Lula disse nesta semana que o preço do frete rodoviário está baixo. Disse isso em público, ao cobrar do Senado a votação de uma medida provisória sobre o setor. Quem vive de transportar carga ouviu a frase enquanto encara o preço do diesel, que até recuou um pouco em junho, acumular alta de 15% em um ano. Para o caminhoneiro que negocia cada viagem no aperto, a declaração simplesmente não combina com o que acontece na estrada. Fosse uma frase isolada, talvez passasse despercebida. O problema é que os fa tos da própria semana seguiram em outra direção. O próprio governo já admite que a inflação deste ano ficará acima do que ha via previsto, com o El Niño pressionando o preço dos alimentos antes mesmo da colheita. Ao mesmo tempo, a Fazenda confirmou que a retirada do subsídio da gasolina começará na próxima semana. Na prática, o desconto que ajudava a se gurar o preço acaba justamente quando outros custos continuam pressionados. Tem outro ponto que recebeu bem menos atenção. Praticamente toda semana, o Tesouro vai ao mercado vender títulos da dívida pública para financiar as des pesas do governo. Bancos e fundos compram esses papéis e, em troca, recebem juros. Nesta semana, esses investidores exigiram uma remuneração maior para continuar emprestando dinheiro ao governo. O motivo apareceu no mesmo dia. Pela manhã, o ministro da Fazenda afirmou que as contas de 2027 fechariam no azul sem aumento de impostos e sem corte de gastos. À tarde, o mercado respondeu cobrando juros mais altos para finan ciar essa promessa, e o Tesouro aceitou pagar. Isso pode parecer um assunto distante da rotina de quem trabalha e paga contas, mas não é. O custo desse dinheiro aparece no financiamento da casa, no cartão de crédito, no crediário e também no preço que o comerciante paga para repor o estoque. Quando o governo passa a pagar mais para tomar empréstimos, esse custo acaba se espalhando por toda a economia. E quem recebe essa remunera ção maior são justamente os bancos e fundos que financiaram a dívida pública. O resultado aparece em vários lugares ao mesmo tempo. O desconto da gasolina acaba, o diesel continua mais caro do que há um ano, os alimentos seguem pres sionados e o crédito fica mais caro. Quem depende do frete para trabalhar ou do carro para viver sente isso antes de qualquer relatório econômico. A resposta do governo já é conhecida. O FMI deve revisar para cima a projeção de crescimento do Brasil, e as vendas de automóveis tiveram o melhor mês de junho em treze anos. Os números existem, mas eles não mudam o fato de que famílias e empresas continuam pagando mais caro para financiar uma casa, um carro ou o capital de giro do próprio negócio. Enquanto isso, o presidente corre o país inaugurando obras antes das restrições impostas pela legislação eleitoral. Questionado sobre essas regras, respondeu que são uma "papagaiada". Ao mesmo tempo, o desconto da gasolina acaba e o reajuste começa a aparecer nos postos já na próxima semana. Uma notícia ocu pa as manchetes. A outra aparece quando o motorista encosta para abastecer. No fim, ninguém precisa acompanhar leilões do Tesouro nem ler relatórios do mercado financeiro para perceber o que está acontecendo. Basta abastecer o carro, fazer compras ou conversar com quem vive do transporte de cargas. Con tudo, o presidente continua dizendo que o frete está barato
Polícia Civil indiciou e MPRS acaba de denunciar o ex-prefeito de Uruguaiana, Ronnie Mello. Saiba o que acontece.
Em novembro de 2021, a Justiça Eleitoral chegou a determinar a cassação dos mandatos de Ronnie Mello e seu vice após pedidos do MP-RS por captação e gastos ilícitos em contratos de limpeza urbana.
O ex-prefeito de Uruguaiana, Ronnie Mello (PP), foi denunciado pelo Ministério Público do RS, tudo depois que a Polícia Civil denunciou-o no âmbito da chamada Operação Oppenheimer. A Polícia Civil e o MPRS informam que o caso corre em segredo de Justiça, envolvendo suspeitas de corrupção, associação criminosa e compra de apoio político.
Ele se diz inocente e nega todas as acusações.
Ronnie Mello é candidato a deputado estadual. Ele é homem de confiança do deputado Frederico Antunes, candidato a senador na chapa liderada pelo vice-governador Gabriel Souza.
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Despenca evasão escolar na rede municipal de ensino público de Porto Alegre
A Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre registrou queda de 44% na evasão escolar em apenas um ano. Os dados são do Censo Escolar da Educação Básica, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O índice geral de abandono caiu de 0,90% em 2024 para 0,50% em 2025, uma redução de 44,4% em apenas um ano. Na comparação com 2021, primeiro ano da série histórica após a pandemia de Covid-19, já que o Censo Escolar de 2020 não apurou esse indicador em razão da suspensão das atividades presenciais, a redução chega a 77,3%, passando de 2,20% para 0,50%. Nos Anos Iniciais, o abandono escolar caiu de 0,50% para 0,20%, redução de 60%. Já nos Anos Finais, o índice passou de 1,40% para 0,90%, uma queda de 35,7%.
Um dos principais instrumentos dessa estratégia é o Busca Ativa Escolar, programa voltado à identificação e ao acompanhamento de estudantes com baixa frequência, inclusive com visitas familiares e busca conjunta de soluções.
Além da Busca Ativa Escolar, a Secretaria Municipal de Educação intensificou o monitoramento sistemático da frequência ao longo de todo o ano letivo, possibilitando intervenções rápidas sempre que identificados sinais de risco de abandono.
Opinião do editor
Todas as postagens feitas hoje por Michelle Bolsonaro, com ênfase para o ato assinado pelo governo Lula estabelecendo uma Política Nacional de Educação Bilíngue, demonstram que ela resolveu não submergir e aparentemente desafia o próprio marido, Jair Bolsonaro.
O governo que ela elogia co-lidera o consórcio com o STF e que confina seu marido no calabouço, mantém exilado seu enteado Eduardo, prende e arrebenta seus adversários da oposição, além de atemorizar a poulação brasileira através do seu regime autoritário opressor e criminoso.
É hora imprópria partindo de quem parte e no contexto da disputa presidencial atual.
A mídia lulopetista repercute tudo para elogiar Michelle e saudá-la por divergir da família Bolsonaro.
O que escreveu Michelle:
- A educação bilíngue de surdos tornou-se uma modalidade separada da Educação Especial, trazendo mais autonomia e protagonismo para a comunidade surda. É um sonho realizado! Seguimos trabahando por um Brasil mais acessível e com oportunidade para todos.
ONG aponta omissões da PGR no caso Viviane x Vorcaro
Transparência Internacional vê “inação grave” da PGR em relação a contrato entre Viviane Barci e Vorcaro
Gazeta do Povo - por Vinicius Macia - 2/7/2026
A ONG anticorrupção Transparência Internacional apontou gravidade na ausência de atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR) em relação às revelações sobre o contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
"O grau de informalidade com que se tramitou um contrato de R$ 129 milhões de reais é estarrecedor e só aumenta as suspeitas - que já eram mais que suficientes para a abertura de uma investigação própria. A inação da PGR se torna mais grave a cada nova revelação", publicou a entidade, nesta quinta-feira (2), em referência à reportagem do jornal Estado de São Paulo que revela a conversa em que Viviane, diretamente, envia ao dono do Master, Daniel Vorcaro, a minuta do contrato.
Na captura de tela divulgada pelo jornal, Vorcaro responde perguntando como faria a assinatura, se eletronicamente ou pelo envio dos documentos impressos e assinados. A troca de mensagens ocorreu em 17 de janeiro de 2024.
Em um dos seus celulares, Vorcaro possuía os contatos de Viviane, de Moraes e do advogado Mágino Alves Barbosa Filho, membro do escritório. Viviane diz que o contrato diz respeito a serviços de consultoria jurídica e compliance realizados entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, sem qualquer condução de causas no Supremo.
A revelação trouxe Viviane para o cenário de controvérsias envolvendo o caso Master, sobretudo diante das suspeitas de uma ligação próxima entre seu marido e o banqueiro acusado de fraude contra o sistema financeiro nacional. Diante da repercussão, o Supremo mandou investigar o vazamento das informações à imprensa.
A Gazeta do Povo entrou em contato com a PGR. O espaço segue aberto para manifestação.
85% ainda não decidiram o voto ao Senado no Paraná; Gleisi lidera rejeição
O levantamento revela que 50,5% dos entrevistados responderam "não sabe ou não opinou", enquanto 34,3% afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo. Como cada eleitor pode escolher dois candidatos ao Senado, esses percentuais refletem a soma das respostas para as duas vagas e demonstram que grande parte dos paranaenses ainda não completou sua escolha.
Entre os candidatos, Alvaro Dias lidera com ampla vantagem, registrando 40,2% das intenções de voto consolidadas. Na sequência aparecem Gleisi Hoffmann (PT), Deltan Dallagnol (Novo), com 15,4%, e Filipe Barros (PL), com 12,8%. Também foram citados Alexandre Curi (8,6%), Cristina Graeml (6,5%), Luiz Carlos Hauly (5,7%), Rosane Ferreira (3,6%) e Renata Borges (3,4%).
Os números indicam que Alvaro Dias mantém posição confortável na disputa pela primeira vaga. Já a segunda cadeira permanece aberta, mas, neste momento, a divisão dos votos entre diversos candidatos de centro e direita impede que um deles ultrapasse Gleisi Hoffmann. O resultado favorece a deputada na disputa pela segunda vaga, mesmo diante da fragmentação do eleitorado oposicionista.
A pesquisa também mediu a rejeição dos candidatos. Gleisi Hoffmann lidera esse indicador com 40,2%, percentual muito superior ao dos demais concorrentes. Alvaro Dias registra 11% de rejeição, Deltan Dallagnol aparece com 10,2%, Alexandre Curi tem 7,4%, enquanto Filipe Barros e Cristina Graeml registram 6,6% cada.
O instituto entrevistou 2 mil eleitores, presencialmente,
entre os dias 29 de junho e 1º de julho, em todas as regiões do Paraná. A
margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A
pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número
PR-09668/2026.
Moro abre vantagem e lidera corrida pelo governo do Paraná
No cenário mais amplo do primeiro turno, Moro registra 39,6% das intenções de voto, seguido pelo deputado estadual Requião Filho (PDT), com 20,8%, e pelo ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB), que soma 17,8%. Em seguida aparecem o ex-deputado federal Sandro Alex (PSD), com 5%, o ex-deputado estadual Tony Garcia (DC), com 1,8%, e o advogado Luiz França (Missão), com 0,8%.
Sem Rafael Greca na disputa, Moro amplia sua vantagem e alcança 47% das intenções de voto, enquanto Requião Filho sobe para 24,2%. Já em um cenário sem Sandro Alex, o senador registra 41,2%, mantendo distância confortável dos adversários. Nos três cenários avaliados, o percentual de eleitores indecisos ou que afirmam votar em branco, nulo ou em nenhum candidato varia entre 15% e 21%.
A pesquisa também simulou possíveis confrontos de segundo turno. Contra Requião Filho, Sergio Moro venceria por 51,6% a 26,8%. Em uma disputa contra Rafael Greca, o senador também sairia na frente, com 47,8% das intenções de voto, enquanto o ex-prefeito alcançaria 29,6%.
O levantamento ouviu 2.000 eleitores em todas as regiões do Paraná entre os dias 29 de junho e 1º de julho. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

