Programação do Festival da Gastronomia de Gramado, RS


A Cozinha Experimental deste sábado vai receber três chefs muito especiais. A estrutura montada na Praça Major Nicoletti será o palco para a prova final do concurso Melhor Chef da Região das Hortênsias realizado pelo Senac-Gramado. No último dia 28, foram escolhidos os três finalistas entre os dez concorrentes. Cassiano Melo, do restaurante Nonno Mio,  Joceli da Silva, do Boreal Rasen Gastro Pub, e Thomas Cortinaz Silveira, do Wood Hotel Casa da Montanha. Nas últimas duas semanas, os finalistas puderam praticar e ajustar as receitas a partir das sugestões que receberam da banca avaliadora na primeira etapa. No entanto, não é permitido alterar o prato, que deve seguir a receita original. A proposta desse ano foi ter o milho como a estrela, insumo tradicional e abundante no Chile, país convidado desta edição. A prova inicia às 9h e tem duração de três horas. O melhor chef recebe o troféu Concha de Cristal, oferecido pela Cristais de Gramado, além outros presentes, como utensílios de cozinha. 
A diretora do Senac-Gramado, Daniela Barbosa destaca a importância da prova. “As cidades da Região das Hortênsias e, sobretudo, Gramado, são conhecidas pela excelente gastronomia. Queremos incentivar e valorizar os chefs locais, que são profissionais fundamentais para o desenvolvimento dos nossos potenciais”, avalia. 
Banca de peso
Três chefs de prestígio internacional compõem a equipe de jurados. O chef senegalês Mamadou Sène é professor do curso de Gastronomia do Senac Porto Alegre. Formado na França, já passou por mais de 20 países e já trabalhou nas redes de hotéis Meridian e Club Mediterranée. Foi chef itinerante da embaixada do Brasil em Dakar e, a partir do contato com o embaixador à época, decidiu vir para o Brasil em 1979. Está em Porto Alegre desde 1983. 
Os chefs chilenos César Torres e Marcelo Mora, ambos professores no Inacap (Universidade Tecnológica do Chile - Instituto Profissional e Centro de Formação Técnica) também integram o júri. César também está à frente da confeitaria Mür Gourmet, em Valparaíso, e Marcelo é ex-aluno e agora professor do Inacap e coordena uma equipe de 15 profissionais, além de prestar consultoria para novos restaurantes e realizar banquetes e eventos. “Minhas origens são da cozinha chilena antiga, são influências de onde nasci e me criei, resgato o que a minha avó cozinhava”, comenta Marcelo, que vem pela primeira vez ao Brasil. E continua “a gastronomia de Gramado é conhecida mundialmente e gostei muito do que comi até agora”, avalia o chef.  
Sabor, montagem, produção, organização, higiene e cronologia são alguns dos aspectos que serão observados pelos jurados para compor a avaliação. 
O concurso é uma promoção conjunta da Abrasel RS (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), do Senac Gramado e da Gramadotur. A final acontece a partir das 9h na Cozinha Experimental. 

Dupla de chefs chilenos comanda Festim no SanTao
A dupla de chefs chilenos Paula Báez e Cristian Gómez está à frente do Festim que acontece na noite desta sexta-feira, 13, no SanTao Restobar, restaurante especializado em comida japonesa. Ambos comandam a cozinha do restaurante de pesca sustentável Tres Peces, em Valparaíso, que serve peixes, moluscos, crustáceos e algas de origem conhecida.
Paula sempre teve como objetivo promover os sabores chilenos, com um toque marinho em suas receitas. Juntos atuaram na gestão de eventos culinários, participaram de concursos, conduziram programas de televisão e ajudaram como parceiros em inúmeras feiras de alimentos no Chile, antes de abrirem o restaurante.

Confira as programações da Cozinha Experimental e Cultural para o final de semana.
13/09/2019 Sexta        
13:30 - 14:30 - Oficina Senac Kids: É Hora de Aprender e Brincar na Cozinha - Chef Larissa Marques
            15:00 - 16:00 - Oficina Chilena - O uso de algas e moluscos na gastronomia atual - Chef Nicolás Navarro - Restaurante La Caleta
            16:30 - 17:30 - Oficina Oxford - Massas e molhos veganos e vegetarianos  - Chef Monica Noel Boff 
            18:00 - 19:00 - Oficina Chilena - O milho: receitas com história - Chef Cesar Torres - Pastelaria Mur / INACAP
                          
14/09/2019 Sábado    
09:00 - 12:00 - Final Concurso Melhor Chef
13:30 - 14:30 - Oficina SENAC - Pastel de Choclo - Chef Mamadou Sène
            15:00 - 16:00 - Oficina Filé ao molho de chocolate e sobremesa surpresa nas Panelas de cerâmica da Oxford - Chefs  Monica Noel Boff e Andre Martinez Chocolatier
            16:30 - 17:30 - Oficina SENAC - Leche Nevada - Chef Mamadou Sène
            18:00 - 19:00 - Oficina Casa Francesa - Fermentação natural - Chef Frederic Onraet
                          
15/09/2019 Domingo
13:30 - 14:30 - Oficina O Sabor Mágico da Indonésia: preparo de Mie Goreng e Nasi Goreng - Chef Sri Wuryanti
            15:00 - 16:00 - Oficina Senac - Repaginando a Nossa Tradicional Galinhada - Chef Larissa Marques
            16:30 - 17:30 - Oficina de gastronomia integrativa: Culinária Gaúcha Vegana - Chef Aline Loy Gabriel
            18:00 - 19:00 - Oficina Casa Francesa - Baghettes: Pão de tradição francesa - Chef Frederic Onraet

Especialistas discutem predisposição genética e tratamentos personalizados para câncer


Hospital Moinhos de Vento promove debate sobre oncogenética e como ampliar o acesso a recursos para combater a doença antes que ela se manifeste

E se você descobrisse que tem 85% de chances de desenvolver um tumor em uma determinada parte do seu corpo? Agora imagine que com esse diagnóstico possa reduzir consideravelmente seu risco se fizer um tratamento como a quimioprevenção ou até se submeter a uma cirurgia para a retirada deste órgão ou tecido preventivamente. Em uma grande parte dos casos de pacientes com predisposição genética para o câncer isso é possível e são procedimentos cada vez mais utilizados na oncologia.

Testes genéticos, tratamentos personalizados, bem como quimioprevenção e cirurgias preventivas estiveram em pauta no evento Oncogenética no Câncer de Mama e Ovário: a importância do diagnóstico imediato, realizado nesta quinta-feira (12), no Anfiteatro Schwester Hilda Sturm do Hospital Moinhos de Vento. Profissionais da área da saúde debateram casos clínicos, as pesquisas nesta área e como tudo isso pode ajudar a salvar vidas não apenas de pacientes, mas também de familiares com as mesmas alterações genéticas.

A chefe do Serviço de Mastologia do Hospital Moinhos de Vento, Maira Caleffi, fez a abertura do evento com uma provocação aos colegas. A mastologista ressaltou que estes exames e procedimentos ainda são de difícil acesso, seja pelos custos, ou pelo preconceito e o medo. “Precisamos estudar o custo-efetividade da oncogenética e mostrar seus benefícios, esclarecer as pessoas e pensar o que precisamos fazer para que esteja mais ao alcance de todos e que isso chegue mais rápido aos pacientes. Se não dermos visibilidade a este assunto vamos deixar de tratar da forma mais adequada pessoas com câncer de mama e ovário, e tantos outros cânceres, que tem mutações genéticas e que precisam de atendimento diferenciado”, afirmou.

O apelo de Maira Caleffi é o mesmo dos geneticistas Osvaldo Artigalás, do Moinhos de Vento, e Gabriel Macedo, do Hospital de Clínicas. “São diagnósticos e tratamentos caros, mas que não vão ser utilizados em qualquer caso, e sim naqueles nos quais existe a presença de mutações . Então, a estratégia é identificar pacientes que tem alto risco para câncer e investir em prevenção, não deixar a doença acontecer”, destacou Macedo, médico convidado para discutir os casos clínicos no evento.

Para Artigalás, o custo-efetividade, no final, acaba sendo até mais baixo. “Mesmo que não tenhamos no Brasil um estudo mostrando isso, se conseguirmos ampliar o acesso, no caso do diagnóstico nas pacientes que ainda não apresentam sintomas, com certeza é mais barato fazer o rastreio com exames e até uma mastectomia preventiva do que tratar o câncer depois” ponderou.

As oncologistas Alessandra Morelle e Daniela Rosa apresentaram casos clínicos de câncer de mama e ovário em pacientes com mutações genéticas. Elas falaram sobre os riscos aumentados em pessoas com histórico familiar e como essas testagens podem impactar no tratamento. Entre os benefícios destacados também estava o uso dessas informações para tratar outras pessoas da família com predisposição, desde que se invista em suporte emocional para este aconselhamento.

Artigo, Valter Nagelstein - Liberdade e respeito (o caso do ativismo judicial na exposição de cartoons)


- O autor é vereador de Porto Alegre, ex-presidente da Câmara.
valtern@camarapoa.rs.gov.br

Coloca-se muito forte frente a sociedade brasileira a questão da liberdade de expressão e se esta teria algum limite, algum freio ou não. Acredito que desde que em locais adequados e feitas as advertências necessárias, a liberdade total de expressão deve ser respeitada, ressalvando àquela que constitua crime contra a honra, nos tipos penais já dispostos no sistema legal brasileiro. Mas o ativismo judicial quer transformar o parlamento na casa da mãe Joana, e aí a liberdade é ferida de morte pelo desrespeito: primeiro para com a instituição Presidente da República (não confundir com a pessoa física), e depois pela própria imposição do poder judiciário ao legislativo de algo que, duvido eu, o próprio judiciário expusesse no acesso ao seu prédio ou no acesso ao pleno do Tribunal.

Acredito que o que ocorreu na semana passada com a instalação da exposição “Rir é um Risco” na Câmara Municipal de Porto Alegre foi uma ofensa, antes de mais nada à cidadania. Ora, se em seu art. 1º a carta magna brasileira prescreve que vivemos em um Estado Democrático de Direito, tendo como fundamento que todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos nos termos desta Constituição, expor charges que ofendem a imagem daquele que foi escolhido pela maioria das pessoas dessa nação, é despeitar a própria sociedade. Também o Brasil foi ofendido na medida que a exposição traz charges do presidente norte americano defecando sobre a nação brasileira.

Além do mais, proponho uma reflexão: Será que liberdade é fazer o que se quer, a hora que se quer, e no lugar que se quer? Não seria isso uma espécie de autoritarismo, impor o que EU (o que acho e quero) aos outros? Defendo que o Parlamento, que nada mais é do que a Casa do Povo, zele pelos princípios da soberania; cidadania; dignidade da pessoa humana; valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político sem, com isso, ferir ou desrespeitar quem quer que seja. Por fim, a questão é interna e administrativa do Legislativo e deve ser respeitada pelo outro poder, na medida que a autonomia e a independência dos poderes são mandamentos constitucionais.