quarta-feira, 31 de março de 2021

Deputado Zucco - Quem mira no presidente, atinge o Brasil

Tenente-Coronel Zucco

Deputado estadual/PSL

 

 

            A democracia representativa é o exercício do poder político pela população, através de seus representantes designados pelo voto e do mandato para atuar em seu nome. Isto significa que são legitimados pela soberania popular. Apesar de ser o sistema vigente no Brasil, diversos integrantes do Poder Legislativo têm sido atropelados pelo ativismo judicial em todas as instâncias.

            Apesar da reiteração com frequência somos surpreendidos por decisões de tribunais que afrontam a democracia representativa. Credita-se, como forma de manipulação, à “judicialização da vida brasileira” este fenômeno. Na verdade, todavia, o protagonismo de egos inflados de julgadores geram decisões divorciadas da realidade. A vontade de milhões de brasileiros é desrespeitada por colegiados ou, pior, por decisões monocráticas que afrontam a vontade popular.

            “A justiça, cega para um dos dois lados, já não é justiça. Cumpre que enxergue por igual à direita e à esquerda”, já advertiu Rui Barbosa. No Brasil forjou-se um sistema injusto em que três poderes se autoprotegem. Cria-se uma barreira que produz injustiças porque carecemos de uma fiscalização isenta, eficiente e célere.

            Há pouco tempo um ministro do STF julgou-se ofendido nas redes sociais por um parlamentar. Rapidamente o magistrado determinou a prisão em flagrante do deputado, ignorando o Ministério Público e o devido processo legal. Mediante uma decisão monocrática investigou, julgou e impôs a pena, desrespeitando os trâmites legais. Tudo isso ironicamente ocorreu na mais alta corte do país que deveria ser o garantidor das garantias constitucionais.

            A manipulação dos fatos é uma prática em diversos segmentos da vida nacional. É rotina em julgamentos e se estende à parte da grande mídia que distorce fatos e omite notícias positivas do Governo Federal. “Você tem o direito a suas opiniões, mas não a seus próprios fatos”, advertiu o senador norte-americano Daniel Patrick Moyhihan. 

Desde o segundo turno, em novembro de 2018, há um movimento orquestrado para fragilizar a democracia representativa. O objetivo é claro: afastar toda possibilidade de reeleição do Presidente Bolsonaro. Neste esforço os inimigos da pátria destroem o Brasil, através do massacre uníssono de notícias funestas (alguém já viu reportagens sobre os mais de 90% recuperados da Covid-19 no país?). Sonegam o alto índice de vacinação deste país-continente e escondem que temos um dos menores índices de queda do PIB no mundo.

            Contra tudo isso, seguimos na construção de um país mais justo. 2022 é logo ali e vai comprovar que os brasileiros não toleram a tentativa de retorno de personagens claramente identificados com a corrupção que assolou o país por 14 anos.              

Artigo, Renato Sant'Ana - Marielle: a construção de um mito

Toma-se um fato real e se elabora uma "narrativa" cheia de subtextos, com forte apelo à emotividade, tudo para capturar a adesão de inocentes úteis e granjear o máximo de apoio a um projeto de poder que, se fosse desnudado, teria o mais amplo repúdio.

O fato é por demais conhecido. E, por motivos pouco nobres, voltou a ser explorado neste março de 2021 (três anos após a ocorrência).

Em 14/03/2018, bandidos assassinaram a socialista Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, um crime repulsivo, saliente-se.

Poucos instantes após a morte, já era intensa a mobilização nas redes sociais, com o auxílio engajado da extrema-imprensa, no intuito de provocar comoção, construir um mito e canonizar a desconhecida vítima.

O crime, que atingiu também seu motorista, Anderson Gomes, ocorreu às 21h10min aproximadamente (notícia, G1, 24/07/2018).

Pois bem, segundo Rute de Aquino (O Globo, 17/03/18), duas horas após o fato "eram registrados 594 tuítes por minuto".

Para a "mídia amestrada", isso foi uma reação espontânea. Só que...

Levantamento da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV/DAPP), apurou que, das 21h daquele dia (praticamente a hora do crime) às 10h30min de 16/03/18, para efeito de impulsionamento de conteúdo nas redes sociais (um truque desonesto), foram usados 1833 robôs nos tuítes publicados sobre a morte da vereadora.

E o resultado foi imediato. Embora ninguém conhecesse motivação nem autoria do crime, em menos de 12 horas, já havia pessoas por todo o país que, jamais tendo ouvido falar nela, se sentiam de luto e até apontavam culpados. E, claro, como esponjas, absorviam o conteúdo subliminar das "narrativas" de redes sociais.

Nos dias que se seguiram, a imprensa fez o seu papel: jornais, rádios e TVs martelavam sem parar o assunto conforme as crenças e a mediocridade dos seus redatores, reforçando a "narrativa" de autor incógnito.

Embora não se soubesse quem praticara o crime nem por que, não faltavam formadores de opinião a dizer, às claras ou nas entrelinhas, que ela tinha sido morta por ser negra, homossexual e oriunda da favela.

Mas Demétrio Magnoli (O Globo, 26/03/2018), dos poucos a tocar o assunto com honestidade, clareza e coragem, mostrou como PSOL e PT, as duas vozes mais estridentes do impudente populismo de esquerda, usaram a imagem da vereadora vitimada para propaganda ideológica.

Para o PSOL, ela foi morta numa guerra entre o Estado e o "povo da favela": guerra que vai cessar só quando o PSOL tomar o poder.

Para o PT, o crime fez parte do "golpe", que, diziam, é "um processo continuado" (mitologia para explicar o impeachment de Dilma Rousseff).

Havia então uma insistência em apresentá-la como referência na defesa dos direitos humanos. Porém, a realidade era (e é) mais eloquente.

Só em 2017, houve 134 policiais militares assassinados no Rio de Janeiro: quase um a cada três dias. Aliás, em 21/03/2018 (num só dia), foram mortos três PMs no Rio, chegando a 30 em menos de 90 dias do ano.

Contudo, o morticínio de PMs nunca constituiu pauta para os pretensos defensores dos direitos humanos, inclusive Marielle. Ao contrário, todos (autodeclarados "de esquerda") fazem coro com o movimento internacional antipolícia (o que é, sim, uma bandeira esquerdista).

Ora, quem defende regimes totalitários (nazismo, fascismo ou comunismo) falta à verdade se diz que defende os direitos humanos.

É um exagero, portanto, que a sua ex-assessora, Fernanda Chaves, em artigo na Folha de S. Paulo (14/03/21), venha propor que o mês de março "por inteiro" seja a ela dedicado - mantendo o culto à personalidade da vereadora e instilando sua ideologia (de caráter totalitário).

Mas há um ponto de equilíbrio necessário. Não cabe, por pura reação, desrespeitar a memória de quem seguiu o que acreditava. Tampouco cabe assimilar, sem crítica, as "narrativas" apologéticas sobre ela.

Muito judicioso foi o que escreveu Cláudio Humberto no Diário do Poder (16/03/2018): "Independentemente do que dizia e de como o fazia, a vereadora Marielle Franco, executada no Rio, tinha a coragem de assinar embaixo, dar a cara, bem diferente dos seus assassinos covardes."

Repudiemos, pois, a ideologia totalitária por ela defendida, mas tenhamos sabedoria para respeitar o ser humano Marielle Franco.

 

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo. 

E-mail sentinela.rs@uol.com.br

terça-feira, 30 de março de 2021

Vem aí o novo Programa de Manutenção do Emprego e Renda

 O secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, disse esta tarde que a nova edição do programa de manutenção do emprego e renda (BEm) deve custar em torno de R$ 10 bilhões. A meta é atingir cerca de 4 milhões de trabalhadores.

O projeto deve ser renovado depois de o Orçamento ser sancionado pelo presidente da República. O programa deve ser lançado por meio de uma medida provisória com crédito extraordinário, ou seja, deve ficar fora do teto de gastos, regra que limita o crescimento das despesas do governo.

Bianco mostrou que o país teve saldo positivo de 401,6 mil empregos com carteira. O governo atribui parte do resultado ao BEm. As empresas que aderiram ao projeto têm que dar uma garantia contratual aos trabalhadores. Hoje, há 3,5 milhões nessa situação.

De acordo com o secretário, a nova edição do programa deve seguir os mesmos moldes do ano passado. Criada em abril de 2020, a iniciativa permitiu a realização de 20,1 milhões de acordos, abrangendo 9,8 milhões de trabalhadores. Custou R$ 33,5 bilhões.

A empresa poderá aderir ao programa imediatamente quando ele entrar em vigor, realizando os acordos com os funcionários. Os trabalhadores com carteira assinada terão o direito de continuar na empresa por período igual ao da suspensão do respectivo contrato. Ou seja, se o empregado for demitido depois desse período, terá até 3 meses de seguro-desemprego. Resumo:

4 meses de emprego garantido;

4 meses de estabilidade pós-programa emergencial;

3 meses de seguro-desemprego (em caso de demissão);

total: 11 meses

Artigo, José Paulo Cairoli, Jornal do Comércio - Melo: o ponto de equilíbrio

No meio desta grenalização que virou a pandemia, precisamos buscar algumas referências positivas em quem foge à regra. E tenho notado que o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), desde o primeiro dia de sua gestão, está constantemente buscando o tão difícil e necessário equilíbrio.

Por um lado, ele não nega a existência da doença, incentiva as medidas sanitárias, abre leitos e faz sua parte para acelerar a vacinação. Ouve e age. Também não usa o pretexto da ciência para patrocinar o "fecha tudo". 

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Quando defende a abertura do comércio, o prefeito não incentiva as pessoas a passearem no Centro. Apenas permite ao cidadão comprar aquilo que, para ele e sua família, naquele momento, é essencial. E dá a mínima chance de sobrevivência financeira ao chamado comércio não essencial.

Quando diz que não vai contratar mais fiscais para...

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Artigo, José Paulo Cairoli, Jornal do Comércio - Melo: o ponto de equilíbrio

No meio desta grenalização que virou a pandemia, precisamos buscar algumas referências positivas em quem foge à regra. E tenho notado que o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), desde o primeiro dia de sua gestão, está constantemente buscando o tão difícil e necessário equilíbrio.

Por um lado, ele não nega a existência da doença, incentiva as medidas sanitárias, abre leitos e faz sua parte para acelerar a vacinação. Ouve e age. Também não usa o pretexto da ciência para patrocinar o "fecha tudo". Ele tem se comportado com sensatez e bom senso num momento em que, reconheço, é tão difícil de estabelecer esse ponto. Mas o vejo o tempo inteiro construindo consensos para preservar a saúde sem quebrar a cidade.

Quando adquiriu medicamentos do chamado "tratamento precoce", Melo não fez disso um carnaval federal. Não ideologizou, tampouco anunciou falsa ilusão. Simplesmente deu aos cidadãos pobres a possibilidade de acessarem gratuitamente os fármacos que alguns médicos prescrevem.

Quando defende a abertura do comércio, o prefeito não incentiva as pessoas a passearem no Centro. Apenas permite ao cidadão comprar aquilo que, para ele e sua família, naquele momento, é essencial. E dá a mínima chance de sobrevivência financeira ao chamado comércio não essencial.

Quando diz que não vai contratar mais fiscais para multar ou levar o cidadão para a delegacia, o prefeito investe no diálogo e na conscientização. Mais! Percebe que, diante do que vivemos, o poder público precisa centrar esforços em resolver o problema do atendimento nos hospitais, e não acirrar os ânimos com a população que já está exaurida.

Com sensibilidade social e diálogo - de quem sabe ouvir e não só falar -, Melo faz jus ao MDB que eu aprendi a admirar com Sartori. O prefeito tem se mostrado uma exceção nesta era de tantos teatros e arroubos políticos - uns grotescos, outros sofisticados.


Reconheço que falo de um amigo. Fiz amizade com Melo durante a nossa gestão no governo do Estado, mas não o conhecia como gestor. Sabia que tinha habilidade para ser um bom prefeito, mas ele está indo além - e hoje figura como um balizador do ponto de equilíbrio que tanto faz falta ao Rio Grande do Sul e ao Brasil. Siga em frente, prefeito!

Produtor rural e ex-vice-governador do Estado

Caminhando

 Morte em favelas e nos (fancadões?)

Cidadãos são presos em manifestações.

Os remédios não servem, não têm comprovação.

Lockdown é saída e a ciência no chão.


Vem, vamos embora, se esperar vamos morrer.

Quem sabe faz a hora, ninguém liga p’rá você.

Vem, vamos embora, mas me diga onde vai.

Seu trabalho é essencial!

Não? Então, volte e morra em paz.


Há soldados armados pelo quarteirão.

O decreto está acima da Constituição.

Nos quarteis, generais planejando uma ação,

Mas não têm o apoio da população.

Onde está o dinheiro da Federação?

São milhões investidos em licitação.

O Supremo investiga e prende o cidadão,

Mas não prende aquele que rouba a Nação.


Vem, vamos embora, se esperar vamos morrer.

Quem sabe faz a hora, ninguém liga p’rá você.

Vem, vamos embora, mas me diga onde vai

Seu trabalho é essencial!

Não? Então, volte e morra em paz.


Na nossa grande imprensa é só morte e caixão.

Dá com pau no Presidente com desinformação.

Hospitais de campanha, (miserão de montão?),

Mas foram desmontados por conta da eleição.

A vacina chegou como a salvação.

Quatro anos de testes?  Mas 1 ano tá bom.

O que importa é o dinheiro, a cobaia é o povão.

Você é responsável por qualquer reação.


Vem, vamos embora, se esperar vamos morrer.

Quem sabe faz a hora, ninguém liga p’rá você.

Vem, vamos embora, mas me diga onde vai

Seu trabalho é essencial!

Não? Então, volte e morra em paz.


Senhor, hoje nós queremos clamar pelo nosso país que tem sido vítima de políticos corruptos.

Coleta feita pelo Moinhos de Vento

 Serviço está disponível na Unidade Iguatemi e pode ser feito por coleta domiciliar e em empresas

 O Hospital Moinhos de Vento oferece mais uma opção de teste para a detecção da COVID-19:  o teste rápido para a detecção de antígenos contra o novo Coronavírus (SARS-CoV-2), cujo resultado sai na hora. O exame identifica se a pessoa entrou em contato e se está com o vírus. É indicado para quem apresenta sintomas e deve ser feito, preferencialmente, antes do sétimo dia do início dos sintomas. De acordo com a responsável técnica pela Patologia, Genética e Biologia Molecular Moinhos, Francine Hehn de Oliveira, com o aumento exponencial de casos, esta é mais uma ferramenta para auxiliar no diagnóstico e indicar o melhor tratamento, quando necessário.

O material para análise é obtido através da coleta de secreção da nasofaringe por um swab (cotonete). Contudo, é importante observar que o teste de antígeno não detecta os anticorpos adquiridos, mas a presença do vírus naquele momento. O teste do antígeno possui sensibilidade inferior ao teste de RT-PCR, principalmente em indivíduos assintomáticos com cargas virais baixas. Já em pacientes com carga viral elevada, o que costuma ocorrer na fase pré-sintomática, de 1 a 3 dias antes dos sintomas, e na fase inicial, do 5º ao 7º dia da doença, a sensibilidade é superior a 92%.  

O Moinhos disponibiliza ainda o RT-PCR, considerado o padrão ouro no diagnóstico da COVID-19, constatando se o vírus está ativo no organismo. A confirmação é obtida através da detecção do RNA do SARS-CoV-2 na amostra analisada. O material é coletado via secreção nasofaríngea por um swab (cotonete).  O resultado sai no prazo de 24 horas a 48 horas, e o exame também vem sendo solicitado para a realização de cirurgias eletivas e em viagens. A sensibilidade é de aproximadamente 100%. Já o RT-PCR rápido é uma alternativa para quem busca agilidade e rapidez no acesso ao resultado do seu exame, com o laudo sendo emitido em, no máximo, seis horas após a coleta.

Já o Teste Rápido IgG e IgM tem como vantagem a obtenção de resultados rápidos, de forma instantânea. O exame identifica se a pessoa já entrou em contato ou se está com o vírus. É realizado através da coleta de uma gota de sangue (picada na ponta do dedo do paciente), e o laudo sai na hora.

 A coleta para a realização dos exames pode ser presencial, domiciliar e empresarial. Para o agendamento, entre em contato pelo telefone (51) 3314.3434. Para informações adicionais, coleta domiciliar e empresarial, os telefones são (51) 3327.7170 e (51) 3327.7195.

Artigo, Fábio Jacques - Lupus et agnus.

Esta é um fábula brasileira. Pura ficção.

Estava, em Foz de Iguaçu, ao pé da “Garganta do Diabo”, um pequeno cordeiro mitigando sua sede quando ouviu o reboar de um lancinante grito proveniente do topo da gigantesca queda d’água.

Forçando sua vista enevoada pela neblina criada pela turbulência formada pelas dezenas de milhões de litros de água que despencam a cada segundo desde 80 metros acima de sua cabeça, viu, nada surpreso, uma gigantesca alcateia que, com os olhos injetados pelo sangue que lhes fervilhava nas veias, um grito aterrorizador: “Por que você está sujando a água que queremos beber” (Cur turbulentam fecisti nobis aquam bibenti?)?

Surpreso, completamente confuso e desorientado, o pequeno cordeiro chegou a temer que talvez Lula tivesse realmente razão quando tentou explicar que, devido à forma esférica do planeta, poderíamos sufocar com a poluição produzida pelos japoneses quando passássemos “lá embaixo”, (https://www.youtube.com/watch?v=baqmC2Z2ITY), agarrou-se às rochas que o circundavam com medo de cair para cima da queda d’água, e gritou:

- Senhoras raposas, parece-me que a água flui de vocês para mim e não o contrário. Como posso estar sujando a água que as senhoras querem beber?

- Não somos raposas, cordeiro imbecil. Somos lobos e você está sujando a nossa água.

- Mas não existem lobos vermelhos, replicou o manso cordeiro!

- Somos lobos vermelhos (Canis rufus) sim e não raposas vermelhas (vulpes vulpes), e estamos aqui no lado argentino onde tudo praticamente já se tornou igualmente vermelho.

Aquietou-se o coração do cordeiro. Afinal, lobo vermelho tá mais pra coiote do que pra lobo de verdade além de se tratar de uma espécie praticamente em extinção. “Se me mantiver firme por mais algum tempo, estas desprezíveis criaturas acabarão sendo extintas e pararão de perturbar aqueles que simplesmente querem viver suas vidas em liberdade.

 - Nós somos a autoridade e, portanto, você será condenado!

- Como assim, condenado? Não seria necessário antes ser julgado?

- Estás por fora, retardado borrego. Nós acusamos, julgamos, condenamos e executamos. Hoje tudo está mais ágil e modernizado.

- Mas quem foi que mudou a Constituição e o código de processo penal?

- Fomos nós mesmos apoiados pelos legisladores que se encontram aqui conosco igualmente alucinados para mitigar sua sede insaciável!

- Forçando mais um pouco a vista, o cordeiro vislumbrou em meio à alcateia, deputados, senadores, artistas prostrados em convulsões devido à síndrome de abstinência monetária, pseudo intelectuais, jornalistas papagaios de tudo o que seus sinhôs lhes mandam repetir ininterruptamente, representantes de ongs ambientalistas do subsolo amazônico e um sem-número de pigmeus morais lobotomizados.

Danei-me pensou o cordeiro. Ou eles caem sobre mim, ou eu caio para cima segundo a lei de Lula quando passarmos lá embaixo da terra, ou eles poluem a água e me envenenam ou, pior ainda, roubam a água transformando a fantástica cachoeira em um desértico paredão para competições de rapel.

 Tentando salvar o parque ecológico e entrar em acordo com a matilha ensandecida, o cordeiro  arriscou uma última proposta:

- Quem sabe eu deixo de beber água na corredeira e vou saciar minha sede no lago de Itaipu que é abastecido por outro rio de onde não poderei sujar a água de vocês?

- Negativo, mísero ser lanudo. Já decidimos que és culpado de genocídio e, portanto, tens que ser exterminado.

Lembrando do Ednaro que afirmou que eles são muitos, mas não podem voar, o cordeiro se viu obrigado a tomar a única e última ação ao seu alcance: enquanto eles não descem para me pegar, vou implodir as cataratas com todos eles juntos.

Só exterminando essa raça de canalhas poderei, em algum dia num futuro distante, voltar a pensar em poder beber água em paz e liberdade, concluiu

Enquanto estiverem soltas por aí esta cambada de raposas travestidas de lobos, ou lobos com hábitos vulpinos, ou bandidos disfarçados de marginais, sem chance.



Fabio Freitas Jacques. Engenheiro e consultor empresarial, Diretor da FJacques – Gestão através de Ideias Atratoras e autor do livro “Quando a empresa se torna azul – o poder das grandes ideias”.


Carta dos governadores

 "CARTA DOS GOVERNADORES: QUEREMOS VERDADE E PAZ!


Os governadores manifestam sua indignação em face da crescente onda de agressões e difusão de Fake News que visam a criar instabilidade institucional nos Estados e no País. Vivemos um período de emergência na saúde, e a vida de todos os brasileiros está em grave risco.


Os governadores, juntamente com os servidores públicos e profissionais do setor privado, estão lutando muito para garantir atendimento de saúde e apoio social à população. Enquanto isso, alguns agentes políticos espalham mentiras sobre dinheiro jamais repassado aos estados, fomentam tentativas de cassação de mandatos, tentam manipular policiais contra a ordem democrática, entre outros atos absurdos.


Registramos especialmente o nosso protesto quando são autoridades federais, inclusive do Congresso Nacional, que violam os princípios da lealdade federativa.


Conclamamos o Presidente da República, os Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, bem como o Presidente do Supremo Tribunal Federal, para que adotem todas as providências de modo a coibir tais atos ilegais e imorais. 


Os Estados e todos os agentes públicos precisam de paz para prosseguir com o seu trabalho, salvando vidas e empregos. Estimular motins policiais, divulgar Fake News, agredir Governadores e adversários políticos, são procedimentos repugnantes, que não podem prosperar em um país livre e democrático.


Finalmente, sublinhamos a nossa gratidão a todos os servidores públicos e profissionais que têm atuado incessantemente para vencermos a pandemia. Merecem especial destaque as forças policiais, que têm a nossa solidariedade e apoio em relação a reivindicações justas quanto à vacinação, pleito em análise no âmbito do Ministério da Saúde pela Comissão Intergestores Tripartite - CIT.


Brasília, 29 de março de 2021."

segunda-feira, 29 de março de 2021

Artigo, Gilberto Jaspers- Perdemos vidas e muito mais

          “O pessimista é um otimista bem informado”. 

Emprego este adágio com frequência por considerá-lo realista. Um ano inteiro de dor, luto, medo e disseminação generalizada de imagens de morte me levaram a crer que ser humano é uma espécie incapaz de exercer a solidariedade.

            Antes que ser apedrejado, explico que se trata de uma força de expressão. Toda generalização, além de burra, é injusta. Lamento, porém, que quem deveria espalhar ao menos um pouco de esperança e de cor no breu do pavor diário se locupleta da tragédia planetária.

             Os radicais de todas as ideologias, matizes e siglas continuam radicais. Ignoram a possibilidade de estarem – ao menos uma vez! - equivocados, além de desconhecer preceitos mínimos de convivência social hoje restrita ao smarphone.

            A covardia do anonimato – um fenômeno tradicional verificado nos estádios de futebol, onde um idiota na multidão incendeia milhares – adquiriu contornos de epidemia,  somada ao fenômeno digital das redes sociais, da radicalização onipresente.  

            Tente redigir, em qualquer plataforma/ferramenta digital, a pueril frase “eu gosto de água”. Em segundos sua “timeline” será invadida por ofensas, agressões e todo tipo de insultos. A isso se somará, também, raros elogios, mas que, ao final dos comentários, conterão uma alfinetada ofensiva contra os detratores.

            Lembram daquela insistente cobrança dos pais de outrora e que hoje está fora de moda? 

            - Meu filho, vem cá. Por acaso tu esqueceu as palavrinhas mágicas?

            “Bom dia”, “obrigado”, “por favor” e “desculpe”, entre outras expressões, tornaram-se sinônimo de pieguice, ingenuidade, atitude de ingênuos.

              O bombardeio das funestas estatísticas onde o índice de recuperados figura em letras miúdas nos noticiários (embora supere os 90%) deprime, entristece, endurece corações, nos faz  insensíveis devido  à transformação da tragédia em produto. São mercadorias da política, da grande mídia, da manipulação de informações e do não direito ao contraponto.

             A ampla defesa e o direito ao contraditório estão sepultados. Ligue o rádio, a TV, leia. Todos denunciam, investigam, julgam, impõem o veredito, aplicam a pena. Triste mundo este nosso que já clamou por liberdade. Depois de atingir este objetivo retrocedeu aos tempos medievais da opinião única.


Sem aulas, crianças da pré-escola têm déficit no desenvolvimento

As crianças da pré-escola (4 a 5 anos) estão apresentando sinais de déficit no desenvolvimento da expressão oral e corporal no período de suspensão das aulas presenciais, de acordo com uma pesquisa feita pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal. 

Os dados da pesquisa foram coletados em duas cidades – uma do Nordeste e outra do Sudeste. Foram ouvidos professores e familiares de alunos matriculados em 2.070 escolas públicas, privadas e conveniadas. 

Para 78% dos professores, os pequenos estão se desenvolvendo menos do que deveriam. Ao todo, 4 milhões de crianças estão matriculadas em pré-escolas no país, segundo dados do Censo Escolar 2020.

A pesquisa também indica que 37,6% dos alunos apresentam problemas de conduta em uma faixa considerada de risco ou de atenção. Outros 24,8% têm problemas de relacionamento.

Oi anuncia lucro de R$ 1,79 bilhão no 4º trimestre de 2020

A Oi anunciou na manhã desta segunda-feira que encerrou o quarto trimestre de 2020 com lucro líquido consolidado de R$ 1,798 bilhão, revertendo o prejuízo de R$ 2,281 bilhões visto um ano antes. 

O lucro líquido atribuído aos acionistas controladores foi de R$ 1,797 bilhão no período, revertendo a marca negativa de R$ 2,263 bilhões vistos entre outubro a dezembro de 2019. 

A companhia fala que o resultado no trimestre foi impactado por um crédito de Imposto de Renda e Contribuição Social diferidos no valor de R$ 3,468 bilhões, resultando no lucro líquido do período.

Prefeitura vai antecipar 13º salário de servidores de Santa Cruz do Sul

A prefeitura de Santa Cruz do Sul pretende aquecer a economia local com a antecipação da primeira parcela do décimo terceiro dos servidores. 

O benefício será depositado na conta de 3.008 funcionários no dia 30 de março. 

O anúncio foi feito após reuniões da prefeita Helena Hermany e membros da prefeitura com as direções do Sindicato dos Professores Municipais (Sinprom) e do Sindicato dos Funcionários Municipais (Sinfum). O montante total da antecipação será de R$ 5.516.099,00.

Brasil já vacinou 14 milhões de pessoas

 O ministério da Saúde informou que o Brasil já vacinou 14 milhões de pessoas.

Isto representa 6,69% da população.

Em Porto Alegre, segundo disse neste domingo o prefeito Sebastião Melo, foram vacinadas perto de 200 mil pessoas,13% da população, o dobro da média brasileira.

Prefeito lulopetista de Araquara, SP, faz um lockdown atrás do outro e é ameaçado de morte

 O prefeito de Araquara, Edinho Silva, PT, que submete sua cidade a sucessivos e selvagens lockdowns, foi neste domingo à Polícia.

Ele recebeu ameaças de morte.

Edinho é um dos lulopetistas mais severos do Brasil.

Numa das postagens ameaçadoras, o agressor avisou:

- Vou te cortar de cima até embaixo.

Edinho fez BO e aumentou a segurança.

Neste domingo, caiu pela metade o número de óbitos por coronavírus. Foram 1.656 casos.

 O Brasil registrou, neste domingo, 1.656 mortes por vírus chinês e 44.326 novos infectados pela doença, segundo dados enviados pelos estados ao ministério da Saúde e ao Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde). 

No sábado, o Brasil teve sua segunda maior marca de mortes diárias com 3.438 casos. A média móvel de óbitos está em 2.595. 

Hoje começa vacinação para idosos com mais de 69 anos em Porto Alegre. Conheça endereços.

A partir desta segunda-feira, idosos com 69 anos ou mais passam a receber a primeira dose da vacina contra o vírus chinês em Porto Alegre, e a cada dia da semana será ampliado um ano da faixa etária, chegando a 66 na quinta-feira, 1º de abril. 

Nesta segunda-feira, os idosos com 69 anos poderão se dirigir a 39 unidades de saúde, em todas as regiões da cidade, que estarão abertas das 8h às 17h para vacinação, sem fechar ao meio-dia. Também estarão disponíveis três drive-thrus, em operação.

CLIQUE AQUI para mais informações e endereços.

domingo, 28 de março de 2021

New York Times publica extensa e mentirosa reportagem sobre o combate à pandemia em Porto Alegre e no Brasil

Titulo da reportagem do New York Times, quase toda centrada no caso de Porto Alegre: "Um colapso previsto: como o surto de Covid-19 no Brasil sobrecarregou os hospitais".

De Ernesto Londoño e Letícia Casado

Fotografias por Mauricio lima

Publicado em 27 de março de 2021
Atualizado em 28 de março de 2021, 7h58 ET

CLIQUE AQUI para examinar o texto original do jornal, em inglês.

A tradução a seguir é responsabilidade do editor deste blog, como também os trechos assinalados em vermelho.

O vírus já matou mais de 300.000 pessoas no Brasil, sua propagação auxiliada por uma variante altamente contagiosa, brigas políticas e desconfiança na ciência.

PORTO ALEGRE, Brasil - Os pacientes começaram a chegar aos hospitais de Porto Alegre bem mais doentes e mais jovens do que antes. As casas funerárias estavam experimentando um aumento constante nos negócios, enquanto médicos e enfermeiras exaustos imploravam em fevereiro por um bloqueio para salvar vidas.


Mas Sebastião Melo, prefeito de Porto Alegre, argumentou que havia um imperativo maior.


“Coloque sua vida em risco para que possamos salvar a economia”, apelou Melo a seus eleitores no final de fevereiro.


Agora, Porto Alegre, uma cidade próspera no sul do Brasil, está no centro de um colapso impressionante do sistema de saúde do país - uma crise prevista.


Após mais de um ano de pandemia, as mortes no Brasil estão no auge e variantes altamente contagiosas do coronavírus estão varrendo o país, possibilitadas por disfunções políticas, complacência generalizada e teorias da conspiração. O país, cujo líder, o presidente Jair Bolsonaro, minimizou a ameaça do vírus, agora está relatando mais casos novos e mortes por dia do que qualquer outro país do mundo.


“Nunca vimos uma falha do sistema de saúde dessa magnitude”, disse Ana de Lemos, diretora executiva do Médicos Sem Fronteiras no Brasil. “E não vemos uma luz no fim do túnel.”


ImagemFabricante de caixões em Porto Alegre.

Fabricante de caixões em Porto Alegre.


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Coveiro trabalhando no cemitério Jardim da Paz, em Porto Alegre.

Na quarta-feira, o país ultrapassou 300.000 mortes de Covid-19, com cerca de 125 brasileiros sucumbindo à doença a cada hora. Autoridades de saúde em hospitais públicos e privados estavam lutando para expandir as unidades de cuidados intensivos, estocar suprimentos cada vez menores de oxigênio e adquirir escassos sedativos para intubação que estão sendo vendidos a um preço exponencial.


Unidades de terapia intensiva em Brasília, a capital, e 16 dos 26 estados brasileiros relatam uma terrível escassez de leitos disponíveis, com capacidade abaixo de 10 por cento, e muitas estão experimentando contágio crescente (quando 90 por cento desses leitos estão ocupados, a situação é considerada terrível).


No Rio Grande do Sul, estado que inclui Porto Alegre, a lista de espera por leitos em unidades de terapia intensiva dobrou nas últimas duas semanas, para 240 pacientes graves.


No Hospital Restinga e Extremo Sul, um dos principais centros médicos de Porto Alegre, o pronto-socorro virou uma enfermaria Covid lotada, onde muitos pacientes eram atendidos em cadeiras, por falta de leito livre. Na semana passada, os militares construíram um hospital de campanha em frente à entrada principal, mas funcionários do hospital disseram que o espaço adicional para leitos é de pouca utilidade para uma equipe médica que está além de seu limite.

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Pacientes com diagnóstico de Covid-19 em um hospital de campanha montado pelos militares em frente à entrada principal do Hospital Restinga e Extremo Sul.

Pacientes com diagnóstico de Covid-19 em um hospital de campanha montado pelos militares em frente à entrada principal do Hospital Restinga e Extremo Sul.

“Todo o sistema está à beira do colapso”, disse Paulo Fernando Scolari, diretor do hospital. “As pessoas estão chegando com sintomas mais sérios, níveis mais baixos de oxigênio e precisam desesperadamente de tratamento”.

O colapso é um fracasso total para um país que, nas últimas décadas, foi um modelo para outras nações em desenvolvimento , com a reputação de apresentar soluções ágeis e criativas para crises médicas, incluindo um aumento nas infecções por HIV e o surto de Zika.


Melo, que fez campanha no ano passado com a promessa de suspender todas as restrições à pandemia na cidade, disse que um bloqueio faria com que as pessoas morressem de fome.


“Quarenta por cento de nossa economia, nossa força de trabalho, é informal”, disse ele em uma entrevista. “São pessoas que precisam sair e trabalhar para comer alguma coisa à noite”.


O presidente Bolsonaro, que continua promovendo drogas ineficazes e potencialmente perigosas para tratar a doença, também disse que os bloqueios são insustentáveis ​​em um país onde tantas pessoas vivem na pobreza. Embora vários estados brasileiros tenham ordenado o fechamento de empresas nas últimas semanas, não houve nenhum bloqueio estrito.


Alguns dos partidários do presidente em Porto Alegre protestaram contra o fechamento de empresas nos últimos dias, organizando caravanas que param do lado de fora dos hospitais e tocam suas buzinas enquanto as alas de Covid transbordam.


Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro durante uma manifestação na cidade de Canela organizada por líderes empresariais locais contra o bloqueio.


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Trabalhadores da saúde fora de Pal & aacute; cio Piratini, no centro de Porto Alegre, durante manifestação organizada por sindicatos em favor dos bloqueios..

Epidemiologistas afirmam que o Brasil poderia ter evitado bloqueios adicionais se o governo tivesse promovido o uso de máscaras e o distanciamento social e negociado agressivamente o acesso às vacinas em desenvolvimento no ano passado.


Em vez disso, Bolsonaro, um aliado próximo do ex-presidente Donald J. Trump, chamou a Covid-19 de "gripe do sarampo", muitas vezes encorajou grandes multidões e criou uma falsa sensação de segurança entre os apoiadores ao endossar medicamentos antimalária e antiparasitários - contradizendo as principais autoridades de saúde que advertiram que eles eram ineficazes.


No ano passado, o governo de Bolsonaro rejeitou a oferta da Pfizer de dezenas de milhões de doses de sua vacina Covid-19. Mais tarde, o presidente comemorou contratempos nos testes clínicos da CoronaVac, a vacina chinesa da qual o Brasil passou a depender em grande parte, e brincou que as empresas farmacêuticas não seriam responsabilizadas se pessoas que recebessem vacinas recém-desenvolvidas se tornassem crocodilos.


“O governo descartou inicialmente a ameaça da pandemia, depois a necessidade de medidas preventivas e depois vai contra a ciência ao promover curas milagrosas”, disse Natália Pasternak, microbiologista de São Paulo. “Isso confunde a população, o que significa que as pessoas se sentem seguras ao sair para a rua.”

Terezinha Backes, sapateira aposentada de 63 anos, residente em município da periferia de Porto Alegre, foi extremamente cuidadosa no último ano, aventurando-se apenas quando necessário, disse seu sobrinho, Henrique Machado.


Mas seu filho de 44 anos, um segurança encarregado de medir a temperatura das pessoas que entram em um centro médico, parece ter trazido o vírus para casa no início deste mês.


A Sra. Backes, que estava com boa saúde, foi levada a um hospital em 13 de março depois que começou a ter problemas para respirar. Sem camas de sobra, ela foi tratada com oxigênio e uma intravenosa no corredor de uma ala que transbordava. Ela morreu três dias depois.


“Minha tia não teve o direito de lutar por sua vida”, disse Machado, 29, um farmacêutico. "Ela foi deixada em um corredor."


Henrique Machado, à esquerda, sobrinho de Terezinha Backes, falecida por Covid-19, em uma farmácia em São Leopoldo, município fora de Porto Alegre.


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Guaraci Machado, à direita, que se opõe a fechamentos ou fechamentos de empresas relacionados à pandemia, em sua casa funerária em S & atilde; o Leopoldo ao receber o caixão de um homem falecido de Covid-19.


Seu corpo estava entre as pontuações que fizeram de março o mês mais movimentado da história em uma funerária de um amigo da família, Guaraci Machado. Sentado em seu escritório em uma tarde recente, Machado disse que ficou impressionado com o número de pacientes jovens da Covid-19 que foram trazidos para suas instalações em caixões nas últimas semanas.


Mesmo assim, Machado, 64, que tirou a máscara facial no meio de uma entrevista, disse que se opõe a bloqueios ou fechamento de negócios. Desde o início, disse ele, ele está convencido de que o vírus foi criado pela China para que pudesse vender suprimentos médicos em todo o mundo e, finalmente, desenvolver uma vacina lucrativa.


Quando ele teve Covid-19 em junho do ano passado, Machado disse que tomou o medicamento anti-malária defendido pelo presidente, hidroxicloroquina, ao qual ele credita "me manter vivo".


O Sr. Machado será elegível nas próximas semanas para uma vacina contra Covid-19 no Brasil . Mas ele não receberá um mesmo se for "espancado com um pedaço de pau", disse Machado, observando que leu recentemente na Internet que as vacinas são mais letais que o vírus.


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Um trabalhador de saúde verificando um paciente na unidade de terapia intensiva para pacientes Covid-19 no Hospital Restinga e Extremo Sul.

Essas teorias de conspiração sobre as vacinas contra Covid-19 se espalharam amplamente nas redes sociais, inclusive no WhatsApp e no Facebook. Uma recente pesquisa de opinião pública realizada pela empresa IPEC descobriu que 46% dos entrevistados acreditavam em pelo menos uma mentira amplamente disseminada sobre vacinas.


A desconfiança em vacinas e ciência é nova no Brasil e uma característica perigosa da era Bolsonaro, disse o Dr. Miguel Nicolelis, neurologista brasileiro da Universidade Duke que liderou uma força-tarefa contra o coronavírus no nordeste do país no ano passado.


“No Brasil, quando o presidente da república fala, as pessoas ouvem”, disse Nicolelis. “O Brasil nunca teve um movimento antivacinas - nunca.”


Mas muitos partidários radicais de Bolsonaro, que mantém o apoio de cerca de 30% do eleitorado, argumentam que os instintos do presidente sobre a pandemia foram sólidos.


Geraldo Testa Monteiro, bombeiro aposentado de Porto Alegre, elogiou o presidente enquanto ele e sua família se preparavam para enterrar sua irmã, Maria de Lourdes Korpalski, 70, que morreu de Covid-19 na semana passada.



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Parentes e amigos de Maria de Lourdes Korpalski, 70, falecida de Covid-19, em seu funeral em Porto Alegre.


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O enterro da Sra. Korpalski.


Nos últimos meses, Monteiro disse que começou a tomar o medicamento antiparasitário ivermectina como medida preventiva. O medicamento faz parte do chamado kit de medicamentos Covid, que também inclui o antibiótico azitromicina e o antimalárico hidroxicloroquina. O ministério da saúde do Sr. Bolsonaro endossou seu uso.


Os principais especialistas médicos do Brasil, Estados Unidos e Europa disseram que esses medicamentos não são eficazes para tratar Covid-19 e alguns podem ter efeitos colaterais graves, incluindo insuficiência renal.


“Mentiras”, disse Monteiro, 63, sobre o consenso científico sobre o kit Covid. “Existem tantas mentiras e mitos.”


Ele disse que profissionais médicos sabotaram o plano de Bolsonaro de controlar a pandemia, recusando-se a prescrever essas drogas de forma mais decisiva nos estágios iniciais da doença.


“Havia uma solução: ouvir o presidente”, disse ele. “Quando as pessoas elegem um líder, é porque confiam nele.”


A desconfiança e as negações - e as caravanas de apoiadores do Bolsonaro buzinando fora dos hospitais para protestar contra as restrições à pandemia - são esmagadoras para os profissionais médicos que perderam colegas para o vírus e para o suicídio nos últimos meses, disse Claudia Franco, a presidente das enfermeiras sindicato gaúcho.


“As pessoas estão negando”, disse Franco, que tem cuidado de pacientes da Covid-19. “A realidade em que estamos hoje é que não temos respiradores suficientes para todos, não temos oxigênio para todos”.

sexta-feira, 26 de março de 2021

Uma de cada três empresas gaúchas não está funcionando no RS

 A décima edição da Pesquisa de Monitoramento dos Pequenos Negócios na Crise, realizada pelo Sebrae RS, entre os dias 2 e 18 de março, mostra que aproximadamente uma em cada três empresas (35%) não está funcionando no Rio Grande do Sul. Este é o maior índice desde que a pesquisa começou a ser realizada. O percentual mais do que dobrou em relação ao levantamento anterior, quando apenas 16% dos negócios estavam fechados. A principal causa deste fechamento, para 70% das empresas, são as restrições de funcionamento dos estabelecimentos impostas pelas autoridades. A pesquisa também mostra que seis em cada dez (60%) empreendimentos apresentaram redução no faturamento nos últimos 30 dias, mesmo nível observado em agosto de 2020, demonstrando o agravamento da situação para muitos pequenos negócios. Desses, 28% indicaram que a redução foi superior a 50%.

 

No sentido oposto, dos 10% que sinalizaram aumento no faturamento, 28% indicaram que o aumento foi entre 11% e 20%. Ainda com viés de melhora, o percentual de empresários que declarou a intenção de fechar definitivamente seu negócio baixou de 16%, em fevereiro, para 5% em março, o que indica uma melhora na expectativa em relação aos próximos 3 meses.


“Tendo em vista a piora da situação para grande parte dos empreendedores gaúchos, especialmente em relação ao nível de faturamento, o Sebrae RS vem atuando junto às autoridades no sentido de que flexibilizem as exigências relativas à obrigações tributárias e de fiscalização, com a prorrogação dos prazos para recolhimento de tributos e renovação de alvarás, de forma a contribuir para a preservação do caixa das empresas. Não é razoável que as mesmas autoridades que proíbem a abertura dos estabelecimentos, exijam o adimplemento das obrigações nos prazos originais, uma vez que é preciso faturar para poder cumprir aquelas obrigações. Contamos com a sensibilidade dos gestores públicos e estamos confiantes de que darão a sua contribuição para a preservação dos negócios”, afirma o diretor-superintendente do Sebrae RS, André Vanoni de Godoy.


A queda nos principais indicadores avaliados revela, também, que entre os entrevistados, 89% consideram que pioraram as condições gerais da economia no RS nos últimos três meses, e, 78% responderam que também pioraram as condições do seu ramo de atividade nesse período. As expectativas para os próximos 30 dias são de manutenção do negócio (54%) e do nível de ocupação (61%). 

 

Financiamento como alternativa 

A busca por financiamento para manter a atividade passou de 19%, em fevereiro, para 24% em março, e, desses, 58% conseguiram obter créditos. No mês anterior eram 45%. O valor médio estimado obtido por empresa foi de R$ 70,2 mil.

A necessidade de capital de giro permanece como principal necessidade para 36% dos entrevistados, enquanto 25% apontaram como primordial realizar parcerias com outras empresas para otimizar os negócios. Em relação ao mercado, a orientação sobre o uso de ferramentas digitais para venda e relacionamento com clientes ainda parece em destaque para 37% dos respondentes. 


O comportamento do nível de ocupação de pessoas segue apresentando recuo em março. Desde agosto de 2020 (51%), março de 2021 é o mês com maior percentual (45%) de empresas sinalizando redução do quadro, e menor percentual (6%) indicando possível aumento na ocupação. Já a média de pessoas ocupadas continua em 4 pessoas por empresa, nível que tem sofrido pouca variação desde novembro de 2020. A pesquisa foi realizada online com 744 clientes atendidos pelo Sebrae RS e tem nível de confiança de 95%, e, margem de erro de 3,5%.


Artigo, Aurélio Schommer - Universidade brasileira: militância e decadência

Conheço professores universitários de universidades públicas sensatos e preocupados com qualidade de ensino e competitividade a partir do conhecimento. Mas, infelizmente, são exceção. A maior parte do corpo docente das universidades públicas é obsessivamente dedicado ao combate à sociedade e à vida como são, à promoção da lógica marxista, com a devida superposição do pensamento pós-modernista.

É assim na Europa e nos Estados Unidos, menos pelo marxismo, mais pelo pós-modernismo. Ambos são projetos de ódio ao Ocidente, à economia de mercado e, não assumidamente, mas na prática, à democracia representativa e à liberdade de expressão.

Ainda direi mais sobre as razões da concentração de pensamentos tão reacionários (o marxismo é uma espécie de reação aristocrática, o pós-modernismo é reacionarismo puro e simples, uma proposta de regressão ao tribal) nas universidades. Por ora, constato que, apesar de terem o apoio de seus pares do ensino básico e de praticamente todos os livros didáticos (no ensino básico, esses livros ensinam que todo homem branco é mau e toda riqueza é suja e não deveria existir, entre outras pérolas de ressentimento, inveja e inversão de valores), eles não conseguem formar maiorias na sociedade.

O caso da Itália, em que a esquerda mais próxima ao pensamento dominante na cátedra e no magistério (ainda assim mais moderada na média) obteve apenas 3% dos votos, é emblemático do fracasso dessa abordagem obsessiva dessa multidão de professores reacionários. No Brasil, dependem de fenômenos que não dominam, embora pautem, como o lulismo, fenômenos com muito pouca relação de causa e efeito entre ideologia e adesão popular.

 

Houve um tempo em que as universidades (criação cristã) eram instituições de vanguarda no pensamento político. A precursora das modernas universidades, a abadia de Bec, teve em Santo Anselmo de Cantuária alguém muito à frente de seu tempo, precursor ele de princípios que norteariam democracias vigorosas, como a britânica. No passado, as universidades estimularam avanços em favor da liberdade de expressão e de comércio. Hoje, a maior parte delas e de seus corpos docentes representam o atraso e a vontade de destruir os melhores legados das primeiras universidades.

Felizmente, a influência das antigas universidades foi vasta na formação do pensamento político. A das atuais é menor, pelo menos quanto ao marxismo, talvez porque defender regimes como os de Venezuela e Coreia do Norte seja extremamente difícil do ponto de vista da razão.

No campo do pós-modernismo esse corpo ocidental monolítico de mestres e doutores que só mereciam o título de ressentidos avessos à razão têm conseguido maior influência, porém provocando reação virulenta e perigosa para as liberdades, as mesmas liberdades tão bem defendidas nas universidades do passado.

 

Diante de tal constatação, qual o futuro da universidade fora do campo das hard sciences, campo aliás que viceja tanto fora quanto dentro das universidades, ao qual se dedicam com afinco os extremo-orientais? Não sei dizer, mas talvez seja importante debatermos sobre, debatermos dentro e fora das universidades. No Brasil, grupos de estudantes "subversivos" têm se dedicado a esse debate, enfrentando a pecha de "fascistas" dada por seus professores, pecha que revela a ignorância deles sobre o que seja fascismo. Eles não sabem mesmo. Aliás, a maior parte deles faz questão de não saber nada além do velho e do novo testamento do ressentimento, quais sejam o marxismo e pós-modernismo.

No tempo das primeiras universidades cristãs, a ambição era ir além do catecismo. Em nossos tempos, a ordem é seguir apenas o catecismo da igreja do ressentimento.

 

(*) Aurélio Schommer é gaúcho de Caxias do Sul. Escritor, pesquisador, autor de "História do Brasil Vira-lata" e "O Evangelho Segundo a Filosofia", ambos pela Editora Record. Mora em Salvador, da Bahia, onde foi conselheiro estadual por oito anos. Atualmente é curador da Flica - Festa Literária Internacional de Cachoeira, BA.

Banrisul disponibiliza crédito para pequenos negócios

Para atender as necessidades de capital de giro e de investimento relacionadas a pequenos negócios, o Banrisul disponibiliza linha de Microcrédito para microempreendedor individual (MEI) com faturamento de até R$ 81 mil por ano; microempresas com faturamento de até R$ 360 mil por ano; e, ainda, empreendedores informais com renda mensal de até R$ 30 mil (nesse caso, é necessário comprovar no mínimo seis meses de atividade). Para pessoa jurídica (MEI e microempresa), o valor do crédito varia entre R$ 2,5 mil e R$ 12 mil, com prazo de pagamento de até 30 meses. Para pessoa física (empreendedores informais), os recursos variam entre R$ 1 mil e R$ 8 mil, com prazo de pagamento de até 24 meses. Para capital de giro, o prazo é limitado a 12 meses.

Ao necessitar capital de giro para atenuar os impactos da pandemia nas finanças, a loja de vestuário e artigos infantis Óia Baby Kids, de Porto Alegre, foi uma das beneficiadas da linha de crédito. De acordo com Thais Fleck, proprietária do estabelecimento, a parceria do Banrisul foi vital para a empresa ganhar fôlego e se manter saudável. “O microcrédito foi muito importante para o nosso negócio, principalmente neste período atípico, quando o fluxo de caixa se desequilibra e mais precisamos de apoio”, destacou. 

O Microcrédito Banrisul conta com avaliação das características do negócio e da necessidade do recurso e, ainda, com o acompanhamento e orientação do Banco durante a operação de crédito. A modalidade oferece carência para o pagamento da primeira parcela, a partir da data de contratação, de até três meses para capital de giro e de até seis meses para investimento.

A solicitação de microcrédito deve ser feita junto às agências do Banrisul, mediante análise de crédito. Reforçando a importância do distanciamento social para conter o avanço da pandemia,  as agências estão atendendo exclusivamente por agendamento. Para agendar o atendimento, o Banrisul disponibiliza aos seus clientes o aplicativo Banrisul Digital e o site www.banrisul.com.br. O cliente pode acessar o app Banrisul Digital e escolher a opção “Agendamento de Atendimento” que está disponível na primeira tela de acesso em “Outros Serviços”. Caso o cliente opte por realizar o agendamento no site, deve clicar na opção “Agende seu Atendimento” na página principal do site.


Marjorie Ferri - Alteração do contrato de trabalho na pandemia: é possível?

Advogada Trabalhista do escritório SCA — Scalzilli Althaus Advogados

A nova onda de restrições de atividades em razão da pandemia pode gerar a necessidade de alterações contratuais de trabalho, de forma abrupta. Entre elas estão mudanças de turno ou redução da carga horária e de salário do empregado. Este cenário abre espaço para o debate: é possível alterar o contrato de trabalho do empregado? Quando?

A relação entre empregado e empregador pode ser objeto de livre estipulação, exceto quando fere — com intuito de desvirtuar, impedir ou fraudar — as disposições legais que protegem o trabalhador e as convenções coletivas que são aplicáveis à respectiva categoria.  Em seu artigo 468, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) diz que é vedado alterar o contrato sem a concordância do empregado. E mais: a alteração não pode trazer prejuízos, sob pena de nulidade da cláusula infringente dessa garantia. Portanto, nos casos em que o contrato não estabeleceu a possibilidade de mudança de turno, só é possível modificar cláusulas contratuais através do consentimento expresso do empregado. 

Se isso ocorrer, o empregador deve ficar atento para que a mudança não resulte em prejuízo ao trabalhador — como a conclusão de um curso em andamento naquele turno. Para prevenir questionamentos, o ideal é colher o aceite do empregado, preferencialmente, de próprio punho. Como alternativa é possível fazer um aditivo contratual com essa previsão e a devida concordância prévia. Igualmente, por serem considerados nulos os atos que prejudiquem direitos do trabalhador, mesmo que seja possível reduzir carga horária, o que é benéfico, esta não permite a redução do salário — o que é considerado inconstitucional.  

Com a perda da vigência das medidas emergenciais do governo que concediam benefício para redução da jornada e do salário, ainda sem a previsão de novos ajustes, o empregador que adotar essas medidas deve estabelecer um acordo com o sindicato da categoria — com o intuito de manter os empregos e evitar nulidade futura do ato. Também não é possível demitir e recontratar o empregado com salário menor, pois isso representará fraude. 

A melhor saída, de qualquer forma, ainda passa pelo diálogo entre empregado e empregador para construir alternativas em tempos tão difíceis.



Sócios do IPE Saúde já podem usar HUB da Saúde, Canoas, para novos serviços do Moinhos de Vento

A partir de agora, os beneficiários do IPE Saúde podem utilizar a unidade do Hospital Moinhos de Vento no HUB da Saúde, em Canoas, para realizar exames de diagnóstico por imagem, na área da cardiologia e do Núcleo da Mulher. A ampliação dos serviços inclui procedimentos de punção mamária, mamografia, ultrassonografia, teste ergométrico, ecocardiograma, eletrocardiograma, mapa, Holter, radiografias e densitometria óssea. O credenciamento foi assinado nesta quinta-feira pelo superintendente executivo da instituição, Mohamed Parrini, e o diretor-presidente do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul, Marcus Vinícius Vieira de Almeida.

Mohamed destacou como a novidade pode qualificar o atendimento aos usuários do IPE Saúde. “Estamos encurtando a distância desses segurados até a medicina de ponta. Para muitas pessoas que moram em Canoas e na Região Metropolitana, além de evitar deslocamentos maiores até Porto Alegre, ter o serviço mais próximo é um incentivo para se cuidar mais, cuidar de sua saúde. Essa é a nossa missão: cuidar de vidas”, ressaltou o superintendente executivo do hospital. Ele lembrou que o instituto vem estreitando os laços com o Moinhos nos últimos 4 meses. Desde dezembro, foram assinados três acordos com o objetivo de ampliar a cobertura de serviços ofertados.

Para o diretor-presidente do IPE Saúde, o credenciamento da unidade de Canoas é mais um passo para que os segurados tenham atendimento completo de um dos melhores hospitais da América Latina. “Somando os serviços já oferecidos pelo Moinhos de Vento aos segurados e os pacotes assistenciais que estamos elaborando para formalizar nos próximos meses, nossos usuários terão desde consultas médicas, passando por exames, tratamentos e até internações. É um avanço muito significativo que há anos era reivindicado”, afirmou Marcus Vinícius.

Também participaram do ato de assinatura do credenciamento a superintendente assistencial, Vania Röhsig, o superintendente administrativo, Evandro Moraes, a gerente de unidades externas do Hospital Moinhos de Vento, Vanderléia da Rocha Sharb Cereser, a gerente de Relacionamento com Mercado, Diocelia Jungbluth, e o diretor administrativo financeiro do IPE saúde, Vladimir Dal Ben da Rocha. A unidade do HUB Canoas fica na avenida Getúlio Vargas, 4831, térreo. Tem estacionamento em frente ao prédio ou no subsolo.

 

Serviços já oferecidos

Em dezembro, com o credenciamento do Laboratório de Patologia do Hospital, os beneficiários do convênio passaram a ter acesso a exames de diagnóstico de anatomopatologia e Citopatologia, essenciais para a prevenção e o tratamento de diversas doenças. Numa das estruturas mais modernas do Brasil, a instituição oferece 100% de rastreabilidade da amostra. O laboratório é pioneiro na região ao implantar, na mesma área física, tanto a anatomia patológica quanto a biologia molecular trabalhando em conjunto. 

Antes, exames de imagem e infusões de quimioterapia e radioterapia, cardiologia, assim como as especialidades disponíveis na Unidade Iguatemi já faziam parte do escopo disponível aos usuários do IPE Saúde.

Na última terça-feira, também foi assinado um protocolo de cooperação institucional e criado um grupo de trabalho, que tem 90 dias para elaborar pacotes assistenciais com procedimentos nas áreas da oncologia, da gastroenterologia e da pesquisa clínica.

 

Os parceiros

O Hospital Moinhos de Vento é considerado o segundo melhor hospital do Brasil pelos rankings da revista Newsweek e pela América Economia. Entre os 100 melhores hospitais do mundo só existem dois brasileiros — e um deles é o Moinhos. Também está entre os seis hospitais considerados de “excelência” no país pelo Ministério da Saúde.

O IPE Saúde conta com mais de 1 milhão de usuários em todo o Rio Grande do Sul, nos 497 municípios gaúchos, e uma rede superior a 10 mil prestadores credenciados. Além de propiciar assistência aos servidores estaduais, o instituto tem contratos firmados com mais de 260 prefeituras e câmaras municipais e vem trabalhando para ampliar a prestação de serviços no Estado.

quinta-feira, 25 de março de 2021

Santander

 Desde ontem, clientes e não-clientes do Santander Brasil passam a contar com mais prazo de pagamento para quitarem seus empréstimos com o Banco: de cinco para seis anos. A iniciativa se estende também a não-clientes da instituição financeira, que terão acesso à essa condição em empréstimos realizados por meio da Sim, a fintech de empréstimo pessoal do Santander, na tomada de recursos com garantia de veículos. Outro benefício é a carência de 59 dias para o pagamento da primeira parcela do financiamento. As taxas são a partir de 0,78% ao mês.

O Banco também está apoiando os negativados para reorganizarem suas finanças com liberação de novos créditos em até três meses, descontos de até 90% nas dívidas e prazo para quitação de seis anos. Disponível em todos os canais da instituição financeira e parceiros digitais como a emDia, a fintech de renegociação de dívidas do Santander Brasil.

“Ambas as iniciativas têm como objetivo dar liquidez às pessoas neste momento de redução da atividade econômica, permitindo também uma melhor gestão do orçamento e de seus pagamentos”, afirma Cassio Schmitt, diretor de produtos de crédito do Santander. Os clientes e não-clientes da instituição financeira também podem optar por captar recursos colocando seus automóveis quitados em garantia. “Unimos a força do banco com a das nossas fintechs para apoiar as pessoas neste momento em que muitos podem estar enfrentando dificuldades.”

Para anunciar a condição especial, o Santander está com uma campanha de publicidade em TVs abertas e fechadas, rádios, digital e mídia OOH (Out of home, na sigla em inglês) do País inteiro (https://www.youtube.com/watch?v=qTaDN-PagkA&t=5s). O vídeo, produzido pela Suno United Creators, é estrelado pela atriz Samantha Schmütz e pelo apresentador Marcos Mion. Em linguagem leve, a atriz apresenta as condições disponíveis, sendo interrompida constantemente por Mion, que desta forma dá ao público ainda mais detalhes sobre a oferta.

“Queremos mostrar que não foi à toa que o Santander se tornou o banco mais procurado no Google por quem quer falar de crédito. Por isso, aumentamos o prazo máximo para o pagamento, oferecemos um passo a passo para quem quiser colocar as contas em dia e ainda estendemos as nossas condições para todos os consumidores”, explica Igor Puga, diretor de Marca e Marketing do Santander Brasil.

Todas as informações das linhas de crédito e contratação estão disponíveis no site www.santander.com.br/emprestimos


ALSHOP: 84% dos lojistas demitiram e 53% temem pelo fechamento definitivo

Diante de todo o cenário vivido pelo mundo há um ano, a ALSHOP (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping) realizou uma pesquisa com empresas associadas que representam mais de 9 mil pontos de venda em todo país sobre o enfrentamento da crise econômica e quais são as expectativas para o setor em 2021 neste momento da pandemia.

Segundo a pesquisa, 84% dos lojistas de shopping já demitiram desde o início da crise deflagrada pela pandemia do novo coronavírus. Mais da metade dos associados, 53% temem pela continuidade da crise que pode levar a um fechamento definitivo e novas demissões, enquanto pouco mais de ⅓ dos associados, 35% ainda seguem confiantes na recuperação das vendas no pós pandemia.

“A pesquisa aponta que os reflexos da nova onda de fechamento já reflete diretamente na economia. Quase a totalidade dos associados já demitiu e mais da metade teme o fechamento definitivo, o que mostra a gravidade da situação. Por outro lado, medidas de ampliação do crédito não chegaram de maneira uniforme aos empreendedores pequenos que em um shopping center representam 70% das lojas.”, afirma Nabil Sahyoun, presidente da ALSHOP.

Sem aumento de vendas e ticket médio em baixa

Para 87% dos lojistas desde o começo do ano não houve nenhum aumento no movimento de clientes e nos estados onde os shoppings estão funcionando o ticket médio de compra é de R$ 220, queda de 37% em relação ao mesmo período de 2019. Os dados desta vez, refletem situações desiguais nos estados, pois o fechamento do comércio não é total em várias unidades da federação. 

O ticket médio em baixa reflete a queda do tempo em que os clientes permanecem nos centros de compra. Antes da pandemia um consumidor ficava em média 90 minutos no shopping e hoje faz suas compras em 30 minutos.

Alta do ICMS já impacta nos preços

Os associados também comentaram sobre o aumento do ICMS em produtos e combustíveis no varejo. No caso de São Paulo, que concentra boa parte da produção e das vendas no varejo do país, as medidas de elevação dos tributos tornaram as compras mais caras para o consumidor. Apesar do aumento generalizado do ICMS que impactou em custos mais altos na operação, 53% afirmam que os insumos ou produtos ficaram mais caros, mas não houve repasse para os clientes. Mais de um terço dos associados, 37% relatam que tiveram que repassar os aumentos para os clientes finais, e ainda 10% comentam não terem sido impactados com a alta dos preços nos produtos vendidos. 


“Infelizmente o empreendedor vem sendo impactado por impostos mais altos sendo, por outro lado, impedido de abrir as portas sem nenhuma compensação financeira. Em alguns casos, houve uma alta elevadíssima no ICMS, e a ALSHOP tem pedido aos representantes do poder público, especialmente ao Governo de São Paulo, que pelo menos o aumento de imposto seja revogado já que boa parte do varejo está fechada.”, complementa Sahyoun.


Hotelaria e gastronomia à beira do colapso total no RS

O setor de hotelaria e gastronomia do RS é a maior geradora de mão-de-obra do primeiro emprego, mas agora está à beira do abismo, segundo disse o empresário Henry Chmelnitzky, ontem, aos deputados da Assembleia, dos quais pediu apoio para que o governo estadual revise sua atual política de distanciamento social e apoie as empresas.

. O faturamento das empresas da gastronomia sequer ultrapassa 50% em comparação ao período pré-pandemia. E a hotelaria está tendo uma ocupação que não chega a 10% da sua capacidade. Hoje encaramos demissões e fechamentos, além da baixa oferta de novos financiamentos. Vivemos uma exceção, e assim também deveriam ser tratados os créditos. Precisamos, definitivamente, de socorro", alerta o presidente do Sindha.

 Deputados como Zé Nunes e Frederico Antunes, reconhecendo o setor como um dos mais atingidos, criticaram a falta de suporte por parte dos bancos e a Comissão como um todo prometeu levar as demandas para audiência pública, com a busca de linhas de crédito emergenciais específicas para o setor junto aos bancos estaduais, assim como o parcelamento nos débitos dos serviços públicos ICM.

 RAIO-X DO SETOR

 - 13 sindicatos patronais no RS

- 25 mil negócios (gastronomia, hospedagem, bares e casas noturnas)

- 220 mil empregos diretos + sustento de cerca de 880 mil pessoas

 SUGESTÕES APRESENTADAS PELA GASTRONOMIA E HOSPEDAGEM

 BANCOS:

 - Linhas estruturantes de LP com até 24 meses de carência. Parte garantia FG e parte recebíveis + aval;

- Operações em andamento absorvidas por esta nova linha, abrindo espaço no fluxo de caixa, inclusive para novos investimentos;

- Percentual da linha condicionada a manutenção parcial dos empregos;

- REFIZ modelo 1 com percentual sobre a venda visando caber no fluxo presente e passado;

- Débitos Serviços Públicos financiados em 60 meses com carência de 12 meses;

- REFAZ modelo 1 com percentual sobre a venda visando caber no fluxo presente e passado;

- ICMS pandemia transferido para 2022 e reparcelados em 24 meses da data da CDA.

 NOVOS INVESTIMENTOS:

 - Focados no TURISMO:

1. Centro de Convenções de POA

2. Projeto integrado Serra, Capital, Fronteira, Missões e Turismo Universitário

3. Formação adequada de mão-de-obra

 - PRESSUPOSTO:

Vontade política, tornando a Secretaria do Turismo um projeto de Estado, logo, benchmark para as ações futuras.

Artigo, Fábio Jacques - O País do perdão

Artigo, Fábio Jacques - O País do perdão. Em Mateus, 5:44, Jesus nos diz: “Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus, pois que Ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos”. 

Sempre entendi esta passagem da Escritura como uma mensagem individual: se eu tenho um inimigo devo perdoá-lo. Nunca tinha pensado que este mandamento pudesse ser aplicado a toda uma nação. O STF me provou que o perdão deve ser estendido a todos os inimigos do país.

A magnanimidade e o espírito cristão de nossa suprema corte atingiram seu ápice quando, em nome de todos os brasileiros, perdoaram os maiores inimigos do povo, aqueles que roubaram as estatais, a saúde, a educação, a segurança, a merenda escolar e o futuro.

A nação que, não conseguindo entender a profundeza do ensinamento de Cristo, clamava por vingança contra aqueles que a delapidaram subtraindo-lhe até mesmo a esperança de um dia se tornar um povo decente, foi resgatada pela nossa suprema corte que, em seu nome, realizou o supremo ato de perdão.  

Sinto-me libertado de meus pequenos ódios quando vejo o sorriso nos lábios de Lula, de José Dirceu, de Aécio Neves, dos petistas, pepistas, emedebistas, psolistas, peessedebistas, pecedobeistas e tantos empresários antes condenados e agora prestes a recuperar tudo o que confessaram e devolveram aos cofres públicos, todos perdoados pela suprema benemerência.

Mas, como reconhecem nossos supremos juristas e nossos supremos líderes legisladores, assim como os direitos constitucionais não são absolutos, parece-me que o mandamento cristão do perdão também não o é.

O grande perdão é para os grandes facínoras. Os pequenos infratores não fazem jus ao mesmo direito. Destruir a Petrobrás, por exemplo, merece o perdão cristão, mas falar mal de ministros do supremo extrapola completamente o mandamento. Quem pratica este tipo de injúria não merece qualquer perdão. Perdoar Lula é cristão, mas perdoar Osvaldo Eustáquio ou Daniel Silveira está fora de cogitação.

Fico pensando se Jesus Cristo pregaria o perdão aos inimigos se convivesse conosco nos dias de hoje, ou se agiria como Deus, no antigo testamento, mandando, simplesmente, exterminar todos aqueles que atravessassem seu caminho como está escrito em 1 Samuel 15:

“Então, disse Samuel a Saul: Enviou-me o SENHOR a ungir-te rei sobre o seu povo, sobre Israel; ouve, pois, agora a voz das palavras do SENHOR. 2 Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Eu me recordei do que fez Amaleque a Israel; como se lhe opôs no caminho, quando subia do Egito. 3 Vai, pois, agora, e fere a Amaleque, e destrói totalmente tudo o que tiver, e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até à mulher, desde os meninos até aos de peito, desde os bois até às ovelhas e desde os camelos até aos jumentos”.

E, hereticamente, imagino Jesus acrescentando: “Não façam mal algum àqueles que me chamaram de homossexual. Estes eu quero estraçalhar com minhas próprias mãos”.

Fabio Freitas Jacques. Engenheiro e consultor empresarial, Diretor da FJacques – Gestão através de Ideias Atratoras e autor do livro “Quando a empresa se torna azul – o poder das grandes ideias”.


quarta-feira, 24 de março de 2021

Camaquã

 Demitida do hospital, ameaçada pelo MPE e denunciada ao Cremers, a médica Eliane Scherer desistiu do tratamento. Ela se negou até mesmo a cumprir ordem judicial que autorizou-a a salvar a vida de um paciente, alegando as perseguições. Na\ sexta-feira, Bolsonaro falou na Rádio Acústica FM, de Camaquã, para elogiar Scherer.

Sempre vigilante em relação aos médicos e prefeitos que tentam salvar vidas de modo heterodoxo, usando tratamento precoce ou meios off label, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) abriu, ontem, um expediente para apurar a conduta de uma médica que teria aplicado nebulizações de hidroxicloroquina em pacientes com coronavírus. O caso foi denunciado pelo Hospital Nossa Senhora Aparecida (HNSA), em Camaquã, na Região Centro-Sul do RS, e será analisado pela promotora Fabiane Rios. O hospital admite o uso da hidroxicloroquina, mas no caso de Scherer, denunciou o tratamento como "experimento só tolerado em laboratórios".

O procedimento adotado pela médica Eliane Scherer consistiria na diluição de hidroxicloroquina em soro fisiológico, aplicada em uma nebulização. Segundo o HNSA, a solução era preparada pela própria profissional em seringas, sem consentimento dos farmacêuticos da unidade.

A denúncia também foi encaminhada ao Conselho Regional de Medicina (Cremers). A entidade afirma que deve abrir uma sindicância para apurar a responsabilidade ética da profissional.




reunião

 Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado;

Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara;

Luiz Fux, presidente do STF;

Augusto Aras, procurador-geral da República;

André Mendonça, ministro da Justiça e Segurança Pública;

Fernando Azevedo, ministro da Defesa;

Marcelo Queiroga, ministro da Saúde;

General Ramos, ministro da Secretaria de Governo;

General Heleno, ministro da Segurança Institucional;

José Levi, ministro da AGU;

Sérgio José Pereira, ministro interino da Casa Civil;

Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores;

Paulo Guedes, ministro da Economia;

Tarcísio de Freitas, ministro da Infraestrutura;

Tereza Cristina, ministra da Agricultura;

Milton Ribeiro, ministro da Educação;

Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia;

Fábio Faria, ministro das Comunicações;

Marcos Pontes, ministro da Ciência e Tecnologia;

Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente;

Gilson Machado, ministro do Turismo;

Wagner Rosário, ministro da Controladoria Geral da União;

Damares Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos;

Onyx Lorenzoni, ministro da Secretaria Geral;

Wilson Lima (PSC), governador do Amazonas;

Ronaldo Caiado (DEM), governador de Goiás;

Cláudio Castro (PSC), governador do Rio de Janeiro;

Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná;

Renan Filho (MDB), governador de Alagoas;

Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais;

Marcos Rocha (sem partido), governador de Rondônia;

Ministro Bruno Dantas, vice-presidente do TCU;

General Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde.

terça-feira, 23 de março de 2021

Resposta à Carta Aberta dos Influentes

 Resposta à Carta Aberta dos Influentes

 

Recebemos de terceiros carta aberta assinada por várias pessoas de grande influência no Brasil nos anos noventa e primeiros anos da década seguinte, com destaque para vários protagonistas do Plano Real.

 

O texto, escrito de forma elegante, elenca argumentos para concluir que o governo federal está dificultando o combate à pandemia. 

 

Tomamos a liberdade de analisar individualmente as principais justificativas.

 

- A Carta Aberta afirma: “...pois a pandemia fez com que muitos trabalhadores deixassem de procurar emprego, levando a uma queda da força de trabalho entre fevereiro e dezembro de 5,5 milhões de pessoas.”

 

Ponderamos que de acordo com o CAGED, entre fevereiro e dezembro de 2020, o emprego formal brasileiro registrou um saldo positivo de 213.681 vagas. 

 

Certamente, este número seria bem maior se vários governos estaduais e municipais não obrigassem às empresas a fechar suas portas entre abril e junho (no RS este prazo foi um pouco além), quando o emprego caiu em 1,4 milhão de postos de trabalho, se recuperando nos meses seguintes, muito em função de políticas públicas federais em favor da economia de mercado. 

 

Em outro momento, a Carta Aberta menciona o peso do desemprego sobre a economia informal. 

 

Lembramos, então que estes “informais” foram beneficiados com o auxílio emergencial, o que gerou enorme efeito positivo de renda na sociedade nacional,entretanto,  não podia ser fornecido permanentemente, pois isto significaria a falência das contas públicas do país, além de ser algo eticamente não recomendável.

 

- A Carta Aberta afirma: “Em torno de 5% da população recebeu ao menos uma dose de vacina, o que nos coloca na 45ª posição no ranking mundial de doses aplicadas por habitante...”

 

Ponderamos que a medida em questão não é das mais adequadas. 

O Brasil é um país com cerca de 210 milhões de habitantes e está sendo comparado com nações com população e territórios muito menores e por isto mesmo com logísticas muito mais simples. 

 

O único país com mais de 100 milhões de habitantes que está entre os 10 primeiros lugares no ranking em questão é os EUA, cujo posicionamento positivamente diferenciado em seu desenvolvimento econômico explica tal adiantamento em relação ao mundo.

 

A medida mais adequada no caso brasileiro é o número absoluto de vacinados. 

 

Neste caso, ocupamos a 5ª posição global, segundo levantamento da Universidade de Oxford. 

 

Claramente, seria desejável estarmos mais adiantados do que as 13,56 milhões de doses já aplicadas. 

 

Contudo, o fornecimento da vacina está limitado à capacidade produtiva das indústrias farmacêuticas diante de um medicamento novo, o que é um problema limitando em quase todo o mundo.

 

- A Carta Aberta afirma: “Os recursos federais para compra de vacinas somam R$ 22 bilhões, uma pequena fração dos R$ 327 bilhões desembolsados nos programas de auxílio emergencial e manutenção do emprego no ano de 2020...”

 

Ponderamos que o governo federal “só gastou” R$ 22 bilhões porque foram estes os recursos até agora exigidos para a compra de vacinas. 

 

Certamente, na medida em que forem fechados mais contratos de fornecimento, este montante aumentará e não tem relação nenhuma com os R$ 327 bilhões utilizados no auxílio emergencial, que por sinal, evitou um enorme flagelo social no Brasil.

 

- A Carta Aberta afirma: “Em 1992, conseguimos vacinar 48 milhões de crianças contra o sarampo em apenas um mês”.

 

Ponderamos que esta é uma comparação muito infeliz. A vacina contra o sarampo é conhecida há décadas e o surto de 1992 não foi global como a pandemia atual. A aquisição do medicamento foi muito mais simples.


- A Carta Aberta afirma: “A insuficiente oferta de vacinas no país não se deve ao seu elevado custo, nem à falta de recursos orçamentários, mas à falta de prioridade atribuída à vacinação.”

 

Ponderamos que a afirmativa não condiz com a realidade. No dia 19 de março o governo federal oficializou a compra de mais 138 milhões de doses de vacinas da Pfizer e Janssen para serem distribuídas a partir de abril. De acordo com o ex-ministro (ainda em transição) Eduardo Pazuello, o Brasil tem 562 milhões de doses contratadas para 2021. 

 

Ficou claro que a demora inicial da compra dos medicamentos ocorreu em função da espera de aprovação por parte da ANVISA e adequações ao complicado Direito Público brasileiro. 

 

- A Carta Aberta afirma: “Em paralelo, não devemos adiar mais o encaminhamento de uma reforma no sistema de proteção social, visando aprimorar a atual rede de assistência social e prover seguro aos informais”.

 

Ponderamos que o auxílio emergencial foi utilizado em função da sensibilidade das autoridades federais em função da excepcionalidade de situação criada pela pandemia. 

 

Contudo, entendemos que a proposta vitoriosa nas eleições presidenciais de 2018 foi a de liberalização da economia, focando na redução de impostos e diminuição do tamanho do Estado. 

 

Aumentar o assistencialismo seria sinônimo de necessidade de elevação da carga tributária e consequente piora no crescimento da economia do Brasil, paradoxalmente, uma das outras críticas da “Carta Aberta” em análise.

 

- A Carta Aberta afirma: “...Com o agravamento da pandemia e esgotamento dos recursos de saúde, muitos estados não tiveram alternativa senão adotar medidas mais drásticas, como o fechamento de todas as atividades não-essenciais e o toque de recolher à noite. Os gestores estaduais e municipais têm enfrentado campanhas contrárias por parte do governo federal e dos seus apoiadores.”

 

Ponderamos que a União repassou aos estados e municípios o montante de aproximadamente R$ 420 bilhões entre o início da crise sanitária e 15 de janeiro de 2021, de acordo com o Portal da Transparência do Governo Federal. 

 

A cifra é inédita na história brasileira e envolve suspensão de dívidas estaduais, transferências já previstas para estados e municípios, benefícios aos cidadãos e saúde – incluindo o combate ao COVID 19. 

 

Esta última rubrica somou R$ 96,3 bilhões. Lembramos também que em abril de 2020 o Supremo Tribunal Federal limitou os poderes da presidência da república na coordenação nacional da pandemia (não pode interferir nas determinações estaduais e municipais sobre regras de isolamento social, incluindo o fechamento das atividades produtivas). 

 

Uma vez que a operação hospitalar de saúde pública é atribuição dos estados e municípios, pouco resta à União além de repassar recursos e coordenar a aquisição e distribuição de vacinas, o que realmente está acontecendo.

 

 - A Carta Aberta afirma: “É urgente que os diferentes níveis de governo estejam preparados para implementar um lockdown emergencial, definindo critérios para a sua adoção em termos de escopo, abrangência das atividades cobertas, cronograma de implementação e duração.”

 

Ponderamos que a prática de “lockdowns” indiscriminados não tem mostrado resultados satisfatórios no controle da pandemia. 

 

Preferimos falar em distanciamento social ao invés de isolamento social. 

 

No primeiro caso, as atividades produtivas que não geram aglomerações são preservadas, respeitando protocolos de eficácia comprovada como uso de máscaras adequadas, distância mínima de 2 metros entre as pessoas e higienização. 

 

Contra eventuais acúmulos de pessoas em locais públicos e privados, lamentavelmente somos obrigados a defender o uso do poder de polícia em nome da saúde pública.

 

- A Carta Aberta afirma: O desdenho à ciência, o apelo a tratamentos sem evidência de eficácia, o estímulo à aglomeração, e o flerte com o movimento antivacina, caracterizou a liderança política maior no país.

 

 Ponderamos que a experimentação faz parte do processo científico. 

 

As próprias vacinas são ainda consideradas experimentais (fabricantes se eximem de prováveis efeitos colaterais). 


Vários grupos de médicos se manifestam a favor de tal prática e fica claro que ainda não há unanimidade no tratamento contra a COVID-19. 

 

Em defesa com o “flerte com o movimento antivacina” atribuído indiretamente ao Presidente da República, pelo que observamos a partir das informações oficiais, o Sr. Jair Bolsonaro se limitou a apoiar as vacinas aprovadas pela ANVISA, o que revela, isto sim, o respeito à autonomia da agência reguladora em questão.

 

Por fim, é importante esclarecer que durante toda esta recente, porém sofrida história da pandemia em foco, todos os principais atores cometeram erros. 

 

A Organização Mundial de Saúde errou; líderes globais erraram; médicos erraram; economistas erraram; advogados erraram; e assim por diante.

 

Inicialmente, todos estes equívocos são perdoáveis, uma vez que a intenção era (ou deveria ser!) acertar para vencer o Coronavírus. 

 

Entretanto, é lamentável que um debate que deveria se restringir a encontrar as melhores diretrizes sanitárias, se transformou em instrumento de retórica política de baixo padrão.

 


Vitor Augusto Koch

Presidente da FCDL-RS


Mais vacinação

As projeções da XP Asset indicam que o ritmo de produção e vacinação deve se acelerar substancialmente neste mês, mesmo com um cronograma bem menos ambicioso do que o divulgado pelo Ministério da Saúde. 

Nosso otimismo decorre do fato de que, ao contrário das vacinas prontas, a importação do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) necessário para a produção nacional já flui normalmente há semanas.

Após os atrasos de janeiro, os prazos vêm sendo rigorosamente cumpridos, e já importamos IFA suficiente para a produção de dezenas de milhões de doses.


O Instituto Butantan já produz 700 mil doses por dia e, até o fim de abril, deve entregar 58 das 100 milhões de doses contratadas pelo governo federal.

A Fiocruz vem enfrentando bem mais dificuldades. Atrasos nas etapas iniciais custarão ao menos 11 milhões de doses a menos em março.

De toda forma, a produção nacional finalmente teve início e deverá ter contribuição relevante a partir de abril.

Ainda na primeira metade do ano, a oferta nacional será reforçada por doses importadas junto ao convênio com a OMS (Covax) e com a AstraZeneca, como uma espécie de compensação ao atraso inicial.

Os números a seguir apresentados já levam em conta os atrasos recentes e não consideram quaisquer vacinas que não sejam as duas atualmente distribuídas pelo SUS – premissa bem conservadora à luz da postura recente bem mais ativa do governo federal.


Consideramos (i) que a imunização ocorre após uma dose da vacina da AstraZeneca ou duas da CoronaVac; (ii) que ambas reduzam casos passíveis de UTI e mortes em 90%, em linha com os estudos disponíveis; e (iii) que 75% dos brasileiros vão buscar tomar a vacina, em linha com dados internacionais e com o que temos observado até o momento no país.

Do exposto acima, as internações em UTI e os óbitos teriam rápido recuo até o fim do primeiro semestre, uma vez que praticamente todos os brasileiros acima de 50 anos (que assim quisessem) seriam vacinados até o fim de maio.

Segundo o DATASUS, esse grupo responde por apenas 25% da população, mas por 78% da utilização dos leitos de UTI e por 89% das mortes por Covid-19.

Nesse caso, a vacinação geraria um alívio substancial nas UTIs e mortes: queda de até 41% em maio, 57% em junho e 63% em julho.

Ainda segundo nosso cronograma, o Brasil deve imunizar seus idosos até maio. Além disso, todos os brasileiros acima de 20 anos estariam vacinados em agosto, reduzindo as mortes em 66% até aquele mês.

Caso confirmado, tal cenário seria compatível com uma retomada importante da economia no segundo semestre, especialmente para os setores mais atingidos pela crise, como é o caso dos serviços prestados às famílias (restaurantes, turismo, serviços pessoais e lazer).

Evidentemente, o exercício aqui possui uma série de simplificações que podem gerar resultados melhores ou piores, como novos atrasos na produção nacional ou a celebração de contratos com outros laboratórios.


Em especial, nossas simulações não consideram o possível impacto da vacinação na redução do contágio ou a crescente parcela de imunização decorrente da própria dinâmica da pandemia – lamentavelmente, algo entre 300 e 400 mil brasileiros são imunizados diariamente ao contraírem o vírus, dados estimados considerando taxa de mortalidade entre 0,5% e 0,7%.

Enfim, por bons e maus motivos, a tão aguardada imunidade de rebanho pode estar mais próxima do que se imagina. 


Artigo, Flávio Pereira, O Sul - Estados e municípios têm autonomia total para decretar toque de recolher ?

Governadores receberam do STF, total autonomia na gestão do enfrentamento à pandemia. (Foto: Agencia Brasil)


Governadores e prefeitos, de posse de uma autonomia nunca antes vista no país, fizeram o que bem entenderam desde que o STF assim decidiu. E a gestão da pandemia transformou-se neste caos que estamos assistindo, em especial no Rio Grande do Sul.


Dados das ultimas 48 horas indicavam que apenas a região Norte está estável na média de mortes, com 8%. Todos as outras regiões apresentam aceleração, sendo: Nordeste (32%), Centro-Oeste (97%), Sudeste (40%) e Sul (76%). Vinte e uma unidades da federação, incluindo o Distrito Federal, apresentam alta no índice. Dois estados estão em queda e quatro estão estáveis.


Autonomia a Estados e municípios


Convém lembrar que quando o plenário do Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, confirmou o entendimento de que as medidas adotadas pelo Governo Federal na Medida Provisória 926/2020 para o enfrentamento do novo coronavírus não afastam a competência concorrente nem a tomada de providências normativas e administrativas pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios, na verdade deu total autonomia para os governadores e prefeitos. Foi esse o entendimento do STF, e dos governadores e prefeitos,e foi assim que aconteceu até aqui.


Ou será que o governo federal foi consultado por algum governador ou prefeito antes da adoção do toque de recolher, ou das medidas de restrição a atividades econômicas e circulação de pessoas?


ADI para tirar a dúvida


Um movimento no sentido de esclarecer definitivamente esta questão - a possibilidade de gestão conjunta da União na edição decretos de estados e municípios - foi realizado pela Advocacia-Geral da União, que ingressou com uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade perante o STF para questionar os decretos de toque de recolher, e de restrição do comércio e das pessoas, adotados pelos governadores do Distrito Federal, da Bahia e do Rio Grande do Sul, sem a participação concorrente da União, tudo em nome do combate ao coronavírus.


A CPI do Covid: faca de dois gumes


O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco prudente, resiste à pressão da oposição e da mídia funerária, para instalar a chamada CPI do Covid.

Muitos destes segmentos favoráveis à CPI, entendem que estaria aí o melhor caminho para a deposição do presidente Jair Bolsonaro.


Porém, alguns senadores e deputados federais já se deram conta, de que a CPI poderá transformar-se em um verdadeiro tiro no pé de governadores e prefeitos, os verdadeiros protagonistas das medidas de enfrentamento ao Covid-19.


Recursos e vacinas


A tentativa de rotular Jair Bolsonaro de "genocida" pode sair pela culatra, tão logo o Governo Federal apresente provas irrefutáveis, de que não teve ingerência nos atos e decisões tomadas por estados e municípios, que tiveram autonomia total na gestão do combate à pandemia.

Recursos foram enviados aos estados. Vacinas? Onde existem vacinas disponíveis para venda?


Assim, fica evidente que Bolsonaro, governadores e prefeitos não são estes "genocidas" mencionados pela oposição.


Se erros ocorreram na gestão de governadores e prefeitos até aqui, a certeza é de que na sua maioria, agiram sem qualquer objetivo eleitoreiro e com a melhor das intenções.



Agravamento da pandemia interromperá, por ora, a retomada econômica

- Esta análise é dos economistas do Bradesco, material de hoje.


o A dinâmica recente da pandemia deve interromper, ao menos temporariamente, a retomada da atividade. Pelas próximas semanas, lojas e prestadores de serviços deverão estar fechados na maioria dos estados brasileiros. 


o Os setores mais impactados são o comércio e os serviços prestados às famílias, assim como observamos no início da pandemia. O setor de transporte também será afetado no curto prazo, especialmente o transporte de passageiros. A atividade na indústria e na construção civil parece mais preservada, pois não há restrições generalizadas a essas atividades. O impacto é temporário e com a reabertura da atividade, esses setores tendem a se recuperar gradualmente. Ainda assim, o ritmo deve ser mais lento.


o Entre os destaques do ano, temos a indústria exportadora, construção e o agronegócio. Os exportadores têm a vantagem do câmbio depreciado e demanda global crescente (madeira, extrativa, siderurgia, alimentos, celulose e calçados estão nesse grupo). Na construção civil, o segmento imobiliário residencial é destaque e diversos empreendimentos devem ser lançados sobretudo no 2º semestre. Por fim, a agricultura continuará com desempenho positivo. Safra recorde de grãos, preços elevados, câmbio depreciado e demanda externa positiva favorecem o setor. 


o Com a reabertura gradual, a retomada deve ocorrer, apoiada em juros reais ainda baixos, oferta de crédito, níveis elevados de poupança e recuperação do emprego. A evolução da pandemia ditará quando as atividades serão reabertas. O avanço da vacinação no grupo prioritário e o efeito das medidas mais restritivas devem ter impacto em algumas semanas. E a atividade econômica deve gradualmente voltar a crescer.


Setor em Foco: Combustíveis


Preço de petróleo segue pressionado no mercado internacional


o Neste ano, o petróleo já subiu 25% nos mercados internacionais, levando a reajustes de 46% na gasolina e de 40% no diesel ao longo deste ano. Além da alta do petróleo, o real sofreu depreciação de 6% em relação ao fechamento de 2020, elevando a pressão sobre os preços domésticos.


o Os preços globais refletem o nível baixo de estoques de petróleo. Enquanto vimos recuperação rápida da demanda no segundo semestre do ano passado, a oferta se manteve restrita, tanto pela forte atuação da OPEP+ quanto pelos EUA. Esse equilíbrio no mercado vai manter os preços próximos do patamar atual no primeiro semestre. No segundo semestre, entretanto, a oferta deve ser maior, trazendo estabilidade nas cotações internacionais.


o Os preços domésticos de combustíveis têm sido calibrados para manter a paridade com seu equivalente internacional convertido para reais. No segundo semestre, confirmado o cenário de estabilidade do preço de petróleo, os preços internos também tendem a se estabilizar e até mesmo registrar algum arrefecimento.


segunda-feira, 22 de março de 2021

Artigo, Pedro Lagomarcino - Excelentíssimo senhor

- O autor é Advogado, Porto Alegre.

Não me dirijo a uma autoridade em especial, nem mesmo a uma só em particular.

Dirijo-me, sim, a quem queira ter consistentes elementos para poder bem refletir.

Diz a sabedoria popular que, muitas vezes, uma imagem "fala" mais do que 1.000 palavras.

Lógico, quando a imagem "fala", mesmo assim, necessário que seja contemplada por vários ângulos, para se enfim fazer "ouvir".

Esta imagem, em especial, salvo melhor juízo, do ângulo que é vista, "fala" por si só. Não necessita outros ângulos para se fazer "ouvir".

Trata-se de uma foto real, a qual foi transformada em desenho, por questão de respeito aos retratados e para proteger a identidade de ambos.

A imagem grita!

Mais, ela clama! Implora!

Todavia, se acaso para alguém ela nada "falar", mesmo para quem consiga ver e quiçá "escutar", talvez a compaixão e a humanidade devam ser as melhores conselheiras, diante de cenas muito semelhantes, senão iguais, sim, não uma, mas milhões, por serem exatamente a realidade de incontáveis famílias de norte a sul, em todos os Estados do Brasil.

Quanto a "ciência"...

Bom, vamos então tratar da "ciência" destes que defenderam, pasmem, e ainda defendem, por notório viés ideológico e político, o lockdown irrestrito e total. Isso, não é mais crível, aliás nunca foi, nem o é. Era recomendável, tão só e apenas no início da pandemia, para que o Estado (lato senso) se preparasse, com ações e medidas urgentes, quiçá coordenadas e sincrônicas, para combater efetivamente seus efeitos deletérios.

Não foi isso que se viu, lamentavelmente.

Em meio a tudo, foram largadas a própria sorte, milhões e milhões de imagens semelhantes e iguais a esta, se multiplicando de forma exponencial, em todo o Brasil, acompanhando atônitas as negociatas, os escândalos, o colapso da saúde pública, o caos dos hospitais, as péssimas condições de trabalho dadas a milhares de profissionais da linha de frente, a evaporação ou as inacreditáveis "transposições de rubricas" que Estados e municípios fizeram das verbas federais que receberam com destinação específica, o modesto aumento de leitos Estaduais e municipais de UTI's apropriadas para receber os pacientes com coronavírus, as filas ultrapassando mais de centenas indivíduos na espera para serem internados em UTI's após testar positivo e já com quadro clínico gravíssimo, a safadeza travestida de burocracia de entes públicos para comprar respiradores.

Em meio a tudo isso, também se viu e ainda se vê, a despeito de massivos e consistentes estudos científicos, sobre o tratamento precoce e de milhares e milhares de médicos o defendendo em todo Brasil, evidentemente, somente após consulta e prescrição médica, mediante anamnese detalhada do paciente, da explicação de seus efeitos e da aceitação do paciente, pasmem, e mesmo tendo o CFM - Conselho Federal de Medicina -, se posicionado oficialmente que isso é da autonomia profissional do médico que queira recomendá-lo e da livre escolha do paciente, sim, mesmo assim, há quem entenda que não se deve permitir o tratamento precoce.

Vale muito a leitura do que oficialmente decidiu o CFM - Conselho Federal de Medicina -👇:

https://portal.cfm.org.br/artigos/o-conselho-federal-de-medicina-e-a-covid-19/#:~:text=O%20CFM%20abordou%20o%20tratamento,o%20paciente%20com%20essa%20doen%C3%A7a 

No mesmo sentido, por exemplo, a posição oficial do CREMERS - Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul -👇:

https://cremers.org.br/cremers-reforca-autonomia-do-medico-na-prescricao-de-medicamentos-no-tratamento-de-pacientes-com-covid-19/ 

Vejamos o posicionamento de mais de 3.970 (três mil novecentos e setenta) médicos que defendem, com seus nomes e números de CFM's, o tratamento precoce👇:

https://medicospelavidacovid19.com.br/manifesto/ 

Vejamos uma reportagem primorosa sobre este assunto👇:

https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/mais-de-2-mil-medicos-publicam-manifesto-a-favor-do-tratamento-precoce-contra-a-covid-19/ 

Vejamos as pesquisas sedimentadas e consistentes sobre esse particular, citadas, exatamente, pelos médicos defensores👇:

1 - https://www.amjmed.com/article/S0002-9343(20)30673-2/fulltext 

2 - https://copcov.org/ 

3 - https://ivmmeta.com/ 

4 - https://c19study.com/ 

5 - https://hcqmeta.com/ 

6 - https://c19legacy.com/?s=08 

É necessário refletir.

Não é aceitável fazer ciência através de dogmas.

Só quem vive nas sombras se compraz com a escuridão.

Quem vive de ciência busca a verdade, despida de dogmas, pois cientista que é, busca a luz, na medida em que sabe ser a verdade absoluta inatingível.

Convém recordar a lição de Galileu Galilei ao dizer:

- "A verdade é filha do tempo, e não da autoridade".

Convém recordar Isaac Newton, pai da física, ao nos deixar uma exemplar lição de humildade:

- "Se vi mais longe foi por estar sobre os ombros de gigantes".

Não é aceitável que havendo estudos científicos consistentes, sedimentados, idôneos, publicados em veículos de credibilidade inconteste, os quais acenam que o tratamento precoce pode sim salvar vidas, se feito nos moldes recomendados, diante de um quadro caótico que ainda atravessa a rede hospitalar de norte a sul, pacientes com COVID-19 tenham de aguardar a certeza da morte, depositados em abatedouros, chamados de forma surreal, como leitos improvisados ou ainda enviados de volta para casa.

Isso não é ciência.

Isso é crueldade.

Isso é tirania.

É imaginável, bizarro, inaceitável, cruel e tirânico estabelecer diretamente que em meio ao caos sem precedentes, todos ainda devam ficar em casa, irrestritamente, se em um país como o Brasil, se sabe que a metade, isso mesmo, a metade da população brasileira, segundo estatísticas do IBGE, sobrevive com apenas R$ 438,00 mensais, ou seja, quase 105 milhões de pessoas no Brasil têm menos de R$ 15,00 por dia para satisfazer todas as suas necessidades básicas.

Acaso seja necessário, tenho certeza que não será, recomendo a leitura que segue👇:

https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/geral/2020/05/737679-ibge-aponta-que-10-mais-ricos-ficam-com-43-da-renda-nacional.html  

Como alguém que sobrevive com R$ 15,00 por dia, tendo de 2 a 3 filhos em casa para alimentar vai conseguir colocar no orçamento doméstico a compra de máscaras, de álcool gel e sabão, para poder promover a sua higienização e a de quem é responsável, sem ainda poder trabalhar para conseguir sobreviver?

A vulnerabilidade social e econômica sequer permite comprar varinha mágica.

A ninguém é dada a decisão de matar alguém de fome, com a letalidade da tinta de sua caneta, através de canetaços, na vigência do Estado Democrático de Direito.

Acaso seja necessário, tenho certeza que não será, recomendo a leitura que segue onde a OMS - Organização Mundial de Saúde -, a qual abandonou a tese do lockdown total e irrestrito.

O título da matéria fala por si só👇: 

- OMS não recomenda confinamento para evitar agravamento da pobreza.

https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/bbc/2020/10/18/oms-nao-recomenda-confinamento-para-evitar-agravamento-da-pobreza.htm 

Ao que se constata, a própria OMS, felizmente, já assimilou as lições de Newton e Galileu.

Respeitosamente, que Deus seja a luz de vossa consciência, acaso dela a compaixão e a humanidade se afastarem ou se fizerem órfãs.