Sine Municipal oferece 176 oportunidades de emprego nesta segunda


O Sine Municipal disponibiliza 176 vagas de trabalho nesta segunda-feira, 5, até que sejam preenchidas. Entre as vagas oferecidas, a maior demanda é para vendedor de serviços, com 21 postos abertos, seguida por jardineiro e auxiliar de limpeza, com sete postos cada. O interessado deve retirar a carta de encaminhamento pelo aplicativo Sine Fácil, disponível para download no Google Play, ou diretamente em qualquer agência Sine. O número de cartas é limitado.
A sede do Sine Municipal funciona entre as 8h e 17h, na avenida Sepúlveda, esquina com a Mauá, Centro Histórico. Para concorrer à vaga, o candidato precisa comparecer com Carteira de Trabalho e comprovante de residência.
Quase três mil pessoas registraram suas opiniões na Pesquisa de Satisfação da Carta de Serviços da Prefeitura de Porto Alegre e escolheram a intermediação de mão de obra para vagas de trabalho como o melhor serviço público prestado. 
Confira as vagas abaixo:
Açougueiro - 1
Ajudante de pintor - 1
Arte-finalista - 1
Atendente balconista - 1
Auxiliar administrativo - 1
Auxiliar de confeitaria - 1
Auxiliar de confeiteiro - 1
Auxiliar de contabilidade - 1
Auxiliar de cozinha - 1
Auxiliar de desenvolvimento infantil - 2
Auxiliar de lavanderia - 1
Auxiliar de limpeza - 7
Auxiliar de manutenção predial - 1
Auxiliar de pessoal - 1
Auxiliar de segurança - 3
Auxiliar técnico de mecânica - 1
Caldeireiro de manutenção - 1
Carpinteiro (esquadrias) - 1
Carreteiro (motorista de caminhão-carreta) - 6
Chapista de lanchonete - 2
Condutor de máquinas - 1
Confeiteiro - 1
Consultor de vendas - 4
Costureira em geral - 2
Cozinheiro geral - 4
Desenhista de móveis - 1
Desenhista projetista mecânico - 1
Educador infantil de nível médio - 1
Eletricista - 1
Eletrotécnico na fabricação, montagem e instalação de máquinas e equipamentos - 2
Empregado doméstico nos serviços gerais - 2
Enfermeiro - 1
Estofador de móveis - 1
Frentista - 3
Gerente de frota - 1
Gerente de supermercado - 1
Instalador de alarme - 1
Instalador de estações telefônicas - 5
Instalador hidráulico - 1
Instrutor de informática - 2
Jardineiro - 7
Marceneiro - 3
Marmorista (construção) - 1
Mecânico de manutenção de automóveis - 2
Mecânico de manutenção de bombas - 1
Mecânico de manutenção de máquina industrial - 1
Mecânico de manutenção de máquinas têxteis - 1
Montador de móveis de madeira - 1
Motorista de automóveis - 1
Motorista de caminhão - 3
Nutricionista - 1
Oficial de serviços gerais na manutenção de edificações - 2
Operador de centro de usinagem com comando numérico - 1
Operador de empilhadeira - 4
Operador de fabricação de tintas - 1
Operador de máquinas fixas, em geral - 6
Operador de ponte rolante - 1
Operador de telemarketing ativo e receptivo - 5
Operador de torno com comando numérico - 1
Operador polivalente da indústria têxtil - 1
Orientador de tráfego para estacionamento - 2
Padeiro confeiteiro - 1
Panfleteiro - 1
Pedreiro - 1
Pizzaiolo - 2
Promotor de vendas - 1
Serigrafista - 2
Serralheiro - 3
Soldador - 2
Supervisor comercial - 1
Supervisor da confecção de artefatos de tecidos, couros e afins - 1
Supervisor de vendas comercial - 1
Técnico de enfermagem - 2
Técnico em manutenção de equipamentos de informática - 1
Técnico em mecânica de precisão - 1
Técnico em segurança do trabalho - 1
Técnico químico - 1
Torneiro mecânico - 1
Trabalhador na confecção de peças de couro - 3
Vendedor de serviços - 21
Vendedor interno - 1
Vendedor porta a porta - 5
Vendedor pracista - 1
Vigilante - 5

Artigo, Merval Pereira, O Globo - Conflito de interesses


O combate à corrupção e ao crime organizado, que se intensificou no país com a Operação Lava-Jato, entra agora, cinco anos depois, talvez na sua mais sensível etapa. Como aconteceu na Itália das Mãos Limpas, interesses diversos se uniram para tentar colocar limites à ação dos procuradores de Curitiba. 

Uns com o intuito precípuo de não serem alcançados, ou conseguir a anulação das condenações, outros preocupados com supostas transgressões legais praticadas no que um dos seus mais contundentes adversários, o ministro do Supremo Gilmar Mendes chama de “o Direito de Curitiba”. Muitos, usando a segunda razão como escusa para atingir o primeiro objetivo.

Essa disputa de poder tem também o hoje ministro Sérgio Moro na alça de mira, e como em todas as etapas há conflitos de interesses, surgem paradoxos inevitáveis. Apoiador declarado da Operação Lava-Jato, o que explicitou ao convidar Moro para seu ministério, o presidente Bolsonaro acaba de dar novas cores à crise institucional em processo com a decisão de mudar o presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) Roberto Leonel, indicado por Moro quando o órgão era subordinado ao ministério da Justiça e Segurança Pública.

Moro pediu para ficar com o Coaf na montagem do novo ministério, órgão considerado imprescindível para o combate a crimes de colarinho branco e formação de quadrilha. Derrotado no Congresso, que transferiu o Coaf para a Fazenda, Moro terá nova derrota com a mudança de seu indicado, e pelas razões que se sabe.

A garantia de Bolsonaro de que nada mudaria no Coaf começa a desmoronar, e a pressão sobre o ministro Paulo Guedes coloca em xeque os outrora chamados superministros. Bolsonaro não gostou das críticas que Leonel fez à decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli de suspender as investigações baseadas em informações do Coaf sem autorização da Justiça.

A medida foi tomada a pedido da defesa de Flávio Bolsonaro, que está sendo investigado dentro de um processo que abrangeu diversos vereadores e funcionários da Assembléia Legislativa do Rio.

São conflitos de interesse que interferem nas investigações sobre corrupção, obstáculos paralelos aos que estão sendo colocados no caminho da Operação Lava-Jato pelo Congresso, que reluta em aprovar o projeto anticrime de Moro, e também pelo Supremo.

A decisão de requisitar os diálogos, áudios e vídeos hackeados que servem de base para as reportagens do site Intercept Brasil, que coordena a divulgação por outros veículos, teve objetivos distintos, embora tenham saído logo no primeiro dia de funcionamento do STF depois do recesso do Judiciário.

Ministro Luis Fux, provocado por uma ação do PDT, era obrigado a atuar. E o fez com o objetivo de preservar as provas para saber, inclusive, a origem delas para aferição da ilicitude. O ministro Alexandre de Moraes se baseou na publicação na Folha de S. Paulo para requisitar as provas integrais dentro do inquérito que preside no Supremo sobre “fake news”.

Implicitamente, está dando valor às provas conseguidas ilegalmente pelos hackers, embora não possa usá-las para acusar ninguém, especialmente o procurador Deltan Dallagnol, coordenador do Ministério Público da Lava-Jato em Curitiba.

Enquanto alguns esperam que do inquérito do Supremo surjam elementos para acusá-lo mesmo sem utilizar as provas, consideradas imprestáveis, outros ministros acham que ele não precisa ser afastado. Teria perdido já a legitimidade para exercer a função.

Os diversos atores dessa disputa de poder usam as armas de que dispõem para constranger adversários. O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas, muito ligado a Gilmar Mendes, deu 15 dias para que a Receita Federal detalhe as investigações dos últimos cinco anos que envolvam autoridades do Legislativo, Executivo e Judiciário.

A Associação Nacional dos Procuradores teve o apoio da Procuradora-Geral da República Raquel Dodge no pedido para que o Supremo suspenda o inquérito que apura supostas ofensas aos ministros do STF. Que ela considerou um "tribunal de exceção".

“Não há com imaginar situação mais comprometedora da imparcialidade e neutralidade dos julgadores, princípios constitucionais que inspiram o sistema acusatório”, define Dodge. A mesma acusação que ministros do Supremo e a defesa dos acusados fazem a Moro, Dallagnol e aos demais procuradores de Curitiba.

Artigo,Renato Sant'Ana - Adultos na política


         Quando Manuela D'Ávila surgiu no cenário político de Porto Alegre, gente adulta ("ma non troppo") entrou no embalo da gurizada - o grosso de seu eleitorado - para eleger a "novidade". Afinal, uma jovem idealista, tão ousada e, para cúmulo, bonitinha. Não seria uma renovação da política?
          É inútil cogitar, agora, o que possam estar "pensando" seus eleitores, quando Manuela - como ela mesma admitiu - está, de algum modo, envolvida num crime. Sim, é disso que se trata: crime.
          Em depoimento à polícia, o hacker Walter Delgatti Neto (o Vermelho), investigado e preso por invadir o celular de inúmeras autoridades, disse que foi Manuela quem mediou seu contato, para fim de parceria, com o ativista de esquerda Glenn Greenwald, que viria a divulgar o material do crime. E foi ela, segundo o hacker, a primeira pessoa a receber os áudios - antes de "aderir à causa".
          Publicada a declaração do hacker, Manuela não negou sua participação, emitindo a seguinte nota à imprensa:
          "Pela invasão do meu celular e pelas mensagens enviadas, imaginei que se tratasse de alguma armadilha montada por meus adversários políticos. Por isso, apesar de ser jornalista e por estar apta a produzir matérias com sigilo de fonte, repassei ao invasor do meu celular o contato do reconhecido e renomado jornalista investigativo Glenn Greenwald."
          Ah, ela achou que seu celular tinha sido invadido (o que é crime), mas não comunicou a polícia, preferindo fazer uma aliança com o criminoso e mediar a parceria do hacker com o "renomado". Deve ter imaginado ter em mãos uma carga de dinamite capaz de assassinar reputações em massa.
          Mesmo que ignorasse a extensa lista de crimes de Vermelho - estelionato, furto qualificado, apropriação indébita, tráfico de drogas e até um caso mal esclarecido de abuso sexual contra uma adolescente, que ele filmou e lançou nas redes sociais -, Manuela sabia que é crime a invasão de celular, que estava ela receptando material ilícito (os áudios do hacker) e que o crime era praticado contra autoridades públicas.
          Esclarece muito a ordem dos fatos, embora com lacunas que a polícia vai preencher (se o STF deixar): em 12/05/19, o hacker faz contato com Manuela; 10 minutos depois, ele recebe ligação de Greenwald; em 21/05/19, já na posse do material ilícito, Greenwald reúne-se com Lula (que está preso); em 09/06/19, quatro semanas depois de obter o material criminoso, Greenwald começa a publicá-lo no site The Intercept.
          Mas ele é bem cauteloso em sua guerrilha virtual. Ao iniciar as publicações, declarou: "ficamos muitas semanas planejando como proteger a nós e nossa fonte contra os riscos físicos, riscos legais, riscos políticos, riscos que vão tentar sujar a nossa reputação."
          Já Manuela alega que é jornalista e "apta a produzir matérias com sigilo de fonte", como se isso a autorizasse a receptar e repassar material ilícito. Aliás, em qual órgão de imprensa ela trabalhou? Já teve alguma reportagem publicada? Quando foi que Manuela exerceu o jornalismo?
          Ora, Greenwald, Manuela e congêneres simplesmente estão combatendo numa guerra que, primeiro, visa a proteger corruptos e tirar da cadeia uns quantos que já foram condenados por crimes mais do que provados - desde grandes empresários até figuras da elite política. Segundo, quer arruinar um governo democraticamente eleito, pavimentar o retorno da pior escória ao poder e, no fim, venezuelizar o Brasil.
          Será que cai a ficha para os tais "adultos"? Perceberão que os ataques à Lava Jato nada têm a ver com erros da operação? Conseguirão raciocinar politicamente?
          O caminho se bifurcou. E, iniciando por uma grande faxina, o Brasil enveredou pela trilha da prosperidade e da democracia. Depende agora de atitudes adultas e escolhas honestas para não haver desvios.

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.
E-mail do autor: sentinela.rs@uol.com.br

Artigo, Fábio Jacques - Um ministério muito melhor para Bolsonaro


Eu acredito que Bolsonaro fará um grande governo. Os sinais indicam que já está fazendo.
Entretanto, tenho observado a performance de algumas personalidades brasileiras que são disparadamente melhores do que os atuais ministros técnicos e que, com certeza, poderiam exponencializar as realizações almejadas por Bolsonaro.
Falo de pessoas que têm um conhecimento simplesmente fantástico nas diversas áreas da administração pública, conseguem em minutos fazer uma profunda avaliação das ações que estão sendo tomadas, enxergam com clareza invejável todas as consequências de cada ato e apresentam soluções que não seriam sequer imaginadas pelos atuais ministros.
Vou citar apenas alguns que, se realmente for inteligente, Bolsonaro convidará para integrar o seu ministério. Quiçá tomar o seu próprio lugar.
Quem melhor do que Guga Chacra para embaixador nos Estados Unidos ou Jorge Pontual para ministro das relações exteriores? Ninguém tem uma visão mais clara do que eles no tocante ao relacionamento do Brasil com o exterior. Sabem simplesmente tudo o que deve ser feito e detalham com clareza todas as consequências do que está sendo proposto.
E na economia? Alguém pode imaginar uma pessoa mais expert do que Cristiana Lobo ou Valdo Cruz? Ou quem sabe até mesmo Carlos Alberto Sardenberg? Ou Miriam Leitão?
E na área política, existe alguém melhor que Andréia Sadi, Eliane Cantanhede ou Gerson Camarotti?
E o que dizer de Kennedy Alencar e Natuza Neri? São tão polivalentes como Merval Pereira ou Maria Beltrão. E que tal Otávio Guedes para a casa civil? Ou Renata Lo Prete que, numa demonstração de rara perspicácia em seu programa Globo News Painel de 03/08, descobriu que o assassinato dos quatro presidiários de Altamira durante o transporte para Belém  foi decorrência da sugestão do Bolsonaro aos repórteres que, quando questionado sobre o que achava dos assassinatos da rebelião, disse que perguntassem às vítimas dos assassinados o que achavam, frase que provocou o seu assassinato dentro do caminhão.
André Trigueiro dá de 10 a 0 no atual ministro Ricardo Salles e muito mais ainda na Damares Alves.
Sandra Kogut e Artur Xexéu estraçalhariam na cultura, e quem sabe Demétrio Magnoli não seria insuperável em qualquer posição fazendo dupla com o Eduardo Oinegue, ambos extremamente polivalentes?
Não acredito que Bolsonaro vá querer trocar seus ministros atuais por esta gama de especialistas de primeiro nível, até porque ficaria feio reconhecer que não fez a melhor escolha com Mourão, Guedes, Moro, Salles, Damares, general Heleno ou Ônix Lorenzoni entre outros, mas se tiver humildade tenho certeza que pensará seriamente nos nomes que estou sugerindo.
Pelo menos em Bete Pacheco ou Mônica Bergamo.
Se alguém achar que não tenho razão, assista aos programas da Globo News e da Band News e maravilhe-se com a atilada inteligência deste pool de gênios que destrincham qualquer ação do Bolsonaro em segundos com uma sabedoria invejável. Sabem absolutamente tudo e têm solução perfeita para qualquer evento governamental, ainda que iinvariavalmente, sempre diferente e contrária da efetivamente tomada.
Bolsonaro poderia também, com qualquer membro deste seleto grupo de gênios universalistas, aprender muito sobre a legitimidade do hackeamento de celulares, sobre o crime de lesa pátria inerente às conversas entre juiz e procuradores da república e na inominável injustiça em condenar uma pessoa totalmente inocente só porque destruiu o país e praticou um dos maiores atos de corrupção da história da humanidade.
E tem Reinaldo Azevedo e Marco Antônio Villa para deixar na reserva.

O autor é diretor da FJacques - Gestão através de Ideias Atratoras, empresa coirmã da Selcon Consultores Associados – MS Francisco Lumertz (Professor Chicão), Porto Alegre, e autor do livro “Quando a empresa se torna Azul – O poder das grandes Ideias”.
www.fjacques.com.br -  fabio@fjacques.com.br