sábado, 17 de agosto de 2019

Marchezan Júnior sanciona nova lei sobre proteção do patrimônio cultural de bens imóveis

O prefeito Nelson Marchezan Júnior sancionou, nesta sexta-feira, 16, a lei 12.585, que estabelece regras para a proteção do patrimônio cultural de bens imóveis por meio de inventário. A partir da nova legislação, Porto Alegre contará com critérios mais claros e objetivos para classificar os imóveis e evitar o abandono de edificações que deixam a cidade com aspecto de desleixo. Hoje, 5,2 mil imóveis estão inventariados como patrimônio cultural no município e outros 500 estão bloqueados por decisão judicial.
Segundo o prefeito, a nova lei traz mais transparência e corrige discrepâncias. “A lei que tem critérios liberta. Essa legislação dará mais sustentabilidade e segurança jurídica a todos os interessados a médio e longo prazos”, afirma. O projeto do Executivo, concebido após uma longa discussão para classificar os imóveis e evitar o abandono de edificações, foi aprovado em maio pelo Legislativo, por 25 votos favoráveis, nenhum contrário e cinco abstenções.
A lei preenche lacunas deixadas pela revogação da lei complementar 601/2008, em 2017, e determina critérios técnicos a serem observados durante o procedimento de inventário. Uma das inovações é que os imóveis serão inventariados como de “estruturação” e de “compatibilização” (veja abaixo as definições de cada um).

A nova legislação também vai permitir aos proprietários de imóveis inventariados pelo Município a transferência de potencial construtivo, previsto no Estatuto das Cidades. Na prática, isso significa que o proprietário poderá vender o direito de construir a que ele teria direito se o imóvel não estivesse protegido pelo poder público. Além do retorno econômico que poderão obter com a venda de espaços, os donos desses imóveis contarão com incentivos urbanísticos e enquadramento em medidas de incentivo à cultura.
O secretário municipal de Sustentabilidade e Meio Ambiente, Germano Bremm, explica que, após instaurado o procedimento de inventário, a equipe de Patrimônio Histórico e Cultural (EPAHC) realizará um estudo prévio para identificar o imóvel com interesse de preservação, classificando-o, quando for o caso, como edificação inventariada de estruturação ou compatibilização. A análise deverá ser concluída no prazo de seis meses, podendo ser prorrogável pelo mesmo período.
Presente no ato de assinatura, o diretor da Uma Incorporadora, Antonio Mary Ulrich, ressalta que a legislação está muito bem equilibrada e serve de exemplo para outras cidades. Para o presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA-RS), Vicente Brandão, a lei é um grande avanço e flexibiliza a possibilidade de imóveis históricos terem projetos novos de manutenção. “Porto Alegre sempre cuidou de seus imóveis históricos e vai continuar cuidando”, destaca o vereador Reginaldo Pujol.
Critérios - Para serem catalogados como patrimônio cultural, os imóveis deverão atender a pelo menos três de cinco instâncias: histórica ou simbólica, morfológica (relacionada à questão arquitetônica), técnica (referente ao processo construtivo), paisagística e de conjunto. 
Após instaurado o procedimento e a EPAHC ter concluído o estudo prévio de identificação dos imóveis com interesse de preservação, ele deverá ser divulgada nos veículos de comunicação, com a listagem dos imóveis a serem analisados. O estudo deverá também constar da Declaração Municipal Informatizada (DMI), documento que apresenta as condições dos imóveis. Durante o andamento do trabalho, não serão emitidas licenças para demolição ou aprovação de projeto.
Caso o imóvel não seja listado no período previsto, estará liberado dos efeitos da lei e somente poderá ser reavaliado após 48 meses, prazo este que poderá ser alargado caso haja qualquer procedimento de estudo de viabilidade urbanística ou aprovação de projeto em tramitação. Os donos de imóveis poderão solicitar à EPAHC certidão esclarecendo se há estudo prévio em andamento e prazos para a conclusão.
Tipos de imóveis - Os de estruturação são aqueles que, por seus valores, atribuem identidade ao espaço, constituindo elemento significativo na estruturação da paisagem onde se localizam, consistindo, portanto, em bens de preservação. Desta forma, poderá ser autorizada, mediante análise do órgão técnico competente, a restauração,  reciclagem de uso, demolição parcial ou acréscimo de área construída, desde que se mantenham preservados os elementos históricos e culturais que determinaram sua inclusão no Inventário do Patrimônio Cultural de Bens Imóveis do Município.

Já os imóveis de compatibilização são aqueles que expressam relação significativa com os de estruturação e seu entorno, e cuja volumetria e outros elementos de composição requerem tratamento especial. Poderão ser demolidos, desde que a nova edificação qualifique a intervenção requerida.
Também participaram da reunião em que foi sancionada a nova lei os secretários municipais de Desenvolvimento Econômico, Eduardo Cidade, e de Cultura, Luciano Alabarse; o coordenador de Memória e Patrimônio, José Francisco Alves; a diretora do Patrimônio Histórico e Cultural, Ronice Giacomet Borges; o vice-presidente da Associação Gaúcha dos Advogados de Direito Ambiental e Empresarial do RS, Eduardo Citolim; e o presidente da Associação das Empresas do Bairro Humaitá e Navegantes, Luiz Carlos Camargo.


sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Entrevistacom Marcos Lisboa, Insper - Economia ficará estagnada se as reformas não forem logo implementadas


A entrevista foi realizada por Marcos Strecker, Istoé.

O economista Marcos Lisboa tem se firmado como uma das vozes mais influentes no debate econômico nos últimos anos. Após participar do primeiro governo Lula como secretário de Política Econômica, despertou reações ao criticar os rumos da gestão Dilma, e anteviu a crise que se seguiria. Agora, ele alerta sobre o fato de que o País estará condenado à estagnação e ao crescimento baixo se as reformas como a da Previdência não forem logo implementadas. .


Como o senhor vê as propostas de Reforma Tributária que incluem uma nova CPMF?
O Brasil perdeu o bonde da história. Mais de 150 países usam o imposto sobre valor agregado (IVA), que é bastante simples. Você paga sobre o que vendeu, descontado o que seus fornecedores já recolheram. É simples, padrão. Temos um sistema tributário completamente deformado, e isso aparece em diversos indicadores. O País tem uma dívida com Rogério Marinho pela Reforma da Previdência. Mas parece que boa parte do governo se perde em problemas menores

Por exemplo…
O contencioso entre a Receita Federal e as empresas representa 12% do PIB. Esse número não existe em outro país. É resultado de regras ruins. No ICMS o problema é maior ainda. Voltar à CPMF é inacreditável. Os poucos países arrumados que adotaram um imposto sobre movimentação financeira o abandonaram. Há um que o mantém, com uma alíquota elevada, de 2%: a Venezuela. É surpreendente que lideranças empresariais e o próprio governo pensem em fazer um imposto que, nessa proporção, só existe na Venezuela. É descabida essa tributação. Entendo o medo dos empresários, que receiam pagar mais impostos. Precisamos então tratar da informalidade, dos problemas. Mas não vamos criar um espantalho completamente descabido, que ninguém razoável no mundo usa, porque se tem medo de pagar um pouco mais.

A Reforma da Previdência no seu formato atual é suficiente para resolver o problema fiscal?
Precisamos derrubar alguns mitos. Primeiro, a Reforma da Previdência não resolve o problema fiscal. Ela faz com que a situação pare de piorar. Na melhor das hipóteses, vai estabilizar o gasto em relação ao PIB. Vamos precisar de outras reformas para economizar dinheiro. Segundo, o problema dos estados é grave. A reforma precoce de professores e PMs é um problema para eles. Por que professores precisam ter aposentadoria precoce em relação a outras profissões? Em que medida seus trabalhos são mais desgastantes ou estressantes do que os de um médico de UTI? Em diversos estados 70% dos gastos com aposentadoria são com PMs e professores. Esse é o drama brasileiro. O oportunismo, o autointeresse exacerbado e a falta de solidariedade são típicos. O agronegócio não quer pagar contribuição para a Previdência. A indústria diz que precisa de crédito subsidiado e proteção contra os estrangeiros. Esse egoísmo dos diversos grupos de interesse explica o motivo pelo qual o Brasil ficou para trás.

O Banco Central baixou a Selic. Os juros menores vão impulsionar a economia? Em outras palavras, a política monetária sozinha pode levar à retomada econômica?
Imaginar que a política monetária ajuda o crescimento é um equívoco que a gente comete há anos. Ela controla a inflação e ajuda a atividade. Os juros estão caindo por uma razão ruim, pois a economia está muito fraca. Pela queda que ocorreu, já devia ter se recuperado. Isso é um sinal preocupante de como a economia está frágil. Há sinais um pouco positivos. Esse ano vamos terminar com crescimento ao redor de 1%, talvez um pouco menos. É possível que, 12 meses à frente, possamos crescer 2%. Mas o nosso crescimento potencial, sustentado, é de 1% ou menos. Isso é uma má notícia.

E no curto prazo?
Podemos ter uma retomada maior no curto prazo pela capacidade ociosa, mas não será sustentável. A economia brasileira está muito machucada. Vamos crescer pouco, a menos que façamos diversas reformas difíceis e importantes.

As polêmicas criadas pelo presidente Jair Bolsonaro e sua pauta de costumes põem em risco a agenda de reformas?
Certamente esse ruído tem atrapalhado. Passa a Previdência e começamos a discutir nomeação de embaixador, como se fosse algo relevante. Isso cria uma insegurança nas pessoas sobre se o governo sabe para onde está indo e o que é prioridade. Aparentemente não, em muitos casos. Porém, precisamos ressaltar as exceções. O País tem uma dívida com o Rogério Marinho pela Reforma da Previdência e com o Mansueto Almeida pela clareza com os problemas fiscais. Mas parece que boa parte do governo se perde em problemas menores, em um País que está estagnado há uma década.

A polarização política e a falta de consensos ameaçam o enfrentamento das questões estruturais, como educação, saúde e segurança?
Nada mais parecido no Brasil do que a extrema esquerda e a extrema direita. Basta ver a Reforma da Previdência. A esquerda dizia que não havia déficit, não havia problema. Afirmava que serviria para ajudar alguns setores, haveria interesses escusos. E o pior é que uma parte da direita tem a mesma combinação de superficialidade e leviandade no discurso. É preocupante. Há muitos problemas relevantes, e no entanto fica uma briga de comadre entre a esquerda e a direita, um difamando o outro de maneira disfuncional.

A guerra comercial EUA-China ameaça o Brasil?
Esse é outro ponto preocupante. É preciso um mínimo de responsabilidade, porque o mundo hoje é mais instável, difícil. O País precisa cuidar dos seus fundamentos para que possa crescer de forma minimamente sustentável. Uma parte da América Latina foi bem-sucedida. O Chile conseguiu crescer, o Peru, a Colômbia, o Panamá. E outra parte insiste nesses discursos disparatados. Há um país, há anos, que empobrece lentamente: a Argentina. Outro escolheu o lado do penhasco: a Venezuela. Infelizmente, o Brasil parece estar entre os dois.

Os acordos de livre comércio com a União Europeia e talvez com os EUA podem acelerar o crescimento?
O acordo com a União Europeia é ótimo. É um processo de dez anos, que requer muitas medidas e ações. Mas boa parte do que um acordo como esse com a UE requer é cuidar do meio ambiente. Parece que de um lado se quer fazer o acordo, de outro, não. O Brasil é um país estranho. É um dos mais fechados ao comércio industrial. Há restrições de tarifas, técnicas. Esse é um clube que integramos com alguns países africanos muito pobres. Há a burocracia, as regras de conteúdo nacional. É um pesadelo trazer uma máquina mais eficiente do exterior. Esses anúncios ufanistas são bacanas, mas temo a frustração, pois não estamos fazendo o dever de casa. São temas que estão na mão do governo federal.

As privatizações estão caminhando no ritmo adequado?
O Brasil está mais do que atrasado. Há resistências de quem quer ser oposição — pois tem de falar mal do governo — e dos sindicatos, dos servidores. Por outro lado, na campanha, o governo prometeu mais do que tem. Já podia ter privatizado a Eletrobras. Por que está tão lento? Privatizar diversas empresas é bom, mas não vai resolver o problema do País. Fico frustrado de esse processo demorar tanto. Em termos de saneamento, ainda somos reféns das empresas estaduais. Por que isso não andou?

O combate à corrupção ainda é um dos principais desafios do País?
É fundamental. O Brasil deu um salto imenso, mas é importante entender também o que o permitiu. Esse é um problema histórico. A causa foi o Estado grande com poder discricionário. Numa hora você quer fortalecer uma grande empresa estatal, e o diretor pode decidir construir isso ou aquilo. Quando se cria esse poder público gigantesco com tamanho poder decisório, nas mãos de diretores de estatais, abre-se espaço para a corrupção. Se o País acha razoável regras tributárias tão diferenciadas, essa meia entrada generalizada, você abre espaço para a corrupção. Às vezes se dá o benefício por boas intenções. Outras vezes, pelas razões erradas. É preciso resgatar o princípio republicano de tratar os iguais como iguais. E dar transparência à concessão de benefícios. Toda vez que ela é obscura, abre-se margem para o malfeito. Não se deve concedê-los por meio de isenções tributárias. Isso deve ser feito via orçamento, gasto, jamais via tributação. Ela não é o mecanismo adequado para fazer política pública. a não ser em casos excepcionais. O estrago do governo Dilma é equivalente ao do governo Geisel. O sistema tributário virou um pesadelo

O liberalismo econômico nunca foi popular no País. A agenda do ministro Paulo Guedes vai prosperar?
Acho que isso vem mudando no Brasil há uns 20 anos. Começou no final do governo Sarney, com a abertura comercial, além das privatizações que vieram no governo Collor e Itamar. A introdução das agências reguladoras no governo FHC… Mesmo o governo Lula, no começo, preservou essa agenda. Tivemos um retrocesso imenso a partir de meados do segundo governo Lula e no governo Dilma. Vamos pagar por isso por muito tempo. O estrago do governo Dilma é equivalente ao estrago do governo Geisel. Houve destruição e má alocação de recursos, o sistema tributário virou um pesadelo. Essa disfuncionalidade é uma das responsáveis pela pobreza no Brasil. O que está me preocupando é que está havendo muito discurso e pouco resultado. A medida da liberdade econômica me decepcionou profundamente, não foi bem feita. Precisamos enfrentar os problemas, e não criar regras gerais, princípios. A impressão que fica — com raras exceções no governo — é que existe boa intenção, mas pouco conhecimento técnico de como implementar as medidas. Acabam vendendo pílula do câncer.

Haverá retomada econômica?
Olha a demora para a recuperação. O estado ao qual o Brasil chegou. Se alcançarmos 2% de crescimento vamos ficar aliviados — uma economia com 12 milhões de desempregados e que andou para trás na última década. Isso depois da imensa queda de juros desde o governo Temer. É preciso reconhecer que existe algo de grave na nossa economia, ou estaremos condenados à estagnação e ao crescimento baixo por mais uma geração. Meu receio é que, depois de crescermos 2%, volte a crise. Tem sido assim recorrentemente

Marchezan Júnior protocola ADI para derrubar artigo do regimento interno da Câmara


O Executivo Municipal ingressou, nessa quinta-feira, 15, no Tribunal de Justiça do Estado, com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), com pedido de medida liminar, contra o artigo 196 do regimento interno da Câmara Municipal e seus parágrafos. Este dispositivo regimental está servindo de amparo ao requerimento apresentado à presidência da Câmara solicitando renovação de votação do PLCE - Atualização da Planta Genérica de Valores do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), aprovado no dia 30 de abril de 2019, por 22 votos favoráveis e 14 contrários. A solicitação, datada de 5 de maio, encontra-se na presidência da Casa, e o requerimento não foi apreciado pelo plenário. O processo está há mais de 100 dias parado no Legislativo.

De acordo com sustentação jurídica da Procuradoria Geral do Município (PGM), este artigo, que possibilita que o processo de votação possa ser renovado uma só vez, mediante requerimento de vereador devidamente fundamentado e aprovado no plenário, viola de forma flagrante dispositivos das constituições federal e estadual. Nenhuma delas prevê que uma mesma matéria seja novamente votada no mesmo ano. O regimento da Câmara quer fazer valer um “turno intermediário” ou “terceiro turno”, que é vedado, inclusive, com base em precedente do Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, a Constituição Federal determina que leis complementares sejam aprovadas por maioria absoluta, regra esta que também tem previsão na Lei Orgânica do Município de Porto Alegre. 

Conforme o regimento interno da Câmara, resultados obtidos com diferença de até três votos podem ser questionados, provocando uma segunda votação, o que não foi o caso da matéria referente ao IPTU. A argumentação do parlamentar que ingressou com o requerimento é de que a diferença de três votos ocorreu em relação à maioria absoluta, de 19 votos, diante do total de 36 vereadores.

Diante do requerimento por nova votação, a presidência da Casa enviou à Procuradoria do Legislativo, no dia 22 de julho, solicitação de parecer legal. Desde então, o pedido está parado e não foi encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e tampouco ao plenário para votação.

Para que a lei da nova Planta de Valores do IPTU passe a valer no ano que vem, deverá ser sancionada até 27 de setembro, atendendo à noventena de matéria tributária. A Prefeitura projeta aumento de cerca de R$ 65 milhões na arrecadação em 2020. A partir de 2026, quando a atualização da planta de valores dos imóveis for cobrada na íntegra, o acréscimo anual deverá chegar a R$ 238 milhões.

Dólar continuará subindo

Importantes indicadores de atividade econômica divulgados ontem reforçam a percepção de que o diferencial de crescimento dos EUA em relação ao mundo poderá continuar presente. Esse diferencial, que não é incompatível com a tendência de desaceleração da economia global, constitui um vetor adicional de fortalecimento do dólar contra outras moedas, em um ambiente no qual a moeda norte-americana já tem refletido a maior aversão ao risco.

A análise é dos economistas do Bradesco e foi enviada há pouco ao editor. Leia mais:

A produção industrial norte-americana apresentou contração de 0,2% em julho, na margem, puxada principalmente pelo segmento extrativo. No que tange aos dados de agosto, também divulgados ontem, as sondagens industriais dos distritos do Fed de Nova York e da Filadélfia sugerem aceleração da atividade manufatureira, a despeito da escalada nas tensões comerciais no período.
Já as vendas do varejo continuaram mostrando ritmo forte, acelerando de 0,3% em junho para 0,7% em julho. Trata-se da quinta alta consecutiva, sugerindo que o consumo das famílias começou o terceiro trimestre com bom desempenho. Cabe destacar que essa aceleração foi bastante espalhada entre os setores, compensando a contração observada nas vendas de veículos e partes (-0,6%).
Assim, o conjunto de indicadores divulgados continua sugerindo um crescimento norte-americano superior ao desempenho na economia mundial, especialmente puxado pelo consumo doméstic

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Inscrições

Veja todas as datas e clique no endereço para se inscrever.

- 10/04 – Rui Vicente Oppermann (mediação Jane Tutikian) –
https://forms.gle/ukg3ScQgbvMDm5DS7

- 24/04 – Celi Pinto (mediação Jane Tutikian) – https://forms.gle/CShLx3JztcCnKsnx5

- 08/05 – Paula Ramos (mediação Claudia Aristimunha) – https://forms.gle/VzgbEE33DANtmvgdA

- 12/06 – Paulo Gomes (mediação Claudia Boettcher) – https://forms.gle/Xn5adXPb64FCXRvt5

- 26/06 – Francisco Marshall (mediação André Iribure) – https://forms.gle/i4qLqk1UbPLnmtoa7

- 10/07 – Jeniffer Alves Cuty (mediação Alex Teixeira) – https://forms.gle/qKFW93FNq3AjW97a6

- 14/08 – Patrícia Fagundes (mediação Lucia Carpena) – https://forms.gle/dJWXuNY4FCsxdtbc9

- 28/08 – Celso Loureiro Chaves (mediação Jane Tutikian) – https://forms.gle/e4PNKXrR95KNZLnj6

- 11/09 – Marcelo Goldani (mediação Ligia Petrucci) – https://forms.gle/tNDf2U29bkLYhdSE8

- 13/11 – Jane Tutikian (mediação Rui Vicente Oppermann) – https://forms.gle/oyzywkkS7ytoUmoA9

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Esta é a programação da missão do governo gaúcho ao Uruguai


Eduardo Leite destacou que a integração com o país vizinho é uma forma de ampliar negócios e ganhos econômicos do Estado. “O Uruguai é nosso parceiro natural, um vizinho fronteiriço com quem temos forte identidade cultural. Buscamos, nesse processo de integração com o país, trabalhar o tema da logística, como a hidrovia do Mercosul e a integração em transportes pelo meio hidroviário, o que é positivo tanto para os uruguaios como para os gaúchos”, disse o governador.
Na terça-feira (20/8), o governador visitará o porto de Montevidéu e se reunirá com a empresa ISL para discutir a implementação de uma rota entre Buenos Aires, Montevidéu, Rio Grande e Porto Alegre. No mesmo dia, terá reuniões no Ministério dos Transportes, no CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina) e com o embaixador do Brasil no Uruguai, Antônio José Ferreira Simões.
Na quarta-feira (21/8), Leite será recebido pela Associação de Marketing do Uruguai e pela Agesic (Agência de Governo Eletrônico e Sociedade da Informação do Uruguai). O último compromisso oficial será um almoço com o chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa.
Desde o começo da gestão, o governador esteve apresentando as oportunidades de negócios no RS nos Estados Unidos, na Inglaterra e no Chile.
AS AGENDAS
Terça-feira, 20/8
15h30 - Visita ao porto de Montevidéu e reunião com a empresa ISL
17h15 - Reunião no Ministério dos Transportes
18h30 - Reunião no CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina)
20h10 - Jantar com Antônio José Ferreira Simões, embaixador do Brasil no Uruguai
Quarta-feira, 21/8
8h - Café da manhã na Associação de Marketing do Uruguai
10h30 - Visita à Agesic (Agência de Governo Eletrônico e Sociedade da Informação do Uruguai)
11h45 - Almoço com Nin Novoa, chanceler do Uruguai

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Banrisul lucrou R$ 655,3 milhões no primeiro semestre


O Banrisul alcançou, no primeiro semestre de 2019, lucro líquido de R$ 655,3 milhões, evolução de 29,5% em relação ao mesmo período de 2018. O lucro líquido recorrente, ajustado pelos eventos extraordinários, totalizou R$ 625,6 milhões no primeiro semestre de 2019, crescimento de 23,7% frente ao registrado no mesmo período de 2018, com retorno recorrente anualizado de 17,6% sobre o patrimônio líquido médio.
De acordo com o presidente do Banrisul, Claudio Coutinho, o resultado da instituição é excelente, até mesmo superior aos seus pares do mercado de varejo. “O banco conteve as suas despesas administrativas, reduziu a inadimplência e manteve uma carteira de crédito sólida, garantida e diversificada”, explicou.
O executivo destacou que a Banrisul Cartões, empresa do Grupo Banrisul, continua tendo uma presença muito importante no Rio Grande do Sul, com um expressivo market share. “Temos convicção que vamos, no futuro, continuar entregando resultados satisfatórios na área de cartões”, ressaltou.
Já na área de seguros, Coutinho disse que o Banrisul tem apresentado crescimento. “Acredito que temos ainda muito espaço para continuar o incremento da área de seguros”, assinalou.
O desempenho no primeiro semestre de 2019 reflete a estabilidade do resultado bruto da intermediação financeira e o aumento das receitas de tarifas bancárias e prestação de serviços.
O patrimônio líquido atingiu R$ 7,5 bilhões em junho de 2019, 6,9% ou R$ 487,5 milhões acima da posição de junho de 2018. Os ativos totais apresentaram saldo de R$ 79,4 bilhões em junho de 2019, com ampliação de 5,5% em relação a junho de 2018, proveniente do aumento nos depósitos e nos recursos em letras.Em junho de 2019, o total de recursos captados e administrados foi de R$ 69,4 bilhões, com expansão de 10,2% em 12 meses.
CRÉDITO
A carteira de crédito do Banrisul registrou saldo de R$ 34,2 bilhões em junho de 2019, crescimento de 7% ou R$ 2,2 bilhões nos 12 meses. O resultado é em decorrência, especialmente, da carteira comercial, que registrou saldo de R$ 25,6 bilhões, aumento de R$ 2,7 bilhões ou 11,8% em um ano.
O saldo da carteira de crédito rural atingiu R$ 2,3 bilhões em junho de 2019. No primeiro semestre do ano, foram contratadas 6.219 operações, com volume total de R$ 780,4 milhões. No último ano agrícola encerrado em 30 de junho de 2019, o Banrisul aplicou R$ 1,7 bilhão em financiamentos para o agronegócio gaúcho.
VERO
A rede de adquirência Vero registrou, no primeiro semestre de 2019, 161,3 milhões de transações de débito e crédito. Em volume financeiro, o valor transacionado totalizou R$ 14,2 bilhões, refletindo crescimento de 13,8% quando comparado ao primeiro semestre de 2018.
A Vero encerrou o mês de junho de 2019 com 96,3 mil unidades de equipamentos POS instalados e aptos a transacionar e 141,8 mil estabelecimentos credenciados ativos em 12 meses, 5% superior ao apurado no final de junho de 2018.
CARTÕES DE CRÉDITO
O Banrisul ingressou, em maio de 2019, no segmento de cartões de crédito sem anuidade com o lançamento do cartão Mastercard Libre que garante a isenção da anuidade mediante gasto mínimo mensal. Outra novidade nesse segmento é que, desde junho desse ano, todos os cartões de crédito emitidos pelo Banrisul passaram a contar com a tecnologia contactless, que permite o pagamento por aproximação, o que torna a transação mais prática e ágil.
A instituição finalizou os primeiros seis meses de 2019 com uma base de 1,1 milhão de cartões de crédito, nas bandeiras Mastercard e Visa, 19,4% acima do registrado no mesmo período de 2018. Durante o primeiro semestre de 2019, foram realizadas 37,5 milhões de transações, o que possibilitou a movimentação financeira de R$ 3,1 bilhões. Estes números representam crescimento de 26,0% e 25,8%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano anterior.
SEGURIDADE
O primeiro semestre de 2019 foi marcado pelo lançamento do módulo de seguridade nos canais Mobile Banking e Internet Banking que permite aos clientes acesso direto às informações dos produtos de seguros, previdência e capitalização.
A arrecadação de prêmio de seguros, contribuições de previdência e títulos de capitalização, ao final do primeiro semestre de 2019, atingiu R$ 708,5 milhões, crescimento de 24,1% frente ao primeiro semestre de 2018. As operações ativas de seguridade alcançaram 2,4 milhões de contratos em junho de 2019, com incremento de 6,4% em relação a junho de 2018. As receitas totais alcançaram R$ 152,1 milhões no primeiro semestre de 2019, com evolução de 15,2% em comparação ao mesmo período de 2018.
CANAIS DIGITAIS
Os canais digitais do Banrisul que, alinhados às tendências do mercado, buscam oferecer a melhor experiência ao cliente, representam 53,7% do total de operações realizadas pela instituição nos seis primeiros meses de 2019.
No primeiro semestre de 2019, os canais de Internet Banking (Home e Office Banking) e Mobile Banking (Minha Conta, Afinidade e Office acessados por meio do aplicativo Banrisul Digital) tiveram 123,9 milhões de acessos, 34,4% superior ao mesmo período de 2018, o que equivale a uma média de 688,8 mil acessos diários.
O total de operações realizadas nesses canais apresentou incremento de 24,5% em relação ao primeiro semestre de 2018. Dentre essas, a quantidade de transações financeiras cresceu 26,9% e o volume transacionado aumentou 5,1%, se comparados ao mesmo período de 2018.
MODERNIZAÇÃO TECNOLÓGICA
O processo de modernização tecnológica no Banrisul inclui a transformação digital, ampliação da infraestrutura de TI e o compromisso cada vez maior com a segurança da informação. O banco não poupa esforços na identificação de melhorias e inovações por meio de investimentos em desenvolvimento de sistemas, contratação de serviços e manutenção de bens.
No primeiro semestre de 2019, o Banrisul investiu R$ 139,3 milhões em modernização tecnológica.