quinta-feira, 30 de junho de 2022

Prefeitura abre inscrições para 4ª edição do Auxílio Emergencial Canoense nesta sexta-feira

 As inscrições da 4ª edição do Auxílio Emergencial Canoense abrem nesta sexta-feira (1º). Pioneiro entre os municípios do país, o programa surgiu para beneficiar milhares de famílias que perderam sua renda em função da pandemia. Os participantes contam com uma ajuda financeira de R$ 200,00 mensais, auxílio transporte de R$ 96,00, além de curso de qualificação profissional.


O programa, que iniciou em 28 de março de 2021, beneficia, em cada edição, 5 mil canoenses em situação de vulnerabilidade social. As inscrições encerram no dia 15 de julho e podem ser feitas no site da Prefeitura e, presencialmente, nas subprefeituras Sudeste, Sudoeste e Noroeste, além do ginásio do Caic (confira os endereços abaixo). Quem já foi contemplado nas edições anteriores, pode se candidatar novamente. Foram investidos pela Prefeitura cerca de R$ 11,4 milhões nas três edições.


Critérios

Além das horas de qualificação profissional e da prestação de serviço para comunidade, o requerente deverá ser cidadão canoense e ter renda per capita menor que meio salário mínimo, além de ser cadastrado no Cadúnico.


O benefício

São R$ 200,00 mensais, garantidos por 3 meses, além de cursos de qualificação profissional a serem realizados de forma online. Deverão ser cursadas, no mínimo, 8h mensais. Para atender às atividades previstas, será disponibilizado um auxílio de R$ 96,00 por mês no cartão TEU.

O petróleo é deles. A conta é nossa.

Desde a criação da Petrobrás em 1953, inaugurada sob o mote “O petróleo é nosso”, que o Brasil sonha com a autossuficiência na produção de combustíveis. Os defensores dessa tese sustentavam que isso ocorreria através do monopólio estatal sobre a exploração das atividades da indústria petrolífera. Isso foi assegurado na Lei 2.004, de 1953, que deixou à iniciativa privada a permissão de explorar apenas a distribuição dos combustíveis.

 

No entanto, anos mais tarde, a lei 9.478 de 1997 estabeleceu o fim do monopólio da União no setor e permitiu a abertura do mercado para que outras empresas explorassem o recurso no Brasil. Mas na prática, a Petrobrás continuou com o monopólio da exploração.

 

O fato de ser uma empresa de economia mista lhe garantiu o recebimento de grandes investimentos públicos e privados. Isso a tornou tão poderosa que, de certa forma, inibiu a chegada de novos entrantes no mercado. Poucas empresas toparam enfrentar essa concorrência direta com uma empresa onde a União é a acionista majoritária com 50,3% das ações ordinárias com direito a voto.

 

No entanto, essa maioria controlada pelo Governo não impede que a atuação da Petrobrás continue sendo pautada pelos interesses dos acionistas privados, que visam apenas o lucro, ignorando o fato de que a estatal também tem um objeto social.

 

Lembremos que a lei 9478 colocou entre os objetivos da Política Energética Nacional a proteção dos interesses do consumidor quanto a preço, qualidade e oferta dos produtos. A referida lei também criou a Agência Nacional de Petróleo (ANP) e lhe deu a atribuição de fiscalizar o cumprimento desses objetivos. Mas parece não haver ninguém preocupado com isso.

 

Na verdade, essa crise atual é consequência de alguns fatores: atuação da Petrobrás apenas para garantir os lucros dos seus acionistas; governos que se negam a reduzir impostos em tempos de crise; distribuidoras e postos que não repassam ao consumidor as eventuais reduções de tributos feitas pelos governos e; a baixa capacidade de refino do país.

 

Esse último ponto merece destaque. O Brasil é exportador de petróleo, mas importa derivados, especialmente o óleo diesel. Isso porque o parque de refino do país é insuficiente para atender a demanda nacional e a integração global das cadeias do setor, e por isso tem que importar combustível para abastecer todos os postos do país. Essa deficiência na capacidade de refino aumentou a nossa exposição aos impactos da variação de preços internacionais.

 

No entanto, os poucos esforços feitos nesse sentido foram sabotados pela corrupção. Projetos de novas refinarias, como a Comperj, no Rio de Janeiro e Abreu e Lima em Pernambuco foram arruinados pela ação de larápios descobertos pela Operação Lava Jato. O fracasso dessas iniciativas reforça a importância de retomar o processo de venda das refinarias da Petrobrás, de forma que o investimento privado possa potencializar a nossa capacidade de refino.

 

É evidente que uma empresa como a Petrobrás está sujeita aos soluços de crises internacionais. A guerra entre a Rússia e Ucrânia jogou o valor do barril de petróleo a níveis estratosféricos nos últimos meses, impactando os preços no Brasil devido à Política de Paridade de Preço Internacional (PPI), adotada desde o Governo Michel Temer, e apontada por alguns como a causa do problema.

 

Mas isso não exime os governos de atuarem de maneira mais incisiva para controlar a situação nesse momento. E não falo de intervencionismo, de medidas populistas como congelamento de preços, algo que teria o efeito inverso ao desejado, como já se fez no passado. Existem algumas ações possíveis, sobretudo se tomadas de forma conjunta, que podem minimizar os impactos da crise.

 

Se o petróleo é mesmo nosso, é preciso que os lucros da Petrobrás, sobretudo os auferidos com a alta dos preços, sejam também utilizados para amortecer o impacto nos nossos bolsos. Os Estados, que aumentaram sua arrecadação com a alta dos combustíveis, também poderiam dar sua parcela de contribuição revertendo parte dessa arrecadação em programas que aliviem o custo do combustível, principalmente para aqueles mais vulneráveis a essas variações.

 

Ismael Almeida, consultor Político e especialista da Fundação da Liberdade Econômica.

 

Sobre a FLE

 

A Fundação da Liberdade Econômica (FLE) é um centro de pensamento, produção de conhecimento e formação de lideranças políticas. É baseada nos pilares da defesa do liberalismo econômico e do conservadorismo como forma de gestão. Criada em 2018, a entidade defende fomentar o crescimento econômico, dando oportunidades a todos. Nesse sentido, investe em programas para a formação acadêmica, como centro de pensamento e desenvolvimento de ideias. Ao mesmo tempo, atua como instituição de treinamento para capacitar brasileiros ao debate e à disputa política.

 

Grupo Fleury e Grupo Pardini anunciam combinação de negócios para formar uma das maiores empresas de saúde do País

Grupo Fleury e Grupo Pardini anunciam combinação de negócios para formar uma das maiores empresas de saúde do País

Combinação de negócios das duas empresas tem como principal característica a forte complementaridade de negócios, serviços e geografias; somadas, as duas empresas geram Receita Bruta anual de R$ 6,4 bilhões, com o processamento de 248 milhões de exames por ano, presença nacional com atendimento a clientes e operações de apoio a outros laboratórios (Lab-to-Lab)

Grupo Fleury e Grupo Pardini acabam de anunciar a combinação de negócios das duas companhias, criando uma das maiores empresas de saúde do País em uma operação que se destaca pela complementaridade de negócios, serviços e atuação geográfica. Juntas, somam 487 unidades de atendimento em 13 dos principais polos econômicos do País e 6,6 mil clientes lab-to-lab distribuídos por grande parte do território nacional. A Receita Bruta combinada das duas companhias, considerando o exercício de 2021, atinge R$ 6,4 bilhões. Adicionalmente, há relevantes ganhos nas frentes de otimização da eficiência produtiva e logística, negociação com fornecedores, bem como na ampliação da oferta do portfólio de produtos nos mercados em que atuam.

Consideradas empresas de referência em medicina diagnóstica, Grupo Fleury e Grupo Pardini Pardini processam 248 milhões de exames anualmente por meio de 39 marcas, presentes nos mercados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Pará, Maranhão, além do Distrito Federal.  A presença nesses polos econômicos vem acompanhada de credenciamento com operadoras de saúde nos segmentos premium, intermediário e básico, trazendo grande diversificação de oferta e mercados atendidos. O grupo de profissionais totalizará 20,8 mil colaboradores e aproximadamente 4,3 mil médicos.

A transação prevê para cada ação do Pardini o recebimento de 1,2135 ação ordinária de emissão de Fleury e de uma parcela de R$ 2,15 em dinheiro, totalizando o valor do negócio em R$ 2,5 bilhões.

Na avaliação de Jeane Tsutsui, presidente do Grupo Fleury, essa união coloca as duas empresas em um outro patamar de relevância no mercado brasileiro, impulsionada pela tácita soma de competências e de posicionamento de negócios construídos ao longo de suas respectivas trajetórias. “É extremamente notável a potência da complementaridade que essa união gera. Cada uma das empresas se estabeleceu de forma destacada nos seus mercados de atuação e agora consolidam essas forças em uma única companhia para assumir uma posição de grande relevância no setor de saúde do nosso País”, afirma. “Essa combinação carrega atributos de diferenciação muito singulares, com potencial de aumentar ainda mais a velocidade do nosso crescimento em razão dos ganhos que observamos em todas as dimensões que um negócio como esse proporciona”, complementa.

Para o Presidente do Grupo Pardini, Roberto Santoro, a união das empresas também potencializa o compartilhamento de tecnologia diagnóstica entre as duas companhias, com visões e entregas que se somam. "São negócios que têm a medicina diagnóstica como core, mas com competências complementares. Teremos sinergia em questões relevantes como atendimento, práticas inovadoras de automação laboratorial, logística, inteligência artificial e experiência digital. Juntos, seremos ainda mais consistentes e relevantes para nossos clientes e o mercado”, afirma.

As Companhias estimam que a combinação dos negócios de Fleury e de Pardini gere um incremento anual de EBITDA da companhia combinada entre R$160 milhões e R$190 milhões.

 

Composição Acionária

Com a transação, os acionistas de Hermes Pardini tornam-se acionistas de Fleury S.A.. A composição acionária de Fleury S.A., após a combinação de negócios, caso aprovada, passará a ser a seguinte:

Bradesco Diagnóstico: 20,2%

Sócios-Médicos de Fleury: 13,0%

Victor Pardini: 7,3%

Regina Pardini: 7,3%

Áurea Pardini: 7,3%

Free Float: 44,9%

 

Aumento de Capital

No acordo assinado entre as duas empresas, até a data de consumação da operação, poderá ser aprovado um aumento de capital de Fleury, em condições a serem oportunamente detalhadas para manutenção da sua estratégia de crescimento, sem ajuste no Valor de Referência da Parcela em Dinheiro por Ação e na Relação de Substituição de Referência por Ação, desde que observados os seguintes termos e condições previstos no Protocolo e Justificação, sendo o máximo de 70.567.969 novas ações a serem emitidas pelo Fleury.

O aumento de capital deverá ser realizado por meio de oferta pública de distribuição de novas ações, em que o preço será estabelecido por procedimento de bookbuilding, sem limitação de preço mínimo; ou aumento de capital mediante subscrição privada, onde o preço de subscrição será determinado com base no preço médio ponderado por volume (VWAP) aferido em um período inferior ou igual a 30 dias corridos; considerará que o período para aferição do VWAP deverá se iniciar após a divulgação da operação; e observará um deságio não superior a 5% sobre o VWAP apurado.

A conclusão da transação está sujeita a certas condições precedentes e aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

 

Sobre

 

:: Grupo Fleury

Com 96 anos, o Grupo Fleury é uma das maiores e mais respeitadas organizações de medicina e saúde do Brasil, referência para a comunidade médica e público geral por sua qualidade técnica, médica, de atendimento e gestão.

Nos últimos anos, a companhia tem expandido seus serviços, criando um ecossistema de saúde que acompanha e orienta o paciente ao longo de sua jornada de cuidado, da prevenção e do diagnóstico ao tratamento.

Com protagonismo da medicina diagnóstica, esse ecossistema conta com áreas de alto potencial de crescimento em Novos Elos da cadeia de saúde, como ortopedia, oftalmologia, oncologia, fertilidade, infusões de medicamentos e hospital-dia. Com isso, o Grupo Fleury quer permitir que as pessoas encontrem todas as soluções da sua saúde em um mesmo lugar, encontrando no conjunto de seus serviços a coordenação de cuidado que precisam.

Com 13,5 mil funcionários e 3,6 mil médicos, detém as melhores práticas ESG e contribui para a sustentabilidade do sistema de saúde. Com sede em São Paulo (SP), o Grupo Fleury está presente também no Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Maranhão e no Distrito Federal, com mais de 300 Unidades de Atendimento de Medicina Diagnóstica e de Novos Elos.

 

:: Hermes Pardini

Com mais de 60 anos de atuação integrada à cadeia da saúde do país, o Grupo Pardini é um dos maiores players de infraestrutura diagnóstica do Brasil. Foi fundado em Belo Horizonte (MG), onde é líder de mercado, e está presente em todo o território nacional. Conta com 177 unidades em Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo e Pará. Foi pioneiro e é líder no país na realização de exames para laboratórios (lab-to-lab), com mais de 6,2 mil parceiros em todos os estados. Em 2021, realizou quase 140 milhões de exames, sendo 80% no Núcleo Técnico Operacional, polo referência mundial em automação de exames.

O Grupo Pardini tem como propósito oferecer acesso ao melhor diagnóstico a todos os cantos do Brasil. Reconhecido pela constante inovação de seus processos em benefício do melhor desfecho clínico do paciente, conta com 17 marcas, que lhe permitem a oferta de mais de 8 mil tipos de testes em seis linhas de produtos: análises clínicas, imagem, vacinas, anatomia patológica, toxicologia e genética.


Nota de Thiago Simon

 Mais uma vez vimos a público para repudiar a intromissão indevida do ex-governador Eduardo Leite nas definições internas do MDB do Rio Grande do Sul.

O MDB já deliberou por candidatura própria ao Governo do Estado, com manifestações públicas favoráveis de grandes líderes como Pedro Simon, José Ivo Sartori e Sebastião Melo, mantendo uma tradição histórica que elegeu quatro governadores desde a reabertura democrática.
Todos sabem que o ex-governador Eduardo Leite faz esse jogo de coerção sobre o Diretório Nacional do MDB, querendo vincular o cenário nacional com o local e assim agindo de forma antidemocrática para querer impor sua vontade política.
Isso tudo depois de ter se retirado da disputa estadual e garantido publicamente apoio ao candidato do MDB. Frustrado seu plano nacional, evidencia total descompromisso com sua palavra.
Por isso, nossa manifestação, respeitosamente, é de total repúdio a essa forma de fazer política, que não corresponde às nossas tradições. Política não se faz com imposições e constrangimentos. Mas com respeito à autonomia dos partidos e das respectivas candidaturas.
É contra isso que nos insurgimos. Não se trata apenas de não ter candidato, mas de nossa dignidade e credibilidade política, de uma instituição com o legado do MDB do Rio Grande do Sul.
TIAGO SIMON
DEPUTADO ESTADUAL DO MDB

Relatório de inflação trouxe mais detalhes sobre o cenário base do Banco Central para condução da política monetária.

Divulgado há pouco, o Relatório Trimestral de Inflação reforçou as mensagens passadas na semana passada durante coletiva à imprensa, indicando que o fim do ciclo de aperto está próximo, mas que o elevado grau de incerteza impõe cautela nas estratégias da autoridade monetária. Conforme anteriormente divulgado, as projeções centrais do BC apontam para o IPCA acima da meta em 2022 e 2023, em 8,8% e 4,0%, respectivamente. Para o ano que vem, cresceu a probabilidade de a inflação superar o limite superior do intervalo contendo a meta de 12% no Relatório do primeiro trimestre para 29%. Para 2024, que deve começar a ser incorporado em breve no horizonte relevante de política monetária, o BC antevê a inflação em 2,7%, abaixo da meta (3,0%). A nosso ver, a comunicação do BC e a evolução recente do cenário seguem compatíveis com a taxa Selic terminal em 13,75% ao ano em 2022

quarta-feira, 29 de junho de 2022

EM DEFESA DO PROTAGONISMO!

Sabedores da importância de protagonizar um projeto político, estabelecemos como fundamental a consolidação das candidaturas próprias, em nível estadual e nacional, ressaltamos que sempre estaremos dispostos a apoiar, lutar, debater e contribuir pelo bem desta cidade, deste Estado e de nossa nação. Assim como a consolidação da pré-candidatura nacional de Simone Tebet é imprescindível, necessária, também, se faz a solidificação da candidatura própria do MDB no Estado do Rio Grande do Sul.


Temos que ter consciência do espírito democrático que está entrelaçado nas origens do MDB, vislumbrando o tamanho deste partido neste Estado e honrando as vitórias concedidas pelo povo gaúcho - que levaram a legenda a governar por quatro oportuni…

Através desta nota encabeçada pelo Presidente Alexandre Borck e aprovada por unanimidade pela Executiva Municipal do MDB de Porto Alegre, fizemos a convocação do Diretório para a próxima segunda-feira em prol da candidatura própria e repelindo veementemente o papel de coadjuvante que querem submeter o partido na eleição. Vamos derrotar esta tese na Convenção Estadual e lançar candidatura própria do MDB ao Palácio Piratini. 


Pablo Melo

Secretário-Geral do MDB de Porto Alegre

STF pressiona Câmara para que derrube veto de Bolsonaro sobre plenário virtual

 O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, recebeu, na manhã de hoje (29), o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), acompanhado de 21 líderes da Casa Legislativa. Durante o encontro, Fux pediu aos parlamentares “cuidado” na análise de um veto presidencial que envolve o funcionamento do plenário virtual da Corte.


Ao ser questionado se houve algum pedido específico de Fux durante o encontro, o líder do PT, Reginaldo Lopes (MG), disse que o presidente do Supremo manifestou preocupação com a votação do veto, afirmando “que seria um erro derrubar o veto sobre o plenário virtual”.


Em nota após o encontro, o STF confirmou que Fux pediu “atenção do Parlamento na análise do Veto Presidencial 29/2022, que garantiu o funcionamento do Plenário Virtual”. 


No mês passado, o presidente Jair Bolsonaro sancionou, com vetos, uma lei aprovada no Congresso que alterou trechos do Estatuto da Advocacia. Entre os dispositivos vetados, estava um que garantia o direito do defensor de “sustentar oralmente, durante as sessões de julgamento, as razões de qualquer recurso ou processo presencial ou telepresencial em tempo real e concomitante ao julgamento".


Em manifestações recentes, o presidente do Supremo tem dito que poderá haver "colapso" na dinâmica de julgamentos do tribunal caso a medida entre em vigor. Isso porque, no plenário virtual, os julgamentos não ocorrem em "tempo real", mas de forma remota. No ambiente digital, as sustentações orais dos defensores e do Ministério Público são gravadas, e o vídeo é anexado ao processo antes de os ministros votarem. 


Os ministros do Supremo atribuem ao plenário virtual, no qual múltiplas ações podem ser julgadas simultaneamente, a redução no acervo processual do STF, que no ano passado atingiu o menor patamar em 25 anos.

terça-feira, 28 de junho de 2022

Agostinho Celso Pascalicchio, professor da Mackenzie - A duração do inesperado

É impossível estar preparado para algo em que se desconhece aquilo que pode acontecer. Na vida, os golpes violentos e repentinos, os acontecimentos imprevistos, são aqueles que provocam os efeitos mais dolorosos e sofridos sobre as pessoas. O inesperado, o grave e o súbito acontecimento negativo causam muita dor. Diante da possibilidade do imprevisto, assumir um pensamento negativo de que algo pior sempre possa acontecer é uma filosofia de trabalho e também de vida. Como ensinado por pensadores estoicos, como Sêneca, um filósofo romano - pensar sempre o pior é muito útil para enfrentar as adversidades e os infortúnios da vida. Talvez, entre as profissões, a reação de um jornalista ao preparar a manchete e uma matéria sobre um fato novo e inesperado para a sociedade seja aquela que está mais próxima da surpresa que o imprevisível e o desconhecido pode causar sobre as pessoas. Na economia, os efeitos da surpresa e do inesperado normalmente são captados pelas variações nos preços dos produtos contidos nesses movimentos e causam diversos efeitos sobre uma sociedade.

 

A atual situação econômica do mundo está em patamares extremos, mas não deve ficar pior. O petróleo, depois da alta atingida na segunda metade do mês de fevereiro, tem apresentado uma evolução lateral em seu preço, incluindo arrefecimentos no valor do barril. O índice Commodity Research Bureau (CRB), que avalia os mercados globais de commodities, vem apresentando um comportamento semelhante. O preço de diversas commodities agrícolas, como a do trigo, também vem lateralizando e arrefecendo o seu preço. Começamos a ter indícios de uma nova situação com estabilidade. Não há necessidade em continuar premeditando e anunciando o mal. 

 

Ainda temos valores espelhando condições extraordinárias, mas os custos de adaptação estão sendo assumidos, internalizados nas economias e recebendo ajustes. A sociedade ainda sofre com o efeito dos cartéis sobre diversos setores. A crise de refugiados está em evolução. A Europa se adapta para depender menos dos recursos russos e toma sanções rigorosas contra responsáveis pela desfeita causada pelos imprevistos. O repentino fim de algumas facilidades, ou suas futuras limitações ao uso, como o do oleoduto e do gasoduto russo, e que foram diligentemente construídas, foi inesperado e impactou os preços. Existem, agora, medidas de adequações e de adaptações sendo preparadas. A transição energética continua e ajusta novas plantas industriais e produtos à situação. Algumas delas podem causar o adiamento de decisões como a da Alemanha de fechar suas usinas nucleares até o final deste ano. São diversas as medidas tomadas para impedir a propagação de efeitos negativos maiores sobre a economia. 

 

A atual situação econômica do mundo está em uma situação extrema, mas não deve ficar pior

 

No começo de junho acabou o “lockdown” na economia de Xangai. O confinamento durou mais de 65 dias. A China voltou a reabastecer as cadeias de suprimento com prioridade para as empresas dos países desenvolvidos. O Brasil, além da demora chinesa no fornecimento, registra lentidão na liberação de cargas nas alfândegas, o que causa impacto na produção das fábricas. Porém, a reposição dos produtos está em andamento e sendo gradativamente realizada.

 

Nos Estados Unidos, a partir de março deste ano, o FED, banco central norte-americano, iniciou a política de alta nas taxas de juros para conter a inflação. O aumento de 0,75% em junho certamente trará efeitos no segundo semestre deste ano, além de trazer implicações na alocação dos ativos financeiros do mundo.

 

Não há mal que para sempre dure e nem existe uma longa noite que não encontre o dia. Os processos estão em andamento e gerando diversos ajustes que produzirão efeitos durante os próximos meses. Os países estão se adaptando e o conjunto de ações causará melhoras na economia internacional a partir deste segundo semestre do ano. 

 

Agostinho Celso Pascalicchio é professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Doutor e Bacharel pela USP e Mestre pela University of Illinois/USA. 

 

 

Sobre a Universidade Presbiteriana Mackenzie 

 

A Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) está na 71ª posição entre as melhores instituições de ensino da América Latina, segundo a pesquisa Times High Education 2021, uma organização internacional de pesquisa educacional, que avalia o desempenho de instituições de ensino médio, superior e pós-graduação. Comemorando 70 anos, a UPM possui três campi no estado de São Paulo, em Higienópolis, Alphaville e Campinas. Os cursos oferecidos pelo Mackenzie contemplam Graduação, Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado, Pós-Graduação Especialização, Extensão, EaD, Cursos In Company e Centro de Línguas Estrangeiras.


EUA irão contratar mais de 300 mil profissionais de saúde nos próximos dez anos e mercado está aberto para profissionais brasileiros

 EUA irão contratar mais de 300 mil profissionais de saúde nos próximos dez anos e mercado está aberto para profissionais brasileiros

Serão pelo menos 200 mil vagas para profissionais de enfermagem, especialista explica como conseguir o tão sonhado green-card

 Uma boa notícia para quem sonha em viver nos Estados Unidos, as emissões de green cards, como são chamados os vistos de residência permanente que garantem o direito de morar e trabalhar nos EUA, também aumentaram e atingiram o seu segundo maior patamar da história, com 17.952 novas expedições para brasileiros. E a falta de mão de obra tem tido uma grande importância no avanço desses números, apenas no primeiro trimestre deste ano, os Estados Unidos tinham 11,5 milhões de vagas de emprego abertas, o maior número já registrado na história do país. 

 

E a demanda continua crescendo mais do que a disponibilidade de profissionais. No setor da saúde, desde o início da retomada da economia americana, no chamado pós-pandemia, houve um êxodo de trabalhadores do mercado. O movimento é motivado por diferentes fatores, entre elas a busca por salários melhores, o conforto de benefícios para desempregados e um grande número de trabalhadores se aposentando. Segundo estimativas do próprio governo dos EUA, o país precisa atualmente de mais de 16 mil trabalhadores de cuidado primário (médicos e enfermeiros), 11 mil novos dentistas e 7 mil profissionais da área da saúde mental para acabar com a falta de mão de obra especializada na área. 

 

A chamada fuga dos jalecos do Brasil já é uma realidade, muitos profissionais da saúde estão mudando de vida e país, trocando os reais pelos dólares, mas antes é preciso fazer os processos para revalidação do diploma e emissão de visto para trabalho nos EUA.

 

“Temos uma demanda de vagas, existe uma necessidade de mão de obra e profissionais brasileiros cada vez mais capacitados, por isso a chamada fuga de jalecos, de profissionais da saúde que estão buscando essa nova vida nos Estados Unidos. Atualmente são muitos médicos, enfermeiros, dentistas e fisioterapeutas que esperam encontrar mais reconhecimento e melhor qualidade de vida”, explica o advogado Leonardo Leão, fundador e CEO/consultor de imigração e negócios internacionais da Leão Group.

 

Mas não basta arrumar as malas e partir...

Parece simples, eles precisam de profissionais e o médico, fisioterapeuta, profissional de enfermagem ou dentista está aqui, pronto para arrumar as malas e voar para uma nova vida na terra do Tio Sam... Não é tão simples assim, alerta Leão.

 

“Todas as etapas devem ser respeitadas antes de uma mudança para os Estados Unidos. As autoridades americanas são pragmáticas e eficientes, se você cumprir a lei e realizar todo o processo de visto de forma correta, você conseguirá sua permissão para atuar nos Estados Unidos”, explica Leão, que há mais de quinze anos trabalha com resultados expressivos quando o assunto é migração para os Estados Unidos.

 

Ainda sobre a falta de mão de obra na saúde, Leão lembra que não é uma exclusividade apenas para esses profissionais, que outras áreas, como tecnologia, engenharia, entre outras também estão carentes de profissionais qualificados.

 

Os vistos permanentes para os EUA, são divididos em EB-1, EB-2, e EB-2 NIW. Cada categoria traz diferentes exigências, mas todas esperam que o imigrante comprove interesse e condições de contribuir com alguma demanda da sociedade americana. Para profissionais brasileiros, as categorias EB-2 e EB-2 NIW são as que trazem melhores oportunidades, pois visam justamente suprir carências no mercado de trabalho americano. É o visto que permite ao estrangeiro com uma carreira sólida adquira um trabalho nos EUA e possa viver com sua família no país.

 

“É importante salientar que não é preciso ser milionário ou um gênio para conseguir um visto de trabalho nos EUA. O tipo EB-2 são para pessoas focadas, o cidadão comum, aquele que quer trabalhar, contribuir com a sociedade americana, existe hoje uma preocupação das autoridades dos Estados Unidos em acelerar a ida desses profissionais, eles (americanos) precisam, mas é sempre bom lembrar, que é preciso cumprir todos os requisitos para obter o green-card”, alerta o especialista.

 

Apenas na área da saúde, informações da Associação Americana de Hospitais, os EUA ainda vão enfrentar uma escassez de 124.000 médicos até 2033 e precisarão contratar pelo menos 200.000 novos enfermeiros anualmente para atender ao aumento da demanda e substituir os profissionais que vão se aposentar. Além disso, de acordo com a Secretaria de Estatísticas Trabalhistas, serão gerados, em média, cerca de 5.000 vagas para dentistas e 15.600 para fisioterapeutas a cada ano, em média, ao longo da próxima década.

 

Sobre Leonardo Leão 

É especialista em Direito Internacional, advogado, fundador e CEO/consultor de imigração e negócios internacionais da Leão Group. Mestre em Direito pela University of Miami School of Law, com especialização na University of Miami Division of Continuing & International Education. É pós-graduado em Direito Empresarial e Trabalhista pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Possui MBA pela Massachussets Institute of Business. Tem um vasto conhecimento e histórico comprovado de mais de 15 anos fornecendo conselhos indispensáveis aos clientes que buscam orientações em relação a internacionalização de carreiras e negócios.

 

Leonardo Leão, especialista em Direito Internacional, advogado, fundador e CEO/consultor de imigração e negócios internacionais da Leão Group


Sobre a Leão Group

Mais do que um escritório de consultoria jurídica, que auxilia os clientes na conquista de vistos, a empresa Leão Group tem como responsabilidade estar perto dessas pessoas desde o início, participando de todo processo. “Entendemos que é um projeto de vida e ficamos próximos dos nossos clientes, utilizando toda experiência adquirida e a nossa equipe de especialistas na área”, explicou o CEO. 

 

A Leão Group está há 10 anos atuando no mercado e conquistou mais de 90% de aprovações dos vistos solicitados. Foi criada pelo advogado Leonardo Leão para oferecer um trabalho que incentiva estrangeiros a investirem no sonho de morar nos EUA, conquistarem liberdade e qualidade de vida, dentro da lei. 

Hoje a empresa é uma das maiores no ramo de imigração registrada nos EUA, com sede no estado da Flórida. Atualmente há escritórios e advogados correspondentes em diversas partes do mundo, como Orlando, Boca Raton, Rio de Janeiro e Fortaleza.



 


Mediação tributária começou em Porto Alegre

 A Procuradoria-Geral do Município (PGM) iniciou o primeiro procedimento de medição em matéria tributária após a regulamentação da Lei 13.028/2022. A legislação, pioneira no Brasil, foi regulamentada pelo Decreto 21.527, publicado na última sexta-feira, 17. A primeira mediação tributária do país está sendo feita com uma empresa e envolve questionamentos envolvendo o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza, o ISS. 


Pode ser objeto de mediação toda controvérsia ou disputa acerca da qualificação de fatos geradores da cobrança tributária, questões relativas à interpretação de norma ou divergências sobre o cumprimento de obrigações e deveres tributários relacionados à competência da Administração Tributária Municipal. Para realizar os procedimentos, foram criadas duas câmaras de mediação tributária – uma no âmbito da Procuradoria-Geral do Município (PGM), que atua nas demandas já judicializadas, e outra na Secretaria Municipal da Fazenda (SMF), para situações ainda em cobrança administrativa.


De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), uma execução fiscal tem duração média de 10 anos no Brasil. Cerca de 45 mil execuções fiscais tramitam só na Procuradoria-Geral do Município de Porto Alegre. O total de dívidas tributárias em discussões judiciais e administrativas nas esferas federal, estadual e municipal chega a R$ 5 trilhões, representando 75% do PIB brasileiro. Os dados foram apresentados no Relatório do Contencioso Tributário divulgado este ano pelo CNJ. 


Em matéria de mediação, a capital dos gaúchos já acumula uma experiência de cinco anos. Em 2016, a Lei 12.003 instituiu a Central de Conciliação no âmbito da estrutura da Procuradoria-Geral do Município. Além da recém criada Câmara de Mediação Tributária, a Central é constituída pela Câmara de Indenizações Administrativas (CIA), Câmara de Conciliação de Precatórios e Câmara de Mediação e Conciliação.

Este texto é da jornalista Andréa Back, prefeitura de Porto Alegre.

segunda-feira, 27 de junho de 2022

Artigo, Niciolau Maquiavel - Um povo que aceita a corrupção, não merece a liberdade

Um povo que aceita passivamente a corrupção e os corruptos, não merece a liberdade. Merece a escravidão.

Um país cujas leis são lenientes e beneficiam bandidos, não tem vocação para a liberdade. Seu povo é escravo por natureza.

Um povo cujas instituições, públicas e privadas, estão em boa parte corrompidas, não tem futuro. Só passado.

Uma nação, onde a suposta sociedade civil organizada não mexe uma palha se não houver a possibilidade de lucros, não é capaz de legar nada a seus filhos, a não ser dias sombrios.

Uma pátria, onde receber dinheiro mal havido a qualquer título é algo normal, não é uma pátria, pois nesse lugar não há patriotismo, apenas interesses e aparências.

Um país onde os poucos que se esforçam para fazer prevalecer os valores morais, como honestidade, ética, honra, são sufocados e massacrados, já caiu no abismo há muito tempo.

Uma sociedade onde muitos homens e mulheres estão satisfeitos com as sórdidas distrações, em transe profundo, não merece subsistir.

Só tenho compaixão daqueles bravos, que se revoltam com esse estado de coisas. Àqueles que consideram normal essa calamidade, não tenho nenhum sentimento.

Como é perigoso libertar um povo que prefere a escravidão!"

(Nicolau Maquiavel)

Ricardo Caldas - A Volta da Confiança na Economia Brasileira

Os números surpreenderam até os mais céticos. Mas aconteceu. O IBGE anunciou que o PIB sofreu um aumento de 1,0% no primeiro trimestre, abandonando os economistas mais pessimistasque previam uma recessão em 2022 ou um crescimento máximo de apenas 0,28% ao ano, na melhor das hipóteses, segundo o primeiro Boletim Focus do ano de 2022 (07/01/2022). Os indicadores não justificavam tamanho pessimismo do mercado, mas o mercado preferiu dobrar a aposta e pagar para ver. 

 

Os dados do CAGED, que comprovam a geração de emprego mês a mês, insistiam em desmentir atese dos pessimistas: mais de 150.000 empregos gerados em janeiro de 2022, 333 mil gerados em fevereiro, 88 mil gerados em março e quase 197 mil gerados em abril, perfazendo um total de cerca de 770 mil empregados gerados apenas no ano de 2022.

 

Ora, esse montante de 770 mil novos empregos gerados em apenas 04 meses (janeiro a abril de 2022) corresponde a uma média de quase 200 mil empregos por mês (192,5 mil mensais, para ser exato), muito próximo da média mensal de 2021, quando foram gerados 2,7milhões de empregos no ano, com uma média mensal de 225.000 novas vagas de emprego abertas. Se em 2021 foram gerados 2,7 milhões de vagas no ano como um todo, com uma média mensal de 225.000/mês e a economia cresceu 4,6%, em 2022 ao gerar quase 200 mil novas vagas por mês o crescimento do PIB não poderia ser de apenas 0,28% (ou entrar em recessão) como os analistas financeiros e de investimentos do setor financeiro acreditavam. 

 

Algo estava errado. A geração de empregos não confirmava o pessimismo reinante entre os analistas de mercado. Estes, baseados apenas nos números apresentados da inflação, que eram altos: IPCA de 0,54% em janeiro, 1,01% em fevereiro, 1,62% em março e 1,06% em abril, apenas nos primeiros quatro meses do ano, e 12, 13% em doze meses, a mais alta em quase 20 anos desde 2003. 

 

Muitos economistas julgaram, ingenuamente que o governo federal colocaria o combate à inflação acima do crescimento do PIB e da geração de empregos em um ano eleitoral. No Brasil, eleições prevalecessem sobre o combate à inflação desde 1982, quando Delfim Neto buscava combater a inflação no meio de um processo de descompressão política durante o Governo Figueiredo (1979/195). 

 

A sabedoria política diz que a inflação se combate no anterior ou subsequente ao daeleição e não duranteàs eleições. O ano de 2022 não seria diferente. No entanto, apesar das evidências, muitos economistas não se convenciam - ou não queriam de deixar convencer-, pelo fato de 2022 não ter as características de um ano recessivo, apesar de alguns sinais poderem dar essa impressão, tais como a elevada e não controlada (ou resistente) inflação, já mencionada e a alta e crescente taxa de juros estipulada pelas autoridades monetárias, aproximando-se rapidamente da casa dos 13% ao ano (12,75%). 

 

A queda no total de requerimentos de seguro desemprego de 674.632 em março para 567.224 em abril, (redução de 15,9%0 em um único mês) e o lenta, porém crescente estoque mensal de empregos formais de 40,7 milhões em dezembro de 2021 para 40,8 milhões em janeiro para 41,1 milhões em fevereiro 41,2 milhões em março e 41,4 milhões em abril deveria ter indicado que um movimento importante estava ocorrendo na economia.

 

Outro sinal ignorado foi a queda constante da taxa de desemprego, medida pela PNAD, de 14,8% em abril de 2021 para 10,5% em abril de 2022. O fato é que os números do PIB do primeiro trimestre de 2022 (+1,0%) quando comparado com o 4º. trimestre de 2021, obrigaram a grande maioria dos economistas e das instituições financeiras a rever suas estimativas quanto ao crescimento econômico esperado para o PIB brasileiro em2022. Cabe lembrar que o resultado do 1º trimestre de 2022 vem num crescendo após dois resultados anteriores também de crescimento econômico no terceiro e no quarto trimestre de 2021. 

 

Dessa forma, o PIB brasileiro atual está situado 1,6% acima do período pré-pandemia (4º. tri/ 2019) e próximo do nível mais elevado da atividade econômica do país, ocorrida no 1º. Tri de 2014. O IBGE nota que o crescimento do PIB no 1º. Tri de 2022 foi puxado pelo setor de serviços, pelo segmento de comércio, pela indústria e pela construção civil. É importante destacar que o consumo das famílias, responsável por mais de 60% do PIB, continua crescendo uma média de 0,7% por trimestre desde o terceiro trimestre de 2021. 

 

Onde está a recessão então? Em virtude de todos esses fatores, os economistasdo setor privado (analistas deinvestimento, analistas financeiros e assessores financeiros de grandes instituições) foram obrigados a rever suas estimativaspara o crescimento da economia brasileira para 2022. Dessa forma, segundo a última atualização do Boletim Focus feita pelo Banco Central, as estimativas para o PIB cresceram de 0,28% em 07 de janeiro de 2022 (com viés de baixa), para 1,20% em 2022 em 06 de junho de 2022. Com essa forte guinada nas expectativas do mercado para 2022, o lema pode ser: “Adeus pessimismo, quevenha 2022”. Portanto, a confiança do mercado na economia brasileira está de volta.

 

Ricardo Caldas, economista e cientista político com PhD em Relações Internacionais, especialista da Fundação da Liberdade Econômica.

 

Sobre a FLE

A Fundação da Liberdade Econômica (FLE) é um centro de pensamento, produção de conhecimento e formação de lideranças políticas. É baseada nos pilares da defesa do liberalismo econômico e do conservadorismo como forma de gestão. Criada em 2018, a entidade defende fomentar o crescimento econômico, dando oportunidades a todos. Nesse sentido, investe em programas para a formação acadêmica, como centro de pensamento e desenvolvimento de ideias. Ao mesmo tempo, atua como instituição de treinamento para capacitar brasileiros ao debate e à disputa política.

 


 

domingo, 26 de junho de 2022

Carta aos assassinos, Paulo Briguet

O crime que vocês defenderam é a antecipação do que vocês querem fazer com o país

Honoráveis assassinos,

Parabéns! Vocês conseguiram atingir o seu objetivo: o inferno está em festa. Neste exato momento, na Cidade do Diabo, as almas condenadas dançam freneticamente para comemorar o sangue derramado da inocência.

Vocês conseguiram provocar a morte de um bebê saudável e plenamente viável, com 29 semanas de gestação, por meio de uma injeção alcalina que paralisou o seu coraçãozinho e sugou a vida de todas as partes de seu corpo já inteiramente formado.

Vocês obrigaram uma menina de 11 anos a fazer o parto de um cadáver, somando mais um trauma à sua coleção de desgraças.

Vocês vazaram um inquérito sigiloso da Justiça para expor essa mesma criança de 11 anos e promover o linchamento moral de uma juíza e uma promotora cujo único crime foi respeitar a lei.

Vocês criminosamente esconderam a informação de que o bebê era fruto de uma relação entre duas crianças. Perguntados sobre a identidade do estuprador, vergonhosamente se valeram do argumento pífio de que não queriam aderir ao “discurso punitivista da extrema-direita”. Na verdade, queriam a todo custo omitir que o pai do bebê era um garoto de 13 anos, filho do padrasto da pobre menina. Dessa forma, ocultaram mais um provável crime: a negligência dos pais que permitiram a relação entre menores inimputáveis.

Sei o que vocês vão fazer agora, honoráveis assassinos. Vocês vão usar este caso para promover o assassinato de bebês em qualquer fase da gestação, lavando o crime no sangue do crime. Vocês, políticos do crime, juízes do crime, promotores do crime, advogados do crime, doutores do crime, servidores do crime, delegados do crime, jornalistas do crime, artistas do crime, influenciadores do crime e celebridades do crime, todos formados nas escolas e universidades do crime, vão incentivar a morte ritual e silenciosa de vidas oferecidas ao demônio que escraviza as consciências dos homens.

Não é por acaso que o líder de todos vocês, o indigitado líder, seja um declarado defensor do crime do aborto. Afinal, ele realizou o sonho do diabo: ver-se livre da condenação por seus crimes sem ter de pedir perdão. Esse sujeito que vocês veneram sabe muito bem: se uma sociedade aceita o assassinato de bebês, aceitará qualquer coisa. Aceitará inclusive os crimes que ele cometeu e pretende cometer.

Ontem, a ministra dos Direitos Humanos mostrou a imagem de um bebê com 29 semanas de gestação aos refugiados venezuelanos e ucranianos acolhidos pelo Brasil. Na verdade, os nascituros e as vítimas do socialismo compartilham o mesmo drama: a eles está sendo negado o direito de viver no mundo criado por Deus.

O Brasil está diante de dois caminhos: a Cidade de Deus ou a Cidade do Diabo. Eu espero que vocês, honoráveis assassinos, sejam capazes um dia compreender para onde estão conduzindo o nosso país. Eu era um de vocês, e fui capaz de reconhecer o meu crime. Que o Sagrado Coração de Jesus, cuja festa comemoramos hoje, possa perdoá-los por tanta miséria e tanta dor.

– Paulo Briguet é escritor e editor-chefe do BSM.

Artigo, Renato Sant'Ana - A desinibida militância de Martha Medeiros no jornal (1)

Não assino Zero Hora! E não leio, claro, os seus colunistas. Daí, só vim a ler o manifesto de Martha Medeiros intitulado "Uma escolha fácil" quando a coluna me foi enviada por uma leitora. Não parecia escrito pela delicada e gentil Martha doutros tempos: um panfleto lavrado com malícia e mistificação, ocultando a desonestidade e os métodos violentos da facção política que operou o maior esquema de corrupção no Brasil.

Martha investe na desinformação e na falta de memória do leitor médio e, forjando um verniz de benignidade para o PT, faz um apelo capcioso: "(...)voltemos aos governos que nos desiludem, como todos desiludem em algum ponto, mas que não colocam a democracia em risco (...)". Absurdo!

Eis uma prova cabal de risco à democracia. Em 2009, o governo Lula tentou impor ao Brasil o insidioso Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH). Felizmente, não conseguiu. Basta saber que, por exemplo, o PNDH previa que um juiz não poderia devolver a quem de direito um imóvel invadido sem, antes, consultar (ora quem!) os "movimentos sociais". Era a largada para implantar a pior espécie de ditadura: o totalitarismo.

E o projeto de instalar uma ditadura no Brasil nunca saiu da pauta do PT. Em 2014, Dilma Rousseff apresentou o Decreto 8243, versão repaginada do PNDH. Não conseguiu! E se tivesse conseguido, existiria hoje, entre outras degenerescências, o controle estatal da imprensa no país.

Mas para Martha, governos petistas não põem a democracia em risco. Ela deve ignorar que um dos principais Maquiavéis do PT é José Dirceu, que, em 2018, entrevistado pelo jornal espanhol El País, disse: "Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição."

Eu sei. Depois ele falou, ao mesmo El País, que aquela declaração "Foi infeliz". Mas a sua acidental sinceridade já estava publicada.

É a lógica revolucionária. György Lukács (filósofo e militante comunista húngaro) preconizou que a classe revolucionária não deveria obedecer à lei, mas apenas seguir as circunstâncias da luta de classe.

Quando da promulgação da Constituição Federal em 1988, Lula não queria que a bancada petista assinasse a Carta Magna. Depois, teve de recuar, mas não antes de o Diretório Nacional do PT, através de circular, ter "justificado" a posição do líder nestes termos: "O PT, como partido que almeja o socialismo, é por natureza um partido contrário à ordem burguesa, sustentáculo do capitalismo. (...) rejeita a imensa maioria das leis que constituem a institucionalidade que emana da ordem burguesa capitalista, ordem que o partido justamente procura destruir".

O PT jamais revisou esse manifesto de evidente caráter totalitário. O PT não respeita a Constituição a não ser quando lhe convém ou quando não tem saída. É falácia populista, dizer que respeita a vontade popular.

Em 2005, houve o Referendo Nacional Pelo Comércio de Armas e Munição. A população votou contra o desarmamento (e a favor do direito de autodefesa). E o que fez o governo Lula? Respeitou a "vontade popular"? Nada! Deu uma banana para o povo e impôs o famigerado Estatuto do Desarmamento, que (notem bem!) só reduziu o risco para os bandidos.

Nos 16 anos em que administrou Porto Alegre, o PT mostrou como considera o povo, praticando uma estrovenga chamada "orçamento participativo": cidadãos eram chamados a reuniões manipuladas por esbirros do partido, nas quais decidiam conforme a vontade... do gestor.

Esse exemplo retrata uma das características dos regimes totalitários, isto é, a indiferenciação ou confusão entre partido, governo e Estado. Toda essa farsa, aliás, é desmascarada no livro "Herança Maldita: os 16 anos do PT em Porto Alegre", do Jornalista Políbio Braga.

Afinal, quem é mesmo que, por disposição programática, põe a democracia em risco? E nem se falou do mensalão, da corrupção na Petrobras e outras práticas parasitárias do PT. Tem mais nas próximas colunas.

 

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.

E-mail: sentinela.rs@outlook.com

 

Melo vai a Brasília

 O prefeito Sebastião Melo embarca para Brasília neste domingo, 26, para avançar na busca por financiamentos para obras de infraestrutura em Porto Alegre. O roteiro vai até quinta-feira, 30, e inclui reuniões para captar recursos com agentes financeiros como o New Development Bank (NDB), Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), Banco de Desarrollo da América Latina (CAF), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial. 


Além disso, Melo irá se reunir com as direções do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e visitará a nova sede do Banco Mundial no Brasil, onde apresentará os projetos de revitalização do Centro Histórico e do Quarto Distrito. Ele também terá encontro com a Comissão de Financiamentos Externos do Ministério da Economia. 


Outras audiências, ainda em confirmação, serão incluídas na agenda do prefeito em Brasília. O vice-prefeito Ricardo Gomes assume como prefeito em exercício até quinta, quando Melo retorna à Capital.

sábado, 25 de junho de 2022

Bolsonaro em Balneário Camboriu

 

Desemprego despenca para menos de dois dígitos no Brasil

 A taxa de desemprego no Brasil chegou a 9,4% em abril deste ano, o menor patamar desde outubro de 2015, de acordo com estudo divulgado nesta sexta-feira (24) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Na comparação com o mesmo mês de 2021, a taxa registrou queda de 4,9 pontos percentuais. Ao todo, o país tinha 11 milhões de desempregados em abril.

Isto é o que informa, hoje, a Agência Brasil. Leia tudo. O texto é todo da agência:


Segundo o Ipea, na outra ponta, a população ocupada em abril chegou a 97,8 milhões de trabalhadores, o maior patamar desde 2012. Em relação ao mesmo período do ano passado, a população ocupada aumentou 10,8% e, na comparação com março último, houve alta de 2,1%. De acordo com o Ipea, a análise dos dados mostra que a expansão da ocupação tem ocorrido de forma generalizada, envolvendo todas as regiões, todos os segmentos etários e educacionais e atingindo todos os setores da economia.


O Ipea ressalta a recuperação nos setores que tiveram quedas mais intensas no auge da pandemia, devido às medidas de afastamento social. No primeiro trimestre deste ano, 6 dos 13 setores pesquisados apresentaram crescimento da ocupação superior a 10%, com destaque para os segmentos de alojamento e alimentação, com aumento de 32,5% na taxa de ocupação; serviços pessoais, com alta de 19,5%; e serviços domésticos, com crescimento de 19,4%.


Os dados mostram, no entanto, que ainda há uma série de desafios a serem superados no mercado de trabalho brasileiro. Mesmo diante de uma recuperação mais forte do emprego formal, a maior parte das novas vagas está sendo gerada nos segmentos informais da economia. No último trimestre móvel, encerrado em abril de 2022, enquanto o montante de trabalhadores com carteira assinada avançou 11,6%, na comparação com 2021, o contingente de ocupados sem carteira cresceu 20,8%.


Desalento em queda

O país ainda tem aproximadamente 4,2 milhões de pessoas desalentadas. O desalento refere-se àquelas pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuram emprego por achar que não vão encontrar. O contingente registrado em abril é, no entanto, o menor já apontado desde setembro de 2017. A proporção de desalentados em relação à população fora da força de trabalho recuou de 5,1% para 3,7%, entre abril de 2021 e abril de 2022.


Já os trabalhadores que se declararam subocupados em abril eram 6,4 milhões, ou seja, 6,5% do total da ocupação. Os trabalhadores subocupados são aqueles que trabalham menos do que 40 horas semanais tendo disponibilidade e desejando trabalhar mais. Esses dados representam queda de 1,7 ponto percentual em relação ao mesmo mês de 2021.


O Ipea calculou as taxas com base na série trimestral da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para serem comparados, os dados foram dessazonalizados.

Confira o cronograma inicial de atendimentos:

27/6  - Clínica da Família Campo da Tuca - Rua Cel. José Rodrigues Sobral, 958 - Bairro Partenon


4/7 - Unidade de Saúde Timbaúva - Rua Sebastião do Nascimento, 1050 - Bairro Mário Quintana


18/07 - Unidade de Saúde Mato Sampaio - Rua Jayr Amaury Koebe, 90 - Jardim do Salso


 

sexta-feira, 24 de junho de 2022

Diálogo garante aumento salarial para servidores de Porto Alegre

 Uma nova assembleia geral promovida pelo Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), nesta quinta-feira (23), aprovou proposta de reajuste inflacionário da categoria. Desta vez, consiste no pagamento de 3% em julho e 2,74% em outubro deste ano, uma vez que a primeira parcela já foi paga em abril passado. 


✅ A reunião ocorreu na quadra da Escola Imperadores do Samba, no bairro Praia de Belas, em Porto Alegre.


✅ Na avaliação do diretor geral do Simpa, João Ezequiel da Silva, houve melhoria no reajuste do vale alimentação, que aumentou de 10,06% para  25%, pagos a partir de maio, além de redução de 100 para 70  parcelas de pagamento das progressões. 


✅ Desde o segundo semestre do ano passado, Simpa e prefeitura debatem para chegar a um consenso sobre o reajuste salarial pleiteado pela categoria. A proposta oficial foi de 10,06%, referente ao IPCA de 2021.


✅ Além disso, a Prefeitura irá antecipar o pagamento de 50% do 13o salário aos servidores no próximo dia 15 de julho.


✅ “A sensibilidade do Prefeito Sebastião Melo e o diálogo com o SIMPA foi muito importante para alcançarmos estes avanços. Há muitos anos os municipários não recebiam um centavo de reajuste, seja no salário ou vale alimentação. As progressões funcionais estavam congeladas. Portanto, temos motivos para comemorar”, afirma o Secretário de Administração e Patrimônio André Barbosa, coordenador da Comissão de Negociação.

Mercados, ontem, sob tensão global

 

Em audiência pública no Congresso dos Estados Unidos, Jerome Powell afirmou que a recessão da maior economia do planeta “é claramente uma possibilidade”.

Em um dia de nervosismo global, o dólar superou a barreira de R$ 5,20 e atingiu o maior valor em mais de quatro meses. A bolsa de valores emendou a terceira queda seguida e chegou ao menor nível desde novembro de 2020.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira vendido a R$ 5,23, com alta de R$ 0,053 (+1,02%). A cotação está no maior valor desde 11 de fevereiro. Com o desempenho de ontem, a moeda norte-americana sobe 10,04% apenas em junho. Em 2022, a divisa cai 6,2%.

Bolsa - O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 98.080 pontos, com queda de 1,45%. O indicador está no menor nível desde 4 de novembro de 2020, pouco antes das eleições presidenciais que marcaram a derrota de Donald Trump.

quinta-feira, 23 de junho de 2022

Canadá abre as portas para brasileiros que querem estudar e trabalhar no exterior

Conheça o ecossistema de educação canadense, as vantagens e oportunidades para estudar e viver no país, de leste a oeste. Não fique de fora e participe! Inscrições abertas!

 

São Paulo, Junho de 2022 – A Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC) está com uma oportunidade imperdível: irá promover, nos dias 27, 28, 29 e 30 de junho, o “Canada Day” – evento imersivo que irá apresentar aos brasileiros o que há de mais atraente para estudar, residir e aperfeiçoar sua carreira no país norte-americano.

O Canadá foi eleito, em 2021, o segundo melhor país do mundo pela Anholt-IpsosNation Brands Index (NBI), justamente por oferecer grandes chances de crescimento para jovens, empresários nativos e imigrantes, além de contar com opções riquíssimas de turismo e cultura.

Os interessados em participar do Canada Day terão a chance de conhecer, de leste a oeste, todas as possibilidades para migrar e dar um pontapé na vida profissional. Participam do evento as seguintes instituições acadêmicas: University Canada West, Niagara College Canada, Trent University, Norquest College, Lester B. Pearson School Board, Sault College e Université de Montréal.

A iniciativa contará ainda com palestras exclusivas oferecidas pela Air Canada, pela RRC Polytech e pelo banco Desjardins - que possui agência com atendimento exclusivo para o público brasileiro.

Toda a programação será online e diversificada. Os participantes poderão conhecer de forma detalhada o que cada instituição oferece, as vantagens de residir em diferentes localidades, além das oportunidades de trabalho no Canadá.

Começando com o pé direito!

No dia 27 de junho, o EstudarFora, um dos sites mais respeitados sobre estudar e morar no exterior, fará uma Live transmitida via Zoom e YouTube onde entrevistará algumas das universidades que participarão do evento... e você, é óbvio, é nosso convidado! Entre nessa aventura conosco!

Na sequência, em 28, 29 e 30 de junho, você terá a chance de conhecer, de forma mais aprofundada, cada localidade canadense, benefícios e condições para de fato tomar sua decisão e tornar seu sonho realidade.

Trata-se de uma soma de esforços criada pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC) para que estudantes brasileiros possam, enfim, realizar o sonho de estudar no exterior: sem burocracia e sem dificuldades.

As inscrições já estão abertas e você é nosso principal convidado(a)! Confira a lista abaixo dos seminários e apresentações, se inscreva e dê um “up” na sua vida:

 

Programação & Inscrições:

27/06 – 18h00 | Abertura do Canada Day e LIVE com universidades que participarão do evento 

28/06 – 14h00 às 15h00 | Tecnologia & Inovação em Vancouver

28/06 – 15h00 às 16h00 | Estude e trabalhe no coração de Toronto

28/06 – 16h00 às 17h00 | Estude e imigre para Alberta

29/06 – 14h00 às 15h00 | Abertura de Contas para Estudantes

29/06 – 15h00 às 16h00 | O melhor de Manitoba e do Canadá para você

29/06 – 16h00 às 17h00 | Obtenha diploma profissional em Montreal

30/06 – 14h00 às 15h00 | Air Canada: Conectamos você ao futuro!

30/06 – 15h00 às 16h00 | Sault Ste. Marie, conheça e se apaixone!

30/06 – 16h00 às 17h00 | Montreal: cidade hospitaleira e segura!

30/06 – 17h00 às 18h00 | CASES DE SUCESSO: Palavra dos Estudantes

 

SERVIÇOS:

Inscreva-se nas palestras do Canadá Day acessando o site do evento e as oportunidades que melhor reflitam seu interesse. Acesse já: Canada Day | Inscrição Gratuita

 

 

 

Sobre o Canada Day:

Desde 1867, todo 1º de julho é comemorado o Canada Day, dia em que o Ato Constitucional de 1867 foi assinado, estabelecendo a formação do Canadá. Para celebrar esta data, a Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC) reúne parceiros e oferece diversas atividades e eventos virtuais para apresentar oportunidades que o Canadá pode oferecer a estudantes e empresários brasileiros.

 

Sobre a Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC):

A Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC) é uma organização independente, mantida pelo setor privado e sem fins lucrativos, fundada em 1973. Há 49 anos é um importante elo, aproximando pessoas, empresas, instituições públicas e privadas de vários ramos de atuação nos dois países. A ampla rede de relacionamentos e a longa expertise são base de um sólido trabalho de promoção comercial nos mercados brasileiro e canadense, incluindo exportações, importações e investimentos. As iniciativas contemplam ainda as áreas de finanças, infraestrutura, educação, tecnologia e inovação, cultura, gastronomia e social.

 Site da CCBC | CCBC no LinkedIn |CCBC no Facebook | CCBC no Twitter | CCBC no Instagram

Tecnologia inédita para desobstrução de artéria coronária é utilizada pelo Hospital Moinhos de Vento

 Tecnologia inédita para desobstrução de artéria coronária é utilizada pelo Hospital Moinhos de Vento

Instituição gaúcha é a primeira do RS a utilizar equipamento Shockwave para a Litotripsia Intravascular

Uma técnica semelhante à usada para dissolver pedras nos rins permite a desobstrução das artérias coronárias e, assim, restabelecer a passagem normal do sangue pelos vasos sanguíneos do coração. O procedimento, chamado de Litotripsia Intravascular, foi utilizado pela primeira vez no Rio Grande do Sul, no Hospital Moinhos de Vento. Três cirurgias foram realizadas nesta terça-feira (21), com um método considerado o mais moderno na área de cardiologia.

De acordo com o Coordenador da Unidade de Angiografia Cardiovascular do Hospital Moinhos de Vento e responsável técnico geral pelos procedimentos, Marco Wainstein, o maior inimigo da angioplastia coronária é o cálcio. Por muito, foi quase impeditivo tratar lesões coronárias muito calcificadas. Mas com a chegada de novas tecnologias, como o equipamento Shockwave, esse cenário está mudando.

“Essa tecnologia utiliza método semelhante a litotripsia para dissolver pedras de cálculo renal. São por ondas de som pressóricas, inseridas por meio de um balão que chega até o local a ser tratado, que provoca o amolecimento da lesão do cálcio e permite que possamos então tratar a coronária”, explicou o médico.

O especialista também destacou que esse método diminui o risco de perfuração em comparação com a técnica convencional utilizada, que é a Aterectomia Rotacional, também conhecida como Rotablator. Ao todo, foram seis profissionais da saúde envolvidos com os procedimentos.

A chefe do Serviço de Cardiologia, Carisi Polanczyk, ressaltou que a Litotripsia Intravascular, com a tecnologia Shockwave, em breve deve ser incorporada aos métodos de tratamentos da instituição. “O Hospital Moinhos de Vento conta com profissionais com reconhecimento nacional e internacional e dá mais um passo importante na busca de novas tecnologias e métodos que beneficiem e tragam qualidade de vida aos pacientes”, frisou.

 

Procedimentos com sucesso

Os procedimentos foram realizados pela equipe de Cardiologia Intervencionista do Hospital Moinhos de Vento, com os médicos Marco Wainstein, Rogério Sarmento Leite, Rodrigo Wainstein, André Mânica e Luis Carlos Bergoli. 

Odette Antoniutti Parisotto, de 85 anos, estava internada com quadro de insuficiência cardíaca (quando o coração não está bombeando sangue suficiente para atender às necessidades do corpo), de difícil controle e com graves obstruções da coronária direita. A cirurgia transcorreu bem e a equipe médica acredita que, ao tratar essas obstruções, a paciente possa melhorar o seu quadro clínico, além de possibilitar mais qualidade de vida.

Luciana Parisotto, filha de Odette, disse que o procedimento foi um sucesso e elogiou toda a equipe do Hospital Moinhos de Vento pela atenção, comprometimento e competência. “Nossa mãe foi salva hoje com essa tecnologia de ponta disponível aqui no nosso Estado. Está esperando se recuperar para voltar a viajar e passear conosco”, enfatizou.

Após já ter colocado um stent, um tubo expansível utilizado para restaurar o fluxo sanguíneo na artéria coronária e trazer um ritmo quase normal, outro paciente de 82 anos, do sexo masculino, também foi submetido ao procedimento inovador. O que se pretende é que o stent fique aberto da forma adequada com o uso dessa nova tecnologia, já que inúmeras outras formas foram testadas e não tiveram sucesso.

O terceiro paciente tem 72 anos, do sexo masculino, e  já havia sido submetido a uma cirurgia de revascularização miocárdica e com infarto do miocárdio, sem Síndrome Coronária Aguda, e que tinha lesões extremamente calcificadas, reflexo de stents mal extendidos.

Segundo o Dr. Wainstein, os três procedimentos foram realizados com sucesso e os pacientes se recuperam bem. Para o médico, um paciente com obstrução na coronária tem impactos negativos na sua qualidade de vida, gera cansaço, fadiga, falta de ar, dor no peito e até mesmo infarto. “É muito bom poder oferecer esse procedimento. Com isso podemos minimizar alguns sintomas, além de, no longo prazo, melhorar a sobrevida dos pacientes”, afirmou.

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Políticas Públicas e Comunicação direcionadas à população LGBTQIAP+ é o tema do próximo Arena de Ideias

  Políticas Públicas e Comunicação direcionadas à população LGBTQIAP+ é o tema do próximo Arena de Ideias

 

Cláudio Nascimento (Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT+), Mari Valentim (#LolaBrasil), Toni Reis (Aliança Nacional LGBTI+) e o Deputado Fábio Félix (PSOL) conversam sobre comunicação e políticas públicas em webinar da Oficina Consultoria nesta quinta (23).

 

Como dar visibilidade e fazer avançar as pautas de interesse das populações lésbica, gay, bissexual, travesti, intersexual, queer, assexual, pansexual e de identidades não binárias - LGBTQIAP+ - para além das estratégias de marketing e de campanhas temáticas realizadas no mês do Dia Internacional do Orgulho LGBT? Como a comunicação pode ser uma aliada para o avanço das políticas públicas e ações privadas que deem visibilidade, respeito e tenham compromisso com os direitos humanos? 

 

Nesta quinta, dia 23, às 9h30, o Arena de Ideias abordará a comunicação como estratégia para as instituições e empresas - públicas e privadas - na promoção e defesa da diversidade sexual e da identidade de gênero. O bate-papo abordará como avançar na discussão e na implementação de ações públicas permanentes que atendam as garantias de direitos das populações LGBTQIAP+ como a saúde, a educação, a moradia, a renda, entre outros.

 

O evento online terá a mediação de Raquel Costa, gerente de Digital Business da Oficina Consultoria, e contará com a presença dos convidados Toni Reis, presidente da Aliança Nacional LGBTI+ e da Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas; Claudio Nascimento, Consultor Políticas Públicas e Projetos e Presidente Grupo Arco-íris; Mari Valentim, vice-presidente do Lola Brasil e conselheira do movimento Livres; e do deputado distrital Fábio Félix (PSOL). 

 

O Arena de Ideias é o webinar quinzenal, aberto ao público, promovido pela Oficina Consultoria de Reputação e Gestão de Relacionamento, que traz nomes de relevância no mercado para debater assuntos atuais e que estão em pauta na sociedade brasileira. 

 

SERVIÇO:

Arena de Ideias Oficina #90

Tema: “Políticas Públicas e Comunicação direcionadas à população LGBTQIAP+”

Dia e Horário: 23/06 (quinta-feira), às 9h30. 

Inscrições neste link 

Assista também no Youtube e no Linkedin da Oficina Consultoria. 


Santander Universidades ajuda a pagar a faculdade de 1,5 mil estudantes

Os participantes receberão R$ 3,7 mil para manutenção dos estudos e mais R$ 300 como ajuda de custo para compra de livros e materiais; o investimento total ultrapassa os R$ 6 milhões

O Santander Universidades abre as inscrições para a bolsa Santander Superamos Juntos 2022, que vai auxiliar na manutenção dos estudos de 1.500 alunos de universidades particulares conveniadas ao Santander. O valor total da bolsa é de R$ 4 mil e beneficia o aluno de duas formas: cada contemplado receberá uma ajuda de custo de R$ 300, que pode ser usada na compra de livros e materiais ou para a compra de um pacote de internet, por exemplo. Em paralelo, a universidade em que o aluno está matriculado recebe um crédito de R$ 3,7 mil para quitar mensalidades e eventuais dívidas dos participantes.

Serão oferecidas 1.500 bolsas para estudantes de 226 universidades privadas em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. O Superamos Juntos chega como uma contramedida para alta evasão do ensino superior dos anos 2020 e 2021, os maiores índices de alunos do ensino superior privado no Brasil de toda a série histórica.

“Em um momento de evasão do ensino superior privado chegando a 36,6%, o Superamos Juntos busca trazer um alicerce para alunos que estão em vulnerabilidade social. Entendemos que estamos passando por um momento especial e que tanto os estudantes quanto as universidades necessitam desse apoio. O Santander Universidades quer contribuir para que os aluno não precisem abandonar os estudos. Faz parte da nossa missão combater essa evasão e engajar o universitário a progredir em sua carreira”, comenta Nicolás Vergara, superintendente executivo do Santander Universidades.

Os estudantes interessados devem se inscrever até o dia 13 de setembro pelo link https://app.becas-santander.com/pt/program/santander-superamos-juntos-2022 . Lá também é possível conferir a lista das faculdades participantes. A escolha dos contemplados será feita por meio de edital publicado pelas próprias universidades e levará em conta excelência acadêmica e situação de vulnerabilidade social.

Santander e seu apoio a Educação Superior

O Santander Universidades já impactou a vida de mais de 790 mil estudantes, profissionais e empreendedores por meio de programas gratuitos, muitos deles realizados em parcerias com as 1.200 universidades de 22 países que estão presentes. Ao longo de 25 anos de atuação, este sólido compromisso com a educação superior destinou mais de € 2 bilhões a iniciativas acadêmicas, que viabilizaram a oferta de mais de 790 mil bolsas de estudo. A cada ano, o Santander Universidades investe em educação mais de R$ 40 milhões e, apenas em 2021, 33 mil bolsas foram destinadas para estudantes de todo o Brasil e para 2022 a proposta é entregar mais de 35 mil bolsas de estudo. Essa atuação levou o Santander a ser reconhecido como a empresa que mais investe em educação no mundo, de acordo com o Informe Varkey / UNESCO / Fortune 500 de 2018.


Biden imita Bolsonaro e pede isenção de impostos federais sobre gasolina e diesel

O presidente dos EUA, Joe Biden, seguindo o que fez seu colega brasileiro Jair Bolsonaro, deve pedir nesta quarta-feira que o Congresso aprove medida para suspender os impostos federais sobre gasolina e diesel até o final de setembro. 

A informação foi dada à CNN por altos funcionários do governo e não foi desmentida até este momento, o que quer dizer que realmente esta será a decisão. 

Como muitos outros países, os Estados Unidos enfrentam alta no preço da energia desde que foram impostas sanções à Rússia em decorrência da invasão da Ucrânia. 

A Casa Branca ainda luta para conter a inflação, a maior em 40 anos.

O Caso Dória e a ruína da democracia interna nos partidos

 O Caso Dória e a ruína da democracia interna nos partidos


Em 23 de maio, um dia antes de reunião da Executiva nacional do partido, o ex-governador do Estado de São Paulo, João Doria desistiu de sua pré-candidatura para Presidente da República após resistência interna no PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira). Em suas redes sociais, Dória afirmou que "Serenamente,

entendo que não sou a escolha da cúpula do PSDB. Aceito esta realidade com a cabeça erguida".


A pré-candidatura de João Dória havia sido anunciada em novembro de 2021, após sua vitória nas eleições prévias do partido, recebendo 53,99% dos votos dos filiados. No entanto, o ex-governador sofreu resistência interna dos líderes partidários por seus altos índices de rejeição nas pesquisas eleitorais. 

Após a retirada da candidatura de Dória e votação da Executiva nacional do partido, o PSDB anunciou seu apoio à candidatura de Simone Tebet (MDB), a partir de acordo entre os partidos que prevê a indicação de candidato a vice-presidente do PSDB. Apesar de o processo de eleição prévia e desistência da pré-candidatura de João Dória ter sido ostensivamente democrática, contando com a renúncia voluntária do candidato, o caso Dória representa uma evidente violação dos princípios democráticos e da democracia intrapartidária, ignorando a decisão tomada pela maioria absoluta dos filiados ao partido de Dória como seu representante nas eleições presidenciais de 2022. 


Em relação a isso, o estatuto do PSDB prevê a realização de prévias para a escolha de candidatos a cargos eletivos majoritários. Em seu artigo 2º e 3º, o estatuto também prevê expressamente a democracia interna como base, diretriz fundamental e princípio programático do partido. Por fim, em seu artigo 14, lista entre os direitos dos filiados o direito de lutar contra as violações da democracia partidária, dos princípios programáticos e das normas estatutárias do partido.


Se o partido reconhece o resultado das prévias como a escolha legítima dos filiados, regras mínimas para a realização desses procedimentos de maneira democrática devem ser seguidas. A pressão dos dirigentes do PSDB pela não candidatura de João Dória, manifestada tanto nas alterações ao processo de prévias realizados pela Executiva em novembro de 2021 como nos recentes acontecimentos que levaram à desistência do candidato, deve ser encarada como desrespeito aos direitos dos filiados ao PSDB de manifestação e participação no partido.


É absurdo, portanto, o silêncio dos filiados e da sociedade brasileira frente à fragilização da democracia e do respeito aos princípios democráticos dentro do âmbito do partido, de modo que os filiados, apesar de terem se manifestado pelo desejo de ver a candidatura de João Dória à presidência da república, veem o partido, que deveria ser seu órgão representativo no regime democrático, apoiando a candidatura de outra candidata, que não necessariamente seria sua escolha e que não representa seus ideais, sendo inclusive de outro partido e, portanto, apoiando ideias distintas definidas por meio de decisões das quais não participam os filiados

ao PSDB.


Dessa forma, é necessário melhorar os arranjos intra-democráticos dos partidos políticos de forma a proteger os direitos dos filiados, sob pena de que os partidos percam sua função representativa e acabem por corroer a própria democracia, transformando-a em um mero jogo de elites partidárias e econômicas que disputam falsamente o poder em um palco que propõe-se a ser democrático.

 

 

Antonio Carlos Freitas Junior



Antonio Carlos de Freitas Junior, advogado sócio fundador da A.C. Freitas Advogados, foi assessor parlamentar na Câmara dos Deputados e formado em Direito pela Universidade de São Paulo (FDUSP), onde também cursou o Mestrado e atualmente cursa o Doutorado em Direito Constitucional. Além disso, possui Pós-Graduação em Direito Constitucional e Processo Constitucional pelo IDP/SP. É autor de obras jurídicas, palestrante e professor de Direito Constitucional.

 


Indicadores correntes sugerem um bom ritmo de crescimento na passagem do primeiro para o segundo trimestre

O monitor do PIB da FGV apontou para crescimento de 0,3% na atividade econômica em abril, na comparação com o mês anterior e descontados os efeitos sazonais. Na comparação interanual, a economia avançou 3,6% em abril. De acordo com a FGV, o setor agropecuário e a indústria apresentaram alta, enquanto o setor de serviços reduziu a sua contribuição para o crescimento do PIB, refletindo a retração do comércio e do setor de transportes. Para os próximos meses, os indicadores conhecidos até o momento sugerem melhor desempenho da indústria, enquanto o comércio será impulsionado pelos saques extraordinários do FGTS. No mesmo sentido, o mercado de trabalho tem se mostrado aquecido e a taxa de desemprego segue recuando. Por esses motivos, acreditamos que o PIB crescerá ao redor de 0,8% no segundo trimestre deste ano, perdendo ritmo apenas no segundo semestre e encerrando o ano com alta de 1,5%.

terça-feira, 21 de junho de 2022

HU lança edital para contratar pediatras e outros profissionais

Formulário online para a inscrição pode ser preenchido até amanhã, 22 de junho 


Até às 17 horas desta quarta-feira (22), O Hospital Univesitário de Canoas (HU) realiza o período de inscrição para o processo seletivo simplificado para a contratação de 25 médicos para o setor de pediatria, 1 médico rotineiro (citopatologista) e 1 médico do trabalho. As inscrições podem ser realizadas pelo formulário online disponível no site: (https://hucanoasfunam.com.br).

Para efeito de avaliação e classificação, serão considerados aspectos de qualificação, como títulos, e experiência profissional. O edital, que traz informações e detalhes sobre o processo seletivo, foi publicado na sexta-feira (17), no (https://hucanoasfunam.com.br). Mais informações pelo telefone: 51. 3478.8077.

O diretor técnico do HU, o pediatra Paulo Nader, lembra que essas contratações e a chegada de insumos, que estão ocorrendo desde a semana retrasada, vão possibilitar a reabertura gradual da emergência pediátrica do Hospital Universitário de Canoas.

Confira as vagas e funções disponíveis:

– Médico Rotina (UTI Neo) – 1 vaga

– Médico Plantonista (UTI Neo) – 5 vagas

– Médico Plantonista (UI Ped) – 1 vaga

– Médico Plantonista (Sala de Parto) – 1 vaga

– Médico Rotina (Emerg. Pediátrica) – 5 vagas

– Médico Plantonista (Emerg. Pediátrica) – 12 vagas

– Médico Rotineiro (Citopatologista) – 1 vaga

– Médico do Trabalho – 1 vaga

Cronograma

– Período de inscrições: 20/06/2022 a 22/06/2022

– Entrevista individual: 23/06/2022

Divulgação do Resultado: 24/06/2022

[10:55, 21/06/2022] +55 51 9207-7171: https://www.hucanoasfunam.com.br/noticia_hu-lanca-edital-para-contratar-pediatras-e-outros-profissionais

Mudanças na RBS

 Colegas, 

 

Escrevo para compartilhar com vocês, abaixo, uma notícia que terá impacto muito positivo para a continuidade e a evolução da RBS, anunciada nesta segunda-feira, pelos nossos acionistas: o início de um processo de reorganização societária, que possibilitará o ingresso de novos investidores na RBS.  

 

Além disso, tenho a satisfação de dividir com todos que Nelson Sirotsky assumirá a função não executiva de publisher da RBS, liderando o Conselho Editorial que será criado no segundo semestre. 

 

Esses movimentos demonstram a confiança depositada na RBS e reconhecem o valor para a sociedade do jornalismo, do esporte e do entretenimento que fazemos, além do potencial para desenvolver novos negócios que existe a partir das nossas marcas, líderes de mercado.  


Abraços,  

Toigo 

 


RBS apresenta reorganização societária 


Por meio da holding TKPar, inicia-se um processo de reorganização societária, que possibilitará o ingresso de novos investidores na companhia. 


Com uma visão de crescimento a partir da crença na comunicação, do desenvolvimento de novos negócios, do lançamento de plataformas de conteúdo e do fortalecimento de suas marcas líderes de mercado, a RBS encaminha iniciativa estratégica que possibilitará o ingresso de holding de investidores na companhia, assim como o início de uma reorganização societária, prevista para ser implementada nos próximos anos. A operação está sujeita à aprovação prévia do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e demais órgãos públicos. 


A TKPar holding de participações, veículo criado para investimento na RBS, é liderada pelo empresário Fernando Tornaim, empreendedor que atua nos segmentos imobiliário, comunicação e entretenimento. Fernando, que nos últimos anos desenvolveu uma série de empreendimentos com a RBS, agora, por meio da TKPar, associa-se à empresa. Além da Maromar Investimentos, empresa de participações liderada por Maurício Sirotsky Neto, outros empresários gaúchos dos setores imobiliário, agronegócio e áreas financeira e de inovação participarão da holding TKPar.  


A governança da RBS será aprimorada a partir de um Conselho de Representantes, que substituirá o atual Conselho de Acionistas. O novo Conselho terá como presidente Gilberto Meiches, atual presidente do Conselho de Acionistas da RBS e, como vice-presidente, Fernando Tornaim. Além da permanência dos conselheiros Nelson Sirotsky, Carlos Melzer, Marcelo Damasceno Ferreira (representante da JAMAH) e Luís Lima (representante de Pedro e Sônia Sirotsky), ingressarão também Maurício Sirotsky Neto e Juliano Pereira (representante da TKPar). Geraldo Corrêa participará da governança, a partir de comitês do Conselho de Representantes. Claudio Toigo permanecerá como presidente-executivo da RBS, liderando o atual comitê executivo da empresa, com a missão de continuidade, aperfeiçoamento e perpetuação do negócio de mídia. 


Nelson Sirotsky assumirá, ainda, a posição não executiva de publisher da RBS, com a responsabilidade de ser o guardião da linha editorial da empresa.  Ao longo do segundo semestre, Nelson criará o Conselho Editorial da RBS, que será integrado por profissionais da empresa e convidados externos. 


- Todo este movimento é um sinal claro de crença dos acionistas e também do mercado no negócio de comunicação e do nosso compromisso, na RBS, de assegurar ao Rio Grande do Sul um jornalismo responsável, cada dia mais contemporâneo, independente e plural, que atenda às necessidades e aos desejos dos nossos públicos - destaca Nelson Sirotsky. 


Ao longo de mais de seis décadas, a RBS vem sendo protagonista de grandes marcos da transformação da comunicação no Brasil. Por isso, a continuidade da família Sirotsky, somada ao futuro ingresso da holding de investidores, representará um movimento de evolução, ao mesmo tempo em que preservará a essência, os valores e os compromissos históricos da RBS. 


- Com muito orgulho, vamos participar deste novo ciclo da história da RBS, ampliando o foco em inovação, nas novas tecnologias e em conteúdos interativos, buscando sempre aprofundar a conexão com os diferentes públicos e marcas, por meio das plataformas atuais e dos novos negócios que serão implementados. Tenho convicção de que a RBS seguirá protagonista nesse importante papel da comunicação, apoiando o desenvolvimento do nosso Estado e do nosso país - afirma Fernando Tornaim. 


Anunciada ao mercado no início de 2022, a RBS Ventures passará a ser a plataforma que concentrará o desenvolvimento de novos negócios e investimentos da RBS em diferentes segmentos de atuação. As primeiras iniciativas desta frente serão divulgadas em breve. 


- Este ingresso de investidores na RBS preserva os propósitos claros, definidos ao longo de seus 65 anos de existência, de trabalhar pelo desenvolvimento do Rio Grande do Sul, consolidados na prática de uma comunicação responsável e no exercício da liberdade de imprensa e de expressão que tanto defendemos. Com este passo vamos além, buscando contribuições efetivas para inovar, evoluir e crescer, gerando ainda mais benefícios para toda a comunidade - ressalta Jayme Sirotsky, presidente emérito da RBS

Os ventos do exterior e a recuperação brasileira, por Rodrigo Sodré

O autor é economista e sócio da BRA 


 

A recuperação da economia, no Brasil e no mundo, tem passado por um período de sinais contrastantes. É dos Estados Unidos que vêm os principais indicadores dessa tendência -- e que mais podem nos afetar. Enquanto a economia americana gerou 390 mil postos de trabalho em maio (as previsões eram de 328 mil) e a taxa de desemprego está em um dos níveis mais baixos da história (3,6%), a inflação atingiu 8,6% no mesmo mês (considerando os últimos 12 meses), o patamar mais alto desde dezembro de 1981.


 

Que consequências esse cenário pode gerar? O Federal Reserve (Fed) encontra um ambiente em que pode e deve elevar sua taxa básica de juros. Por um lado, a persistência da alta de preços torna necessário um aperto monetário para contê-lo. Por outro, a economia vai muito bem e, portanto, a elevação dos juros não geraria tantos danos ao crescimento do país. Foi com base nessa interpretação que o mercado se comportou no fim da última semana. Assim que foi divulgado o resultado do CPI, na sexta-feira (10), bolsas de valores de todo o mundo (em especial as do Brasil e da Europa) começaram a operar em queda e fecharam o dia com resultados negativos.


 

Isso ocorre porque nesta quarta-feira (15) o Fed deverá elevar a taxa de juros em 0,50 ponto percentual, já influenciado pelos dados citados anteriormente. Há previsões, inclusive, de que esse ciclo de altas deverá se estender até setembro. Os títulos públicos dos EUA são considerados um investimento seguro pelo porte da economia norte-americana, e, com esses papéis pagando mais, eles se tornam uma espécie de centro de gravidade para o capital global, atraindo investidores de todo o mundo e provocando uma fuga de dinheiro de diversas economias, sobretudo emergentes, como o Brasil.


 

Roteiro semelhante se projeta para a Europa. A inflação na zona do euro alcançou 8,1% nos últimos 12 meses terminados em maio, valor bem acima das projeções, que cravavam 7,7%. Por isso, o Banco Central Europeu também deve elevar suas taxas de juros, que atualmente estão em 0%.


 

Essas notícias não vêm em boa hora para o Brasil. Por aqui, começamos a ensaiar uma ligeira melhora nos indicadores. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) finalmente desacelerou para 0,47% no último mês após uma sequência acima de 1% em fevereiro, março e abril. Isso pode sinalizar que o pico da inflação brasileira ocorreu em abril, porém, a alta dos preços continua disseminada por quase todos os grupos que compõem o indicador: o único a registrar queda foi habitação, graças à energia elétrica. Maio foi o primeiro mês em que a bandeira tarifária verde vigorou durante todo o período.


 

O Produto Interno Bruto, por sua vez, cresceu 1% no primeiro trimestre de 2022, em relação ao período equivalente anterior, e 1,7% na variação anual. Trata-se, portanto, do terceiro resultado positivo seguido e que está 1,6% acima do PIB registrado no quarto trimestre de 2019 (o último antes da pandemia), demonstrando que tem havido uma recuperação consistente, ainda que lenta. O emprego avança em velocidade semelhante e, em abril, caiu para 10,5%, mas a renda dos trabalhadores ainda está 7,5% abaixo dos níveis pré-pandemia, segundo o IBGE.


 

A nossa recuperação após o período mais grave da pandemia, como se vê, ainda é parcial. Agora, com a política econômica americana mais dura, virão novos desafios. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) prevê que a economia brasileira deve crescer 0,6% este ano, um quinto da média mundial, estimada em 3%.


 

Uma possível boa notícia é a retração dos casos de Covid-19 na China, que tem permitido uma flexibilização das medidas de contenção e uma reabertura da economia -- o que já reflete em alguns índices. Esse fator contribuiu bastante para a alta da inflação em diversos lugares e, com o alívio, espera-se menos um vilão pressionando os preços. Mais um dado a se acompanhar nos próximos meses.


 

Sobre o autor:

Economista formado pelo Ibmec com MBA em Investimento e Riscos pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Acumula experiência de mais de 11 anos em gestão de carteiras de renda fixa e variável, tendo atuado como gestor de investimentos responsável por ativos com patrimônio consolidado equivalente a R$ 2 bilhões.

Atualmente é sócio da BRA Investimentos, uma plataforma parceira da XP Investimentos, onde ajuda as pessoas a cuidarem melhor do seu dinheiro, produzindo resultados no curto e no longo prazos.





 


Entenda melhor a adesão ao RRF dos Estados

 Foi homologado nesta segunda-feira (20/6), pela Presidência da República, o Plano de Recuperação Fiscal do Rio Grande do Sul. O despacho, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e publicado no Diário Oficial da União, teve como referência a manifestação favorável do Ministério da Economia e a posição técnica favorável emitida em três pareceres de autoria da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e do Conselho de Supervisão do RRF do Rio Grande do Sul. A Presidência da República estabeleceu que o prazo de vigência do Regime de Recuperação Fiscal gaúcho será de 1º de julho de 2022 a 31 de dezembro de 2030. O PRF agora homologado está integralmente publicado em www.rrf.rs.gov.br.


A partir de agora, inicia-se o acompanhamento do plano propriamente dito, com a implantação de medidas de ajuste e atingimento das metas. O Estado continua obedecendo às vedações, mas, a partir de 1º de julho, elas poderão ser objeto de compensação ou afastadas, utilizando três instrumentos previstos na lei: ressalvas, compensação prévia e valor irrelevante.


Com a homologação do Plano de Recuperação Fiscal, o Estado, que já se beneficiava da suspensão do pagamento da dívida com a União desde fevereiro, reestrutura a antiga dívida com União (9.496, com vencimento em 2048), cujo pagamento, suspenso por decisão liminar entre julho de 2017 e fevereiro de 2022, será retomado gradualmente, com a quitação integral prevista para janeiro de 2031. O Regime também viabilizou a inclusão de dívidas com terceiros (BNDES, Banco Mundial, BB e BID) garantidas pela União no mesmo cronograma gradual de pagamento e, adicionalmente, o Estado poderá contratar a operação de crédito com garantia da União que vem sendo negociada com o BID desde o fim do ano passado, cujos recursos comporão o plano inédito para quitação do estoque de precatórios até 2029.


Além da suspensão do pagamento da dívida com a União desde fevereiro, viabilizado com a adesão ao Regime, o Estado, na mesma ocasião, refinanciou, em 30 anos, com encargos de adimplência e a um custo vantajoso, os R$ 14,2 bilhões correspondentes aos valores suspensos pela liminar do Supremo Tribunal Federal (STF). As parcelas desse contrato começaram a ser pagas em abril e se estenderão até 2052.


“A homologação da adesão do RS ao Regime de Recuperação Fiscal, hoje, é resultado de enorme esforço liderado pelo governo do RS, com contribuição decisiva da Assembleia. Um processo iniciado na gestão passada, acelerado e consolidado em nosso governo com importantes reformas. A adesão ao RRF é uma importante conquista para o RS, pois representa o destino mais viável para continuarmos no caminho da responsabilidade com as contas públicas", celebrou o governador Ranolfo Vieira Júnior no Twitter. "Voltamos a pagar salários e fornecedores em dia e retomamos a capacidade de investir em estradas, hospitais e escolas, por exemplo.Com mais este passo, avançamos no objetivo de solucionar um problema histórico. Este é o nosso propósito: gestão com planejamento, diálogo e transparência, resolvendo problemas do passado, investindo no presente e comprometidos com um futuro ainda melhor", acrescentou.


O secretário da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso, também destacou os benefícios da homologação para o equilíbrio fiscal do Estado. “Trata-se de uma grande vitória para o Estado no processo de recuperação do equilíbrio fiscal após um longo processo de reformas aprovadas pela Assembleia e negociações com a União. A estratégia do Estado de enfrentar o desajuste fiscal crônico por meio de reformas estruturais viabilizou a estruturação de um plano que compatibiliza a retomada gradual do equilíbrio fiscal do Estado com a recuperação da capacidade de investimento público, preservação de gastos discricionários, valorização do servidor público e novas quedas na carga tributária. O equilíbrio é atingido por meio do ajuste estrutural das contas públicas, e não de receitas extraordinárias pontuais que, testadas no passado, falharam em promover o equilíbrio a médio e longo prazo.”, afirmou.


Resultados

A melhora nas contas públicas já trouxe resultados concretos à população gaúcha, como:

• redução do ICMS de 30% para 25% na gasolina, álcool, energia elétrica, comunicação, e de 18% para 17% nos produtos de alíquota geral;

• atendimento às demandas por recursos adicionais na Saúde, incluindo quase R$ 1 bilhão em passivos;

• devolução de parte do ICMS à população de baixa renda (Devolve ICMS beneficiando mais de 400 mil famílias);

• recuperação da capacidade de investimento público por meio do programa Avançar (R$ 6,4 bilhões);

• pagamento em dia dos salários dos servidores desde novembro de 2020 após 57 meses de atraso; 

• a revisão geral do funcionalismo de 6%, a primeira concedida desde 2006.


Com o ingresso definitivo no Regime, o Estado terá os instrumentos para consolidar o seu processo de reequilíbrio fiscal, e, com isso, atender às demandas da sociedade gaúcha de forma sustentável.


Plano inédito para quitação dos precatórios


Entre as medidas de ajuste incluídas no plano gaúcho, consta uma estratégia para quitação do estoque de R$ 15,2 bilhões de precatórios até 2029, prazo máximo concedido pela Constituição Federal. Essa estratégia será viabilizada com a captação de recursos por meio da contratação de uma operação de crédito com o BID, o que é autorizado no âmbito do Regime de Recuperação Fiscal.


Esses recursos serão canalizados para a realização de acordos diretos para quitação antecipada de precatórios pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e pelo Poder Judiciário, cujo deságio de até 40%, autorizado pela Constituição Federal, tem o potencial de alavancar as baixas do estoque. A essas baixas mediante acordos diretos seria somado um gradual aumento da contrapartida pecuniária pelo Tesouro Estadual, que atualmente corresponde a 1,5% da RCL ou cerca de R$ 700 milhões anuais.


O plano de quitação elaborado indica que, pela primeira vez, o Estado do Rio Grande do Sul dispõe de uma estratégia sustentável para honrar esses passivos até 2029, sem que seja necessário elevar desproporcionalmente o aporte do Tesouro Estadual, o que prejudicaria a prestação de serviços públicos à sociedade gaúcha.

Há candidato enganador e gente que se deixa enganar...por Renato Sant'Ana

"A primeira vez que me enganares, a culpa será tua; já da segunda vez, a culpa será minha", diz um provérbio árabe.

Num ato de campanha, em Maceió/AL, Lula contou que, em 1998, intercedeu junto a Renan Calheiros, então ministro da justiça, para libertar os dez guerrilheiros que sequestraram o empresário Abílio Diniz, os quais Lula chama de "meninos" e de "jovens que cometeram um erro".

O erro dos "meninos" foi manterem Diniz confinado por seis dias num caixote com um buraco em cima e um ventilador para jogar ar para dentro, onde ele não podia ficar de pé; e torturá-lo com música alta todo o tempo e com um dispositivo de luz que iluminava a caixa.

E qual era a idade dos meninos do Lula? Os canadenses David Robert Spencer e Christine Gwen Lamont, 38 e 41 anos, respectivamente; os irmãos argentinos Humberto Paz e Horácio Paz (que planejaram o sequestro), 34 e 39; os chilenos Ulisses Acevedo, 33; Maria Marchi Badilla, 43; Pedro Lembach, 35; Héctor Collante, 35; e Sergio Urtubia, 34. Raimundo Roselio Freire, o único brasileiro do grupo, tinha 24 anos.

Pois esses "jovens", todos guerrilheiros ligados ao MIR (Movimiento de Izquierda Revolucionaria), que, em dezembro de 1989, sequestraram e torturaram o empresário Abílio Diniz, "lutavam" pela implantação de ditaduras socialistas na América Latina.

Mas, em 09/03/2010, entrevistado pela Associated Press, Lula afirmou que greve de fome não é pretexto para libertar presos: só que aí eram presos políticos de uma ditadura socialista, a Cuba de Fidel Castro.

"(...) a greve de fome não pode ser usada como um pretexto de direitos humanos para libertar as pessoas. Imagine se todos os bandidos presos em São Paulo entrassem em greve de fome e pedissem a liberdade", disse ele.

Mais do que se contradizer, Lula deu uma de malandro e usou sua lábia para enganar, comparando presos políticos (cubanos) com presos comuns de S. Paulo que cometeram crimes apurados pela polícia e, mesmo que haja imperfeições processuais, tiveram um julgamento com direito a defesa.

Detalhe. A esquerda é formada por cabeções, que buscam o poder para implantar um Estado socialista (são os que articulam o argumento de viés populista); e pela massa que, sem compreender tais maquinações, acredita de boa-fé nas promessas falaciosas desses líderes.

Aí vem Lula e mostra que, para a esquerda, crimes úteis a seus fins são justificáveis, visão autoritária e amoral que foi defendida pelo "filósofo" György Lukács, para quem a classe revolucionária não deve obedecer à lei, mas apenas seguir as circunstâncias da luta de classe.

Fica claro que a esquerda revolucionária, hábil em adular o povo e falar o que se quer ouvir, não respeita as liberdades individuais, mas acaba com a segurança jurídica e desrespeita os direitos fundamentais.

Resta perguntar: quantos ainda se deixarão enganar com as promessas populistas de um líder que já provou desprezar a verdade, debochar da lei, rejeitar a conduta digna e tolerar o crime?

 

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.

E-mail:  sentinela.rs@outlook.com