domingo, 31 de julho de 2022

Artigo, Marcus Vinicius Gravina - Carta da Faculdade de Direito de São Paulo

- O autor é advogado no RS.


Onde estavam os patrióticos banqueiros e empresários assinantes da Carta da Faculdade de São Paulo, quando o ex-presidente doou nosso dinheiro para países comunistas, entregou nossa refinaria na Bolívia a um camarada do Foro de São Paulo e comprou uma refinaria americana sucateada em Pasadena.  Mais grave, quando veio à tona a maior corrupção, de um governo nacional, levantado pela Lava Jato e, quando” democraticamente” - ao estilo da esquerda – se tentou impedir a candidatura do Bolsonaro, com uma facada a céu aberto.

Ficaram calados.

Pois agora forjaram mais um ataque dissimulado, em plena campanha eleitoral, contra a reeleição do presidente, que desde o primeiro dia em que assumiu foi impedido de governar este país, por ataques incessantes, CPIs e pela intromissão, inconstitucional, do STF através de Ministros a serviço dos seus padrinhos.

Com qual democracia os assinantes estão preocupados. Por acaso, com a exercida por um Ministro do STF, que decide prender, instaurar processo acusatório contra cidadãos, instrui-lo para ao final, ele próprio como ofendido julgar.  É, isto?

A Faculdade de Direito de São Paulo deve ao Brasil uma Carta sobre a Insegurança jurídica e constitucional implantada no STF, que acha que o seu Regimento Interno - mera disposição “autonômica” restrita à Corte, tem o poder da “lâmpada do Aladim”.

A Faculdade de Direito de São Paulo não poderia, jamais, servir de palco para tamanha inconstitucionalidade do STF ou ataque à democracia. Seus diplomas não terão o mesmo brilho dos expostos nos escritórios de renomados advogados e juristas, que passaram por ela.

O que será lido na mesma Faculdade de Direito, por estes tantos defensores da legalidade, quando souberem que estão é concedendo, de forma oblíqua, poderes a um condenado para que liberte os seus comparsas?

O primeiro deles, o cérebro da trama socialista, terá a GRAÇA, perdão individual a ser festejado na Praça dos Três Poderes.  Os outros condenados e presos receberão o INDULTO, benefício do presidente a todos os condenados pela Lava Jato, com direito a receberem o dinheiro que tiveram que devolver, lavado e corrigido.  As malas cheias de dinheiro que foram levadas para apartamentos, não bastarão, pois serão necessárias outras só para os valores corrigidos, atualizados. Haverá muitas razões para aumentos de impostos.

É revoltante, imaginar que isto poderá acontecer com o apoio de banqueiros, empresários e entidades empresariais, inocentes úteis ou dirigidas por maus brasileiros.

A estes, meu repudio de cidadão, com o meu constitucional e democrático direito de opinião.

No país há banqueiros e banqueiros, assim como empresários e empresários. A maioria, no entanto, não é calhorda ou oportunista. Também é sabido, que pretensos e eternos dirigentes de algumas entidades empresariais, conforme o lado do vento, conduzem os incautos como ovelhas sem balidos.

Caxias do Sul, 29.07.2022


O presidente americano tem de responder aos brasileiros, por Renato Sant'Ana

Já que o governo americano - vá saber com que propósito! - disse confiar plenamente no sistema eletrônico de votação do Brasil, então Joe Biden poderá responder as seguintes perguntas - pelo que agradeceremos...

1. O Sr. Biden sabia que, em 2018, um hacker invadiu o sistema de computação eletrônica do Superior Tribunal Eleitoral (TSE)? Sim! Foi a Polícia Federal quem descobriu. Sem ser notado, o hacker ficou por vários meses mexendo nos computadores, fazendo sabe-se lá o quê...

2. Por que é que, embora existam urnas de 3ª geração, o Brasil segue usando uma carroça velha de 1ª geração?

3. O Sr. Biden sabe que as urnas modernas - que, por casualidade, nós ainda não adotamos - permitem a impressão do voto? (Imprimir o voto não quer dizer que o eleitor vai sair com o papelzinho na mão!)

4. O Sr. Biden sabia? Dos países que têm votação eletrônica, só Brasil e os inexpressivos Bangladesh e Butão usam urna eletrônica sem a impressão do voto. Todos os demais utilizam urnas com impressora.

5. O Sr. Biden consegue compreender que a questão não é a "urna", mas o "sistema", o que implica a transmissão e a totalização dos dados?

6. Ah, por falar nisso, saberá explicar por que decidiram centralizar em Brasília a contagem e totalização dos votos? Antes não era assim...

7. O Sr. Biden acha mesmo que, nessas condições, a votação é segura?

8. Última: por que os EUA não adotam o nosso modelo de votação?

E uma para os moços da extrema imprensa: por que é que essas perguntas nunca foram feitas aos defensores do sistema atual?

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.

E-mail: sentinela.rs@outlook.com


sábado, 30 de julho de 2022

Moraes não gostou da queda no preço da gasolina e tenta atrapalhar, por J.R. Guzzo

O Congresso Nacional acaba de aprovar, quase por unanimidade e cumprindo processo absolutamente legal, uma lei que reduziu os impostos estaduais sobre os combustíveis e fez cair imediatamente o preço da gasolina, diesel e álcool para o consumidor. É um raríssimo momento em que o cidadão brasileiro recebe um benefício concreto, claro e compreensível das autoridades. Não há na lei, além disso, nenhuma redução real de receitas para os Estados, pois vão receber compensação pelo que deixaram de arrecadar. Acima de tudo, é lei. Lei é lei - simplesmente tem de ser cumprida por todos, e não há nada a discutir. Ou é isso, ou não há democracia; é um mandamento elementar em qualquer estado democrático que as leis aprovadas de modo legitimo pelos representantes do povo estão acima das vontades individuais e são iguais para a sociedade inteira, sem exceção nenhuma.


Mas isso aqui é o Brasil democrático do STF, e no Brasil democrático do

STF lei não é o que o parlamento aprova - e sim o que o Supremo Tribunal

Federal quer. A lei que fez baixar o preço dos combustíveis foi proposta

pelo governo federal, e bem recebida pela população. Pronto: não é

preciso mais nada. Se a lei vem do governo, e saiu de lá por vontade do

presidente da República, é lei que não presta, e o STF não admite que

ela seja aplicada como deveria. Quem não aceita as suas consequências,

então, recebe apoio legal imediato dos ministros. É o que aconteceu com

o Estado do Maranhão. O governador local declara a si próprio como um

grande general da campanha do ex-presidente Lula para a presidência e

também se exibe como um inimigo radical do governo; ao mesmo tempo, não aceita a lei que o Congresso aprovou. Corre, então, para pedir proteção

ao STF. É atendido na hora.


Se a lei vem do governo, e saiu de lá por vontade do presidente da

República, é lei que não presta, e o STF não admite que ela seja

aplicada como deveria.


A licença para o Maranhão não obedecer a lei, safando-se dos seus

efeitos práticos, foi dada pelo ministro Alexandre de Moraes, que já há

muito tempo acumula suas funções no STF com a atuação de inimigo

político número 1 do governo federal. Moraes, simplesmente, autorizou o

Maranhão a não pagar nenhuma de suas dívidas com a União, do Banco do

Brasil à Caixa Econômica, do BNDES ao BID - nada, nem um tostão. Pior:

esse calote se aplica já nas parcelas que deveriam ser pagas no mês de

julho, pois o Estado vive como um pedinte de rua, tendo de ganhar de

manhã o dinheiro para o prato de comida do almoço. E a compensação das

receitas, prevista na lei? O governador diz que não dá para

"esperar", porque há trâmites legais a cumprir - claro que há; ele

queria que não houvesse? -, isso toma tempo e não existe um real de

reserva no caixa do Estado para aguentar até a chegada do reembolso.

Perfeitamente, decidiu o ministro. É isso mesmo: não dá para esperar,

não é preciso pagar nada e o Estado pode começar já, neste minuto, a

ignorar as suas obrigações com a União. Essa "União" é você mesmo,

que paga sem dar um pio os seus impostos; é do seu bolso que vai sair o

dinheiro que o governador e o ministro Moraes não querem pagar.


Não se consegue achar nada de certo em nenhum ponto dessa história.

Moraes disse, entre as justificativas de sua decisão, que a lei foi

adotada de "forma unilateral" e "sem consulta aos Estados". Que

raio de raciocínio jurídico é esse? Desde quando, pelo que está escrito

na Constituição e no restante da legislação brasileira, o Congresso

Nacional deste país precisa consultar os "Estados", ou seja lá quem

for, para aprovar uma lei? Outra coisa: se o Maranhão está autorizado

pelo STF a não pagar o que deve à União, porque os outros 26 Estados não

teriam o mesmo direito? O STF vai atender a todos eles? No caso do

Maranhão, esse grande campeão das "oposições", bastou o governador

dizer "não tenho dinheiro" para livrar-se das suas obrigações; não

teve de comprovar nada, e ninguém lhe pediu demonstração nenhuma. Está

valendo, isso? O cidadão diz: "Não dá para pagar" - e o Supremo

aceita no mesmo instante a sua palavra como fato indiscutível, sem

nenhuma comprovação séria? Não se disse uma palavra, também, sobre a

responsabilidade que o governador tem na miséria financeira do Maranhão.

Se o Estado está falido, a culpa é dele; com certeza não é do presidente,

nem do Congresso, nem dos outros Estados.


Nada disso faz qualquer sentido. Mas é o que se tem, num país em que a

suprema corte se transformou em brigada de militância política,

abandonou os seus deveres constitucionais e exerce a justiça através da

vingança.


 

Use a barra de rolagem e fique chocado com quem assina a Carta pela Democracia.

O leitor que tiver curiosidade, poderá examinar a badalada Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito! que vai no link abaixo.

Ela é publicada neste blog porque vale a pena examinar os nomes dos signatários.

Alguns dos nomes são chocantes.

Ou degradantes.

Role para ver.

CLIQUE AQUI para examinar.

PP faz megaconvenção e homologa Heinze, Sabino e Comandante Nádia

O PP terá 53 candidatos a deputado estadual e 31 candidatos a deputado federal. 

Bolsonaro é o candidato a presidente do PP do RS.

O Progressistas oficializou em Convenção Estadual chapa completa para as eleições majoritárias do Rio Grande do Sul e a nominata de candidatos para as eleições proporcionais. A candidata a vice na chapa do governo, a vereadora de Porto Alegre, Tanise Sabino, será homologada na Convenção do PTB neste domingo. Outra vereadora, a Comandante Nádia, é a candidata ao Senado.

O clima foi de vitória: Heinze é considerado imbatível, não perdeu nenhuma das sete eleições que disputou, desde a primeira para prefeito de São Borja, passando pelas cinco de deputado ou a disputa pelo Senado. Ele é engenheiro agrônomo e produtor rural, e se consagrou como um grande defensor do agronegócio. 

CLIQUE AQUI para saber propostas e o clima da convenção.

PP faz mega-convenção e homologa Heinze, Sabino e Nádia

O Progressistas oficializou em Convenção Estadual chapa completa para as eleições majoritárias do Rio Grande do Sul e a nominata de candidatos para as eleições proporcionais.  O auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa, em Porto Alegre, ficou pequeno para comportar as centenas de militantes e convencionais,  dirigentes partidários e deputados federais e estaduais, prefeitos, vice-prefeitos e vereadores de  todas as regiões do Estado. A festa tomou a área externa da Assembleia Legislativa e se espalhou pela Praça da Matriz, no centro histórico. O clima era de vitória: Heinze é considerado imbatível, não perdeu nenhuma das sete eleições que disputou, desde a primeira para prefeito de São Borja, passando pelas cinco de deputado ou a disputa pelo Senado. Ele é engenheiro agrônomo e produtor rural, e se consagrou como um grande defensor do agronegócio. 


Ao ser anunciado como candidato ao governo, o senador Luis Carlos Heinze foi taxativo e anunciou a Educação como prioridade.  “Vou elevar a qualidade do ensino médio novamente ao topo do quadro nacional. Hoje estamos nos últimos lugares da federação em disciplinas como matemática e português. Não aceito o rebaixamento, e a culpa não é nem dos professores, todos preparados, nem da pandemia, pois isso já vem acontecendo há décadas.  O gaúcho já teve orgulho de ter a melhor Educação do país, e vou agir firmemente. Quem me  conhece sabe que onde coloco as mãos as coisas acontecem”, afirmou Heinze.


A candidata a vice na chapa do governo, a vereadora de Porto Alegre, Tanise Sabino, será homologada na Convenção do PTB neste domingo.


Outra vereadora, a Comandante Nádia, levantou o público ao se posicionar como a nova senadora bolsonarista pelo Rio Grande do Sul. 


O PP terá 53 candidatos a deputado estadual e 31 candidatos a deputado federal. 

Bolsonaro participa da convenção que escolhe Tarcísio para governador de São Paulo. Veja, agora.

 O vídeo é do site Poder360.

Artigo, Telma Renner - E mais uma travessura dos banqueiros, cabos eleitorais do condenado Lula da Silva

Título oritinal;
 E MAIS UMA TRAVESSURA DOS EMPRESÁRIOS , CABOS ELEITORAIS DO CONDENADO


Telma Renner


Como as tais “pesquisas” patrocinadas não convenceram , todas elas superadas pelo “Data Povo”, nas ruas, aeroportos, eventos religiosos, motociatas e enquetes virtuais, os nossos grandes empresários , cabos eleitorais do condenado, agora estão jogando suas fichas numa tal de “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito”. Uau! Que título! Mas a começar pelo título: quer dizer que o indivíduo que defende a candidatura de um condenado em 3 instâncias , por 20 juízes e solto por artifícios questionáveis, ESTÁ DEFENDENDO O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO???


Não vou entrar nos pormenores deste primor , gestado na respeitável faculdade de direito da USP, vou me ater apenas a algumas afirmações bizarras, dignas de serem comentadas. Em seu 6º.parágrafo afirma textualmente: “Nossas eleições com o processo eletrônico de apuração tem servido de exemplo ao mundo”. Pára! Pára por aí, que convém explicar ao ilustre redator desta epístola que : AS URNAS SEM VOTO IMPRESSO, SÓ SÃO UTILIZADAS NO BRASIL, BUTÃO E BANGLADESH! Na Holanda experimentaram e o povo rejeitou. Na Alemanha são proibidas. E nos demais países da Europa também, o voto é o manual, aquele voto singelo que pode ser RECONTADO á vista de qualquer eleitor!


Sem entrar no detalhe a tal carta menciona ainda “ataques infundados e desacompanhados de provas questionam a lisura do processo eleitoral e o Estado Democrático de Direito”. E a isto eu respondo: não cabe a nós eleitores , nem ao Presidente da República, provarmos coisa alguma! . ´


É OBRIGAÇÃO DO TSE OFERECER UM SISTEMA TRANSPARENTE, NO QUAL OS BRASILEIROS CONFIEM, COM VOTO FÍSICO E POSSIBILIDADE DE RECONTAGEM.


Afinal o que tem os signatários da tal carta , a objetar CONTRA A TRANSPARÊNCIA???


E quanto à “ruptura” tão temida por estas criaturas , esta já ocorreu há muito tempo, com os incontáveis pontapés desferidos na Constituição pelo time das excelências togadas! E sendo este caso do pleito, apenas MAIS UMA destas transgressões!


NESTAS ELEIÇÕES NÃO SEREMOS MAIS ATROPELADOS!


Quem quiser se dar ao trabalho de ler a tal carta na íntegra

Bairros com 5G em Porto Alegre

 Operadora Tim

Alto Petrópolis

Auxiliadora

Bela Vista

Boa Vista

Bom Jesus

Cascata

Cavalhada

Centro

Cidade Baixa

Cristo Redentor

Floresta

Humaitá

Independência

Itu Sabará

Jardim Lindoia

Menino Deus

Moinhos de Vento

Navegantes

Nonoai

Partenon

Passo D´Areia

Petrópolis

Praia de Belas

Protásio Alves

Rubem Berta

Santa Maria Goretti

Santana

Santa Tereza

Santo Antônio

São Sebastião

São Geraldo

Sarandi

Vila Ipiranga


Operadora Claro

Auxiliadora

Bela Vista

Boa Vista

Higienópolis

Jardim Europa

Moinhos de Vento

Mont’Serrat

Petrópolis

Rio Branco

Três Figueiras

Tristeza

Vila Assunção.


Operadora Vivo* 

Arquipélago (parte)

Centro Histórico

Cidade Baixa

Floresta (parte)

Humaitá (parte)

Independência (parte)

Navegantes (parte)

Moinhos de Vento

Santana (parte)

Partenon (parte)

Três Figueiras (parte)

Pronampe

Criado para mitigar os efeitos da pandemia sobre as empresas brasileiras, que sofreram queda vertiginosa de negócios com as restrições sanitárias, o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) movimentou cerca de R$ 62 bilhões em empréstimos e financiamentos em 850 mil operações realizadas entre 2020 e 2021.Neste ano, a nova edição do programa - que teve mais de 43 mil contratos fechados apenas no primeiro dia - também atenderá os microempreendedores individuais (MEIs), que constituem a maioria das pessoas jurídicas do Brasil, de acordo com o secretário especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Alexandre Ywata.“Nesta nova versão, temos a inserção dos MEIs. Estamos falando em torno de 14 milhões de empresas, em torno de 67% empresas brasileiras. Estamos trazendo uma abrangência muito maior”, disse o secretário em entrevista ao programa A Voz do Brasil.

sexta-feira, 29 de julho de 2022

Hospital Moinhos de Vento recruta pacientes com câncer de próstata de menor risco para estudo nacional

 Hospital Moinhos de Vento recruta pacientes com câncer de próstata de menor risco para estudo nacional

Pacientes devem ter entre 18 e 78 anos e não podem ter realizado tratamentos cirúrgicos, radioterápicos ou hormonais anteriormente


O câncer de próstata é o segundo tumor mais frequente entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2020, foram diagnosticados 65.840 novos casos da doença.  Ainda de acordo com o INCA, o câncer de próstata também pode ser tratado sem intervenções agressivas, como cirurgia, radioterapia e/ou hormonioterapia, uma vez que cerca de 30% a 40% dos pacientes apresentam baixo risco de progressão da doença. Assim, muitos países instituem programas de vigilância ativa direcionados a estes casos de menor gravidade. 

A estratégia de vigilância ativa se baseia na observação do paciente por meio de consultas médicas e exames periódicos. Visa retardar ao máximo ações terapêuticas mais invasivas e assim minimizar os possíveis efeitos adversos das intervenções radicais, como disfunção sexual e incontinência urinária, possibilitando ao paciente viver com melhor qualidade de vida.

Neste cenário, segundo a Sociedade Americana de Oncologia, muitos pacientes com câncer de próstata, por apresentarem doença de baixo risco, não necessitam de intervenções radicais e têm desfechos favoráveis, sem aumento de PSA (Antígeno Específico da Próstata) e sem progressão do câncer. Contudo, o Brasil ainda carece de dados que demonstrem o impacto da estratégia de vigilância ativa em pacientes com câncer de próstata de prognóstico favorável (baixo risco). Por isso, o Ministério da Saúde, em parceria com o Hospital Moinhos de Vento, conduzirá, de forma inédita, um estudo nacional  com o objetivo de avaliar os resultados de uma coorte de pacientes com câncer de próstata localizado de baixo risco acompanhados pela estratégia de vigilância ativa através de um protocolo assistencial em ambulatórios especializados no Sistema único de Saúde (SUS).

O Hospital Moinhos de Vento irá recrutar parte dos pacientes para o estudo a partir de agosto, oferecendo atendimento ambulatorial aos pacientes do SUS que se enquadrem nos critérios de seleção. O ambulatório ficará disponível até o final do estudo ou até atingir o número de inclusões necessárias. Podem participar do estudo pacientes com idade entre 18 e 78 anos, com diagnóstico de câncer de próstata nos últimos 12 meses e que não realizaram tratamento cirúrgico, radioterápico ou hormonal. O câncer deve ter características de baixo risco: doença localizada na próstata, biópsia apenas com  escore de Gleason igual ou menor a 6 (3+3) e exame de PSA menor ou igual a 10 ng/ml.

Os selecionados serão submetidos a consultas médicas semestrais, bem como exames de PSA, ressonância magnética e biópsia da próstata. Além da análise dos desfechos clínicos, será realizada uma avaliação dos benefícios econômicos da utilização desta estratégia assistencial no SUS.

O estudo é conduzido pelos médicos Dr. Pedro Isaacsson, Dr. Jeziel Basso e Dr. Ricardo Zordan. Os interessados podem entrar em contato pelo e-mail vigiasus@hmv.org.br ou pelos telefones (51) 3314-2965 e (51) 98019-7063.

 

O primeiro 5G a gente nunca esquece

 Eu sou pão duro e acho o preço da entrega de comida um acinte. Por este motivo, ontem à noite fui buscar uma comida chinesa num restaurante bem no coração do bairro Tristeza em Porto Alegre. Esperando, fui checar se realmente o 5G havia chegado na região, conforme prometido. Acionei o aplicativo de verificação de velocidade e o ponteirinho quase saiu fora do meu Motorola G50 5G. Quase 1 Mbps de velocidade, 5 vezes o que tenho de WiFi em casa! Espetáculo. Sei que as aplicações que advirão desta nova tecnologia darão corpo à famosa "Internet das Coisas", um conceito que regerá a conexão entre dispositivos que nos rodeiam, encorparão negócios futuros, integrarão recursos, gerarão aumento de produtividade e eficiência de operações comerciais, criarão novos modelos de negócios e vão ofertar conexões fáceis e diretas do mundo físico dos negócios ao mundo digital para gerar ainda mais valor. Isso tudo é estimulante e vai mudar ainda mais o semblante do futuro, em níveis que seja difícil de conceber hoje, levando em conta a forma como as coisas são pensadas, feitas e entregues.  Hoje, já são mais de 10 bilhões de dispositivos IoT (Internet of Things) conectados, mas especialistas esperam que esse número cresça para 22 bilhões em 2025. Teremos muito em breve, acesso a tecnologia de baixo custo e baixa potência, maior conectividade, plataformas de computação em nuvem, "Machine learning" e muito, muito mais.

Hang vence ação contra Gleisi

 A presidente nacional do PT e deputada federal, Gleisi Hoffmann, foi condenada a indenizar o empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, em R$ 25 mil por publicação falsa que o acusava de sonegação.

O julgamento foi ontem pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). Soma-se a de outros dois processos nos quais a petista já foi condenada por fatos semelhantes a pagar indenizações ao empresário que ultrapassam os R$ 65 mil. Em todas essas ocasiões, o empresário esteve representado pela Leal & Varasquim Advogados. No julgamento, o Tribunal afastou ainda o pedido de indenização de Gleisi por publicação de Hang que satirizou o relacionamento da deputada com Lindbergh Farias. No texto, o empresário ironiza que ambos teriam se conhecido no “PTinder” e poderiam passar a lua de mel em Cuba ou Venezuela. Ainda, os desembargadores entenderam que por ter feito gesto ofensivo com as mãos à Gleisi, em uma live, Luciano Hang deve pagar a ela uma indenização menor, no valor de R$ 15 mil. A relatoria coube ao desembargador Gilberto Ferreira.

O valor da indenização será doado para a Apae da comarca onde foi julgado processo.

 




 

Estímulos fiscais deverão adiar a desaceleração da atividade

o A economia brasileira segue surpreendendo positivamente. Os dados de arrecadação federal, emprego, crédito e utilização da capacidade instalada confirmam essa dinâmica. A esses indicadores se somarão os programas de auxílio do governo neste segundo semestre, o que nos fez revisar a projeção para o PIB deste ano de 1,8% para 2,3%.


o Para 2023, os efeitos defasados da política monetária e a desaceleração global devem levar à estabilidade do PIB. Os juros reais estão acima do nível médio observado em 2015 e o endividamento das famílias está em elevação por conta da alta de preços. Logo, é plausível esperar desaceleração do mercado de crédito e das contratações no próximo ano. 


o As desonerações de curto prazo prevaleceram em nossa revisão para o IPCA deste ano, de 7,5% para 7,1%. Para 2023, contando com os efeitos defasados dos juros e algum arrefecimento das commodities, esperamos desaceleração para 4,9%, estável em relação à nossa última projeção. 


o O balanço de riscos para o Copom se alterou desde a última reunião. Dado o estágio avançado do ciclo de aperto monetário, esperamos que o Copom encerre a alta da Selic em 13,75% e a mantenha nesse patamar por um longo período. Para o próximo ano, o grau de incerteza segue maior do que o habitual, mas, por ora, esperamos cortes de juros que levem a Selic para 11,75% ao final de 2023. 




Depoimento da testemunha do MPRS, Gabriel Galli Arevalo, contra Políbio Braga

11a. Vara Criminal, Foro Central de Porto Alegre. Ação criminal movida pelo MPRS contra o jornalista, acusado por supostamente ter cometido crime de homofobia.

O editor mandou digitar todo o áudio e a transcrição é fiel a ele. Onde se lê  "T" ou "R", leia-se "Testemunha". J é Juiza, "MP" é Ministério Público e "D" é Defesa.

(início inaudível) J. Testemunha arrolada pelo Ministério Público. 

Data de nascimento? 

T. 05/06/1990 

J. Nome da sua mãe? 

R. Iris Galli J. 

Sua profissão? 

R. Sou jornalista 

J. Senhor Gabriel, aqui é um processo contra o senhor Políbio Adolfo Braga. 

R. O seu áudio está travando, não consegui ouvir a pergunta. 

J. Aqui é um processo contra o senhor Políbio Adolfo Braga, conhece o acusado? 

R. Não o conheço pessoalmente, conheço pela internet pela atuação dele enquanto jornalista. 

J. Ele foi acusado aqui (parte inaudível – juíza se desloca até a sala para continuar a oitiva) 

J. Testemunha então 

Gabriel Galli, jornalista. 

O senhor conhece o senhor Políbio do meio jornalístico, através de opiniões e expressões dele e não pessoalmente, é isso? 

T. Isso, não pessoalmente, apenas de ver o que ele escreve na internet e no trabalho dele anterior na imprensa. 

J. O senhor já teve algum tipo de atrito, mesmo que através da imprensa, de discordância de opiniões publicadas por ele, mas além do jornalista que o senhor tenha se sentido de alguma forma ofendido? 

T. Não. 

J. Não? 

T. Não que eu me recorde. 

J. Certo, está admitido e compromissado aqui. O senhor Políbio está sendo acusado de em 18/05/2021 ter feito uma publicação em um blog, usuário Políbio Braga, e essa publicação de acordo com a denúncia é acusada de ter cunho homofóbico. Vou deixar que o Ministério Público e a Defesa façam algumas perguntas ao senhor sobre esses fatos. 

Doutor, pelo Ministério Público. 

MP. Doutora o som continua ruim. 

J. Eu sei Doutor. MP. O meu mesmo aqui pra mim está dando duplo. 

J. Eu acho que é o som da testemunha Gabriel que está causando a interferência. Então vou pedir senhor Gabriel que só ligue na hora de responder e depois deixe desligado para que se faça a pergunta. 

T. Tá bom. 

MP. Gabriel, o que o senhor sabe sobre esses fatos que estão sendo imputados? 

T. Olha, eu sei que no dia 18 de maio o jornalista Políbio Braga fez uma publicação no blog dele registrando a iluminação que o Palácio, que o Governo do Estado realizou no palácio Piratini, né, em relação à alusão a um dia de combate à LGBTfobia. Essa é uma data bastante importante para o movimento LGBT porque marca a saída da caracterização da homossexualidade como uma doença dos registros da Organização Mundial da Saúde. E, nesse texto opinativo que o senhor Políbio realizou nesse blog, ele utilizou uma serie de termos que, na minha compreensão e da organização a que eu faço parte, ONG Somos, que trabalha há 20 anos na defesa e na luta por direitos humanos, tem uma conotação LGBTfóbica. E essas conotações, elas aparecem de forma, na nossa interpretação, propositalmente camufladas, mas que ficam evidentes o teor homofóbico quando faz uma serie de brincadeiras de certa forma com a própria homossexualidade do governador do Estado de cunho vexatório e também quando relaciona a homossexualidade com outras práticas sexuais ou outras, até questões que vão para um cunho de patologia ou doença mental como a zoofilia, pedofilia, né. Fazendo uma associação que é bem clássica e bem conhecida do movimento LGBT, quando tentam nos caracterizar como pessoas sujas e perversas, né (A conceituação que ele concede ao termo “homossexualismo” é própria, pessoal, e não tem nada a ver com o sentido etimológico e legal do termo – veja https://pt.wikipedia.org/wiki/Homossexualidade). Então esse texto ele passa dessa forma e, na nossa compreensão, enquanto jornalista o senhor Políbio Braga assume a posição de disseminar conteúdo discriminatório quando ele faz esse texto. Não é a primeira vez que ele se comporta dessa forma né, por isso também que eu me motivei a prestar essa denúncia, porque nós acreditamos que é de interesse público que esse tipo de comportamento seja pausado. Hoje mesmo houve comentários no blog dele a respeito de como mulheres trans tiram o lugar de pessoas, de outras mulheres no esporte, enfim, sei que não é o conteúdo, não é o caso aqui do que está sendo analisado por essa Vara. Mas eu cito aqui que é uma pessoa que é conhecida por disseminar conteúdos que, na nossa compreensão, podem ser entendidos enquanto discriminatórios e nós entendemos que a partir do momento que o STF define que a homofobia é um crime, nós entendemos que isso deveria ser classificado dessa forma então. 

MP. Certo, o senhor está com o texto em mãos? 

T. Sim, eu estou com o texto em mãos. 

MP. O senhor pode destacar que partes dos textos o senhor entende que são atentatórios ou homofóbicos, na sua visão? 

T. Posso. Ele começa no terceiro parágrafo ele diz o seguinte: “o governador Eduardo Leite decidiu comemorar em alto estilo a legalização do homossexualismo”. A legalização já é um termo bastante curioso de ser utilizado, porque a homossexualidade nunca foi considerada um crime no Brasil, né, então da entender que o autor do blog considerava que ela deveria ser um crime de alguma certa forma, então tem um tom de ironia em relação ao tema. O que por si só ironia não é um crime, mas há uma incitação na minha interpretação de como o tema deve ser tratado em tom jocoso. Ele também usa o sufixo ‘ismo’ para se referir ao homossexualismo, que é um sufixo próprio de doença, quando se costuma utilizar o termo homossexualidade para não se referir homossexualismo como doença. 

MP. Só, desculpa te interromper, mas desculpa, eu posso ser ignorante, mas eu também uso a expressão homossexualismo. Eu não sabia que isso não é admitido pela associação de vocês. Me desculpa. Então é uma interpretação sua de que ele agiu dessa forma? Como é que o senhor pode dizer que o fato dele ter usado homossexualismo é de cunho discriminatório homofóbico? Porque eu mesmo uso essa expressão e confesso aqui minha total ignorância, eu to surpreso aqui. Desculpa. 

T. É, são tudo possibilidades de interpretações, né. 

MP. Tá, então, é uma interpretação sua. 

T. Sim, em relação a essa palavra é uma interpretação minha. 

MP. Porque é a palavra que eu to lendo aqui na própria denúncia, mas desculpa, eu achei que se utilizava essa palavra, mas ok não vamos fazer um debate aqui, mas fiquei surpreso. Quais outras expressões que o senhor interpreta como homofóbicas discriminatórias? 

T. Sim, sugiro que o senhor se informe melhor sobre esse termo porque ele é amplamente utilizado. 

MP. Prometo que o farei. 

T. Por favor. Depois ele segue se referindo ali como, dizendo que, a frase inteira é “o governador Eduardo Leite decidiu comemorar em alto estilo a legalização do homossexualismo como opção da vontade sexual das pessoas e não como uma patologia, pelo menos do ponto de vista da polemica OMS”. O que está implícito aí? Que a OMS, essa instituição polêmica, considera o homossexualismo como algo que é da vontade das pessoas e não como uma patologia, por isso ela é polêmica, né, o correto seria considerar como uma patologia. Além disso... 

MP. Ok, mas a OMS considera dessa forma? 

T. A OMS considerou durante um tempo enquanto uma doença e hoje não considera mais. 

MP. Desde quando ela não considera mais? 

T. Desde 1990. 

MP. Tá. 

T. E aí depois ele fala “ontem foi o dia internacional do universo LGBTQIA+, que engloba não só o homossexualismo, mas ainda não compreende a zoofilia”, fenômeno que ocorre com pouca frequência em barrancos de cochilas pouco frequentadas. Então fica bastante evidente.... 

MP. O que é a zoofilia? 

T. A zoofilia é a prática de sexo com animais. O senhor sabe, desculpa, o senhor Vaccaro é promotor do Mistério Público? 

MP. Isso. 

T. Promotor Vaccaro, é muito comum a associação. Quando a gente fala em discriminação de pessoas LGBTs, é muito comum a associação da homossexualidade com qualquer outra prática que seja entendida pela sociedade como algo que seja visto como sujo, como patológico, como algo assim que seja entendido de um ponto de vista como uma deturpação, como uma perversão. Não faz sentido nenhum que se faça uma associação com a zoofilia e muito menos com a pedofilia que é o que vem a se fazer depois, se não me engano tem uma associação com a pedofilia, se não estou enganado. Mas posso estar sendo injusto aqui, mas em algum momento houve uma associação com a pedofilia, se não tiver aqui me retrato, não estou encontrando, mas a gente sim, tem uma recordação de que houve, se houve está no print que nós fizemos na denúncia que foi feita. Aqui no texto não to vendo, pode ter sido alterado o texto, enfim, não sei. 

MP. Na denúncia aqui não fala em pedofilia. 

T. Então ta tudo bem, então ta tudo bem. Então não teve pedofilia, mas acho que a questão da zoofilia já é bastante simbólica da intenção do texto. E o que eu acho que é mais perigoso nessa situação toda é que se escreve sempre de uma forma a tentar ocultar a intenção e o conteúdo homofóbico, LGBTfóbico, de forma a dizer assim ‘não, mas isso não foi dito, isso não foi colocado’. Mas qualquer pessoa LGBT que já passou por uma discriminação e já se viu relacionada com atitudes que são consideradas perversas, sujas, pela sociedade, sabe exatamente do que o editor desse blog ta falando. E aí a gente vai ver os outros posts que ele faz, sempre tratando as questões envolvendo homossexualidade como se fossem perversões, como se fossem questões que não devessem ser tratadas, a gente entende exatamente do que ta sendo falado nesse texto. Então, isso não é, não é apenas uma interpretação superficial, é uma tentativa direta de fazer chacota em cima da sexualidade de uma pessoa e uma conduta homofóbica que deveria ser tratada como uma atitude de discriminação. MP. O senhor é jornalista né? O senhor mencionou. T. Sou, sou jornalista e mestre em comunicação.

 MP. Tá. E, como jornalista, esse tipo de publicação ele fere alguma... Nós temos a liberdade de expressão também no nosso país, né, to tentando entender aí qual é, se é que há algum limite né, entre a liberdade de expressão e essa acusação de ato discriminatório, né? 

T. Sim, é um ótimo ponto. Existe uma diferença entre a liberdade de expressão e a liberdade de discriminação, de opressão, né? Tanto é que o código de ética dos jornalistas no Brasil define de uma forma muito evidente que o jornalismo deve ser usado para garantia das liberdades democráticas e jamais para o ataque aos direitos humanos. A liberdade de expressão ela não deve ser uma liberdade de expressão que violente os direitos humanos. Tanto é que nos temos inclusive dentro do Ministério Público uma área específica para a proteção dos direitos humanos. Direitos Humanos são valores que não são negociáveis, então se a gente vai partir do princípio de que liberdade de expressão é algo que pode violentar os direitos humanos, a gente não deveria ter áreas de proteção de direitos humanos, porque eles são valores que não são assim, negociáveis, que são coisas que não devem ser protegidas. Então quando a gente entra em (inaudível) ela não é algo que deve ser simplesmente garantido de qualquer forma né, e acho que há jurisprudência suficiente para entender que questões envolvendo racismo, homofobia, preconceito e discriminação de forma geral e irrestrita não deve ser entendido como liberdade de expressão. MP. E nessa publicação ali, houve alguma referência específica, além do que o senhor já mencionou né, a alguém? Atingindo alguma pessoa especial, ou é genérica? T. Houve uma referência ao governador Eduardo Leite, mas eu acho que essa até nem é a questão principal. Eu acho que o que, pelo menos pra mim enquanto denunciante, enquanto a pessoa que fez a denúncia em relação a essa situação, o ataque ao governador enquanto pessoa política não é a questão principal. O que é a questão principal é o ataque a alguém em relação a questão da sexualidade em si né. É que a pessoa não possa tomar uma decisão política em prol de um movimento social de defesa de direitos humanos e que tenha questionado a nível de chacota a sua decisão, em um país que é o país que mais mata pessoas LGBTs no mundo, porque vai ser acusada de ta ai defendendo a legalização do homossexualismo né, isso é bastante preocupante. 

MP. Sim, e o senhor tem conhecimento se o governador ele chegou a se manifestar sobre essa matéria, essa publicação? Tomou alguma providência jurídica quanto a isso?

 T. Não tenho conhecimento sobre isso, não tenho relações pessoais com o governador do estado e não tenho conhecimento sobre essa questão. 

MP. E além de jornalista, o senhor trabalha com a política? 

T. Sim, eu sou assessor parlamentar de um mandato federal. E sou vice-presidente do conselho municipal de direitos humanos também do município de Porto Alegre e diretor da ONG Somos. 

MP. Qual mandato? Pode nos dizer? 

T. Sim eu sou assessor parlamentar do mandato da Deputada Fernanda Melchiona. 

MP. E como é que chegou a seu conhecimento essa publicação aí? 

T. Eu leio o blog do senhor Políbio.

 MP. O senhor leu no mesmo dia da publicação? 

T. Sim. Eu leio o blog do senhor Políbio todos os dias. 

MP. E qual a providência que tomou tão logo tenha lido? 

T. Eu enviei no grupo da ONG do qual eu faço parte e do conselho municipal de direitos humanos, do qual eu sou vice-presidente. E lá nós discutimos qual seria a melhor ação em relação a isso e decidimos então fazer uma denúncia na delegacia e apresentar o caso publicamente. 

MP. Ok. Sem mais perguntas 

J. Pela defesa. Só um esclarecimento, Doutor Rafael, agora sim abriu seu áudio. 

D. Boa tarde senhor Gabriel, tudo bem? 

D. O senhor referiu que o senhor pertence a essa ONG Somos, o senhor teria algum cargo nessa ONG? Seria remunerado? 

T. Eu sou diretor operacional e não sou remunerado por este cargo. 

D. Certo. O senhor disse agora que trabalha com a Deputada Fernanda Melchiona, do PSOL? 

T. Sim, trabalho com a Deputada Fernanda Melchiona, do PSOL. 

D. O senhor sabe que o ora réu aqui tem um longo histórico, que inclusive da pra ser comprovado, ele é e são inimigos, esse pessoal do PSOL, Melchiona, Luciana Genro, são inimigos pessoais do réu? O senhor sabia ou não? 

T. Não tenho conhecimento sobre ser inimigos, mas eu sei que eles estão em campos políticos opostos e isso faz parte do jogo democrático, mas não vejo como isso pode impactar de nenhuma forma o crime que o senhor Políbio cometeu. 

D. Tudo bem, o senhor disse ali que o Senhor Políbio tem reiteradas manifestações homofóbicas e ai eu faço coro ao Doutor Promotor Vaccaro, eu também não tinha conhecimento dessa questão ai do sufixo, da palavra, realmente não é teatro o que nos estamos fazendo aqui. Eu pelo menos não tinha conhecimento desse tipo de expressão e esse sufismo, se representa uma depreciação ou não, inclusive antecipadamente eu quero me solidarizar se toda a causa, eu sou do princípio que todas as pessoas são rigorosamente iguais, então eu trato todo mundo de uma forma igual. Mas uma coisa que o senhor falou que eu achei interessante, o senhor diz que ele Políbio tem reiteradas manifestações homofóbicas e o senhor citou até como exemplo hoje, que ele teria publicado em seu blog uma crítica ao transexuais competirem em atividades esportivas na condição, nessa condição, e assim levarem vantagem. O senhor acha isso uma manifestação homofóbica ou um direito de opinião? 

T. Eu acho que isso faz parte de um contexto onde o jornalista Políbio Braga tem se manifestado diretamente contra os direitos das pessoas LGBTs ocuparem os espaços que possam garantir a dignidade delas. E, dentro desse sentido, isso configura enquanto um processo de perseguição homofóbica. 

D. O senhor acha justo um atleta que nasceu do gênero masculino e depois transexual optou por ser mulher ele competir no meio das mulheres. O senhor acha justo? Uma pergunta só de caráter pessoal. 

J. Doutor Rafael, desculpa interrompê-lo, mas a opinião da testemunha sobre fatos alheios aos imputados aqui ao acusado é irrelevante aqui para o decorrer. Eu na verdade até vou, aqui me penitencio, vou levantar o compromisso feito inicialmente, o senhor Gabriel vai ser ouvido também como de certa forma ofendido, porque ele é o que encaminha a notícia-crime à delegacia de polícia, dá início a investigação contra o aqui réu e vai ser ouvido aqui na qualidade de vítima. Mas ainda assim, opinião pessoal que fogem aos fatos imputados não cabem aqui Doutor. Então o senhor quer fazer mais alguma pergunta sobre os fatos imputados? 

D. Quero fazer. Ele referiu que a questão da zoofilia e o direito é nada mais do que o retrato da sociedade. O senhor sabia, que parece mentira, não que concordemos ou não, mas é um fato, que na fronteira do Rio Grande do Sul, pelo lado da fronteira, do campo, Bagé, Livramento, esse tipo de relacionamento da zoofilia é bastante comum e até aceitável pela sociedade? 

J. Doutor, vamos lá, aqui é imputado o crime de indução, incitação a discriminação de cunho homofóbico. O senhor quer fazer alguma pergunta específica sobre a imputação? 

D. Excelência ele referiu que a zoofilia seria algo abjeto. Eu só estou perguntando se ele tem conhecimento que a zoofilia é praticada ou era praticada na fronteira do Rio Grande do Sul, totalmente aceita socialmente naqueles tempos e naqueles lugares. 

T. Eu acho que a gente pode dar oportunidade então, para o jornalista Políbio, já que esse é o tema que está aqui, para que ele explique qual a relação disso com os homossexuais então. 

J. Senhor Gabriel, ele vai ser o último a falar (inaudível), o interrogatório é o último ato. Já que o senhor mencionou a zoofilia, sabe responder se a zoofilia era culturalmente, os costumes aqui do estado, principalmente na fronteira? 

T. Eu posso, eu acho que ela provavelmente pode ser aceita como um costume das fronteiras e eu acho que é bem interessante esse ponto que o advogado trouxe, porque mostra como esse é um tema que não tem nada a ver com a homossexualidade, mas ele é relacionado com o tema da homossexualidade no texto do jornalista Políbio Braga, porque ele é tratado enquanto uma bizarrice, enquanto um elemento que faz uma associação que possibilita ainda mais a discriminação. Que é o que acaba sendo uma questão que nós pessoas LGBTs ouvimos a vida inteira né, de relacionar com as coisas mais bizarras possíveis para poder aumentar o contexto e esse ecossistema de discriminação em torno da questão da diversidade sexual e de gênero. Então acho simbólico que o advogado traga de novo, tentando naturalizar a questão da zoofilia porque deixa ainda mais evidente como não faz sentido nenhum associar e o jornalista ainda optou por fazer essa associação. 

D. O senhor sabe se o jornalista Políbio Braga, o Políbio Braga com 60 anos de profissão teve alguma, alguma acusação ou processo anterior relacionado a homofobia? 

T. Não sei, mas eu se visse o jornalista Políbio Braga roubando, eu não deixaria de denunciá-lo porque eu não sei se ele já roubou alguma coisa na vida alguma vez. Então crime é crime e temos que denunciar de qualquer forma. 

D. Nada mais.


Nominata do PSB do RS

 Deputado Federal (23)

Ana Patella

Beatriz Souza

Carmem Rosane Roveré

Cássia Katherine

Cassiano Fontana

Dalciso Oliveira

Dr. Benvegnu

Gilvani O Grindo

Heitor Schuch (reeleição)

Jair Rizzo

Laércio Zancan - Lalá

Lauro  Hagemann

Leo Grande Do Sul

Malu Loose

Maria Ignes Goulart

Mario Bruck

Marisa Protetora De Animais

Marli Liperte

Neorildo Dassi

Serginho Ubirajara

Thais Quintana

Vicente Selistre

Wagner Petrini

Petrobrás

 A Petrobras anunciou, ontem, que distribuirá dividendos recordes, algo como R$ 87,8 bilhões referente ao lucro do segundo trimestre. É a parcela dos lucros repassada aos acionistas.

Desse total, R$ 25,2 bilhões da estatal deverão ficar com a União, que é a maior acionista da Petrobras. Com os cerca de R$ 14 bilhões distribuídos ao governo no primeiro trimestre, a União receberá em torno de R$ 39 bilhões em dividendos referentes aos seis primeiros meses de 2022. Os dividendos de estatais representam uma das fontes de recursos que o Tesouro Nacional pretende usar para custear o pagamento de R$ 41,25 bilhões da emenda constitucional que aumentou benefícios sociais e criou auxílios temporários para taxistas e caminhoneiros. 

Segundo informou a companhia, o dividendo proposto está “alinhado à Política de Remuneração aos Acionistas, que prevê que, em caso de endividamento bruto inferior a US$ 65 bilhões, a Companhia poderá distribuir aos seus acionistas 60% da diferença entre o fluxo de caixa operacional e as aquisições de ativos imobilizados e intangíveis (investimentos)”. A Política prevê, também, a possibilidade de pagamento de dividendos extraordinários, desde que sua sustentabilidade financeira seja preservada.


.


Em comunicado enviado hoje à tarde à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Petrobras informou que os dividendos do segundo trimestre serão pagos em duas parcelas iguais em agosto e setembro. Cada ação – preferencial ou ordinária – receberá R$ 6,732003, com os papéis preferenciais tendo prioridade no pagamento.


No primeiro trimestre, a Petrobras havia repassado R$ 48,5 bilhões em dividendos aos acionistas. Com o volume recorde distribuído no segundo trimestre, o montante distribuído em 2022 chega a R$ 136,3 bilhões. O volume do primeiro semestre supera o total de dividendos distribuídos ao longo de todo o ano passado. Em 2021, a petroleira pagou R$ 101,4 bilhões em dividendos, dos quais a União recebeu R$ 37,3 bilhões.


Tradicionalmente, as empresas têm duas opções para o lucro: reinvestir na própria companhia ou distribuir dividendos aos acionistas. Em nota, a Petrobras informou que optou por pagar um volume recorde de dividendos porque não há investimentos suspensos ou em espera por restrições financeiras ou orçamentárias.


Segundo números divulgados hoje pelo Tesouro Nacional, no primeiro semestre, o governo federal recebeu R$ 45,202 bilhões em dividendos de estatais, em valores corrigidos pela inflação, contra R$ 16,157 bilhões no mesmo período de 2021

quinta-feira, 28 de julho de 2022

PP homologará candidatura de Heinze neste sábado

 O Progressistas (PP) realizará convenção estadual neste sábado (30/7), às 9h, no auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa, em Porto Alegre, com a presença de dirigentes partidários e deputados federais e estaduais, prefeitos, vice-prefeitos e vereadores  de todos os cantos do Estado. 


O PP-RS deve homologar a candidatura do senador Luis Carlos Heinze ao governo do Rio Grande do Sul nas eleições de 2022. O PP gaúcho foi a primeira sigla a oficializar um pré-candidato à corrida ao Piratini, em junho de 2021. 


Segundo o presidente estadual do PP, Celso Bernardi, o nome de Heinze foi uma construção democrática feita pela robusta base da sigla, que acredita no perfil municipalista. Para o Progressistas, Heinze é o melhor nome para acelerar o desenvolvimento e a ampliação da infraestrutura urbana e da zona rural do Rio Grande do Sul. Com a possível vitória do Progressistas ao governo, o Estado terá pela primeira vez um produtor rural em defesa do agronegócio. 


Durante o evento, a sigla também vai oficializar a coligação com o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), tendo como vice-governadora na chapa encabeçada por Luis Carlos Heinze a vereadora de Porto Alegre Tanise Sabino (PTB).  A convenção consagrará ainda a candidatura da vereadora bolsonarista de Porto Alegre, Comandante Nádia (PP), ao Senado.


Em 2022, as eleições renovarão um terço do Senado — 27 senadores ou senadoras ao todo, um por unidade da Federação.  A Comandante Nádia é o retrato da renovação entre todos os candidatos ao Senado Federal pelo Rio Grande do Sul. Nádia foi a primeira mulher a comandar um batalhão da Brigada Militar no Estado, municipalista nata, está pronta para representar todos os gaúchos no Congresso Nacional. O PP gaúcho está trabalhando fortemente para eleger a chapa majoritária, com objetivo de conquistar o Piratini e ter dois representantes da sigla no Senado Federal. Em caso de vitória de Luis Carlos Heinze ao governo, quem assume a vaga é o ex-prefeito de Tapera, Irineu Orth. No sábado (30/07), também será homologada a nominata, com as candidaturas a deputado estadual e candidaturas a deputado federal pelo partido.

Denúncia contra deputado Mainardi é entregue na PF e no MPE

 Um grupo de pelo menos 8 vereadores de Bagé representaram no MPE e na PF contra o deputado estadual Luiz Fernando Mainardi, PT, que estaria utilizando telefone funcional em uma conversa comprometedora envolvendo ilícitos como sexo e drogas. O deputado gravou video contra os áudios das suas conversas, todas descontextualizadas, segundo ele. E também avisou que o celular usado não é da Assembleia.

A atitude dos parlamentares se deu depois que uma denúncia foi formalizada na Câmara de Vereadores de Bagé, pedindo a atuação dos vereadores sobre o caso. Na semana passada, os vereadores Lia Rejane (PTB) e Omar Ghani (Progressistas) protocolaram pedido de investigação no Ministério Público. “Queremos que o MP faça a averiguação necessária para que a sociedade tenha as respostas a respeito desta denúncia que recebemos, afinal envolve drogas e mau uso do dinheiro público”, explicou Ghani em vídeo que circula nas redes sociais.

Já nesta semana, um pedido de investigação foi protocolado pelos parlamentares Rodrigo Ferraz (União) e Esquerda Carneiro (PTB) na Polícia Federal. “Após protocolado na Câmara estamos protocolando este pedido aqui solicitando urgência. Foi uma atitude imoral e os bageenses querem sim uma resposta”, pontuou Esquerda, também pelas redes sociais, da frente do prédio da PF.

O documento entregue nos órgãos de fiscalização também foi assinado por outros parlamentares da Casa Legislativa, além de Ferraz, Ghani, Lia e Esquerda: Augusto Lara,  Faustina Campos, Nego Zeca, Cláudia Messias, Ramão Bogado e Cláudio Xuxa

MANIFESTO UFRGS PLURAL

A Comunidade da UFRGS tem pensamento político plural.

Os autores desse manifesto, professores, servidores e alunos da UFRGS, 

acompanhados por ex-professores, ex-servidores e ex-alunos, vêm a público 

afirmar que a comunidade UFRGS não tem apenas uma convicção política, e, 

portanto, ninguém pode falar em nome de toda a UFRGS. 

A academia representa a diversidade de pensamento e jamais será cabresteada 

para apoiar qualquer candidato, ainda mais aqueles que não representam a 

liberdade e a honestidade.

 1. A manifestação de apoio à candidatura mencionada em recente manifesto, 

liderada por ex-reitor da Instituição, foi pelo menos desrespeitosa com a própria 

comunidade UFRGS, e não condiz com a realidade.

 2. As razões que sustentam a manifestação de apoio a citada candidatura 

carecem de verdade além de serem clichês de senso comum e, portanto, sem

sentido. 

 3. Além disso, não condiz com a história Secular da nossa Universidade que 

uma corrente política se aproprie da nossa voz, especialmente por seguir e apoiar 

liderança reiteradamente condenada, por crimes cometidos, por todas as 

instâncias do judiciário brasileiro

 4. Muitos dos autores da presente manifestação têm substanciais razões para 

apoiar candidatura diversa, e identificar as reais ameaças a nossas liberdades 

individuais e coletivas que o referido apoio a esta candidatura representa.

 5. Para que a verdade seja estabelecida, e para que haja respeito para com os 

pares, reiteramos nossa manifestação às sociedades gaúcha e brasileira: a 

Comunidade UFRGS é PLURAL

Porto Alegre, 28 de julho de 202

Gabriel Souza

 A apenas 72 horas da convenção de domingo, o pré-candidato e deputado estadual Gabriel Souza protocolou na manhã desta quinta-feira, dia 28 de julho, na sede do Diretório Estadual do MDB-RS, a sua inscrição para concorrer ao Governo do Estado representando o partido.

A candidatura será avaliada na Convenção Estadual no próximo domingo, 31 de julho, a partir das 8h30, no Teatro Dante Barone, com a votação dos membros do Diretório Estadual, parlamentares e delegados.

O deputado fez uma declaração esperta sobre o significado da sua candidatura, que será posta em votação junto com a proposta de renúncia imediata e indicação simultânea para ser vice do tucano Eduardo Leite:

- Com esta inscrição concluo um ciclo que iniciei no dia 27 de março, como pré-candidato ao governo do Estado pelo meu partido, o MDB. Nestes meses visitei mais de 100 munícipios e tive uma importante acolhida ao meu nome e às minhas propostas. Espero que no próximo domingo os convencionais votem de maneira consciente e decidam o que é melhor para o MDB e para o Rio Grande.

Artigo, Guilherme Baumhardt, Correio do Povo - Chilique acadêmico

O encerramento de quase duas dezenas de cursos de pós-graduação de uma universidade privada no Rio Grande do Sul ganhou o noticiário nos últimos dias. A preguiça dominante não demorou para apontar o culpado: claro, ele, sempre ele, Jair Bolsonaro. Contudo, se quisermos fazer um debate realmente produtivo, temos agora uma excelente janela de oportunidade.


A busca de cursos no exterior sempre foi uma realidade. Era normal e bem-vindo, um intercâmbio saudável, estabelecendo uma relação ganha-ganha. Estudantes norte-americanos faziam doutorado em países europeus; chineses buscavam instituições dos Estados Unidos; sul-americanos viajavam para a Ásia. Bastante comum nos cursos de pós-graduação, raro no início da vida acadêmica. Hoje, inúmeros pais e mães brasileiros, com condições financeiras, preferem bancar a faculdade dos filhos fora do Brasil. E por quê? Estamos diante de uma luz de alerta acesa. E a resposta parece simples: a busca por qualidade, para formação de profissionais que entrem no mercado em condições de competir pelas melhores posições. E se buscam fora, é porque não encontram aqui. Tentemos, então, buscar respostas.


Houve um tempo em que eu defendia a estabilidade funcional dos professores de universidades públicas como uma espécie de garantia do “livre pensar”, sem qualquer tipo de interferência econômica. Eu estava errado. O que vimos foi um sistema que se voltou para si, hermeticamente fechado e que se transformou em um cluster ideológico esquerdista. Há exceções, é claro. Mas nas universidades públicas reina a seguinte lógica: ou você é de esquerda, ou está fora. E, se o sistema falhar e você entrar, será excluído das ferramentas que garantem dinheiro e financiamento para pesquisa, por exemplo.


Além disso, nas instituições públicas federais, havia uma espécie de mundo da fantasia, um descolamento da realidade, que ficou evidente quando foi aprovada a lei do teto de gastos, em âmbito federal. Os orçamentos passaram a ser corrigidos com base na inflação oficial do país. A consequência? Após a mudança, virou rotina a gritaria de reitores, já na metade do ano, alegando que não teriam dinheiro para bancar o custeio dos mastodontes que tentam dirigir. Bem-vindos à vida real.


No caso das universidades privadas, também houve bolhas. A pior e mais nefasta foi o desvirtuamento (ainda nas gestões petistas) do financiamento do ensino superior. Em poucas palavras: gente que deveria batalhar por uma bolsa do ProUni conquistou um empréstimo do governo federal, graças ao afrouxamento das regras de concessão do crédito estudantil. Travas existem. Funciona assim na hora de comprarmos uma casa, um carro. Nossa vida financeira passa por uma avaliação. Era assim no caso dos financiamentos do ensino superior, até que as iluminadas cabeças petistas resolveram fazer populismo barato. Virou uma festa. Até o dia em que a inadimplência estourou e o barco começou a fazer água.


Com honrosas exceções, falta ainda uma maior sinergia entre setor privado e as instituições de ensino. E talvez exista uma boa dose de culpa em ambos os lados. No caso do mercado, por exemplo, que não procura as universidades, falta enxergar ali uma oportunidade de investimento, de onde podem sair dividendos em infraestrutura e formação. No caso das faculdades, é preciso se livrar do ranço e da resistência em abrir as portas para quem produz e gera riqueza – mais uma maldição produzida pelo império esquerdista construído nas universidades, especialmente as públicas, mas não apenas elas.


Se você for ouvir um militonto, ele dirá que o atual governo federal desmantelou o ensino superior. Se você analisar friamente o que restou depois de 14 anos de gestões petistas, verá uma máquina que inchou, com o aumento do número de universidades, com concursos que brotavam como inço em terra fértil. E o resultado disso tudo? Muito pouco ou quase nada. Na cabeça da turma que comandou o país, pouco importa o resultado. Não há nenhuma intenção em estabelecer meritocracia e definir metas significa "mercantilizar o ensino". Se a grana do pagador de impostos estiver entrando, basta para a patota que tornou privadas instituições que deveriam ser públicas, mas se renderam às corporações que nelas habitam.

Estes são os 81 candidatos a deputado do Podemos do RS

 Deputados Federais (29) 


Abrão Martins

Adriano Strack

Ana Neri

Angela Nunes

Bombeiro França

Celso Ricardo

Chiquinho Santa Cruz

Christian Ricardo

Cintia Rockenbach

Coronel Marco Santos

Correiaduarte

Debora Bibiano

Delegado Branco

Iriel Sachet

João Rodrigues

Jocimar Santos

Karen Lannes

Lino Abel

Luis Fernando Braite

Mauricio Dziedricki (reeleição)

Mauricio Marcon

Nadine Dubal

Neiva Amador

Paolo Kucera

Preto Ex Goleiro

Robinho Sá

Rosi Gomes

Silvia Schirrmann Doce Recado

Xascote


Deputados Estaduais (52)


Airton Lima (reeleição)

Alessandra Inda

Aline Ribeiro

Ana Denise Mafalda Duarte

Aninha Da Comunidade

Ari Zanoni Da Center

Beto Silva

Bira Do Onibus

Bombeiro Bira

Cassio Azevedo

Celso Kramer

Claudio Maximiliano Branchieri

Consul

Delegado Alvaro Becker

Despachante Bororó

Dr Laercio Fernandes

Eduardo Matos

Faisal Karam

Fernando Ritter

Homero Davila Neto

Jorginho Popular Dede

José Alves

Juares Da Costa Martins

Julio Agapio

Kalifa Da Ferragem

Kathrein Castro

Lena Bahlis

Luirce Paz

Mano Roque

Marcelo Machado

Marcelo Mecanico

Marilia Fidell

Matheus De Souza Andreia

Mauri Grando

Maxsoel Bastos

Paola Folletto

Pastor Perci

Patricia Pare Da Costa

Pegoraro

Raquel Ferreira

Raul Martins

Robson Lhul

Rogerio Valim

Rossano Farias

Santini

Sefora Mota

Sinara Kuhn

Tia Da Merenda Silvana Costa

Tina Oliveira

Tony Oliveira

Vivian Gisele Nunes Coitinho

Waldir Dilkin

Regulamentação de financiamento para sistema de transporte vai sair

O secretário de Mobilidade Urbana, Adão de Castro Júnior, participou nesta quarta-feira, 27, em Brasília, de reunião com a secretária nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), Sandra Holanda, a respeito do financiamento do transporte público. No encontro, organizado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), os representantes de Porto Alegre, Salvador (BA), Distrito Federal, Curitiba (PR), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ) entregaram formalmente ao governo federal uma proposta de diretriz de regulamentação para permitir que estados e municípios recebam R$ 2,5 bilhões, recurso destinado pela emenda constitucional 123/2022 para o financiamento da gratuidade oferecida a idosos no sistema de transporte público coletivo. 


“Este é um recurso muito importante para o transporte público da Capital. Desde o começo do ano, o prefeito Sebastião Melo e os demais gestores que compõem a Frente Nacional têm buscado o apoio do governo federal para o financiamento do transporte. O documento que construímos com a direção da FNP apresenta sugestões técnicas para agilizar a habilitação dos municípios. O objetivo é que o recurso chegue de forma rápida e tenha uma fácil prestação de contas”, destaca Castro Júnior. 


Na reunião, após ouvir a proposta trazida pela Frente Nacional dos Prefeitos, Sandra Holanda afirmou que o ministério deve apresentar em breve uma portaria com cronograma e as orientações sobre o repasse dos recursos.

quarta-feira, 27 de julho de 2022

Interrogatório do jornalista Polibio Braga. Foro Central de Porto Alegre. Homofobia. Processo criminal movido pelo MPRS.

 J. Então vamos lá. Interrogatório do réu, seu nome completo senhor Polibio? R. Polibio Adolfo Braga. J. Data de nascimento? R. 18/06/1941 J. Cidade onde o senhor nasceu? R. Blumenau, Santa Catarina. J. Nome da sua mãe? R. Maria Magdalena Braga J. Seu atual endereço? R. Rua Eça de Queiroz, 819, apartamento 502. J. Porto Alegre? R. Porto Alegre, sim. J. Senhor Políbio, está sendo acusado aqui de um crime de induzimento à homofobia. Eu vou ler pro senhor a denúncia, farei logo depois algumas perguntas, o senhor não está obrigado a respondê-las. Se quiser dar sua versão sobre esses fatos, poderá fazer isso logo após a leitura: “Dia 18 de maio de 2021, por volta de 16h30min, aqui em Porto Alegre o denunciado praticou, induziu, incitou a discriminação e preconceito de cunho homofóbico, mediante publicação feita por intermédio de meio comunicação social blogger/usuário Políbio Braga. Ao agir, o imputado, contrariado pela conduta adotada pelo Poder Executivo do Estado do Rio Grande do Sul, em face da celebração pela data intitulada como Dia Internacional contra a homofobia, transfobia e bifobia (inaudível), este intitulado “Eduardo Leite manda bordar as cores do arco-íris gay na fachada do Piratini”, no qual escreveu as seguintes frases de caráter homofóbico: “o governador Eduardo Leite decidiu comemorar em alto estilo a legalização do homossexualismo como opção da vontade sexual das pessoas e não como patologia, pelo menos do ponto de vista da polêmica OMS.” “Ontem foi o dia internacional do universo LGBTQIA+, que engloba não só o homossexualismo, mas ainda não compreende a zoofilia”. A conduta do denunciado configura a prática de homofobia, pois menosprezou a dignidade humana das pessoas integrantes da população LGBTQIA+, atingindo-os de modo genérico por sugeria a patologização e a imoralidade das identidades de orientação sexual e de gênero neles inseridas. Primeiramente porque legitimou práticas homofóbicas ao expressar que tais indivíduos poderiam ser compreendidos como portadores de determinada patologia, a depender dos diversos pontos de vista dos atores sociais, invalidando pensamento científico que superou tal visão, na medida em que qualificou como mera opinião da supostamente polemica Organização Mundial da Saúde. Ainda, por deliberadamente utilizar o sufixo ‘ismo’ que costuma denotar doença, ao invés de prestigiar o consagrado termo homossexualidade, reivindicado pela comunidade LGBTQIA+, justamente para excluir o caráter patológico de tais identidades, pareando com a noção de heterossexualidade. Também, por ventilar que as identidades de orientação sexual e de gênero contidas na sigla LGBTQIA+ foram, ou deveriam, ser ilegais, na medida em que usa a expressão “legalização do homossexualismo”, o que propaga a ideia – e o discurso de ódio daí resultante – de que essa população está à margem da lei e da sociedade, criminalizando-a. Finalmente, por comparar e associar o modo de vida das identidades de orientação sexual e de gênero componentes da sigla LGBTQIA+ à prática de zoofilia (relação sexual entre humanos e animais), dessa forma induzindo ao pensamento discriminatório e incitando aos leitores do referido blog (inaudível), ao preconceito e discurso de ódio contra essa população.” É verdade isso aqui senhor Polibio? É verdade? Essa é a acusação, essa é a denuncia contra o senhor. O senhor quer responder? Quer contar o que aconteceu aqui? Quer dar sua versão sobre essa postagem? R. Eu não estou atendendo a sua pergunta Doutora, desculpe. D. Ela está lhe perguntando o seguinte, é a oportunidade de tu apresentar tua versão sobre dos fatos, sobre a nota, o que tu quis dizer sobre a nota. R. Ah sim. J. Eu vou falar com o senhor pessoalmente. D. É melhor Doutora. (...) R. Mas eu entendi a sua questão, eu quero dizer para a senhora o seguinte, em resposta a sua pergunta, é de que eu acho que o texto é autoexplicável e eu realmente não tenho mais o que aduzir a respeito daquele texto, entende? J. Ali, a denúncia, senhor Políbio, fala que seu texto tem um cunho, tem uma intenção de ofender, de ferir e incitar a população contra a população LGBTQI+, que tem um cunho homofóbico ali. R. Eu rejeito essa interpretação, é uma interpretação. J. Aqui diz, eu vou ler só para o senhor esse texto curto que é parte, porque aqui não tem toda a notícia que o senhor publicou, aqui tem dois de três parágrafos. Eu fui ler depois na íntegra, mas o parágrafo foi transcrito na íntegra me parece né. Que “O Governador Eduardo Leite decidiu comemorar em alto estilo a legalização do homossexualismo como opção da vontade sexual das pessoas e não como patologia, pelo menos do ponto de vista da polêmica OMS”. Aqui o senhor quis incitar a população? R. Não, aqui eu fiz uma crítica política ao governador. Coisa que eu tenho feito desde o primeiro dia que ele assumiu, porque eu acho que ele é um farsante. E eu tenho feito esse tipo de crítica desde o primeiro dia, e não agora só quando ele renunciou a renúncia dele e se candidatou a governador. Crítica que eu tenho feito ferozmente inclusive agora também, entendeu? Eu já fui objeto de interpelação judicial por parte do governador a respeito de críticas que eu fiz a ele, respondi contra interpelação contra ele. De modo em que nós temos em campo opostos assim, do ponto de vista ideológico inclusive, graves, temos diferenças muito graves. Eu comecei a ter diferenças políticas enormes com o Dr. Eduardo Leite quando ele foi prefeito de Pelotas e nós programamos ali um lançamento de um livro meu chamado ‘Cabo de Guerra’ sobre o governo da Yeda Crusius e eu convidei a governadora para ir comigo a Pelotas, porque lá o prefeito era do PSDB e eu achei que seríamos bem recebidos lá em uma feira do livro. E, durante a viagem, a governadora conversou com o Eduardo Leite e eu ouvi a conversa deles e ela disse ‘você não vai lá na feira do livro pro lançamento do livro do Políbio Braga?’ e ele disse ‘eu não vou nisso ai, mas eu vou mandar um representante’. E ele mandou um sub do sub, eu acho que foi uma atitude inclusive desrespeitosa dele, porque eram companheiros de partido, inclusive. E desde aquela época pra cá eu tenho diferenças com ele. J. Era companheiro de partido seu? R. Partido dela, da governadora que era do PSDB. J. E o livro que o senhor lançava era com relação ao governo dela? R. Isso eu fiz um livro de 500 páginas, chamado ‘Cabo de Guerra’, contando tudo o que aconteceu durante o governo dela. O cerco inclusive que ela sofreu por parte do governo do PT, do Lula, na época. A operação Rodin, famosa, né? Conto tudo em detalhes ali. E lancei esse livro em tudo que é parte do Estado e em alguns lugares eu levei a Yeda comigo, convidei ela. Mas eu achei que em Pelotas é que nós seríamos bem recebidos, pelo contrário, fomos muito malrecebidos e por iniciativa do Eduardo Leite. J. Mas já havia algum tipo de discordância? R. Os dois são de campos opostos dentro do PSDB, entende? J. Não, e o senhor Políbio Braga já tinha alguma diferença de cunho... R. Com ele? J. Sim, de cunho ideológico, antes da publicação desse livro? R. Do ponto de vista ideológico até tínhamos, estávamos em campos opostos também, porque eu era do MDB e ele era do PSDB, entende? Mas são aliados, MDB e PSDB são aliados, inclusive. J. Mas dentro do mesmo partido as vezes há diferenças ideológicas né? R. Sim, partidos tem tudo que é tipo de corrente né, todos tem. J. E essas coligações as vezes tem um interesse em um ano de eleição, daqui a quatro anos mudaram completamente no Brasil. R. Exatamente, então, mas de qualquer maneira eu sempre fiz uma crítica política. Normalmente eu critico tudo que é governo, sabe? Eu acho que jornalista tem que criticar governo. J. Senhor Políbio, voltando então aqui para essa publicação, o senhor estava aqui, a sua intenção era criticar o governador. R. Eu tava criticando a gestão dele. E critico até hoje, todos os dias. Eu vi a testemunha inclusive falando a pouco que eu me refiro frequentemente a questões relacionadas com esse universo LGTBI e é verdade e me refiro mesmo, porque eu sou jornalista político. Como eu não vou me referir a uma comunidade que todos os dias está em atividade no Brasil e no mundo inteiro. Claro que me refiro. Hoje, por exemplo, essa notícia que eu publiquei a respeito dos atletas ai, eu publiquei uma nota da Federação Internacional de Atletismo, que está em todos os jornais do Brasil hoje. Eu apenas republiquei essa nota, isso daí não emite juízo de valor nenhum, né? Agora, é uma decisão editorial minha escolher os assuntos. J. O segundo parágrafo desse texto que está aqui imputado ao senhor como de cunho criminoso, o senhor bota na mesma frase homossexualismo e zoofilia. O senhor teve alguma, aqui eu não vejo crítica ao governador quando o senhor fala homossexualismo e zoofilia... R. Eu não vejo sabe, sinceramente, qual é a relação. Eu acho estranho quando fazem uma relação entre a minha crítica ao governador, em relação àquela ação, e essa questão da discussão a respeito do homossexualismo, entendeu? Eu não vejo o que tem a ver uma coisa com a outra. E se a senhora for examinar bem do ponto de vista léxico do texto, do conteúdo dele, a senhora está vendo que eu não to dizendo que a zoofilia está integrada numa das sopas de letrinhas ali, porque não tá. E eu não to dizendo também que... J. Não, ta dizendo que não compreende. O senhor ta dizendo que ela é outra coisa. R. É to dizendo, olha, é outra coisa. Só faltava essa agora. Sabe, é como, eu to dentro da minha casa e o sujeito bate. Até me aconteceu ontem, porque ontem eu fiz 81 anos, meu aniversário ontem. Ai bateram na porta lá, a minha mulher disse pra mim assim ‘vai lá e atende que é o teu irmão.’, eu disse ‘não é o meu irmão’, ‘sim, mas como você sabe que não é o teu irmão?’, eu disse ‘porque só faltava ser ele, ele disse que não vinha hoje’. Quer dizer, eu uso nesse sentido. Até na linguagem coloquial, “ora só faltava agora me chamaram de bixa”, entende? Poxa, pera ai, não é bem assim né. Acho que é muita forçação de barra e acho que o conteúdo dos ataques foi político contra mim, pelas animosidades conhecidíssimas minhas com esse pessoal do PSOL. Essa ONG é ligada ao PSOL, tanto que um deles inclusive recebe salário do gabinete. J. É assessor de um deputado do PSOL, sim, ele disse isso aqui. R. Pois então. J. E eu ouvi os dois como vítima, sem prestarem compromisso. R. E eu de fato eu sou não apenas adversário político do campo ideológico da Luciana Genro e do PSOL, desse pessoal, como eu sou inclusive da Luciana Genro eu sou inimigo pessoal dela. Nós somos inimigos pessoais. Nós travamos inimizades pessoais há muito tempo né, não é de agora. Aliás, o Ministério Público inclusive tem conhecimento disso aí, até de representações minhas contra ela por usar indevidamente prédios públicos pro cursinho pré-vestibular dela, entende? Então ela me ataca, eu ataco. Nós não nos damos. J. Tá no jogo político. Senhor Políbio o senhor já foi preso ou processado criminalmente antes? R. Eu já fui preso. Por quê? Por causa disso ai? J. Não, o senhor já respondeu a algum outro processo criminal? Além desse aqui? R. Se eu já fui preso? J. Se o senhor já respondeu a algum outro processo criminal. R. Já respondi. J. Já? Foi alguma vez preso? R. Fui preso sim, várias vezes fui preso. J. Foi condenado criminalmente? R. Condenado claro, várias vezes. J. Até que serie o senhor estudou? R. A Senhora não quer saber por quê? J. Me diga, por favor. R. Foi durante o regime militar por ter defendido a liberdade de imprensa, da mesma maneira que eu to sendo processado agora por expressar minha liberdade de imprensa. D. Políbio, a Doutora tá perguntando se o senhor foi preso em razão de algum processo pósdemocratização. R. Falou isso? J. Não, não falei, mas o que eu quis dizer. R. Não ouvi isso. J. Sim, mas eu imaginei. Depois da ditadura? R. Mas a senhora se expressou (inaudível) J. Não eu não disse isso R. Não disse isso. J. Eu só perguntei se já foi preso. R. E eu respondi. J. Sim, sim. Imaginei que fosse na ditadura. Mas depois da ditadura, com a redemocratização, já foi alguma vez processado criminalmente? R. Fui processado criminalmente, inclusive no ano passado pela Luciana Genro e pelo pai dela, pelo Tarso Genro. Criminalmente pelos dois, pai e filha. J. O senhor foi condenado? R. Eles foram condenados. J. O senhor já foi condenado? R. Eu não, eles que foram. J. Sim sim, isso eu entendi. Já foi preso? R. Quer dizer, eles não foram condenados, eles perderam a ação. Depois de... J. Pós ditadura, não? R. Pós ditadura eu nunca fui preso não. J. Qual a sua escolaridade? D. Só um pouquinho Doutora, para lhe ajudar, ela também está lhe perguntando Políbio assim, é do processo criminal, não é processo cível. R. Não, mas é criminal. O Tarso Genro me processou criminalmente, pediu a minha prisão. E a Luciana Genro me processou criminalmente, pediu a minha prisão. O ex-governador Olívio Dutra me processou criminalmente, pediu a minha prisão. O ex-prefeito Raul Pont, também. E o exprefeito... todos eles né do PT, né. J. Até que serie o senhor estudou? R. Eu sou graduado em direito, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, completo o curso. Pago OAB em dia, sou advogado. Dizem que eu sou bacharel, não advogado. J. Se o senhor paga a OAB o senhor é advogado. R. Eu advogo. J. A sua OAB é oito mil e alguma coisa, eu vi aqui nos autos. R. 8.771, sou dos primeiros. J. É verdade. Dr. Vaccaro, pelo Ministério Público, alguma pergunta? MP. Não doutora, satisfeito. J. Pela defesa? D. Sim. Políbio, responde para a Doutora, o senhor quis ofender, ao fim e ao cabo vamos ser bem diretos na pergunta, o senhor quis ofender a comunidade LGBT com essa crítica ou propagar algum tipo de preconceito? Ou o senhor quis fazer uma crítica contundente política ao Eduardo Leite? R. Olha, a primeira parte, não, não quis. Não tive essa intenção. Vocês que são advogados, operadores da área do direito costumam empunhar aquele brocado ‘fumus juris bunis’, a fumaça do bom direito né? Nem isso, não tinha realmente nenhuma intenção. J. Ele já respondeu doutor, deixou bem claro isso. D. Só uma pergunta que é interessante a respeito daquele monte de letra mesmo ali. L..G..B..T...I...+. O senhor quis incluir a zoofilia, de acordo com o que a Juíza tava lhe perguntando, nessa LGBT+? Porque o senhor entendeu que era um monte de letras que estavam ali compondo? Era isso? Ai o senhor quis incluir a tipo exemplificativo mais uma e não com caráter de menosprezar alguém? R. Não, uma análise léxica do termo ali, ela deixa, aliás, do texto, é só ler de novo. Ela em absoluta não faz essa, digamos, decisão minha como jornalista ali, de pedir a inclusão, ou de sugerir, ou de propor. Em absoluta. Até pelo contrário, se você for ler bem o meu texto ali, você vai ver que até, pode ler, até pelo contrário, eu to dizendo, só faltava essa, ou seja, isso ai não né. Pode ler, pode fazer qualquer interpretação léxica disso ai. J. Sim senhor. Algo mais doutor? D. Não. J. Nada mais.

Casa Verde e Amarela financiou mais de um milhão de imóveis em três anos

 As regiões Sudeste e Nordeste ocupam o topo da lista com maior quantidade de créditos concedidos: 654 mil e 301 mil, respectivamente

 

O Programa Casa Verde e Amarela concedeu mais de um milhão de créditos imobiliários a famílias brasileiras. Ao todo, foram 1.411.768 financiamentos realizados, por meio de subsídios de moradias populares e créditos bancários, desde 2019 até junho de 2022. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento Regional.

 

Neste período, a Região Sudeste registrou a maior quantidade de financiamentos. Ao todo 658.916 famílias adquiriram a casa própria por meio do Programa. Em segundo lugar, a Região Nordeste outorgou 301.138 financiamentos. 

 

O estado de São Paulo aparece à frente das demais Unidades da Federação, com uma marca de 418.348 residências financiadas. O segundo estado deste ranking é Minas Gerais, com 154.044 famílias atendidas, à frente do Paraná, o terceiro colocado, com 108.924 imóveis financiados.

 

Buscando também a regularização fundiária, o Casa Verde e Amarela atende a dois públicos: urbano e rural. Eles são estratificados de acordo com a faixa salarial, partindo de uma renda de R$ 2.400 por mês a R$ 8 mil no caso de financiamentos urbanos; e R$ 29 mil anuais a R$ 96 mil anuais para o financiamento rural. 


PÚBLICO-ALVO

 

O financiamento imobiliário para regiões urbanas atende a três perfis financeiros: Urbano 1 - renda mensal até R$ 2.400 mil; Urbano 2 - renda de R$ 2.400,01 a R$ 4.400 mil; e Urbano 3 -- renda entre R$ 4.400,01 e R$ 8 mil. 

 

O público que tem interesse em adquirir um imóvel rural também é fracionado em três grupos: Rural 1 - renda bruta familiar anual até R$ 29 mil; Rural 2 - renda anual entre R$ 29.000,01 e R$ 52.800,00 mil; e Rural 3 - renda familiar anual entre R$ 52.800,01 até R$ 96 mil.

 

As famílias em situação de risco e vulnerabilidade, aquelas comandadas por mulheres e as integradas por pessoas com deficiência, idosos, crianças e adolescentes terão prioridade sobre as demais categorias para acessar o programa. 

 




FINANCIAMENTO

 

As famílias interessadas devem procurar diretamente as construtoras credenciadas e os bancos operadores para solicitar o financiamento imobiliário por meio do Programa Casa Verde e Amarela.

 

O cálculo dos juros leva em consideração a faixa de renda do beneficiário e a localização do imóvel, variando entre estes dois fatores.

 

Por exemplo, pessoas das regiões Norte e Nordeste que sejam cotistas do FGTS contam com taxa de juros de 4,25%. Para as demais regiões, aplica-se a este mesmo público-alvo juros de 4,5%.

 

Artigo, Renato Sant'Ana - A desinibida militância da escritora Martha Medeiros no jornal (8)

Tal como nos demais, neste oitavo e último artigo da série, a crítica está ancorada em fatos. E o que dirão os fatos hoje?

Dois indivíduos espancaram e, depois, empurraram, para ser atropelado por um caminhão que passava, o empresário Carlos Alberto Bettoni (56), que, atingido na cabeça pelo para-choque do veículo, caiu banhado pelo próprio sangue e com traumatismo craniano, enquanto os agressores "afastaram-se do local, demonstrando frieza e total desprezo pela vida humana", como afirmou a juíza Debora Faitarone, que mandou prendê-los.

O crime ocorreu em frente ao Instituto Lula, durante um protesto contra a prisão do líder petista, em 05/04/2018, sendo os agressores Manuel Eduardo Marinho (dito Maninho do PT) e Leandro Eduardo Marinho, pai e filho, que não toleraram a presença nem as críticas da vítima.

Bettoni ficou com deficiência de fala e de coordenação motora e com uma rotina de convulsões, quedas e repetidas internações hospitalares, sequelas que o incapacitaram para o trabalho até falecer em 2021.

Maninho, graças a um habeas corpus dado de ofício pelo STJ, ficou apenas sete meses preso. E logo foi nomeado para um cargo público pelo prefeito petista de Diadema, José de Filippi, com salário de R$ 10.533,55.

Agora, pasmem! Em 09/07/2022, num ato de campanha em Diadema/SP, depois de apregoar que roubar tênis não é crime, e de mentir dizendo que a Lava Jato desempregou mais de 4 milhões de pessoas e que ninguém atacou mais a corrupção do que o PT, Lula exaltou como herói o tal Maninho.

Disse Lula: "(...) ficou preso sete meses porque resolveu não permitir que um cara ficasse me xingando na porta do Instituto. Então, Maninho, eu quero em teu nome agradecer. Porque foi o Maninho e o filho dele que estiveram nessa batalha. Obrigado, Maninho! É o seguinte, essa coisa, essa dívida que eu tenho com você, jamais a gente pode pagar em dinheiro. A gente vai pagar em solidariedade e em companheirismo".

Essa fala de Lula é um diapasão para afinar a militância. Aliás, virou rotina, ultimamente, Lula minimizar crimes e exaltar criminosos. E há de ser mera coincidência que, em 2018 (dados oficiais do TSE), 82,47% dos presos do Brasil aptos a votar escolheram o PT (O Globo, 10/01/2019).

Desde sempre, a praxe do PT é passar a mão por cima de quem praticou ilícitos. O estatuto do partido prevê como infração ética e disciplinar "a improbidade no exercício de mandato parlamentar ou executivo", o que pode ser punido até com expulsão - regra jamais aplicada.

Foi por não mudarem de opinião que, em 2003 (Lula no governo), acabaram expulsos do PT a senadora Heloísa Helena (AL) e os deputados Babá (PA), Luciana Genro (RS) e João Fontes (SE): eles se opuseram à reforma da previdência que o próprio PT havia proposto, que era semelhante à do governo de José Sarney, que todos os petistas combateram.

E foi por ter delatado a gigantesca corrupção dos governos petistas que, em 2017, Antonio Palocci foi expulso, ou seja, não foi pelos crimes que ele cometeu. O normal é petistas condenados pela Justiça serem tratados pelo PT como heróis e como mártires perseguidos "pelas elites".

A revista Crusoé (08/07/22) trouxe matéria assinada por Cláudio Dantas apontando, com base em inquéritos sigilosos, que uma facção criminosa com ramificações país afora se aproximou de integrantes do PT e avançou perigosamente sobre a política. Seria decente que, por exemplo, o PT suspendesse Senival Moura, líder do PT na Câmara de Vereadores de São Paulo, investigado pela polícia por envolvimento com a tal facção. Mas ele será protegido pelo PT; e o esclarecimento do caso, combatido.

Pois é. Como visto ao longo desta série, o PT segue o que prelecionou György Lukács (filósofo e militante comunista húngaro), para quem a classe revolucionária não deve obedecer à lei, mas apenas seguir as circunstâncias da luta de classe. É o vale tudo revolucionário, no qual não há lugar para a compaixão e a vida humana é um item descartável.

Posto isso, como pode a escritora Martha Medeiros, para justificar sua campanha pró-Lula, falar de "humanismo"? Com todos os fatos relatados aqui e nas demais colunas desta série, como pode ela acreditar que Lula é capaz de infundir "a paz e a confiança na democracia"?

O escritor William Faulkner, Nobel de literatura em 1949, tinha posição contrária ao engajamento político de artistas, o que inclui escritores. Não era alheamento que ele propunha, mas distanciamento. Que pensar?

É um exercício de "honestidade intelectual" pôr em xeque a nossa própria convicção: que probabilidade há de, contra todas as evidências, cairmos no autoengano? O que é que nos pode obcecar, quer dizer, cegar em relação a determinados fatos? Em que medida somos manipuláveis?

No livro "O que sei de Lula" (Topbooks, 2011), José Nêumanne Pinto expõe a obscura história do PT e de Lula, uma profusão de atos abusivos que petistas adornam, claro, com um discurso populista de autoelogio. Depois de lê-lo, só autoengano levaria alguém a acreditar no PT.

Volto a Faulkner. Mesmo pessoas intelectualizadas (ainda mais artistas, que são profissionais da "emoção") correm o risco de deixar-se seduzir pela sentimentalizada retórica do poder, desenvolver miopia ideológica, ter obnubilada a percepção e, no caso dos artistas, empobrecer sua própria arte. Faulkner tinha razão, pois.

O que pretendi em oito artigos (e penso ter conseguido) foi mostrar a dissonância que há entre a realidade fática e as crenças que a colunista de Zero Hora exalta em seu prosélito manifesto como se fossem verdades.

Martha Medeiros granjeou respeito e admiração com suas crônicas plenas de sensibilidade. Mas, de costas para os fatos, parecendo presa dalgum sortilégio, abandonou o que lhe é genuíno, curvou-se ao politicamente correto e passou a vocalizar um discurso que não lhe pertence, seduzida que foi pela sentimentalizada retórica do poder.

 

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.

E-mail: sentinela.rs@outlook.com


FMI projeta menos crescimento da economia global, com mais inflação.

Ontem o FMI divulgou a atualização do World Economic Outlook, relatório com as projeções do Fundo para a economia mundial. A projeção para o crescimento do PIB global em 2022 sofreu nova revisão baixista, passando de 3,6%, no relatório de abril, para 3,2%, enquanto a expectativa para 2023 foi revisada de 3,6% para 2,9%. Ao mesmo tempo, a inflação global deve atingir 6,6% nas economias desenvolvidas e 9,5% nas emergentes. Segundo o relatório, a desaceleração do crescimento global neste ano reflete uma série de choques que atingiram uma economia mundial já enfraquecida pela pandemia, como as repercussões da guerra na Ucrânia, os bloqueios de Covid-19 na China, e o aperto das condições financeiras resultante da inflação persistentemente elevada. O Brasil ficou entre o grupo de países cujo crescimento, de 2022, foi revisado para cima: segundo o FMI, o PIB brasileiro deve avançar 1,7%, acima da alta de 0,8% prevista em abril.

Hospital Moinhos de Vento realiza primeira cirurgia fetal na instituição

Ainda no ventre da mãe, bebê passou por procedimento para correção de mielomeningocele intrauterina 


    A primeira gestação da paciente de 30 anos, moradora de uma cidade da região Serrana do estado, ocorria aparentemente dentro da normalidade até que a ecografia morfológica do segundo trimestre identificou uma malformação no bebê. Com cerca de 22 semanas, o feto foi diagnosticado com mielomeningocele, um defeito de fechamento da coluna que causa lesão progressiva de raízes nervosas que estão anormalmente em contato com o líquido amniótico, podendo levar a graves consequências como hidrocefalia (acúmulo de líquido no cérebro) e dificuldade ou perda total da capacidade de caminhar.

Por meio da Secretaria Municipal de Saúde de sua cidade, a paciente foi encaminhada ao Hospital Moinhos de Vento, para avaliação do chefe do Serviço de Obstetrícia e Ginecologia, Edson Vieira da Cunha Filho, e do coordenador da Medicina Fetal e Cirurgia Fetal, Eduardo Becker Jr. Como alternativa terapêutica, foi apresentada a possibilidade de correção cirúrgica intrauterina —ou seja, com o bebê dentro do útero—, técnica considerada a melhor opção para preservar o movimento das pernas do bebê.

A cirurgia foi realizada neste domingo (24) e durou cerca de três horas. A partir de uma incisão abdominal, como a de uma cesariana, o útero foi exposto. O feto foi manualmente posicionado para que fosse possível acessar o problema. Foi feita uma pequena incisão no útero, suficiente para mostrar o defeito e fazer a correção da lesão, o que ocorreu com sucesso. Em seguida, o líquido amniótico foi reconstituído e o útero foi novamente fechado e recolocado, para que a gestação possa seguir seu curso.

“A operação transcorreu da melhor forma possível. Foram tomadas todas as medidas preventivas para redução dos riscos cirúrgicos. Depois de 24h na UTI, a paciente permanecerá internada por mais dois ou três dias. O bebê será frequentemente examinado e monitorado por meio de ecografia, no atendimento pré-natal. Depois do nascimento, o neurodesenvolvimento do bebê também será acompanhado”, explica Edson.

Procedimento de vanguarda

A mielomeningocele ocorre, em média, em um a cada mil nascimentos, em nível global. Como a taxa de natalidade no Rio Grande do Sul é de aproximadamente 140 mil nascimentos por ano, estima-se que aproximadamente 140 crianças nasçam com esse problema no RS anualmente.


“A gravidade dessa condição, assim como a amplitude do déficit neurológico, depende, resumidamente, do nível da lesão e do momento em que o tratamento é realizado. O procedimento intraútero tem mostrado melhores resultados do que a correção pós-natal e é, atualmente, a conduta com maior impacto na redução de complicações neurológicas. Apesar dos riscos inerentes a uma cirurgia desse porte, as vantagens incluem a diminuição da necessidade de realizar derivação ventrículo peritoneal (colocação de dreno para tratar um acúmulo de líquido no cérebro) e por aumentar a chance de a criança poder caminhar, com ou sem auxílio de órtese”, detalha Eduardo Becker.

Foi a primeira vez que esse tipo de correção cirúrgica pré-natal foi realizada na instituição. A equipe foi liderada pelo Dr. Fábio Peralta,  médico coordenador de um grande centro de Medicina Fetal em São Paulo. Nos últimos meses, a equipe do Moinhos de Vento vem se preparando para esse tipo de procedimento, com treinamento da equipe de obstetrícia, neurocirurgia e aquisição dos equipamentos necessários.

“Esse tipo de cirurgia coloca o Moinhos na vanguarda do que há de melhor em termos de diagnóstico e terapêutica fetal. O hospital agora oferece à população alternativas seguras para garantir o melhor tratamento para esse tipo de patologia, com a qualidade reconhecida do Moinhos de Vento, contando com equipamentos de última geração e assistência de excelência”, destaca Edson.

O Moinhos de Vento possui a estrutura completa para a realização de procedimentos de alta complexidade. “A  possibilidade da correção cirúrgica pré-natal da mielomeningocele é um marco na história da obstetrícia do RS, por efetivamente contribuir para melhorar o desfecho neonatal em casos selecionados”, garante Becker.

A equipe da cirurgia foi composta pelo médico Fábio Peralta, de São Paulo, e pelos médicos Eduardo Becker Jr, Edson Vieira da Cunha Filho e Marcela Godoy Dias. A equipe de neurocirurgia foi comandada pelo médico Jorge Bizzi, com auxílio do Dr. Antônio André Bedin, além de dois anestesistas, José Antônio Vinhas e Carlos Sparta. Além disso, também acompanharam o procedimento a chefe do Serviço de Neonatologia, Desiree de Freitas Valle Volkmer, a neonatologista Elisa Hauber da Silva, a coordenadora assistencial Andreia Amorim coordenadora assistencial e a enfermeira neonatal Joseline Brito de Oliveira.

Mielomeningocele 

A mielomeningocele é um defeito congênito da coluna e da medula espinhal resultante do fechamento incompleto durante a quarta semana de gestação. A incidência média mundial é de um em cada 1.000 nascimentos. Quando a coluna não está adequadamente fechada, as meninges, normalmente protegidas pela parte óssea, ficam expostas, bem como raízes nervosas.

Expostas ao líquido amniótico do útero da mãe, além do constante contato da lesão fetal com a parede uterina, essas estruturas vão se deteriorando progressivamente. Quanto mais danificadas, pior será a habilidade motora dos membros inferiores do bebê ao nascer, o que pode levar à perda da locomoção. Além disso, enquanto não houver correção cirúrgica, a medula vai perdendo liquor (líquido que envolve a medula), causando modificação anatômica em estruturas cerebrais. Isso pode resultar no surgimento de hidrocefalia no bebê. 

Aqui, ao vivo, programa "Boa tarde, Brasil ! com Julio Ribeiro

 Participam do programa nesta quarta-feira, Antônio Worst, Franklin Melo, Glauco Fonseca e comentários de Karim Misculin.




22 dos 25 setores da indústria enfrentam problemas para conseguir insumos, que estão mais caros

 A guerra na Ucrânia e os lockdowns em regiões industriais da China estão prolongando um problema que começou com a pandemia de covid-19, em 2020. A escassez ou o encarecimento de insumos afeta 22 de 25 setores da indústria, revela levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI).


Segundo a CNI, há oito trimestres seguidos as indústrias citam a dificuldade de acesso a matérias-primas como o principal problema. No segundo trimestre deste ano, o setor mais afetado foi o das indústrias de impressão e reprodução, com 71,7% das empresas citando o problema. Em seguida,vêm os setores de limpeza, perfumaria e higiene pessoal (70%) e indústrias de veículos automotores (69,8%).


Apenas três segmentos da indústria não mencionaram a falta ou os preços altos das matérias-primas como o principal problema. Entre as indústrias de couros e artefatos de couro o problema apareceu em terceiro lugar, citado por 37,2% das empresas entrevistadas. Nos segmentos de móveis (38,7%) e de manutenção e reparação (45,5%), o problema ficou em segundo lugar na lista.

Expectativa de vida do gaúcho sobe para 77,4 anos. Mulheres vivem mais tempo do que os homens (81 anos contra 74 anos)

  Quanto aos números da população gaúcha, em 2020 o Rio Grande do Sul contava com 11.422.973 habitantes, um aumento de 508.178 pessoas na comparação com 2010. Em uma década, o percentual de pessoas com 60 anos ou mais no Estado aumentou de 13,6% em 2010 para 18,8% em 2020.

A expectativa de vida ao nascer no Rio Grande do Sul chegou aos 77,45 anos em 2020, um aumento de 0,19 ano na comparação com os dados finais de 2019, quando atingiu 77,26 anos.  Enquanto para a população feminina a expectativa chega a 80,99 anos, para a masculina é de 73,87 anos.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira e integram o estudo "Indicadores de mortalidade para o Rio Grande do Sul e seus Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) — 2010-20"

Entre as principais causas de mortes no RS em 2020, as doenças do aparelho circulatório (22,7%) continuaram em primeiro lugar, seguidas das neoplasias (câncer), com 20,7%. As doenças infecciosas e parasitárias, categoria na qual se inclui a covid-19, saltaram do nono lugar em 2019 para o terceiro lugar no ranking de 2020 (13,5%) com as doenças do aparelho respiratório (8,6%) na quarta posição. A população masculina registra maior número de mortes em relação às mulheres entre as quatro principais causas, mas a maior diferença entre os sexos é encontrada nas mortes por causas externas, quinta no ranking geral no Estado, em que os homens morrem 3,72 vezes mais do que as mulheres.

Na outra ponta da faixa populacional, o percentual de pessoas entre 0 e 14 anos no RS caiu de 21,4% para 18,2%, uma redução de 257.561 pessoas. Na faixa de 15 a 59 anos, o percentual passou de 65,1% para 63,1%.

terça-feira, 26 de julho de 2022

Nota de REPUDIO À NOTA PÚBLICA da ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal), apoiada por um grupo de 104 Delegados de Polícia Federal aposentados de um grupo de WhatsApp denominado Aposentados da ADPF!Foi a maior aderência de uma enquete no citado grupo, pois a Nota Pública da ADPF infringe o seu Estatuto, quando a impede de se manifestar em matéria de cunho político, isto fez sem o amparo legal de seus associados. Já está  de certa forma pública o Repúdio, visto que  solicitado aos apoiadores do Repudio que assim fizesse em suas redes sociais, inclusive será publicada em periódico de Brasília

A nota de REPUDIO À NOTA PÚBLICA da ADPF, abaixo:

Os Delegados de Polícia Federal, aposentados, pertencentes ao grupo interno de rede social, colhidos de surpresa em sua maioria, repudiam de forma veemente a  NOTA PÚBLICA veiculada nacionalmente  pela Associação Nacional de Delegados de Polícia Federal-ADPF, assinada conjuntamente com outras duas associações  sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas, com as razões a seguir: 


2. preliminarmente, o assunto nela constante, de enorme repercussão política nacional,

ADPF não poderia manifestar-se de um fato de tamanha magnitude, sem consulta prévia, não representando legalmente a maioria de seus associados, cujo texto foram sabedores após a postagem; 


3. a ADPF, como entidade representativa de categoria, foi constituída em 1976, com  princípios eminentemente assistencial, cultural, científico e tem como finalidades principais buscar o aprimoramento da instituição policial e cuidar dos interesses de seus associados!;


4. é notória  pela sociedade brasileira da polarização das eleições deste ano e, por consequente, inexiste amparo legal no Estatuto da ADPF quanto à posicionamento de cunho político a quaisquer dos  poderes da República. Todavia, querendo ou não, veio a transparecer no citado apoio à Justiça Eleitoral;


5.a repudiada NOTA PÚBLICA   contém manifestação sobre equipamento e procedimentos eleitorais que são objeto de acirradas discussões políticas, as quais não dizem respeito com as regras que norteiam o rumo e a atuação de nossa Entidade representativa de categoria;


6.ora, em tais questões sensíveis apontadas,  o momento é de submersão e permanecer na neutralidade! Esse seria um comportamento de prudência exigida da ADPF, em face da representação de policiais federais, responsáveis exatamente pela apuração de crimes eleitorais. Sinceramente, pode até raiar a ingenuidade e 

não soar de bom tom ser chamada de omissa a ADPF de uma discussão ora travada no campo político;


7.entendemos  que a tomada dessa posição política e a sua lamentável postagem, foi apressada e inoportuna, estabelecendo uma comprovada e escancarada cisão entre os associados, a qual esperamos que volte a reinar brevemente a harmonia e paz;


8.por muitos anos, a Polícia Federal sempre foi tratada de forma diferente porque assim se posiciona. É nossa magia e nossa mística! Assim somos vistos! E nossa longeva ADPF sempre manteve a mesma postura diferenciada, mormente em respeito aos valores que embasam a formação do policial federal, essência da instituição, e dessa maneira, com sua voz firme, forte e coesa com os princípios fundamentais da instituição, foi e é também responsável pela construção e solidez da boa imagem da Polícia Federal; 


9.em face a isso, a ADPF, em respeito a seus pares, não pode agir de forma açodada e muito menos se preocupar em participar da vala comum! Nesse diapasão, em contrário, o grupo solitariamente repudia a NOTA PÚBLICA da ADPF. Nosso lema há que ser mantido: “não somos 

melhores e nem piores do que ninguém, mas temos de ser diferentes”!; 


10.não desconhecemos do trabalho, do esforço e da força de vontade do Presidente  da ADPF no alcance dos anseios quanto à valorização da Polícia Federal e a recomposição dos subsídios de seus integrantes; 


11.a repudiada NOTA PÚBLICA entretanto, desassociada de estratégias das nossas pretensões, coloca cada vez mais afastados os Delegados de Polícia Federal do Ministério da Justiça e Segurança Pública, ao qual estão  vinculados, cujo titular da Pasta pertence a nossa categoria, e por conseguinte, da Presidência da República; e


Finalizando, a grande nominata dos subscritores deste repúdio está aberta para conferência.


(FIRMAM 104 DELEGADOS DE POLÍCIA FEDERAL APOSENTADOS)