terça-feira, 31 de julho de 2018

#EuFaçoPOA já permite parceria inédita entre prefeitura e povo de Porto Alegre

Saiba o que é e como funciona.

A ferramenta ConstruPOA do aplicativo #EuFaçoPOA elaborado pela Prefeitura Municipal, por meio da Procempa e da EPTC, permite que a comunidade e as empresas sugiram projetos especiais de melhorias em Porto Alegre.

“É uma parceria público-privada efetiva, sem burocracia e totalmente transparente”, informou hoje o prefeito Nelson Marchezan Jr, ao lançar o aplicativo colaborativo, tudo no ato de início da obra de qualificação viária da Avenida Coronel Marcos e trecho da Avenida Wenceslau Escobar. Depois de concluída, em 40 dias, as melhorias irão permitir o acréscimo de uma mão nos horários de pico, desafogando o fluxo da zona sul para o centro e vice-versa. Isso levará a uma economia de 50% no tempo que 26 mil veículos levam no trajeto entre a zona sul e a área central da cidade.

Pela ferramenta do aplicativo é possível consultar o diagnóstico e objetivos de cada projeto, recebimento de sugestões, também recebimento de doação de materiais e insumos, apresentação dos recursos que serão investidos em serviços e sinalização, etapas que vão avançando (um marcador de etapas concluídas) e após a conclusão, os resultados. As doações para projetos estão disponíveis no App separadas por categoria: Saúde, Educação, Inovação e Mobilidade.

Artigo, Roberto Freire, PPS - Comparação com Lula é um ultraje a Mandela


Free Mandela” foi uma palavra-de-ordem que correu o mundo.

O significado era duplo: liberdade para o líder sul-africano e ao mesmo tempo “libertemos Mandela”, um imperativo de consciência.

Lula – com a concordância de muitos lulopetistas – anda se comparando ao ex-presidente da unificada África do Sul.

Seus apoiadores mais empedernidos lançaram a campanha “Lula livre”, mirada no que aconteceu ao ganhador do prêmio Nobel da Paz em 1993.

Mandela foi encarcerado em decorrência de sua luta contra o apartheid na África do Sul. Lula, por chefiar a corrupção sistêmica nos governos lulopetistas e por dela se beneficiar pessoalmente, segundo o entendimento da 13ª Vara Federal de Curitiba e do Tribunal Federal Regional da 4ª Região, de Porto Alegre. E não cabem mais recursos no mérito do julgamento, mas apenas na ritualística do processo do Triplex do Guarujá.

Mandela liderou o Congresso Nacional Africano – CNA – na época da segregação racial e da supremacia branca na África do Sul. Lutou pela universalização dos direitos civis em seu país.

Os crimes pelos quais Lula começou a cumprir pena aconteceram quando o Brasil vivia o Estado Democrático de Direito, no maior período da história do Brasil sob o império da democracia.

Mandela, encarcerado, manteve a luta contra o apartheid por 27 anos e comandou a transição para uma democracia, em que foi vitoriosa a bandeira “um homem, um voto”.

Lula tenta politizar sua condição de preso comum, como se sua liderança popular e realizações de seus governos lhe outorgassem passaporte para a impunidade.

Os crimes de que Mandela foi acusado – pleitear a igualdade jurídica entre todos os habitantes de seu país – o fizeram tornar-se uma personalidade mundial, reconhecida em todas as latitudes, como um herói da luta pelos direitos humanos.

Os crimes de que Lula é acusado foram, são e serão crimes em qualquer quadrante do Planeta. Não há um só país que aceite a corrupção como sistema de construção de alianças políticas e de obtenção de vantagens pessoais. Não há país que, em sua legislação, autorize chefes de governo a liderar o saque a recursos públicos e a beneficiar-se pessoalmente dessas ações.

Mandela teve a grandeza de unir os cidadãos e cidadãs de seu país em uma democracia imperfeita como qualquer outra, mas destituída da segregação e separações em decorrência da cor da pele e das características físicas das pessoas.

Não restou a Mandela qualquer revisão de seus objetivos de vida. Quanto mais se joga luz sobre seu passado, mais esse ser humano especial merece a consideração de todos.

Quanto mais se joga luz sobre a vida de Lula, a política e mesmo a pessoal, mais se evidenciam os indícios e provas de sua participação – e obtenção de benesses pessoais – na apropriação privada dos recursos públicos, pelo seu partido, por muitos do seu entorno e pelo próprio, nos mecanismos de corrupção sem precedentes na história de nosso país e, provavelmente, do mundo.

Mandela agora faz parte da história e tem um legado político e pessoal admirável, ontem, hoje e no futuro.

O mesmo não pode se dizer do sr. Luís Inácio Lula da Silva, que passará muitos anos de sua vida nas malhas da justiça criminal comum. Seu horizonte é de, no máximo, colaborar com a Justiça e reconhecer seus erros, para obter alguma complacência.

Comparar Nelson Mandela a Lula é um acinte à memória do líder sul-africano e, em decorrência, à honra de todos os lutadores pelos direitos humanos e demais causas sociais e humanitárias.

Nenhum humanista, nenhum democrata, pode aceitar impassível tamanha estultice.
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Roberto Freire é presidente nacional do PPS (Partido Popular Socialista).

MPF do RS repele recurso da defesa de Lula contra provas elencadas por Odebrecht e pelo próprio MPF


O Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul deu novo parecer no recurso interposto pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os advogados dele queriam sustentar a falsidade de documentos apresentados pela Odebrecht e pelo próprio MPF. No parecer, o ministério diz que a palavra do ex-advogado da Odebrecht Taclan Duran não merece valor porque ele foi acusado de crimes graves e teve a prisão decretada.

Disse o MPF do RS:

- A prova pericial foi inconclusiva sobre a falsidade dos documentos submetidos à perícia e a prova testemunhal em nada contribui para elucidar a questão, razão pela qual deve ser mantida a sentença que julgou improcedente o incidente de falsidade. Não é imprescindível a oitiva de testemunha residente no exterior, que responde a crime de lavagem de dinheiro e que se encontra foragida, desprovida de qualquer outro elemento de corroboração.

Em maio, a defesa de Lula sustentou em recurso que o depoimento de Tacla Duran é necessário para comprovar que documentos apresentados pelo MPF e pela Odebrecht no processo que trata de um suposto imóvel destinado ao Instituto Lula foram adulterados e não podem servir de prova.

Vale ressaltar que, em junho, o ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran afirmou, em audiência na Câmara dos Deputados, que Lula teve seu direito de defesa cerceado, porque o testemunho dele foi negado. "Não querem me ouvir porque têm medo do que eu tenho a dizer", disse Tacla. Na ocasião, ele disse que a Justiça não o deixará falar sobre processo algum porque ele revela o esquema de venda de proteção na Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Artigo, Marcelo Aiquel - O programa que eu assisti - Roda Viva


        Pois bem, com uma audiência record, a TV mostrou ontem a entrevista do candidato Jair Bolsonaro ao “temido” Roda Viva (a Manuela D’Ávila que o diga).
         Enquanto grande parte do Brasil tinha curiosidade para saber mais sobre o Bolsonaro, a direção do programa errou feio na seleção dos entrevistadores, mais preocupados em falar do passado e – burramente – desestabilizar o candidato do que saciar a fome de saber dos assistentes.
         Não vou aqui julgar se o Bolsonaro deu conta do recado, mas sim comentar a raiva com que os jornalistas convidados se portaram no programa.
         É óbvio que teve gente que vibrou com a “agressão desmedida” praticada contra o entrevistado. Normal para um país que acredita no Neymar Jr., e parou para torcer (muito) pela seleção na Copa.
         O que faltou no programa foi consistência das perguntas. Muito evasivas e burras! Afinal, era a chance de conhecermos melhor o candidato.
         Bolsonaro foi debochado, e arrogante até, quando viu o “nível” dos entrevistadores. De assustado sentiu-se a vontade. Disse até umas verdades para alguns que insistiam – burramente – em desarticulá-lo.
         Tivessem, os jornalistas entrevistadores, usado de um pouco de inteligência e, quem sabe, atingido seus objetivos.
         Do jeito que foi, só um foi vitorioso neste debate.


segunda-feira, 30 de julho de 2018

Artigo, Cláudio de Sá Leitão - Reforma e aumento de tributos

É de conhecimento geral que o Brasil tem uma das maiores cargas tributárias entre os países emergentes, cerca de 33% do seu Produto Interno Bruto (PIB). Isso faz com que sejamos menos competitivos. Temos, também, um sistema injusto, complexo, ruim e ineficiente e que, nas últimas duas décadas, milhares de normas tributárias foram editadas.

Todos empresários reclamam dos tributos e reivindicam urgência da reforma tributária. Em toda a eleição esse assunto é ventilado. Os governos se sucedem, prometendo fazê-la e não há político que nunca tenha defendido.

Porém, percebe-se que o principal entrave da reforma tributária é a incerteza sobre quem ganhará ou perderá dentre a união, os estados e os municípios, em face da complexidade do atual sistema de cobrança de tributos.

Para tanto, o governo necessita equilibrar as suas contas, bem como aprovar medidas duras para combater o crescimento dos gastos. A sociedade enfrentará um dilema no próximo governo, no que diz respeito ao aumento da carga tributária ou ao corte de despesas, tais como; reajuste dos servidores, benefícios e regimes especiais de tributação.

É possível que o novo governo mantenha o reajuste dos servidores e não reduza os gastos, o que dificultará o ajuste fiscal almejado. Por isso, terá de criar tributos ou aumentar a carga tributária. Diante de uma concentração de renda tão alta, fala-se no congresso que há espaço para aumento dos tributos sobre os mais ricos e para redução das renúncias tributárias, sem impacto direto sobre a maioria da população. Além disso, tornaria o sistema mais equânime e poderia permitir até uma redução de tributos sobre os mais pobres.

As três medidas mais discutidas no congresso, nos últimos tempos, são: (1) tributação sobre a distribuição de lucros e de dividendos; (2) elevação do imposto sobre a distribuição de lucros na forma de juros sobre o capital próprio (JCP); (3) recolhimento semestral de imposto de renda pelos fundos fechados. Essa medida de tributar menos o lucro e taxar a distribuição de dividendos e do juro sobre capital próprio (JCP) é uma tendência mundial.

A ideia de alguns assessores econômicos de pré-candidatos a presidente é reduzir o imposto de renda para uma alíquota em torno de 20% a 22% e tributar a distribuição de resultado para todas as empresas, mediante a aplicação de uma taxa de 15%.

A introdução desse modelo incentiva a capitalização das empresas, pois passará a tributar a distribuição de lucros aos sócios. Em suma, a adoção de um sistema tributário moderno será uma tarefa árdua para o futuro presidente. O governo enfrentará resistência, por parte da sociedade, dada a percepção de que a qualidade dos serviços prestados está bem aquém dos valores desembolsados com a alta carga tributária.

A sociedade não pode ser penalizada pelos desacertos nas políticas econômicas adotadas pelo governo. Nesse sentido, somente com uma governança transparente e séria, será possível promover o crescimento econômico e introduzir uma política social justa, para alcançar e construir um Brasil melhor para todos.

Legislação cria coronéis nos partidos políticos: Editorial | O Globo


Comissões provisórias que se eternizam em diretórios sequestram legendas e impedem renovação dos quadros

Mai suma campanha eleitoral em ques e repetem personagens. Em si, nenhum problema, porque também é desejável que haja políticos experientes. Mas o fenômeno brasileiro é de outra natureza, não demográfica ou geracional. Deriva de distorções do nosso sistema de representação, em que é possível eternizar-se em cargos de direção partidária, pela facilidade que a legislação dá para a existência de coronéis que tudo controlam nas legendas. São chefes quase no sentido tribal do termo.

Reportagem do GLOBO, feita com base em informações do Tribunal Superior Eleitoral, constatou que 15 dos 35 partidos registrados têm presidentes há muito tempo no cargo. Um exemploéo indefectível Valdemar Costa Neto, de São Paulo, que era “dono” do PL em 2002, quando entabulou negociações com o PT que serviram de pedra fundamental do esquema do mensalão: vender acessão do empresário José Alencar para servi cede Lula e dar um lustro de pluralismo democrático à candidatura do PT. Do pacote, fez parte o apoio político e parlamentar ao governo, também negociado pelos petistas com outras legendas.

Passados 16 anos, Costa Neto, mesmo sem mandato, continua no controle do PL, que agora atende pela sigla de PR. Foi denunciado, processado, condenado e preso como mensaleiro. Cumpriu pena e voltou ao mesmo ofício, agora fazendo acertos com candidatos a presidente, como parte do centrão, junto com caciques do DEM, PP, PRB e SD. O grupo lançou as bases de um acordo, anunciado quinta-feira, fechado para apoiar o tucano Geraldo Alckmin na eleição presidencial.

Há outros personagens neste enredo que fossiliza apolítica brasileira. Um deles, Gilberto Kassab, ministro da Ciência e Tecnologia, prefeito de São Paulo duas vezes, pelo PFL/DEM e representando o PSD, refundado por ele. Tem controle total da legenda. Paulinho da Força é outro que criou um partido, o Solidariedade (SD), o qual maneja da maneira que quer. Na extrema esquerda, há o exemplo de Zé Maria, proprietário do PSTU. Nesta proximidade ideológica, reina, no PDT, Carlos Lupi. Enquanto no PPS, nascido do Partido Comunista Brasileiro (PCB), Roberto Freire é o chefe desde 1992.

O grande segredo dos coronéis partidários, permitido pela legislação, é intervir em diretórios e nomear comissões provisórias que se eternizam, para dirigi-los, em âmbito estadual e municipal. A Justiça Eleitoral baixou resolução para acabar com a prática, mas sua entrada em vigor tem sido adiada. Há partidos em que todos ou quase todos os diretórios são provisórios.

Não surpreende que a renovação na política brasileira seja muito falada e pouco realizada. A porta de entrada dos partidos é controlada sempre pelos mesmos, que passaram a ter ainda mais poder com o financiamento público total das campanhas, em que o dinheiro é distribuído aos candidatos pelo coronelato partidário. O trabalho de oxigenação da vida partidária é árduo, mas precisa ser executado. Pelo menos tem de ser mais debatido e denunciado. Pode ser um começo.


Artigo, Josias Souza, UOL - Caciques continuam tratando eleitores como gado


Quase tudo na sucessão de 2018 se parece com eleições anteriores, menos o eleitor. Os caciques fazem política com os pés no mundo da Lua, onde não há corrupção nem desemprego. Promovem os mesmos cambalachos de sempre. O feitiço pode virar urucubaca, pois o brasileiro amarga uma descida pelos nove círculos do inferno. E acha que não merece a excursão. Agora, às vésperas de uma nova eleição, a cabine de votação se confunde com uma visão do purgatório. O voto parece instrumento de purificação. Em órbita, candidatos e dirigentes partidários não se deram conta de que um pedaço do eleitorado está desconfortável no papel de gado.
Geraldo Alckmin acredita que seu desempenho pífio como presidenciável mudará a partir de 31 de agosto, quando começa o horário eleitoral na televisão. Por isso, vendeu a prataria para juntar cerca de 40% da propaganda eletrônica. Parte da plutocracia torce para que ele alce voo. Mas não há ricos suficientes no Brasil para eleger um presidente. E o discurso de Alckmin, por ora, mal convence os crédulos. A plateia corre o risco de ouvir o candidato durante vários minutos para chegar à conclusão de que ele não tem nada a dizer. Ou pior: se o voo for artificial, o tucano será confundido com um drone guiado por controle remoto pela marquetagem.
Ao atrair todo o centrão para o seu colo, Alckmin impediu que seus rivais capturassem nacos do tempo de propaganda dos partidos que integram o grupo. Com isso, deu a Ciro Gomes e Jair Bolsonaro a oportunidade de cuspir no prato em que não conseguiram comer. De quebra, ofereceu aos cerca de 40% de eleitores que ainda se declaram sem candidato o direito continuar repetindo que “são todos farinha do mesmo pacote”. Sem perceber, os contendores podem estar jogando um jogo de soma zero, em que nenhum deles amplia sua base de eleitores.
A ruína de Dilma Rousseff e o fiasco de Michel Temer pareciam tornar as coisas mais fáceis. Tão fáceis que qualquer espertalhão poderia passar a campanha trombeteando que, eleito, restauraria a moralidade e traria de volta a prosperidade. O vaivém do centrão e o balé de elefantes em que se converteu a escolha dos vices estimulou na banda desconfiada do eleitorado a crença de que não se deve confundir muitos com pluralidade, adesão com habilidade, pernóstico com sumidade, pose com dignidade, lero-lero com honestidade…
Campeão do horário eleitoral, Alckmin é uma nulidade nas redes sociais —um território em que Ciro e, sobretudo, Bolsonaro utilizam para cavalgar o desalento do eleitor. O problema é que a dupla exagera na raiva. Se Deus oferecesse temperança a Ciro, o candidato se empenharia para provar que Deus não existe. Quanto a Bolsonaro, tornou-se líder de intenção de votos e de rejeição. Conquistou eleitores misturando Deus à defesa de teses esdrúxulas. E acabou convencendo o naco do eleitorado que o rejeita de que Deus não merece existir.
Uma campanha que começa com as marcas da polêmica e da ferocidade, poderia fazer muito bem à candidatura de Marina Silva. Ela exala serenidade, não precisa fingir que veio de baixo, abomina “as megaestruturas” e conserva a biografia longe dos pesticidas da Lava Jato. Entretanto, tomada pelo desempenho, Marina vai se consolidando como uma personagem admiravelmente indecifrável para a maioria da plateia. A liderança e as concepções “marineiras” já afugentam até os correligionários da Rede. Marina costuma dizer que prefere “perder ganhando a ganhar perdendo.” Pode voltar para casa com 20 milhões de votos pela terceira vez.
Na galeria dos vitoriosos perdedores, Marina só não conseguirá superar Lula. Preso em Curitiba, o pajé do PT leva sua candidatura cenográfica às fronteiras do paroxismo. Lidera as pesquisas. Mas sabe que a ficha suja levará a Justiça Eleitoral a excluir sua foto da urna. Se tudo correr como planejado, deflagrará o Plano B do PT em meados de setembro. É como pedisse aos brasileiros para esquecer que Dilma, seu último poste, resultou num inesquecível curto-circuito.
É grande o prestígio do presidiário do PT. Entretanto, segundo a mais recente pesquisa do Datafolha, divulgada no mês passado, 51% dos eleitores informam que não entregariam o seu voto a um candidato indicado por Lula. Impossível prever quem será o próximo presidente. Mas já é possível constatar que o curral diminuiu.

Melhora Índice de Confiança de Serviços

Segundo divulgado há pouco pela FGV, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) avançou 0,8 ponto em julho, após uma sequência de quatro quedas consecutivas. Assim, o indicador atingiu 87,5 pontos, ainda abaixo do nível neutro (100 pontos). 

A alta observada neste mês reflete o avanço do componente de situação atual, enquanto o de expectativas recuou pela quinta vez consecutiva. Ao mesmo tempo, o Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br), também divulgado pela Fundação, recuou 8,3 pontos entre junho e julho, para 116,8 pontos. 

A despeito do recuo da incerteza neste mês, após a forte elevação observada na leitura anterior, o indicador se mantém acima do patamar de incerteza elevada (acima de 110 pontos). Olhando para frente, avaliamos que a confiança tende a continuar melhorando nos próximos meses, porém de forma muito gradual, compatível com uma trajetória de recuperação moderada da atividade econômica.

domingo, 29 de julho de 2018

PSD faz convenção, apoia Sartori e indica Cairoli para vice no RS


   PSD faz convenção, apoia Sartori e indica Cairoli para vice no RS

    Na tarde deste domingo (29), o PSD-RS definiu as coligações a nível federal e estadual para a eleição de 2018 e a nominata com os 17 candidatos a deputado federal e 20 a deputado estadual.
    Durante o evento, no Ritter Hotel, foi anunciado que o Partido irá compor a chapa majoritária para o governo do Estado com o MDB e o PSB, com os candidatos Beto Albuquerque ao Senado Federal e José Paulo Cairoli como vice-governador do Estado. A coligação será formada com PSC, PRP, PMN e PTC para os candidatos a deputado federal, e com PR, Patriota e DC para estadual.
    O presidente do PSD-RS, senador Lasier Martins, abriu a convenção ressaltando que o Partido está iniciando uma jornada árdua para regenerar a política brasileira. “A classe política está em descrédito com a população. Nossa missão é promover mudanças, trabalhando em favor da sociedade.”
    O vice-governador José Paulo Cairoli reafirmou a importância da participação política para não terceirizar os pleitos e destacou que, com a possibilidade de reeleição, os planos de modernização do Estado seguirão avançando. “Quero, junto com o Sartori, ter a oportunidade de fazer o que tem que ser feito de forma mais rápida, para modernizar Estado.”
    O governador José Ivo Sartori, que também esteve na convenção, ressaltou a leadade do PSD durante os quatro anos de sua gestão. “Um valor do qual não abro mão: lealdade! Não a mim, mas ao projeto que está em andamento. Foi isso que nos manteve unidos e sintonizados.”
    O candidato ao senado pelo PSB, Beto Albuquerque, esteve presente na convenção para prestigiar o evento.
    Também participaram da convenção o presidente licenciado do PSD-RS, Humberto José Chitto, o deputado estadual João Reinelli, o vereador de Porto Alegre Tarciso Flecha Negra, a 1ª Tesoureira do partido, Rosângela Negrini, o prefeito de Três Coroas, Orlando Teixeira, o presidente do MDB-RS, deputado federal Alceu Moreira, o deputado estadual e presidente do PSB José Stédile, o chefe de gabinete do governador Sartori, Idenir Cecchin, e o secretário-adjunto da Casa Civil, João Carlos Mocellin.
     
    NOMINATA DE CANDIDATOS A DEPUTADO:
     
    Estaduais
     
    Alfredo Crossetti Simon
    Aline Becker de Aguiar
    Anthony Andreolla
    Clair de Lima Girardi
    Cláudia Vieira de Araújo
    Dimas Souza da Costa
    Everton Izidoro Pogozelski
    Eduardo da Silva Bueno
    João Luis Grando
    João Otávio Reinelli
    José Carlos Carles de Souza
    Juliano Franczak
    Julio Copstein Galperim
    Jussara Maria Santos Nascimento
    Luciano Leon
    Marciel Fauri Bergmann
    Marion Mortari
    Nilza Salles
    Sandra Turcatto Piccolo
    Susete Borba Pereira
     
    Federais
    Alberto Amaral Alfaro
    Alexandre Appel da Silva
    Alexssandro Barbosa
    Antônio Roque Feldmann
    Dieisson Calvano
    Danrlei de Deus Hinterholz
    Ivanis Sanhudo
    Ivana Colvará de Paula
    José Eduardo da Silva Freitas
    José Fernando Tarrago
    Lenise Cantarutti
    Marcelo Francisco Chiodo
    Mônica Agazzi
    Paulo Vicente Caleffi
    Pedro Silvestre Perkoski
    Rejane Webster de Carvalho
    Vera Ferreira

Artigo, Luís Milman - A hegemonia confesssionalista ou o totalitarismo cultural


Artigo, Luís Milman - A hegemonia confesssionalista ou o totalitarismo cultural

Dos anos 60 para cá, a mentalidade confessional-esquerdista no Brasil só se faz consolidar. Essa mentalidade toma o pensamento de Marx, Lênin e Trotski como dogmático, infalível, sendo a especificidade destes autores e líderes atribuída ao tempo em que viveram e aos problemas com que tiveram de lidar, mas de modo algum compromete o cerne mesmo de perfectibilidade da obra de cada um e de todos conjuntamente.
Uma das consequências destacadas deste confessionalismo, ainda que indireta, é a formação de um quase-consenso na média cultura sobre a idiotia do pensamento de direita, seja ele conservador ou liberal. Na mesma medida em que vem se propagando pelos meios cultural e político, o confessionalismo esquerdista faz crer que as alternativas a ele são meramente reacionárias, ou - o que é pior- mesmo rotuladas de semifascistas; e, por isso, não devem sequer ser estudadas ou debatidas, pelo seu primitivismo.
A mentalidade confessional-esquerdista conseguiu injetar, desde o meio escolar até o meio culto, a noção segundo a qual estar ao lado da direita é defender posições autoritárias, torpes, desgraçadas, como a defesa da ditadura militar, a desigualdade social, a exploração dos pobres, a discriminação dos negros, a manutenção de posições de poder econômico e político, a homofobia e a destruiição do ambiente, para ficar nisso. Logo, não pode existir, nesta geografia mental degradada, um pensamento sofisticado e antagônico, sequer crítico, ao pensamento de esquerda. Reza a pregação que somente este deve ser discutido, estudado e praticado.
A difusão da linha justa da esquerda inicia-se nas escolas, por meio de professores de história e ciências sociais e se esparrama pela mídia tradicional, sendo raríssimos os casos em que se oferece, a estudantes universitários e leitores, informação básica sobre pensadores não-marxistas, todos eles taxados de irrelevantes, menores ou indecorosos.
O resultado deste fenômeno é a colonização das consciências por um raso esquematismo maniqueísta, controlado e apregoado por um vasto baixo claro marxista, que se identifica com o ativismo de um Sartre ou de um Foucault, e se distancia da postura menos apologética e mais metafísica de um Alexandre Kojéve, tendo sido os três, aliás, contemporâneos e franceses.
Essa apropriação confessional, a todo momento e de todas as formas, reproduzida nos meios de comunicação e na Universidade, ora como texto, mas sempre como subtexto de uma apreensão totalitária da política, da educação, da história, da arte e da moral. Você deve cultuar Marx, Lênin e Trotski, admirar Rosa de Luxemburgo, Luckás, Gramsci e Sartre. Foucault e Althusser são inexcedíveis. Adorno, Marcuse e Habermas, incontestavelmente profundos. Dworkin, imprescindível. Chomsky é inigualável, mesmo não sendo marxista, porque, afinal, é um prolífico charlatão anarquista anti-americano.

Ernesto Laclau é o mais novo intérprete da teoria marxiana aplicada à realidade latinoamericana, com seu conceito revolucionário de populismo, que o chavismo e kirchernerismo veneram na Venezuela e na Argentina. Até mesmo Tarso Genro, Frei Beto e Leonardo Boff são considerados intelectuais de referência para os esquerdistas brasileiros, muitos dos quais também atuantes na mídia, porque produziram e ainda produzem textos em que o dogma, ainda que numa versão juvenilizada, é reatualizado para nossas condições políticas objetivas.
E quanto ao outro campo? Faz-se tábula rasa, no melhor dos casos e, na mais das vezes, descarrega-se um bombardeio de insultos destinado a inviabilizar qualquer aproximação dos textos inimigos. Na camada militante culta deste confessionalismo, simplesmente prega-se que não há nada de inteligente que possa ser discutido com a direita e, por isso, seus pensadores sequer são mencionados. Ou quem discute, no ambiente universitário brasileiro, Leo Strauss, Isaiah Berlin, Eric Voegelin, Leszek Kolakowski, Raimond Aron, Roger Scruton, Fernand Broudel, Paul Johnson, Russell Kirk ou Jean-Fraçois Revel, para ficar apenas em alguns nomes contemporâneos do pensamento liberal, conservador, ou, se se preferir, de direita?
Olavo de Carvalho, por exemplo, sintetiza, para a militância esquerdista, todas as anti-virtudes do direitista: grosso, desbocado, histriônico e paranóide. Olavo pode mesmo possuir alguns traços heterodoxos para quem imagina um filósofo como sendo uma pessoa circunspecta e avessa à exposição. Ele, como sabemos, compra brigas e muitas, Mas sua extroversão - e mesmo uma ou outra postura exótica- são traços de temperamento que em nada comprometem o fato de ele representa o que há de melhor no que restou da alta cultura brasileira. Para um esquerdista, é, no mínimo, desconcertante, talvez psicologicamente devastador, aceitar um debate aberto, franco e honesto com Olavo de Carvalho. Por isso, é mais simples demonizá-lo, excluí-lo da arena intelectual. Olavo, no entanto, não se deixou intimidar. Decidiu confrontar o confessionalismo em todas as suas ramificações; e obteve êxito, ao longo dos anos, em estabelecer, no Brasil, uma trincheira de combate ao pensamento pedestre que o esquerdismo tem propalado pelo país. Contudo, ele, como os pensadores que citei acima, também é confrontado com a objeção in limine de um subconsciente coletivo abduzido por décadas de militância confessional-esquerdista, contra o qual somente agora começa a se esboçar uma resistência, cujo resultado pode, espero, evitar a total imbecilização do país.

sábado, 28 de julho de 2018

Alerta da trumplândia: atenção a Bolsonaro


BRIAN WINTER *

Todas as manhãs, ao ler os jornais brasileiros e navegar pelo Twitter, sinto vontade de largar minha xícara de café, abrir a janela, virar minha cabeça para o sul e gritar:
Pelo menos uma dúzia de vezes na campanha de 2016, os repórteres e comentaristas políticos mainstream aqui nos Estados Unidos aproveitaram alguma gafe para declarar que a candidatura de Donald Trump estava morta. Logo no primeiro dia, quando Trump se referiu aos imigrantes mexicanos como “estupradores”, o New York Daily News proclamou em sua primeira página: “Palhaço concorre à Presidência”. Quando ele ridicularizou o herói de guerra republicano John McCain, a revista eletrônica Politico declarou que “Trump pode ter finalmente cruzado a linha”. Quando atacou a família de um soldado americano morto em combate, um ex-assessor de Barack Obama previu com confiança: “Um homem insensível e cruel como este não pode ser presidente”.

Sabemos agora que essas “gafes” tiveram o efeito oposto. Em uma eleição tradicional — mesmo em 2012 —, elas poderiam ter destruído o candidato. Mas neste novo mundo antiestablishment e antipolítica, as declarações inflamadas de Trump provaram aos eleitores que ele não era como outros políticos. Em vez de se sentir ofendido, um eleitorado furioso viu um caminho seguro para a mudança que desejavam.

Esse padrão se repetiu, até certo ponto, na Polônia, na Itália, na Grã-Bretanha e no México, entre outros países. Deve ser agora do conhecimento comum. Na semana passada, no entanto, luminares brasileiros cometeram os mesmos erros de interpretação em relação à versão tropical de Trump, Jair Bolsonaro. Seus fracassos na busca de um companheiro de chapa, sua admissão para O Globo de que “realmente não entendo de economia” e sua foto de “pistoleiro” ao lado de uma garotinha foram apresentados como novas evidências de seu fracasso iminente.

Sim, sim. Eu sei que o Brasil não é como os Estados Unidos.

O Brasil é pior.

O que eu quero dizer é o seguinte: enquanto os Estados Unidos vêm criando empregos desde 2010, o Brasil destruiu aproximadamente 2,8 milhões de vagas formais nos últimos anos. A candidata do establishment americano foi envolvida numa controvérsia fabricada sobre seu servidor de e-mail, enquanto vocês tiveram o maior caso de corrupção já visto. Os crimes nas cidades dos EUA têm caído de forma constante desde os anos 1990, enquanto… Bem, você entendeu. Se os americanos estavam furiosos o bastante com a corrupção, a violência urbana e a economia para votar em 2016 em um demagogo despreparado, imagine o que os brasileiros farão em outubro.

Para ser claro, não acredito que uma vitória de Bolsonaro seja inevitável. Ainda é possível que, em um segundo turno, a maioria dos eleitores decida que seus pontos de vista sobre democracia, minorias, direitos humanos e armas não os representam. Bolsonaro tem problemas ainda maiores com as mulheres eleitoras do que Trump teve. Acredito, porém, que a sabedoria convencional das eleições anteriores deve ser tratada com enorme ceticismo ou mesmo ser totalmente descartada. Antigas certezas, como “os eleitores brasileiros não votam em radicais”, “o tempo de TV decidirá as eleições”, “as alianças partidárias são importantes” e “quem ganhar não terá escolha a não ser governar do centro” — li alguma versão de todas elas nos últimos dez dias —, soam como um caso clássico de um exército lutando em guerras passadas, em vez da atual.

De fato, como alguém que ainda sofre de transtorno de estresse pós-Trump, meu humilde conselho para você, a 70 e poucos dias da eleição, é: ignore a maior parte do que suas elites dizem.

Com todo o respeito a meus amigos da mídia brasileira, eu temo que seus comentários sejam ainda mais descolados da realidade do que os nossos. Muito se fala nos Estados Unidos sobre a diferença entre as costas, onde reside a maioria dos jornalistas políticos, e o interior do país — onde vive a maioria dos eleitores de Trump. Mas a distância entre analistas políticos e jornalistas de São Paulo ou de Brasília em relação ao restante do Brasil, em um país onde aproximadamente 84% dos eleitores ganham menos de cinco salários mínimos por mês — cerca de R$ 4.700 —, certamente é ainda maior. Enquanto isso, jornais e revistas sofreram muito com o declínio da receita — a circulação da Folha de S.Paulo, um dos maiores jornais do país, despencou 23% desde a última eleição —, sendo privados dos recursos para cobrir adequadamente histórias em lugares como o interior de Minas, da Paraíba e do Mato Grosso, onde esta eleição provavelmente será decidida.

Nos Estados Unidos, o fracasso da classe política em antecipar uma vitória de Trump levou à introspecção e à autoflagelação nos dias e semanas após o 8 de novembro de 2016. Hillbilly Elegy (Era uma vez um sonho, na edição brasileira), um livro de memórias sobre famílias pobres em Kentucky e Ohio, tornou-se um best-seller número um — em grande parte graças a jornalistas e analistas que queriam entender melhor o país de Trump. Alguns veículos nacionais, incluindo o Washington Post e a agência Reuters, fizeram questão de se expandir no meio do país, apesar dos orçamentos apertados, para evitar serem pegos de surpresa novamente.

Um movimento semelhante pode chegar ao Brasil, independentemente de quem vencer em outubro. Até lá, é aconselhável identificar — e ouvir — vozes fora dos círculos principais. Elas podem ser de pessoas nos ônibus, na fila do supermercado ou em pequenas estações de rádio. Foram essas pessoas que, aqui nos EUA, viram a vitória de Trump chegando. Elas podem ser os melhores analistas políticos em 2018.

* Brasilianista e editor-chefe da revista Americas Quarterly

Lulopetismo na SBPC: Editorial | O Estado de S. Paulo


A ciência brasileira nada ganha com essa manifestação explícita de obscurantismo.

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) tem sido simpática a Lula da Silva, de modo que não surpreende o entusiasmado apoio manifestado ao ex-presidente e hoje presidiário no 70.º encontro anual daquela organização, aberto no domingo, dia 22, em Maceió. Pode-se apenas lamentar que uma das principais entidades dedicadas ao fomento da ciência no País continue a ser usada por alguns oportunistas para fins político-partidários, que nada têm a ver com pesquisa e inovação.

Pretende-se invocar a importante atuação da SBPC durante a ditadura, quando a entidade corajosamente franqueou suas mesas para discussões políticas, como argumento para justificar a necessidade de denunciar a “nova ditadura”, como se ouviu em um discurso no dia da abertura da mais recente reunião.

Por “nova ditadura” entende-se, é claro, o governo do presidente Michel Temer - que, na interpretação de muitos dos acadêmicos presentes ao encontro, simboliza, em conluio com um Congresso corrupto, um Judiciário manipulado e uma imprensa vendida, o “golpe” que, segundo eles, resultou no impeachment da presidente Dilma Rousseff e na prisão de Lula da Silva.

O padrão de denúncia desse “estado de exceção” foi observado na solene homenagem prestada ao físico José Leite Lopes (1918-2006), um dos mais importantes cientistas do País - preso pela ditadura militar, exilado e aposentado compulsoriamente. Na ocasião, foi lida uma mensagem do antropólogo José Sergio Leite Lopes, filho do cientista, na qual ele diz que o pai, “se estivesse aqui hoje, (...) protestaria de forma veemente e irreverente contra uma nova ditadura que se evidencia”, e “estaria clamando pela democracia plena, pela justiça social e por Lula livre”.

No mesmo evento, o ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva, e outros representantes do governo federal foram vaiados por pesquisadores, além de estudantes e servidores públicos presentes, que gritaram “golpista” e o slogan “Lula livre”, revelando o já conhecido nível de indisposição dessa turma para o diálogo.

O deputado federal Celso Pansera (PT-RJ) - cuja única atuação conhecida na ciência foi ter sido escolhido como ministro dessa área no governo de Dilma Rousseff, quando ainda era do MDB, tendo como qualificação apenas o fato de ser dono do self-service “Barganha”, na Baixada Fluminense - também discursou na SBPC e, claro, terminou seu pronunciamento bradando “Lula livre”.

Não se sabe o que a prisão de Lula tem a ver com a ciência nacional, mas essa evidente mixórdia não pareceu importante para os proponentes de uma moção intitulada “Lula livre! Em defesa da democracia e do Brasil!”. O texto, aceito pela direção da SBPC, diz: “Em defesa da democracia, a SBPC se soma ao crescente clamor popular e a parte considerável do meio jurídico nacional e internacional para exigir o imediato cumprimento da Constituição Federal, garantindo assim a liberdade ao ex-presidente Lula”.

Nas assembleias da SBPC, conforme regulamento da entidade, moções são “manifestações destinadas ao público externo (...) envolvendo necessariamente temas de relevância para a Ciência e Tecnologia, Inovação e Educação, para o país ou para a solução de problemas de grande interesse regional, observados os objetivos da SBPC, estabelecidos no Estatuto”. Explica-se, ainda, que cabe à diretoria da SBPC “retirar as proposições que não se enquadrarem em nenhuma dessas categorias”. Portanto, é prova de aparelhamento da SBPC o fato de que uma moção que, em nome da entidade, demanda a liberdade de réu condenado repetidamente pela Justiça tenha sido considerada “de grande relevância” num encontro de cientistas.

A ciência brasileira nada ganha com essa manifestação explícita de obscurantismo. Não será deturpando o papel de uma organização pública tão relevante como a SBPC, entregando-a de mão beijada para o lulopetismo, que os cientistas terão melhores condições para desenvolver seu trabalho.

Artigo, Walter Lídio Nunes, Zero Hora - A verdade do RS e as eleições

A sociedade gaúcha precisa entender a crise que vive o RS dentro da caótica realidade brasileira. O déficit orçamentário chegará a R$ 6,9 bilhões em 2018, quando só o dispêndio com previdência estadual deverá chegar a R$ 11 bilhões, afetando ainda mais serviços como segurança, saúde e educação. O setor empreendedor – em especial, a indústria gaúcha – é gerador das riquezas que pagam estas contas e afetado pela falta de investimentos em infraestrutura, pelo aumento da insegurança e pela maior carga tributária. A crise decorre de um brutal e histórico aumento nas despesas sem um efetivo controle dos gastos.

Para solucionar o quadro fiscal, o Estado precisa de uma profunda reorientação na sua estrutura. As compensações da Lei Kandir são improváveis, pois a União, com a sua crise financeira, não será capaz de transferir recursos relevantes nos próximos anos.

O Regime de Recuperação Fiscal e seus compromissos trarão um fôlego de caixa para realizar as privatizações previstas, mantendo alíquotas de ICMS majoradas e sem aumentos reais para os salários dos servidores. Também acarretarão em superávit orçamentário entre 2019 e 2024, mas, em 2025, os déficits voltarão a ocorrer.  

A reformulação exigirá uma governabilidade que não pode, apenas, ser relegada ao Executivo. Os demais poderes precisam fazer parte desse monumental esforço, necessário para recuperar o Estado através de uma ação integrada e convergente. Precisaremos de um Legislativo capaz de enfrentar as reações das corporações e dos seus privilégios.

O Executivo está determinado e tem avançado na construção  de uma saída. Entretanto, há políticos e partidos que têm oferecido dificuldades, pois estão mais preocupados com as políticas populistas e clientelistas subordinadas aos interesses das corporações.

A verdade da crise gaúcha e as soluções para resolvê-la demandam, necessariamente, medidas amargas. São verdades que devem pautar as discussões e debates nas próximas eleições, para que possamos escolher atores políticos qualificados, dispostos a se comprometer com a verdade dos fatos e com o enfrentamento da realidade, sem ilusionismos populistas. Os eleitos devem pôr os interesses maiores da sociedade – em especial a menos favorecida – acima dos seus e dos das corporações extrativistas. Nas próximas eleições, a sociedade gaúcha irá definir o seu futuro. Neste processo, em especial, deve prestar atenção na escolha dos candidatos a deputados estaduais que comporão a Assembleia Legislativa – o fórum de aprovação de muitas das medidas necessárias ao futuro do RS e que, até aqui, foram travadas pelo populismo e pelo ideologismo anacrônico.

O crime compensa: livre, Dirceu usufrui de férias


Condenado em segunda instância a 30 anos e 9 meses de cadeia, José Dirceu deveria estar atrás das grades. Mas ele desfruta, veja você, de uma temporada de férias. Graças à generosidade da Segunda Turma do Supremo, que o libertou no mês passado, o ex-chefão da Casa Civil de Lula trocou a hospedaria da Papuda, o presídio de Brasília, pelo conforto da casa de um empresário-companheiro no interior da Bahia. Dirceu passeia, se reúne com políticos locais e até dá entrevistas.
No Brasil, os crimes praticados acima de um certo nível de poder e renda não costumavam ser punidos. A Lava Jato melhorou o que era muito ruim. Mas a situação continua precária. O baixo risco de punição, sobretudo da criminalidade de colarinho branco, funciona como um incentivo à prática generalizada dos crimes do poder.
Quem olha para as alianças eleitorais de 2018 percebe que ainda é grande a quantidade de corruptos em plena atividade. Ao libertar Dirceu, que coleciona senteças no mensalão e no petrolão, a Segunda Turma do Supremo revela que, no Brasil, continua sendo mentirosa a tese segundo a qual o crime não compensa. É que, quando compensa, ele muda de nome. Quando a punição é inexistente ou cenográfica, o nome do crime é  impunidade

sexta-feira, 27 de julho de 2018

BRDE prepara programa para incentivar empresas que empregam migrante


Na abertura do seminário Nova Lei de Migração – Uma Janela de Oportunidades, na manhã desta sexta-feira (27), em Porto Alegre, Raffaele Di Cameli, secretário de Modernização Administrativa e dos Recursos Humanos do Rio Grande do Sul, conselheiro do BRDE, neste evento representando a Diretoria, anunciou a determinação do Banco de elaborar um programa de apoio às políticas públicas relacionadas à empregabilidade e à interiorização de migrantes e refugiados. “A proposta do BRDE considera a possibilidade de redução das taxas de spread e das tarifas para financiamentos destinados a empresas que empreguem, em seus quadros, colaboradores migrantes e refugiados”, informou o secretário.

Raffaele enfatizou a importância crescente que o BRDE vem atribuindo à Política de Responsabilidade Socioambiental da instituição e às ações a ela relacionadas, e reiterou que o Banco está profundamente comprometido com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pelas Nações Unidas – a carteira de crédito do banco tem aderência de 82,9% aos ODS.

Iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e da Casa Civil do Governo Federal, o seminário reuniu público de cerca de 80 pessoas, entre autoridades, gestores públicos, empresários, representantes de entidades que atuam na defesa de direitos humanos, professores e jornalistas, no auditório do BRDE.

Integraram a mesa de abertura, com o secretário Raffaele Di Cameli, Maria Helena Sartori, secretária do Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos e primeira-dama do Rio Grande do Sul; Paulo Sérgio Almeida, oficial do ACNUR; Ana Cristina Silva Barroso, representante do PNUD; Viviane Esse, da Casa Civil da Presidência da República; e Denise Russo, secretária de Desenvolvimento Social de Porto Alegre.

Em seus pronunciamentos, Paulo Sérgio Almeida, Ana Cristina Barroso e Viviane Esse, agradeceram ao BRDE pelo importante apoio e destacaram como “criativa e arrojada” a iniciativa do Banco de desenvolver um instrumento para fomentar, no meio empresarial, a acolhida a trabalhadores migrantes.

Trump endoidou de vez. Crescimento de 4,1% do PIB americano no segundo trimestre 2018.


A economia dos EUA continua rugindo alto no segundo trimestre de 2018, com o crescimento do PIB superando os 4,1%, sinalizando uma recuperação robusta sob o presidente Trump e o Congresso controlado pelo Partido Republicano.
De acordo com a CNBC, o Produto Interno Bruto (PIB) tem registrado seus maiores crescimentos em mais de quatro anos, devido à forte confiança do consumidor, ao crescimento recorde dos negócios e otimismo após os cortes de impostos patrocinados pelos republicanos.
“Essa é a taxa mais rápida de crescimento desde os 4,9% no terceiro trimestre de 2014 e a terceira melhor taxa de crescimento desde a Grande Recessão. Além do forte segundo trimestre, o Departamento de Comércio revisou sua previsão no primeiro trimestre de 2% para 2,2% ”, relata a CNBC.
"Estamos no caminho para atingir a maior taxa de crescimento anual em mais de 13 anos", disse o presidente. "E vou dizer isso agora e vou dizer isso com veemência, à medida que os acordos chegarem um a um, vamos muito mais longe do que esses números, e esses números são excelentes".

La Poderosa em Porto Alegre

A corrupção desenfreada no Brasil, a pobreza em Cuba, a miséria na Venezuela e a ditadura dinástica familiar comunista na Coréia, mostra o que pretende essa gente.

Os ativistas querem homenagear Marielle Franco, PSOL, assassinada este ano no Rio, que completaria, hoje, 39 anos. Eles ignoram completamente o assassinato de Raynéia Souza por parte dos paramilitares do governo bolivariano de Daniel Ortega, Nicarágua.

O grupo de ativistas argentino intitulado La Poderosa, que atualmente está organizado em mais de 90 vilas e favelas de 11 países da região, promove  entre hoje e domingo, na Casa do Gaúcho, Porto Alegre, o 2º Fórum Latinoamericano, durante o qual pretende fazer debates sobre direitos humanos, economia popular, educação, feminismo, direito à terra, cultura, comunicação popular e alternativa.A primeira edição do evento aconteceu no ano passado, em Havana, Cuba.

As 16h30, será realizada uma marcha pelo centro da cidade. A data marca o dia em que Marielle Franco, vereadora do PSOL assassinada no Rio de Janeiro, completaria 39 anos.

Dentro da programação também está o Campeonato de Futebol “Resistidores de América”, o primeiro realizado entre jovens da região.

Norita Cortiñas, do grupo Mães da Praça de Maio, Adolfo Pérez Esquivel, Prêmio Nobel da Paz e a ex-terrorista uruguaia Lilian Celiberti, estarão em Porto Alegre.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Artigo, Marcelo Aiquel - Quem chora por Rayneia Lima ?

Artigo, Marcelo Aiquel - Quem chora por Rayneia Lima ?


         Para quem não sabe, Rayneia Lima era brasileira, estudante, e foi covardemente assassinada pelas tropas do bolivariano que é o ditador da Nicarágua.
         Este senhor, Daniel Ortega, que foi apoiado por Lula e pelo PT como um bravo “cumpanheiro”, não passa de um assassino repressor e o é representante e expoente da esquerda na Nicarágua.
         Por esta singela razão, a morte violenta da estudante brasileira passou “quase” despercebida na telinha da Rede Globo, muito mais interessada em promover justiça na interminável (e bastante fatigante) novela Marielle Franco.
         Mas, também não escutamos a já tradicional “tagarelice” da – sempre hipócrita - deputada Maria do Rosário, a eterna e vigilante defensora das mulheres oprimidas.
         Por que será?
         Por que os assassinos pertencem á um governo bolivariano? Pode até ser uma bela e consistente justificativa, porém, tão dissimulada quanto o silêncio da referida ativista esquerdopata.
         E igual a ela, outras tantas defensoras da mulher (por puro interesse) também evitaram manifestar-se.
         Que curioso!
         Num país onde o simples fato de uma mulher assassinada transforma o “velho” crime de assassinato em feminicídio (independente da causa, por óbvio), é muito estranho que estas vigilantes tenham se omitido vergonhosamente.
         O mesmo chapéu serve “na medida” ao JN do Bonner, o maior exemplo do politicamente correto em termos de jornalismo mundial.
          Que vergonha!
         Pois bem, não vou nem me cansar em perguntar onde estavam a Manuela D’Ávila; a Marcia Tibury; a senadora Gleise; a senadora Vanessa; a Dilma; entre outras tantas, que literalmente “se esconderam” e não choraram por Rayneia?
         E assim caminha a hipocrisia da esquerda: se for “deles”, a interpretação dura da lei. Mas, se for dos “nossos”, vamos pesar todas as atenuantes.
         Afinal...

Roberto Rachewsky - Como acabar com o jogo de cartas marcadas da política brasileira ?


A democracia brasileira está a serviço do Estado e não dos indivíduos que compõem a sociedade. O processo eleitoral e as instituições ditas republicanas servem para manter a sociedade à mercê e a serviço do Estado. Até então, com raríssimas exceções, pudemos ver que aqueles que buscam penetrar no círculo fechado do poder estatal, para lá vão com o intuito de se aproveitar dele para poderem manter um nível de qualidade de vida superior.
No Brasil, nunca se viu qualquer movimento coordenado para acabar com a escravidão consentida, a submissão sancionada pelas vítimas que tentam manifestar suas vontades através do sistema democrático, sabidamente viciado por instituições pervertidas.
O jogo do poder no Brasil é feito com cartas marcadas, não bastará mudar a retórica, reescrever a narrativa, será necessário colocar a estrutura político-institucional abaixo, para construir sobre ela uma nova matriz, fundamentada em princípios outros, como aqueles que permitem que uma sociedade seja composta de indivíduos livres e independentes, não submetidos, incondicional e indevidamente, à coerção do Estado, mas também não premiados pela indolência do Estado quando alguns desses mesmos indivíduos usam de força ou de fraude para ganhar o que não lhes compete.
Um Estado que tudo pode, precisa de uma sociedade servil que tudo aceita. A luta por liberdade começa com a adequação do papel do Estado e, no Brasil, isso nunca foi feito. O papel de protagonista no cenário socioeconômico brasileiro sempre foi reservado ao Estado e àqueles que o integram ou em torno dele orbitam.
As leis que forjam a dinâmica do nosso sistema político, eleitoral e, por consequência, econômico, são leis anti-naturais, são deturpações propositadas impostas com o objetivo de desumanizar os indivíduos em prol de um corpo e uma mente coletiva, existente apenas como abstração na consciência daqueles que querem deter o poder para dirigir vidas alheias para o seu próprio bem-estar. Isso só é possível se esses, que colocam suas vidas, voluntária e pacificamente, sob o domínio e o controle do Estado, mantém-se evasivos e alienados do que consiste ter a oportunidade única de existir.
Não fomos premiados por singamias ocasionais para servirmos o Estado. Se não estamos aqui para lutar e viver como seres humanos, como indivíduos racionais dotados de direitos inalienáveis, deveríamos então ter nascido como ratos.


Indútrias química e de aço crescem forte em junho

Ontem mais dois indicadores coincidentes da produção industrial foram divulgados. Eles estão em linha com os bons números divulgados também sobre junho, mas no caso do RS pela Fiergs (leia nota mais abaixo).

A despeito dos resultados contraditórios, o conjunto dos dados já conhecidos aponta para forte alta da atividade manufatureira em junho. 

Química - De acordo com estatísticas divulgadas pela Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM) e dessazonalizadas, a produção química no país recuou 2,1% entre maio e junho. Por outro lado, as vendas internas de produtos químicos de uso industrial aumentaram 32,9% no período, após a expressiva contração de 16,5% observada na leitura anterior, na margem. 
Aço - A produção de aço bruto, por sua vez, somou 2,9 milhões de toneladas no mês passado, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Aço Brasil (IABr). Tal volume representa uma alta de 15,2% ante maio. 

Ambos os dados reportados e outros já conhecidos reforçam a percepção de que os efeitos da paralisação no setor de transportes em maio, quando a produção industrial recuou 10,9% ante abril, devem ter sido mais do que revertidos em junho. O dado efetivo do mês será divulgado pelo IBGE no próximo dia 2, no âmbito da Produção Industrial Mensal (PIM).

Artigo, Marcelo Aiquel - O alvo errado


Tudo bem se você não acredita nele. É da verdadeira democracia a pluralidade de opiniões. Mas, também não acredite nas milhares de fake news “inventadas” contra ele. Seja um pouco esperto, coloque seus neurônios em ação, e se dê conta do exagero.
2)    Alkmin: Outrora abominado pelos eleitores, virou a “tábua de salvação” de quem odeia o Bolsonaro. E pouco importa se ele fez uma aliança que mais parece um pacto com o diabo. Ora, Alckmin, caso eleito, ficará devendo uma vela para cada santo, os mesmos santos que ajudaram a jogar o Brasil no precipício.
3)    Ciro Gomes: O destemperado “coronel nordestino” seria mais útil trabalhando como leão de chácara num bordel qualquer, do que como político profissional, que é. Sem freios, sonha com soluções ridículas, que fracassaram em todos os cantos onde tentaram que vigesse.
4)    Marina Silva: A “tartaruga ninja” só engana quem não quer saber onde ela estava, e o que fez por Mariana, aquele distrito soterrado pela lama, em MG.
5)    Os outros: Não fedem, nem cheiram, só servem para rechear o bolo.

         Dizem também que o Bolsonaro eleito não teria governabilidade.
         Nesta hipótese, cabe perguntar: E quem destes teria alguma?
         Só mesmo na base da compra/venda de apoio. Mas aí, teríamos o que existe hoje. Mudar pra quê, então?
         Mas, ainda há um grave problema: o parlamento, a causa maior desta horrível crise.
         Há solução?
         Sim. Começar com a depuração – lenta e gradual – que consiste em mudar as figurinhas carimbadas do Congresso, que nada fizeram a não ser roubar e não representar quem os elegeram. No voto, sem violências!
         E a confiabilidade nas urnas eletrônicas?  Só utilizadas aqui no terceiro mundo, podem sim ser facilmente alteradas para beneficiar a um grupo e/ou alguém.
         Porém tudo isso vira “café pequeno” se formos conscientes e responsáveis civicamente. E, se não fizermos tal coisa por nós, que seja pelos nossos filhos; netos; sobrinhos e afilhados.
         Pois, eles merecem um país melhor!


quarta-feira, 25 de julho de 2018

Mendes Júnior


O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) manteve como réu em ação de improbidade administrativa o empresário Ângelo Alves Mendes pela sua participação em esquema criminoso envolvendo contratos e licitações firmados com a Petrobrás no âmbito da Operação Lava Jato. A decisão foi proferida em julgamento na última semana.
A União, por meio da Advocacia-Geral (AGU), ajuizou uma ação civil pública de improbidade administrativa contra Mendes, diretor vice-presidente coorporativo da empresa Mendes Júnior Trading e Engenharia SA.
Além dele e da empresa, a Mendes Júnior Participações SA, a Andrade Gutierrez SA, a KTY Engenharia LTDA, a MPE Montagens e Projetos Especiais SA, a SOG Óleo e Gás SA, a Odebrecht SA, a UTC Engenharia SA, Paulo Roberto Costa, Sérgio Cunha Mendes, Rogério Cunha de Oliveira, Alberto Elísio Vilaça Gomes e José Humberto Cruvinel Resende também foram denunciados na mesma ação.
Segundo a AGU, foram imputados aos réus atos de improbidade administrativa praticados em seis contratos celebrados entre a Petrobrás e a empresa Mendes Júnior no período de 2007 a 2011, mediante pagamento de propina e de fraude em processos licitatórios. A ação foi baseada nas investigações da Polícia Federal (PF) na Operação Lava Jato.
A denúncia requereu dos acusados o ressarcimento ao erário dos danos causados ao patrimônio da Petrobrás e no pagamento de multa civil de até três vezes o valor do dano. A 3ª Vara Federal de Curitiba (PR) recebeu a petição inicial e determinou o prosseguimento da ação.
Mendes recorreu da decisão ao TRF4. Ele alegou que na sua função possuía atuação adstrita aos aspectos internos e à prática de atos de representação formal da empresa, sem qualquer atribuição comercial e operacional, não tendo participado, nem de forma auxiliar, na formação de consórcios para a execução de obras da Petrobrás, ou nos processos licitatórios, e que sequer mantinha qualquer interação com os membros da estatal.
Ele também defendeu que a configuração do ato de improbidade depende do elemento subjetivo doloso, o que não ficou demonstrado. Pediu a sua exclusão, então, do pólo passivo do processo, com o objetivo de impedir o prosseguimento da ação de improbidade contra ele.
O agravo de instrumento, no entanto, foi julgado, por unanimidade, improcedente pela 3º Turma do tribunal. Para a relatora do caso, desembargadora federal Vânia Hack de Almeida, justamente por se tratar de fase preliminar, “o recebimento da inicial e o correto processamento da ação de improbidade são necessários para a apuração dos fatos atribuídos à parte demandada, com a devida instrução probatória a ser realizada no curso da ação, o que impede a formulação de qualquer juízo de certeza nesse momento processual”.
Segundo a desembargadora, Mendes deve ser mantido como réu porque a rejeição liminar da ação civil pública por ato de improbidade administrativa deve ocorrer somente nos casos em que as alegações ou provas apresentadas conduzam o juiz à conclusão imediata de que os fatos não configuram atos de improbidade.
Vânia ainda acrescentou que no caso em questão, o Ministério Público Federal defendeu estar demonstrada a prática de atos ímprobos, o que não exige a demonstração do dolo por parte do réu para a sua configuração. “Assim, a questão relativa à presença do elemento subjetivo nos atos imputados ao réu corresponde ao próprio mérito da demanda, dependendo do prosseguimento do feito para a sua análise”, concluiu a magistrada.

Felipe Hahn da Silva, 31 anos, biólgo - Por que apoio Jairo Jorge


Há muitas eleições o Rio Grande vem buscando saídas para o caos que nos metemos ao longo de 40 anos. Nenhum daqueles que ocupou o cargo de governador, independente do espectro politico, conseguiu alcançar a reeleição que todos, quando foi possível, almejaram. Não porque faltasse capacidade ou não fossem dignos de ocuparem tal cargo, muito antes pelo contrário. Mas sim porque as soluções enquanto governaram não surtiram efeito, foram muito semelhantes, mudando apenas o lado que comandava o RS, mas sem apresentar nada de novo. E por acreditar que o estado precisa de alguém criativo e inovador para achar novas saídas para o RS vou votar em Jairo Jorge do PDT, e digo porque.
Primeiro porque Jairo tem experiência administrativa. Muito do que ele diz que vai fazer (e dizer o que se pretende fazer é sempre muito importante) já foi testado no município de Canoas, onde ele foi 2 vezes prefeito, sempre muito bem avaliado. Diminuiu impostos e quadruplicou a arrecadação. Reduziu o tempo para abertura de empresas de 2 meses para 48 horas. Realizou muito mais ações criativas, mas só estas duas já são capazes de exemplificar o caráter inovador das suas administrações e como existem saídas além das costumeiras repetidamente aplicadas no estado.
Segundo, Jairo Jorge sabe olhar para o lado e não tem vergonha de copiar o que dá certo. É o caso quando ele propõe o efetivo uso dos COREDES no estado. Os COREDES foram instituídos pelo ex-governador Alceu Collares. Santa Catarina copiou e hoje é um dos estados mais pujantes da nação, usando algo que nós gaúchos deixamos de lado e que Jairo, vendo que deu certo, quer fazer funcionar de maneira efetiva aqui no pago, estabelecendo escritórios regionais, enxutos, que serão a ponte de cada região com o governador do estado, respeitando a particularidade que lhes é inerente, descentralizando as decisões.
Falando em descentralização, este é o terceiro ponto. Jairo Jorge propõe a diminuição das estruturas do estado de 17 para 10, cada uma com no máximo 3 níveis hierárquicos.
Quarto, Jairo quer fazer o servidor público parceiro da administração gaúcha, e não pintar toda essa importante categoria como a responsável pela ruína do estado, como alguns fazem.
Finalizo no quinto ponto. Jairo Jorge está profundamente comprometido com o Rio Grande do Sul. Ninguém visita os 497 municípios do estado (e planta uma árvore em cada um deles) se não estiver motivado para governar todos os gaúchos. Não é de Nova York, São Paulo ou de dentro do Palácio Piratini que vamos recuperar o estado. É indo pra rua e olhando no olho de cada gaúcho que quer e precisa de um lugar melhor para viver. E é isso que Jairo Jorge mostrou que vai fazer. JJ2018!

Artigo, Astor Wartchow - Contas públicas


- Advogado

      Outrora apenas em volumosos livros e pastas, hoje as informações orçamentárias também estão disponíveis em meio eletrônico nos “sites” das casas legislativas e dos poderes executivos. E há acompanhamento da imprensa especializada.
      Na sua plenitude e extensão, o orçamento público deverá representar a  realidade do estado organizado (união, estados e municípios), sua dimensão e expectativa econômica, social e política, e se constituir em objeto e meio de ação e atividade pública.
      Porém, ainda que organizado e garantido formal e legalmente, isso não assegura a necessária transparência, haja vista que a maioria das pessoas não consegue entender o que ali está (d)escrito.
      Nos programas partidários de governo, principalmente durante o período e processo eleitoral, com certeza constará o compromisso de democratização e transparência do orçamento.
      Afinal, é obrigação dos partidos, dos políticos e dos governantes, fazer com que a comunidade se interesse e entenda os números e as informações relacionadas às contas públicas. Conseqüentemente, é necessária a adoção de meios e dados mais acessíveis à linguagem popular, de modo informativo e qualitativo.
      Trata-se de um esforço que não deve se restringir às entidades públicas. Por todos seus meios e formas de organização e ação comunitária, econômica e social, é essencial a participação da comunidade para exigir e garantir a transparência, a elaboração, a execução e a fiscalização compreensíveis(!) dos gastos públicos. Com certeza, resultará mais eficácia, qualidade e veracidade das políticas públicas. E justiça social.
          Essa atitude democrática e popular irá detectar e propiciar reformas da administração pública, a exemplo de mais eficiência e menos burocracia, assim como poderá constatar e denunciar onerosas e ineficientes funções e tarefas. E a ocorrência de corrupção.
      Um exemplo e detalhe depreciativo que merece uma urgente e definitiva reação e atitude popular corretiva. Regra geral, em quase todas as casas legislativas, em todos os níveis de governo, o orçamento público é votado tardia e açodadamente. Sem prévios estudos e análises rigorosas.
Habitualmente, a “culpa” é do poder executivo que atrasa propositalmente sua remessa ao poder legislativo para encurtar o debate público e parlamentar e “forçar/acelerar” sua aprovação.
Por isso, enquanto não houver maior divulgação, linguagem acessível, esclarecimentos e debate público, bem como clareza e exatidão na confecção e execução orçamentária, permanecerá o rótulo pejorativo de “peça de ficção” e “caixa-preta”.
         



Indústria retoma recuperação, diz CNI

Os números refletem dissipação dos efeitos das greve dos caminhoneiros.

A Sondagem da Indústria, divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), apontou avanço de 9,2 pontos do indicador de produção na passagem de maio para junho, alcançando os 50,8 pontos, patamar acima do nível neutro, de 50 pontos. 

O resultado refletiu dissipação dos efeitos da paralisação do setor de transportes, ocorrida no final de maio. 



Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o índice avançou 3,1 pontos. Já a utilização da capacidade instalada (UCI) aumentou 3 pontos percentuais na margem, atingindo 66%. Os estoques, por sua vez, apresentaram recuo, para nível abaixo do neutro. No que tange às percepções empresariais em julho, a Sondagem capturou melhora na margem na maior parte dos indicadores de expectativas, tais como demanda, compras de matérias-primas, quantidade exportada e número de empregados. A melhora na confiança neste mês, capturada pela CNI  indica um ritmo bastante gradual de recuperação da atividade econômica. Contudo, essa melhora deve ser lida com cautela, pois não foi corroborada pelo indicador de confiança capturado pela FGV, que registrou recuo neste mês.

Índice de Confiança do Comércio recuou em julho, quarta queda consecutiva


- Índice de Confiança do Comércio recuou em julho, quarta queda consecutiva, ao mesmo tempo em que apontou para continuidade do processo de ajuste de estoques do setor
O Índice de Confiança do Comércio (ICOM), divulgado hoje pela FGV, recuou 0,8 ponto na passagem de junho para julho, alcançando 88,8 pontos. Com essa queda – a quarta consecutiva –, o indicador mantém-se abaixo do patamar neutro (100 pontos). O movimento baixista foi concentrado em 4 dos 13 segmentos pesquisados. Os dois componentes do ICOM registraram recuo na margem: o índice de expectativas (-0,6 ponto) e o de situação atual (-0,7 ponto). Segundo a própria Fundação, o resultado negativo deste mês sugere que o setor continua perdendo o fôlego da recuperação que vinha ocorrendo até o início do ano. Ao mesmo tempo, o indicador de estoques, continua sua tendência de redução (mas ainda se encontra acima do patamar neutro), verificada desde o começo do ano, mostrando continuidade do processo de ajuste feito pelo comércio. Olhando para frente, avaliamos que a recuperação da confiança do consumidor (como apontado ontem pela própria FGV) deve contribuir para a recuperação das vendas do comércio, ainda que em ritmo bastante lento, o que deve ser favorecido pelo processo de ajuste de estoques.

Cidades com gasolina sem impostos


Porto Alegre
Posto SIM Ecoposto: Avenida Ipiranga, 999
Posto Dueville: Avenida Assis Brasil, 6.853
Comercial de Combustível Phoenix: Avenida Francisco Silveira Bittencourt, 1.955
Posto Buffon 45: Avenida Farrapos, 3.180
Buffon 50: Avenida Ipiranga, 2.797
Posto Combustível Pegasus Ipiranga Ltda: Avenida Ipiranga, 2.495
Canoas
Posto Buffon 37: Avenida Getúlio Vargas, 5.179
Posto Buffon Canoas 56: Avenida Boqueirão, 2.135
Caxias do Sul
Posto SIM Centenário: Rua Bento Gonçalves, 3.563
Posto SIM Parque do Sol: Avenida São Leopoldo, 35
Gravataí
Abastecedora de Combustíveis Confiança Ltda: Rua Dois de Novembro, 60
Estrela
Abastecedora de Combustíveis e Derivados Pinguim Ltda: Avenida Rio Branco, 1.179
Osório
Posto Chimarrão: BR-101, 1.155
Passo Fundo
Posto Buffon 25: Avenida Brasil Leste, 1.010
Posto SIM Presidente Vargas: Avenida Presidente Vargas, 128
Pelotas
Posto SIM 3Bicos: Avenida Fernando Osório, 2.200
Posto Buffon 18: Rua Marechal Deodoro, 651
Portão
Posto Unidão: RS-240, 1.165
Rio Grande
Global Oil: Rua Trajano Lopes, 213
Posto Buffon 12: Avenida Rheingantz, 15
Santa Cruz do Sul
Posto Rodoil: Avenida Carlos Maurício Werlang, 187
Santa Rosa
Posto Vaccari: Avenida Rio Branco, 26
Sapucaia do Sul
Posto Tigrão: BR-116, KM 253
Abastecedora Lúcio Bittencourt: Avenida Lúcio Bittencourt, 50
Veranópolis
 Abastecedora de combustíveis Veranense LTDA: Avenida Osvaldo Aranha,545

   




terça-feira, 24 de julho de 2018

Operação Lava Jato: TRF4 aceita pedido de indenização por danos morais coletivos


O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) decidiu manter, na última semana, o pedido de indenização por danos morais coletivos e por danos morais à imagem pública requeridos pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Petrobras, respectivamente, em um processo de improbidade administrativa decorrente da Operação Lava Jato.
O MPF ajuizou uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra as OAS Engenharia e Participações S/A, Construtora OAS LTDA, Coesa Engenharia LTDA, além de Paulo Roberto Costa, José Aldemario Pinheiro Filho, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Mateus Coutinho de Sá Oliveira, José Ricardo Nogueira Breghirolli, Fernando Augusto Stremel Andrade e João Alberto Lazzari.
A ação requereu a condenação dos réus por supostos atos de improbidade praticados mediante conduta dolosa no âmbito da Operação Lava Jato. Além das sanções previstas na Lei Federal de Improbidade Administrativa, o MPF requisitou, também, a condenação dos demandados no pagamento de indenização por danos morais coletivos, no valor mínimo de R$ 706 mil.
O pedido inicial ressaltou que a indenização pleiteada era decorrente do recebimento e pagamento de vantagens indevidas na diretoria de abastecimento da Petrobras, revelados pelas investigações da operação da Policia Federal.
Posteriormente, a estatal se manifestou solicitando ingresso no polo ativo do processo, formulando aditamento do pedido para incluir também uma indenização por dano moral decorrente do abalo de imagem sofrido. Para a Petrobras, o pedido próprio de condenação das pessoas físicas e jurídicas rés ao pagamento de indenização se justificou pelos prejuízos imateriais que a empresa sofreu devido ao esquema de corrupção.
A 1ª Vara Federal de Curitiba (PR) recebeu a ação e determinou o seu prosseguimento, porém rejeitou os pedidos para a condenação pelos danos morais, tanto os coletivos, requisitados pelo Ministério Público, quanto os destinados à empresa estatal.
O MPF recorreu da rejeição ao TRF4 e a 3ª Turma, por unanimidade, deu provimento à inclusão dos pedidos no processo.
A relatora do agravo de instrumento no tribunal, desembargadora federal Vânia Hack de Almeida, entendeu que, apesar da Lei de Improbidade Administrativa não ter previsto expressamente a possibilidade de reparação de dano moral ocasionado pela prática dos atos criminosos, “a reprimenda das condutas de corrupção e desvio da probidade administrativa, contrárias aos valores e princípios salvaguardados pelo atual sistema jurídico, também deve abranger o dano extra patrimonial na seara dos atos ímprobos”.
Vânia aceitou o cabimento da solicitação de indenização por danos morais coletivos, conforme requerido pelo MPF, assim como reconheceu a possibilidade de aditamento da inicial para abranger os danos morais sofridos pela Petrobras em decorrência das práticas imputadas aos réus.
Para a magistrada, os atos de improbidade são capazes de ensejar a indenização não apenas pelo prejuízo material decorrente da conduta do agente, como também, pelo “dano moral à legitimidade da Administração Pública em razão da ofensa de seus princípios norteadores, constitucionalmente assegurados”.
“Considerando o sentimento de indignação social decorrente da prática de atos ímprobos, especialmente nos casos de grande repercussão social, política e econômica, o caráter punitivo e preventivo do dano moral adquire relevante importância, na medida em que se presta, também, para coibir a prática de novos ilícitos por parte dos agentes públicos e dos particulares”, concluiu a relatora.

Editorial, Zero Hora - Os trens encalhados


A milionária compra de uma frota sem condições de uso pela Trensurb é um trágico exemplo do que as ingerências políticas nas indicações de quadros para as estatais podem provocar Eduardo Oliveira / Arte/ZH
Equivocada desde o início, a compra pela Trensurb de uma série de veículos parada até hoje ganhou um elemento novo que a torna ainda mais grave e reforça a necessidade de providências imediatas. A ata divulgada pelo Grupo de Investigação da RBS (GDI) não deixa dúvida: às vésperas da assinatura do contrato, a empresa abriu mão de testes que poderiam ter evitado problemas na aquisição realizada em 2012. A sucessão de falhas nessa desastrada operação mostra até onde podem ir prejuízos de empresas públicas nas quais interesses políticos se sobrepõem aos técnicos. 

Quando decisões sobre um negócio como esse, no valor de R$ 244 milhões, ficam na dependência de pessoas sem o necessário conhecimento da área e sem qualquer preocupação com o uso racional de dinheiro dos contribuintes, a conta acaba sobrando para todos. É o que se constata agora. Trens novos, que deveriam ficar à disposição de milhares de usuários por no mínimo três décadas, seguem sem circular. As razões se devem a uma sucessão de problemas técnicos, que vão de falhas nos rolamentos das rodas a vazamentos em amortecedores, todos relacionados a questões de segurança dos passageiros.

O aspecto inaceitável é que a decisão completamente fora dos trilhos só se consumou porque alguém decidiu se contentar com testes de faz de conta, que só ajudaram a garantir os interesses dos fornecedores. A falta de cuidados mínimos sob os pontos de vista administrativo e técnico ameaça agora o futuro do próprio serviço. Uma das consequências é que, diante da impossibilidade de recorrer à frota nova, os antigos trens vêm sendo usados além do recomendável. Não há sequer tempo para que possam seguir recomendações mínimas de manutenção.
A milionária compra de uma frota sem condições de uso pela Trensurb é um trágico exemplo do que as ingerências políticas nas indicações de quadros para as estatais podem provocar. Por isso, tem que ser investigada com rigor.
O Ministério Público Federal (MPF) já entrou em ação para apurar as responsabilidades e tentar o ressarcimento desse investimento em total desacordo até mesmo com parâmetros mínimos do bom senso. Até que tudo seja esclarecido, porém, quem vai continuar sofrendo são os usuários, para os quais a empresa continua devendo explicações. 

Artigo, Tito Guarniere - As classes dominantes


Há algum tempo, na Folha de São Paulo, o petista André Singer, ex-secretário de imprensa do governo Lula, usou a expressão um tanto em desuso, “classe dominante”. É um conceito clássico do marxismo, derivado da crítica profunda (e brilhante) que o filósofo alemão Karl Marx fez do capitalismo, ainda nos seus primórdios.
Em essência ele afirmava que as relações de trabalho, no capitalismo, se assentavam na exploração cruel e desumana da classe trabalhadora, o lado mais fraco e vulnerável onde a corda rebentava. As coisas eram assim desde tempos imemoriais para que as classes dominantes (a nobreza, a burguesia, os capitalistas) pudessem usufruir da riqueza criada por todos. Os demais deviam viver de migalhas, suficientes apenas para garantir a sua reposição. A luta de classes era a síntese que explicava a história do mundo, a passada, a presente e a futura.
A partir de tais argumentos, Marx elaborou a teoria de que o trabalhador espoliado tinha o direito de quebrar os grilhões que o aprisionavam. Vencidos os opressores, então a humanidade viveria uma era de prosperidade e paz.
Marx tinha razão: a exploração da classe trabalhadora, à época, era extensa, cruel e inumana. Porém quando enveredou pelo futuro, Marx errou a mão. Nada deu certo, nem se cumpriu, ainda que os marxistas que habitam o planeta, aos milhares, insistam na teoria de que a história ainda não chegou ao fim, isto é, nós ainda estamos apenas em uma estação de passagem, até a redenção final. O Palácio de Inverno será um dia tomado. Quando? Bem, aí o leitor está querendo saber demais.
Devemos à Marx a concepção pretenciosa dos marxistas, que se acham donos do futuro, conhecedores dos rumos da história, principalmente da que ainda não chegou.
O filósofo alemão não foi capaz de antever que o Estado burguês, a democracia formal e representativa, com todas as suas contradições, ao permitir um clima de amplas liberdades civis, sociais e políticas, não poderia represar as demandas das classes subalternas. Os trabalhadores passaram a votar nas eleições, a ter voz ativa e direitos próprios, práticas empresariais abusivas foram derrubadas, formas de trabalho degradante foram reduzidas e punidas.
Dentre as classes dominantes, na clássica divisão do mundo entre opressores e oprimidos, estão, sim, os grandes capitalistas, os rentistas e endinheirados. Mas logo ao lado, em igual patamar de dominação, hegemonia, influência - dividindo o poder -, estão as universidades, os sindicatos, os partidos de centro-esquerda e de esquerda, a mídia (quarto poder), as igrejas. Foi no clima plural das democracias ocidentais que brotaram os movimentos feministas, de raça, de orientação sexual, das minorias cada vez mais ruidosas, na proposição de difusão de suas demandas e palavras de ordem.
Em meio à classe dominante brasileira está o PT, a sua influência (domínio?) na academia, nas centrais sindicais, nas redações dos jornais, na igreja da teologia da libertação, no alto funcionalismo de Estado, nas estatais. Mas sabem como é, para petistas como Singer, dominantes são os outros, “elites” são os outros.
titoguarniere@terra.com.br



Saiba como transformar spin off's em projetos de startups

Transformar spin off’s de projetos em startpus é uma estratégia de negócios bastante usada, principalmente por empresas de tecnologia. Este tema será tratado na próxima edição do SOFTSUL!talks, promovido pela SOFTSUL. 
O encontro, programado para o próximo dia 31 de julho, das 17h30 às 18h30, no Dado PUB (Rua Fernando Gomes, 80 – Moinhos de Vento), será moderado por Fábio Rios, sócio e CEO da Plugar Data Intelligence. O evento tem como público-alvo empresários e empreendedores interessados em conversar sobre recursos humanos, modelos de negócios e tamanho de mercado.
Na oportunidade, Rios trará para a temática “A experiência da Plugar em transformar spin off's de projetos em novos negócios”. Desde 1998 a empresa utiliza possibilidades abertas pela tecnologia de captura de dados. A fórmula permite desenvolver soluções de entrega e análise de informação personalizadas para atender necessidades de gestão de cada cliente.
Mais informações e inscrições, que são gratuitas e por adesão, podem ser obtidas no link http://softsul.org.br/v2/events/softsultalks-aborda-a-experiencia-da-plugar-em-transformar-spin-offs-de-projetos-em-novos-negocios/