqueiro . 

Nas conversas obtidas pela Veja e confirmadas pela Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (24), Vorcaro se refere a Alcolumbre como um "amigo", e o presidente do Senado fala em "amizade fraterna" entre os dois. 

"Sou seu irmão pra vida toda", escreveu Alcolumbre, ao que Vorcaro respondeu: "E eu seu. A qualquer tempo pra qualquer coisa. Nunca vou esquecer". 

No Senado, Davi Alcolumbre descartou os pedidos de abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso do banco Master, ignorou um ofício sobre as visitas de Daniel Vorcaro ao Senado e negou à Polícia Federal a lista de visitantes do gabinete do senador Jaques Wagner (PT-BA) — suspeito de receber propina.


Opinião

  Depois de uma greve que dura meio mês, os trabalhadores voltam hoje ao trabalho por decisão do TST, que proibiu o desconto dos dias parados.

Os Correios estão em situação falimentar e envolvido em escândalos de corrupção recorrentes.

Precisa ser privatizado de imediato.

Seus prejuízos são bilionários, sobretudo por contas operacionais mal geridas. Dinheiro público precisa socorrer a estatal federal para que sobreviva.

Prejuízo em cima de prejuízo:

2023: Prejuízo de R$ 596,6 milhões📅 2024: Prejuízo de R$ 2,6 bilhões📅 2025: Prejuízo histórico de R$ 8,5 bilhões (impactado por precatórios e obrigações judiciais.

Situação em 2026:
1º Semestre de 2026:: balanço prévio aponta prejuízo adicional de cerca de R$ 5,4 bilhões a R$ 5,6 bilhões no período.

Às vésperas das eleições, Eduardo Leite ajudará com R$ 760 mil cada um dos 13 municípios da Zona Sul mais atingidos pelos temporais

Alarmado com os estragos causados pelos últimos temporais na zona Sul do RS, o governador Eduardo Leite anunciou, ontem, em Pelotas, que decidiu ajudar os 13 municípios mais afetados com a quantia de R$ 760 mil para cada um, se os valores forem distribuídos de modo igual.

Serão R$ 10 milhões, no total.

O governador não listou o número e nem o nome dos municípios, mas o editor pesquisou e verificou que os temporais recentes de setembro de 2026 afetaram municípios da Zona Sul do Rio Grande do Sul, com destaque para Rio Grande, que registrou ventos de até 113,7 km/h e danos expressivos, e Pelotas, onde houve registro de óbito e ocorrências graves devido à ventania e aos temporais. Outras cidades da região sul e de entorno que decretaram situação de emergência ou reportaram danos nas últimas semanas e eventos de agosto/setembro incluem:Cerrito (com rajadas superiores a 104 km/h), Hulha Negra (que registrou o maior pico de vento no estado, com 126,7 km/h), Arroio Grande, Canguçu, Capão do Leão, São José do Norte, Santa Vitória do Palmar, Chuí, Jaguarão, São Lourenço do Sul, Pedro Osório, Herval e Piratini

RS terá sexta-feira de tempo bom

Esta sexta-feira abriu com sol entre nuvens em todo o Rio Grande do Sul, inclusive Porto Alegre.

Neste momento, 8h30min, o tempo é bom e a temperatura é amena no Estado.

A MetSul informa que este amanhecer apresenta temperaturas mais frias em boa parte do RS, mas não há mais frio intenso.

Diz o boletim:

O amanhecer ainda terá temperaturas um pouco baixas em parte do Estado, mas sem a presença de frio intenso. Ao longo do dia, o ingresso de ar mais quente pelo Nordeste da Argentina provoca uma acentuada elevação das temperaturas. A tarde será de calor em grande parte do Rio Grande do Sul.

As temperaturas mais altas devem ocorrer na Grande Porto Alegre e em parte do interior, onde as máximas podem superar os 30°C. A tendência é de um dia marcado pela presença do sol entre nuvens, com início ameno e uma tarde de calor em boa parte do Estado.

Crise no diesel

O mercado de combustíveis enfrenta uma forte instabilidade global, gerando reflexos diretos no Brasil. A disparada de preços do diesel no exterior e o risco de desabastecimento em solo nacional são impulsionados por fatores geopolíticos e logísticos severos:

1) Ataques contra refinarias da Rússia suspenderam parte das exportações do país, enquanto conflitos no Oriente Médio afetam o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Adicionalmente, a China cortou parte de suas exportações de derivados.

2) Aliado à chegada do inverno no Hemisfério Norte, a baixa quantidade de diesel estocada globalmente faz os preços baterem recordes nos Estados Unidos e na Europa.

Demagogia eleiteira do PT
A Petrobras tem absorvido parte da diferença para não repassar a alta integral ao consumidor final. Com isso, o preço interno ficou significativamente mais barato do que o de importação. Como o Brasil não é autossuficiente e precisa importar cerca de 30% do diesel consumido, a grande defasagem afasta as distribuidoras privadas e importadores independentes, que teriam prejuízo ao comprar o produto caro no exterior. 

Já há escassez.