sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Comunicado RBS

Comunicado: mudança na Governança do Grupo RBS
Em reunião com suas principais lideranças e a presença de seus acionistas, o Grupo RBS anunciou, nesta sexta-feira (7), mudanças em sua governança. Durante o encontro, Eduardo Sirtosky Melzer informou que está deixando suas funções executivas no Conselho de Administração para se dedicar de forma exclusiva à sua empresa de investimentos. Com isso, o CEO da companhia, Claudio Toigo Filho, amplia sua atuação, reportando-se diretamente ao Conselho de Acionistas, presidido por Gilberto Meiches, profissional de mercado com grande experiência em governança de empresas familiares profissionalizadas como a RBS.
Essa transição vem sendo planejada e estruturada desde 2016, quando Eduardo deixou o cargo de presidente-executivo para se tornar chairman da RBS e se dedicar à EB Capital. Desde então, o projeto de transformação da RBS vem evoluindo, preparando a empresa para o futuro.
Ao longo de sua trajetória de 63 anos, a RBS sempre adotou as melhores práticas de governança, conjugando a participação da família com a de executivos. E é exatamente com essa combinação que a empresa deseja seguir avançando.
Abaixo, o comunicado enviado por Eduardo aos colaboradores:
Meus caros colegas da RBS,
Escrevo para informar que, a partir deste mês, passo a me dedicar com exclusividade à EB Capital, empresa de investimentos que fundei com meus sócios em 2017. Diante desse contexto, deixo de cumprir com minhas atribuições de Presidente do Conselho de Administração da RBS. Esse é um processo planejado e estruturado, que vem sendo desenhado desde 2016. Na época, comecei a desenvolver um projeto profissional de outra natureza e, por conta disso, me tornei Presidente do Conselho da RBS, passando a responsabilidade da gestão da operação ao Claudio Toigo, nosso CEO.
Felizmente, todas as frentes andaram muito bem: o projeto de transformação que planejamos na RBS vem sendo executado com maestria, preparando a empresa para o futuro. Em paralelo, a EB Capital cresceu bastante, o que exige minha dedicação exclusiva. Com sentimento de dever cumprido, anunciamos mais essa etapa, alinhada com os valores e o propósito da RBS. O Toigo amplia sua atuação e passa a se reportar diretamente ao Conselho de Acionistas, presidido pelo Gilberto Meiches desde 2018. Gilberto já conhece nossa empresa, está muito perto dos nossos acionistas e tem uma ótima relação com o Toigo. Dessa forma, nossos acionistas e familiares, proprietários da RBS, assim como eu, seguiremos próximos e comprometidos com o projeto empresarial, apoiando e incentivando a gestão e a operação via Conselho de Acionistas, dentro das melhores práticas de governança.
Agradeço a todos por essa parceria maravilhosa que firmamos ao longo de tantos anos. Agradeço também aos acionistas, meus familiares, pela confiança. Desejo muita sorte e muito sucesso a cada um de vocês. Manifesto minha absoluta confiança e admiração no trabalho do Gilberto e do Toigo, que, mais do que nunca, está preparado para continuar liderando a empresa, junto com todos vocês e sempre com o apoio e suporte dos acionistas.
Como membro da nossa família, fundadora e proprietária da RBS, e pelos laços que fiz e fortaleci durante a minha trajetória, estarei sempre perto, acompanhando e apoiando a nossa empresa. 
Abraços,
Duda
  Eduardo Sirotsky Melzer. Crédito: Leandro Fonseca.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Prefeito de Itajaí confirma início do tratamento de ozônio via retal. Piadas e memes viralizam nas redes sociais.

O prefeito de Itajaí, em Santa Catarina, Volnei Morastoni (MDB-SC), virou notícia nacional, esta semana, ao anunciar que a cidade vai adicionar um novo tipo de tratamento contra o vírus chinês: administração retal de ozônio.

A iniciativa gera piadas e memes em todo o País, com ênfase no RS.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela prefeitura na 2ª feira (3.ago), Itajaí tem 3.648 casos confirmados da doença e 105 mortes pela pandemia.

Em uma live feita no Facebook da prefeitura, Morastoni explicou que inscreveu o município na Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa) para iniciar um protocolo de pesquisa para uso do ozônio no tratamento da covid-19. “Estamos providenciando todas as acomodações, os aparelhos, todo o kit necessário para poder aplicar ozônio“, disse o prefeito.

Segundo ele, apenas pessoas com teste positivo para vírus chinêds e que desejem vão receber o ozônio. Morastoni explicou que o tratamento será feito com sessões diárias durante 10 dias. “Provavelmente vai ser uma aplicação via retal, uma aplicação tranquilíssima, rapidíssima, de 2 minutos, num cateter fininho e isso dá um resultado excelente“, afirmou.

O Conselho Federal de Medicina emitiu uma resolução em 2018 determinando que ozonioterapia só pode ser aplicada no Brasil como procedimento experimental. Segundo o órgão, a terapia deve “ser realizada  sob  protocolos  clínicos  de  acordo  com  as  normas  do  sistema  CEP/Conep, em instituições devidamente credenciadas“..

A OMS (Organização Mundial da Saúde) já declarou que não existe cura para a doença ou tratamento com eficácia comprovada. A automedicação não é recomendada para prevenção ou tratamento da covid-19. Quanto à ivermectina, documento do Ministério da Saúde esclarece que “ainda não existem evidências clínicas suficientes que permitam tecer qualquer recomendação quanto ao uso de ivermectina em pacientes com covid-19”. O mesmo posicionamento é adotado pela FDA (Food and Drug Administration)  –órgão norte-americano equivalente à Anvisa.

A Anvisa já divulgou nota reforçando que o medicamento tem apenas indicação para uso conforme o que consta na bula —o que inclui o tratamento de sarnas e piolhos. Segundo a agência, “não existem medicamentos aprovados para prevenção ou tratamento da covid-19 no Brasil”.

Artigo, Maurício Salomoni Gravina - Saúde, Economiae Distanciamento Social Participativo

Normas de afastamento social causam severos danos pessoais e econômicos.São atos de “imperium”de entes estatais, nem sempre coerentes com a realidade local.Isto é ainda mais grave se a reincidência de casos se projeta no tempo.
Recente texto no The New Yorker conta que Shakespeare, durante toda sua vida (52 anos), conviveu com a peste negra, com picos em 1582, 1592-93, 1603-04, 1606, e 1608-09. A praga levou amigos, parentes e três irmãs.Fecharam-se teatros, festas, menos igrejas, onde não se supunha contagiar. Testaram várias medidas: luvas, queima de calçados velhos, cheiravam laranja e matavam cães e gatos em meio ao pavor e promiscuidade.Hard times! Dizem que as pessoas já não se conheciam no distanciamento social.
Hoje a ciência e a comunicação permitem novos convívios.Mas não afastam o vírus.E são previsíveis novas ondas,experimentos da ciência e protocolos sanitários, sendo construtiva a ideia do “distanciamento controlado participativo” anunciado pelo Governo do Estado.
No Brasil as questões de saúde competem à União, Estados e Municípios (CF art. 23, II e art. 24, XII), de forma cumulativa ou concorrente. E o artigo 198, I da Constituição define um sistema único“descentralizado”.O municipalismo teve sua marca, inclusive no licenciamento da atividade econômica e, nessa tensão entre princípios relacionados à saúde e à ordem econômica, ambos merecem interpretação garantística.
O papel da União e do Estado são incontornáveis, mas devem evitar conflitos federativos com os Municípios. De igual sorte o Ministério Público. Não há crime da autoridade que atua no cumprimento de suas funções, nem do particular coerente com as leis locais enquanto não dirimido eventual conflito de competência, que segundo o STF merecem ser analisados individualmente (ADPF 672-DF).
São questões de saúde e economia que podem se estender largamente no tempo e merecem atenção de toda sociedade, com flexibilização e especial respeito às escolhas locais e suas políticas de conveniência e oportunidade.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Artigo, Pedro Lagomarcino - A psicodelia dos imbecis

- O autor é advogado, Porto Alegre.

Um estojo de canetinhas (com uma especial para apagar as cores) é o típico produto retrô que melhor traduz a psicodelia dos imbecis.
Ela funciona assim: é levada a efeito, não raras vezes, através de “chiliques” por quem externa uma certa “vocação” para não ter certezas; por que tem apreço por “colorir” mapas geográficos de uma cor e, da noite para o dia, decide que a cor recentemente “pintada”, embora ainda exale “o frescor da tinta”, deva ser “repintada”; ou de parte de quem ainda aceita, “com a valentia de um capacho”, que tal medida possa ser crível para impactar de forma positiva em algum cenário. A psicodelia dos imbecis é reticente; é titubeante; é cheia de melindres e suscetibilidades inconfundíveis; é externada com discursos que fazem volume, mas que na prática são dissolvidos, ora pelos fatos, ora pelo empirismo excessivo, ora pela inconsistência de conteúdo e, notadamente, flutua entre a oratória do faz de contas, a mixórdia, a inconsequência, a irresponsabilidade, ao despreparo, ao sarcasmo, a gaiatice, porque via de regra, é a constatação da inépcia.
Verdade seja dita, ela não afeta apenas aos imbecis que estão no poder e possuem mandato. Embora eles sejam muitos, fato é que há incontáveis imbecis sem mandato ou poder algum.
De um lado da moeda, no que concerne a ala dos políticos que “vivem” da política, ou seja, aqueles que fazem dela suas “profissões”, já de há muito se sabe que pouco ou nada se pode esperar.
Ora veja, aos(as) que ainda não acordaram, estamos no Brasil, senhores(as)!
A ala dos políticos tem “chiliques” quando é questionada ou cobrada. Diz respeitar as decepções de quem lhes questiona e, na mesma via, por incrível que pareça, tem o despeito de lamentar a ignorância de quem lhes contesta, como se tal lamentação viesse de quem pode lecionar sobre o assunto, com propriedade, a iniciar pelos seus próprios exemplos.
A ala de políticos “profissionais”, de há muito, e em tempos de pandemia ainda mais, se “dedica”, com expansividade e saliência, às “lives”, obviamente, ou para fazer mitagens, ou para fazer lacrações de toda ordem, com o intuito de viabilizar, através da reeleição, seus projetos pessoais de recondução ao poder e nada mais que isso. A equação é óbvia: o número de tietes ou bajuladores on-line pode ser proporcional ao número de votos que se espera ter nas urnas. E, exatamente, por isso, a “dedicação” dada as “lives”, sem as mínimas noções do que seja a impertinência, pode “gerar insalubridade” em quem tem o mais elementar discernimento. Aliás, quem tem algum discernimento, exatamente, a estas “lives” é que declina de assistir, uma vez que são excepcionalíssimas, se é que existiu, alguma realizada em que se tenha demonstrado ações consistentes, dignas da altivez, ou de proposições concretas e edificantes, em prol do bem comum. Infelizmente, a intensidade de “dedicação” para tais “lives” é inversamente proporcional os projetos de impacto elaborados e apresentados. Isso para não se falar que quando algo se produziu e se apresentou de fato, ao longo de um mandato inteiro, foi ou qualitativamente ou quantitativamente inexpressivo.
Impõe-se questionar:
- Qual será a próxima “a cor da canetinha” que este ou aquele governante escolherá para “pintar” a próxima “bandeirinha”, ou a próxima “plaquinha” do mapa do Estado ou da cidade que administra?
- Quem será o próximo Ministro, ou Secretário (seja de Estado, seja de município) a ocupar o cargo, pasmem, em plena pandemia, com alternância e volatilidade que ultrapassam o bizarro, para ser ungido como o Sassá Mutema Salvador da Pátria que seu superior revelou não conseguiu ser? E por quanto tempo resistirá?
- Houve efetiva construção de hospitais no país, em Estados e em municípios, para acolher e tratar os cidadãos que testaram positivo para o COVID-19? Essa construção teve a mesma “celeridade” que receberam as construções e as reformas de estádios para a Copa do Mundo?
- Houve, de fato, o aproveitamento efetivo de toda rede hospitalar, para acolher e tratar os cidadãos que testaram positivo ao COVID-19?
- Como andam, por exemplo, as ações do poder público, para realizar barreiras efetivas de vigilância sanitária, por óbvio, a iniciar pelas vias de acessos de entrada e saída em todas as cidades do país, bem como em bairros menos abastados economicamente, uma vez que é a população economicamente desfavorecida que tem menores condições financeiras, para adquirir produtos como máscaras, álcool gel e luvas, dado o orçamento doméstico reduzidíssimo que possuem, ainda mais em tempos de pandemia, haja vista que em muitos Estados e cidades são impedidas direta ou indiretamente de trabalhar?
- Como andam, por exemplo, as ações do poder público, com a segurança dos agentes de saúde, que tem de sair a campo, de casa em casa, bem como em relação a contratação suficiente de mais agentes, para que possa ocorrer uma atuação em massa, diminuindo os riscos de parte de quem atua e com maior efetividade para quem será atendido?
- Como andam, por exemplo, as ações do poder público, com a segurança de todos profissionais, técnicos e trabalhadores diretos e indiretos na rede de saúde pública? Será que eles possuem condições, equipamentos básicos de proteção condizentes, para atuarem de forma segura, a bem de que possam salvar, sem colocar em risco as próprias vidas?
- Como andam os programas, os projetos, os planejamentos, os indicadores e os monitoramentos de tais indicadores, no que concerne a execução de ações efetivas na área de saúde, nesse contexto todo? Eles existem? E as contenções de circulações das áreas urbanas? Estas ações do poder público não são titubeantes, reticentes, pouco convincentes, alternando-se dia e noite, abruptamente, conforme o ânimo de quem quer “colorir” os mapas para “mostrar algum serviço”, ora flexibilizando suas próprias medidas, sem critérios minimamente aceitáveis, para este ou para aquele segmento, ou para esta ou para aquela atividade, a fim de não desgastar a própria imagem perante a opinião pública, mais do que já se encontra desgastada?
- Como anda a aplicação de recursos públicos em investimentos na área de saúde, para o bem geral da população nesse contexto? Esta aplicação está sendo realizada de forma efetiva, a iniciar pela compra de respiradores, da construção de alas ou de mais leitos para atender as demandas da pandemia, ou os recursos públicos estão sendo retirados dos fundos de saúde, para serem “alocados”, de forma proposital e abjeta, em compras de câmeras, vídeos e pagamento de agências de publicidades, para fazer marketing político já visando as eleições que se avizinham?
- Como fica, perante a tais questões, a falta de exemplo e de comportamento de autoridades constituídas, para não se imiscuir em multidões, para evitar aglomerações, para usar além de álcool gel, frequentemente, máscaras e luvas nestas ocasiões?
- Será que um cidadão, de pouca ou nenhuma instrução, não teria o poder de lançar um simples argumento, com a letalidade de uma hecatombe, e implodir qualquer medida que representantes eleitos queiram realizar, ao indagar por que deve usar máscaras, se muitas destas autoridades constituídas, quando aparecem em público, não as usam e ainda as tiram diante das câmeras em meio a toda imprensa ao darem entrevistas?
- A ala de “políticos profissionais” quer nos fazer crer que tudo está sendo feito diante destas simples interrogações?
Nesse contexto todo, algo é cartesiano, o que seja, os números de pessoas que testaram e vem testando positivo para o COVID-19 só aumenta, assim como só aumenta o número de óbitos em razão do próprio COVID-19.
A curva, nem de longe, acena para dar sinais que irá diminuir.
E o tal achatamento da curva, francamente, não passa, na atual realidade, de uma ilusão.
Por trás de tudo isso, um discurso ideológico e eleitoreiro, nitidamente perceptível e repugnante. Uma pauta surrada, desgastada e obsoleta para saber quem tem a razão, se a esquerda, se o centro, ou se a direita. Nesse contexto, há de ser dito, quem conhece, minimamente, um pouco de história geral, sabe muito bem, qual ideologia destruiu nações e de que forma, deixando tudo por onde passa reduzido às cinzas. Ponto. Todavia, há de se reposicionar o problema dentro de seu contexto, rechaçando-se o deslocamento dos holofotes, em plena pandemia, para a politicagem de 5ª classe, através de discursos estéreis que não levam a lugar algum.
De outro lado da moeda, se a ala dos “políticos profissionais” é de todo conhecida, o que me causa espécie ainda maior, é a ala dos que não estão no poder e não possuem mandato algum, mas que apenas reclamam, como se a vida fosse um muro de lamentações, para que logo “aqueles”, sim, pasmem, exatamente, “aqueles” que fazem da política uma “profissão”, venham a “fazer alguma coisa” e “nos salvar”. Em meio a estes que só reclamam, grande parte apenas aparece, de 4 em 4 anos, para votar e escolher seus representantes eleitos. No entanto, ao longo deste mesmo tempo, hibernam e deixam o exercício da cidadania dormindo em berço esplêndido, achando que o simples voto, sem caminhar par e passo com o exercício constante e vigilante da cidadania, mudará algo em suas vidas. Em meio aos ecos de um quadriênio ecoante de silêncio, não tenho dúvidas, muito veremos a cidadania ser dissolvida ainda mais, pelo exercício facebookiano, destes que apenas “se dedicam” a reclamar, revelando que “a coragem de leões” de redes sociais, se traduz pelo silêncio ensurdecedor da omissão, da apatia, da indiferença e da conivência, próprio de quem se nega a assinar o nome no mais simples abaixo-assinado e, com as mesmas certezas, rejeita realizar uma representação, ao ter informações e provas, para que as autoridades constituídas possam, de fato, tomar medidas cabíveis para coibir, com contundência e efetividade, ilegalidades e inconstitucionalidades imensuráveis em atos administrativos que ocorrem, Brasil afora, como a improbidade administrativa, o abuso de poder, o abuso de autoridade, os desvios de finalidades, o peculato, o tráfico de influência, a corrupção e a formação de Organizações Criminosas que se nutrem, através de seus integrantes, por achaques ao Erário. A estas práticas hão de ser (des)considerados os que já se acovardaram, mesmo possuindo saúde, quando decidiram não mais votar, querendo mudanças, sem exercer a possibilidade de mudar que o voto lhes dá.
Isso sem falar dos que tenham ou não mandato, sejam ou não representantes eleitos, seguem com apreço para descumprir cuidados básicos de proteção, amplamente divulgados por autoridades idôneas de saúde, e seguem, por força do bizarro, não fazendo uso de máscaras, circulando livremente, como se nada houvesse afetado a humanidade inteira, e ainda frequentam aglomerações, churrascos, festas, patuscadas, patacoadas e por aí vai. Não é de se duvidar que se a ocasião lhes convier, terão o despeito para falar sobre empatia.
A psicodelia dos imbecis constrange, é imensa e começo a ter fundadas certezas que corre o risco de ser invencível.
Temo apenas, que os imbecis se proliferem mais que o COVID-19, em especial, em relação ao número dos que querem, por força do inacreditável, transformar suas vidas em uma “profissão política” ao ascender ao poder “para se dar bem”, bem como dos que não tem a mínima capacitação, ou o mínimo preparo, para desenvolver e propor medidas para resolver e, tanto uns quanto outros,  quando “testados pelos ventos, pelas ondas e pelas tempestades”, já renderam homenagens a inexistência ou ao impossível.
Se meu temor estiver certo, as “fábricas que produzem canetinhas” esgotarão os estoques e a demanda será tanta, dado ao excesso de “pintores vocacionados” pelos traços da psicodelia dos imbecis, que este produto, tão necessário ao lúdico, entrará em falta.

Levantamento do Sebrae RS mostra o perfil das cidades gaúchas

Trabalho abrange 62 indicadores socioeconômicos com base na análise de dados de diversas fontes de pesquisa

O Rio Grande do Sul acaba de ganhar uma nova edição do mapa estratégico para auxiliar na tomada de decisões por parte dos gestores municipais, empreendedores e empresários. A ferramenta foi desenvolvida pelo Sebrae RS e contempla o detalhamento de cada um dos 497 municípios do Estado a partir de uma base de 62 indicadores socioeconômicos em comum e que está disponível em https://datasebrae.com.br/perfil-dos-municipios-gauchos/. A analista de Inteligência da área de Gestão Estratégica do Sebrae RS, Andreia Cristine do Nascimento, explica que o Perfil das Cidades foi elaborado a partir de informações provenientes de diversas fontes tais como IBGE, RAIS, CAGED, DEE, Receita Federal, INEP, entre outras.

O levantamento começou a ser efetuado como um projeto-piloto em julho de 2015 apenas para as regionais Sul e Campanha e Fronteira Oeste do Sebrae RS e, a partir de 2016, foi estendido para os 497 municípios do Estado, com atualização anual. Andreia afirma que entre os indicadores analisados, os mais demandados são: Número de estabelecimentos, Empresas por setor, Potencial de consumo, Compras governamentais, Perfil demográfico, IDESE (Índice de Desenvolvimento Socioeconômico), Índice de Educação Básica e dados sobre agropecuária.

A partir do Perfil das Cidades é possível conhecer melhor as peculiaridades de cada um dos municípios gaúchos, usando como parâmetro o indicador que mais interessar ao gestor público ou empreendedor para definir estratégias que levam à melhoria de ambiente da economia, da saúde e da educação e torná-lo mais propício para as micro e pequenas empresas e para toda a comunidade.

Assim, por exemplo, é possível verificar que as cidades de menor porte têm um potencial maior para adquirir produtos e serviços de micro e pequenas empresas, pois as demandas de administrações de grandes municípios normalmente requerem um volume e complexidade difíceis de serem supridos pelos pequenos negócios. É o caso de Vista Gaúcha, no Noroeste do Estado, que lidera o ranking em compras públicas, com 78% adquirido de micro e pequenas empresas, em 2019. Vista Gaúcha conta com 165 micro e pequenas empresas e tem um potencial de consumo urbano calculado em R$ 32 milhões.
Se o foco for a capital gaúcha, por exemplo, o potencial de consumo urbano é de R$ 49,4 bilhões. Porto Alegre conta com mais de 118 mil micro e pequenas empresas e mais de 1.300 de médio e grande portes. No entanto, alcançou apenas 8,4% de aquisições públicas de MPEs do município no ano passado, num total de R$ 147 milhões.

E como curiosidade: o município com mais pessoas idosas é o de Coqueiro Baixo, com 31% da população com mais de 65 anos. O que tem perfil demográfico mais jovem é o de Lindolfo Collor com 72% da população entre 19 e 54 anos e apenas 6% na faixa etária com mais de 65 anos.

Bússola, FSB - As mudanças nos hábitos de consumo de conteúdo e o que podemos esperar daqui pra frente

Em uma das nossas primeiras pesquisas sobre o futuro da comunicação, em meados de abril, constatamos que alguns formatos de conteúdo e canais conquistaram - ou reconquistaram - a audiência. Live streaming, vídeos online e a TV broadcast, principalmente canais de notícias, ganharam mais espaço e reinventaram sua forma de transmitir conteúdo, conectando cada vez mais conversas relevantes na internet com conteúdo audiovisual.

E, se no início da pandemia, o consumo de áudio digital sofreu uma queda, já que esse formato era muito consumido entre trânsitos e caminhadas, agora, uma recente pesquisa feita pela RedMas em parceria com a Brandwatch analisou mudança no comportamento dos consumidores também em relação ao conteúdo em áudio. Dentre os 700 entrevistados, 80% afirmam ter aumentado ou mantido seu consumo de áudio digital durante o isolamento e 67% disseram acreditar que rádios, podcasts e música são muito importantes durante a quarentena. Podemos dizer que trocamos o momento em que ouvimos streaming de áudio - agora durante atividades de casa -, mas que esse formato ainda tem muito o que crescer.

Enquanto plataformas já renomadas se reinventam, outras começam a expandir seu conteúdo para ampliar o alcance da sua audiência. Um exemplo o Twitch conhecida plataforma de streaming de games e que agora começa a investir em talentos da música. A mais recente aposta foi um contrato com Kondzilla que promoverá bate-papos, programas diários e participação de artistas do time da Kondzilla Records. Vamos ver produtores de conteúdo investindo cada vez mais em multicanais.

Em tempos de atividades em casa, outro canal que ganhou destaque foi o Pinterest que acaba de chegar aos 400 milhões de usuários ativos mensais. A Geração Z e os Millennials são os principais responsáveis pelo crescimento da rede social e usam a plataforma para pesquisar sobre temas variados, que vão de moda a ideias de decoração, dicas de estudo, além de informações sobre iniciativas sociais. É uma plataforma para ficar de olho e que pode trazer bons insights para marcas que produzem conteúdo para este público. 
O consumo de conteúdo durante a pandemia tem nos mostrado como os comportamentos podem mudar o tempo todo. Por isso, ao pensar na sua estratégia de conteúdo, nunca coloque todos os ovos em um único cesto. Entenda onde sua audiência está e o que está consumindo para atraí-los para dialogar com sua marca. No episódio do podcast Digitalize desta semana, Pollyana Miranda, diretora de digital da Loures, e Rizzo Miranda, diretora de digital da FSB Comunicação, debatem sobre o papel de cada canal e como direcionar sua comunicação de forma estratégica.

Sabemos que a pandemia transformou nossos hábitos de consumo, de produção de conteúdo, de relacionamento com as marcas e, principalmente, acelerou a transformação digital e a comunicação dentro e fora das empresas. De acordo com uma pesquisa da Twilio, plataforma de comunicação em nuvem, 95% das empresas estão buscando novas formas de se comunicar e atrair cliente  e 92% afirma que a comunicação digital é a nova força vital para os negócios. Você está preparado?

Boa leitura!


terça-feira, 4 de agosto de 2020

Villa Trituris

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