Mais uma operação policial, mais um político do PT sob os refletores da investi gação e mais um esquema de lavagem de dinheiro que usa o transporte público como lavanderia do crime organizado. A Operação Última Parada, deflagrada em São Paulo, não pode ser lida como um ponto fora da curva. Ela é o sintoma de um padrão incômodo que se arrasta há décadas e que parte da esquerda brasileira pre fere tratar com uma deliberada miopia. A prisão do vereador Senival Moura (PT), acusado de integrar o esquema da facção dentro da empresa de ônibus TransUnião, mostra a movimentação de cifras astro nômicas: quase 200 milhões de reais bloqueados em bens, veículos e imóveis. O transporte coletivo, que deveria encurtar as distâncias para o trabalhador na peri feria, surge mais uma vez como a artéria por onde circula o dinheiro sujo da maior organização criminosa do país. E dessa vez, segundo a imprensa, envolve até a má fia italiana. A defesa do petista lamentou o fato de ser “em período eleitoral”. Como sempre, a preocupação com a narrativa e a cara de pau caminhando juntas. Recentemente, em maio, os desdobramentos da Operação Vérnix, que envolveram a influenciadora Deolane Bezerra e o uso de transportadoras, mostraram que o mo dus operandi do crime apenas se modernizou, mas a preferência pela logística de transporte continua idêntica. E tudo se conecta. O roteiro, na verdade, é um velho conhecido da política. Mudam-se os personagens, mantém-se a estrutura. Em 2002, as engrenagens de Santo André e o assassinato do prefeito Celso Daniel já se entrelaçavam em denúncias no setor de transportes do ABC. Ainda hoje existem muitas sombras sobre o caso. Anos depois, em 2019, escutas da Polícia Federal flagraram lideranças do crime in terceptadas em conversas sobre terem "diálogos cabulosos com o PT". O que assusta no quadro atual não é apenas a ousadia dos criminosos, mas a rea ção institucional do partido. Há uma resistência histórica e sistemática em endu recer o jogo. O debate sobre classificar facções como organizações terroristas, por exemplo, empaca sempre nas mesmas bancadas. Essa rotulagem não seria mero simbolismo: ela ampliaria o poder de fogo de investigadores e asfixiaria o fluxo fi nanceiro desses grupos. Evitar esse endurecimento traz uma pergunta incômoda: a quem interessa manter o status quo? Parece cada vez mais claro. Enquanto o partido de Lula se perde em narrativas, a população paga a conta de um sistema corrompido. Milhões desaparecem na contabilidade paralela do crime e a res posta oficial segue o manual de crise de sempre: "perseguição política", "fato isolado" ou "mera coincidência".O problema é que, depois de tantas coincidências acumuladas ao longo de vinte anos, a tese da ingenuidade perde qualquer sustentação prática. É preciso coragem para encarar a realidade sem filtros. Existe um problema estrutural de permeabilidade, omissão ou conveniência entre setores da legenda e o avanço do crime organizado em São Paulo. Fingir que o pa drão não existe só o fortalece. A Operação Última Parada é apenas o capítulo mais recente de uma história que o país precisa parar de ignorar, antes que as linhas que separam o poder público e o crime organizado, cada vez mais tênues, se apaguem de vez. E, mais uma vez, PT e PCC se encontram nas manchetes. A história mostra que não há nada de coincidência. O padrão se repete.
As 11h o editor deste blog receberá o Prêmio Liberdade. Será na Assembleia do RS.
Idealizado pelo Gabinete da Liberdade, do deputado Rodrigo Lorenzoni, o prêmio tem por objetivo reconhecer e valorizar pessoas ou organizações que se destacaram pela defesa da liberdade em suas mais diversas formas, como a liberdade de expressão, religiosa, de imprensa, individual e econômica.
O Prêmio Liberdade quer contribuir para conscientizar a sociedade gaúcha sobre a importância dos direitos individuais e incentivar o debate público sobre o tema.
A premiação é ainda uma forma de preservar a memória de pessoas e organizações que tenham trabalhos relevantes em defesa da liberdade e dos direitos individuais ao longo da História para, assim, inspirar as futuras gerações.
AGRACIADOS
2023
- Setembro - Jornalista Júlio Ribeiro
2024
- Abril - Jornalista Guilherme Baumhardt, Rodrigo de Souza Costa, presidente da Federação de Entidades Empresariais RS, e o projeto “Lugar de Criança é na Escola RS”, de Rinaldo Penteado e Fabiane Vitória
- Dezembro - Grupo Front e diretora da Procempa, Letícia Batistela
2025
- Abril - Analista político e jornalista Marco Antônio Costa - Superman
- Junho - Ricardo Dietrich, fundador da Plastibordo e benemérito do município de Araricá
- Setembro - Alvoradenses Caroline Colares, Ana Luiza Lima e Nathale Oliveira, vencedoras de desafio tecnológico estadual
- Agosto - Liderança política do RS, Reginaldo da Luz Pujol
Dica do editor - Saiba por que risco de infarto é muito maior em dias de frio
O risco de infarto eleva-se em até 30% nos dias frios devido à vasoconstrição, mecanismo em que o corpo contrai os vasos sanguíneos para reter calor. Isso eleva a pressão arterial e sobrecarrega o coração. O perigo é maior para idosos e pessoas com hipertensão, diabetes ou colesterol alto.Principais cuidados no inverno:Mantenha-se agasalhado: Proteja o peito, o pescoço e as extremidades para evitar o choque térmico.Beba água: A desidratação é comum no frio e deixa o sangue mais viscoso, facilitando a formação de coágulos.Mantenha os exames e remédios em dia: Acompanhe a pressão e a glicemia regularmente.Evite o sedentarismo: Pratique exercícios físicos com orientação profissional, preferindo locais aquecidos ou horários mais quentes.Vacinação atualizada: Previna-se contra gripes e pneumonias, pois infecções respiratórias aumentam a inflamação das artérias.
Uma lição que vem do centro velho de São Paulo
Artigo publicado no Estadão
Fernando Schüler é cientista político, doutor em Filosofia (UFRGS) e professor do Insper.
Muita gente quer fazer com que aquela experiência simplesmente desapareça
"Por que funciona", me responde o professor, em um tom pausado e reflexivo. Ele trabalha no Liceu Sagrado Coração de Jesus, no centro de São Paulo, muito próximo do que um dia foi a cracolândia, de triste memória. A pergunta que lhe fiz era simples: se aquela escola funciona bem, entre as melhores da rede municipal de São Paulo, por que há tanta gente contra Processos de partidos políticos, de um órgão de Estado, dos sindicatos?
"Esta escola mostra algo que ninguém quer enxergar", completou o professor, "como um modelo simples de parceria do governo com uma escola confessional, católica, particular, pode funcionar muito bem. O que é inaceitável para muita gente".
[Fundado em 1885, o Liceu Coração de Jesus destaca-se como um colégio tradicional no bairro Campos Elíseos, na capital paulista Foto: Reprodução/divulgação]
Assisti a este diálogo em uma tarde quente de segunda-feira, no centro de São Paulo, numa visita ao Liceu. A escola ia fechar. O centro de São Paulo havia ficado pouco atrativo para uma grande escola privada. A Prefeitura entrou em campo e fez o óbvio: um contrato para que pouco mais de 500 alunos da rede pública pudessem estudar ali. A partir daí, tudo mudou.
O Liceu, uma escola católica com 140 anos, que formou uma parte significativa da elite paulistana, no passado, agora se dedica a alunos da rede pública. É uma escola pública não estatal. Não há um funcionário público na escola. Mas ela é gratuita e 100% voltada aos alunos da rede, oriundos de famílias de menor renda.
São famílias que não teriam como pagar uma escola privada. Mas agora têm esta chance. Muitos mais poderiam ter a mesma oportunidade. Só não tem por que uma elite algo bizarra joga contra. Com toda força. E é sobre isto que precisamos falar.
Qual é o segredo da escola? Nenhum. Apenas gestão. As aulas começam e terminam no horário, não há aulas faltantes, há disciplina, segurança e um sentido de ordem. Isso e a tradição salesiana. Basicamente o que existe em escolas confessionais, sejam católicas ou protestantes.
De tudo, o que mais me impressiona é a inexistência do "absenteísmo". O TCE-SP mostrou que até 11% das aulas da rede estadual foram afetadas pelo absenteísmo, com mais de três aulas por semana prejudicadas.
Outro estudo mostrou um padrão médio de 30 faltas a cada 200 dias letivos no ano. Não é um padrão muito diferente do que se observa Brasil afora, nas redes estatais de ensino. É uma ferida aberta que nenhum pai ou mãe tolerariam para seus filhos, em uma escola privada. Mas que fazemos que não existe, quando se trata dos filhos dos mais pobres, em sua maioria alunos negros, nas redes estatais.
Pois digo que é simplesmente impossível obter qualidade em um sistema com esta ferida aberta. No Liceu, os professores não faltam, ou faltam muito pouco, em função do sistema de incentivos. Todos são celetistas, demissíveis a qualquer momento, e alguma ausência eventual, por razões bem-justificadas, é automaticamente coberta por um professor substituto.
Coisas simples que acontecem em qualquer escola particular. E que deveriam funcionar como um direito para todos, independentemente de renda ou cor da pele, se o País de fato se levasse a sério. Na prática, o que precisamos é fazer com que os incentivos trabalhem para todos, no Brasil, e não apenas para quem pode pagar, no mercado de educação.
O Liceu Coração de Jesus é um dos nossos poucos exemplos similares ao que os americanos chamam de "charter schools". Na prática, gestão particular com foco público, atendendo aos alunos de menor renda.
Dizendo de outra maneira: direitos similares, para quem tem mais ou menos renda. Não é um acesso igual, pois há escolas de elite. Há muita variação na qualidade da oferta educacional, seja na rede pública ou privada. Mas é uma aproximação simples e objetiva, que está a nosso alcance fazer.
Nos Estados Unidos, o pesquisador David Griffith comparou as faltas de professores nas redes públicas tradicionais e nas charter schools e obteve a mesma lição: nas redes tradicionais, 28,3% dos professores faltam mais de dez dias letivos no ano; no modelo charter, 10,3%.
Em todas as 10 maiores cidades americanas e em 34 dos 35 estados pesquisados, professores das redes públicas faltam mais do que os professores das escolas charter. E as razões são as de sempre: os "direitos' barganhados pelos sindicatos, a vulnerabilidade política dos governos, a estabilidade no emprego do funcionalismo, a desmotivação com a estrutura pública tradicional.
Por estes tempos, lia mais uma dessas tantas matérias na imprensa dando conta que nossa educação pública produz "desigualdades em série". A matéria, curiosamente, colocava a "culpa" por este estado de coisas nos próprios alunos. Afinal, eles seriam pobres, seus pais não incentivariam a leitura ou o estudo em casa e coisas assim. Nenhuma palavra sobre o abismo brasileiro entre os 15% ou 20% de alunos de famílias que podem pagar uma escola privada de média ou boa qualidade, e os cerca de 80% que estão presos a um sistema estatal que, na média, entrega apenas 5% de aprendizado adequado em matemática, ao final do ensino médio.
Um abismo que de fato separa os que tem menos e mais renda e que é marcado pela cor da pele. Não porque os alunos não podem aprender, mas porque a escola não ensina. Nossa desgraça, lá no fundo, é que quem decide sobre os rumos de nossa educação pública sabe perfeitamente disso. Sabe, mas está protegido pelo mercado. Sabe que pode comprar a escola boa para os seus. E pode combinar isso com a retórica eterna de um sistema estatal que não funciona, mas cuja conta é paga pelos filhos dos outros.
Digo que nossa elite que comanda a educação pública deveria ter vergonha. Ela tem à disposição a chance de melhorar de verdade a vida dos alunos mais pobres, mas não se move. Insiste na mesma retórica de sempre, enquanto o Brasil segue patinando em matemática no PISA, da OCDE, com resultados baixos e praticamente estagnados.
É por isso que a lição que vem do velho centro de São Paulo tem um significado. Muita gente quer fazer com que aquela experiência simplesmente desapareça. Para que ninguém imagine que exista uma alternativa ao status quo da educação pública brasileira. Mas ela existe. Somos apenas nós, neste mundo desigual e estranhamente confortável, que não prestamos a devida atenção.
Publicado no Estadão de 20/06/2026:
https://www.estadao.com.br/politica/fernando-schuler/uma-licao-que-vem-do-centro-velho-de-sao-paulo/?srsltid=AfmBOookRTjJZsTj1d8P7hEGwTsPE7XxPQJcn4PfAUWSDRPOR6aAS4Ab
Artigo, Felipe Vieira - Políbio Braga e o valor da liberdade
Felipe Vieira é jornalista.
Ao longo de 65 anos de atividade profissional, Políbio Braga construiu uma das trajetórias mais longevas e influentes do jornalismo gaúcho. Começou a trabalhar aos 17 anos e, desde então, acompanhou praticamente todas as grandes transformações políticas, econômicas e sociais do Rio Grande do Sul e do Brasil.
Sua carreira passou por algumas das mais importantes redações do país. Trabalhou nos jornais Diário Catarinense, Correio da Manhã, Última Hora, Gazeta Mercantil, Zero Hora, Correio do Povo e Jornal do Comércio, além das revistas Veja e Exame. Também teve presença marcante no rádio e na televisão, participando de programas na RBS, Band, TV Pampa e TV Guaíba.
Mas sua atuação nunca se limitou aos veículos em que trabalhou. Ao longo das décadas, consolidou um estilo próprio, marcado pela busca permanente por informações de bastidores, pela cobertura política e econômica e pela disposição de expor opiniões sem receio de contrariar consensos.
Talvez por isso tenha conseguido atravessar diferentes épocas da comunicação mantendo relevância. Quando a internet ainda era vista com desconfiança por muitos profissionais da imprensa tradicional, Políbio apostou no ambiente digital. O blog que leva seu nome tornou-se uma referência diária para leitores interessados em política, economia, administração pública e nos movimentos que antecedem os acontecimentos mais importantes da vida pública gaúcha e nacional.
Mais do que acompanhar os fatos, ele participou de muitos deles. Sua experiência ultrapassou as redações. Políbio Braga exerceu funções públicas importantes, ocupando as secretarias municipais da Fazenda e da Indústria e Comércio de Porto Alegre, além da chefia da Casa Civil do Governo do Estado. A vivência dentro da administração pública ampliou sua compreensão sobre os mecanismos do poder e ajudou a moldar o olhar crítico que caracteriza sua produção jornalística.
Mais do que observador da história, Políbio Braga também foi personagem de um dos períodos mais difíceis da vida política brasileira. Durante a ditadura militar, foi preso em 16 estados por razões políticas e encarcerado no Presídio do Ahú, em Curitiba, experiência que marcou profundamente sua formação pessoal e profissional.
Décadas mais tarde, revisitaria aquele período no livro Ahú – Diários de Uma Prisão Política, obra em que relata o cotidiano dos presos políticos, os interrogatórios, as incertezas e o ambiente de tensão vivido por quem se opunha ao regime. Em páginas construídas a partir de suas lembranças e registros da época, o jornalista recupera episódios que ajudam a compreender não apenas sua trajetória pessoal, mas também um capítulo importante da história brasileira.
A passagem pelo cárcere ajuda a compreender por que a defesa da liberdade de expressão, do direito à divergência e do livre debate de ideias se tornaram temas permanentes em sua trajetória. Para alguém que experimentou na própria vida as consequências da restrição das liberdades individuais, a defesa desses valores nunca foi apenas uma posição teórica. Tornou-se parte inseparável de sua história.
Ao refletir sobre sua longa caminhada profissional, Políbio costuma demonstrar a serenidade de quem conhece os desafios de uma carreira construída ao longo de décadas. “Não tenho nada do que me arrepender até hoje. A gente erra para depois acertar”, afirmou recentemente.
A frase sintetiza uma trajetória marcada pela disposição de assumir posições e enfrentar debates. Ele próprio se define como um “destemido”, tanto no jornalismo quanto na vida pública. Ao recordar sua atuação profissional, destacou uma convicção que o acompanha desde o início da carreira: “Sempre busquei a verdade dos fatos. Nunca evitei o contraditório diante dos que mentem descaradamente”.
Sua visão sobre o papel da imprensa também ajuda a compreender sua permanência no debate público. Para Políbio, o jornalista não deve ser um simples observador dos acontecimentos. Deve interpretar os fatos, confrontar versões e oferecer ao leitor elementos para a formação de sua própria opinião. “A médio e longo prazos, a verdade se estabelece. A mentira não permanece”, costuma afirmar.
É justamente essa trajetória que será reconhecida nesta sexta-feira, 26 de junho, às 11h, quando Políbio Braga receberá o Troféu Liberdade, distinção concedida anualmente pelo deputado estadual Rodrigo Lorenzoni a personalidades gaúchas que prestam relevantes serviços à causa da liberdade.
A cerimônia ocorrerá no Salão Júlio de Castilhos, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Mais do que reconhecer uma carreira profissional, a homenagem busca destacar valores que marcaram a atuação do jornalista ao longo de mais de seis décadas: independência, coragem para defender suas convicções e compromisso com a livre circulação de ideias.
Em tempos de polarização, desinformação e questionamentos sobre os limites da liberdade de expressão, a homenagem ganha um significado que ultrapassa a figura do homenageado. Ela remete a um princípio fundamental do jornalismo: a defesa do direito de informar, investigar, questionar e expressar opiniões sem medo.
Políbio Braga pertence a uma geração de jornalistas que aprendeu a profissão nas ruas, nas redações e no contato direto com as fontes. Ao longo dos anos, acompanhou governos, crises econômicas, eleições, transformações tecnológicas e mudanças profundas no próprio jornalismo. Adaptou-se aos novos meios sem abandonar a essência do ofício: buscar informação e compartilhá-la com seus leitores.
Por isso, mais do que uma homenagem individual, o Troféu Liberdade representa o reconhecimento a uma vida dedicada à comunicação e à defesa de um dos valores mais importantes da democracia.
Num país em que a liberdade de expressão frequentemente é colocada à prova, homenagear Políbio Braga é também lembrar que o jornalismo só cumpre sua missão quando existe espaço para a pluralidade, o contraditório e o livre debate de ideias.
E poucas trajetórias simbolizam isso de forma tão clara quanto a dele.
SERVIÇO:
Entrega do Troféu Liberdade a Políbio Braga
Data: 26 de junho de 2026 (sexta-feira)
Horário: 11h
Local: Salão Júlio de Castilhos – Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul
Endereço: Praça Marechal Deodoro (Praça da Matriz), Centro Histórico, Porto Alegre
O direito de opinião é livre para quem o escreve ou comenta, com ressalva: uso do anonimato é sinal de falta de caráter.
Na coluna OPINIÃO de ontem deste Blog, sobre à decisão do TST, de manter sua decisão de multa de 300 mil reais a ORTOBOM teve 7 comentários favoráveis à crítica aquele órgão do serviço público.
Outro comentário isolado foi ao meu postado na mesma edição; " vovô além de golpista é desatualizado parou no tempo em todos os sentidos"
Admito ter falhado quando me referi aos juizes classistas extintos. Foi oportuna e oportunista a sua observação.
Magistrados e advogados de alto nível do saber, apesar de toda a atualização não cumprem às leis, com a cumplicidade do silêncio, de quem talvez seja conveniente ao meu crítico anônimo.
O que não devo aceitar é alguém, escondido na moita do anonimato, neste momento de insanidade jurídica atribuir a alguém o cometimento de crime de GOLPE ÀS INSTITUIÇÕES do Brasil através do desonroso anonimato, sem a apresentação de provas.
Meus artigos e comentarios sempre foram assinados.
Meu recado é dirigido ao patrulheiro plantonidta de ontem 23, dás 22;26h para que se identifique e resolvermos esta dissidência em tribunal apropriado.
O uso de um prolixo baton numa estátua em Brasília deu causa a uma prisão de 14 anos.
Sr. Anônimo este VOVÓ de 84 anos ainda tem forças para agir em defesa do nomes da minha família, Gravina e Mena Barreto Lampert.
Daí que repudia e devolve as suas covardes ofensas.
Dica do editor - Esta alimentação à base de plantas garante mais proteínas e cálcio
Uma especialista em alimentação à base de plantas (plant-based) constrói sua dieta focando em grãos, leguminosas e vegetais variados. Ela obtém proteínas combinando feijões e cereais, cálcio através de folhas verde-escuros e sementes, e garante todos os outros nutrientes apostando na biodiversidade do prato.O planejamento nutricional para atingir as metas diárias inclui:1. Proteínas Completas e BiodisponíveisPara substituir a carne, o foco está nas leguminosas e na combinação inteligente de aminoácidos:Leguminosas: Soja (edamame, tofu, tempeh), grão-de-bico, lentilha e feijões são a base principal.Cereais integrais e pseudo-cereais: Quinoa e aveia.Truques da especialista: Combinar quinoa com lentilhas eleva o valor biológico da refeição, criando um perfil de aminoácidos superior ao de muitas proteínas animais. Ela também usa farinhas funcionais como a de grão-de-bico em pães e tortas e pode incluir proteína em pó (de ervilha ou arroz) em vitaminas.2. Fontes de Cálcio Altamente AbsorvíveisO cálcio vegetal é muito bem absorvido pelo organismo. As principais escolhas incluem:Vegetais verde-escuros: Brócolis, couve, agrião e rúcula.Sementes e oleaginosas: O gergelim (seja em semente ou na pasta tahin) e amêndoas são superconcentrados em cálcio.Derivados de soja: Tofu enriquecido com sulfato ou cloreto de cálcio e leites vegetais fortificados.3. Muito Mais: Ferro, Zinco e VitaminasAlém de cálcio e proteína, a dieta plant-based é rica em fibras e antioxidantes:Ferro: Feijões, espinafre e quinoa. A especialista sempre consome esses alimentos com fontes de vitamina C (como laranja, limão ou brócolis) para maximizar a absorção do ferro.Gorduras Boas: Sementes de chia e linhaça, ricas em Ômega-3.Vitamina B12: Por ser um nutriente crítico, a suplementação diária ou periódica é uma diretriz inegociável em uma dieta vegana bem estruturada.