Artigo, especial -Dagoberto Lima Godoy - O Brasil e o espectro de Roma

Há comparações históricas que, tomadas literalmente, mais confundem do que esclarecem, mas há outras que funcionam como advertência. A analogia entre a degenerescência político-moral do Brasil e a queda do Império Romano pertence a essa segunda categoria. Não porque o Brasil esteja destinado a repetir Roma, nem porque os estados da federação sejam equivalentes às antigas províncias imperiais, mas há um ponto de contato inquietante: quando a autoridade central perde legitimidade moral, capacidade administrativa e força simbólica, a unidade política pode continuar existindo formalmente enquanto, por dentro, se enfraquece.

É aqui que a comparação com o Brasil ganha sentido. O risco brasileiro talvez não seja uma queda espetacular, uma ruptura súbita, uma dissolução imediata da federação. O risco mais plausível é mais insidioso: uma degradação por acomodação. O país não se desmancha porque todos querem destruí-lo, mas porque muitos aprenderam a sobreviver — e até a prosperar — dentro de sua disfunção. Todos criticam os privilégios, desde que não sejam os seus. Todos condenam a corrupção, mas muitos toleram a pequena vantagem, a proteção corporativa, a exceção conveniente, o favor político, a esperteza administrativa. O resultado é uma decadência sem dramaticidade: uma lenta perda de energia moral.

A degenerescência brasileira manifesta-se na substituição do interesse público por pactos de sobrevivência, na captura do orçamento por grupos organizados, na transformação do adversário em inimigo moral, na judicialização excessiva da política e na percepção de que a lei é rigorosa para alguns, negociável para outros e irrelevante para os mais poderosos. Essa situação não equivale ainda ao colapso. Mas produz algo talvez mais perigoso: a normalização do anormal. 

Ainda assim, nenhuma comparação histórica deve servir apenas ao pessimismo. Roma é advertência, não sentença. A reforma do prédio ainda é possível se as rachaduras da estrutura ainda não chegam à falência. O Brasil não está condenado, embora já não possa se permitir a ilusão de que suas fissuras são superficiais.

A reabilitação nacional exigirá recomposição moral e institucional: restauração da responsabilidade, recuperação do sentido republicano, reforma do federalismo, reconstrução da educação como projeto civilizacional, enfrentamento da ilegalidade organizada e da ilegalidade tolerada, além de uma linguagem pública capaz de distinguir adversário de inimigo.

A pergunta, portanto, não é se repetiremos Roma. É se teremos lucidez suficiente para reconhecer os sinais de exaustão antes que eles se convertam em normalidade definitiva.  Um país não se salva apenas por indignação contra sua decadência. Salva-se quando transforma a indignação em responsabilidade, a crítica em reforma e a esperança em ações eficazes.


Presidente da CPI dos Pedágios diz que empreiteiras ganham muito, os usuários sofrem e a Agergs nao faz nada

O deputado Paparico Bacchi, PL preside a CPI dos Pedágios. Ele é candidato à reeleição.

O deputado está inconformado com a atuação da AGERGS na fiscalização dos contratos de concessão rodoviária no Rio Grande do Sul.
O problema não está na qualificação técnica dos servidores, mas na falta de poder efetivo da agência para resolver os problemas apontados pela CPI dos Pedágios, que foio prorrogada e está em curso.

E o papel que tem jogado o governo Eduardo Leite?
A AGERGS está sendo desmoralizada ao não conseguir impor respostas concretas diante das falhas nos contratos, reajustes tarifários e ausência de obras. Enquanto as concessionárias arrecadam milhões dos usuários, a responsabilidade pelas entregas fica sendo empurrada entre governo, agência reguladora e empresas.

O que pode ser feito ?
O modelo de fiscalização deve,ser repensado. O Ministério Público pode ter maior protagonismo no acompanhamento o desempenho das concessões, por possuir mais autonomia para agir diante de irregularidades. A atual estrutura não tem conseguido proteger o usuário gaúcho, que segue pagando tarifas sem receber as obras prometida

Endividamento recorde das famílias

  Pesquisas recentes da Serasa revelam que mais de 80% das famílias brasileiras estão endividadas, e quase metade da renda mensal dos lares está comprometida. Esse cenário limite de insolvência é agravado pelo histórico, em que mais de 30 milhões de pessoas comprometem toda a sua renda apenas com o pagamento de dívidas. O cenário é de insolvência e endividamento recorde histórico e responsabiliza diretamente a ká gestáo do governo petista de Lula da Silva. 

O endividamento familiar atingiu o pico histórico de 49,9% da renda, segundo dados do Banco Central do Brasil.

Inadimplência:
Quase 30% das famílias possuem contas em atraso, e o Nordeste é a região que apresenta a situação mais grave.
Impacto na renda:
As famílias destinam cerc a de 30\% de sua renda mensal para pagar dívidas, sendo que os juros representam uma fatia pesadíssima desse valor.
Principais Causas
Cartão de Crédito e Juros: Facilidade no crédito rotativo, somada a taxas elevadas, torna o cartão o principal vilão do endividamento.Despesas Básicas: Muitas famílias recorrem a empréstimos e parcelamentos não para luxo, mas para garantir gastos correntes de sobrevivência como alimentação, água, luz e saúde.Novos Hábitos: A expansão das apostas online (bets) tem sido citada por economistas e agências de proteção ao crédito como um fator agravante no descontrole financeiro de parte da população.

A situação limite afeta a dignidade e a segurança alimentar nos lares. Para renegociações de dívidas ativas, é possível consultar os canais oficiais como o feirão de descontos na plataforma da Serasa.

Opinião do editor - Estes decretos do governo do PT censuram 168 milhões de brasileiros que usam a internet

Os decretos de Lula também criam um novo contencioso com as big teches e com o governo dos EUA.

O PT e seus aliados irredentores da esquerda mais atrasada do planeta, a brasileira, tentam há vários anos mudar para muito pior os termos do Marco Civil da Internet, cuja produção foi curiosamente de um governo do PT, o de Dilma Roussef.

Já ocorreram tentativas fracassadas de endurecer a liberdade de expressão no âmbito da rede mundial de computadores (www) conforme projetos apresentados dno Congresso Nacional.

O STF e o próprio governo atual do PT repetem de modo corrosivo o mantra de que é preciso censurar os conteúdos de internet, mas sem êxito.

Agora, a apenas 4 meses das eleições, apanhando como vira-latas nos conteúdos que viralizam na internet, o governo do PT decide usurpar de vez prerrogativas do Congresso para impor censura prévia a todos os brasileiros que usam a internet (leia abaixo).

É golpe baixo.

E golpe mesmo.

Cabe ao Congresso editar de imedito decreto legislativo revogando estes abusivos, ilegais, reacionários, golpistas decretos editados ontem pelo governo do PT.

Decretos do governo do PT criam censura prévia e punições inéditas nas redes sociais e em toda a wwww. Saiba do que se trata.

A apenas 4 meses das eleições e acumulando derrotas tremendas na disputa pelos conteúdos que viralizam na internet, com ênfase nas redes sociais, o líder inconteste das esquerdas do Brasil, com apoio do STF e omissão do Congresso, anunciou a edição de 2 decretos para interferir no que circula na rede mundial de computadores (www).

Os dois decretos que estabelecem novas regras para o funcionamento das redes sociais e ampliam o poder de fiscalização do governo sobre as big techs, tipo Facebook, Instagram, You Tube e Tik Tok, mas não só. As medida usurpam prerrogativas do legislativo, mexendo em dispositivos do Marco Civil da Internet e reforçam a obrigação das plataformas digitais de agir contra conteúdos considerados criminosos ou ilegais.

Um dos decretos transfere à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão ligado ao Ministério da Justiça, a responsabilidade de monitorar se empresas como Meta, Google, TikTok e X estão cumprindo as determinações previstas pela legislação brasileira e por decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF). A agência poderá investigar possíveis descumprimentos e aplicar sanções administrativas.

As novas regras também aumentam a responsabilidade das plataformas sobre conteúdos publicados por usuários. Entre os pontos previstos estão mecanismos mais rápidos para remoção de publicações criminosas, combate à desinformação e proteção contra violência digital, especialmente envolvendo mulheres e menores de idade.

De acordo com o governo federal, as mudanças acompanham o entendimento, também usurpador, recente, do STF, sobre a responsabilização das redes sociais em casos de omissão diante de conteúdos ilegais. Antes, as plataformas só podiam ser responsabilizadas após descumprimento de ordem judicial específica. Agora, o texto amplia a obrigação de atuação preventiva das empresas.

Outro ponto previsto nos decretos trata da proteção às mulheres no ambiente digital. As plataformas deverão remover conteúdos íntimos divulgados sem consentimento em até duas horas após a denúncia. O pacote também inclui medidas voltadas ao combate de imagens manipuladas por inteligência artificial e conteúdos ligados à violência de gênero.

As medidas geraram reações distintas entre especialistas, parlamentares e representantes do setor tecnológico. Integrantes do governo afirmam que as novas normas buscam aumentar a segurança digital e combater crimes virtuais. Já críticos avaliam que a ampliação do controle estatal sobre as plataformas pode gerar debates sobre liberdade de expressão e limites da moderação de conteúdo na internet


LIVRO 20/5/2026

MOÇÃO, 2001

 https://www.camarapoa.rs.gov.br/processos/10298

Moção de solidariedade movida por Melo.

Varejo gaúcho vendeu 8,6% mais em março sobre março de 2025

O setor varejista acumulou R$ 23,4 bilhões em vendas em março deste ano, segundo levantamento da Secretaria da Fazenda do RS. O montante é o maior do ano e representa crescimento de 8,6% em relação ao mesmo mês de 2025. Na análise acumulada dos últimos 12 meses, a taxa de crescimento das comercializações foi de 2,2% na comparação com o período anterior.

O jornalista Rodrigo Azevedo, da Ascom da Fazenda, é autor de todo o texto a seguir:

Os indicadores apontam que, a partir de novembro do ano passado, o setor passou a apresentar maior estabilidade no ritmo de crescimento das vendas, com forte avanço registrado em março – o que pode sinalizar uma possível curva de alta.

Segmentos

No recorte por segmentos, também considerando o acumulado de 12 meses, o maior crescimento foi observado no setor de móveis, com alta de 17,4%, o que representa R$ 663 milhões a mais em vendas em comparação com o mesmo período anterior. Já o segmento químico, impulsionado especialmente pelas vendas de medicamentos, registrou elevação de 8,6% – incremento de R$ 1,6 bilhão nas comercializações.

“O setor de móveis foi muito demandado no período pós-enchentes, e esse crescimento continua bastante evidente nos indicadores. Já o varejo de medicamentos teve expansão de 8,8% nas vendas, puxando o desempenho positivo do segmento químico”, analisou o auditor-fiscal da Receita Estadual Michel Câmara, responsável pela apresentação dos dados na live.

Retomada

De acordo com a economista-chefe da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Rio Grande do Sul (Fecomercio-RS), Patrícia Palermo, o mês de março é marcado por uma retomada do consumo após os meses de janeiro e fevereiro, período em que as pessoas tendem a reduzir gastos devido à ausência de receitas extras – como o 13º salário –, além de precisar arcar com despesas típicas do início do ano – como IPVA, IPTU e faturas de cartão de crédito referentes às compras de dezembro.

“Quando chega março, costuma haver elevação das vendas. Mas o crescimento em comparação com o mesmo mês do ano passado é uma excelente notícia. Temos de considerar também que esse resultado já reflete os efeitos da desoneração do imposto de renda para pessoas que ganham até R$ 5 mil, aumento do salário mínimo e o crédito consignado do trabalhador ganhando muita força”, avalia Patrícia.