quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Despencam vendas de imóveis novos em Porto Alegre

         Segundo apurou a Pesquisa do Mercado Imobiliário de Porto Alegre no último mês de setembro foram vendidas 226 unidades novas, o que significa redução de 23,91% em relação a agosto, quando foram negociadas 297 unidades. Já na comparação com setembro de 2016 houve retração de 66,28% pois naquele período foram negociadas 341 unidades.
          De acordo com a Pesquisa, elaborada mensalmente pelo Departamento de Economia e Estatística do Sinduscon-RS, em termos acumulados nos últimos 12 meses (outubro/2016 a setembro/2017) foram vendidas 3.328 unidades, o que significa  estabilidade comparativamente aos 12 meses imediatamente anteriores quando haviam sido negociadas 3.278 unidades.
          Os apartamentos de dois dormitórios foram os mais vendidos em setembro passado (99 unidades) representando 43,81% do total, seguidos por apartamentos de três dormitórios (27,43%) e de um dormitório (9,29%). As salas e conjuntos representaram 13,27% do total de vendas do mês.
          No acumulado de 12 meses, os apartamentos de dois dormitórios representaram 42,22%, os de três dormitórios 26,9% e salas e conjuntos 27,43%.

          A pesquisa apontou ainda que 46,9% dos negócios realizados em setembro foram com imóveis concluídos, 43,81% estão em obra e 9,29% na planta.

1a. reunião da Câmara de Conciliação começou hoje em Brasília

 O vice-governador do Estado, José Paulo Cairoli, viajou a Brasília nesta quinta-feira para acompanhar a primeira reunião da Câmara de Conciliação e Arbitragem. A reunião também colocou frente a frente representantes da Secretaria Estadual da Fazenda e da Procuradoria-Geral do Estado com técnicos da Secretaria do Tesouro Nacional.

A Câmara foi instaurada para solucionar as controvérsias entre o Estado e a União, agilizando o processo de adesão do Rio Grande do Sul ao Regime de Recuperação Fiscal. O encontro foi intermediado pela Advogacia-Geral da União. Além do vice-governador, participaram do encontro o secretário da Fazenda, Giovani Feltes, o procurador-geral do Estado, Euzébio Ruschel, e representantes da Secretaria do Tesouro Nacional e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

A controvérsia está no critério que apura o total de gastos com pessoal na comparação com a Receita Corrente Líquida (RCL). A STN se valeu do modelo adotado há anos pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) para rejeitar a admissibilidade do pedido do Rio Grande do Sul. Nesse caso, o total de gastos da folha salarial (R$ 18,3 bilhões) e do pagamento da dívida (R$ 1,74 bilhão) chegaria a 57,98% da RCL em 2016, ao passo que a lei do Regime de Recuperação Fiscal estabelece que essas duas despesas precisariam alcançar no mínimo 70%. O critério do TCE excluiu do cômputo de despesas com pessoal, dentre outros itens, os gastos com pensões, assistência médica e imposto de renda retido na fonte.

No pedido de pré-acordo, o Estado utilizou o critério previsto no artigo 18 da Lei de Responsabilidade Fiscal, que não exclui qualquer despesa com pessoal do cálculo. Nesse caso, o comprometimento da folha e da dívida em 2016 chegaria a 70,2% da RCL.

O socorro aos estados e municípios mais endividados prevê a suspensão do pagamento da dívida com a União ao longo dos próximos três anos, exigindo como contrapartida uma série de medidas necessárias para equilibrar as finanças. No caso do Rio Grande do Sul, a carência de 36 meses do serviço da dívida representará um fôlego nas finanças estaduais da ordem de R$ 11,8 bilhões.


A Câmara de Conciliação e Arbitragem foi instalada no começo desta semana, quando o governo do Estado enviou a Brasília uma comitiva integrada pelo vice-governador José Paulo Cairoli, pelos secretários Giovani Feltes (Fazenda) e Fábio Branco (Casa Civil), e pelos deputados Darcisio Perondi e Gabriel Souza.

Artigo, Vitor Vieira, blog VideVersus - Vamos militarizar o Colégio Júlio de Castilhos ?

É possível, fácil e rápido, fazer o Colégio Estadual Julio de Castilhos, de Porto Alegre, que já foi modelo da educação pública no Rio Grande do Sul, voltar a ser modelo e com grande sucesso na educação de seus alunos. O caminho é simples: basta entregá-lo para a gestão da Brigada Militar. O Colégio Júlio de Castilhos passaria aos mesmos moldes do Colégio Tiradentes, da Brigada Militar, considerada a melhor escola do Estado. A segunda melhor escola é o Colégio Militar de Porto Alegre. Veja bem: duas escolas públicas são as melhores do Rio Grande do Sul inteiro. Qual é o segredo? O segredo está na gestão aplicada pelo regime militar. Nessas escolas os alunos andam fardados, não se atrasam, cantam o hino nacional, reverenciam a bandeira, entram em formação, respondem a chamadas, zelam pela completa limpeza e organização da escola. Enfim, nessas escolas existe algo absolutamente necessário ao processo de aprendizagem de qualquer um, no mundo inteiro, existe disciplina. E, com a disciplina, instala-se a ordem, e com a ordem acontece o progresso. É simples assim, e rápido, em um ano, no máximo, os resultados já aparecem de maneira eloquente. A mesma coisa poderia ser feita com as maiores escolas públicas em Caxias do Sul, Bagé, Santa Maria, Pelotas, Uruguaiana, Rio Grande, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Alegrete, Passo Fundo, Erechim, Ijuí, Santo Angelo, Santa Rosa e talvez mais algumas cidades no Estado. É certo, é absolutamente garantido, que a educação pública no Rio Grande do Sul teriam um salto qualitativo notável em menos de um ano. É fácil, não é mesmo? Os políticos e partidos bandidos só não fazem não querem.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Programação da reunião do PMDB em Arambaré

O PMDB gaúcho, neste final de semana, dias 1º e 2 de dezembro, em Arambaré, na Costa Doce,  reunirá coordenadores regionais e pré-candidatos para refletir sobre o comportamento do eleitor e se planejar para o cenário de desafios de 2018.

Entre a programação em Arambaré estão previstas palestras com o ex-governador Germano Rigotto, com o líder do governo, deputado Gabriel Souza, com o chefe da Casa Civil, Fábio Branco,  com a cientista política, Elis Radmann, e com o ex-senador Pedro Simon.

CLIQUE AQUI para examinar a programação.

Programação, sexta-feira, dia 1º
19h - Abertura: "Organização e planejamento partidário e apresentação dos novos coordenadores."
* Presidente do PMDB-RS, deputado Alceu Moreira

19h30 - Palestra "O comportamento do eleitor no contexto das eleições de 2018 e as disrupturas políticas e sociais."
* Elis Radmann (Instituto de Pesquisa de Opinião - IPO)

20h30 - Palestra "Atual cenário político perspectiva para 2018."
* Ex-governador Germano Rigotto

21h - Palestra "Relação entre Governo e Parlamento"
* Secretário-geral do PMDB-RS, deputado Gabriel Souza

21h30 - Palestra "Governo do Estado: estratégias e desafios"
* Secretário da Casa Civil, Fábio Branco

Programação, sábado, dia 2
10h - Abertura
10h - Tribuna Livre
12h - Encerramento: ex-senador Pedro Simon

Serviço:
O que: Mobilização em Arambaré
Quando: sexta-feira e sábado, 1º e 2 de dezembro

Onde: Pousada Alberto Jappas (rua Lothar Hofstaller, 440), em Arambaré

José de Souza Martins: Pensamento pobre

José de Souza Martins: Pensamento pobre
- Valor Econômico / Eu &Fim de Semana

Em comparação com minha época de estudante, as pessoas de hoje são muito mais informadas do que eram as daquele tempo. Mas não são menos ignorantes. Sabem muito, mas imprópria e provisoriamente. Sabedoria que chega ao interessado com uma clicada no celular ou no computador para ser esquecida em 20 minutos. Ficam resíduos que vão constituir a nova cultura popular dos cheios de certeza sobre todos os assuntos. Mas, uma coisa é ficar sabendo, outra, muito diferente, é saber. Por isso, somos hoje mais enganados do que éramos há meio século.

No geral, sabem acertar no acaso dos testes de múltipla escolha, mas não sabem explicar a construção da pergunta nem a razão da resposta. Quem, como eu, é professor universitário, sabe que há diferenças de competência entre os alunos que ingressaram nas grandes universidades em 1960 e os que estão nelas ingressando em 2017. No peneiramento dos talentos, que ocorre ao longo do curso universitário, apenas uma parte dos ingressantes tem as características próprias do que Karl Mannheim define como intelectual. Felizmente, ainda são muitos que as têm porque é muito maior do que no passado o número dos que chegam à universidade, embora sobrem proporcionalmente em menor número.

O maior e mais fácil acesso a fontes de informação difundiu uma cultura padronizada, privada de componentes críticos e de raciocínio próprio de gente que até sabe responder as perguntas, mas que não sabe desconstruí-las, decifrar-lhes as conexões de sentido, entender-lhes a lógica interna. Perguntas são apenas causas de respostas, já não propriamente desafios de interpretação. As hierarquias, no âmbito do conhecimento, foram substituídas pelas equivalências e seus signos. Tudo parece equivalente, o que enche esses novos sábios do cotidiano de certezas definitivas e absolutas. Os saberes são medidos pelo mesmo metro, por mais diferentes que sejam entre si.

Na era do almoço por quilo não há a menor diferença entre filé-mignon e repolho. Não há, também, a menor diferença entre o saber de um engenheiro que teve formação científica e um engenheiro que teve apenas formação técnica. Não há diferença entre um médico que ausculta, apalpa e diagnostica e um médico capaz de fazer um diagnóstico cientificamente explicativo, com base em pesquisa científica. Não há diferença entre o economista capaz de fazer cortes e ajustes na economia que afeta a todos e o economista capaz de propor políticas econômicas baseadas em diagnósticos fundamentados, mas também em avaliações científicas das consequências sociais das medidas que propõe. Não há diferença entre o economista que faz estudos e análises com base na premissa do primado da produtividade e o que é capaz de pensar a economia com base na função da produtividade no bem-estar social.

Embora haja muitas exceções, no geral as pessoas aprendem a repetir, mas não aprendem a pensar. Tenho notado, nas reações ao que escrevo e ao que colegas e conhecidos escrevem ou ao que dizemos em palestras e conferências, especialmente para pessoas de educação média, em diferentes lugares do Brasil, questionamentos chapados, de matriz ideológica, em alguns casos informados por orientações padronizadas de igrejas, em outros por orientações padronizadas de partidos, grupos de interesse partidário ou grupos ideológicos.

Questionamentos baseados em simplificações padronizadoras. Todo negro descende de escravos, o que não é verdade. Todo pardo é negro, ainda que negro de mestiçagem, o que é menos verdade ainda. Todo operário é pobre, o que não corresponde ao fato de que um número extenso de operários tem salários maiores do que muita gente da classe média.

A consciência social crítica dissolveu-se na pseudocrítica da recusa, da intolerância, do ódio. Uma cultura da vingança se disseminou. O pressuposto da resistência está em toda parte. Tudo se tornou, supostamente, resistência. A resistência como sinônimo de ser contra e não como sinônimo de ser crítico, isto é, de ser capaz de desvendar os aspectos ocultos e invisíveis de todos os campos sobre os quais pode incidir a pesquisa científica.

Nas ciências humanas isso é particularmente complicado. A pessoa comum não tem como compreender na superfície do visível causas e fatores profundos e ocultos dos acontecimentos sociais. Luta contra porque acha que sabe. Opõe-se ao conhecimento científico porque este esvazia criticamente o conhecimento ideológico.

O pensamento já não é a consciência social da práxis, do pensar para transformar, para emancipar, para estar junto com os outros. O pensamento pobre sobre ricos e pobres em vez do pensamento rico sobre pobres e ricos, sobre as contradições que nos dividem e nos afundam.
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José de Souza Martins é sociólogo. Membro da Academia Paulista de Letras. Entre outros livros, autor de “Fronteira - A Degradação do Outro nos Confins do Humano” (Contexto).

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Operação Lava Jato: TRF4 diminui pena de policial que fazia entrega de dinheiro para Youssef e absolve Negromonte

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) julgou ontem (27/11) o recurso de embargos infringentes impetrado por mais dois réus da Operação Lava Jato, o policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, conhecido como Careca, e o intermediário de Alberto Youssef, Adarico Negromonte Filho. A 4ª Seção deu parcial provimento ao pedido de Oliveira, diminuindo a pena, e absolveu Negromonte.
Eles tiveram a condenação confirmada pelo tribunal em abril deste ano. Oliveira, que transportava propina para Youssef, foi condenado por lavagem de dinheiro à pena de 13 anos, 3 meses e 15 dias. Negromonte, condenado por participação em organização criminosa, ficou com pena de 3 anos e 6 meses de reclusão em regime inicial aberto.
No recurso, Negromonte pediu a prevalência do voto do desembargador federal João Pedro Gebran Neto, que o absolvia por insuficiência de provas. A relatora do processo na 4ª Seção, desembargadora federal Cláudia Cristofani, deu provimento ao recurso, entendendo que as provas são frágeis, devendo prevalecer o princípio in dubio pro reu. “O fato de o agente haver atuado como ‘mula’ no transporte dos valores não pode - como numa relação, pura e simples, de causa e efeito - levar à conclusão de que ele seria integrante de organização criminosa”, frisou a magistrada.
Oliveira teve confirmado o delito de lavagem de dinheiro e foi inocentado do crime de participação em organização criminosa. Ele queria a prevalência do voto do desembargador federal Leandro Paulsen, que considerava atípica sua conduta no delito de lavagem de dinheiro, sob o entendimento de que havia apenas ilações contra ele. Para a relatora, entretanto, ao contrário de Negromonte, “Jayme não era mero office-boy de Alberto Youssef, mas era convocado quando as operações demandavam mais cautela, quando envolviam cifras mais elevadas, certamente por exercer a função de policial federal”.
Quanto ao segundo delito, Oliveira pedia a prevalência do voto absolvitório de Gebran. Nesse ponto, o pedido foi julgado procedente pela desembargadora. Segundo Cláudia, “o fato de Oliveira relacionar-se, quase que exclusivamente, com Alberto Youssef não revela sua pertinência ao grupo criminoso, tampouco o conhecimento de que estaria agindo vinculado à estrutura criminosa”.
Dessa forma, Negromonte foi absolvido e Oliveira teve a pena diminuída para 8 anos e 4 meses de reclusão.

Darcy Francisco Carvalho dos Santos - A conta chegou...

Darcy Francisco Carvalho dos Santos -  A conta chegou...

A lei de responsabilidade fiscal (LRF) fixou a despesa com pessoal estadual em 60% da  receita corrente líquida (RCL), relacionando em seu artigo 18 os vários itens que a compõem. A RCL é parte da receita corrente que fica com o Estado.
Ao fixar a despesa com pessoal em 60%, deixou uma margem de 40% para  cobrir as demais despesas do governo, inclusive pagar a dívida, e fazer investimentos. Em suma, buscou o necessário  equilíbrio orçamentário.
O cumprimento  adequado da LRF depende do conselho de gestão fiscal, cujo projeto de lei de criação foi encaminhado  ao Congresso Nacional em 2000 e está até hoje pendente aprovação. Com isso, ficou um vazio, que foi ocupado pelos tribunais de contas estaduais.
No RS, em 2001, nosso Tribunal de Contas  retirou uma série de itens que, pela LRF, seriam despesa com pessoal, como: assistência médica, auxílio funeral, creche, refeições, pensão por morte etc. Em seu entendimento, esses itens não são despesa com pessoal, porque o art. 169 da Constituição Federal só se refere a pessoal ativo e inativo, como se as despesas citadas fossem soltas e não se destinassem aos servidores estaduais. São despesas indiretas, mas com pessoal, sim!
Ao excluir despesas correspondentes a 15% da RCL, mas que continuarão sendo pagas, retirou a eficácia da lei . Assim, quando a despesa atingir os 60%, estará, de fato, em 75%, impossibilitando o equilíbrio orçamentário, porque os 25% restantes não pagam nem o custeio integralmente, muitos menos  a dívida e os investimentos.
Mas isso possibilitou aos demais Poderes e órgãos especiais ficarem dentro dos limites da lei. E o Poder Executivo deixou de ter as sansões que advém de seu não cumprimento. Enfim, estabeleceu-se uma cumplicidade conveniente

Darcy Francisco Carvalho dos Santos - A conta chegou...

  Darcy Francisco Carvalho dos Santos -  A conta chegou...

A lei de responsabilidade fiscal (LRF) fixou a despesa com pessoal estadual em 60% da  receita corrente líquida (RCL), relacionando em seu artigo 18 os vários itens que a compõem. A RCL é parte da receita corrente que fica com o Estado.
Ao fixar a despesa com pessoal em 60%, deixou uma margem de 40% para  cobrir as demais despesas do governo, inclusive pagar a dívida, e fazer investimentos. Em suma, buscou o necessário  equilíbrio orçamentário.
O cumprimento  adequado da LRF depende do conselho de gestão fiscal, cujo projeto de lei de criação foi encaminhado  ao Congresso Nacional em 2000 e está até hoje pendente aprovação. Com isso, ficou um vazio, que foi ocupado pelos tribunais de contas estaduais.
No RS, em 2001, nosso Tribunal de Contas  retirou uma série de itens que, pela LRF, seriam despesa com pessoal, como: assistência médica, auxílio funeral, creche, refeições, pensão por morte etc. Em seu entendimento, esses itens não são despesa com pessoal, porque o art. 169 da Constituição Federal só se refere a pessoal ativo e inativo, como se as despesas citadas fossem soltas e não se destinassem aos servidores estaduais. São despesas indiretas, mas com pessoal, sim!
Ao excluir despesas correspondentes a 15% da RCL, mas que continuarão sendo pagas, retirou a eficácia da lei . Assim, quando a despesa atingir os 60%, estará, de fato, em 75%, impossibilitando o equilíbrio orçamentário, porque os 25% restantes não pagam nem o custeio integralmente, muitos menos  a dívida e os investimentos.
Mas isso possibilitou aos demais Poderes e órgãos especiais ficarem dentro dos limites da lei. E o Poder Executivo deixou de ter as sansões que advém de seu não cumprimento. Enfim, estabeleceu-se uma cumplicidade conveniente.
No entanto, ninguém ia imaginar que  mais tarde,  para aderir a um regime de recuperação fiscal,  fosse necessário comprovar um percentual maior em pessoal.  Na realidade o Estado aplica bem mais, só que pelos demonstrativos citados (maquilados) isso não aparece.

Como diz o ditado popular: a “mentira tem perna curta” e a verdade se fez presente, cobrando sua conta.

Entrevistas com Marcelo Geyer Ehlers

- Esta entrevista foi feita com Marcelo Geyer Ehlers, sócio da INEO e um dos autores do livro "A família investidora e o family office".

Os sólidos conhecimentos em governança e a experiência de trabalhar com famílias investidoras e empresárias ao longo de mais de 10 anos levaram Marcelo Geyer Ehlers, Antonio Fernando Azevedo e Grégoire Balasko Orélio a fundar a INEO. A empresa atua para tornar famílias protagonistas na gestão do patrimônio construído ao longo do tempo . A partir da competência dos três profissionais no assunto, eles escreveram o livro "A família investidora e o family office". A publicação, que já teve lançamento em Porto Alegre e Caxias do Sul, será lançada dia 5 de dezembro em São Paulo, na Livraria Cultura do Iguatemi Faria Lima, e no Rio de Janeiro, dia 14.

Para falar mais sobre a obra e sobre a gestão de patrimônio, o editor conversou com Marcelo Geyer Ehlers. 

O que é a INEO?
A INEO é uma empresa que desenvolve conteúdo, treinamentos e presta serviços que auxiliam famílias a estruturarem seus family offices. Acreditamos que cada família deve assumir o protagonismo na gestão de seu patrimônio para que seus objetivos sejam buscados de maneira sustentável ao longo do tempo e com total alinhamento de interesses.

Foi a partir daí que veio a ideia do livro?
A origem do livro está relacionada a um ciclo de cursos e palestras que elaboramos para capacitar membros de famílias empresárias sobre gestão do patrimônio familiar e estruturação de family office. Desde então, temos transformado nossa experiência prática em conteúdo didático para ser compartilhado com um maior número de pessoas.

Por que muitos sobrenomes ligados a fortunas deixam de frequentar a lista dos mais ricos ao longo do tempo?
O crescimento dos negócios familiares e de sua riqueza é acompanhado também pelo crescimento da família e de seus múltiplos interesses. É importante que a família enxergue que seus objetivos vão além dos ativos e negócios, para que não se construa uma relação fria com a riqueza e haja um afastamento completo em relação à gestão do patrimônio.

O que dá para fazer, então?
É muito importante olhar não somente o capital financeiro, mas também os capitais intelectual, humano, social e familiar, e que isso se reflita na maneira como a família constrói seus objetivos em relação ao patrimônio. Adotando um mindset de “família investidora” e passando a enxergar todos seus ativos de maneira sistêmica e estratégica, o capital financeiro tem um novo propósito que é trabalhar para que os objetivos familiares sejam buscados.

O livro auxilia nesse sentido?
Sim. Este foi o nosso objetivo ao fazer esta publicação. Primeiramente apresentar conceitos fundamentais e, após, mostrar as práticas e os caminhos que podem levar as famílias a se tornarem protagonistas na gestão de seu patrimônio.


Confira a obra: https://www.livrariacultura.com.br/p/livros/administracao/financas/a-familia-investidora-e-o-family-office-46767041

Fabio F. Jacques - A formação de um ministério politicamente correto

Fabio F. Jacques


A formação de um ministério politicamente correto

Assisti a todo o programa Canal Livre da Band do dia 19/11/2017 onde foi entrevistado o deputado Jair Bolsonaro.
Não quero entrar em avaliação do possível candidato à presidência da república e nem de qualquer outro. Minha análise fica restrita a algumas perguntas dirigidas ao entrevistado que me causaram grande preocupação.
Quando adentraram ao tema “ministério”, os entrevistadores perguntaram, reperguntaram e insistiram sobre como o Bolsonaro ia tratar as minorias como “mulheres”, minoria majoritária, afrodescendentes e gays. Quem destes grupos ele escolheria para fazer parte de seu ministério?
Não analiso igualmente a resposta do Bolsonaro. Minha preocupação reside especificamente nas perguntas.
A Band é uma emissora de grande influência na opinião pública uma vez que está entre as primeiras em índice de audiência. O que, de acordo com o questionamento do candidato, é necessário para ser ministro de um país que se encontra jogado no fundo do poço e que continua escavando para aumentar sua profundidade? Pertencer a algum grupo considerado minoria. É a ditadura do politicamente correto.
Não vi uma única pergunta sobre a capacidade técnica e gerencial necessária, sobre conhecimento relativo aos assuntos pertinentes à pasta e nem mesmo sobre como seria seu relacionamento hierárquico com seus ministros. Queriam saber se o ministério teria mulher, afrodescendente ou LGBT.
O pensamento da mídia está completamente tomado pelo politicamente correto. Numa sociedade de desiguais (desigualdade promovida com toda a intensidade pelos governos de esquerda), por que os ministérios teriam que contemplar estas minorias? E as outras minorias? Será que um presidente que terá em suas mãos grande parte da responsabilidade pelos destinos da nação deve criar cotas para seu ministério?
Acho que este modo de pensar é de uma falta de noção abismal. Joaquim Barbosa era um ministro capaz ou era um ministro afrodescendente? Para mim era muito capaz, independentemente da cor de sua pele. Quantos outros afrodescendentes tem capacidade para comandar um ministério? Com toda a certeza, muitos. Mas seria racional escolhê-lo somente por causa da cor da pele? O que um ministro afrodescendente, mulher ou homossexual capacitado para a função faria de diferente de um ministro sansei ou de um “branco” heterossexual?
O país precisa de soluções para seus problemas e não de ministério politicamente correto.
Havendo igualdade de capacidade e de retidão, por que não escolher um indígena? Nada contra.
O que não pode é continuar com a distribuição de cargos e ministérios em função do politicamente correto e muito menos em contrapartida do apoio político. Temer foi fortemente criticado por ter montado um ministério sem mulheres. Resolveu o problema demitindo Fábio Medina e colocando em seu lugar a Grace Mendonça. Pode até ser que a Grace Mendonça seja tecnicamente superior ao Fábio Medina, mas a mudança foi feita apenas para satisfazer a sanha politicamente correta.
O país precisa que ministro da fazenda resolva a calamidade financeira em que o país está mergulhado e não que seja mulher. Que o ministro da saúde resolva os problemas catastróficos da saúde pública e não que seja LGBT. Que o ministro da justiça promova novamente a segurança da população e não que seja afrodescendente. Que o ministro da infraestrutura resolva os problemas de nossas vielas e as transforme em autoestradas, que amplie a malha viária e implante uma rede ferroviária que destrave nossa logística e reduza o custo Brasil, e não que seja descendente de indígenas.
Vamos começar a ter vergonha na cara e deixar de lado o viés ideológico. O país precisa de soluções e não de decisões politicamente corretas.


Ceitec fornecerá chips para passe livre das praças de pedágios da EGR

O presidente da Ceitec, Paulo Luna, que comanda esta empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) que atua no segmento de semicondutores, e que foi recebido ontem a noite pelo editor junto com um grupo de convidados, assinou nesta segunda-feira contrato com a EGR, empresa pública que administra as estradas com pedágio pertencentes ao Estado do Rio Grande do Sul, para fornecimento de solução contendo chip de identificação veicular (CTC13010). 

Além de Paulo Luna, estiveram com o editor o prefeito de Canoas, Luiz Carlos Busato, o presidente da Procergs (Antonio Ramos), além dos advogados Pio Cervo e Bruno Dorneles, o jornalista Mário Petek, o coronel Paulo Mendes e o publicitário Valdir Loeff. 

O documento assinado ontem com a EGR, estabelece cláusulas comerciais e a previsão de demanda de aquisição do chip: 110 mil unidades em 12 meses. O produto da Ceitec será utilizado para solução automática de controle dos veículos isentos nas 14 praças de pedágio controladas pela EGR no Rio Grande do Sul. O contrato tem validade de um ano, podendo ser prorrogado.


O dispositivo da Ceitec pode ser utilizado para pagamento automático de pedágios, aplicado por meio de tags passivas coladas nos para-brisas dos automóveis, que possibilitam que ele seja reconhecido nas cancelas automáticas de pedágios e estacionamentos.

Planilha mostra uso de dinheiro sujo da Odebrecht no sítio de Atibaia

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou ao juiz Sérgio Moro nesta segunda-feira uma planilha que mostra supostas movimentações financeiras feitas pelo setor de propinas da Odebrecht, cujo destino seria o pagamento de obras de um sítio em Atibaia, no interior paulista.

A planilha foi entregue ao MPF pelo ex-funcionário da empresa, Emyr Diniz Costa Júnior, que alegou ter feito uma cópia do documento no sistema de computador Drousys, usado pela Odebrecht para a comunicação sigilosa entre os funcionários. Costa Júnior é um dos delatores ligados à empreiteira, e a investigação indica que ele foi o engenheiro responsável pelas obras no imóvel. A planilha aponta movimentações financeiras que totalizam R$ 700 mil. De acordo com o MPF, uma cópia idêntica do documento foi encontrada dentro de discos rígidos que contêm todos os dados armazenados no sistema Drousys e que foram apreendidas durante as investigações da Lava Jato.
Ainda de acordo com a defesa de Costa Júnior, a planilha mostra que os valores pagos em 2010 foram repassados pela equipe do chefe do setor de propinas da Odebrecht, Hilberto Mascarenhas, por intermédio da secretária Maria Lúcia Tavares. Eles dizem que todo o dinheiro foi empregado na obra da reforma do sítio em Atibaia.

O imóvel é objeto de um processo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusado de receber propina da empreiteira por meio das reformas no imóvel.

Na planilha há indicações de quatro repasses de dinheiro. O documento aponta que os pagamentos foram feitos entre os dias 16 e 30 de dezembro de 2010, no último ano do governo Lula. Segundo a planilha, os pagamentos foram de R$ 300 mil, R$ 120 mil, R$ 197,9 mil e R$ 2,1 mil.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

DEM quer trocar mandos nos Estados

O DEM quer abrir as portas para pelo menos mais 15 deputados federais e para acomodar estes novos interessados o Partido vai mudar.

A começar pelos diretórios estaduais. Alguns comandos poderão mudar de mãos.

De imediato.

Artigo, Tito Guarniere - Scheffel por ele mesmo

A exposição de Ernesto Frederico Scheffel, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul - MARGS, é um dos eventos mais relevantes da arte riograndense e brasileira. Scheffel é um artista incomum. Certamente o seu nome está inscrito entre os maiores do país.

Scheffel é artista de dois mundos, a sua trajetória e as suas criações se bipartem entre o Brasil e a Itália. Em cada lugar em que viveu e produziu as suas obras foi recolhendo percepções de mundo, conhecimento técnico e concepções estéticas, que se acumularam em equilíbrio e perfeccionismo. Daí resultou um artista único e genial, de talentos múltiplos (era pintor, escultor, restaurador, músico e poeta), um desses raros personagens que alcança o estado da graça, literalmente, causando-nos gáudio e surpresa, e elevando o patamar da manifestação artística, da expressão do belo.

A mostra se deve, sobretudo, à iniciativa do grande amigo de Scheffel, o médico Rolf Zelmanowicz, incentivador das artes, criador da Pinacoteca APLUB de Arte Riograndense, hoje da Fundação de Crédito Educativo. Eram tão amigos que Scheffel, já doente, passou os últimos meses na casa de Rolf, na Vila Nova, antes de morrer em 2015. A curadoria da mostra é do competente Ângelo Reinheimer.

A exposição abre em alto estilo com uma coletânea de quadros de artistas que influenciaram Scheffel, como ele mesmo, ainda em vida, reconheceu. São obras de mestres renomados do Rio Grande, como Fahrion, José Lutzenberger, Castañeda e Fernando Corona.

Depois, a emoção de ver os quadros, a revelação de figuras humanas desenhadas com o toque sutil do mestre, a mão que deslisa gentil, com desvelo e precisão, que cria, acentua e degrada a cor, a sombra, a luz, que insinua o movimento, que exprime sensações e sentimentos, às vezes uma projeção, às vezes uma volta no tempo.

Tudo é figura, magistralmente exposta, como se o artista tivesse - de certa maneira - vivido no Renascimento, e de um salto, quase sem escalas, tenha atravessado os séculos e pousado entre nós. Não foi sem propósito que Scheffel morou muitos anos em Florença.

O erotismo em Scheffel, parece envolto em um manto diáfano, que inspira e respira uma sensualidade serena, amorosa, jamais vulgar. Os pais podem levar seus filhos de certa idade sem susto, eles sairão da exposição elevados em espírito e apenas saciados de arte e beleza.

Na ala dos retratos, desfilam rostos e perfis de personagens de Scheffel, que ele retratou de meados dos anos 50 até o ano 2000. Retratos que nascem - é Scheffel quem fala - "do relacionamento de artista e retratado que decidem remover as máscaras, uma a uma, num ritual de concessão das diferentes formas assumidas pelo indivíduo", "no pacto comum que se transforma em obra de arte". Você verá em cada um daqueles semblantes, misturados e visíveis, mistérios e sensações, que dialogam quase em voz alta com o expectador extasiado.


Conselho que dou de graça: corra para ver a imperdível exposição que vai até 05 de dezembro, de terças a domingos, das 10h às 19h. Você sairá mais leve. Com todas as sombras ao nosso redor, ainda assim você dirá que a vida vale a pena.


mailto:titoguarniere@terra.com.br

Artigo, Marcelo Aiquel - Manuela D'Ávila candidata

Artigo, Marcelo Aiquel - Manuela D'Ávila candidata

         A maior aberração do ano (e olha que em 2017 tivemos muitas, só em Brasília, por ex., foram várias) é – sem dúvida alguma – o lançamento da deputada comunista Manuela D’Ávila para disputar a presidência do Brasil em 2018, representando o PC do B.
         Por favor, parem o carro que eu quero descer!
         Pois, tudo tem limite. Até as piadas de extremo mau gosto, como esta dos comunistas escolherem a MANU MENTIRA como sua candidata.
         Vivendo no RS aprendi, há muito, a “filtrar” tudo que a Manuela diz, sempre com aquela tremenda cara de pau fantasiada de menina séria.
         Ela MENTE descaradamente (até rimou....) quando defende a sua ideologia comunista. Ideologia de araque, eis que – quando viajou para comprar o enxoval do bebê que estava gestando – foi para a Capital do capitalismo, e não para algum centro comunista.
         Ela aparece seguidamente dando “aulas” de história que somente consegue convencer àqueles fanáticos comunistas que nunca estudaram uma linha sequer fora dos ensinamentos de Karl Marx. Leram e não entenderam “bulhufas”!
         A MANU consegue falar as maiores barbaridades (mentiras) com uma carinha e um tom de voz que até engana... aos néscios, óbvio! Ela finge que sabe do que fala, mas apenas repete aquilo que escuta dos seus “camaradas”. Por isto recebe tantos votos. Porque, além dos tolos, ela ainda tem a simpatia de gente irresponsável que vota como se estivesse brincando na rua.
         Se mantida esta candidatura – o que, sinceramente, eu não creio – me arvoro em fazer uma previsão: ela, a MANU MENTIRA, possivelmente tire o último lugar entre todos os postulantes ao cargo de presidente.

         Competência para tanto ela tem. De sobra.

Previdência é uma usina de injustiças sociais

Previdência é uma usina de injustiças sociais
Editorial, O Globo
Com sua grande capacidade de criar situações inusitadas, a política brasileira gerou um presidente improvável, Michel Temer, em decorrência do impeachment da titular do governo, e colocou à frente dele a missão de empreender uma operação político-parlamentar vital, a fim de viabilizar no Congresso reformas sem as quais o país não terá horizonte positivo previsível. E, sem isso, a economia não voltará a decolar, a gerar empregos.
Há, como em toda situação como esta, uma dura guerra de informações. E vale tudo, até garantir que a Previdência, em vez de déficit, tem superávit, mágica realizada ao se destinarem ao sistema do INSS receitas já gastas em outras despesas.
A verdade é que, entre outras distorções, todo o aparato de seguridade brasileiro — incluindo os servidores públicos — é uma eficiente máquina de produzir disparidades e injustiças sociais.
Esta realidade ficou visível na dita greve geral contra as reformas, em que foram responsáveis pelos protestos basicamente militantes partidários e sindicalistas, estes preocupados com a perda do dinheiro fácil do imposto sindical, tornado optativo pelas mudanças feitas na legislação trabalhista até agora.
A crise tem permitido se constatarem as disparidades entre aposentarias de servidores e de empregados da iniciativa privada, e mesmo entre estes. Dois terços dos aposentados fora do setor público recebem benefício de um salário mínimo, enquanto, a depender do segmento da máquina do Estado em que o servidor se aposenta, ele pode receber até 30 vezes mais.
A reforma em discussão estabelece que servidores admitidos antes de 2003 — os contratados posteriormente já obedecem ao limite de benefício do INSS — terão de atingir o limite de 65 anos de idade, mediante uma regra de transição como para todos os demais, a fim de que possam manter o último salário e receber os reajustes do pessoal da atividade — privilégios protegidos pelo princípio do direito adquirido.
Mas nem isso esses servidores aceitam. Compreende-se a dificuldade de se entender a realidade quando ela é adversa. Mas, ao chegar a consumir cerca de 40% da despesa primária da União (sem os juros da dívida), é lógico que algo precisa ser feito na Previdência. Mesmo que a economia volte a crescer a curto prazo, não é mais possível manter um sistema em que as pessoas se aposentam em média aos 58 anos, com longa sobrevida à frente.
Mesmo entre os aposentados do setor privado há injustiças. Como revelou O GLOBO de ontem, o Brasil gasta em aposentadorias e pensões de pessoas com menos de 60 anos 2,2% do PIB (dado de 2015), contra 1,1% nos países da União Europeia, índice que chegará a 0,6%.

Os brasileiros que conseguem se manter no mercado formal — mais instruídos, por certo — têm conseguido se aposentar mais cedo. Os mais pobres, quase sempre trabalhando sem vínculo empregatício, aposentam-se mesmo aos 65 anos, o teto estabelecido pela atual reforma. Mas é em nome deles que se grita nas ruas contra as mudanças.

domingo, 26 de novembro de 2017

Artigo, Mary Zaidan - O povo não é bobo

Artigo, Mary Zaidan - O povo não é bobo

No palanque, o ex Lula, travestido de alvo das elites, prega que o “povo não tem de pagar imposto de renda sobre salário”. Na outra ponta, o deputado Jair Bolsonaro promete que todos os brasileiros terão armas de fogo.
Nada que, digamos educadamente, seja factível ou habite as prioridades do cidadão.

Primeiro e segundo colocados nas pesquisas de intenção de voto a um ano da eleição presidencial, ambos discursam com doses idênticas de irresponsabilidade.

Como jogam quase sozinhos estão contabilizando sucessos. Boa parte deles, fora da lei.

Mas as vantagens da antecipação deslavada -- à qual a Justiça eleitoral fecha os olhos, deixando ferir a isonomia entre os pretendentes futuros já na fase preliminar -- podem custar caro mais à frente, quando e se o eleitor vier a exigir propostas dos concorrentes.

Como Bolsonaro pretende armar todo o povo? Vai criar a bolsa-revólver?

O que Lula, que governou o país por oito anos consecutivos e não desonerou o salário de IR enquanto podia, vai dizer ao trabalhador? Como explicará as benesses que deu às elites que condena no papo? O que mesmo ele tem para oferecer além da prometida revogação dos atos do presidente Michel Temer, escolhido a dedo por ele para compor a chapa com sua pupila Dilma Rousseff?

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Pretende reeditar a escalada de consumo que escamoteou a pobreza, permitindo a compra da TV nova perdida no carnê do desemprego? Ou escolher novas empresas campeãs nacionais, “eikes e joesleys” para assaltar o Estado com subsídios, financiamentos e concessões generosas? E novamente enriquecê-los com facilidades para financiarem o rei e seus amigos.

Tanto Lula quanto Bolsonaro vão precisar mais do que boa lábia.

Políticos em geral e candidatos em particular tendem a abusar da repetição enfadonha dos reclames por mais segurança, mais emprego, mais saúde, mais educação, mais e mais daquilo que eles prometem toda eleição e não entregam. Falam o que acham que o público quer ouvir, sem qualquer lastro com a realidade ou compromisso futuro.

Mas, diante do estado de corrupção generalizada em quase todos os motores da máquina pública, impostos estratosféricos e serviços de péssima qualidade, dificilmente o eleitor vai se iludir com as bravatas de sempre.

Enganam-se os que de antemão só veem espaços para aventureiros quando a crise se agudiza. Por vezes, ela funciona como bússola e orienta o eleitor a rejeitar discursos vazios e exigir propostas mais viáveis, por vezes até duras. Foi assim na França de Emmanuel Macron e até na vizinha Argentina de Mauricio Macri.

Não é preciso ir longe. Há exemplos caseiros, como o do governador Mario Covas, que, para desespero dos marqueteiros da época, antecipou, durante a campanha de 1994, que não concederia reajuste ao funcionalismo público paulista. Venceu as eleições.

Há chances concretas de o eleitor levar a sério alguém que aponte com firmeza – e sem fantasias – um plano para revolucionar a estrutura de segurança pública que tem se mostrado ultrapassada e ineficiente na maioria dos estados. Ou para universalizar o Ensino Médio, que hoje atrai pouco mais de 50% dos jovens, sendo que mais de 40% deles abandonam o curso antes de concluí-lo. Ou ainda para reparar o absurdo de 35 milhões de brasileiros sem água tratada e mais de 100 milhões sem acesso à coleta de esgoto quanto mais a tratamento, que só chega a 42% do montante coletado. Tudo a condenar populações imensas ao subdesenvolvimento e à miséria eterna.

Concordando ou não com ele, o estudo Um ajuste justo, apresentado pelo Banco Mundial na semana que passou, é um bom início de conversa.

Nas 160 páginas dele há propostas ousadas que vão desde reformas radicais na Previdência e no sistema de assistência, à adequação das universidades públicas à paridade social, cobrando dos que têm maior poder aquisitivo – e que são maioria dentro delas - para subsidiar os mais pobres. Sugere ainda o congelamento de salários de servidores, que, na média, ganham mais do que o dobro de seus semelhantes na iniciativa privada.
O embate ficaria mais encorpado, mais rico e digno se fosse travado em torno da concordância ou discordância de propostas dessa natureza.

Os palanqueiros de sempre – Lula à frente – vão resistir a ele. Até porque não suportam o debate de ideias. Nada do que difere do que eles pensam pode, nem hipoteticamente, ser proveitoso, quando mais bom.

Para Bolsonaro, tudo que vier é lucro. Para o ex Lula, a encarnação de mártir foi escolhida há tempos e cabe em qualquer figurino: na vitória ou na derrota, na glória ou na prisão.


Talvez não se atentem para dois fatos: intenção de voto um ano antes da eleição irriga o ego, mas pouco mede. E o eleitor não é trouxa.

sábado, 25 de novembro de 2017

Texto de cinegrafistam Gil Moura em defesa de William Waack viraliza

Texto de cinegrafistam Gil Moura em defesa de William Waack viraliza

Eu sou preto. Já trabalhei com ele na França, em Portugal, na Espanha, na Índia e em São Paulo.
Nesta caminhada de 30 anos, fazendo imagens e contando histórias, poucos colegas foram tão solidários quanto o velho Waack. Ele faz parte dos pouquíssimos globais que carregam o tripé para o repórter cinematográfico preto ou branco. Na verdade, não me lembro de ninguém na Globo que o faça. O velho sabe para que serve cada botão da câmera e o peso do tripé. Quando um preto sugere um restaurante mais simples, ele não dá atenção, porque paga a conta dos colegas que ganham menos, no restaurante melhor. Como ele fez piada infeliz de preto, ele faz dele próprio, suas olheiras, velhice, etc.
O que a Globo mais tem são mocinhos e mocinhas de cabelos arrumadinhos, vindos da PUC ou da USP, que são moldados ao jeito da casa.
Posso dar o exemplo de quando estávamos gravando uma passagem no meio da rua, onde havia um acidente, e sugeri a uma patricinha repórter que prendesse o cabelo devido ao vento. Ela o fez. Gravamos na correria, porque estávamos a duas horas do RJ. No dia seguinte, na redação, que aparece no cenário do JN, ela comenta.
- Você viu a matéria ontem?
- Não
- Sobrou uma ponta do cabelo, fiquei parecendo uma empregada doméstica.
Ao que respondi.
- Eu sou repórter cinematográfico, cabeleireiro não havia na equipe.
Posso lembrar-me de muitas coisas como, quando fazíamos uma matéria para o Fantástico, uma mesa de discussão, e ao ouvido, ouço o repórter falar.
- Põe aquela pretinha mais para trás.
Isto faz parte do cotidiano. Os verdadeiros racistas, estão por todas as partes, mas são discretos. Também tem a famosa, que chegou ao prédio onde vive, e uma moradora (namorada de um amigo) segurou o elevador.
A famosa negra não agradeceu, e ficou de braços cruzados. O elevador começou a subir.
Jornalista Famosa
- Você não sabe qual é o meu andar?
- Sei, mas não sou sua empregada.
No vídeo, ela é uma "querida", jamais trata mal o entrevistado, se estiver gravando...
Voltando ao racista William Waack. Quando íamos para a Índia - eu vivia em Lisboa - fui 3 dias antes para Londres, de onde partiríamos para Dheli.
Eu ia ficar em um hotel, mas o racista que havia trabalhado comigo até então somente uma vez em Cannes, convidou-me para ficar em sua casa, onde vivia com esposa e dois filhos, esposa essa a quem ele, preconceituosamente, chamava de “flaca” devido à sua magreza. Eu via como uma forma de carinho.
Comemos, bebemos bom vinho e, em nem um momento, alguém quis se mostrar mais erudito que eu, nem mais racista.

Sim, o Brasil está em guerra

Sim, o Brasil está em guerra
Por Onyx Lorenzoni


Uma bomba atômica por ano! Dados do 11º Anuário Brasileiro de Segurança Pública dão conta de mais de 61 mil assassinatos cometidos no Brasil. Isso equivale, em números, às mortes provocadas pela explosão da bomba nuclear que dizimou a cidade de Nagasaki, em 1945, no Japão.

Se esse dado não bastasse, imagine que, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), a violência no Brasil matou mais pessoas que a Guerra da Síria, nos últimos anos. Tão grave quanto, é a falta de vontade política para ajudar a resolver a situação e proteger exatamente aqueles que mais sofrem com ela, as pessoas de bem. Nos últimos anos, o que se vê é muita preocupação com bandido e quase nenhuma com os cidadãos. A segurança pública é a principal aflição dos brasileiros. À frente da economia.

Vivemos um caos na segurança pública. O cidadão está indefeso. Governos não respeitaram a decisão do referendo de 2005, quando mais de 63% das pessoas disseram não ao estatuto do desarmamento e mesmo assim, em nome de um projeto de poder ou irresponsabilidade desmedida, o governo federal deliberadamente começou a criar mecanismos para cercear o direito inalienável à legítima defesa.

Na última semana, tive a oportunidade de ficar frente a frente com o Ministro da Justiça - Torquato Jardim - na Audiência Pública realizada na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e fiz um apelo, para que o governo acabe com a discricionariedade e dê ao cidadão a oportunidade de escolha: Ter ou não ter como se defender. De forma legal, cumprindo os requisitos necessários. Chega do caráter discricionário, o principal mecanismo que deturpa, através de decisão política, o direito de escolha. Talvez aí esteja o maior indicativo que este estatuto nunca teve o objetivo de reduzir índices de criminalidade e sim uma ferramenta de controle social, deixando a sociedade à mercê da criminalidade.

Os dados da insegurança vivida no Brasil provam que o Estatuto do Desarmamento coloca em risco a vida das pessoas de bem. Os governos Lula, Dilma e Temer, são responsáveis, sim. Ou por colocar, ou por não deixar tirar de cada porta de casa, comércio e propriedade rural uma placa imaginária: “Pode entrar, aqui não temos como nos proteger!”


Um Estado que recebe dinheiro de impostos e não garante o mínimo de segurança, que não prestigia suas polícias, não pode roubar do cidadão o direito à legítima defesa. 

Os crimes de Gleisi

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu nesta sexta-feira, (24) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente nacional do PT, e de seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da operação Lava Jato; ambos são acusados de receber R$ 1 milhão para a campanha da senadora em 2010.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Saiba que vantagens querem levar os defensores da ideologia de gênero

Saiba que vantagens querem levar os defensores da ideologia de gênero

Para conter agressões verdadeiras, mentirosas ou intelectuais aos homossexuais e seus assemelhados, basta inserir alguma mudança no Código Penal, garantindo proteção contra violência a  homossexuais e afins, transgêneros.O próprio Código já prevê punição para crimes de periculosidade: basta adicionar medidas que garantam segurança a esta população.

O que esta turma política quer, é mobilizar a hegemonia da ideologia de gênero, para depois vir com o próximo passo, que é a aplicação de Estatuto de Diversidade nas escolas, fábricas, instituições de saúde, assistência social, previdência e habitação, formando ocupação total, com quotas políticas no Estado, empregos públicos, partidos políticos e no Congresso.


A ideia central , consoante definição do movimento político internacional da ideologia de gênero é o "fim da heteronormatividade", ou seja, acabar com a  sociedade heterossexual e com a concepção de família heterossexual. 

Existem diversas inter-relações entre academia, ONGs, corporações e fundações de origem principalmente na Grã-Bretanha e Estados Unidos, atuando neste sentido. 

Na Academia, a representante mais saliente é a acadêmica Judith Butler, que recentemente esteve no Brasil. O movimento chamado de "Queer", existente há mais de 15 anos, já está caindo em descrédito nos Países desenvolvidos, mas por aqui , País atrasado, e nos Países periféricos, é grande novidade

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Moinhos de Vento testa cirurgia feita por robôs

       O Hospital Moinhos de Vento anunciou nesta quinta-feira (23) a adoção da cirurgia robótica na instituição. A imprensa teve contato com a demonstração do simulador do robô Da Vinci. A novidade entrará em funcionamento na primeira quinzena de janeiro. A iniciativa faz parte do planejamento estratégico, que ao longo de cinco anos investirá em projetos com foco na comprovação da excelência, medição dos desfechos clínicos e inovação.
     
        “Existe uma demanda pela ausência desta técnica em hospitais privados do Rio Grande do Sul. Atualmente, muitas pessoas precisam sair do estado e até mesmo do país para ter acesso a esta tecnologia. O que queremos é oferecer para a sociedade gaúcha mais esta opção de tratamento aqui mesmo, em Porto Alegre, seguindo os mesmos padrões do Johns Hopkins Medicine, nos Estados Unidos”, ressaltou o superintendente Executivo, Mohamed Parrini.
     
       A consolidação do projeto se dará em três etapas. A primeira, que ocorre neste mês de novembro, envolve a capacitação dos cirurgiões com o simulador do robô. A segunda vai ser um evento científico, no próximo dia 4 de dezembro, com o lançamento oficial do projeto. A etapa final será o início dos procedimentos, na primeira quinzena de janeiro de 2018. O Moinhos de Vento é a primeira instituição privada do Rio Grande do Sul a oferecer a tecnologia.
   
         A expectativa é realizar mais de 100 procedimentos só no primeiro ano, ampliando esta curva ao longo dos anos. O investimento de cerca de R$ 9 milhões também integra uma parceria com a fabricante do equipamento, a Intuitive Surgical, permitindo a realização de projetos na área da educação e pesquisa.
     
        “A cirurgia robótica permite movimentos que a mão humana não teria capacidade de fazer, como em 360 graus, por exemplo. Também reduz as complicações cirúrgicas, o tempo de recuperação e de internação, consequentemente. Isto tudo se traduz em maior segurança e precisão”, ressaltou o superintendente Médico, Luiz Antonio Nasi. Neste primeiro momento, a utilização será voltada para as áreas com maior prevalência (urologia, coloproctologia, ginecologia, digestiva, torácica e cirurgia geral).
     
       O chefe do Serviço de Cirurgia Geral, Artur Seabra, explicou que a maior indicação é para cirurgia da próstata, onde é possível ressecar o tumor com o mínimo de lesão aos tecidos saudáveis. Neste primeiro momento, dez médicos de diferentes especialidades foram treinados, mas a expectativa é ampliar este quadro para 100. A instituição vai oferecer treinamento para todos os cirurgiões interessados em se habilitar para trabalhar com a tecnologia.
     
       Como funciona
     
       A cirurgia robótica é a realização de procedimentos cirúrgicos com o auxílio de uma unidade de comando. O DaVinci, como é chamado o robô, reúne três componentes principais: um console ergonômico do cirurgião, um totem de quatro braços cirúrgicos interativos junto ao paciente e uma torre de vídeo de alta definição com 24 polegadas.
     
       O cirurgião manipula, com seus dedos, controles que transferem remotamente todos os comandos às pinças, filtrando pequenos tremores ou movimentos muito bruscos. A visão se dá a partir de dois sistemas ópticos de alta qualidade que proporcionam uma visão em três dimensões com imagem em altíssima definição. Os detalhes dos tecidos podem ser ampliados com aumento digital, sem perder a definição. A imagem fica ampliada sem a perda de espaço de trabalho para o cirurgião e mantendo a compreensão da anatomia.
     

       As pinças permitem liberdade de movimentos de 360º (ou até 720°, dependendo de configuração), muito mais amplos e precisos do que os realizados pela mão humana. Cada movimento é guiado diretamente pelo cirurgião com níveis elevados de segurança, impedindo movimentos autônomos do braço robótico, sendo esse um ponto importante da nova tecnologia.

Astor Wartchow - O Risco Populista

O Risco Populista

Astor Wartchow
Advogado-OABRS 25837

Houve um tempo em que o principal “inimigo” das democracias ocidentais era o comunismo. Com a queda do Muro de Berlim e a rápida decomposição do antigo império soviético, aliado a conversão descarada da China ao capitalismo (ainda que sob uma ditadura do partido único e controle da mídia), este inimigo não existe mais.
Então, resta atual e emergente o risco populista. E não apenas nos países pobres e em desenvolvimento. Mesmo nas modernas e ricas democracias é atual e persistente. E de variadas motivações. Entre tais, o persistente desemprego e a emergente xenofobia.
Então, dependendo a motivação (usemos como exemplos o desemprego e a xenofobia), o populismo pode se converter numa ação de esquerda (combate ao desemprego) ou de direita (defesa da xenofobia).  
Mas o populismo tem várias faces e vertentes. Regra geral, seu discurso mais evidente é o nacionalismo. Também utiliza a religião e o racismo como discurso e meio político de ataque e defesa. Alvos preferenciais, muçulmanos e negros que o digam. Mas, mexicanos, árabes e africanos sofrem igualmente.
A identidade mais apropriada do populismo é a irresponsabilidade fiscal, financeira e econômica. Apostam riquezas e virtudes nacionais em troca do sucesso efêmero, comprometendo o futuro e a estabilidade nacional.
Como identificar o governante populista? Discurso nacionalista e estatizante, freqüente manipulação de preços de mercado, ataque a liberdade de imprensa e generosos aumentos salariais.
Teses e práticas absurdas? Não, pelo contrário, desde que auto-sustentáveis e responsáveis. Não demagógicas, nem eleitoreiras.
O escritor peruano (e prêmio Nobel de Literatura) Vargas Llosa (1936) fez um ótimo resumo sobre o populismo: “Uma das maiores dificuldades para combatê-lo é que apela aos instintos mais puros dos seres humanos: o espírito tribal, a desconfiança e o medo do outro – seja de raça, língua ou religião diferente –, além da xenofobia, do patriotismo exagerado, da ignorância”.




Padilha teria recebido propinas de R$ 1,5 milhão por obras do Trensurb, delata a Odebrecht na Lava Jato

Eliseu Padilha teria recebido R$ 1,49 milhão de propina na Trensurb, segundo delação da Odebrecht, agora reafirmada em Curitiba, na Lava Jato. Dividido em sete parcelas, os repasses teriam ocorrido em 2010, quando o atual ministro da Casa Civil do governo Temer era deputado federal. Os pagamentos foram feitos para o codinome Bicuíra, do deputado Eliseu Padilha, em sete parcelas, no total de R$ 1.490.000,00 até 2010

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, teria recebido R$ 1,49 milhão da Odebrecht em relação à obra de extensão da linha do Trensurb entre São Leopoldo e Novo Hamburgo. O repasse teria ocorrido em 2010, dividido em sete parcelas, conforme registros do setor responsável pelos pagamentos de propina da construtora. O peemedebista era deputado federal à época.

A Pocuradoria Geral da República identifica os supostos repasses a Padilha, tratado pelo codinome Bicuíra pela Odebrecht. Os valores seriam referentes a 1% do contrato do empreendimento.

O documento também traz pagamentos referentes à Trensurb a outros investigados no mesmo caso. Há o registro do repasse de R$ 734,7 mil ao deputado petista Marco Maia (codinome "Aliado"), R$ 934,5 mil ao ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo ("Filósofo"), R$ 260,3 mil a Marco Arildo ("Sucessor") e R$ 38,7 mil a Humberto Kasper, ambos ex-presidentes da Trensurb. Juntos, eles teriam recebido R$ 3,45 milhões da construtora

O esquema envolvendo os gaúchos foi citado nas delações de dois ex-dirigentes da Odebrecht, Benedicto Junior e Valter Lana.

Artigo, Marcelo Aiquel - Festival de hipocrisias

Artigo, Marcelo Aiquel - Festival de hipocrisias

         Hipocrisia é o mesmo que falsidade, fingimento, dissimulação.
         E o que estamos vivendo no Brasil, hoje em dia, senão a mais pura definição de hipocrisia?
         Isto vale para a mídia “politicamente correta” (tenho nojo desta descrição de comportamento, pois espelha – por si só – uma atitude muito hipócrita); como também para os ativistas de defesa das minorias.
       Pegarei um exemplo bem atual: o racismo contra os negros.
   Que inclusive mereceu esta semana (por causa, pincipalmente, pela passagem da data da “consciência negra”) inúmeras manifestações, seja de políticos, seja da mídia. Todas criticando o preconceito racial.
         Mas, tudo com forte cheiro de racismo! Ou não?
         Fosse um ato “normal” e este odioso preconceito deveria ter presença permanente, e não apenas num dia especial.
         Daí, que surge a pergunta:
         Onde estavam os defensores da raça negra, quando um afrodescendente foi exposto – numa discutível “obra de arte” na exposição do  condenado Queermuseu, apresentada no Santander Cultural em POA/RS – sendo penetrado sexualmente por um ariano, enquanto fazia felação com outros dois?
         Onde estava a mídia “politicamente correta”, nesta hora?
         Não se teve conhecimento de nenhuma manifestação, nem midiática, nem dos defensores da raça negra, sequer criticando este ato claramente RACISTA.
         A prática de racismo é algo condenável, e a omissão de alguns os fazem cúmplices do crime previsto na legislação.
         Outro exemplo, também atual, para demonstrar a hipocrisia: O requerimento dos advogados do LULA DA SILVA, para que a justiça declarasse a inocência da D. Marisa Letícia. Pleito negado pelo TRF4.
         Ora, ninguém precisa de mais de um neurônio saudável para enxergar o interesse escuso deste pedido. A velhacaria é tamanha que sequer merece um mísero comentário.
         Cabe apenas citar uma frase antológica, para encerrar este assunto:
         ANTES DE JULGAR UMA CRIANÇA POR ELA ACREDITAR EM PAPAI NOEL, NÃO ESQUEÇA QUE MUITOS ADULTOS CREEM QUE O LULA É INOCENTE E PERSEGUIDO.

         Estamos diante, ou não, de um grande festival de hipocrisias?


         Marcelo Aiquel – advogado (23/11/2017)

O Globo diz que Tesouro Nacional rejeitou pedido do RS para ingresso no RRF dos Estados

O Tesouro Nacional rejeitou o pedido do Rio Grande do Sul para ingresso no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), pelo qual estados em crise podem suspender por três anos o pagamento de dívidas com a União e obter aval para empréstimos em troca de medidas de ajuste das contas públicas. Ao avaliar o pleito gaúcho, os técnicos entenderam que o governo estadual não atendeu a todos os requisitos exigidos para ingresso no regime.

Para pode aderir, os estados precisam comprovar que estão em situação de desequilíbrio, entregar uma série de documentos e apresentar um plano de ajuste fiscal. No entanto, no parecer sobre o cumprimento dos pré-requisitos para adesão, o Tesouro entendeu que nem todos foram obedecidos. A análise da viabilidade financeira do plano de ajuste fiscal ainda não foi analisada pelo Tesouro.

Segundo os técnicos da área econômica, o Rio Grande do Sul não atingiu, por exemplo, o critério pelo qual despesas liquidadas com pessoal, juros e amortizações precisam ser equivalentes a, no mínimo, 70% da Receita Corrente Líquida (RCL) no exercício financeiro de 2016. De acordo com o parecer do Tesouro, essa relação está em 57,98% no estado.

Além disso, de acordo com a equipe econômica, o governo gaúcho não apresentou a lista de passivos que serão quitados ordenados por prioridade de pagamento. Também teriam ficado faltando alguns documentos para análise do pedido.


O parecer do Tesouro afirma que visto que o Rio Grande do Sul não atende a todos os requisitos de habilitação e documentação e que não atende em sua integralidade às exigências previstas em lei, “opina-se pelo não andamento do pleito do estado de assinatura de pré-acordo de adesão ao RRF (Regime de Recuperação Fiscal)”. O estado, no entanto, ainda pode reapresentar o pedido.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

A economia grisalha

Vivemos uma das mais importantes transformações da história
NÃO FOI À TOA que ele virou sinônimo de velhice: Matusalém, o personagem mais longevo da Bíblia, viveu 969 anos. Menos conhecida é a trajetória de seu avô, Jrede, que não ficou muito atrás-morreu aos 962 anos. Outra família bíblica de destaque é a de Adão, o primeiro homem criado por Deus. Ele viveu 930 anos, um pouco mais que seu filho Sete, irmão de Abel e Caim, mortos aos 912.
Eis um mistério que a ciência agora pretende desvendar: o que faz com que algumas famílias sejam mais propensas à longevidade? Deve haver algo de especial nos genes de quem vive muito (e o muito, terrenamente, é uma coisa mais modesta, como chegar à 12ª década de vida).
Esse grupo com idade por volta de 110 anos, os supercentenários, estimado em menos de 1000 pessoas, é menos propenso a desenvolver enfermidades como Alzheimer ou problemas do coração. A suspeita é que tenha também uma proteção natural contra o envelhecimento. Existe ai algo a ser dividido com o restante da humanidade.
Esse é apenas um dos terrenos explorados pelos cientistas na busca por uma vida mais longa. Há um imenso frenesi em torno da pesquisa de ponta. Atualmente, graças aos avanços da medicina, cada ano vivido adiciona dois meses e meio à vida, em média. Mas esse número tende a crescer, expandindo a perspectiva humana. Qual o limite? Hipoteticamente, se ganharmos um ano a cada doze meses, conquistaremos a imortalidade. Duas semanas atrás, veio um choque de realidade: segundo pesquisadores da Universidade do Arizona, há uma impossibilidade matemática na pretensão de anular o envelhecimento. O mais provável é que nosso tempo de vida continue aumentando, mas até certo ponto. O número de centenários está em franco crescimento, mas ninguém chegou aos 130. O recorde de Matusalém parece seguro.
Em teoria, o envelhecimento é um desafio para a economia. A população idosa tende a poupar menos, e isso levaria a um aumento dos juros e prejudicaria o crescimento – a descrição de como mudamos o nosso padrão de consumo ao longo da vida rendeu um Prêmio Nobel ao ítalo-americano Franco Modigliani. Um número maior de dependentes sobrecarrega o grupo que está no mercado de trabalho. Por isso tanta aflição em aproveitar o fenômeno batizado de bônus demográfico: o momento em que o grosso da população está trabalhando. Muito do sucesso da Ásia nas últimas décadas deveu-se ao bônus. No Brasil, estamos no momento histórico de demografia favorável, que deve perdurar por mais um punhado de anos. Aliás, é quase uma proeza viver a maior crise de nossa história num período especialmente propenso ao crescimento.

Uma vida mais longa não precisa ser um fardo econômico. As pessoas podem mudar – por exemplo, aumentando o esforço de poupança para encarar bem os anos adicionais de vida. Nos países ricos, o envelhecimento ocorre em condições favoráveis: muito da infraestrutura necessária para uma boa vida – metrô, casa, estradas – já está lá. Uma queda na poupança não é um drama. Bem diferente é o nosso caso. Alguém de fato acredita - honestamente- que dá para continuar se aposentando aos 50 anos?

Nota do prefeito

"Esclareço que, ao contrário do que vem sendo veiculado na imprensa, em nenhum momento de meu pronunciamento feito no Congresso do MBL fiz referência específica à Câmara de Vereadores de Porto Alegre, e nem às votações de projetos do Executivo Municipal, que estão em andamento naquela Casa. Fui parlamentar por mais de dez anos, e a fala foi feita dentro de um contexto de análise política. Saliento ainda que as corporações se organizam e trabalham por seus interesses privados, sendo claro que galerias lotadas interferem nas atividades e decisões dos parlamentares. Qualquer outra interpretação serve a interesses menores  e significa perda de energia que poderia ser dedicada à superação da enorme crise que enfrentamos."

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Artigo, Tito Guarniere - William Waack não é racista

Artigo, Tito Guarniere - William Waack não é racista
O episódio de "racismo" do jornalista William Waack encerra várias lições, nenhuma para ser tomada como exemplo. O menos culpado de toda essa onda é o jornalista. Tenhamos paciência: não é possível que uma expressão dita em privado (embora gravada), há um ano atrás, em determinada circunstância, sem a intenção de ofender ninguém, se transforme em um caso de racismo.
O muito de que se pode inculpar Waack é de um desabafo, desses que nós fazemos todos os dias no trânsito, talvez com outras palavras, quando alguém dá uma fechada no nosso carro, quando manifestações de protesto impedem a nossa livre locomoção, quando ferem nossos ouvidos com a buzina estridente, quando temos de aturar o nosso próprio mau humor e o dos outros.
Contam-se todos os dias, em todos os ambientes, piadas de preto, loura burra, japonês, português, judeu (como Waack), gringo americano, gringo argentino e gringo italiano. Se a gente levar na ponta da faca, se estivermos tomados de uma má vontade doentia, de um pessimismo mórbido, são atos de racismo, muito piores do que aquele atribuído a William Waack. Mas se formos apenas normais, então entraremos no jogo e daremos risada. É parte saudável de nós acharmos graça de nossas mancadas, misérias e fraquezas. E quem - digam com sinceridade -, quem já não riu de uma piada de baiano, de gaúcho, de barriga-verde? E somos racistas por ouvi-las sem reagir e ainda rindo à solta?
E Waack, como sabemos agora, é daqueles que faz humor sobre si mesmo, sua idade, suas olheiras. Racistas não riem de si mesmos. Rir de si mesmo é sinal seguro de equilíbrio e sanidade.
E no entanto, a expressão dita em momento de raiva, ou por pura ironia, transformou Waack em uma espécie de monstro racista, enxovalhado impiedosamente nas redes sociais. A não ser uns poucos, ninguém olhou o conjunto da obra, os 40 anos de carreira de um dos jornalistas mais completos e competentes do país, feita de retidão, honestidade e profissionalismo. Massacraram-no sem comiseração, em uma das campanhas mais sujas que já houve por aqui.
A maior parte dos ataques foi de gente que não gostava do jornalista, de sua independência e visão de mundo. O fato é que Waack não pertence à grei comum do jornalismo brasileiro, que faz o fácil , que se compraz com a versão barata, que publica matérias com a profundidade de uma poça d’água. O que não lhe perdoam é o sucesso, a inteligência, o domínio pleno do seu ofício. A revista Veja lhe dedicou matéria de capa que mal disfarça o prazer pelo "erro" de Waack.
Talvez a independência de Waack estivesse incomodando a Globo, hoje em dia tão empenhada em se mostrar politicamente correta, porta-voz de minorias exaltadas, excludentes, que, para o fim de impôr seus valores, destilam fel, desancam, desmerecem e listam no rol de inimigos todos aqueles que não se filiam aos seus sindicatos, não aderem incondicionalmente às suas causas.
A Globo, a velha Globo, ao suspender e tornar pública a suspensão de Waack, porque tudo "indicava" que ele cometeu um ato de racismo, escreveu uma página pouco edificante na sua história.


titoguarniere@terrra.com.br

TRF4 nega embargos a Zé Dirceu e Renato Duque

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) julgou no início da manhã de hoje (21/11) os embargos de declaração interpostos pelos réus da Operação Lava Jato do núcleo da Engevix, sendo também réus nesse processo o ex-ministro José Dirceu e o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato de Souza Duque.
A 8ª Turma negou os recursos de Dirceu, Gerson de Mello Almada e Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, mantendo-se assim a integralidade do acórdão julgado em 29 de setembro.
Dirceu alegava as seguintes omissões ou obscuridades no acórdão: violação à ampla defesa, ilegitimidade na utilização do depoimento de réus colaboradores, ausência de participação de Luiz Eduardo nos crimes de corrupção, equívocos nos critérios de progressão de regime e temas referentes à dosimetria da pena.
O colegiado deu parcial provimento ao recurso de Duque e corrigiu erro material, reconhecendo erro de cálculo no valor individual de cada dia-multa, passando o valor de 540 dias-multa para 448 dias-multa, no valor unitário de três salários mínimos.
Não foram conhecidos os embargos de declaração do ex-sócio de José Dirceu, Júlio César Santos por ajuizamento do recurso fora do prazo.
Também não foram conhecidos os embargos de declaração do lobista Fernando Antônio Guimarães Houernaux de Moura e do ex-assessor de José Dirceu Roberto Marques, por inadequação da via processual eleita, ou seja, o pedido feito não pode ser analisado em embargos de declaração.

A Turma também negou provimento ao recurso do ex-sócio da Engevix José Antunes Sobrinho.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Scalzilli Althaus é incluído na lista dos escritórios de advocacia mais admirados do Brasil

A Scalzilli Althaus está entre os escritórios mais admirados do país, de acordo com a edição de 2017 da revista Análise Advocacia 500. O reconhecimento marca a estreia no mais importante levantamento do mercado jurídico nacional.

O escritório ocupa o primeiro lugar entre os abrangentes mais admirados do Brasil pelo setor de máquinas e equipamentos. Em abrangência geral, está na segunda colocação no Rio Grande do Sul. Além disso, a sócia Gabriele Chimelo, coordenadora da área de Reestruturação de Empresas, foi reconhecida por executivos do setor bancário como uma das advogadas mais admiradas do país. Ela também figura entre os advogados abrangentes mais admirados do Rio Grande do Sul.
Para a sócia Verônica Althaus, a presença no ranking resulta da confiança dos clientes no trabalho dos profissionais do escritório, que possui 44 anos de trajetória. “Essa conquista é consequência da busca por um atendimento de excelência a pequenas, médias e grandes empresas. Também, de um trabalho minucioso e profundo de estudos jurídicos do interesse do mercado corporativo”, avalia.
A diretora destaca que a distinção ocorreu no ano em que o escritório anunciou sua nova marca. “Estar nessa lista também significa, para nós, a conquista de uma meta estabelecida há dois anos. Desde então, fizemos movimentos societários importantes e estabelecemos um novo planejamento estratégico”, afirma Verônica.

Com o objetivo de identificar os escritórios mais admirados do Brasil, a Análise Advocacia 500 realiza anualmente uma ampla pesquisa. Para formar o ranking, são ouvidos os diretores jurídicos das 1.500 maiores companhias do país.

Saiba mais sobre avanços mundiais no tratamento do câncer de pulmão

Robótica, equipamentos de imagem e novas terapias foram destaques no encontro promovido pelo Hospital Moinhos de Vento, Porto Alegre.

Avanços nos tratamentos, diagnósticos mais rápidos e precisos, estudos de combinações medicamentosas e uso da robótica foram discutidos entre sexta e sábado durante o 1° Simpósio Internacional de Câncer de Pulmão, promovido pelo Hospital Moinhos de Vento. Reunindo especialistas nacionais e internacionais da área, o encontro dividido entre palestras e debates permitiu a atualização de diversos novos manejos da doença pelo mundo durante os dois dias de atividades (17 e 18 de novembro) no Hotel Sheraton.

Entre os palestrantes internacionais, o oncologista do Hospital Johns Hopkins em Baltimore nos EUA, Dr. Patrick Forde, apresentou a Imunoterapia, técnica pesquisada e aplicada de forma pioneira em pacientes portadores de câncer de pulmão pela instituição Norte-americana. Em uma definição bastante simplificada, é um tratamento que faz com que as células de defesa saudáveis ataquem as células cancerígenas,  podendo  ser aplicado em vários tipos de cânceres,  entre eles, o de pulmão. "A imunoterapia  transformou-se em um importante passo com grandes ganhos no tratamento. Atualmente, existem cerca de 800 estudos ao redor do mundo e que trarão avanços importantes contra a doença", destacou Forde.

A cirurgia minimamente invasiva, seja por videotoracoscopia ou por robótica, também foram destaque durante o evento. De acordo com o cirurgião torácico da Universidade de Toronto, no Canadá, Dr. Marcelo Cypel, ambas têm sido muito utilizadas nos últimos anos. "Estas técnicas permitem melhor recuperação e menos dor para os pacientes, além de reduzir o período de hospitalização e a necessidade de medicação para dor, bem como os riscos de acidentes intra-operatórios", disse.

O rastreamento e os novos métodos de diagnóstico foram apontados como de grande importância no avanço do atendimento a pacientes com câncer de pulmão. "Avaliações mais precisas, com imagens mais detalhadas, são fundamentais no manejo da doença, aumentam a probabilidade de um diagnóstico mais precoce e podem reduzir a mortalidade associada a esta doença", indicou o chefe do Serviço de Pneumologia e Cirurgia Torácica do Hospital Moinhos de Vento, Dr. Marcelo Gazzana. Para o médico, o acompanhamento do paciente por uma equipe multidisciplinar, incluindo um profissional exclusivo durante todo processo, por vezes chamado de Patient Navigator, é a prática atualmente recomendada. 


O simpósio, que veio na sequência de grandes conferências mundiais sobre Oncologia ocorridas na Europa e no Japão, também trouxe dados alarmantes sobre os índices de câncer de pulmão no Rio Grande do Sul, com a maior proporção de casos no Brasil. Entre os homens, são 48,16 em 100 mil habitantes e entre mulheres, 27,67, conforme dados de 2016 do Instituto Nacional de Câncer (Inca

Artigo, Fábio Jacques - Vamos liberar a maconha.

Vamos liberar a maconha.
Postado em Artigos, Corrupção, Drogas, Tráfico de Drogas
A  palavra de ordem é liberar e descriminalizar a maconha. Liberada a maconha, vamos liberar as outras drogas mais pesadas.
O brilhante argumento dos defensores da liberação é que, uma vez liberada, o tráfico desaparece. Não haveria mais razão para arriscar-se a ir até uma boca de fumo para comprar um baseado ou uma pedra se estas substâncias pudessem ser encontradas na farmácia ao lado ou em casas de comércio especializadas. Não havendo mais o tráfico, não haveria guerra entre traficantes e reduzir-se-ia o contrabando de armas de pesado calibre que garantem a proteção dos chefes do tráfico contra o ataque das gangues rivais. A luta entre facções desapareceria, a banda podre da polícia perderia sua fonte de receita do crime porque o crime hoje protegido por eles deixaria de existir.
Já vi todos estes argumentos serem apresentados por grandes políticos, entre os quais até um ex-presidente da república.
Gostei muito da ideia e quero dar minha contribuição colocando para a discussão a Liberação da venda de CDs e DVDs. Se houver venda de CDs e DVDs em lojas especializadas, em supermercados ou em bancas de revistas, não haverá mais produção de CDs e DVDs piratas ou contrabandeados. Quem vai querer comprar um CD ou um DVD no camelô se pode comprar o mesmo produto em uma loja com a vantagem de receber a nota fiscal?
Trimmmm! Trimmmmm!
– Alô! …Como?… CDs e DVDs já são vendidos livremente em lojas, com nota fiscal?
Agora me danei. Minha ideia de vender CDs e DVDs em lojas para acabar a pirataria é uma furada. O original da loja, sobrecarregado de impostos, sai por um preço tão proibitivo que muita gente continua preferindo se arriscar e comprar no camelô.
E as drogas? Serão vendidas sem impostos? Sem custos de produção? A ilegal é feita em laboratórios clandestinos sem qualquer controle de processo, e tanto na fabricação como na agricultura da maconha, da coca ou da papoula, trabalho escravo é luxo.
Vai acontecer a mesma coisa. Uma pedra oficial vai custar cinco vezes mais que uma pedra traficada. Um baseado 10 vezes mais, porque a cannabis oficial será orgânica, livre de agrotóxicos, talvez hidropônica e cultivada em estufas com temperatura e umidade controladas.

Ou seja: vai aumentar o tráfico e a corrupção relativa à produção e à venda dos produtos do tráfico e será criada uma nova teta para ser achacada pela máquina pública corrupta que não deixará passar nenhuma oportunidade de forrar as algibeiras com o dinheiro surrupiado dos empresários e dos cofres públicos.

domingo, 19 de novembro de 2017

Candidatos no Chile

Sebastián Piñera (Chile Vamos)
O ex-presidente e antecessor de Michelle Bachelet é o favorito nas pesquisas, mas não deve ganhar no primeiro turno. Aos 67 anos, é o terceiro homem mais rico do país. Deixou o poder em 2014 com aprovação de 50%.
Alejandro Guillier (Nueva Mayoría)
Aos 64 anos, sociólogo, professor e ex-apresentador de TV, entrou na política há apenas quatro anos como independente. É senador por Antofagasta. Apresenta-se como um "não político", mas é o candidato do governo de centro-esquerda de Bachelet. Deve disputar o segundo turno com Piñera.
Beatriz Sánchez (Frente Amplio)
Também é jornalista, especializada em política. Representa uma aliança de esquerda criada recentemente com o apoio de ex-líderes estudantis. Aos 46 anos, é autora do livro Poderosas, sobre oito mulheres chilenas em posição de poder, entre elas Bachelet.
José Antonio Kast (Independiente)
Aos 51 anos, é deputado e um dos representantes da direita. Católico fervoroso, é contra o aborto, o casamento gay e reivindica a herança de Pinochet. É chamado pelo jornal espanhol El País de "Bolsonaro chileno".
Carolina Goic (Partido Demócrata Cristiano)
A senadora de 44 anos também representa o governo Bachelet. É assistente social e economista. Tem apresentado um discurso de alternativa à centro-esquerda.
Marco Enríquez-Ominami (Partido Progresista)
Figura conhecida da TV e do rádio, o deputado de 44 anos tem se apresentado como alternativa à polarização histórica do Chile.
Alejandro Navarro (País)
Aos 58 anos, é senador da esquerda mais tradicional. Militou por 26 anos no Partido Socialista. Propõe mudanças "profundas e revolucionárias" para o país.
Eduardo Artés (Unión Patriótica)

É o candidato da extrema-esquerda. Professor universitário, 65 anos, é simpatizante do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. É o mais desconhecido dos candidatos.

sábado, 18 de novembro de 2017

Artigo, Milton Santos, Zero Hora - Acampamentos se multiplicam pela cidade

Artigo, Milton Santos, Zero Hora - Acampamentos se multiplicam pela cidade
O autor é jornalista

A invasão das calçadas ou passeios públicos por "moradores de rua" em Porto Alegre vem desde a administração passada. Os inquilinos municipais estão fixando residência à vontade. O maior exemplo é o Viaduto Otávio Rocha, mais conhecido como viaduto da Borges de Medeiros. Antes, eles se instalavam à noite; agora, ficam sempre no local. Ali dá de tudo. Há gente realmente sem teto, vendedores de drogas, usuários, assaltantes e até prostituição, além da sujeira e do cheiro insuportável. Há barracas, colchões, tábuas, um verdadeiro depósito nas calçadas.
Os acampamentos se multiplicam pela cidade. Na passarela de pedestres na rodoviária já há moradores de barracas armadas. Nos arredores da Praça do Papa, na Avenida Erico Verissimo, estão criando uma cidade no canteiro central, e na mesma via, nos fundos do Centro Estadual de Treinamento Esportivo (Cete), já fazem fila para escolher lugar. Fora isso, ainda existem os vendedores de frutas, verduras e quinquilharias chinesas, que tomaram conta das calçadas no centro da Capital. Não se consegue nem mais andar. Exemplo é a Borges de Medeiros, da Rua Jerônimo Coelho até o Tudo Fácil, é um horror, os vendedores dividem o espaço com as filas de passageiros do transporte coletivo. Também há os vendedores de cigarros contrabandeados, que operam livremente. Não seria o caso de a Receita e a Polícia Federal entrarem em ação, já que é contrabando? Na Azenha, os problemas se repetem, e com a chegada do Natal o número de vendedores só vai aumentar. Não tenho ido à Avenida Assis Brasil, na Zona Norte, mas acredito que as invasões aconteçam por lá também. Sinto saudade do tempo do "Xerife Adeli Sell" que colocou ordem na Porto Alegre de todos nós.
Do jeito que as coisas estão, logo vão querer invadir nossas casas.
Outro local problemático é a Praça da Matriz, que foi invadida por traficantes e moradores sem teto. E a praça fica no centro dos três poderes; Palácio do Governo, Assembleia Legislativa e Tribunal de Justiça, além do Theatro São Pedro. Ali já aconteceu de tudo, assaltos, tiroteios e mortes entre traficantes e usuários. O local à noite é completamente escuro, não existe iluminação. E, com o abandono pelas autoridades constituídas, os jardins viraram banheiro público. Já que a praça é pública e de responsabilidade da prefeitura, será que os porto-alegrenses poderão ver segurança efetiva no local, com a presença da Guarda Municipal durante as 24 horas? Atualmente, policiamento só existe quando grupos de manifestantes vêm à praça para protestar.
No entanto, pelo visto, a coisa só tende a piorar, pois as autoridades, prefeitura, Ministério Público e os órgãos de segurança pública não tomam nenhuma providência. Do jeito que vai, só mesmo uma paródia da letra da música do Ultraje a Rigor para realmente mostrar a situação: "Nós vamos invadir sua calçada/ agora se você vai se incomodar/ então é melhor se mudar/ não adianta nem nos desprezar/ se a gente acostumar a gente vai ficar/ a gente tá querendo variar/ e a sua calçada vem bem a calhar".

Fica o clamor da comunidade em prol do direito de ir e vir e de viver numa cidade limpa e ordeira. Senão, do jeito que as coisas estão, logo vão querer invadir nossas casas. E os impostos cada vez mais caros.