quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Governador de SC diz que não sabia de nada

 A operação desta quarta foi batizada de Pleumon. De acordo com a Polícia Federal, no total foram cinco mandados de busca e apreensão para apuração dos crimes de fraude à licitação, peculato, corrupção, concussão, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O governador Carlos Moisés (PSL) afirmou em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira, que os investigadores “não encontrarão provas” de seu envolvimento em irregularidades na compra dos 200 respiradores por R$ 33 milhões feita pelo Governo do Estado. Ele foi alvo de mandado de busca e apreensão, Moisés voltou a negar que tenha autorizado a compra dos respiradores previamente.

— O Ministério Público Federal divulga que está buscando provas, ou seja, se houve uma alegação de que houve autorização antecipada, se houve uma alegação de que o governador participou de compras, eles buscam provas. Não há essas provas, não encontrarão, obviamente, porque não há participação nossa, então eu acredito na Justiça .

​Moisés foi alvo de um mandado de busca e apreensão nesta quarta-feira (30) em investigação do MPF (Ministério Público Federal) no caso dos respiradores. As buscas foram feitas pela Polícia Federal e pelo MPF na Casa d'Agronômica, residência oficial do governador, em Florianópolis. Buscas também foram feitas no Centro Administrativo do Governo do Estado

As medidas foram autorizadas pelo ministro Benedito Gonçalves, STJ.

4o Fórum de Hospedagem e Alimentação será esta tarde em Porto Alegre

Com o novo cenário da economia brasileira e mundial em meio aos desafios da pandemia, a gastronomia e a hotelaria gaúcha poderão contar com um evento que promete ser disruptivo em formato e abordagem. O Sindha - Sindicato de Hospedagem e Alimentação de POA e Região promoverá a 4ª edição do seu tradicional Fórum de Hospedagem e Alimentação, nesta quarta-feira, 30 de setembro. Em formato online, o evento terá como tema as "Retomadas Inovadoras", com rodadas de painéis e palestras ao vivo pelo canal da entidade no YouTube. O professor Dado Schneider é um dos nomes confirmados para o Fórum, além do presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Alexandre Sampaio. As inscrições estão abertas pelo site https://www.sindha.org.br/.

"Será um evento diferente de tudo que estamos acompanhando. Teremos uma programação completa com nomes e assuntos que realmente provocam os nossos setores. A ordem geral será a quebra de paradigmas. Como a categoria pode avançar para outros níveis? Quais as mudanças e inovações que podemos colocar em prática nessa retomada? Para os empresários será uma verdadeira transformação. Tenho certeza de que muitos sairão dali inspirados a se autodesafiarem e a reinventarem seus negócios", afirma o presidente do Sindha, Henry Chmelnitsky.

PROGRAMAÇÃO 4º FÓRUM DE HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO DO SINDHA

13h30 - Abertura com o presidente do Sindha, Henry Chmelnitsky
13h45 - O Futuro Mudou... Bem na Minha Vez!
Palestrante: Dado Schneider
Mediador: Henry Chmelnitsky (Presidente Sindha)
14h45 - Painel 1: O profissional e a operação do futuro na Gastronomia
Carla Tellini - Publicitária, CEO e head criativa do Grupo Press Gastronomia e Diversão
Gustavo Corrêa Pinto - Professor de graduação e pós-graduação na Unisinos
Vanessa Batisti - Professora de graduação e pós-graduação na Unisinos e sócia-cofundadora da H2H Hub Virtual
Mediador: Henry Chmelnitsky (Presidente Sindha)

16h15 - Painel 2: De portas abertas, os caminhos hoteleiros para a retomada?
Alexandre Sampaio - Presidente FBHA
Mediador: Carlos Henrique Schmidt (Presidente SHPOA)
17h30 - Painel 3: Tecnologia, Inovação e Atendimento: aliados da H&A na retomada
Fernando de Paula - Diretor Corporativo de Relações Institucionais do McDonalds Brasil

Rafael Prikladnicki - Diretor do Tecnopuc


Déficit do governo federal continua muito elevado, mas receita traça trajetória de recuperação

O déficit do governo continua elevado, mas receitas mostram recuperação com melhora da atividade econômica. Em agosto, as contas do Governo Central apresentaram déficit de R$ 96 bilhões, decorrente em grande medida aos gastos emergenciais contra a pandemia. Tais medidas, que somaram R$ 93 bilhões no mês, levaram a uma alta interanual de 74,3% das despesas em termos reais. Entre elas, destaque para o auxílio emergencial, as transferências extras para governos regionais e as operações de financiamento da folha salarial de empresas. Já as receitas continuaram a trajetória de recuperação, subindo 1% em relação ao mesmo período do ano passado, em termos reais. A melhora da arrecadação refletiu o retorno de tributos que haviam sido diferidos (principalmente contribuição previdenciária e COFINS), além da recuperação econômica em curso

Déficit do governo continua muito alto

 Déficit do governo continua elevado, mas receitas mostram recuperação com melhora da atividade econômica. Em agosto, as contas do Governo Central apresentaram déficit de R$ 96 bilhões, decorrente em grande medida aos gastos emergenciais contra a pandemia. Tais medidas, que somaram R$ 93 bilhões no mês, levaram a uma alta interanual de 74,3% das despesas em termos reais. Entre elas, destaque para o auxílio emergencial, as transferências extras para governos regionais e as operações de financiamento da folha salarial de empresas. Já as receitas continuaram a trajetória de recuperação, subindo 1% em relação ao mesmo período do ano passado, em termos reais. A melhora da arrecadação refletiu o retorno de tributos que haviam sido diferidos (principalmente contribuição previdenciária e COFINS), além da recuperação econômica em curso

Por Renato Sant'Ana - Os três pecados de Gabriela

Numa tarde com a esplêndida luminosidade da primavera no paralelo 30, Gabriela, 17 anos, voltava caminhando da casa da avó quando foi assaltada: tomaram-lhe o smartphone e R$ 30 reais.

Ah, mas há que compreender-se a microfísica da coisa... Os brutamontes que a roubaram (eram dois) têm uma justificativa para o que fizeram.

Marcia Tiburi já disse: "Tem uma lógica no assalto. Eu não tenho uma coisa que eu preciso, fui contaminada pelo capitalismo (...)". Tiburi é categórica: "Sou a favor do assalto".

Evocando a "lógica interna do processo", ela faz uma defesa em abstrato do assalto. E, por conseguinte, apoia o que fizeram com a menina.

Claro, Gabriela tem a mácula do pecado de ter nascido numa família de classe média e morar num bairro condizente com sua condição social.

Outro pecado é ser muito bonita: não só uma bela estampa, mas, também, gestos elegantes, atitude serena e uns grandes olhos verdes que parecem ver muito mais do que as aparências.

O terceiro pecado de Gabriela é "ter foco" em seu desenvolvimento pessoal: em seu sonhos e planos não há lugar para a frivolidade vulgar que é, hoje, quase um padrão entre jovens de sua idade (inclusive, está cursando a faculdade de arquitetura).

Ora, de classe média, bonita, com uma personalidade nada convencional... E acha que pode passear incólume nas ruas do bairro ensolarado com um smartphone novíssimo no bolso!

E haverá por que estar preocupado agora com Gabriela e seus iguais?

Marilena Chauí já "ensinou" que a classe média é uma "abominação" política, ética e cognitiva. Ideóloga da vanguarda do ódio, Chauí não fez cerimônia para dizer: "Eu odeio a classe média!".

O pensamento de Marcia Tiburi e Marilena Chauí esconde um juízo "a priori" que condena Gabriela e absolve os ladrões.

O problema é que essas duas, botando banca de intelectual, prescrevem o pensamento de uma militância periférica, que, por sua vez, se encarrega de "socializar" preconceitos e dogmas ideológicos.

É o tipo de pensamento que infectou Porto Alegre há mais de três décadas e instituiu uma espécie de "soberania do criminoso", o qual, no dizer dessa gente, é uma "vítima social", um ser "contaminado pelo capitalismo", estatuto que o autoriza a agredir a sociedade.

Não há bairro nem praça, rua não há na capital gaúcha em que se possa andar sem o receio de ser atacado por predadores com DNA humano.

Facções criminosas seguem expandindo suas áreas de domínio, cerceando o direito de ir e vir de uma população cada vez mais presa em casa.

Foi num processo lento, progressivo e incessante que a população veio perdendo a liberdade sem reagir. E a passividade incutida é tal que a maioria hoje acha que é privilégio sair vivo de um assalto.

Porém, há eleições municipais em 2020, ocasião para romper a inércia e reagir. Alguém dirá que é pouco? Será melhor ficar inerte?

Ainda que segurança pública seja função basicamente estadual, é o gestor municipal que vai pontificar as mudanças e reverter uma ordem em que se pune a integridade e se trata com benevolência a transgressão.

Por mínima que seja, a chance de reação tem de ser aproveitada. E o mais inteligente é esmerar-se por votar com a razão - não com o sentimento.

A chave é rejeitar candidatos que tenham as ideias populistas de Tiburi e Chauí. E ver, entre os outros, quem tem mais coragem para enfrentar os antissociais e devolver a liberdade à população ordeira.

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Preço da gasolina aumentará 5% a partir de amanhã. Reajuste do diesel será de 3%.

 A partir de amanhã o preço da gasolina custará 5% mais caro.

O preço do diesel ficará 3% maior.

Lava Jato denuncia Paulo Vieira de Souza, apontado como PC de José Serra e Alckmin

 A força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo denunciou nesta terça-feira  Paulo Vieira de Souza e Mario Rodrigues Junior, ex-diretores da Dersa, e outras três pessoas pela lavagem de US$ 10,8 milhões (mais de R$ 60,7 milhões, pelo câmbio atual) em propinas recebidas no âmbito de obras viárias realizadas nas gestões dos tucanos Geraldo Alckmin (2001 - 2006) e José Serra (2007 - 2010). 

Os ex-governadores paulistas não são alvos da denúncia.

A denúncia é desdobramento das investigações que trouxeram a público a existência de um cartel de empreiteiras formado para fraudar licitações, dividir lotes de obras e maximizar lucros com anuência do poder público, segundo a Lava Jato. Nesta etapa, a força-tarefa mirou as estratégias usadas pelos ex-diretores da Dersa para lavar o dinheiro recebido a título de 'comissão' em troca da articulação e interlocução entre construtoras e membros do governo.

Pesquisas em Caxias, Santa Maria e Passo Fundo

 As pesquisas a seguir são todas do instituto RealTime Big Data e foram divulgadas esta tarde pela Record TV RS:

CAXIAS DO SUL

Pepe Vargas (PT): 18%

Edson Néspolo (PDT): 8%

Vinícius Ribeiro (DEM): 8%

Nelson D'Arrigo (PATRIOTA): 7%

Adiló Didomênico (PSDB): 6%

Carlos Búrigo (MDB): 5%

Marcelo Slaviero (NOVO): 2%

Antônio Feldmann (PODE): 1%

Júlio César Freitas (REPUBLICANOS): 1%

Renato Toigo (PSL): 1%

Renato Nunes (PL): 0%

Branco/Nulo: 25%

Não sabe/Não respondeu: 18%


SANTA MARIA

Jorge Pozzobom (PSDB): 28%

Sergio Cechin (PP): 14%

Marcelo Bisogno (PDT): 7%

Jader Maretoli (REPUBLICANOS): 5%

Luciano Guerra (PT): 5%

Evander Behr (CIDADANIA): 3%

Branco/Nulo: 15%

Não sabe/Não respondeu: 23%


PASSO FUNDO 

Marcio Patussi (PDT): 20%

Pedro Almeida (PSB): 14%

Juliano Roso (PCdoB): 13%

Claudio Doro (PSC): 7%

Lucas Cidade (PSDB): 6%

Celso Dalberto (PSOL): 1%

Arthur Bispo de Oliveria (PSTU): 0%

Branco/Nulo: 15%

Não sabe/Não respondeu: 24%

 


segunda-feira, 28 de setembro de 2020

IPO da Melnick

 NO ANO DO SEU CINQUENTENÁRIO, A INCORPORADORA GAÚCHA MELNICK ESTREIA NO NOVO MERCADO DA B3 MOVIMENTANDO MAIS DE R$700 MILHÕES, PRECIFICADA A R$ 8,50 DENTRO DA FAIXA DESEJADA.  

A Melnick, líder no mercado imobiliário no estado do Rio Grande do Sul, estreou na bolsa, com o ticker MELK3, nesta segunda feira (28), no ano de comemoração do seu cinquentenário, tornando-se a primeira incorporadora da região sul com capital aberto no novo mercado.

A janela de IPOs (oferta pública de ações) do terceiro trimestre de 2020 foi marcada pela volatilidade, cancelamentos, e reduções de expectativas. A Melnick, foi a primeira incorporadora do país, após o cenário da COVID-19, precificada dentro da faixa desejada. O free float (disponível a mercado) da companhia será de 40,4%, sendo vendido 35,1% de primaria e 5,3% de secundária em uma oferta que movimentou R$ 714 milhões, com demanda superior a 4 vezes a oferta para o mercado.  

Segundo Leandro Melnick, presidente do conselho administrativo da empresa “Neste momento me surgem dois sentimentos. Primeiro, de realização, décadas de trabalho intenso nos levaram até este momento e ao mesmo tempo uma motivação extrema pelo início de uma nova etapa. Esta realização foi viabilizada através da dedicação de um time de pessoas determinadas, profissionais que superam limites diariamente. Por isso, tenho a tranquilidade de iniciar este novo desafio com os mesmos valores que nos trouxeram até aqui.”

A empresa volta a usar o nome Melnick, e tem como principais acionistas as empresas MPAR (Melnick Participações) da família Melnick e a incorporadora e construtora Even de São Paulo, formando um bloco de controle. A operação inicial foi coordenada pelo BTG Pactual, Itaú BBA, XP e Safra. 

Para Juliano Melnick, CEO da Melnick, “É um dia emblemático para a nossa empresa. Impossível não agradecer aos nossos colaboradores, fornecedores, investidores, clientes e a Even, nossos sócios, que junto conosco, tornaram a Melnick a primeira incorporadora do sul do país a abrir capital.” 

Perfil da empresa

Presente em dez cidades do estado, a Melnick é uma construtora e incorporadora líder no mercado do RS, atuando nos segmentos residencial e comercial. O grupo é composto por mais três empresas: a construtora Eixo M, prestadora de serviços de construção, a Melnick Even Urbanizadora, no segmento de loteamentos e condomínios fechados e a OPEN, voltada ao mercado de baixa renda. Nos últimos dez anos entregou mais de 160 torres e lançou um VGV (Valor Geral de Venda) superior a R$ 6 bilhões. Com 25 mil clientes atendidos, a empresa tem 18 canteiros ativos atualmente e um land bank diferenciado de R$ 11 bilhões, composto por contratos firmados e opções de compra.


Chegada do Pix impulsiona surgimento de novos bancos

27 bancos digitais, como Conta Black, aderiram à base digital desenvolvida pela LiveOn para prestar serviços financeiros personalizados. O volume de transações passou de R$ 150 mil para R$ 40 milhões em três meses, a meta é alcançar os R$ 100 milhões até o final de 2020

A modernização do Sistema Financeiro Nacional prevista para novembro, e encabeçada pela chegada de inovações como Pix (pagamento instantâneo) e open banking, tem impulsionado a demanda de startups de tecnologia. Apenas neste ano, mais de 20 empresas aderiram a infraestrutura tecnológica criada pela LiveOn Solutions (https://liveonbaas.com), que quintuplicou de tamanho.


“Hoje, atuamos com 28 clientes, sendo 25 bancos. Nossa equipe também cresceu para atender a alta demanda: passamos de 8 para 40 pessoas no time, e ainda estamos crescendo”, explica Lucas Montanini, CEO da LiveOn. “É um crescimento em cadeia. Com o aumento da prestação de serviços, também houve um aumento de consumo. Em um comparativo de junho a agosto, as transações financeiras realizadas em nossas plataformas passaram de R$ 150 mil para R$ 40 milhões”, pontua.  


A LiveOn trabalha com o conceito Banking as a Service (BaaS) que, como o nome sugere, é toda a base digital para a prestação de serviços financeiros. “Os serviços que oferecemos são como peças de um quebra-cabeça, que se encaixam e se adaptam conforme a necessidade de cada empresa. É uma plataforma que se molda perfeitamente a cada modelo de negócio”, ponta Montanini.


Na prática, a LiveOn oferece uma estrutura com instruções e padrões de programação, também conhecida como API, especialmente pensada para serviços financeiros. Entre os recursos estão: transferências entre contas P2P, gestão de cartão de crédito pré-pago e débito (físico ou digital), gestão de conta corrente para pessoas físicas ou jurídicas, recargas de celular, além de operações em diversas formas de pagamento, como TED, boleto, QR code ou link. A plataforma também está preparada para atuar com o Pix, novo sistema de pagamento totalmente digital que chega em novembro, e que realizará transações em seis segundos, 24h por dia, sete dias por semana.


“Outra vantagem para as empresas é a personalização visual. A plataforma white label também permite a personalização do aplicativo e do portal de Internet Banking que serão disponibilizados aos clientes com inserção de cores e logotipos correspondentes à identidade visual da empresa”, detalha o CEO.


Criada em 2015, a empresa surgiu para desenvolver soluções web e mobile, com foco em startups. Nos últimos dois anos, ao acompanhar as renovações tecnológicas e os debates sobre a estrutura financeira nacional, a LiveOn passou a direcionar seu conhecimento digital para o desenvolvimento de plataformas financeiras e soluções de pagamentos. Entre seus cases de sucesso está a Conta Black, uma conta 100% digital direcionada para pessoas que não têm acesso a serviços financeiros nas instituições bancárias tradicionais. 


“Quando se pensa em banco, um dos primeiros pensamentos é voltado à burocracia. As filas, os processos longos. Existe um debate sobre otimização e quebra desse cenário e, ao acompanharmos o panorama tecnológico mundial e as demandas da sociedade, percebemos que o universo bancário deve absorver essas soluções digitais em pouco tempo. A revolução que chegará em novembro ao mercado tem mobilizado novos serviços, e nosso papel é dar os subsídios de inovação para que tudo ocorra com segurança e rapidez às empresas e aos consumidores”, conclui Lucas.


Sobre a LiveOn Solutions


Criada em 2015, a LiveOn Solutions (https://liveonbaas.com) é uma empresa especializada em tecnologia e serviços digitais. Desde 2018, passou a se dedicar no desenvolvimento de plataformas financeiras e soluções de pagamentos para Banking as a Service (BaaS), acompanhando as inovações em prestação de serviços e as legislações e regulamentações do Banco Central do Brasil. 

Artigo, Gilberto Jasper - Votar bem é fundamental

Jornalista / gilbertojasper@gmail.com


Domingo teve início mais uma campanha eleitoral com características bastante diferentes em relação às batalhas pelo voto que estamos acostumados a assistir. Além da pandemia e da onipresença das redes sociais, a radicalização que marca o país nunca esteve tão acirrada. Isso faz prever que os advogados terão mais trabalho que os candidatos e seus cabos eleitorais. São aguardadas muitas batalhas jurídicas.


Aos poucos a ideia de que se trata do pleito mais importante para nossas vidas ganha espaço. Prefeitos e vereadores interferem diretamente no cotidiano, através da criação de leis, obrigações e apresentando propostas que podem melhorar a comunidade onde vivemos.


Manutenção ou renovação, velhos nomes ou candidatos inéditos, "chapa pura" ou coligações. Os dilemas parecem não sensibilizar o eleitor que parece preferir votar em nomes. Em diversos municípios existem famílias que dominam a política municipal e regional. A hereditariedade, em política, é elemento de forte influência junto ao eleitorado. Muitas oligarquias, porém, sofrem abalos com uma derrota, jamais retomando o poder.


Apesar da demonização da política, patrocinada por boa parte da imprensa – sempre ávida em noticiar fatos negativos, "esquecendo" os bons exemplos –, inúmeros amigos submeteram seus nomes à apreciação nas urnas. Admiro muito estas pessoas que deixaram a chamada "zona de conforto" para participar e "fazer a diferença".


Criticar, xingar, dizer como as coisas devem ser feitas e apregoar a má intenção de todos os detentores de mandato é o esporte preferido Brasil afora. Quem concorre sabe que a sua vida será devassada na busca de fatos desabonatórios. Descobertos ou supostamente negativos, eles serão transformados em cards, postagens, vídeos para jogar no mundo da internet.


O uso das redes sociais democratiza a comunicação para candidatos sem mandato ou com falta de recursos. Mas ao mesmo tempo multiplica a veiculação de fake news. A rapidez da campanha eleitoral – cerca de 40 dias – e a grande quantidade de candidatos impede que a Justiça Eleitoral tenha a agilidade necessária para acolher, julgar e aplicar as penas previstas na legislação.


Este descompasso permite que muitos candidatos sejam eleitos e depois condenados por irregularidades. Mas graças à legislação, repleta de recursos e através de bons advogados, conseguem protelar a decisão indefinidamente. Mesmo condenados, muitos concluem o mandato, o que revolta os cidadãos acostumados a cumprir a lei. Este é um risco que mais uma vez vamos correr. Por isso, votar bem é fundamental!

Primeiro HUB da Saúde do Rio Grande do Sul será inaugurado em outubro

Cerimônia de abertura oficial do Maxplaza Canoas acontecerá no dia 2 de outubro


Formado por uma rede de centros de cuidado de saúde e bem-estar, o HUB da Saúde será oficialmente inaugurado no dia 2 de outubro. Uma cerimônia, às 13h30, marcará o início das operações do Hospital Moinhos de Vento, âncora do empreendimento. Em parceria com grandes clínicas como a Doctor Clin e a São Pietro Uro & Oftalmo Center, a instituição de saúde se somará aos outros serviços que serão prestados no local, que fica às margens da BR-116, em Canoas.


 


Mesmo com a pandemia, o projeto conseguiu concretizar seu plano de começar as atividades em 2020, superando todas as dificuldades impostas pelo cenário atual. Com cerca de 30 mil m² privativos e mais de 135 consultórios, o HUB reunirá diversas especialidades médicas de baixa e média complexidade, além de empreendimentos de saúde, hotel, centro de eventos, torres residenciais e estabelecimentos comerciais. Atualmente, o espaço opera em soft opening.


"Iniciar essa nova operação no dia em que comemoramos 93 anos tem um significado especial. É mais uma etapa da descentralização do nosso atendimento, que vai ampliar e facilitar o acesso dos pacientes da região de Canoas à medicina de excelência. Vamos levar a missão de cuidar de vidas para mais pessoas", afirma Mohamed Parrini, superintendente executivo do Hospital Moinhos de Vento.


 


Em uma área de 759m², o hospital oferecerá diagnóstico por imagem (Radiologia), Oncologia, Cardiologia, consultas médicas em várias especialidades, contando ainda com Núcleo da Mulher, Núcleo de Vacinas, Centro de Infusões, Quimioterapia, serviços de saúde para empresas e audiometria.




Sintonia com as tendências


 


De acordo com o CEO da Melnick Even, Leandro Melnick, além de possuir um conceito inovador e pioneiro para o mercado, o projeto se conecta às mudanças dos hábitos dos consumidores. "É uma solução inédita, planejada para agilizar e facilitar o acesso à saúde de qualidade para pessoas da região. Serão diversas especialidades e conveniências que possibilitam resolver todas as necessidades em um único lugar, em um espaço amplo e arejado", destaca, salientando ainda diferenciais como segurança, conveniência e praticidade.


 


Entre os players de saúde, também estão a Osteocore, DigeClin & EndoClin, Laboratório Mont'Serrat, Servital Ortopedia, Maxxi Econômica Farmácias e Óticas Carol. Além disso, já está aberto o Nelly's Café, e em breve serão inaugurados o Z Café e a Fold Pizzaria.


 


O Hub da Saúde será gerido pelo Spot Living Mall, rede de mall de bairros que nasceu da joint venture entre Melnick Even e Tornak Participações e Investimentos. Segundo o responsável da administradora, Bruno Conrado, "o resultado é um serviço melhor ao cliente, oferecendo conveniência e necessidades dos consumidores nas microrregiões onde vivem e trabalham". Presente em 16 empreendimentos nos melhores bairros de Porto Alegre e Canoas, a empresa será responsável definição do mix, comunicação, atividades de marketing e apoio aos lojistas.


 


Secretário da Saúde de Canoas, Fernando Ritter avalia que a novidade representará um grande benefício para a população regional. "É um orgulho para o município ser escolhido para sediar a primeira unidade do HUB da Saúde. Será um reforço e tanto para o atendimento de qualidade em saúde", aponta.


 


Live marca a inauguração


 


Além da cerimônia oficial, o evento on-line Moinhos Talks debaterá sobre "Oportunidades e conexões do setor imobiliário e saúde no pós pandemia". A transmissão será realizada pelos canais do YouTube e Facebook do Hospital no dia 29 de setembro, às 19h. Inscrições pelo site moinhostalksmercado.eventize.com.br .


 


Conheça a composição do Maxplaza Canoas


 


                O HUB da Saúde Maxplaza Canoas é formado por um amplo conjunto de operações:


 


●        Térreo (Mall): 16 lojas + Hospital Moinhos de Vento


●        2º andar (Centro Clínico): 8 clínicas


●        3º andar (Centro Clínico): 8 lojas


●        Total: 33 lojas sob gestão do Spot Living Mall


●        Torre Medical Center (Consultórios): 135 unidades


●        Torre Office (Escritórios): 134 unidades


●        2 Torres Residenciais: 216 unidades


●        Hotel Linx: 162 unidades hoteleiras


●        Centro de Eventos com capacidade para 700 pessoas


 


Outras unidades do HUB


 


Além de Canoas, o HUB compreende quatro unidades em Porto Alegre. Duas delas já foram lançadas – no Pontal e no Linked Teresópolis. Outras duas unidades têm lançamento previsto até 2021.

Foi um fiasco o primeiro debate de prefeituráveis na Rádio Gaúcha, Porto Alegre

A comunista Manuela, Fortunati, Melo e Marchezan ponteiam as pesquisas de intenções de votos em Porto Alegre.


Foi um fiasco o primeiro debate promovido pela mídia corporativa, no caso a Rádio Gaúcha, RBS, esta manhã, em Porto Alegre.

Os 13 candidatos permaneceram nos seus carros, acompanhados de um assessor, durante 2 horas, sem direito a água e uso de banheiro.

O ponto alto foram as descrições do jornalista Daniel Scola sobre as características de cada modelo de automóvel.

Ninguém se saiu melhor do que o outro, já que além de engessado pelo formato, a presença de 13 candidatos inviabiliza qualquer debate medianamente inteligente.

O candidato que mais chamou a atenção foi o deputado Rodrigo Maroni, que usou sua metralhadora giratória contra tudo e contra todos.

O editor também percebeu jogo de cartas marcadas entre José Fortunati, PDT, e Fernanda Melchionna, Psol, como também entre Juliana Brizola, PDT, e Manuela D'Ávila, PCdoB.

Sondagem da indústria indica expansão do PIB no terceiro trimestre do ano

O resultado final do Índice de Confiança da Indústria, divulgado hoje pela FGV, subiu 8,0 pontos em setembro, para 106,7. Essa alta, maior do que a registrada na prévia anterior (7,2 pontos), mantém a tendência de retomada do setor, puxada pelos dois componentes do indicador, o de situação atual e, principalmente, o de expectativas. 

No mês, 18 dos 19 segmentos industriais pesquisados registraram aumento da confiança. Agora, o índice está no seu maior nível desde janeiro de 2013, apontando para expansão da atividade manufatureira também na passagem do terceiro para o quarto trimestres. 

O nível de utilização da capacidade instalada, por sua vez, avançou de 75,3% para 78,2% nessa leitura, acima do nível observado em fevereiro (76,2%

Com apoio da prefeitura, Colégio Militar ignora ameaças do governo estadual e retoma aulas presenciais em Porto Aleagre

 O Colégio Militar de Porto Alegre ignorou as ameaças do governo estadual gaúcho e retomou as atividades presenciais nesta segunda-feira.

O prefeito Marchezan Júnior mandou dar apoio completo à decisão dos militares e quer usar a experiência para formatar a retomada.

A escola tem apoio dos pais, que na semana passada fizeram manifestação pela reabertura.

O colégio militar recebe 931 matriculados, 150 dos quais no terceiro ano do ensino médio.

Foi a única escola que voltou a funcionar nesta segunda-feira.

Antes das 7h, a maioria dos alunos já tinha chegado.

O colégio abriu a retomada com um discurso sobre o marco histórico de hoje.


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Taxa de juros do chque especial sobe pela primeira vez em 2020 e já está em 112,6% ao ano

 A taxa de juros do cheque especial registou alta pela primeira vez no ano, depois de consecutivos meses de queda. Em agosto, a modalidade chegou ao patamar de 112,6% ao ano, aumento de 0,9 pontos percentuais em relação a julho. Já a taxa de juros do cartão de crédito caiu para 310,2%, queda de 1,8 pontos percentuais em relação ao mês anterior.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (28), pelo BC (Banco Central). Os percentuais são as médidas de juros cobrados pelos bancos dos clientes que tomam dinheiro emprestado nas duas modalidades, que são as mais caras do mercado. 

STF autoriza extradição de jornalista conservador mexicano que vive no Brasil há 17 anos e está preso em Porto Alegre

Vladimir Valero, 48 anos, está preso há 44 meses no Presídio Central de Porto Alegre, aguardando o desfecho do processo de extradição. Ele teve o seu nome envolvido em um esquema criminoso de tráfico de pessoas e distribuição de fotos de pornografia infantil ocorridos na Costa Rica, no ano de 2013. Ele faz oposição ao governo do México.

O jornalista também é bacharel em Ciências e Humanidades e teve o pedido de extradição concedido pelo ministro Ricardo Lewandowsky, STF.

A decisão final sobre a extradição do jornalista Vladimir Valero caberá ao presidente Jair Bolsonaro. 

A defesa de Vladimir Valero ingressou com pedido de asilo político junto ao Ministério da Justiça por entender que o caso é, na verdade, uma perseguição política por parte do governo do México.

O Brasil entrou em sua vida no ano de 2003, quando foi convidado pelo então governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, a produzir reportagem sobre o Estado. Desde então ele não deixou mais o País. Vladimir Valero se formou como Coach na Sociedade Brasileira de Coach (SBC), em 2010, e tem um filho de 8 anos, que vive no interior do Rio Grande do Sul.

Mercado aposta que retração deste ano poderá ser um pouco menor do que era previsto

Segundo o relatório Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central, o mercado espera contração de 5,04% do PIB neste ano (ante 5,05% na leitura anterior) e crescimento de 3,5% no próximo ano. 

Inflação - Como este blog revelou há pouco, em relação ao IPCA, a mediana das projeções para 2020 passou de 1,99% para 2,05%, ao mesmo tempo que ficou estável em 3,01% para 2021. 

Câmbio - As medianas das expectativas para a taxa de câmbio não foram alteradas, seguindo em R$/US$ 5,25 no final deste ano e em R$/US$ 5,00 no final do ano que vem. 

Juros - Por fim, a mediana das projeções para a taxa Selic permaneceu em 2,0% para o final de 2020 e, para o final de 2021, foi mantida em 2,5%.

Caixa pagará 9,4 milhões

  A Caixa Federal pagará, hoje, auxílio emergencial para 9,4 milhões de pessoas. Serão beneficiados 7,8 milhões nascidos em outubro e novembro do ciclo 2 de pagamento, que receberão da 1ª à 5ª parcela de R$ 600, dependendo da data de entrada no programa.  Outros 1,6 milhão de beneficiários do Bolsa Família, com número final 8 do NIS, terão direito à parcela do auxílio extra, de R$ 300, que será paga até dezembro. O pagamento desse grupo, o primeiro a ganhar as parcelas residuais, segue o calendário regular do programa e vai até o dia 30, para os que têm o NIS final 0. Para os demais grupos, o pagamento das novas parcelas extras de R$ 300 ainda não foi definido pelo Ministério da Cidadania, mas deverá ser incluído no calendário organizado por ciclos de crédito em conta digital e saques em espécie até o final do ano. Os beneficiários recebem a parcela a que têm direito no período de acordo com o mês de nascimento.

Amanhã, a Caixa liberará o saque em dinheiro para 4,1 milhões nascidos em março. 

Calendário de créditos e saques

Ciclo 2


Crédito em poupança digital

28 de setembro - nascidos em outubro e novembro

30 de setembro - nascidos em dezembro


Saque em dinheiro

29 de setembro- nascidos em março

1º de outubro- nascidos em abril

3 de outubro- nascidos em maio

6 de outubro- nascidos em junho

8 de outubro- nascidos em julho

13 de outubro- nascidos em agosto

15 de outubro- nascidos em setembro

20 de outubro- nascidos em outubro

22 de outubro- nascidos em novembro

27 de outubro- nascidos em dezembro


Ciclo 3


Crédito em poupança digital

9 de outubro - nascidos em janeiro e fevereiro

16 de outubro - nascidos em março e abril

23 de outubro - nascidos em maio e junho

30 de outubro - nascidos em julho e agosto

6 de novembro -  nascidos em setembro e outubro

13 de novembro - nascidos em novembro e dezembro


Saque em dinheiro

29 de outubro - nascidos em janeiro e fevereiro

3 de novembro -  nascidos em março e abril

10 de novembro -  nascidos em maio e junho

12 de novembro - nascidos em julho e agosto

17 de novembro - nascidos em setembro e outubro

19 de novembro - nascidos em novembro e dezembro


Ciclo 4


Crédito em poupança digital

16 de novembro - nascidos em janeiro e fevereiro

18 de novembro - nascidos em março e abril

20 de novembro - nascidos em maio e junho

23 de novembro - nascidos em julho e agosto

27 de novembro - nascidos em setembro e outubro

30 de novembro - nascidos em novembro e dezembro


Saque em dinheiro

26 de novembro - nascidos em janeiro e fevereiro

1º de dezembro- nascidos em março e abril

3 de dezembro- nascidos em maio e junho

8 de dezembro- nascidos em julho e agosto

10 de dezembro- nascidos em setembro e outubro

15 de dezembro- nascidos em novembro e dezembro

domingo, 27 de setembro de 2020

Alon Feuerwerker - A enésima morte da nova política

A ideia da necessidade de uma política de tipo inteiramente novo não é novidade na política nacional. Basta lembrar do “Brasil novo” prometido pelo então candidato a presidente Fernando Collor de Mello, três décadas atrás. A tentação é permanente. Quem não gostaria de resolver os próprios problemas e aporrinhações simplesmente apertando o botão de reset?


De tempo em tempos, mais agudamente em crises que esgotam a paciência, o eleitor cai nessa. É arrastado pela promessa de que a ponte para superar os impasses é trocar as pessoas erradas pelas certas. E nunca faltam candidatos a preencher a necessidade. E acabam chegando ao poder carregados da esperança de que vão finalmente passar o sistema a limpo.


Mas tão previsível quanto o apelo cíclico das promessas de renovação é o poderoso efeito permanente da inércia. Se até nas rupturas dignas do nome ela opera com impacto decisivo nas políticas pós-revolucionárias, quanto mais em transições de superfície, como às que nosso país está habituado na sua já relativamente longa história.


O Brasil é quase um laboratório permanente de experimentação da teoria que adverte sobre o peso opressor das ideias mortas sobre as ações dos seres vivos que se imaginam como o novo. Nada é mais previsível por aqui que a alternância entre a euforia diante da novidade e o conformismo quando o velho finalmente volta a se impor.


O surto mais recente de ansiedade por uma nova política vem de 2014, impulsionado pela explosão de junho de 2013, o embrião do momento por que o país passa hoje. Mas se ao longo destes anos você fosse perguntando às pessoas “afinal, o que é a nova política”, provavelmente constataria, surpreso, que ninguém tinha a menor ideia da resposta.


Ao final, a nova política acabou se vestindo de algo bastante velho, o clássico bonapartismo. O culto ao poder unipessoal exercido em ligação direta com o desejo difuso das massas. O obstáculo? Este projeto unipessoal precisaria impor-se na prática aos bolsões de poder estabelecido.


No Brasil isso é praticamente impossível, ou muito difícil, por várias razões. Uma singela: o sistema está organizado para impedir qualquer presidente de eleger com ele a maioria parlamentar. Presidente, governadores e prefeitos. O problema está nos 3 níveis da federação. Na teoria, trata-se de um sistema de freios e contrapesos. Na prática, a garantia de que nada vai mudar.


Neste final da metade do (primeiro?) governo Jair Bolsonaro, assistimos ao enésimo enterro de um ensaio da possibilidade de uma política inteiramente nova. Mas, a exemplo de Luiz Inácio Lula da Silva, o atual presidente teve a inteligência, e a prudência, de mandar a coisa toda do “novo” às favas enquanto ainda tinha força suficiente para dissuadir “a velha política” de tentar derrubá-lo.


Pois a coisa anda perigosa. Invocar questiúnculas para derrubar governantes que perderam a (ou nunca tiveram a) maioria parlamentar parece estar virando, como se diz, carne de vaca. Comprova-se, de maneira ineditamente disseminada, que governos “técnicos” estão sempre a caminho de cair. Ainda mais com a atual exuberância de um Judiciário inebriado de poder.


E de Legislativos que perceberam que podem derrubar quem for sem enfrentar reação ponderável.

Pix (pagamentos e transferências) sairão na mesma hora

Fazer pagamentos e transferências de forma imediata, pelo celular, a qualquer dia e horário, incluindo fins de semana e feriados. Essa é uma das funcionalidades do arranjo de pagamentos instantâneos Pix, do Banco Central, que começará a operar no dia 16 de novembro. O cadastro da chave de acesso começa no dia 5 de outubro.

Com o Pix, a confirmação do pagamento é feita na hora e o dinheiro logo está na conta de quem recebe. Ao contrário do que ocorre hoje em que as movimentações financeiras das empresas estão restritas ao horário de funcionamento dos bancos e contam com o prazo de compensação.

O pagamento de um boleto, por exemplo, pode demorar até três dias para ser creditado na conta do fornecedor. Já uma transferência entre bancos diferentes pode demorar até 30 minutos para ser concluída.

Ao participar da abertura do evento virtual Conexão Pix, nesta quarta-feira (9), o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que o novo arranjo de pagamentos vai beneficiar do pequeno ao grande negócio reduzindo, por exemplo, custos operacionais e a necessidade da tomada de crédito pelas empresas.

“A gente parte do princípio de que é uma forma de pagamento instantâneo que tem características importantes que é ser rápido, seguro, transparente, ser barato e gerar competição no mercado. Tem uma outra parte que ela elimina todo um custo operacional que hoje existe nas empresas. É muito custoso no Brasil fazer negócios em termos de custo operacional. Temos a facilidade do recebimento. A eliminação de custo de transporte de numerário”, afirmou.

“O fato de ter a disponibilização imediata dos recursos faz com que novos negócios apareçam. Toda a parte e e-commerce vai ser adiantado. O pequeno que está ali vendendo uma pipoca, vendendo um produto no varejo, também é uma comodidade saber que ele recebe o dinheiro em espécie, conseguir ver o dinheiro aparecer rapidamente na conta”, disse Campos Neto.

Os benefícios não são só para as empresas. O cidadão vai ter um sistema de pagamento mais prático, rápido e seguro. E simples, já que é preciso apenas um dispositivo digital para fazer o pagamento, dispensando o uso de cartão, cédula, cheque e maquininhas.

Como funciona

Pelo Pix poderão ser feitos pagamentos em estabelecimentos comerciais e no comércio eletrônico, transferências entre pessoas, empresas e transferências envolvendo o governo, como pagamento de taxas e impostos. Tudo de forma segura e prática, a partir da leitura de um QR Code ou apenas informando dados da Chaves Pix.

Entre as vantagens apontadas pelo Banco Central para o arranjo de pagamentos instantâneos Pix está o potencial de alavancar a competitividade e a eficiência do mercado com o aumento da velocidade em que pagamentos ou transferências são feitos.

Contas de luz

A conta de luz poderá ser paga pelo Pix. 

Lava Jato - Edson Fachin homologa outro acordo de delação premiada, desta vez da Hypermarcas

O ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), homologou as delações premiadas de três executivos que atuaram na antiga companhia Hypermarcas, que atualmente se chama Hypera Pharma. Fazem parte da operação Lava Jato.

Foram roubalheiras ocorridas durante os governos do PT, Lula e Dilma.

Os acordos foram firmados pela PGR (Procuradoria Geral da República), que os encaminhou ao Supremo em 18 de agosto. Pararam na mesa de Fachin, que é relator da Lava Jato na Corte.

Os colaboradores são: o ex-presidente do conselho de administração João Alves de Queiroz Filho, do ex-CEO Cláudio Bergamo e do ex-funcionário Carlos Roberto Scorsi. Na delação de Queiroz Filho, foi aplicada a multa individual mais alta da história da PGR, de R$ 1 bilhão.

Em abril de 2018, Queiroz Filho pediu afastamento da presidência do conselho diante das investigações sobre a delação premiada de um ex-executivo da companhia.

Ministério da Saúde lançará campanha #NãoEspere

 O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou uma nova ação de cuidado precoce contra o vírus chinês. O objetivo é estimular que pessoas que estão com suspeita da doença procurem ajuda e evitem o agravamento da doença. 

Evento integra campanha “#NãoEspere”.

A ação foi nomeada de “Dia Nacional da Conscientização para o Cuidado Precoce”. Será realizada em outubro. O dia do evento ainda não foi divulgado.

“O objetivo é garantir o direito e acesso da população ao tratamento precoce e evitar o agravamento da doença, reduzindo complicações, internações e óbitos”, afirmou a pasta por nota. “O Ministério da Saúde reitera que a qualquer sintoma gripal, as pessoas devem procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima”.

O evento não prevê “a distribuição de medicamentos por nenhum órgão envolvido na iniciativa”. “Os repasses de insumos, remédios, equipamentos e recursos financeiros da pasta são viabilizados mediante solicitação formal de estados e municípios, de acordo com critérios estabelecidos em portarias específicas”, declarou.

ANÚNCIO DO MINISTÉRIO

“Ministério da Saúde anuncia ação para estimular o cuidado precoce

O Ministério da Saúde lança no mês de outubro o ‘Dia Nacional da Conscientização para o Cuidado Precoce’. A data é mais um marco da campanha #NãoEspere, que reforça a importância das medidas de prevenção recomendadas pela pasta no enfrentamento à Covid-19. O objetivo é garantir o direito e acesso da população ao tratamento precoce e evitar o agravamento da doença, reduzindo complicações, internações e óbitos.


Cabe ressaltar que as ações não preveem a distribuição de medicamentos por nenhum órgão envolvido na iniciativa. Os repasses de insumos, remédios, equipamentos e recursos financeiros da pasta são viabilizados mediante solicitação formal de estados e municípios, de acordo com critérios estabelecidos em portarias específicas.


O Ministério da Saúde reitera que a qualquer sintoma gripal, as pessoas devem procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima.”

sábado, 26 de setembro de 2020

Governo enviará reforma tributária inteira para o Congresso.

 O governo recuou da sua proposta inicial e decidiu que irá enviar a reforma tributária inteira, e não mais em fases, ao Congresso Nacional. A mudança marca a nova fase da interlocução governo/Congresso para a reforma que passou da equipe econômica para a ala política. 

Até agora, o governo enviou apenas a fase 1 da proposta, que prevê a unificação do PIS e da COFINS. A criação de um novo imposto sobre pagamentos digitais deve ser enviada na próxima semana, junto com as demais fases da proposta que contém desoneração sobre a folha de pagamentos ampliada, mudanças no Imposto de Renda das pessoas física e jurídica e unificação de outros impostos (como IOF, Salário-Educação e Cide-Combustíveis). 

A discussão em torno do novo imposto para bancar uma desoneração da folha de pagamentos mais ampla para até dois salários mínimos e a dificuldade do Congresso em analisar uma reforma fatiada seriam os motivos para a mudança de estratégia do governo. O ministério da Economia defendia que era mais fácil aprovar uma reforma em partes em função da complexidade dos temas, mas com a articulação assumida pela ala política, a decisão foi pela reforma interna. 

O fatiamento nunca foi bem recebido no Congresso, como explica a senadora Simone Tebet (MDB-MS) integrante da comissão mista para a reforma tributária:

"Não está andando [a reforma no Congresso]. Só com todas as cartas na mesa é que dá para saber o que vai realmente avançar nesse processo. Se alguém disser o que vai acontecer é mais vontade pessoal do que uma certeza. Está tudo muito nebuloso e as coisas vão ficar mais claras quando governo apresentar toda a sua reforma e o relator apresentar o projeto dele. Com ela fatiada, você não consegue montar o quebra-cabeça de qual imposto vai financiar qual gasto". 


Preço da soja está perto de recorde histórico

 A agência Reuters, hoje, informa que a cotação da soja do Brasil está a poucos reais de bater um recorde histórico, registrado em 2012, após o preço ter subido cerca de 6,44% no acumulado do mês devido ao momento de baixa oferta e de início de plantio da temporada 2020/21, de acordo com dados do centro de estudos Cepea.

Leia toda a reportagem:


A soja atingiu 146,63 reais por saca nesta sexta-feira na praça de referência de Paranaguá (PR), depois de ter batido 150,86 reais durante a semana, perto de uma máxima histórica de 153,40 reais por saca do dia 31 de agosto de 2012, que considera a inflação do período.


O ano de 2012, recorde real de preço no país até o momento, foi marcado por uma seca em Estados do Sul do Brasil e países da América do Sul. Naquela temporada (2011/12), a safra brasileira caiu 12% ante o ano anterior, em meio ao fenômeno La Niña.


Em 2012, contudo, a máxima histórica foi registrada após uma frustração climática. Em 2020, o Brasil, maior produtor e exportador global da oleaginosa, colheu um volume recorde.


Mas preços nacionais são sustentados por baixos estoques após o país ter realizado grandes exportações e extremamente concentradas --impulsionadas pelo câmbio--, que deixaram pouco produto para ser embarcado até o final do ano, conforme indicam as projeções de especialistas.


Com uma alta do dólar e da bolsa de Chicago nesta sexta-feira, as condições eram propícias para uma nova elevação no indicador do Cepea medido em Paranaguá, mas a cotação interna perdeu força, embora siga em patamar elevado.


A soja deve ser mais um dos produtos agrícolas do Brasil a marcar em 2020 uma máxima histórica real, que considera a inflação, de acordo com os dados do Cepea, que já indicaram anteriormente cotações históricas para o boi, bezerro, suíno, arroz e leite.


VENDAS ANTECIPADAS


Enquanto o mercado lida com baixos estoques, disse o Cepea em análise nesta sexta-feira, os agentes seguem efetivando contratos antecipados, com dados apontando que cerca de 60% da oferta esperada para a temporada 2020/21 já foi comercializada no Brasil.


“Certamente, a venda antecipada dará suporte aos preços no Brasil no médio prazo, deixando pouco espaço para quedas bruscas, mesmo com possível safra recorde”, destacou o centro de estudos.


Se a média diária está a caminho de um novo recorde, a média mensal parcial do indicador em setembro chegou a tocar 136,90 reais, o maior nível desde setembro de 2012, quando atingiu recorde real, de 144,59 reais/saca.


“Vale destacar que os preços no interior também estão em alta, operando na casa de 150 reais/saca em regiões do Centro-Oeste, mas são valores nominais, ou seja, com quase nenhuma efetivação”, diante da baixa oferta, conforme o Cepea


Segundo o Cepea, a alta do grão segue desafiando as indústrias brasileiras.


“O lado bom é que esses demandantes indicam estar conseguindo repassar a valorização do grão aos derivados, diante da firme procura por farelo e óleo de soja. Inclusive, o prêmio de exportação de óleo de soja, referente ao embarque em outubro/20, voltou a ser ofertando acima de 0,95 dólar/libra-peso no dia 24, acima dos 0,52 dólar/libra-peso na quinta-feira anterior.”

Marchezan Júnior flexibiliza mais em Porto Alegre

 Decreto publicado em edição extra do Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa) nesta sexta-feira, 25, amplia o horário de funcionamento de restaurantes, bares, padarias, lojas de conveniência, lancherias e similares, libera o ensino profissionalizante e aumenta a capacidade de pessoas nos ônibus. Confira as mudanças:


O funcionamento dos restaurantes, bares, padarias, lojas de conveniência, lancherias e similares, inclusive localizados em shopping centers, fica permitido de segunda a sábado, das 6h às 23h, para atendimento ao público, com restrição ao número de clientes simultâneos e observação concomitante das regras do artigo 21 do decreto.


Fica permitida a prática de esportes individuais e coletivos, limitados ao máximo de quatro pessoas concomitantes, inclusive em centros de treinamento, centros de ginástica, clubes sociais e condomínios, desde que sem contato físico, com distanciamento mínimo de dois metros entre os praticantes.


Fica permitido também o funcionamento de museus, centros culturais, bibliotecas e similares, com equipes reduzidas e restrição ao número de visitantes simultâneos, além de controle de fluxo de pessoas, na entrada e na saída, e do número de presentes no estabelecimento. Essas informações devem ser disponibilizadas à fiscalização municipal quando solicitadas. Também será necessário controlar a aglomeração, com observância da distância mínima interpessoal de dois metros e das medidas de proteção individual. Fica vedada a realização de eventos não previstos nas atividades do estabelecimento.


Fica permitido o funcionamento de teatros, exclusivamente para captação audiovisual, com ingresso apenas da equipe técnica, sem a presença de público e com observação das regras de higienização e de ocupação dos locais.


As cerimônias religiosas poderão ter duração máxima de 90 minutos cada.


O transporte coletivo de passageiros deverá ser realizado apenas com o uso de máscara pelos operadores e usuários. Deverá ser observada, além da capacidade de passageiros sentados, a lotação máxima de passageiros em pé, limitada a 15 nos ônibus comuns e a 20 nos ônibus articulados. Fica vedado o embarque nos veículos que atingirem esse limite.


Ficam permitidas a alimentação e a ambientação de trabalhadores e alunos nas instituições de ensino, respeitando protocolos estabelecidos Estão permitidas ainda, em regime presencial, no âmbito do ensino superior e profissionalizante, as atividades práticas de ensino e de estágios obrigatórios em campos profissionais cujas atividades não sejam passíveis de substituição por aulas que utilizem meios e tecnologias de informação e comunicação.


Os estabelecimentos de prestação de serviços, inclusive em centros comerciais, ficam autorizados a operar somente de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, exceto os arrolados como permitidos ou essenciais, que não possuem restrição de funcionamento. Os localizados em shopping centers ficam autorizados a funcionar somente de segunda a sábado, das 12h às 20h.


sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Vem aí o Dia D da Cloroquina

 O Ministério da Saúde vai realizar um “Dia D” de enfrentamento à Covid-19 em 3 de outubro, abrindo Unidades Básicas de Saúde (UBS) para passar orientações sobre o “tratamento precoce” e medicar pacientes. Até esta data, a pasta planeja uma série de ações, entre elas levantar estoques e turbinar a distribuição de medicamentos do chamado kit covid-19 no País, que reúne cloroquina, hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina. Não há eficácia científica comprovada sobre o uso dessas drogas contra a doença


Para bombar o evento, o Ministério espera que o presidente Jair Bolsonaro trate do tema durante sua live semanal nas redes sociais, no próximo dia 1º. Na sexta-feira, dia 2, véspera do “Dia D”, o presidente ainda faria um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV para divulgar o evento.


O planejamento do “Dia D” foi apresentado em reuniões internas durante a semana, apurou o Estadão com fontes do governo. Participa da organização o empresário Carlos Wizard, fundador da rede Wizard de escolas de inglês. Ele chegou a ser cotado ao cargo de secretário do Ministério da Saúde, mas recebeu veto de Bolsonaro.


O Ministério ainda pretende colocar cartazes sobre a campanha em unidades de saúde, além de locais de alta circulação, como aeroportos, shoppings, academias e restaurantes. Uma camisa com o slogan do “Dia D”, ainda não anunciado, deve ser feita pelos organizadores, além de máscaras personalizadas.


Sem dar detalhes, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, divulgou o evento na quinta-feira, dia 24, durante reunião com gestores de Estados e municípios. “É um esforço nacional que o SUS está fazendo para divulgar melhores práticas, para que possamos salvar mais vidas”, disse. Pazuello afirmou que há “pessoas sendo iludidas no País” sobre o tratamento. “Até hoje você encontra cartazes dizendo: está com covid, fique em casa até ter falta de ar.”


O Ministério da Saúde e gestores de Estados e municípios concordam que o diagnóstico e tratamento célere podem reduzir chances de que o quadro da covid-19 se agrave. Mas o governo Bolsonaro defende que a base do tratamento seja o uso do chamado kit covid, opinião distinta a de diversos secretários locais, que se utilizam de informações científicas para a tomada de decisão.

Por divergências com Bolsonaro sobre prescrição desses medicamentos, dois ministros da Saúde deixaram o governo: Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Nelson Teich. Na gestão Pazuello, o ministério passou a orientar o uso de cloroquina ou hidroxicloroquina, associadas ao antibiótico azitromicina, desde o primeiro dia da doença.


Os estoques de cloroquina feitos pelo Laboratório do Exército e Fiocruz para a covid-19 já se esgotaram. O ministério agora tenta distribuir os 2 milhões de comprimidos de hidroxicloroquina que recebeu de doação do governo dos Estados Unidos. O produto, no entanto, foi enviado em embalagens com cem unidades e precisa ser fracionado. Essa operação tem sido bancada por Estados e municípios que pedem para receber a droga..

Dados do ICMS revelam grande recuperação da indústria gaúcha em setembro

 

A secretaria gaúcha da Fazenda divulgou, nesta quinta-feira, a 25ª edição do Boletim sobre os impactos do vírus chinês nas movimentações econômicas dos contribuintes de ICMS do Rio Grande do Sul. 

Conforme a publicação, que é baseada nos dados dos documentos fiscais eletrônicos e outras informações fiscais, as vendas da indústria registraram variações positivas frente a períodos equivalentes de 2019 pela sexta quinzena consecutiva, confirmando o cenário de retomada das atividades econômicas. O Boletim com os principais indicadores econômico-fiscais do Estado está disponível no site da Secretaria da Fazenda e no Receita Dados (portal de transparência da Receita Estadual).

Conforme o levantamento, a indústria apresentou avanço de 4% entre 5 e 18 de setembro, dando sequência ao que já vinha ocorrendo nos últimos cinco períodos de análise.

CLIQUE AQUI para saber muito mais.



Largada oficial para o início da campanha eleitoral será neste domingo

 Amanhã, sábado, é o último dia para que os Partidos inscrevam seus candidatos na Justiça Eleitoral.

A partir de domingo, os candidatos poderão iniciar oficialmente suas campanhas.

Bolsonaro diz que já tem candidatos em SP, Santos e Manaus

 O presidente Bolsonaro disse ontem que não apoiará ninguém no primeiro turno, mas avisou que terá candidatos preferidos em São Paulo, Santos e Manaus.

Em São Paulo, o candidato de Bolsonaro é o deputado federal Celso Russomano, Republicanos.

Em Porto Alegre, Bolsonaro não apoiará ninguém.

Os dois candidatos mais identificados com Bolsonaro são o vereador Valter Nagelstein e o vice-prefeito Gustavo Paim, mas assim mesmo o presidente não manifestará preferência. Seu vice, Hamilton Mourão, está com a candidatura de Sebastião Melo, já que o PRTB, seu Partido, integra a coligação. O PSL, Partido pelo qual elegeram-se quatro deputados estaduais e três deputados federais bolsonaristas, integra a coligação do prefeito Marchezan Júnior.

Pandemia e reação

 Pandemia e reação

 

Por Renato Sant'Ana

 

O que apresentar primeiro: a coisa boa ou a ruim? Comecemos por aquela que é de todo negativa. Depois se vê o que tirar de bom.

No Rio Grande do Sul, em seis meses de pandemia, morreram sete empresas por hora, totalizando 30 mil - dados da Junta Comercial.

Inclusive hotéis e restaurantes tradicionais. Mas, em maioria, fecharam empreendimentos modestos - de comércio e prestação de serviço.

Quem faliu é gente que tem iniciativa, que arrisca tudo, gera emprego, impulsiona a economia e garante a subsistência da vida.

São sonhos que se apagaram, empregos que desapareceram, vidas que murcharam: a economia encolheu e cresceu uma onda de incerteza e temor.

Quem terá feito empatia (palavra da moda) com tais vítimas da pandemia?

Políticos de conhecida coloração ideológica, além da mídia e da casta acadêmica, entre outros, parecem contentes com o desastre.

Assim no RS como no Brasil inteiro, o que se vê é uma verdadeira cruzada para disseminar o pânico e matar a esperança.

Não há dúvidas de que é dramática a situação, com um vírus que ainda não tem controle. Mas o pior é haver quem queira tirar proveito da crise.

Foram aproveitadores que cunharam um falso dilema, um embuste cognitivo para enganar as pessoas: defender a economia ou defender a vida?

Acaso a vida pode subsistir sem a economia? Onde está o dilema?

Embora amem ter patrimônio, esses arautos do pânico diabolizam o capital, odeiam empresas, misturam alhos com bugalhos e tratam o dono da padaria e o especulador George Soros como se fossem a mesma coisa.

Faltou, do governo estadual e da Assembleia Legislativa, uma palavra de encorajamento e solidariedade para os empreendedores que faliram.

O que sobrou, por todo lado, foi performance salvacionista com a repetição do mantra "fique em casa", como se isso, que é indispensável para vulneráveis, encerrasse a solução cabal no enfrentamento da crise.

A pandemia desmascarou o egoísmo e a inclinação oportunista de muitos e mostrou o quanto e como a população pode ser manipulada.

Mas nem tudo está perdido. O Brasil não vai acabar. Logo entraremos numa fase de recuperação. E serão os empreendedores, hoje subestimados, que vão impulsionar a revitalização da economia.

Além disso, é positivo que, dentro de alguns dias, haja eleições municipais. Ou alguém dirá que uma tal chance de renovação é inútil?

Sem a política, o que resta é abuso de poder. Quanto menos gente interessada em política houver, mais cômodo será para os oportunistas, ao passo que mais gente interessada tende a reduzir abusos.

E não há como ficar de fora: os que dão as costas à política, encenando superioridade moral, acabam sendo úteis ao parasitismo espertalhão.

Ora, estar o ar poluído nunca foi motivo para se desistir de respirar. Por que é que alguém, senão por preguiça e mediocridade, usaria a escusa de estar a política dominada por espertalhões para dela desistir?

O que faz uma sociedade melhor ou pior é a qualidade das suas instituições. E a questão é "como melhorar as nossas instituições?". É precisamente para essa tarefa que elegemos os nossos representantes.

Sejamos, pois, adultos e, abandonando ilusões juvenis, comecemos por aprimorar nosso critério de escolha para reduzir a margem de erro na eleição daqueles que, em nosso nome, vão gerenciar o futuro da cidade.

Pensemos com generosidade que é aí, na política municipal, que serão forjados os líderes que conduzirão o país futuramente.

E a saída é distinguir entre quem valoriza o trabalho e quem bajula o trabalhador para, dele, tirar proveito. Entre quem quer instituições abertas e transparentes e quem só as quer úteis a seu projeto de poder.

Tudo começa pelo município. As eleições de 2020 marcam o início da recuperação: vamos melhorar o país, principiando por arrumar a cidade.

 

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo. 

E-mail sentinela.rs@uol.com.br

Artigo, Mises - As 20 lições que aprendemos em 2020

A principal: os genuínos defensores da liberdades são a ínfima minoria.


https://mises.org.br/article/3296/as-20-licoes-que-aprendemos-em-2020


Até o momento, este ano foi estupefaciente. Uma verdadeira doutrina de choque. Sofremos um ataque inclemente e devastador.

E o agressor não foi um vírus. O Sars-Cov-2 é um vírus normal, do tipo que se alastra e ataca o sistema respiratório. Ele se comporta como todos os demais vírus já encontrados pela ciência no passado, e a maneira correta de lidar com ele — como com todos os vírus — é por meio da terapêutica médica e da adaptação imunológica.

No entanto, pela primeira vez na história, decidiram combater um vírus por meio do autoritarismo estatal, como se decretos, ordens e coerções violentas pudessem intimidar o vírus e fazê-lo desaparecer.

O estado passou a encarar um vírus como se ele fosse uma sarna, um piolho, e pudesse ser vencido por uma simples declaração de guerra contra ele, a qual se resumia a destruir todas as mais básicas liberdades civis.

Muito mais do que o novo coronavírus, o estado (mais especificamente, prefeitos e governadores) foi o grande agressor. Ele assumiu o controle total, emitindo decretos aleatórios especificando o que os cidadãos podiam e não podiam fazer, e humilhando empreendedores e trabalhadores ao especificar quais empreendimentos eram considerados essenciais (e podiam funcionar) e quais eram triviais (e deveria ser fechados). 

O estado impingiu seus decretos sob a mira de armas, espancando pequenos empreendedores que apenas queriam trabalhar, destruindo milhares de pequenas empresas, levando outros milhões à depressão (com aumento substantivo no número de suicídios), violando todos os direitos humanos mais básicos, e despedaçando as vidas de incontáveis milhões ao redor do mundo.

E tudo de que o estado precisou para conseguir isso foi fazer a mídia e seus acólitos acreditarem na pré-moderna e não-científica (e essencialmente infantil) ideia de que a maneira correta de lidar com um vírus era correr e se esconder dele, ignorando completamente o fato de que os seres humanos evoluíram lado a lado com vírus ao longo de milhões de anos. Esquecemos tudo o que aprendemos com ciência no século XX.

O governo tentou amedrontar e expulsar o vírus com retórica e violência, mas, no fim, governos têm apenas uma habilidade: a capacidade de controlar e amedrontar as pessoas. E isso ele demonstrou que sabe fazer muito bem.

Daqui a alguns anos, olharemos para trás e veremos o que realmente aconteceu, ao analisarmos dois conjuntos de dados: a média de mortes ao longo de um período de cinco anos, a qual não irá revelar nada de atípico (e este fato irá atordoar as gerações futuras), e os dados do PIB, que revelarão uma brutal devastação econômica jamais antes vista no mundo moderno, nem mesmo em uma depressão ou em uma guerra.

Essa grande supressão destruiu não apenas setores inteiros da indústria, das artes e dos serviços, como também, e ainda mais fundamentalmente, abalou a confiança das pessoas em relação a coisas que até então dávamos como garantidas, como liberdade civil, leis e proteção da propriedade contra agressões.

Quanto mais cedo reconhecermos que o verdadeiro inimigo é o estado e sua total falta de restrições, mais rapidamente poderemos nos preparar para garantir que nada disso jamais volte a ocorrer. 

Eis as 20 maiores lições que aprendemos até agora em 2020.

1) Governos são totalmente capazes de fazerem o impensável, e de maneira repentina, sem nenhum plano de saída, nenhuma consideração para com custos econômicos e socais, e com total desconsideração pelos mais básicos direitos individuais.

2) Nenhuma constituição efetivamente protege os cidadãos e garante seus direitos básicos. Elas se tornam irrelevantes quando governos declaram uma emergência.

3) O lobby empresarial é bem menos poderoso do que se imaginava.

4) Vários políticos se importam muito mais com seu poder pessoal do que com a opinião pública.

5) As pessoas, em grande parte, são muito menos preocupadas com suas liberdades do que era de se imaginar.

6) A esquerda progressista nunca realmente esteve preocupada com os pobres, e nunca esteve comprometida com liberdades civis. Nem sequer se preocupa com a privacidade individual e com a educação infantil.

7) A compreensão de conceitos econômicos básicos é algo raro.

8) Não existe um "consenso científico". Cientistas da mesma área discordam entre si, e às vezes até radicalmente, e muitas vezes por motivos puramente políticos.

9) A estrutura da lei, do direito e do estado é perfeitamente capaz de sofrer alterações dramáticas e até mesmo repentinas. As cortes superiores protegem os políticos e não os cidadãos.

10) A mídia perdeu completamente o manto da imparcialidade e da informação. Ela agora reporta apenas a narrativa que lhe interessa, e suprime todos aqueles que tenham uma visão distinta.

11) Credenciais profissionais são úteis, mas deixaram de ser decisivas para qualquer debate. Pior: passaram a ser usadas como armas.

12) A maioria das pessoas não possui a mais mínima ideia de como ler estatísticas e de como analisar números; para muitas, dados são apenas abstrações.

13) Praticamente nenhum grupo político ou grupo de interesse está genuinamente preocupado com os pobres, com a classe trabalhadora e com os grupos marginalizados — ao menos, não o bastante ao ponto de colocar os interesses deles acima da mera politicagem. 

14) Muito frequentemente, os "princípios" que as pessoas proclamam ter não passam de uma falsa sinalização de virtude, apenas para parecerem virtuosas e compassivas nas redes sociais.

15) A propagação da verdade está em desvantagem em relação à propagação de erros e mentiras.

16) A ciência já conhecida e estabelecida pode perfeitamente ser esquecida em uma geração.

17) Por mais que nossas instituições aparentem ser inteligentes e impressionantes, elas não foram criadas e nem muito menos são administradas por pessoas igualmente inteligentes.

18) O mercado é ainda mais impressionante do que eu jamais sonhei. A rapidez de empreendedores em se adaptar a condições exigentes e contrárias, ao ponto de nos manter vivos e com entretenimento, é algo que beira a ficção.

19) A saúde psicológica da maioria das pessoas está diretamente ligada aos seus direitos de posse e às suas liberdades. Tire uma, ou as duas, e as pessoas se desintegram emocionalmente.

20) A coragem moral individual é o tesouro mais precioso de uma sociedade. É tão rara quanto poderosa. No final, foram alguns poucos indivíduos quem se arriscaram para nos trazer informações relevantes sobre tudo e foram alguns poucos indivíduos que se arriscaram para nos manter alimentados e entretidos. 



Americanos obtudos

Cada dia fico mais convencido de que o brasileiro é extremamente criativo enquanto os americanos são completamente obtusos. Pelo menos em alguns aspectos.

Um destes aspectos nos quais salta aos olhos a genialidade brasileira quando comparada com a obtusidade americana é aquele concernente às leis e à constituição de cada país.

Os americanos criaram uma constituição em 1787 com apenas sete artigos, completa falta de criatividade. De lá até hoje, fizeram apenas 27 emendas o que demonstra claramente que os americanos são desprovidos de imaginação. Só 27 emendas em 233 anos! Decepcionante!

Os brasileiros, em um tempo muito menor, de apenas 196 anos, conseguiram produzir sete constituições:

1ª - Constituição de 1824 (Brasil Império) ...

2ª - Constituição de 1891 (Brasil República) ...

3ª - Constituição de 1934 (Segunda República) ...

4ª - Constituição de 1937 (Estado Novo) ...

5ª - Constituição de 1946. ...

6ª - Constituição de 1967 (Regime Militar) ...

7ª - Constituição de 1988 (Constituição Cidadã)

Esta última, em 32 anos, já conta com 107 emendas, clara demonstração da alta capacidade criativa dos brasileiros.

Além disso, o que foi escrito nesta última constituição permite interpretações que variam conforme a criatividade de cada ministro multiplicadas pelas circunstância na qual deve ser aplicado. Na prática temos inúmeras versões do mesmo texto uma vez que cada ministro os lê em seu idioma particular.

O ministro Barroso, por exemplo, alterou completamente a lei que especifica o rito do impeachment do presidente da república, lei 1079/50, retirando da Câmara dos Deputados o poder de aceitar o pedido de impeachment e afastar o presidente por 180 dias, passando esta atribuição ao Senado Federal que, segundo ele, é uma casa mais importante do que a Câmara. E ficou por isso mesmo.

Lewandowski, no seu idioma, definiu que a letra “e” significa “ou” e com isto permitiu que a Dilma mantivesse seus direitos políticos.

A Carta diz que a nomeação do diretor geral da Polícia Federal é atribuição exclusiva do Presidente da República, mas o Ministro Alexandre de Morais, entendeu que isto significa que esta atribuição exclusiva depende da vontade de qualquer ministro do Supremo Tribunal Federal. É exclusiva se o ministro deixar que seja.

A prisão após condenação em segunda instância, permitida na Constituição Federal no artigo 5º inciso LXI que reza textualmente que a prisão pode ser decretada “por ordem escrita e fundamentada da autoridade competente”, vem sendo entendida de diferentes formas dependendo de quem seja o réu a ser julgado. Na última interpretação, como o réu era o Lula, a Suprema Corte não titubeou em revogar sua própria decisão de apenas 3 anos antes que já tinha revogado decisão contrária de poucos anos antes.

A reeleição dos presidentes das casas legislativas durante a mesma legislatura já está por um triz para ser aprovada ainda que a Constituição a vede, simplesmente porque em sua criatividade, nossos legisladores, tanto do congresso como do supremo, estão olhando para Maia e Alcolumbre e não para o que está escrito na Carta.

Estes poucos exemplos entre muitíssimos outros, demonstram que o poder criativo das autoridades brasileiras supera espetacularmente a falta de criatividade dos americanos que não conseguem sequer criar pelo menos um clone de sua constituição.

Parece que para os americanos, pau é pau e pedra é pedra, enquanto para os brasileiros, pau e pedra fazem parte do mesmo universo ecológico podendo ser transmutados um no outro pelo poder alquimista de nossa Suprema Corte assistida por seus instrumentadores do Congresso Nacional.

Desta vez vou finalizar com Cícero:

“Quo usque tandem abutere, Catilina, patientia nostra?

Até quando, Senhor.


Fabio Freitas Jacques. Engenheiro e consultor empresarial, Diretor da FJacques – Gestão através de Ideias Atratoras e autor do livro “Quando a empresa se torna azul – o poder das grandes ideias”.

Arrecadação do ICMS do RS reage em setembro e já bate os números de 2019

A visão parcial da arrecadação de ICMS em setembro, até o dia 15 do mês, fortalece o cenário de recuperação, indicando crescimento de 13,7% (R$ 270 milhões) na comparação com o mesmo período de 2019, em números atualizados pelo IPCA. 

Dessa forma, a arrecadação acumulada no ano agora é de R$ 24,56 bilhões – queda de R$ 1,2 bilhão (-4,7%) frente ao obtido em 2019.

O resultado dá sequência ao desempenho positivo verificado em agosto, que registrou crescimento de 1,7% (R$ 50 milhões). Antes, a arrecadação de ICMS havia crescido 4% em janeiro e 6,7% em fevereiro, seguido por quedas de -0,3% em março, -14,8% em abril, -28,6% em maio, -13,9% em junho e -5,3% em julho. 

Vendas da indústria gaúcha já batem números do ano passado

 A Receita Estadual divulgou nesta quinta-feira a 25ª edição do Boletim sobre os impactos do vírus chinês nas movimentações econômicas dos contribuintes de ICMS do Rio Grande do Sul. Conforme a publicação, que é baseada nos dados dos documentos fiscais eletrônicos e outras informações fiscais, as vendas da indústria registraram variações positivas frente a períodos equivalentes de 2019 pela sexta quinzena consecutiva, confirmando o cenário de retomada das atividades econômicas. O Boletim com os principais indicadores econômico-fiscais do Estado está disponível no site da Secretaria da Fazenda e no Receita Dados (portal de transparência da Receita Estadual).


Conforme o levantamento, a Indústria apresentou avanço de 4% entre 5 e 18 de setembro, dando sequência ao que já vinha ocorrendo nos últimos cinco períodos de análise. Com o resultado, a atividade industrial ainda apura queda no acumulado desde o início da pandemia (16 de março a 18 de setembro), de -4,5%.


Entre os 19 setores industriais analisados, a quantidade de “ganhadores” (cuja variação é positiva comparando os últimos 14 dias com o mesmo período do ano anterior) na última quinzena foi de 14, restando quatro setores com variações negativas e um com situação neutra. A média dos ganhos dos setores de variação positiva foi de +17,9% e a média dos “perdedores” foi de -7,2%.


Um dos destaques foi o industrial de Metalurgia, com +24,6%, como resultado das vendas de insumos de construção civil. O setor Coureiro-Calçadista também merece destaque: apesar de ainda estar no patamar de perdas, a variação da quinzena foi o melhor resultado desde o início da crise: -19,8%.


Com isso, o acumulado do segmento passou de -47,2% para -45,1%. As empresas do setor têxtil, um dos mais afetados no período acumulado, apresentaram variações positivas pela quarta quinzena consecutiva (+6,4%). O industrial de Plásticos, por sua vez, registrou indicador positivo na ordem de dois dígitos pela terceira vez seguida (+26,1%, +25%, +19,3%), confirmando a retomada do setor. O desempenho dos setores do agronegócio também foi, novamente, animador: são quatro períodos em sequência com todos apresentando desempenho positivo.


A atividade Varejista registrou indicador interanual positivo de 2% na última quinzena (5 a 18 de setembro), em comparação com o mesmo período de 2019. Essa foi a quarta quinzena consecutiva sem apresentar variação negativa para a atividade. Os setores que mais contribuíram para o resultado foram de Supermercados (+11,9%), Material de Construção (+19,3%), Lojas de Departamento e Magazines (+28,8%), Eletroeletrônicos (+16,6%) e Móveis (+20,9%).


Os setores com queda foram os varejistas de Vestuário (-20%), Combustíveis (-12,7%) e Veículos (-2,7%). A maior queda acumulada no período de crise é do setor de Vestuário (-42,5%). No acumulado, a atividade varejista ainda apura queda de -7,8%.


O Atacado, por fim, apresentou estabilidade no período, com -0,5% de variação. A queda acentuada protagonizada pelo atacado de Combustíveis (-26,7%) e a leve queda do setor de Alimentos (-4,9%) foram compensadas principalmente pela variação positiva dos setores de Material de Construção (+29,6%), Insumos Agropecuários (+5,6%), Veículos (+16,5%) e Medicamentos (+14,1%). Com isso,  o segmento atacadista tem ganho acumulado de +2,8% desde o início da pandemia.


Outro indicador importante de retomada é a emissão de Notas Eletrônicas (NF-e + NFC-e), que registrou variação positiva pela quinta quinzena consecutiva frente a períodos equivalentes de 2019, com +2,3% de aumento. O pior resultado do indicador ocorreu no início de abril, com -18,7% de variação. No acumulado (16 de março a 18 de setembro), a redução é de -3,4%, ou seja, cerca de R$ 66 milhões deixaram de ser movimentados, em operações registradas nas notas eletrônicas a cada dia.



quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Ministério da Saúde e aborto

 Às vésperas de ver o tema ser julgado no STF (Supremo Tribunal Federal), o Ministério da Saúde decidiu alterar a portaria que trazia regras para atendimento a mulheres que buscam aborto nos casos previstos em lei.


A medida vinha sendo alvo de críticas de especialistas em entidades na área de saúde, que viam na norma, publicada no fim de agosto, uma forma de intimidar mulheres que buscam o procedimento.


O novo texto foi publicado nesta quinta-feira (24). Na prática, a pasta recuou em pontos previstos em norma anterior, como a exigência de que médicos informassem à gestante a possibilidade de ver o feto em ultrassonografia, por exemplo.


Por outro lado, manteve pontos polêmicos, como a necessidade de que médicos informem a polícia caso atendam mulheres que buscam interromper a gestação em casos de estupro -um dos pontos centrais da norma anterior.


Embora tenha retirado a menção explicita de obrigatoriedade, a nova portaria ainda diz que o médico e profissionais de saúde "que acolherem a paciente dos casos em que houver indícios ou confirmação do crime de estupro "devem comunicar o fato à autoridade policial ou responsável".


Também devem "preservar possíveis evidências materiais do crime de estupro a serem entregues imediatamente à autoridade policial ou aos peritos oficiais, tais como fragmentos de embrião ou feto com vistas à realização de confrontos genéticos que poderão levar à identificação do respectivo autor do crime".


Para isso, cita a lei 13.718, de 2018, que "torna pública incondicionada a natureza da ação penal dos crimes contra a liberdade sexual e dos crimes sexuais contra vulnerável".


Para Debora Diniz, do Instituto Anis Bioética, que atua em defesa dos direitos das mulheres, a medida representa "uma chacota com a Corte pelo jogo de palavras". "O dever do médico de comunicar a polícia ficou ainda pior: agora há referência legal para intimidar os médicos", afirmou, por meio das redes sociais.


Há ainda outras mudanças na norma.


Uma delas ocorreu em termo de consentimento previsto para ser assinado pelas gestantes que buscarem o procedimento.


Embora já fosse obrigatório em anos anteriores, o termo havia sido alterado pela norma publicada em agosto com uma lista de possíveis complicações decorrentes do aborto sem que houvesse contexto específico -medida apontada por especialistas como uma forma de intimidar as mulheres.


Agora, a menção às complicações foi alterada com trechos de publicações onde essas informações podem ser encontradas.


Atualmente, o aborto é permitido no Brasil em três casos: gravidez decorrente de estupro, casos de risco à vida da mulher e fetos anencéfalos.

Projeções do BC

 O Banco Central (BC) revisou sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2020 de queda de 6,4% para contração de 5%, informou a autoridade monetária no Relatório de Inflação (RI) publicado nesta quinta-feira.

Eis o relato do BC:

- A projeção para o PIB anual considera que o recuo no segundo trimestre será o maior observado desde 1996, início do atual Sistema de Contas Nacionais Trimestrais do IBGE (...) Essa contração do PIB no segundo trimestre deste ano será seguida de recuperação gradual nos dois últimos trimestres do ano, repercutindo diminuição paulatina e heterogênea do distanciamento social e de seus efeitos econômicos.

Ao detalhar os componentes da estimativa para o PIB de 2020, o BC estimou crescimento de 1,2% da agropecuária, retração de 8,5% no nível de atividade da indústria e recuo de 5,3% no setor de serviços (com o comércio registrando uma contração de 10,8%). Pelo lado da demanda, a estimativa é de uma queda de 7,4% no consumo das famílias e de 13,8% nos investimentos (formação bruta de capital fixo).

Inflação e taxa de juros

O BC também informou que a sua estimativa de inflação para 2020, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), recuou de 2,6% (em março deste ano) para 2,4%. Em outro cenário, que considera taxa de juros (Selic) e câmbio estáveis, por sua vez, a previsão do Banco Central para a inflação oficial deste ano recuou de 3% para 1,9%., As previsões estão abaixo das metas de inflação. Neste ano, a meta central de inflação é de 4% e terá sido oficialmente cumprida se o IPCA oscilar de 2,5% a 5,5%. Sobre a taxa básica de juros, que está na mínima histórica de 2,25% ao ano, o BC informou que o "espaço remanescente para a utilização de política monetária [novo corte nos juros] é incerto e deve ser pequeno".

FCDL rejeita aumento de impostos

 A FCDL-RS considera um fato positivo o governo estadual ter solicitado a retirada dos três projetos de reforma tributária da pauta de votação da Assembleia Legislativa. 

O presidente Vitor Koch, no entanto, faz ressalvas:

 - Porém, o recuo do governo estadual não pode vir acompanhada da manutenção da alíquota de ICMS em 30% para combustíveis, energia e telecomunicações por mais três anos. Quando ela foi majorada em 2015, foi dito a plenos pulmões que vigoraria até o final de 2018. O que aconteceu em 2018? Foi prorrogada até o final de 2020. Agora, não é possível que isso continue.

O presidente destaca que entre 2010 e 2019 a arrecadação gaúcha de ICMS aumentou 28,35% em termos reais, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu apenas 8,5% no mesmo período. Ou seja, a renda estadual aumentou 3,3 vezes mais do que a riqueza da população do Rio Grande do Sul. 

- Em 2010, cada gaúcho, entregava, em média, R$ 2.819,00 (valores atuais) em ICMS para os cofres públicos estaduais. Em 2019 este valor aumentou para R$ 3.457,00. Se esses dados não criaram condições ideais para sanar as contas públicas, não é manter as alíquotas nesse patamar elevado que irá resolver o problema.

Vitor Koch quer cortes em vez de aumentos:

 - A hora é da administração pública gaúcha cortar custos de maneira realmente séria e relevante. Privatizar estatais deficitárias, fechar repartições sem utilidade prioritária, mesmo que isto implique em revisar a Constituição Estadual, são aspectos que seriam muito melhor recebidos pela nossa sociedade. O Rio Grande do Sul sofre há muitos anos com o desperdício de dinheiro público, algo que apequenou o nosso estado, causando o empobrecimento dos gaúchos. Precisamos nos reerguer, urgentemente. E, com certeza, não é mantendo a máquina pública do jeito que está e tentando elevar tributos que vamos conseguir isso.

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Mercado imobiliário

 O desempenho do mercado imobiliário e da construção civil vêm surpreendendo pela resiliência em 2020. A partir de março, o setor, que havia iniciado o ano em ritmo forte, também foi afetado – tanto pelo impacto imediato sobre atividade econômica quanto pelo elevado grau de incerteza. Passados cerca de 6 meses, os números sugerem que os bons resultados do segmento estão além daqueles sugeridos por uma recuperação da atividade econômica de modo geral. Os vetores responsáveis pelo ímpeto verificado nos trimestres anteriores à pandemia vêm, ao menos em parte, compensando os choques recentes.


o Há uma série de indicativos de uma recuperação consistente no setor. As vendas de cimento, a produção de insumos típicos da construção civil, o volume de financiamento imobiliário e a própria venda de imóveis no mercado primário sugerem que o setor já retomou o nível de atividade anterior à pandemia, ou está muito próximo dele. Os números do mercado de trabalho na construção civil também confirmam essa retomada. 


o Alguns elementos sustentam uma visão construtiva olhando à frente. Elevada capacidade de financiamento das famílias (sancionada por juros baixos e preços de imóveis estáveis), mudanças regulatórias recentes e avanço do programa de concessões ajudam a sustentar esta visão


o Naturalmente, tais vetores de sustentação precisam ser avaliados à luz dos desafios trazidos pela pandemia. A elevação do endividamento público e um maior nível de desemprego até o fim de 2021 constituem os principais pontos de atenção para o setor. Nos próximos trimestres, a velocidade de recuperação do mercado de trabalho quando os estímulos forem retirados e, sobretudo as perspectivas que a trajetória fiscal imprimirá sobre as taxas de juros (curtas e longas) serão determinantes para a sustentabilidade da retomada percebida nos dados.


o Mas apesar do choque visto em 2020, a maior parte dos vetores positivos segue presente. Ainda que a plena recuperação do mercado de trabalho possa ocorrer em um período de tempo mais longo, os motivos aqui elencados são condizentes com uma queda do setor em 2020 menor que aquela inicialmente projetada e com expansão em 2021. De modo geral, o vetor estrutural de juros baixos tem se mostrado um atenuante para os choques adversos e uma força importante para pensar a evolução da construção civil. Mantido este vetor na direção correta, as perspectivas para a construção seguem construtivas.


Marchezan Júnior quer aulas presenciais de volta a partir do dia 5

 A Prefeitura de Porto Alegre encaminhou nesta quarta-feira, 23, ao governo do Rio Grande do Sul o detalhamento da proposta de cronograma e protocolos para a retomada das atividades presenciais nas instituições de ensino da Capital. A decisão de enviar as medidas foi tomada na tarde dessa terça-feira, 22, durante reunião entre as secretarias estaduais e municipais de Saúde e Educação e a Procuradoria Geral do Município. 


A proposta da prefeitura prevê o retorno da educação infantil a partir de 28 de setembro para alimentação, atividades de apoio e adaptação. Em 5 de outubro, estariam autorizadas a atender as escolas de Educação Infantil, 3º ano do ensino médio, educação profissional e educação de jovens a Adultos (EJA). A partir de 13 do mesmo mês, fica autorizada a alimentação em todas as escolas, além de atividades de apoio. A data prevista para retorno do ensino fundamental 1 e educação especial é 19 de outubro, e do fundamental 2, especial e 1º e 2º anos do ensino médio, 3 de novembro.


Dentre os protocolos está o distanciamento mínimo de 1,5m entre as pessoas para escolas de ensino fundamental e médio; evitar contato entre as turmas com escalas para intervalos, uso de refeitório, entrada e saída, entre outras áreas comuns; limite de uma pessoa por vez em espaços de convivência, como sala dos professores, salas de descanso; evitar a presença de pais, cuidadores e outros visitantes no interior da escola; uso de máscara obrigatória a partir do ensino fundamental 2 e higiene dos ambientes (confira a lista completa de protocolos propostos).

Artigo, Astor Wartchow - Planeta Terra Urgente

Advogado

Até há poucas décadas, o assunto “meio-ambiente” era marginalizado, tanto na política e na economia quanto na imprensa. Aliás, os militantes da causa eram chamados de chatos. Ecochatos!

Mas, paulatinamente, entrou nas conversas e ações de famílias, escolas e governos. Atos simples, mas importantes, como coleta seletiva de lixo e a economia de água e energia. 

Motivadas pelo marketing, as empresas incorporaram o tema aos seus processos comerciais e industriais. As ações verdes, os produtos ecológicos e as práticas sustentáveis são os exemplos mais comuns. 

A emergência e gravidade da questão climática foi alavancada com a exibição do documentário  Uma Verdade Inconveniente, produzido em 2006 e apresentado pelo ex-vice-presidente norte-americano Al Gore. 

Embora acusado de ação midiática e de viés comercial, importa reconhecer sua atualidade e relevância. Ultimamente, catástrofes e mudanças climáticas radicais e frequentes têm sido alarmantes e preocupantes. 

Alguns climatologistas dizem que a ação humana - por mais predatória que tenha sido ou seja - não é a responsável pelas transformações climáticas.  

Afirmam que o planeta periodicamente passa por processos de transformação, períodos de aquecimento alternados com os períodos de esfriamento ou glacialização, fruto de variações das atividades solares. 

Mas não divergem apenas os cientistas. Também os diálogos entre as nações estão prejudicados. Os países ricos não querem mudar seu comportamento e seu modelo de produção e consumo. Mas gostariam que os países em desenvolvimento o fizessem, de modo a preservar suas florestas e mananciais hídricos e energéticos.

Já os países em desenvolvimento, entre os quais o Brasil, não querem travar seu “progresso”, e acreditam que a responsabilidade é principalmente dos países ricos e industrialmente desenvolvidos. 

Esse parece ser o ponto central na abordagem e tratamento da questão climática. Complexo e desafiador. Uma mudança nos meios de produção e consumo, de modo a reduzir lixo, gases tóxicos, degradação e exaustão dos recursos naturais, etc..., seria possível?

Significa alterar radicalmente o sentido (e a materialidade) de nossa civilização. Mudar o comportamento pessoal e coletivo, modificar e restringir hábitos e consumos. 

Objetivamente, seria o sacrifício de uma geração em prol de gerações seguintes. Seríamos capazes de exercitar uma solidariede mundial e superar nossa ignorância e egoísmo?  



Desemprego atinge 12,9 milhões de trabalhadores

 O número de desempregados atingiu 12,9 milhões em agosto, de acordo com a Pnad Covid19 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - Pnad Covid19), divulgada nesta quarta-feira (23) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O número é 27,6% maior do que o registrado no início da pesquisa, em maio, quando havia 10,1 milhões de desempregados. 


Em julho, 12,3 milhões estavam sem trabalho. 


A taxa de desocupação entre as mulheres foi de 16,2%, maior que a dos homens (11,7%). Além disso, o desemprego foi maior para pretos ou pardos (15,4%) do que para brancos (11,5%).


A pesquisa mostra que 6,7 milhões de pessoas estavam afastadas do trabalho pelas medidas de isolamento social impostas por causa da pandemia.


O Acre foi a unidade da federação com maior proporção de pessoas nesta situação (12,4%). Com exceção do Acre, Amapá e Rondônia, todas as unidades da federação registraram quedas no percentual de pessoas ocupadas afastadas do trabalho pelo distanciamento. 


Entre os 6,7 milhões de ocupados que estavam afastados do trabalho que tinham na semana de referência no Brasil, aproximadamente 1,6 milhão de pessoas (23,7%) estavam sem a remuneração do trabalho.


Segundo o IBGE, "um reflexo do avanço no processo de retomada gradual das atividades foi o segundo aumento consecutivo, tanto no âmbito nacional quanto em todas as Grandes Regiões, do número de horas efetivamente trabalhadas. O número médio de horas habituais foi de 40,1 horas por semana e as que de fato foram trabalhadas na semana de referência foi, em média, de 34,1 horas".


Hospital das Clínicas de Porto Alegre

 O Hospital de Clínicas de Porto Alegre está autorizado a iniciar o processo de modificação da estrutura destinada exclusivamente ao tratamento de pacientes acometidos pela Covid-19. Com a medida da prefeitura, a instituição hospitalar deve começar, a partir desta terça-feira, 22, o processo de redefinição de 13 leitos para ampliar os serviços de procedimentos e cirurgias eletivas de outras especialidades. 


A reorganização de parte da estrutura ocorre devido ao cenário epidemiológico da Capital. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) tem registrado queda no número de casos confirmados nas últimas semanas, além de redução e estabilização da taxa de ocupação de UTIs Covid. O Hospital de Clínicas possui 105 leitos críticos dedicados ao atendimento de pacientes com a doença, sendo que hoje a ocupação é de 71 confirmados e quatro suspeitos.


O tempo médio de regulação para leitos de UTI na Capital se manteve em sete horas desde março deste ano. A rede de leitos de UTI Covid de Porto Alegre seguirá sendo avaliada semanalmente pelas equipes técnicas da secretaria com o objetivo de garantir o equilíbrio de atendimento de todas demandas para reduzir o tempo de espera.


Cenário


O número de atendimentos nas tendas de testagem tem apresentado queda e estabilização nas últimas sete semanas. A média diária de atendimentos, que chegou a 236 na semana entre 27 de julho e 2 de agosto, ficou em 190 na semana de 14 a 20 de setembro.


Nas unidades de saúde, segue a tendência de redução dos atendimentos por síndromes gripais. A média diária na semana entre 27 de julho e 2 de agosto foi de 331,8, enquanto na semana de 14 a 20 de setembro foram 212,4 atendimentos.

Mudanças na CNH

 A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira o relatório do deputado Juscelino Filho (DEM-MA) ao Projeto de Lei 3267/19, do Poder Executivo, que altera o Código de Trânsito Brasileiro. A proposta foi aprovada com alterações no plenário e o texto segue para sanção presidencial. 

Mantida a integralidade do texto aprovado pelo Congresso, todas as mudanças feitas pelo projeto valerão depois de 180 dias da publicação da futura lei.

Entre as principais medidas, a proposta aumenta a validade da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para dez anos e vincula a suspensão do direito de dirigir por pontos à gravidade da infração.

De acordo com o texto, a CNH terá validade de dez anos para condutores com até 50 anos de idade. O prazo atual, de cinco anos, continua para aqueles com idade igual ou superior a 50 anos.

Já a renovação a cada três anos, atualmente exigida para aqueles com 65 anos ou mais, passa a valer apenas para os motoristas com 70 anos de idade ou mais.

Saída de dólares é a maior desde 1982

Os dados do fluxo cambial mostram a saída de US$ 15,2 bilhões nos primeiros oito meses deste ano, no pior resultado desde 1982, quando estes dados começaram a ser medidos. Além disso, a bolsa de valores paulista perdeu R$ 87,3 bilhões. É o que aponta reportagem de capa do jornal O Globo desta quarta-feira.

A Reuters analisa da seguinte forma o problema:

Com a saída do capital estrangeiro, o dólar se desvaloriza e já é negociado a R$ 5,40. A situação só não é mais grave em razão da demanda chinesa por alimentos, que tem garantido as exportações do agronegócio, num Brasil que também tem sido desindustrializado.

O Ministério da Economia elevou em 63,6 bilhões de reais a estimativa de déficit primário do governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência) no ano, para o valor recorde de 861 bilhões de reais, ao incorporar o impacto da prorrogação do auxílio emergencial para enfrentar a pandemia do coronavírus.

Os novos números constam do relatório de receitas e despesas do quarto bimestre, divulgado nesta terça-feira. O cálculo considera uma projeção de queda do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,7% em 2020.

No relatório do terceiro bimestre, a projeção era de déficit de 787,45 bilhões de reais. Com o estado de calamidade pública aprovado pelo Congresso, o governo está desobrigado de cumprir em 2020 a meta de déficit primário, de 124,1 bilhões de reais.

No novo relatório, o governo elevou as despesas primárias calculadas para o ano em 63,598 bilhões de reais, a 2,046 trilhões de reais, refletindo principalmente a extensão em quatro meses do auxílio emergencial, que será pago agora até dezembro com valor reduzido, de 300 reais.

O custo dos pagamentos adicionais do auxílio será de 67,6 bilhões de reais. Por outro lado, o governo reduziu pela metade, para 17 bilhões de reais, a projeção de despesas com o programa de financiamento à folha de pagamento das empresas (Pese).

Para a receita líquida a conta foi reduzida em 9,955 bilhões de reais, a 1,185 trilhão de reais. A redução é explicada por revisão de algumas projeções macroeconômicas para o ano, arrecadação verificada em julho e agosto e alterações na legislação tributária para o combate ao Covid-19.

A Cofins foi o tributo que sofreu a maior redução na projeção de arrecadação --de 10,6 bilhões, para 224,7 bilhões de reais--, o que é explicado, segundo o governo, pelo crescimento das compensações tributárias.

Na semana passada, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia atualizou as projeções macroeconômicas para 2020. A estimativa para retração do PIB não foi alterada, mas a projeção para a inflação foi levada para 1,83%, ante estimativa anterior de 1,60%.

Diferente do que usualmente acontece, o relatório de receitas e despesas deste bimestre não foi detalhado à imprensa pelo secretário Especial de Fazenda, Waldery Rodrigues.

Waldery foi repreendido indiretamente na semana passada pelo presidente Jair Bolsonaro, após divulgar que a equipe econômica estudava propor o congelamento dos benefícios previdenciários para financiar a ampliação do programa Bolsa Família.