sábado, 24 de setembro de 2022

Artigo, Guilherme Baumhardt, Correio do Povo - Que tal morar na Nicarágua?

O noticiário da sexta-feira virou suas atenções para o próprio umbigo. E a imprensa virou notícia dela mesma. A CNN – que está longe de ser uma emissora “de direita” – anunciou que teve o seu sinal cortado na noite da última quinta-feira, na Nicarágua. O canal está há 25 anos no país da América Central.


O presidente da nação é Daniel Ortega. No início do ano ele tomou posse para o seu quarto mandato consecutivo, após eleições de fachada. Antes do pleito (ou seria “pleito”), sete potenciais adversários de Ortega foram presos de maneira arbitrária. Claro que, oficialmente, ninguém do governo admite a perseguição. Fato é que observadores internacionais da União Europeia e da Organização dos Estados Americanos foram proibidos de ingressar na Nicarágua para acompanhar a votação. Jornalistas estrangeiros também ficaram de fora.


Após a confirmação de que Daniel Ortega permaneceria no poder, Estados Unidos e outros países reforçaram as sanções econômicas impostas, uma medida que pretende sufocar a ditadura e enfraquecer o regime, mas que tem alcance limitado. A razão é simples: o dinheiro que banca Ortega e seu grupo no poder não é necessariamente legal. No episódio conhecido como WikiLeaks, em que documentos secretos foram trazidos à tona, há registros de correspondências diplomáticas que apontam que o governo de Ortega é financiado pelo narcotráfico. Na primeira passagem do ditador pelo poder, ainda na década de 1980, a Nicarágua deu abrigo a ninguém mais, ninguém menos que Pablo Escobar. Há informações, também, de que o país serve hoje como rota para o tráfico internacional de drogas, especialmente cocaína.


Além da censura à imprensa e do ataque à liberdade de expressão, com o corte do sinal da CNN, há uma onda de repressão religiosa no país. Padres já foram presos e igrejas incendiadas. A polícia (fiel a Ortega) já proibiu procissões e missas em uma clara demonstração de cerceamento à liberdade.


Daniel Ortega tem um entusiasta e ferrenho defensor no Brasil. Ele se chama Luiz Inácio Lula da Silva e concorre mais uma vez à Presidência da República. “Temos que defender a autodeterminação dos povos. Sabe, eu não posso ficar torcendo. Por que que a Angela Merkel pode ficar 16 anos no poder e Daniel Ortega não?”, disse o ex-condenado brasileiro. Lula sabe que existem diferenças, mas ele acha que você é burro.


Como o respeito ao leitor norteia a coluna, explicamos. As diferenças começam pelo fato de a Alemanha ser verdadeiramente uma democracia, não um simulacro de um sistema em que a vontade da maioria é respeitada. Além disso, na Alemanha há uma Justiça que não serve de suporte ao tirano de plantão. E, para completar, há um Congresso independente. Não se trata de uma representação de fachada que serve aos interesses de um ditadorzinho bigodudo (Ortega).


Lula nunca escondeu que deseja cercear o trabalho da imprensa. Tentou isso quando foi presidente, com a proposta de criação de um conselho federal para regular a profissão de jornalista. As intenções públicas eram cheirosas e perfumadas. Por trás estava a ideia de cassar diplomas pelo crime de opinião. Claro, tudo “democraticamente”, após a análise de conselhos e comitês – sabemos bem que são as figuras que integram tais colegiados. E pasmem: o absurdo encontrava apoio em algumas redações Brasil afora – fica mais fácil de entender o fenômeno depois de uma pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina revelar que 80% dos jornalistas revelarem que são esquerdistas.

Como se não bastasse o apreço ideológico e suporte verbal, os governos petistas – assim como o tráfico de drogas – ajudaram a financiar a ditadura de Ortega. Em 2012, o Parlamento do país aprovou a contratação de um empréstimo do BNDES (brasileiro) superior a 340 milhões de dólares para a construção de uma hidrelétrica. Pelo câmbio atual estamos falando de 1,7 bilhão de reais. Não é pouco dinheiro. A empreitada ficou a cargo da Eletrobras que junto da Queiroz Galvão criou a Centrais Hidrelétricas da Nicarágua. Ou seja: dinheiro meu, seu, nosso ajudando ditadura de país latino-americano. Nenhuma novidade quando falamos de gestões petistas – basta lembrarmos do metrô de Caracas, na Venezuela, do porto de Mariel, em Cuba...


Se você deseja viver em uma Nicarágua é fácil. Basta votar no ex-condenado. Se ele ganhar e você não gostar, só não reclame que foi por falta de aviso.

Nota Pública da Ajuris

A Associação dos Juízes do Estado do Rio Grande do Sul (AJURIS) vem a público repudiar veementemente a forma pela qual empresas do Grupo Record noticiaram a atuação de magistrados no Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp), estrutura em que está concentrada a realização de audiências de custódia na região metropolitana de Porto Alegre.


Fazer eco à afirmação de “juízes alinhados à bandidagem”, dizer que decisões comprometem o Poder Judiciário, constituiu gravíssima ofensa à magistratura, servindo a interesses duvidosos de quem propõe desprestigiar instituição essencial no Estado Democrático de Direito.


Ataca magistrados, expondo-os à execração pública e ao espetáculo do tribunal midiático, sem compreender as decisões que restabeleceram a liberdade de cidadãos presos em flagrante e esquecendo das garantias constitucionais franqueadas aos acusados em geral.


É dever de todos cumprir a Constituição, as leis internas do país e os tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário. Isto vale para imprensa, vale também para as polícias e seus membros. Quando estes não as observam, seus atos podem ser anulados por quem detém competência para o fazer, o Judiciário, autorizando absolvições e a soltura de encarcerados. Se os magistrados se omitissem na interdição e controle de procedimentos incorretos, a eles, inclusive, poderia ser imputada a prática de abuso de autoridade.


Nesse sentido, a AJURIS entende como fundamental a aprovação da legislação que regulamentará o uso de câmeras nos uniformes dos policiais militares, permitindo o registro da ação dos contingentes para que não se crie dúvidas em relação ao respeito dos direitos do cidadão abordado na rua ou em seu lar durante uma operação. 


Ainda, impende ser agudamente repelida a leviana e repulsiva assertiva de vinculação político-partidária da AJURIS e de juízes.


Repudia-se profundamente o tom e o conteúdo das manifestações, cabendo prospectar as razões de engajamento jornalístico não alinhado no evento às melhores tradições da imprensa gaúcha.


Cláudio Martinewski

Presidente da AJURIS

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Simone Tebet no RS

 A candidata do MDB à presidência da República Simone Tebet volta ao Rio Grande do Sul nesta segunda-feira, dia 26, para cumprir agenda de campanha. Desta vez a presidenciável participa de mobilizações em Pelotas, na Zona Sul, e em Santa Maria, no Centro do Estado.

 


Em Pelotas as atividades serão acompanhadas pelos candidatos da coligação "Um só Rio Grande" Eduardo Leite (governador) e Gabriel Souza (vice). Em Santa Maria, Gabriel participa da agenda.


AGENDA


Pelotas


13h45 - Coletiva de imprensa no Comitê suprapartidário

Local: Rua Quinze de Novembro, 551


14h - Café Aquários

Local: Rua Quinze de Novembro, 602


14h15 às 15h - Caminhada no Centro



Santa Maria


15h30 - Desembarca no Aeroporto em Camobi


16h - Reunião no Gabinete do Reitor da UFSM (Luciano Schuch)

Local: Campus Sede da UFSM, prédio da reitoria, quinto andar, sala 509


16h40 - Da UFSM, parte em direção ao Centro pela faixa velha de Camobi


OBS: No trevo do Fórum, já dentro da cidade, sobe no trio elétrico e segue até o Centro


17h20 - Coletiva de imprensa em frente ao Teatro Treze de Maio.

Local: Praça Saldanha Marinho


17h35 - Caminhada com apoiadores no calçadão e na rua do Acampamento.

 

 

Governo fechará o ano com primeiro superávit primário desde 2013

 Pela primeira vez em nove anos, as contas públicas deverão fechar no azul. Em 2022, o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – deverá obter superávit primário de R$ 13,548 bilhões. Isso ocorrerá porque, além de as despesas caírem, o governo aumentou as projeções de receitas.

A informação é da Agência Brasil de hoje. O texto a seguir é de Aline Leal, da agência. Leia a reportagem completa:

A estimativa consta no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, enviado ontem ao Congresso Nacional. A versão anterior do documento, divulgada em julho, previa que o Governo Central fecharia o ano com déficit primário de R$ 59,534 bilhões.

Desde 2014, o Governo Central registrava déficit primário ano a ano. A melhora do resultado fiscal deve-se tanto à queda das despesas como ao crescimento das receitas.


Mesmo com as desonerações concedidas sobre combustíveis e produtos industrializados, as previsões de receitas brutas saltaram R$ 82,197 bilhões em relação ao relatório anterior, divulgado em julho. Ao descontar as transferências para os estados e os municípios, a estimativa das receitas líquidas aumentou em R$ 69,948 bilhões.


Em relação aos gastos, a projeção para as despesas primárias em 2022 caiu R$ 2,954 bilhões, devendo fechar o ano em R$ 1,831 trilhão. A estimativa para os gastos obrigatórios caiu para R$ 1,678 trilhão, valor R$ 1,944 bilhão menor que o projetado em julho. A previsão de gastos discricionários (não obrigatórios) do Poder Executivo foi reduzida em R$ 1,01 bilhão, para R$ 153,236 bilhões.

O superávit primário representa a economia de recursos para o pagamento dos juros da dívida pública. A projeção, informou o Ministério da Economia, incorpora a aprovação da emenda constitucional que aumenta benefícios sociais e cria auxílio para taxistas e caminhoneiros. A mudanças tem impacto de R$ 41,25 bilhões até o fim do ano, mas esses gastos não foram afetados pelo contingenciamento porque estão fora do teto de gastos.

A estimativa também inclui as desonerações de R$ 71,56 bilhões que entraram em vigor em 2022. Desde o início do ano, o governo concedeu diversas desonerações para estimular a economia. As medidas com maior impacto são a redução em 35% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que fará a União deixar de arrecadar R$ 23,6 bilhões neste ano. Em segundo lugar, vem a desoneração sobre os combustíveis, com impacto de R$ 16,51 bilhões nas receitas do governo.


Bloqueios totais

No fim de março, o governo havia contingenciado R$ 1,722 bilhão em emendas de relator. Em maio, a equipe econômica inicialmente divulgou um bloqueio de R$ 8,239 bilhões, mas o valor foi posteriormente reduzido para R$ 6,965 bilhões.


Em julho, o governo fez um novo bloqueio de R$ 6,739 bilhões. De lá para cá, haveria a necessidade de um novo bloqueio de R$ 10,5 bilhões, mas como existem R$ 7,865 bilhões em emendas de relator e em emendas de bancada bloqueados, só foi necessário bloquear R$ 2,635 bilhões.


A cada dois meses, o Ministério da Economia divulga o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, documento que orienta a execução do Orçamento. Com base nas previsões de crescimento da economia, de inflação e do comportamento das receitas e das despesas, a equipe econômica determina o bloqueio necessário para cumprir as metas de déficit primário (resultado negativo das contas do governo sem os juros da dívida pública) e o teto de gastos.

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

O momento "sem noção" de Eduardo Leite

Por Renato Sant'Ana


Em 19/09/22, no horário eleitoral, Eduardo Leite, candidato ao governo do Rio Grande do Sul, usou o seu tempo para cantar o hino gaúcho. Ficou parecendo outro Eduardo, o patético Suplicy, que é lembrado por ocupar a tribuna do Senado para soltar a sua voz destemperada.

E seria exagero dar importância ao fiasco do candidato? Não! Trata-se de alguém que quer governar um Estado e que fez o que fez porque lhe faltou senso de ridículo, indício de uma visão de mundo que importa ao eleitor.

Sob governos esquerdistas das três esferas, já vimos, por exemplo, o poder público chancelar "manifestações culturais" que não passam de aberrações, entre cujos objetivos está extirpar o senso de ridículo da juventude e predispô-la a aceitar a subversão dos valores tradicionais. É o que o energúmeno Antonio Gramsci chama de "revolução cultural" e vai desde festivais de funk até o degenerado "Queermuseu".

Tais "ações culturais" são articuladas sob a ditadura do politicamente correto, que constrange as pessoas a não criticarem as bizarrices e a concederem (inconscientemente) uma aprovação "a priori".

Eduardo Leite compreenderá isso? Saberá que a maior parte da população, quando informada, rejeita essas artimanhas?

A cultura (inseparável da educação) determina o futuro da sociedade. E o eleitor merece saber o que verdadeiramente pensam os candidatos a esse respeito, inclusive o esquerdista Eduardo Leite. Não há excesso, pois, em se criticar o que, quem sabe, bem pode ter sido só uma derrapada.

Por fim, não suponho que ele tenha pretensões artísticas. Até porque... Como cantor, Eduardo Leite é só um político. E como político, desafina.

 

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo. 

E-mail: sentinela.rs@outlook.com


Enredo de um golpe anunciado: Os 4 planos do mecanismo

 Enredo de um golpe anunciado: Os 4 planos do mecanismo


Não há coincidências em política – dizia Tancredo Neves. O que acontece é quase sempre combinado. Previamente planejado, armado, calculado. Por vezes, com maior ou menor nitidez, nos lampejos mais tangíveis dos atores em cena – ou, como regra comum (longe do olhar da plateia), nos caixilhos mais velados dos inacessíveis bastidores, onde nem todos os personagens da montagem (por vezes os principais) se dão a conhecer. Nesse espaço, o acaso não é (nunca foi) a generalidade.


A desqualificação dessa premissa, sob o falso argumento (muito utilizado por acadêmicos de gabinete) de que não se deve dar crédito a, assim ditas, “teorias da conspiração” – como se maquinações não existissem em grau muito mais acentuado (e sórdido) do que é capaz de imaginar a nossa vã (e ingênua) “filosofia” –, apenas cumpre a função de impedir o espinhoso exercício de imputação de sentido aos fatos, à primeira vista, desconexos ou despercebidos, obstando um melhor discernimento das intrincadas conexões e elos dos eventos sob mira.


Tal é o que ocorre na atual (e conturbada) conjuntura política nacional, prenhe de narrativas desviantes, dissimuladas e enganosas.


Os indícios e amostras do engenhoso e “maquiavélico” enredo em encenação – com seus respectivos editores, simuladores e protagonistas – são suficientemente fartos e expressivos e, diga-se de passagem, não por acidente sincronicamente “coincidentes”. Basta observar, com apropriada atenção e imparcialidade, o conjunto interminável de sucessivos e atípicos


acontecimentos que, na quadratura desse palco, ribombam a cada dia, reverberando-se reciprocamente, para se derivar, medianamente, de sua sintomática e sugestiva heurística, algumas elementares e significativas conclusões.


De saída, não se pode descurar a “causa” que originou todo esse desassossegado cenário, sem o que qualquer diagnose ou conjectura perde significado e ajustado fundamento: a imprevista e ruidosa eleição de Jair Bolsonaro, em 2018, contra todos os prognósticos prevalecentes de circunstância. Foi lá, desde lá, que tudo começou!


“Azarão” e notório outsider, sem qualquer base partidária, financeira ou midiática de envergadura, Bolsonaro chegou (legitimamente) ao poder pelo voto popular, surfando na onda de contestação generalizada ao estado de corrupção sistêmica revelado, à época, pela Operação Lava Jato, e desbancando, com a credencial de opositor radical da situação, as candidaturas que, como a do PT, eram associadas à manutenção do contestado e repudiado status quo. E foi justamente esse ensaiado e “atrevido” enfrentamento aos antecedentes padrões estabelecidos (e não o formato do discurso em si) a razão maior, perante seus adversários, de sua imperdoável “heresia” e “delito”.


A desqualificação dessa premissa, sob o falso argumento (muito utilizado por acadêmicos de gabinete) de que não se deve dar crédito a, assim ditas, “teorias da conspiração” – como se maquinações não existissem em grau muito mais acentuado (e sórdido) do que é capaz de imaginar a nossa vã (e ingênua) “filosofia” –, apenas cumpre a função de impedir o espinhoso exercício de imputação de sentido aos fatos, à primeira vista, desconexos ou despercebidos, obstando um melhor discernimento das intrincadas conexões e elos dos eventos sob mira.


Tal é o que ocorre na atual (e conturbada) conjuntura política nacional, prenhe de narrativas desviantes, dissimuladas e enganosas.


Os indícios e amostras do engenhoso e “maquiavélico” enredo em encenação – com seus respectivos editores, simuladores e protagonistas – são suficientemente fartos e expressivos e, diga-se de passagem, não por acidente sincronicamente “coincidentes”. Basta observar, com apropriada atenção e imparcialidade, o conjunto interminável de sucessivos e atípicos


acontecimentos que, na quadratura desse palco, ribombam a cada dia, reverberando-se reciprocamente, para se derivar, medianamente, de sua sintomática e sugestiva heurística, algumas elementares e significativas conclusões.


De saída, não se pode descurar a “causa” que originou todo esse desassossegado cenário, sem o que qualquer diagnose ou conjectura perde significado e ajustado fundamento: a imprevista e ruidosa eleição de Jair Bolsonaro, em 2018, contra todos os prognósticos prevalecentes de circunstância. Foi lá, desde lá, que tudo começou!


“Azarão” e notório outsider, sem qualquer base partidária, financeira ou midiática de envergadura, Bolsonaro chegou (legitimamente) ao poder pelo voto popular, surfando na onda de contestação generalizada ao estado de corrupção sistêmica revelado, à época, pela Operação Lava Jato, e desbancando, com a credencial de opositor radical da situação, as candidaturas que, como a do PT, eram associadas à manutenção do contestado e repudiado status quo. E foi justamente esse ensaiado e “atrevido” enfrentamento aos antecedentes padrões estabelecidos (e não o formato do discurso em si) a razão maior, perante seus adversários, de sua imperdoável “heresia” e “delito”.


Fonte: https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/42399/enredo-de-um-golpe-anunciado-os-4-planos-do-mecanismo


Google lança central de tendências de busca sobre a disputa eleitoral no Rio Grande do Sul

A Central Google Trends - Eleições 2022 traz agora as tendências de busca sobre a disputa para governador do Estado do Rio Grande do Sul

O Google lança nesta quinta-feira (22) páginas especiais reunindo dados de Google Trends sobre as eleições para governador nos estados do Rio Grande do Sul, um dos maiores colégios eleitorais do país. A nova seção faz parte da Central Google Trends - Eleições 2022 e facilita o acesso a insights e dados em tempo real sobre o interesse nos candidatos a presidente e a governador. 

 Para dar uma visão mais clara do engajamento gerado pelos candidatos ao cargo, a central de dados do Google Trends mostra um painel comparativo com o índice de consultas por cada postulante nos últimos sete dias - veja aqui como está a distribuição de interesse de buscas hoje. Os gráficos mostram ainda o interesse também ao longo dos últimos quinze dias e desde o início da campanha (16 de agosto). 

 É importante lembrar que os dados do Google Trends representam interesse de busca no Google e não indicam intenção de voto.

 Distribuição de interesse de busca por candidatos no RS, nos últimos sete dias.

 Ao clicar no ícone de cada um deles, a central direciona para uma página da plataforma pública de Google Trends com informações sobre o interesse de busca pelo candidato como: variação de interesse ao longo do tempo e o nível de interesse dividido pelas cidades que registram mais consultas pelo candidato. 

 Além dos dados sobre os candidatos, a página também apresenta o interesse por temas relacionados às eleições, como votação e eleição. É possível ver, por exemplo, que as cidades fluminenses que mais tiveram interesse de busca por "votação" nos últimos sete dias foram, Porto Xavier, São Miguel das Missões, Glorinha, Cidreira e Imbé, respectivamente. Neste mesmo período, São Vicente do Sul, Nonoai, Santa Bárbara do Sul, Vale Real e Ronda Alta lideram o ranking das cidades que mais pesquisam por “eleição”.



Lasier pede impeachment

Senador Lasier protocola pedido de impeachment de Moraes, do STF Como cidadão brasileiro, o gaúcho Lasier Martins (Podemos-RS) protocolou neste começo de noite (21), na Mesa do Senado, pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por crime de responsabilidade. A motivação da denúncia é a série de arbitrariedades cometidas recentemente contra grupo de oito empresários apoiadores do presidente Bolsonaro, listados como testemunhas. Os alvos tiveram contas bancárias bloqueadas e contas de redes sociais suspensas. A motivação para os abusos que violam o direito à liberdade de expressão garantido pela Constituição está em notícia de jornal sobre uma simples troca de mensagens em ambiente privado de WhatsApp. Mas o ponto de partida dos atos inconstitucionais apontado pelo documento está na abertura do chamado inquérito das Fake News, em 14 de março de 2019, pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, alheio à sua jurisdição e sem a participação do Ministério Público, designando Moraes como relator, sem sorteio. “Isto tudo sem se saber procedimento, extensão, investigados, forma da investigação, o que se investiga e qual a imputação penal”, diz. O senador evoca princípios da separação dos Poderes e da imparcialidade exigida dos magistrados para condenar o “Estado Policial” instituído há três anos, por meio do qual qualquer cidadão pode ser alvo de investigação sobre fatos considerados pela simples opinião dos ministros do STF. “O ato explicitamente abusivo é incompatível com liberdades constitucionais”, diz. Ele lembra que as práticas abusivas de Moraes são sistemáticas e reiteradas e conspiram contra a imagem do Supremo. A denúncia evidencia o papel crucial do Senado na questão, considerando não haver no STF órgão disciplinar interno, a exemplo dos conselhos de ética de parlamentos, e de os seus ministros não se sujeitarem ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a exemplo do restante da magistratura. “Isto inviabiliza qualquer avaliação sobre a conduta do denunciado, até mesmo para aferir se suas ações condizem com atribuições do Judiciário”, pontua.

Motoristas podem aderir ao cadastro positivo a partir de hoje

A  partir de hoje (22), os motoristas podem aderir ao Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). Também conhecido como Cadastro Positivo de Condutores, ele tem o objetivo de premiar a boa conduta de motoristas que não cometeram infração de trânsito nos últimos 12 meses.

Isto é o que informa a Agência Brasil de hoje.

Leia toda a reportagem:

O cadastro foi desenvolvido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) para o Ministério da Infraestrutura e seu lançamento faz parte das ações da Semana Nacional de Trânsito, promovida pela pasta.


Ele permite que empresas privadas e órgãos públicos ofereçam benefícios e vantagens aos motoristas. Entre elas, por exemplo, estão reduções em taxas de serviços públicos e privados, condições diferenciadas para locação de veículos e contratação de seguros, descontos em pedágios e em estacionamento e oferta de cashback.


As vantagens poderão ser concedidas a partir de 13 de outubro, quando o cadastro será ativado.


Como aderir

A participação no cadastro é voluntária, mediante autorização do condutor. Ela pode ser registrada por meio do aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT) ou no Portal de Serviços da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Ao se registrar, o participante dá o consentimento para que seu cadastro seja visualizado como apto a receber os benefícios.


As empresas que quiserem atuar com o RNPC devem comunicar o interesse à Senatran e apresentar os benefícios que serão oferecidos por meio de um formulário online. Para dar visibilidade aos parceiros da iniciativa, a Secretaria Nacional de Trânsito criou o selo Parceiro do Bom Condutor, que poderá ser utilizado em ações promocionais, portais, redes sociais e aplicativos.


O Cadastro Positivo de Condutores foi estabelecido pela Lei 14.071/2020, que alterou diversos dispositivos do Código de Trânsito Brasileiro, como a ampliação do prazo de validade das habilitações. A iniciativa foi regulamentada em julho deste ano pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran)

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

Timing Line das pedaladas fiscais de Eduardo Leite na Educação

26 de agosto de 2020 – promulgação da Emenda Constitucional nº 108 que veda uso de recursos de Manutenção e Desenvolvimento da Educação (MDE) para pagamento de aposentadorias e de pensões e amplia para 70% o mínimo de recursos do FUNDEB que deve ser destinada ao pagamento dos profissionais da educação básica em efetivo exercício.

14 de setembro de 2020 – Eduardo Leite encaminha à Assembleia o PLOA 2021 (PL 208/2020), citando na Mensagem a promulgação da EC nº 108 e que uma das regras do Novo FUNDEB é a vedação do uso dos recursos do FUNDEB para pagamento de aposentadorias e pensões, dando a falsa impressão para os deputados estaduais que iria cumprir a norma, embora no Volume I (pag. 593) tenha alocado recursos na Secretaria da Educação para pagamento de inativos sem deixar claro que seria computado para MDE ou FUNDEB.

5 de outubro de 2020 – STF, por unanimidade, decide, no âmbito da ADI 5691, referente ao Estado do Espírito Santo, que a inclusão de encargos relativos a inativos da educação (inclusive déficit do regime próprio de previdência) nas despesas com manutenção e desenvolvimento do ensino viola a destinação específica dos arts. 212, caput, da CF e 60 do ADCT, considerando procedente a ADI.

23 de dezembro de 2020 - Sancionada a Lei nº 15.562, LOA 2021, a partir do PL 208/2020, que teve como relator o Dep. Mateus Wesp.

25 de dezembro de 2020 – Sancionada a Lei nº 14.113/2020, que regulamenta o Novo FUNDEB, que reforçou os dois mandamentos constitucionais e ainda conceituou o que é remuneração e efetivo exercício, deixando claro que apenas a contribuição patronal sobre os profissionais da educação básica em efetivo exercício pode ser considerada como parte da remuneração.

14 de junho de 2021 – PGE/RS emite parecer, na contramão da decisão do STF, entendendo que podem ser contabilizadas despesas com aposentadorias como MDE e no limite de 70% do Fundeb para pagamento dos profissionais da educação básica em efetivo exercício.

15 de setembro de 2021 - Eduardo Leite encaminha à Assembleia o PLOA 2022 (PL 295/2021), repetindo a alocação de recursos na Secretaria da Educação para pagamento de inativos sem deixar claro que seria computado para MDE ou FUNDEB, como havia feito no PLOA 2021.

10 de novembro de 2021 - Acórdão nº 2663/2021 – TCU – Plenário, determina que o Estado de Pernambuco não utilize, de forma direta ou indireta, recursos do Fundeb para pagamento de aposentadorias e pensões do regime próprio de previdência do Estado de Pernambuco; e que não contabilize dentro dos gastos computados para manutenção e desenvolvimento do ensino, de forma direta ou indireta, as despesas com aposentadorias e pensões do regime próprio de previdência do Estado de Pernambuco.

06 de dezembro de 2021 - TCE/RS, aprova as contas do governador do Estado de 2020, explicando as mudanças na EC 108/2020, que vigoraria a partir de 2021, e recomendando que adote providências para prevenir em 2021 situações como as apontadas nos autos referente a uso de recursos de MDE para pagamento de aposentadorias e pensões e que implemente medidas corretivas.

21 de dezembro de 2021 - Sancionada a Lei nº 15.771, LOA 2022, a partir do PL 295/2021, que teve como relator o Dep. Mateus Wesp.


Leia, aqui, o resumo da representação de Felipe Pedri contra Eduardo Leite

1 - Foi protocolado há pouco, pelo cidadão Felipe Pedri, representação contra Eduardo Leite no Ministério Público Federal e no Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul diante de indícios robustos de ilícitos praticados na destinação de recursos públicos da Educação;

A denúncia apresentada tem embasamento sólido conforme alerta feito pelo TCE/RS, no âmbito do Parecer das Contas de 2020, ao então Governador Eduardo Leite sobre a impossibilidade de utilização de dinheiro da educação e do FUNDEB para o pagamento de aposentadoria e pensão, a partir de 2021.

A Representação está embasada em jurisprudência pacífica do TCU e do STF que confirma de forma cabal a gravidade dos supostos ilícitos práticos por Eduardo Leite. 

De forma exemplificativa, cita-se trecho do voto da Ministra Carmen Lúcia do STF que proibiu a utilização de verba do FUNDEB  para quaisquer outros gastos públicos, até mesmo proibindo o uso do dinheiro sagrado da Educação para o combate a COVID-19: “[...]Ainda que se reconheça a gravidade da pandemia da Covid-19 e os seus impactos na economia e nas finanças públicas, nada justifica o emprego de verba constitucionalmente vinculada à manutenção e desenvolvimento do ensino básico para fins diversos da que ela se destina.” STF. Plenário. ADI 6490/PI, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 18/2/2022 (Info 1044). 

4 – Destaca-se, ainda, que com a promulgação da Emenda à Constituição Federal nº 108, em 26.8.2020, ficou expressamente consignado na Carta da República de forma absoluta e incontestável que o mínimo constitucional de 25% da educação não poderia ser usurpado e desviado para o pagamento de aposentadoria e pensões (à luz da literalidade do art. 220, §7º, da Magna Carta). 

5 - Também ficou explícito na Constituição Federal o mandamento de que 70% dos recursos do FUNDEB devem obrigatoriamente ser utilizados para o pagamento de profissionais de educação básica em atividade, conforme regra do art. 212-A, XI, da Constituição Federal;

6 – Assim, com base em consulta ao site da Transparência do Estado do Rio Grande do Sul se extrai  elementos de prova de PEDALADAS FISCAIS cometidas pelo então Governador Eduardo Leite:  Mais especificamente os números revelam que do mínimo a ser gasto de 11,2 bilhões para educação, o então Governador desviou 4,3 bilhões em 2021 (conforme Informações contidas no Portal da Transparência, em especial no Balanço Geral do Estado, e na denúncia apresentada ao TCE/RS e ao Ministério Público Federal);

Do montante desviado, destaca-se que deixaram de ser pagos segundo a regra constitucional  1,2 bilhões para o pagamento de profissionais de educação básica em atividade. Logo, os outros 3,1 bilhões foram retirados do ensino das crianças e jovens do Estado.

6 – Em 14.9.2020, o então Governador encaminhou o Projeto de Lei Orçamentária 2021 à Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul em que dispõe de forma literal: “UMA DAS REGRAS do Novo Fundeb é a VEDAÇÃO DO USO DOS RECURSOS  DO FUNDEB PARA O PAGAMENTO DE APOSENTADORIA  E PENSÕES”. Portanto, o próprio Eduardo Leite tinha ciência da proibição constitucional de desvio de recursos da Educação e optou por agir de forma voluntária e consciente no descumprimento de dois artigos da Constituição Federal;

7 – À luz dos elementos fático-probatórios contidos nas peças de representação apresentadas por Felipe Pedri ao Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas do Estado, os referidos Órgãos de Investigação e de Controle irão apreciar a ocorrência de ato de improbidade administrativa, bem como os eventuais crimes de responsabilidade e comuns praticados pelo então Governador;

8 – Por fim, gostaria de fazer um alerta e um pedido ao atual Governador Ranolfo Vieira Júnior, servidor público de reputação ilibada: que providencie o mais rápido possível junto a Assembleia Legislativa uma proposta de alteração da atual Lei Orçamentária, a fim de interromper o desvio de recursos da educação no exercício de 2022 e cumprir a Constituição Federal, evitando o cometimento de eventuais crimes de responsabilidade pela atual Gestão.

Com investimento de R$ 500 milhões, Hyundai inaugura em SP sua primeira fábrica de motores na América Latina

Unidade em Piracicaba contou com apoio da InvestSP e gerou 256 empregos diretos

A montadora sul-coreana Hyundai inaugurou, nesta terça-feira (20), sua primeira fábrica de motores na América Latina. A unidade fica em Piracicaba, cidade do interior paulista a 160 quilômetros da Capital, no mesmo terreno da fábrica de automóveis da empresa. Foram investidos R$ 500 milhões na nova linha de produção, que gerou 256 empregos, ocupa uma área de 17 mil m² e terá capacidade para fabricar pelo menos 70 mil motores por ano.

O projeto contou com apoio da InvestSP (Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade), que assessorou a Hyundai nas questões tributárias relacionadas à implantação da nova unidade. “A InvestSP tem uma excelente e longeva relação com a Hyundai. Apoiamos a empresa na construção da fábrica de veículos em Piracicaba e em projetos de sua modernização. A inauguração da fábrica de motores é um fato a ser comemorado pelo setor automotivo paulista e terá extraordinário impacto no desenvolvimento econômico da região, gerando emprego e renda para a sua população. São Paulo apoia essa nova iniciativa e agradece a confiança da Hyundai” afirmou o presidente da InvestSP, Antonio Imbassahy.

Esta é a primeira fábrica da Hyundai no mundo a introduzir o AMR – um Robô Móvel Autônomo, na sigla em português, que otimiza o transporte de peças dentro dos processos de fabricação. Esse recurso reduz em 50% o espaço necessário para as peças na linha de produção, graças a um sistema completamente integrado que dispensa a necessidade de acúmulo de itens estocados nos setores. Também proporciona melhor flexibilização da linha para a produção de novos produtos, uma vez que o abastecimento se adapta automaticamente às necessidades programadas.

Durante as obras da nova fábrica de motores, a Hyundai adotou ações para reduzir seu impacto no meio ambiente. As iniciativas vão desde o zero descarte de resíduos para aterros sanitários, até o projeto em si, que prioriza iluminação natural ou em LED, captação de água da chuva para reuso e um modelo de construção com vedação termoacústica, que oferece benefícios vitalícios para o ambiente de trabalho adequadamente climatizado.

“Nossa nova planta de motores possui alto nível de automação em seus processos, proporcionando a flexibilidade necessária para adaptar as linhas de produção de forma ágil. Além dos novos postos de trabalho criados, contribuímos positivamente em outras áreas da nossa comunidade local. Trabalhamos em colaboração com universidades e escolas técnicas em programas de estágio e intercâmbio de conhecimento, compartilhando nossas instalações, peças e motores com essas instituições para apoiar o desenvolvimento de estudantes e futuros profissionais”, diz Ken Ramirez, presidente e CEO da Hyundai Motor para o Brasil e as Américas Central e do Sul.

O evento também marcou os 10 anos da operação da montadora no Brasil e em São Paulo. Desde a chegada da empresa a Piracicaba, o investimento total da Hyundai passa de US$ 1 bilhão - o equivalente a mais de R$ 5 bilhões -, com a geração de 23 mil empregos diretos e indiretos. Além da instalação da fábrica de automóveis para a produção do HB20, em 2012, a InvestSP apoiou a empresa, por exemplo, na ampliação da estrutura para a produção do SUV Creta. A unidade de Piracicaba já produziu mais de 1,7 milhão de veículos e tem capacidade para fabricar até 210 mil unidades por ano.

A região de Piracicaba/Campinas é considerada um dos principais polos industriais do estado de São Paulo e do Brasil, com mais de R$ 30 bilhões em investimentos anunciados pela InvestSP. Entre os atrativos para as empresas estão: logística privilegiada, com fácil acesso a rodovias importantes, ao Rodoanel e ao aeroporto de Viracopos; oferta de mão de obra qualificada, com universidades e uma ampla rede de ensino técnico e tecnológico; e apoio à inovação, com diversos hubs e centros de pesquisa.

Mourão participa de Seminário Brasil-Peru em Lima

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, participou, nesta terça-feira, do seminário “Potencial do Comércio Bilateral de Alimentos entre Brasil e Peru", na Embaixada do Brasil em Lima. Em seu discurso a empresários brasileiros e peruanos, o vice-presidente destacou a corrente de comércio bilateral, que alcançou US$ 4,25 bilhões em 2021, um crescimento de 78% em relação ao ano anterior. 

Mourão é candidato ao Senado pelo RS. Ontem a noite, de Lima, participou de live com o deputado Onyx Lorenzoni, candidato ao Piratini.

A seguir, material da Agência Brasil de hoje:

"Os dados disponíveis para 2022 confirmam a tendência de incremento desse intercâmbio. Entre janeiro e agosto deste ano, a corrente comercial alcançou US$ 3,3 bilhões, o que representa um incremento de 21% na comparação com o mesmo período do ano passado. Ou seja, caminhamos para um novo recorde em 2022", afirmou. Mesmo assim, Mourão destacou que, no setor agropecuário, o potencial de crescimento do fluxo comercial ainda é bastante promissor. 


"A produção agroalimentícia é parte dessa expansão, mas há setores que ainda seguem abaixo de seu potencial, como o caso do segmento de proteína animal. O Peru é o 22º importador de carne de frango do Brasil e as importações de carne bovina e suína seguem pouco expressivas. Esse resultado não reflete o potencial de um país vizinho com mais de 30 milhões de habitantes e com o qual mantemos um fluxo comercial dinâmico", observou. 


Mourão também visitou hoje a ExpoAlimentária, a maior feira de alimentos e bebidas da América Latina, com 560 expositores. O Pavilhão Brasil conta com a participação de 13 empresas expositoras, além de outras pequenas e médias que integram o "Espaço da Bioeconomia", onde serão apresentados produtos da biodiversidade brasileira, com destaque a empreendimentos da agricultura familiar.  


O vice-presidente está desde sábado (17) no Peru, onde cumpre agenda oficial. Ontem (19), ele se reuniu com a vice-presidente do país andino, Dina Boluarte, que está exercendo a presidência interina do país enquanto o titular, Pedro Castillo, participa da 77ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA). 


De acordo com a legislação, candidatos não podem assumir o posto de presidente da República nos seis meses anteriores ao pleito. Primeiro na linha sucessória, Hamilton Mourão disputa uma vaga no Senado, pelo Rio Grande do Sul. Por causa disso, ele viajou para fora do país para não precisar assumir à Presidência da República


Quem também está em viagem oficial é o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que é o segundo na linha sucessória. Ele acompanha a comitiva do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia da ONU, em Nova York. Lira disputa a reeleição ao cargo de deputado federal e também poderia ter a candidatura questionada se assumisse interinamente a Presidência, que no momento está sendo exercida pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

terça-feira, 20 de setembro de 2022

Alzheimer: Por que o Brasil deve se preocupar mais com a doença do que a Europa?

Por Julia Marques

Alta da doença deve ser maior em países de média e baixa renda; no Brasil, estimativa é de que casos quase tripliquem até 2050

As projeções para o avanço da doença de Alzheimer colocam o Brasil em um situação desafiadora: o número

de casos de demência pode aumentar muito nas próximas três décadas. E não só aqui. A alta da doença deve

ser maior em países de média e baixa renda, como os demais da América Latina, na comparação com as

nações mais ricas.

Essa tendência acende o alerta para a necessidade de que o Brasil prepare seu sistema de saúde para atender

ao grande contingente de pessoas que precisará de ajuda médica – e seus familiares, que assumem o cuidado.

Também ressalta a importância de estratégias de prevenção para reduzir o volume de pessoas com demência.

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O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa e progressiva. Pessoas diagnosticadas com Alzheimer ou

outras demências passam a ter dificuldades para realizar tarefas cotidianas e deixam de trabalhar. Com custo

global de US$ 1,3 trilhão, as demências são hoje uma das principais causas de incapacidade e dependência

em todo o mundo.

No Brasil, ainda não há clareza sobre o total de pessoas com a doença, mas estima-se que cerca de 2 milhões

vivam com demências – o Alzheimer corresponde à maior parcela. Para 2050, a projeção é de que esse

número chegue a cerca de 6 milhões de pessoas – um aumento de 200%.

O envelhecimento acelerado da população brasileira amplia os desafios. Em países europeus, como na

França, foram cem anos para que a taxa de idosos dobrasse. “No Brasil, está levando só algumas décadas”,

explica Cleusa Ferri, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Por isso, a importância de

ter ações muito rápidas para cuidar das pessoas nessa faixa da vida.”

Em todo o mundo, a previsão é de que os casos de demência passem de 57,4 milhões para 152,8 milhões –

uma alta de 166% – em 2050. A tendência de crescimento é menor do que a média global em países como

Alemanha, Itália e Japão. E maior em outros, como Brasil, Bolívia, Equador, Peru e países africanos. Os

dados fazem parte de uma pesquisa global publicada neste ano na revista Lancet Public Health.

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O aumento e o envelhecimento populacionais são as principais razões para a projeção de crescimento maior

do Alzheimer em países da África e da América Latina. Problemas de baixa escolaridade e hábitos de vida

19/09/2022 22:03 Alzheimer: Por que o Brasil deve se preocupar mais com a doença do que a Europa?

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pouco saudáveis também concorrem para que a incidência de pessoas com demência não caia nessas regiões.

Em países da América do Norte e da Europa, por exemplo, os dados já sugerem uma tendência de redução na

incidência de demência – o que cientistas atribuem ao aumento nos níveis de escolaridade e à maior oferta de

tratamentos para problemas cardiovasculares, uma das principais formas de se prevenir contra o Alzheimer.

Países de alta renda já têm serviços de cuidados para pessoas com demência, como atenção primária e

reabilitação, mais estruturados, segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), do ano

passado. Já as nações de baixa e média renda, como o Brasil, são mais dependentes dos cuidados informais

desempenhados pelos familiares, que muitas vezes têm de deixar suas atividades profissionais, com impactos

à economia.

Envelhecimento acelerado da população brasileira amplia os desafios; Em países europeus, foram cem anos

para que a taxa de idosos dobrasse, no Brasil, está levando 'só algumas décadas', avalia especialista

Envelhecimento acelerado da população brasileira amplia os desafios; Em países europeus, foram cem anos

para que a taxa de idosos dobrasse, no Brasil, está levando 'só algumas décadas', avalia

especialista Foto: Thomas Peter/REUTERS

Início precoce

Em países latino-americanos, a presença associada de demências vasculares e Alzheimer preocupa. “A

prevalência de demência na América Latina é a maior do mundo. E não só é muita gente (com demência),

mas ela começa dez anos antes aqui”, alerta Claudia Suemoto, professora de Geriatria da Faculdade de

Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Entre outros temas, Claudia pesquisa de que modo reduzir os fatores de risco na população brasileira, como

controlar doenças como hipertensão, obesidade e diabete, pode ajudar a evitar casos de Alzheimer e outras

doenças. Uma pesquisa nesse sentido, publicada há dois anos na Lancet, mostrou que 12 fatores de risco

estão ligados a 40% dos casos de demência, incluindo o Alzheimer, em todo o mundo. No Brasil, a

estimativa é de que o potencial de prevenção seja ainda maior.

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Um dos focos, segundo os cientistas, deve ser a escolarização da população. Claudia explica que estudar no

início da vida ajuda a formar o que se chama de “reserva cognitiva”. É como se fosse uma poupança no

cérebro – quanto maior, menor o risco de que os danos ligados ao envelhecimento comprometam as funções

cerebrais.

”Há uma janela de oportunidade incrível para prevenir não só demência como outras doenças mentais”, diz a

pesquisadora. Além da educação formal, explica a especialista, atividades intelectuais como aprender um

novo idioma ou a tocar instrumentos ajudam a formar essa “poupança” de conexões.

Política

Apesar do cenário preocupante para as demências no Brasil, ainda faltam políticas específicas sobre o tema,

na avaliação de especialistas. O Brasil se comprometeu a elaborar um plano sobre o assunto, que ainda não

existe. Um projeto de lei que cria a Política Nacional de Enfrentamento à Doença de Alzheimer está em

debate no Congresso Nacional. Alguns municípios, como São Paulo, já têm planos locais.

“Há países em que isso já está mais avançado, como Costa Rica, Chile. No Brasil e em vários outros países,

isso está no radar, mas não foram tomadas medidas efetivas”, diz Paulo Caramelli, professor da Universidade

Federal de Minas Gerais (UFMG) e membro do conselho consultivo da Sociedade Internacional para o

Avanço da Pesquisa e Tratamento da Doença de Alzheimer.

Falta de dados

Um dos pontos de partida para isso é reconhecer a complexidade da situação brasileira: ainda não se sabe a

exata incidência da doença nem a mortalidade. Há ainda alta subnotificação: pesquisadores estimam que mais de 1 milhão (dos 2 milhões de casos) não tenham sido diagnosticados. Essa situação coloca pacientes e

parentes em um limbo de proteção e cuidados.

Para Cleusa, é preciso educar a população brasileira para o Alzheimer. A falta de conhecimento sobre

demências faz com que, muitas vezes, as perdas de memória sejam vistas como um sinal normal de

envelhecimento – o que não é verdade. A pesquisadora coordena o primeiro mapeamento do Brasil sobre

Alzheimer, financiado pelo Ministério da Saúde, e que deve ser publicado no ano que vem. “É necessário

apoiar a família e oferecer serviços de cuidado a curto e longo prazo.”

O Ministério da Saúde aponta que as demências devem ser entendidas “como uma prioridade em saúde

pública” e destaca iniciativas como um curso para os cuidadores e a elaboração de guias com orientações

para rastreio de demências e transtornos cognitivos leves.

BNDES financiará construção de 11 usinas solares em seis estados e no Distrito Federal

 O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento, no valor de R$ 63 milhões, para implantação de 11 usinas fotovoltaicas (UFV) nos municípios de Planaltina/DF, Riolândia/SP, Cedro/CE, Sentinela do Sul/RS, Ouro Verde/SP, Barra do Jacaré/PR, Macaíba/RN, Itaperuna/RJ, Barretos/SP e José Bonifácio/SP. O projeto de geração de energia elétrica a partir da fonte solar vai fornecer energia limpa, renovável e distribuída geograficamente nos pontos de consumo de empresas conectadas em baixa tensão na rede de distribuição, em quantidade equivalente para atender mais de 27 mil domicílios.

Os recursos, correspondentes a 55% do valor total do projeto (R$ 115 milhões), serão destinados à GreenYellow S.A, por meio de financiamento direto do BNDES, estruturado em Project Finance. As UFVs utilizarão sistemas de geração de alta eficiência, compostos por módulos fotovoltaicos bifaciais e estruturas de fixação móveis (trackers) , somando uma potência instalada total de 19,2 MW e potência de pico de 27,6 MWp. As usinas entram em operação já nos próximos meses, com conclusão até 2023.

O apoio do BNDES também se mostra alinhado ao Plano Nacional sobre Mudança do Clima, que é uma iniciativa para desenvolvimento de ações de mitigação de impacto climático no Brasil e de redução das emissões de gases de efeito estufa, contribuindo com a redução de 88 mil toneladas de CO2 equivalentes ao longo dos 25 anos de vida útil do Projeto.

Cliente - A GreenYellow é uma empresa de origem francesa com atuação nas áreas de eficiência energética, geração solar, comercialização de energia e soluções digitais. A companhia tem operações em 16 países e possui um portfólio de eficiência energética com mais de 2.650 projetos implementados em todo o mundo, sendo mais de 1.000 deles no Brasil, onde opera desde 2013. Em geração solar, possui mais de 60 usinas em construção ou operação, somando 150 MWp de potência instalada. Mais informações em http://www.greenyellow.com.br/.


Artigo, Renato Sant'Ana - A sensibilidade fake do candidato

"Se Lula é operário, então Silvio Santos é camelô", diz G. H. Buchmann. Foi o que pensei, quando Lula, na propaganda política, veio com a lorota de que já sentiu a sensação de estar desempregado e que, por isso, compreende quem está passando por esse drama.

Desde 1972 (há 50 anos), Lula não precisa ralar para ganhar a vida. Ele tinha 27 quando virou sindicalista para viver sustentado pelos outros. Mas o pior é o que conta Romeu Tuma Junior em seu livro "Assassinato de reputações - um crime de Estado" (ed. Topbooks): no sindicato, Lula fazia jogo duplo, mentindo aos trabalhadores e favorecendo os patrões.

"Lula era o nosso melhor informante (...) nos prestava informações muito valiosas: sobre as datas e locais de reuniões sindicais, quando haveria greve, onde o patrimônio das multinacionais poderia estar em risco por conta dessas paralisações. (...) combinava as greves com empresários e avisava o DOPS. Muitas (...) eram para aumentar o valor de venda dos veículos (...) 'vamos repassar aos preços dos carros o aumento de salário obtido pela categoria que Lula comanda'", escreve Tuma.

José Nêumanne Pinto, em "O que Sei de Lula" (Ed. Topbooks), revela o que o próprio Lula contou: em sua curta vida laboral, para levar vantagens pessoais (leia-se "dinheiro"), Lula prestou-se a delatar (palavras dele) "camaradas menos aptos". Foi sempre uma vida de trairagem.

E qual é a dele agora querendo passar-se por pessoa sensível? Ora, essa empatia fake é para o eleitor esquecer que os 14 anos de PT no governo culminaram com a maior recessão da história do país e mais de 15 milhões de desempregados (nem a pandemia desempregou tanta gente!).

 

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.



Paulo Guedes fala na Guaíba

 Numa entrevista prevista para 20 minutos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, acaboufalando por 50 minutos, ontem, no programa "Boa Tarde, Brasil", da Rádio Guaíba.

"E só parou porque o programa acabou", disse ao editor, ontem a noite, o âncora do programa, o jornalista Júlio Ribeiro.

O ministro disse que o ciclo de alta de juros no Brasil está perto do fim. Ele afirmou que o recuo da inflação deve fazer as taxas caírem em 2023, beneficiando o setor produtivo.

- Como o nosso Banco Central já subiu juros desde o ano passado, este ano deve estar se completando o processo de alta. Daqui para a frente, à medida que a economia vai avançando e a inflação vai cedendo, mesmo com algum grau de resistência, o que vamos observar para o ano que vem possivelmente são os juros descendo.

De acordo com Guedes, a situação fiscal do país está consolidada, com a arrecadação crescendo mesmo com as desonerações promovidas neste ano. Ele reiterou que a política monetária brasileira está à frente de outros países, com o Brasil tendo aumentado os juros antes do resto do mundo e com a possibilidade de começar a diminuir as taxas antes dos demais países.

O ministro reafirmou que a gestão atual trabalha com uma taxa de equilíbrio que inclua juros mais baixos e câmbio de equilíbrio mais alto. Para ele, a manutenção do dólar acima de R$ 5 é mais realista no médio prazo. “A taxa de câmbio é mais realista agora. Com a política fiscal mais forte, o juro neutro é mais baixo e o câmbio de equilíbrio é mais alto. Todo bom economista sabe disso e reconhece isso”, afirmou.

IPI

Segundo o ministro, o dólar mais alto e a desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) ajudarão a indústria daqui para a frente. “Essas duas lâminas que cortavam a indústria, juros altos e câmbio subvalorizado, já foram removidas. Agora estamos atacando a ferramenta de desindustrialização em massa que é o IPI. Cortamos 35% das alíquotas”, disse.

Guedes declarou ainda que uma eventual reforma permitirá ao Brasil tributar dividendos e corrigir a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física. Em relação ao Mercosul, o ministro afirmou que a redução da Tarifa Externa Comum está congelada até que outros impostos sejam reduzidos. Acrescentou que o governo está comprometido com a proteção da indústria brasileira no fechamento de novos acordos comerciais.

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Afinal de contas, quem garante Bolsonaro ?

Dica do editor - Vá conhecer "Alice no País das Maravilhas", Bourbon Shopping Wallig, Porto Alegre

 Inspirado na obra infantil que conta a história de Alice em um mundo extraordinário, o Bourbon Shopping Wallig recebe a arena recreativa Alice no País das Maravilhas. A atração, que fica no empreendimento de 17 de setembro a 02 de outubro, apresenta um circuito de brincadeiras no qual as crianças poderão se divertir em um labirinto, uma piscina de bolinhas, um castelo de cartas que trará experiências sensoriais, uma mesa de chá onde poderão desenhar e colorir, além de tirar fotos em uma fechadura gigante. Todas as atividades remetem a personagens ou a situações da história deste que é um dos maiores clássicos da literatura mundial. A fechadura gigante, por exemplo, faz alusão ao momento em que Alice toma uma poção do encolhimento e acaba ficando tão pequena a ponto de poder atravessar pela fechadura de uma porta.  

  

Escrito por Lewis Carroll, o livro, que leva o nome original de As Aventuras de Alice no País das Maravilhas, foi publicado em 1865 e desde então vem conquistando leitores. Na obra, Alice acaba entrando neste lugar mágico, o País das Maravilhas, e lá se transforma, vive aventuras e é confrontada com o absurdo, questionando tudo o que aprendeu até ali. Na história, a menina encontra personagens que despertam sua inquietação, como o Coelho Branco, a Lagarta, o Gato de Cheshire, o Chapeleiro Maluco e a Rainha de Copas. 


A arena Alice no País das Maravilhas está seguindo um roteiro por alguns dos shoppings da rede Bourbon. A atração esteve, até a última semana, no Bourbon Shopping San Pellegrino, em Caxias do Sul, e, após encerrar o calendário em Porto Alegre, segue para o Bourbon Shopping São Paulo.

  

A atração é voltada para as crianças de um a 12 anos, que entram na arena em grupos de 10 pessoas, de acordo com ordem de chegada. O horário de funcionamento é de segunda-feira a domingo, das 14h às 20h. É obrigatória a presença de um responsável maior de 18 anos durante toda a participação da criança no evento. 

  

Serviço:  

Alice no País das Maravilhas  

Bourbon Shopping Wallig – 2° andar 

Av. Assis Brasil, 2611 - Cristo Redentor, Porto Alegre

Valor: Gratuito  

De 17 de setembro a 02 de outubro, de segunda-feira a domingo, das 14h às 20h  


Wine South America 2022 sairá em Bento, dia 21

Após dois anos sem edições por conta da pandemia, será realizado entre os dias 21 e 23 de setembro o Wine South America 2022, o maior evento de vinhos da América do Sul, na cidade de Bento Gonçalves, umas das mecas de produção de vinhos no Brasil.

O evento reunirá mais de 6.600 compradores de 22 países, com cerca de 300 expositores vindos do mundo todo, em um evento destinado para grandes players da vinicultura sul-americana e mundial, e a expectativa é de mais de 20 milhões de reais em negócios fomentados na feira.

Além de expositores com seus produtos, o evento conta com Masterclasses, mesas redondas conduzidas por experts do mundo dos vinhos, os quais abordarão temas como o mercado de vinhos, papel das redes sociais no mundo da viticultura e, é claro, muita degustação de vinho. 

“Como a última edição do Wine South America foi em 2019, tem muita coisa nova para ser vista e muito networking para ser firmado, pois o mercado de vinhos no Brasil e no mundo cresceu muito nesse período”, explica Jonas Martins, gerente da MMV, importadora de vinhos da cidade de Curitiba, que estará presente no evento.

A expectativa para a participação da MMV no evento é muito grande, afirma Martins. Essa será a primeira vez que a importadora terá um stand para a exposição de seus produtos. Em 2019, a empresa esteve presente como visitante e, mesmo assim, teve a chance de conhecer um dos produtores que, posteriormente, tornaram-se importadores no Brasil: a vinícola Bodega CarinaE.

Este ano, o principal objetivo da MMV é conhecer novos clientes, como bares, restaurantes e lojas de varejos, os quais possam ter os produtos exclusivos que a importadora traz para o Brasil. Assim, a MMV levará amostras de todo o “arsenal” de vinhos que compõem seu portfólio. Atualmente, a empresa trabalha com vinícolas do Brasil, Chile, Argentina, Uruguai, Itália e Portugal, com centenas de rótulos e tipos de vinhos que vão de opções mais “em conta”, porém com qualidade, até vinhos mais refinados e exclusivos.

Para poder reforçar o time, estarão presentes no stand da empresa dois produtores. Um deles é Carlos Meza, da vinícola La Prometida, localizada em Cauquenes, no Maule, ao sul do Chile, que produz vinhos como os cheios de personalidade intensos e extremamente marcantes, que definem o terroir e característica das uvas que formam a linha Revoltosa.

Outro participante será Manuel Valdez, da vinícola Cinco Sentidos, localizada em Palmira, Mendoza, na Argentina. Esse é o parceiro de longa data da MMV, que há 17 anos traz vinhos da Cinco Sentidos para o Brasil, marcados pelos aromas requintados e tons cativantes. Vinhos francos e verdadeiros, fornecidos com a expressão do terroir.

 

Ainda, Martins diz que a Wine South America também é uma grande chance para conhecer outros produtores do mundo todo. A MMV tem como essência sempre buscar produtores de menor porte e que produzam vinhos exclusivos, especialmente respeitando o processo, a excelência de produção e a paixão pela viticultura.

O evento é destinado especialmente aos profissionais de vinhos, mas existe a possibilidade de adquirir ingressos no site do evento, com preços que variam de 150 a 800 reais (para os 3 dias de evento).

Serviço

A Wine South America 2022: https://www.winesa.com.br/

Data: 21 a 23 de setembro

Horário:  das 14 às 21h, com acesso até as 20h

Local: FUNDAPARQUE em Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul

MMV: Stand n.º 91

Proibida a entrada de menores de 18 anos, mesmo que acompanhados


Conheça cinco dicas para uma boa escolha de carreira

Tomar um caminho equivocado pode trazer consequências sérias, inclusive de conflitos psicológicos e emocionais

A escolha da carreira profissional mudou consideravelmente nos últimos 30 anos, especialmente porque, desde então, é a pessoa quem decide qual trilha deseja seguir e não mais a empresa que traçava um plano de evolução profissional. E com o processo de digitalização, surgiram inúmeras possibilidades. Entretanto, não se pode garantir que uma escolha, por mais consciente que seja, será um sucesso total e inequívoco do indivíduo, uma vez que existem muitos elementos agregados a isso. 

De acordo com Juliaine Cunha, coordenadora comercial do software de recrutamento e seleção da abler, startup que tem como propósito conectar empresas e candidatos, é importante avaliar a escolha de carreira sob vários vieses e não apenas o financeiro ou exclusivamente o emocional. “Por isso, uma boa pesquisa e uma avaliação cumulativa de todas as variáveis disponíveis são importantes para que a tomada de decisão seja a mais acertada possível”, comenta.

Para quem está ingressando na universidade, a especialista separou cinco dicas básicas para acertar na carreira

Quando falamos sobre carreira, é importante esclarecer que estamos vivendo um período extremamente volátil em termos de mercado. Nunca tivemos um ritmo tão rápido de defasagem de algumas posições de trabalho e de criação de outras. Por isso, a primeira dica é que a pessoa avalie quais são as perspectivas de mercado para o curso escolhido;

É sempre uma boa ideia conversar com profissionais e estudantes da mesma área, para buscar compreender como as coisas funcionam na prática e se aquilo faz sentido para a sua trajetória;

Outro ponto a se considerar é que os mesmos cursos podem prover resultados bem diferentes, a depender da instituição. Então é importante pesquisar sobre o conceito daquela graduação na universidade visada. Nada disso fornece garantia, mas é uma segurança a mais;

Há questões pessoais que também precisam ser avaliadas em paralelo aos pré-requisitos daquela carreira. Por exemplo, existem carreiras que dependem inequivocamente de viagens constantes; outras, de plantões em horários não convencionais. É preciso avaliar se a pessoa está disposta a se adaptar ao que o caminho profissional lhe exigirá;

Por fim, e não menos importante, buscar autoconhecimento. As dicas anteriores foram voltadas a critérios externos mas, para que uma pessoa possa avaliar se uma escolha faz sentido para a sua vida, é indispensável que conheça a si mesma, suas características, seus valores e seus objetivos.

Os aspectos que fazem saber se está no caminho certo ou não variam de pessoa para pessoa. Inclusive elas podem ter propósitos diferentes ao longo da vida. De qualquer forma, consultar um profissional certificado que ajude a conduzir testes vocacionais de acordo com certos critérios e objetivos traçados pode ajudar muito.

É preciso ter cuidado, no entanto, com testes rápidos e de fácil aplicação por conta própria. “Uma pessoa não consegue separar integralmente o seu lado pessoal do profissional. Sendo assim, inevitavelmente haverá um conflito emocional e psicológico muito grande com uma escolha equivocada, que pode até mesmo levar a quadros como burnout e depressão, por exemplo”, comenta. 

Ainda assim, é preciso também manter os pés no chão e entender como a vocação pode estar alinhada às tendências do mercado. Isso se consegue com muita pesquisa. O lado positivo é que vivemos com acesso fácil a todo tipo de informação e estudos. Vale também buscar as vagas frequentes que as grandes empresas da área divulgam, para se ter uma ideia de como anda o mercado no segmento. 

Sobre a abler

Por quase dez anos, os fundadores atuaram no setor de recursos humanos. Essa bagagem trouxe experiências, vivências e principalmente, um olhar tecnológico sobre as dores do setor. No ano de 2016, a inconformidade com as necessidades da área de RH os impulsionou a iniciar a criação da abler, desenhando um software de recrutamento e seleção olhando para as maiores dores da área. Nestes quatro anos, a abler já conquistou mais de 300 clientes por todo o Brasil e mais de 55 mil vagas já foram fechadas pela plataforma, conquistando um tempo médio de 15 dias para o fechamento de vagas. Hoje, o software disponibiliza um banco de talentos mais completo, sendo mais de 4 milhões de profissionais cadastrados.

Sobre Juliaine Cunha

Graduada em Direito pela UFPel, possui MBA em Liderança e Gestão de Pessoas, pela PUCRS. Atua como Gestora Comercial desde 2019, tendo mais de cinco anos de experiência na área de vendas. Entusiasta por pessoas e processos, acredita que um negócio de sucesso vem a partir do resultado dessas duas forças unidas. Sempre se interessou e trabalhou indiretamente com Recrutamento e Seleção. Ingressou na abler em 2021, liderando a interface de novos negócios.



Artigo, Cláudia Woellner Pereira - Mais Mulheres na Política

- A autora é tradutora e redatora

A Justiça Eleitoral reeditou a campanha “Mais Mulheres na Política”. 

Uma voz de mulher diz: "(...) Chega! É hora de ocupar o nosso lugar. Mais mulheres na política! (...) A gente pode, o Brasil precisa! (...)". 

Palavras e conceitos têm sido usados como armas no Brasil. 

Nada de novo na estratégia: Winston Churchill foi à guerra com palavras! A intenção dele era combater o mal. Liderou uma tremenda campanha contra o inimigo. 

Aqui, as palavras têm funcionado como canto de sereia: feitiço, com pegada romântica, para dar cara de verdade a mentiras, aparência de bem ao mal, com a predeterminação de criar inimigos onde não existem e, assim, roubar-lhes a força. 

Qual o resultado no exercício da política ao se jogar mulheres contra homens e vice-versa?

O fato de haver  “mais mulheres” na política vai expurgar o lixo da máquina pública?  

A mulher vai lavar as instâncias do poder com honradez, competência, defesa imparcial dos interesses do povo, de clareza para o desenho e execução do Projeto de Identidade Nacional?

 Chegue bem perto para ouvir um sussurro: as mulheres não são perfeitas! O feminino não é sinônimo de virtude! Há péssimos exemplos femininos na política brasileira! 

As mulheres precisam ocupar seu lugar e aumentar sua participação no poder? 

O Brasil precisa de gente séria e responsável: as mulheres são livres para participar dos processos decisórios da Nação! Não se trata de ocupar lugar de forma egocêntrica, movidas por uma bandeira ideológica identitária. Não é jogo de poder entre homens e mulheres! Não são cotas! Trata-se do destino do nosso povo e das suas necessidades! 

Ganhar espaço sob alegação de  vítimas? 

Vamos crescer, mulheres! 

Gerar, educar, preparar homens e mulheres inteiros e decentes para as responsabilidades pessoais e sociais é o maior de todos os poderes. Inclusive o de formar homens e mulheres que conhecem o valor indispensável da parceria entre eles! 

Isso tem estado nas mãos das mulheres! Que tipo de gente temos entregado ao Brasil?


Cláudia Woellner Pereira, tradutora e redatora


Responda isto STF, Marcus Vinicius Gravina

 Advogado


As Emendas Parlamentares do orçamento da União ganharam um rival nas artimanhas eleitorais, em buscas ou compras dissimuladas de votos. Trata-se da contratação de Instituto de Pesquisa por certos órgãos da mídia. 

Sobre as emendas parlamentares, uma delas ganhou destaque e até nome próprio de “orçamento secreto”. Está presente na campanha eleitoral como sendo o expediente favorável de suposta criação de um candidato a presidente, por regalar políticos  dos chamados “partidos do centrão”, seus aliados e oportunistas do momento

No entanto, todos calam diante das outras emendas sanguessugas individuais,  coletivas e as de bancadas que violam o Princípio da Igualdade, que segundo a Ministra do STF, Rosa Weber  “privilegia certos congressistas em detrimentos de outros e põe em risco o sistema democrático”. 

Todas as “emendas caça-votos ” merecem o mesmo destino. Falo das suas extinções. O papel do Congresso deveria se restringir em legislar, fiscalizar e votar o orçamento da União. Verba pública em mãos de deputados e senadores para distribuição é fonte à malversação e privilégios, que realmente ferem o Princípio da Igualdade.

É  comum e tolerada esta distorção que admite a intromissão de membros de  um Poder da República sobre a competência do outro. Nas campanhas eleitorais certos setores da sociedade indicam os seus candidatos conforme as destinações de verbas recebidas pelos seus municípios, entidades ou que tenham potencial para fazer isto se eleitos. Ignoram as demais atribuições dos legisladores como a fiscalização dos atos da administração pública, relegadas a um segundo plano, ou a nenhum.  Não precisamos de despachantes em Brasília. Enquanto isto, nossas liberdades constitucionais correm riscos e   Votos estão sendo comprados com dinheiro público distribuído por deputados em seus redutos eleitorais.

E, o que isto tem a ver com a contratação de Instituto de Pesquisa?  

O mesmo, o desequilíbrio do Princípio da Igualdade a serviço escancarado do outro candidato presidencial. A campanha deste outro candidato vem sendo sustentada, por interesse privado de uma concessionária de serviço público federal através da contratação de institutos de pesquisas conhecidos, por errarem em seus resultados em outros pleitos.

Mas isto, realmente, não importa se os percentuais favoráveis ao Lula continuarem sendo inflados acima dos do Bolsonaro até o dia da eleição. 

Saberemos se as fortes suspeitas de falhas ou direcionamentos dos resultados das pesquisas foram maquiavelicamente arquitetados, depois da contagem dos votos por outro instrumento sem consenso de sua correção por parcela apreciável do povo: contagem secreta dos resultados da urnas.

O que não é mais duvidosa é a parcialidade da TV Globo, que utiliza o resultado das pesquisas em seus principais programas de noticiais e debates, fora do horário político gratuito, para divulgar ardorosamente as pesquisas contratadas por ela, cujo o custo nunca foi revelado. Isto é, dinheiro dissimulado para campanha.  

A importância deste fato é diretamente proporcional à manifesta oposição, animosidade e a sua crítica pública ao candidato Bolsonaro, que por sua vez, a tem como inimiga. Não fosse isto, divulgaria, imparcialmente o resultado de outras pesquisas com resultados favoráveis ao seu desafeto. É condenável o fato de uma prestadora de serviço público concedido, divulgar somente a pesquisa comprada por ela, sem considerar o interesse público em conhecer as outras depositadas no STE. 

As razões para isto podem estar em obrigações financeiras/fiscais não cumpridas perante o fisco e a perda de veiculação de publicidade paga pelo Governo Federal e seus órgãos da administração. Assunto fundamental a ser resolvido antes da prorrogação do contrato de concessão que vencerá neste ano. Estamos de olho no Congresso Nacional a quem cabe autorizar a prorrogação do contrato, desde que o processo administrativo confirme o pagamento das dívidas fiscais de todas as concessionárias que terão vencidos os demais contratos de concessões similares. 

Certamente, se o candidato vencedor for o outro tudo estará solucionado. É provável até que seja recepcionada pelo BNDES, com as mesmas facilidades concedidas à Venezuela, Cuba, Argentina Uruguai e de outros países Africanos. 

A contratação de Instituto de Pesquisa pela Globo e outras concessionárias consorciadas e a forma repetitiva como vêm sendo utilizados os resultados e os comentários feitos - sem divulgação das pesquisas de outros Institutos - devem ser julgados pelo TSE, pelo prisma do abuso do poder econômico, com o mesmo rigor que mandou apreender e alterar o tamanho das letras em propaganda impressa de conhecido candidato do  Estado do Paraná.  

Respeito aos cidadão brasileiros!

Caxias do Sul, 19.09.22    

 

TCU vai checar resultado de 4.161 urnas no primeiro turno das eleições

O Tribunal de Contas da União (TCU) vai conferir a integridades dos boletins impressos emitidos por uma amostra de 4.161 urnas após a votação, em 2 de outubro, anunciou o órgão.


O boletim de urna funciona como uma espécie de extrato com todos os votos que foram digitados no equipamento. Ao final da votação, ele é impresso pela Justiça Eleitoral e disponibilizado para conferência por partidos, candidatos e eleitores.


Por meio do boletim de urna, é possível saber quantos votos recebeu cada candidato, partido ou coligação por meio de cada equipamento, que emite cinco vias do documento, cada uma com o QR Code que identifica a urna e confere a autenticidade dos dados.  


Dessa maneira, ao somar os números impressos em cada boletim de cada urna, chegaria-se ao mesmo resultado da totalização oficial feita por meio eletrônico pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Diferentes instituições, como por exemplo as Forças Armadas, estão interessadas em fazer essa verificação em uma amostra das cerca de 500 mil urnas utilizadas nas Eleições 2022

domingo, 18 de setembro de 2022

Covid-19 amplia risco de trombose?

Dois anos e meio após o início da pandemia de Covid-19no mundo, as sequelas ainda são investigadas. A trombose é uma delas. O coordenador da Cirurgia Vascular do Hospital Moinhos de Vento, Dr. Sharbel Mahfuz Boustany, reconhece que os pacientes com Covid realmente apresentam um risco elevado para a doença. Dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) confirmam essa análise. Um levantamento realizado pela entidade demonstrou que 39% dos 470 médicos angiologistas e cirurgiões vasculares entrevistados tiveram ao menos um paciente com trombose venosa ou embolia que havia testado positivo para o novo coronavírus.

Mas o que é a trombose?

De acordo com o especialista, a trombose é a formação de um coágulo dentro de um vaso sanguíneo, que obstrui ou dificulta a circulação neste vaso. Fique atento, pois o assunto é sério. A Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia (SBTH) estima que cerca de 200 mil habitantes são atingidos por trombose anualmente. Para lembrar a gravidade, foi instituído, em 2012, o Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose, em 16 de setembro.

Quais são os sintomas?

Segundo o Dr. Sharbel Mahfuz Boustany, os sintomas variam de acordo com o vaso sanguíneo atingido. “Os locais mais acometidos costumam ser as veias das pernas. Nessa região, chamamos de trombose venosa profunda e os principais sintomas são edema, dor, vermelhidão e sensação de peso na perna”, observa. “Em algumas situações, esses trombos formados nas veias das pernas podem se soltar e migrar para os pulmões, obstruindo a circulação pulmonar. Esse quadro clínico é chamado de embolia pulmonar e é a mais temida das complicações. Causa falta de ar, queda da pressão, podendo levar a uma parada cardíaca e à morte subsequente”, adverte o médico.

O que pode desencadear a trombose?

Existem situações que aumentam o risco de trombose. O coordenador da Cirurgia Vascular lembra que algumas delas são o tabagismo, câncer, infecções, cirurgias, uso de hormônios, gestação, pacientes acamados e doenças genéticas do sangue, que predispõem à trombose (trombofilias). 

Qual especialista procurar?

Caso sinta algum desconforto, procure imediatamente atendimento médico, na Emergência. Posteriormente, dependendo do caso, você será encaminhado a outro especialista. “Se a trombose acometer uma artéria cerebral, causando um AVC, o encaminhamento será ao Neurologista. Se prejudicar as artérias coronárias, podendo causar infarto agudo do miocárdio, o profissional em questão é o Cardiologista. No caso de ocorrer um entupimento de artérias ou veias dos braços e das pernas, o Cirurgião Vascular deve ser consultado. Nas situações em que há trombofilia associada, o hematologista deverá fazer uma avaliação, independente do local atingido”, recomenda.

“No caso da trombose venosa profunda, que costuma ser a mais comum, o tratamento é feito com anticoagulantes para evitar que ela aumente ou migre para o pulmão. Em casos específicos, pode-se usar medicações potentes liberadas dentro das veias através de cateteres que dissolvem os coágulos de forma muito rápida”, ressalta Dr. Sharbel Mahfuz Boustany.

Quais são as principais sequelas?

As sequelas da trombose venosa profunda são o inchaço crônico da perna, dores, varizes e, em alguns casos avançados, feridas nas pernas (úlceras varicosas). Em geral, são de difícil resolução. Os tratamentos costumam ser paliativos e consistem em uso de meias elásticas e cirurgias para tratamento das varizes e das úlceras varicosas.

Portanto, fique atento. Sempre que observar algum sintoma, busque atendimento médico. O Hospital Moinhos de Vento tem especialistas habilitados para recomendar o tratamento mais adequado. Mais informações pelo telefone (51) 3314-3300 ou (51) 3314-3434 para agendamento de consultas e exames.


Fonte: Dr. Sharbel Mahfuz Boustany (CRM 22840), coordenador da Cirurgia Vascular do Hospital Moinhos de Vento.



 

Saiba como a Jovem Pan aderiu ao bolsonarismo

 O jornal Folha de S. Paulo de hoje publica longa reportagem para explicar por que razão e como aconteceu a mudança de inflexão editorial da Jovem Pan, que aderiu ao bolsonarismo, mantendo alto grau de profissionalismo e fazendo contraponto à mídia tradicional amestrada que combate selvagemente o governo, no caso jornais como Zero Hora, Estadão e a própria Folha.

Leia tudo:

O ano de 2014 marca o começo da mudança na rádio paulistana. Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, assumiu o comando do grupo no lugar do pai, e a empresa estreou o Pingos nos Is.


O programa era apresentado pelo jornalista Reinaldo Azevedo, colunista da Folha. O sucesso veio rapidamente, e, em outubro de 2014, a audiência chegou a 87 mil ouvintes por minuto na Grande SP, levando o programa ao topo. O ponto de inflexão no rádio, plataforma-mãe do grupo, foi em 2015, quando passou a galgar postos na pesquisa de audiência do segmento, feita pela Kantar Ibope.


Reinaldo deixou a bancada em 2017, após a Procuradora-Geral da República divulgar conversas dele com Andrea Neves, irmã do então senador Aécio Neves (PSDB). Antes de sua saída, a emissora já havia pulado do terceiro para o primeiro lugar no setor de notícias em São Paulo, posição que mantém até hoje.


Às 18h, horário nobre do rádio, na faixa ocupada pelo Pingos nos Is, a Jovem Pan ultrapassa os 100 mil ouvintes por minuto, 40% a mais do que a segunda colocada, a CBN, do Grupo Globo. São 2,8 milhões de pessoas na capital paulista por mês, também segundo a Kantar Ibope. 

sábado, 17 de setembro de 2022

Saiba o que há de errado com as pesquisas eleitorais

 

Cientista político Paulo Moura defende CPI sobre Pesquisas Eleitorais. Veja o vídeo.

 

Artigo, Guilherme Baumhardt, Correio do Povo - Que vergonha

 Entre tantas frases ditas por Roberto Campos (e outras tantas atribuídas a ele), tenho especial predileção por uma delas: “É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar: bons cachês em moeda forte, ausência de censura e consumismo burguês. São os filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola”.


Na semana que passou, uma cantoria (chata) de alguns artistas (?) nacionais foi parar nas redes. Um videoclipe digno de propaganda soviética mostra músicos e cantores falando sobre o Brasil Maravilha, um país que só é possível com a volta do ex-condenado ao poder. Se você não se cuidar corre o risco de soltar uma lágrima. É tocante. É emocionante. E pasmem, leitores: eles resgatam, inclusive, a bandeira e as cores brasileiras, associando-as a quem sempre adorou o vermelho, a foice e o martelo. Sim, uma eleição é capaz de produzir milagres.


Voltando à frase de Roberto Campos. Fidel Castro morreu, os cachês hoje não são mais acertados em dólar (graças ao Plano Real) e, apesar da narrativa de que o atual presidente é um genocida, fascista, ortopedista, dentista, taxista e taxidermista, a liberdade vigora no país – ao menos no que diz respeito ao poder executivo. Sobre o STF, não podemos dizer o mesmo. Ou seja, décadas depois da maravilhosa frase de Roberto Campos, o nosso pessoal continua com sua libidinosa relação com o refrigerante que é ícone do capitalismo.


Em 2018, diante da iminente eleição de Jair Bolsonaro, muitos foram até o guarda-roupas e tiraram de lá o velho fantasma empoeirado da ditadura. Para essa turma, com a eleição de JB voltaríamos aos tempos de AI-5, da censura, da supressão das liberdades individuais, das liberdades artísticas. O tempo mostrou que não passava de groselha, coisa de quem usou substâncias ou talvez viva em uma realidade paralela.


O que assistimos, de fato, foi ao desespero do establishment. Bancos que gozavam do oligopólio perceberam que os dias de moleza estavam próximos do fim. Micro e pequenos empresários, que precisavam do carimbo e da bênção do Estado (no seu sentido mais amplo), agora podem tocar suas vidas, gerar emprego e renda sem a necessidade do amém do governante de plantão. E os artistas?


Bem, essa turma viu secar uma teta. Uma gorda teta. Acredite se quiser, no Brasil, o dinheiro do pagador de impostos (que poderia ser utilizado para obras de infraestrutura ou investimentos em segurança, por exemplo) foi canalizado para bancar espetáculo internacional com ingresso custando o equivalente a um salário-mínimo. Inauguramos a era do “empreendedorismo de risco zero”. Se lotar, ótimo. Se não lotar, as contas (total ou parcialmente) estão pagas. Aliás, meu reconhecimento às empresas (produtoras de eventos) que não faziam uso da lei de incentivo para este fim.


Sobre liberdades. Não se tem notícia de um show daquele cantor Sandy Jr. (ou é uma dupla?) que tenha sido vetado por Bolsonaro. Não se sabe de alguma letra ou música de Chitãozinho e Xororó que tenha sido alvo de censura. Gilberto Gil segue sendo o esquerdista/petista que sempre foi. Não foi preso, não precisou ir para o exílio e nem teve jipe do Exército batendo na sua porta. Caetano Veloso fala abertamente que votará em Ciro Gomes, nossa eterna fonte de humanismo, ponderação, racionalidade e razoabilidade.


Se não assistimos a uma truculência bolsonarista contra as liberdades, o que vimos foi a Suprema Corte do país impor aos cidadãos (alguns, inclusive, protegidos pela imunidade parlamentar) a maior mordaça já vista. E, quanto a isso, o grosso da nossa classe artística, sempre tão estimada, valorosa e corajosa, não deu um pio sequer. Pior, querem que você acredite que a solução dos nossos problemas é colocar de volta no Palácio do Planalto o sujeito que quebrou o país, junto do seu poste, Dilma Rousseff.


Para entender a cantoria (ou choro) dos artistas nacionais vermelhos, além de Roberto Campos, é prudente relembrar também a frase vinda a público no escândalo Watergate, nos Estados Unidos: “Follow the Money”. Ou, em bom português, siga o dinheiro.


O engajamento político de artistas recomenda cautela. Como hoje resolvi citar frases, lembro de Millôr Fernandes, falando sobre Chico Buarque (outro vermelho): “Eu desconfio de todo idealista que lucra com o seu ideal”. Vale para Chico Buarque. E vale para todos aqueles que receberam gordas indenizações do pagador de impostos brasileiro, por terem participado da luta armada. Como dizia Millôr: “Não era ideologia, era investimento”.


Se aqueles que gravaram o clipe enaltecendo o ex-condenado querem nele votar, são livres para isso (mais uma prova de que não há ditadura bolsonarista vigente no Brasil). Só não me chamem de burro ou otário. De gente assim eu prefiro manter distância. De gente como Millôr e Roberto Campos eu sinto saudade.

STF revoga decisão para manter decreto que reduziu IPI

 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou hoje (16) sua própria liminar que suspendeu a redução das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). 


Na decisão, Moraes entendeu que o novo decreto editado pelo Ministério da Economia após a decisão garantiu a redução do IPI para todo o país e preservou a tributação dos produtos da Zona Franca de Manaus. Dessa forma, segundo o ministro, a liminar perdeu a urgência. 


No dia 24 de agosto, o novo decreto do Executivo restaurou as alíquotas do imposto sobre 109 produtos fabricados em Manaus. 


Desde o início do ano, o governo tem desonerado o IPI em todo o país como medida de estímulo à economia. Em fevereiro, o corte tinha sido de 25%, mas foi ampliado para 35% em maio. Essa ampliação criou atritos entre o governo e os empresários da Zona Franca de Manaus. 


Em nota, o Ministério da Economia declarou que a decisão permite conciliar a reindustrialização do país e a proteção da Zona Franca de Manaus. 

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Gol admite propina e assina acordo para pagar US$ 41,5 milhões em multas nos EUA e no Brasil

Empresa pagou US$ 3,8 milhões (R$ 20 milhões) em subornos no Brasil, para aprovar leis entre 2012 e 2013, segundo o Departamento de Justiça americano, segundo reporragem de hoje de Lucas Sampaio, da Infomoney.

Leia tudo:

A companhia aérea Gol (GOLL4) fechou acordo para pagar US$ 41,5 milhões (cerca de R$ 218 milhões na cotação atual) para encerrar investigações de suborno a autoridades no Brasil e nos Estados Unidos, informaram o Departamento de Justiça americano (DoJ), a própria empresa e autoridades brasileiras nesta quinta-feira (15).

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, a empresa admitiu ter pagado cerca de US$ 3,8 milhões (R$ 20 milhões) em propina no Brasil, entre 2012 e 2013, para garantir a aprovação de leis favoráveis ​​à empresa. A autoridade americana diz também que as mudanças beneficiaram financeiramente não só a Gol, mas também outras companhias aéreas brasileiras 

O acordo prevê o pagamento de multas nos dois países: US$ 17 milhões ao DoJ e US$ 24,5 milhões à SEC (Securities and Exchange Commission, a CVM americana), nos EUA, além de US$ 3,4 milhões para a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Advocacia-Geral de União (AGU), no Brasil. A multa que será paga às autoridades brasileiras poderá ser deduzida dos pagamentos às autoridades americanas.

Procurada pelo InfoMoney, a Gol afirmou que “concluiu nesta data os acordos com a CGU, o DoJ e a SEC em virtude de investigações sobre pagamentos imateriais realizados em 2012 e 2013 para pessoas politicamente expostas no Brasil”. Disse também que os pagamentos incluíram “oficiais do governo brasileiro” e foram reportados pela própria Gol à SEC e à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) em dezembro de 2016 — e que isso foi “amplamente divulgado no documento anual 20-F da companhia”.

A Gol disse ainda que contratou uma “investigação externa e independente”, concluída em abril de 2017 e “compartilhada com as autoridades”, e que “cooperou inteiramente com todas as autoridades relevantes nos Estados Unidos e no Brasil” — o que foi destacado pelo DoJ em seu comunicado.

A CGU e a AGU disseram em nota conjunta que firmaram um acordo de leniência de R$ 14,2 milhões com a Gol e que a própria empresa procurou as instituições, em 2020, “para reportar ilícitos relacionados a pagamentos efetuados para agentes públicos ou terceiros a eles relacionados”. “A empresa cooperou efetivamente com as autoridades em suas investigações, o que foi refletido na mitigação das sanções aplicadas”.

Nenhuma das partes revelou, no entanto, o nome das “autoridades do governo”, dos “agentes públicos” e das “pessoas politicamente expostas” que receberam propina da Gol.

O pagamento de propina

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, a empresa admitiu ter conspirado para pagar cerca de US$ 3,8 milhões (R$ 20 milhões) em propina no Brasil, entre 2012 e 2013, para garantir a aprovação de leis favoráveis ​​à empresa. A autoridade americana diz que as mudanças na legislação envolveram reduções de impostos sobre a folha de pagamentos e sobre combustíveis, que beneficiaram financeiramente não só a Gol, mas também outras companhias aéreas brasileiras.


O comunicado do DoJ diz que a propina paga pela empresa foi contabilizada no balanço financeiro da companhia e que “para efetivar o esquema de suborno, um membro do Conselho de Administração da Gol fez com que a Gol celebrasse contratos simulados e efetuasse pagamentos a várias entidades ligadas a autoridades brasileiras relevantes”. “A Gol manteve registros que listavam falsamente os pagamentos de corrupção como despesas legítimas, inclusive despesas com publicidade e outros serviços”.


A autoridade americana disse ainda que a multa de US$ 17 milhões foi aplicada “devido à condição financeira da Gol e à incapacidade demonstrada de pagar a multa calculada de acordo com as diretrizes de penas dos EUA” e elogiou a conduta da companhia brasileira. “A Gol recebeu todo o crédito por sua cooperação com a investigação” e “prontamente se envolveu em medidas corretivas, entre outras coisas, redesenhando todo o seu programa anticorrupção”.

Guilherme Baumhardt - Ah, as pesquisas (de novo)

Ah, as pesquisas (de novo)"Peço desculpas se volto ao assunto. Mas tenho a sensação de que nesta eleição existem grandes chances de testemunharmos o ocaso (ou a consagração, vá lá) de algumas das empresas que realizam pesquisas de intenção de voto."

Algo de errado não está certo. Em um intervalo de dez dias, os resultados apurados em pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República mostram que o eleitor brasileiro tem um comportamento que beira a esquizofrenia. É isso. Ou tem gente que não está fazendo o seu trabalho direito, porque é humanamente impossível que todas estejam, ao mesmo tempo, corretas.

Há levantamento que mostra o atual presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro, à frente, em condição de empate técnico, dentro da margem de erro, com Lula. Outros colocam o ex-encarcerado liderando, mas com Bolsonaro empatado, em função da margem. E há um instituto que conseguiu encontrar quinze (sim, quinze!) pontos percentuais de diferença entre os dois – com Lula à frente. Detalhe: apurou isso após as gigantes manifestações do 7 de Setembro. Haja coragem.

Alguns podem dizer que manifestação de rua não é pesquisa eleitoral. E quem disser isso tem absoluta razão. Não há ali metodologia científica. Existem bolhas, comportamentos ou efeitos do tipo manada, grupos que são mais mobilizados do que outros. Mas quando você começa a juntar as peças do quebra-cabeças e elas não encaixam, suspeitar que há algo fedorento no ar passa a ser uma obrigação.

Anos atrás, em Copacabana, aconteceu a Parada Gay. A estimativa de público na época foi de 600 mil pessoas. Nas manifestações do 7 de Setembro, segundo dados divulgados pelo mesmo portal de notícias, não havia mais do que 70 mil pessoas. As fotos falam por si. Na Parada Gay havia, sim, bastante gente. Mas nada (nada!) comparado ao que ocorreu no feriado da semana passada.

Mesmo levando em consideração que pesquisa é retrato de momento e que as coisas podem mudar de um dia para o outro, diante de resultados tão díspares (como os mencionados na abertura da coluna) e em tão curto espaço de tempo, é quase uma obrigação alimentar não uma pulga, mas sim uma colônia de pulgas atrás das orelhas – as duas.

Um instituto de pesquisa precisa ter como seu principal ativo a credibilidade. Uma empresa que erra sistematicamente deveria estar naturalmente fora do mercado. Não por força de lei, mas por falta de competência. E, curiosamente, empresas que erraram (e bastante) nos últimos anos continuam sendo contratadas, não apenas por partidos políticos, mas por veículos de comunicação. Por quê?

Deixemos as eleições de lado por um breve instante. Eu sou dono de uma empresa e quero lançar um novo produto no mercado. Minha intenção é aumentar as chances de sucesso. Um dos caminhos para isso é fazer uma boa pesquisa. É investimento. Se pretendo reduzir o erro, eu contrato quem acerta ou quem erra? Dito isso, é inacreditável que a gente veja o que ocorre hoje quando o assunto é a disputa pelo Palácio do Planalto, ou até mesmo em levantamentos regionais.

Peço desculpas se volto ao assunto. Mas tenho a sensação de que nesta eleição existem grandes chances de testemunharmos o ocaso (ou a consagração, vá lá) de algumas das empresas que realizam pesquisas de intenção de voto. Eu seria irresponsável se cravasse aqui o resultado da eleição. Não tenho instrumentos para isso, não sou dono de instituto de pesquisa e tampouco tenho bola de cristal. Mas tenho experiência e estrada. E elas me ensinaram que a gente deve duvidar de certas coisas. E que uma boa dose de cautela é bem-vinda em momentos assim. Voltamos a conversar sobre isso após o dia 2 de outubro. E aí decidiremos se compramos troféus (aos que acertam) e se uma imensa lata de lixo (para quem achou que éramos otários).

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

A Copa do Mundo, que ocorre excepcionalmente entre os meses de novembro e dezembro, deve aquecer as vendas do setor varejista.

De acordo com o balanço realizado pela FCDLESP (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo), com a participação das principais CDLs do estado, o varejo paulista terá um aumento de 12% no fluxo de vendas no período do mundial. A boa expectativa está ligada ao crescimento do varejo, que demonstrou índices positivos no balanço semestral da entidade, apontando um aumento de 24,8% no primeiro semestre de 2022, quando comparado ao mesmo período do ano passado. 

De acordo com a FCDLESP, o setor de vestuário e calçados deve ser o maior beneficiado no período da Copa, seguido do setor de eletrônicos - já que a transmissão dos jogos incentiva a compra de novos aparelhos. Já bares e restaurantes que investirem na transmissão devem ter um aumento de 40% no fluxo de pessoas. 

A expectativa é de que, as outras datas sazonais do período, como Dia das Crianças e Black Friday, incentivem as lojas a receberem uma demanda maior de compra.

Para suprir esta demanda, a entidade projeta que o setor tenha abertura de vagas temporárias no último trimestre do ano. Apenas na capital de São Paulo, 25 mil vagas devem ser abertas. 

Mesmo com boas expectativas, a entidade reforça que a alta da inflação e o desemprego refletem diretamente no desempenho do setor. Além dos fatores, as eleições presidenciais devem impactar, diretamente, os índices gerais do varejo.

“O varejo tem apresentado bons índices, o que ajuda na recuperação, mas medidas como a liberação do FGTS, pagamento 13° salário e programas governamentais são essenciais para a manutenção ativa do varejo”, acrescenta o presidente da FCDLESP, Maurício Stainoff.

Hospital Moinhos de Vento sedia III Simpósio de Farmácia

Evento presencial e gratuito ocorre no dia 22 de setembro, no Anfiteatro Schwester Hilda Sturm 

Cases de sucesso, temas técnicos do dia a dia do farmacêutico, além de assuntos que envolvem outras especialidades serão abordados no III Simpósio de Farmácia, sediado pelo Hospital Moinhos de Vento. A programação presencial e gratuita ocorre no próximo dia 22, das 8h30min às 17h, no Anfiteatro Schwester Hilda Sturm. As inscrições já estão abertas e devem ser feitas por esse link.

Segundo a coordenadora do Serviço de Farmácia e dos Cursos de Pós-Graduação em Farmácia do Hospital Moinhos de Vento, Bianca Gubert, o evento presencial permite a interação e a troca de experiências entre os participantes. “Além de compartilhar conhecimento técnico, existe o networking, que é de extrema importância na área”, destaca. 

A programação, que integra o Moinhos Science Symposium, abordará temas específicos da profissão, assuntos voltados para a multidisciplinaridade, além de questões mais amplas, como o processo de desospitalização e a experiência do paciente. “Também teremos uma discussão bem interessante sobre cases de farmacêuticos que tiveram sucesso em áreas diferentes da farmácia hospitalar. São profissionais que ampliaram a atuação e as possibilidades do profissional de Farmácia”, relata Bianca.

O que: III Simpósio de Farmácia do Hospital Moinhos de Vento

Quando: 22 de setembro, das 8h30 às 17h

Onde: Anfiteatro Schwester Hilda Sturm, rua Ramiro Barcelos, 910 - Bloco C

CLIQUE AQUI para inscrições.

quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Secretaria de Saúde e prefeitura de Canoas iniciam transição para a gestão do HPSC

Com o objetivo de manter os serviços oferecidos para a população, a Secretaria Estadual de Saúde e a Prefeitura de Canoas realizaram uma nova reunião, na manhã desta quarta-feira (14/9), como parte das agendas acordadas no encontro realizado na última sexta-feira (9/9) na sede do Ministério Público Estadual para garantir a continuidade do atendimento no Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC). Frente ao indeferimento de pedido de prorrogação da intervenção do Estado, há urgência de uma nova contratação para a gestão da entidade.


A secretária estadual de Saúde, Arita Bergmann, reforçou o compromisso do Estado em garantir uma transição republicana, contribuindo com o município de Canoas e com a empresa a ser contratada de forma emergencial. “O foco dessa transição é nos serviços que o HPSC oferece aos cidadãos, garantindo a continuidade de todos os serviços e projetos e contribuindo de forma transparente com a nova administração do Hospital”, afirmou Arita.


O secretário municipal da Saúde, Aristeu Ismailow, destacou o trabalho conjunto que está possibilitando que a transição aconteça de maneira tranquila, com foco no atendimento aos usuários e segurança dos colaboradores. Observou que, mesmo antes do conhecimento da nova instituição gestora, município e Estado estão preparados para recebê-la de forma a dar continuidade nos trabalhos que foram iniciados pela intervenção.


A administração da intervenção no HPSC elaborou um relatório que sobre a situação contábil, os contratos vigentes, os projetos em andamento, as lista de funcionários e de pacientes, além da prestação parcial de contas relativa aos 90 dias de intervenção. Esse relatório foi repassado para os órgãos presentes e será entregue para a empresa a ser contratada pela prefeitura de Canoas para a administrar o hospital.


O HPSC está sob intervenção da Secretaria Estadual de Saúde desde 8 de abril, após decisão judicial da 2º Vara Cível da Comarca de Canoas. HPSC é um hospital porta aberta, 100% SUS, para as especialidades de clínica médica, cirurgia plástica, cirurgia geral, neurocirurgia, cirurgia vascular, bucomaxilofacial e traumatologia. Referência em traumatologia para 150 municípios gaúchos, com uma população de cerca de 2 milhões de habitantes.


O processo de transição da gestão do HPSC é também acompanhando pelo Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems) e Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers).


Texto da Secom do governo gaúcho.