terça-feira, 7 de abril de 2020

Ilustração para o pagamento do coronavoucher. Sauiba como e quando receber.


Zaffari

Até as 22h
Onze lojas do Zaffari passam a funcionar até as 22h, de segunda a sábado, e até as 21 horas nos domingos e feriados:

- Cavalhada
- Center Lar
- Cristóvão Colombo
- Higienópolis
- Ipiranga
- Menino Deus
- Otto Niemeyer
- Wallig
- Bourbon Assis Brasil
- Bourbon Country
- Bourbon Ipiranga

Até as 21h
- Bordini
- Cabral
- Fernando Machado
- Fernandes Vieira
- Hípica
- Ipanema
- Lima e Silva
- Protásio Alves

Até as 20h
- Anita Garibaldi
- Boulevard Assis Brasil
- Marechal Floriano
- Rua da Praia
- Shopping Total

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Kerlen Costa, Scalzilli Alkthaus - Uma vacina para a economia

- A autora é advogada da Área Trabalhista e Gestão de RH da Scalzilli Althaus, Porto Alegre.

Com a pandemia do novo Coronavírus e a subsequente paralisação de diversas atividades econômicas, um dos grupos mais afetados pela crise são os pequenos e médios negócios. Responsáveis por 54% dos empregos formais, não possuem reservas suficientes para suportar a total ausência de faturamento. Um pacote anunciado pelo Banco Central, no entanto, traz mais tranquilidade a esse setor tão relevante.
Anunciada há poucos dias, logo após a decretação do estado de calamidade pública, a medida visa fortalecer as empresas, dar garantias aos empresários e segurança aos trabalhadores. O pacote prevê a concessão de financiamento através de linha de crédito emergencial, assegurando dois meses das folhas de pagamento dos funcionários para organizações com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões ao ano.
O crédito, que será pago diretamente aos empregados, respeitará o limite de dois salários mínimos — o que significa que aquele que receber salário menor auferirá o valor de costume. Já quem ganha mais terá garantido este teto pelo Banco Central. A companhia, em contrapartida, ficará obrigada a manter os postos de trabalho durante o período contratado — uma "estabilidade temporária" —, sob pena de perder as benesses do programa. Os juros anunciados serão de 3,75% ao ano, para pagamento em até 30 meses e com até seis meses de carência.
Estima-se que o auxílio atingirá 12,2 milhões de pessoas e 1,4 milhão de empresas. O pacote traz fôlego e esperanças, uma vez que não sabemos por quanto tempo irá perdurar a situação de pandemia. As necessárias medidas para conter a transmissão da doença devem contemplar, também, garantias de que os negócios e os empregos possam sobreviver. Enquanto não encontramos uma forma de imunizar a população contra o vírus, é fundamental encontrar alternativas para que a economia atravesse a severa turbulência. As ações do Banco Central vão nessa direção.



Artigo, Ricardo Zimerman

Agora me explique, a mim, que sou médico, que fiz residência em infectologia, que já participei ativamente de outras epidemias, e em caráter exclusivamente técnico (não tenho partido), para que lado sua balança vai? Porque você deverá ser cobrado. Dizia Pasteur: “O parasita não é nada. O hospedeiro é tudo”. A boa notícia é que não estamos em 1918. Estamos em 2020. O vírus foi sequenciado quase que simultaneamente à sua descoberta, existem testes para diagnosticá-lo e existem medidas de controle de infecção. Nada disso considerado no modelo dos defensores do lockdown total. Se estes fossem oncologistas, teriam descoberto a cura do câncer: em doses suficientemente altas de quimioterapia, todo tumor sucumbe. A chave, porém, é manter as pessoas vivas.

Na hora de se tomar decisões importantes, imagine-se diante de uma balança. Nela, você vai colocar os prós e os contras de suas decisões. Mas você será o responsável pela sua posição assumida. Afinal de contas, esse é o mundo adulto. Você poderá colher os louros ou aguentar as consequências. Depende de sua sabedoria no momento de decidir.

Você vai defender um modelo de lockdown completo, algo inédito, baseado em um modelo matemático único, com erros básicos de premissas, que certamente vai ter um impacto enorme sobre a economia, gerando fome e potencialmente destruindo o sistema público de saúde ? Talvez. Depende do que estiver em jogo do outro lado da balança. Trata-se de alguma epidemia por algum vírus zumbi? Uma mistura de mortalidade da raiva com a infecciosidade do sarampo? Não.

Você vai colocar um vírus que, embora novo, vem de uma família relativamente bem conhecida, que tem uma letalidade real próxima de 0,5 %, e que pode cair ainda mais, com o redirecionamento de fármacos promissores, como a cloroquina e a hidroxicloroquina.

Calibre bem a sua balança.

Calibre-a com ciência e com consciência, porque a precisão de cada grama conta.

Tabela de peixes, Porto Alegre

Preço único de R$ 24,90 Kg

Filé de Pescada
Filé de Merluza nacional
Filé de Tainha
Filé de Traira
Filé de Pescadinha
Camarão com casca

Peixe inteiro: R$ 14,90 Kg

Tainha G
Corvina G

* Para os produtos fora da lista, cada peixaria venderá de acordo com variedade e qualidade ofertada.

domingo, 5 de abril de 2020

Artigo, Alexandre Garcia, Gazeta do Povo - Serão esses profissionais super-homens e supermulheres?

A sociedade brasileira já escolheu sacrificar almas, aquelas que podem morrer pelo bem coletivo.
São médicos, enfermeiros, policiais, caminhoneiros, padeiros, profissionais da limpeza e dos mercados e feiras livres, entregadores de comida e farmácia, porteiros, zeladores e faxineiros dos condomínios de apartamentos, os coletores de lixo, entregadores de gás entre outros ....pois esses não pararam, não se refugiaram em suas casas, e daí eu te pergunto: Quantos foram contaminados pelo COVID-19?

Serão esses profissionais super-homens e supermulheres?

Serão eles mutantes imunes ao vírus mortal vindo da China ou apenas ovelhas mudas entregues ao matadouro protegidas apenas por uma máscara e alguns por roupas de TNT?

Vejo pequenos empresários perdendo sono calculando como fecharão as contas sem mandar ninguém embora, enquanto parte dos trabalhadores, por terem salários garantidos, passam suas tardes discutindo a falta de polidez nas falas do presidente da República!!

Assistindo as melhores séries do NetFlix, distribuindo memes ou fazendo churrasco em seus quintais.

Um Brasil acostumado a Bolsa Família e por achar que o SUS é grátis!

Um Brasil que apresenta atestado falso para curtir a praia e deseja sempre que terceiros se sacrifiquem para seu conforto e comodidade! E que se incomoda com qualquer apelo de "vamos ao trabalho".

"Ahhhh, mas Bolsonaro fala muita merda."
Você quer um presidente ou um namorado?
Você quer um presidente ou um filósofo?
Você quer um presidente ou um poeta?

Prefiro mil vezes Bolsonaro falando "merdas", mas cercado dos melhores ministros que tivemos em toda República, gente técnica e capacitada do que Lula e Dilma e seus 40 ladrões, prefiro as falas destemperadas de Bolsonaro do que Lula e Dilma com toda sua diplomacia mandando o nosso dinheiro para construir o porto de Mariel em Cuba, financiando a ditadura venezuelana, angolana, zimbabuana, congoleza...comprando a falida refinaria de Pasadena, no entreguismo a Bolívia...ao invés de investirem esses bilhões no aperfeiçoamento do SUS, para inclusive estarmos mais prontos em momentos como esse, mas não, aqui o importante mesmo era estádio de futebol, afinal não se faz Copa com hospitais.

Enquanto você está em casa se mijando de medo, a China anuncia que superou o corona e "volta" a desejar liderar o mundo!

E quem dissemina o medo e a histeria ganha em audiência como não vinha ganhando há muito tempo!

E os políticos que incentivam nosso enclausuramento, pois se elegeram na sombra do "merdeiro" e um STF que se nega a baixar seus salários!

E justamente estes políticos que sambavam no Carnaval, enquanto já havia sombra da pandemia por aqui, e que sonham com a cadeira presidencial, pois como não dá na competência, tem que ser no oportunismo.

Ou despertamos agora do nosso berço esplêndido pago as custas daqueles lançados aos lobos, ou a realidade dos vagabundos de sempre, dos socialistas de iphone, dos que não sabem fazer oposição e somente birra, dos revolucionários e revoltados com o governo enquanto são patrocinados pelo trabalho dos papais capitalistas, cujo o sonho de boicotar a própria nação pela sede do poder, dos derrotados democraticamente se realizará.... pois em nenhum outro país vítima do COVID - 19 há como pano de fundo um golpe de estado em andamento.

As palavras de Bolsonaro são assustadoras, mas não menos do que um povo que viveu duas décadas sendo saqueado por verdadeiros ladrões, agora deitado na rede, assistindo um doido com sua equipe técnica errando e acertando, mas trabalhando como nunca, enquanto hienas famintas se articulam para ocuparem o seu lugar.

O Corona é um risco, mas a fome e a violência são velhas conhecidas ...e o caos uma promessa

sábado, 4 de abril de 2020

Entenda por que a cloroquina deve ser administrada par todos os infectados por vírus chinês

Paolo Zanotto participou da elaboração de um protocolo que vem sendo adotado nas últimas semanas por alguns dos principais hospitais de São Paulo — como a Santa Casa, o Albert Einstein e o Sancta Maggiore — no tratamento de pacientes com sintomas iniciais de vírus chinês. De acordo com esse protocolo, a cloroquina deve ser administrada aos pacientes logo no início da doença, preferencialmente do 2º ao 4º dia do aparecimento dos primeiros sintomas, como febre, tosse, coriza e respiração superior a 22 vezes por minuto.

A reportagem do site Brasil sem Medo ouviu o médico. Eis a entrevista completa:

As pessoas que manifestam esse quadro devem receber o medicamento na própria casa, o que desafogaria as redes hospitalares e o sistema de saúde como um todo. Segundo Zanotto, não faz sentido dar o remédio apenas para pacientes que se encontram na fase avançada da doença, como vem defendendo o Ministério da Saúde. “Mandetta está errado”, diz Zanotto.

Leia tudo:

Paolo Zanotto, virologista da USP, afirma que uso da hidroxicloroquina é o método mais eficaz para salvar milhares de vidas e evitar uma tragédia histórica

O virologista Paolo Zanotto, professor do Departamento de Microbiologia da USP, assegura que o uso da hidroxicloroquina em pacientes de coronavírus é o método mais eficaz para salvar milhares de vidas, evitar uma tragédia de proporções colossais e vencer a pandemia que assola o mundo. Estudioso da evolução do vírus, com doutorado na Universidade de Oxford, Zanotto participou da elaboração de um protocolo que vem sendo adotado nas últimas semanas por alguns dos principais hospitais de São Paulo — como a Santa Casa, o Albert Einstein e o Sancta Maggiore — no tratamento de pacientes com sintomas iniciais de Covid-19. De acordo com esse protocolo — ao qual a reportagem do BSM teve acesso exclusivo —, a cloroquina deve ser administrada aos pacientes logo no início da doença, preferencialmente do 2º ao 4º dia do aparecimento dos primeiros sintomas, como febre, tosse, coriza e respiração superior a 22 vezes por minuto. As pessoas que manifestam esse quadro devem receber o medicamento na própria casa, o que desafogaria as redes hospitalares e o sistema de saúde como um todo. Segundo Zanotto, não faz sentido dar o remédio apenas para pacientes que se encontram na fase avançada da doença, como vem defendendo o Ministério da Saúde. “Mandetta está errado”, diz Zanotto.

A eficácia da hidroxicloroquina (em associação com a azitromicina) está sendo comprovada por diversos estudos clínicos internacionais, mas estranhamente continua ignorada pela grande mídia, os governos e parte da comunidade científica. Zanotto afirma que existem razões político-ideológicas para essa atitude, mas alerta: a cloroquina não é o “remédio do Bolsonaro”, nem o “remédio de Trump” — é o remédio da vida.

Leia a seguir a entrevista exclusiva feita por Paulo Briguetde para o  BSM : 

Paulo Briguet: Quais são as principais diferenças do coronavírus em relação aos outros vírus que o sr. estudou nas últimas décadas?

Paolo Zanotto: Em 2003, tivemos um outro vírus desse tipo, o da SARS-1. Trabalhei com ele na Alemanha. Era um vírus extremamente problemático, mas não teve a facilidade de espalhamento que esse teve. Depois tivemos o coronavírus de camelo, que passa de camelos para humanos, mas felizmente não houve nenhum desdobramento pandêmico. O vírus atual tem um aspecto que os outros vírus do mesmo tipo não têm: uma transmissibilidade espantosa. É um vírus que tem, digamos assim, superpoderes para se transmitir de maneira extremamente eficiente entre humanos. A Covid-19 não é uma simples pneumonia. Ela é muito mais complexa e devastadora do que uma pneumonia. Há um comprometimento violentíssimo do pulmão. O que nós sabemos, com base nas observações das últimas três semanas? A pessoa é infectada e até o 4º dia de aparecimento dos sintomas — o que chamamos de “fase de expansão viral” —, o pulmão vai acumulando lesões. Os primeiros sintomas são febre, coriza, um estado gripal muito leve. No período que vai 2º ao 4º dia, é preciso dar o remédio à pessoa — e esse remédio é a hidroxicloroquina. Se você não der o remédio, no 7º dia o paciente já estará com o pulmão completamente comprometido. Quando surgir a tosse seca e dificuldade respiratória, será muito difícil tratar a doença. A rede Prevent descobriu que, iniciando o tratamento do 2º ao 4º dia, e usando hidroxicloroquina em associação com azitromicina, você salva a pessoa. Ela nem vai ser hospitalizada. A Prevent cuida de 25% da população de São Paulo e tem milhares de pacientes na cidade. Eles fizeram um protocolo, baseado em telemedicina: se o número de respirações por minuto está acima de 22, eles enviam o medicamento à casa da pessoa. Com isso, o paciente é curado em casa, sem sequer utilizar o sistema hospitalar.

Paulo Briguet: Mas por que esse protocolo não está sendo aplicado em larga escala?

Paolo Zanotto: Acho que eu entendi por quê. A hidroxicloroquina ficou sendo o “remédio do Bolsonaro” e o “remédio do Trump”. Agora, eles estão sob fogo cerrado — inclusive de dentro dos seus próprios governos. Tecnicamente, o remédio deveria ser dado entre o 2º e o 5º dia da doença; depois disso, a pessoa precisa ser internada porque vai precisar de apoio respiratório. É uma terapia curta, e os efeitos adversos não estão se manifestando, segundo diversos trabalhos. Em São Paulo, a rede Prevent teve 96 mortes por coronavírus até o dia 22 de março, praticamente metade de todas as mortes reportadas pelo governo de São Paulo. Hoje eles estão com apenas uma pessoa na UTI. Desde que a Prevent adotou esse protocolo, não registrou mais mortes por coronavírus. E as pessoas que tiveram problema são as que entraram tardiamente nesse protocolo, já com a doença avançada. A Santa Casa e o Albert Einstein também adotaram esse protocolo, além de vários hospitais do interior de São Paulo, sempre com ótimos resultados. No Hospital Sancta Maggiore, em São Paulo, a equipe médica entendeu o que está acontecendo e colocou o ovo de Colombo em pé. Temos um protocolo que está salvando vidas.

Paulo Briguet: Existem, portanto, razões ideológicas para a recusa do tratamento por cloroquina?

Paolo Zanotto: Se o povo não estivesse falando que esse é o “remédio do Bolsonaro” ou o “remédio do Trump”, seria diferente. Se fosse a “droga do Doria” ou a “droga do Lula”, eu garanto que seria um sucesso. Há muita ideologia envolvida no problema. Para alguns, se for necessária a morte de milhões para tirar o Trump e o Bolsonaro, que seja assim.

Paulo Briguet: O protocolo adotado pelo Ministério da Saúde prevê o uso de hidroxicloroquina somente na fase final da doença, em pacientes graves. Como o sr. vê isso?

Paolo Zanotto: De todos os pacientes entubados, 50% morrem se tiverem alguma comorbidade. Os que sobram podem ficar com 50% de comprometimento pulmonar e sair de lá com menos de 20% de capacidade respiratória. Hoje (quinta-feira), eu alertei o Wanderson de Oliveira (secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde) sobre isso e afirmei claramente: “O ministro Mandetta está errado”. Passei para ele o protocolo, os dados, todas as informações, a timeline da doença, mostrando que qualquer tratamento medicamentoso depois do 4º dia tem pequenas chances de sucesso. Mas não tive resposta — e acho que não vou ter. Volto a dizer: o protocolo de uso da cloroquina na fase inicial da doença vem salvando vidas, mas está sendo desprezado e criticado pela imprensa, pelos governos e até por gente da área científica. A doutrina do “quanto pior, melhor” está no interesse de alguns grupos por aí.

Paulo Briguet: Mas isso não pode acontecer... São vidas que estão em jogo!

Paolo Zanotto: Mas quem lhe disse que vidas são importantes? Para alguns grupos, o importante é o poder. Joseph Ratzinger (o papa emérito Bento XVI) disse outro dia algo muito interessante: “Quando não há princípios superiores, tudo é poder pelo poder”. A gente vive numa realidade em que os aspectos que definem a civilização humanista estão deixando de valer. Hannah Arendt, uma das filósofas mais importantes do século passado, resgatou a necessidade de valores, da distinção entre o certo e o errado, entre o bonito e feio. Quando jovem, ela foi aluna do filósofo Martin Heidegger. Tiveram até um caso amoroso. Depois disso, com a ascensão do nazismo, ela foi para os Estados Unidos e se tornou uma acadêmica muito respeitada. Durante a Segunda Guerra, Heidegger se tornou reitor da Universidade de Freiburg. Em seu discurso de posse, ele fez uma apologia do nazismo. Quando acabou a guerra, Hannah Arendt visitou Heidegger na Alemanha. Todo mundo ficou horrorizado. Mas por que ela fez isso? Porque precisava saber como uma pessoa como Martin Heidegger se dobrou àquilo. Esse encontro foi fundamental para que, tempos depois, ela participasse do julgamento do criminoso nazista Eichmann em Jerusalém, que resultou em um de seus mais famosos livros. Esse período de Hannah Arendt em Jerusalém se resume a uma única frase, que eu guardo no meu coração: “Quando a necessidade substitui a verdade, o mal se torna banal”. Ela não foi conversar com Heidegger porque tinha saudades do velho professor. Ela fez isso para coletar informações e entender o problema do mal. No julgamento de Eichmann, ela encontra um burocrata, que cuidava da família, que se preocupava porque os soldados nazistas matavam as pessoas com um tiro na cabeça de forma errada, fazendo com que as pessoas sentissem dor. Eichmann era uma “pessoa normal”. Ela escreveu sobre a banalização do mal, que é uma decorrência da falta de valores superiores nos seres humanos. E é exatamente o que estamos vendo acontecer agora, com a pandemia do coronavírus. O materialismo histórico e a dialética marxista invalidaram o aspecto transcendente da humanidade. Se o ser humano não possui transcendência, a morte de milhões de pessoas para impor uma ideologia é totalmente válida. Estamos vivendo num período em que o transcendente foi eliminado ou está em processo de eliminação. Aí você entende o grande poder que o Partido Comunista Chinês tem no mundo todo. Eles estão comprando nossa imprensa, nossos intelectuais, nossas indústrias. Eles são a consequência da desumanização. Sob o pretexto de promover a igualdade, estão criando a realidade que Hayek chama de servidão. Em certo sentido, o que estamos vivendo é compreensível na dimensão filosófica. Apesar de ser um técnico e trabalhar com a evolução de vírus, tenho essa preocupação com a ética. Essa modernidade está avançando a um preço caríssimo, que é a essência do homem. Certa vez, Saul Alinsky encontrou uma senhora que havia acumulado vários feitos na militância radical e perguntou a ele: “O que devo fazer agora?” Ele respondeu: “Agora você deve morrer, e de uma morte bem pavorosa, porque não precisamos mais de você.  O que importa é um dia termos pessoas que farão a revolução sem saber por quê”. É algo parecido que estão dizendo para todos nós agora. Se a gente imagina um país como o Brasil, que viveu por 40 anos com uma educação de linha socioconstrutivista, não é de se estranhar que tenhamos tanta gente fazendo oposição à vida.

Artigo, Fábio Jacques - O Vírus JMB.

Quando um vírus se espalha em um ambiente pode provocar reações nos organismos afetados que vão desde formação de anticorpos sem qualquer sintoma aparente, leves manifestações orgânicas ou até mesmo severas alterações no estado de saúde podendo levar até ao óbito. Tudo depende da sensibilidade de cada organismo.
Há sempre grupos de risco que são aqueles organismos que reagem com violência por não suportarem a ação do vírus, como é o caso dos idosos principalmente portadores de comorbidades em relação ao Covid-19. Estes podem não resistir e acabarem sendo abatidos por este agente estranho que, em outros organismos passa completamente despercebido.
Em primeiro de janeiro de 2019 um vírus completamente estranho foi introduzido no país, gerando reações idênticas a de qualquer outro vírus, só que desta vez, no próprio organismo social. O Vírus JMB.
Para a maior parte das pessoas os sintomas foram até mesmo benéficos. Gerou esperança de que finalmente se encerre o longo ciclo de desmandos e apropriação indébita da riqueza da nação que privilegiou alguns poucos e legou pobreza, ignorância e insegurança à grande maioria. Para estes o Vírus JMB proporcionou um efeito benigno.
Para alguns que sempre giraram em torno das ideias dominantes, os puxa-sacos e os isentões de plantão gerou confusão porque as tetas que os alimentavam secaram e continuam até hoje sem saber exatamente onde parasitar.
Mas há um grande grupo de risco sobre os quais o Vírus JMB produziu efeitos devastadores: a esquerda e sua mídia amestrada.
Os sintomas mais característicos apresentados por este grupo de risco são a mitomania, transtorno psicológico caracterizado por mentir compulsivamente, o desespero, a conspiração sistemática e a tentativa de bloqueio de qualquer ação proveniente deste Vírus.
Tudo, absolutamente tudo está errado e tudo é motivo para tentar exterminá-lo, seja fisicamente através de facada, seja por causa do discurso na ONU, da queimada sazonal das florestas, do óleo venezuelano nas praias nordestinas, das tentativas de manter a economia de pé protegendo empresas e empregos, seja pela aproximação com os Estados Unidos, seja pela embaixada brasileira em Israel, seja porque Carlos disse isto e Eduardo falou aquilo, seja porque Olavo de Carvalho tuitou algo contra a esquerda ou até mesmo através da CPMI da Fake News que até agora não apresentou qual foi a tal de fake news disseminada pelo famoso Gabinete do Ódio.
O pavor neste grupo de risco é total. Até a morte do Bebianno foi atribuída à tristeza por ter sido rejeitado pelo seu amado Vírus JMB.
O maior sonho deste grupo de risco, melhor dito, de canalhas, sempre foi levantar o povo contraJMB através de uma greve geral. Como não há mais disponibilidade financeira para bancar a mortadela, foram contemplados com o ataque de um outro vírus, o Covid-19 e conseguiram paralisar o país. O vírus é real, produz reações às vezes extremas nos grupos de risco, mas está sendo usado como espetacular agente disseminador do terror fruto da mitomania compulsiva da esquerdalha.
O povo já se apercebeu de que o propósito não é controlar o Covid-19 e transmitir informações verdadeiras sobre ele, e sim provocar o pânico geral que lhes facilite acabar com o vírus muito mais nefasto para eles, o Vírus JMB. As estatísticas mentirosas como as determinadas pelo governo de São Paulo já estão sendo desmascaradas e as reações por parte da população já começaram. O povo quer trabalhar, faturar e, pelo menos, alimentar suas famílias.Terra arrasada vai matar muito mais gente que o próprio vírus.
Jamais negando a importância do controle da pandemia do Covid-19, não há como desconhecer que ela caiu como uma luva para os propósitos esquerdopatas. Para eles, JMB não fez absolutamente nada de acertado. Tudo o que foi feito até agora está errado. Rodrigo Maia já disse que as ações do governo liberando 600 bilhões para manter empregos, sustento dos mais necessitados e sobrevivência da economia não vão resolver nada e só servem para ajudar os grandes players da Bovespa. Mas o que vai resolver? Isto ele não sabe e não diz. Só sabe que o que está sendo feito não vai resolver.
Vou dar uma má notícia: não vencerão. O Vírus JMB é muito mais resistente do que possam imaginar. Podem atacá-lo à vontade que ele não se curvará. E continuará por muito tempo aterrorizando este grupo de desqualificados até que se tornem insignificantes e rejeitados por toda a sociedade.
O que, aliás, já está começando a acontecer.


O presidente errático, Zero Hora

A imagem de governante capaz de unir o país para vencer uma guerra epidêmica se esfarelou na primeira entrevista de Bolsonaro pós-moderação de tom

A transfiguração do presidente Jair Bolsonaro em um líder ponderado e moderado, como o que apareceu em rede nacional de TV na noite de terça-feira, não resistiu a um dia de realidade. A imagem de governante capaz de unir o país para vencer uma guerra epidêmica se esfarelou na primeira entrevista de Bolsonaro pós-moderação de tom. Ao ser questionado na Rádio Jovem Pan na noite de quinta-feira, o chefe da nação partiu para o confronto de sempre, mas com um agravante: praticamente desautorizou a gestão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, na condução do combate ao coronavírus.

Uma das raras boas novidades surgidas no governo em razão da eclosão da pandemia, Mandetta só não foi demitido ainda porque se transformou em uma figura popular, ainda que a máquina de propaganda do Planalto tente agora ofuscar a luz própria conquistada pelo ministro ao mimetizá-lo com outros colegas de Esplanada nas entrevistas diárias. Era de fato previsível que, para um presidente errático diante da crise e única voz dissonante sobre as medidas de contenção entre os países membros do G20, os elogios ao ministro e as comparações de postura desembocariam em sabotagem aos esforços de Mandetta e equipe.

Bolsonaro passa a crer cada vez mais em seguidores radicais e a confundir o povo com o grupo de fanáticos apoiadores
A questão de fundo, porém, não é mais a permanência ou não do ministro, que seguirá no governo na melhor das hipóteses até a pandemia ser controlada. Os problemas mais agudos são o grau de desacerto interno do governo em um momento crítico da História, e o fato de o país depender do tênue fio de ligação com a sensatez de ministros para não vir à mente as cenas de corpos depositados nas calçadas, como as registradas durante a semana em Guayaquil, no Equador. A responsabilidade por essa situação de desintegração, inusitada no Brasil em tempos de emergência, cabe unicamente a Bolsonaro, um político que tem suas carreiras militar e eleitoral sob inspiração do confronto – nunca na comunhão de esforços tão necessária no momento.

Como todos os governantes que vão se vendo isolados, o presidente passa a crer cada vez mais em seguidores radicais e a confundir o povo com o grupo de fanáticos apoiadores que, cuidadosamente selecionados e filtrados por sua assessoria, são colocados à saída do Palácio da Alvorada todas as manhãs. No ritual, em que se misturam rezas, louvações ao presidente, ataques à imprensa e conclamações variadas, monta-se diariamente a pantomima que alimenta as redes sociais do clã Bolsonaro. Neste aspecto, o presidente se move na direção de seu colega de tuítes apagados Nicolás Maduro, que vislumbra nas boinas vermelhas bolivarianas que o cercam a única representação do povo venezuelano – todos os demais são inimigos a serem combatidos.

Felizmente, porém, e apenas graças a suas instituições democráticas sólidas e sensatas, o Brasil está muito distante da tragédia social e política do vizinho ao Norte ou da conversão para o desprezo à democracia na Hungria de Viktor Orbán, um representante do arco político do qual Bolsonaro faz parte. Ainda assim, é preciso que as instituições se mantenham alerta. O vírus, como se vê, também demonstra poder de corrosão da racionalidade, do bom senso e de instrumentos que asseguram a democracia.

Opinião do leitor - Velhos, go home !, diz cartaz na entrada do Mercado Público de Porto Alegre

A ordem é apenas uma leitura livre do cartaz que li esta manhã no mercado público de Porto Alegre, reaberto para que o público apenas retire mercadorias adquiridas pela tele-entrega, conforme autorizou ontem o prefeito Marchezan Júnior.
V. Sª sabia que no nosso mercado público de Porto Alegre os seus permissionários colocaram um cartaz na entrada (na parede lateral da agência lotérica na entrada do Largo Glênio Peres, em baixo do cartaz foi disponibilizada uma mesa com um vasilhame de álcool gel para quem quiser usar) dizendo mais ou menos o seguinte:
“Pedimos as pessoas com mais de 60 anos que não entrem no mercado pois vocês são pessoas do grupo de risco”.
Em outras palavras: Não entrem, pois aqui no Mercado Público de Porto Alegre não queremos vocês.
Só faltou o hoje muito usado “Fora Velhos”.
Que tal?
Será que esta aversão dos permissionários do Mercado Público a pessoas com mais de 60 anos será mantida para sempre?
Doravante os permissionários não quererão mais como clientes pessoas com mais de 60 anos?
Parece que não pois hoje os estão mandando não entrar no mercado.
Será que o nosso Prefeito Nelson Marchezan Jr concorda com este posicionamento dos permissionários do mercado público de Porto Alegre?
Os permissionários do mercado têm o direito de escolher quais as pessoas irão atender?
Vou mais longe: os permissionários do mercado público podem se dar ao luxo de desprezar a imensa quantidade de pessoas com mais de 60 anos que vivem em Porto Alegre?
Não lhe parece um ato discriminatório contra as pessoas com mais de 60 anos?
Acredito que a coisa esteja ficando perigosa pois as perseguições a determinados grupos de pessoas já tenham se iniciado e logo pelo nosso centenário Mercado Público.
Perseguições a grupos de pessoas aconteceram na Alemanha nazista, na Rússia comunista e em outros tantos lugares mundo afora.
Infelizmente não tenho celular destes modernos que fazem tudo e por isso não tirei uma foto, mas o cartaz estava lá ontem à tarde.
Encerro dizendo-lhe que seu blog é minha leitura diária obrigatória em face de sua altíssima qualidade e de suas posições democráticas e honestas.

Opinião do leitor - Velhos, go home !, diz cartaz na entrada do Mercado Público de Porto Alegre

V. Sª sabia que no nosso mercado público de Porto Alegre os seus permissionários colocaram um cartaz na entrada (na parede lateral da agência lotérica na entrada do Largo Glênio Peres, em baixo do cartaz foi disponibilizada uma mesa com um vasilhame de álcool gel para quem quiser usar) dizendo mais ou menos o seguinte:
“Pedimos as pessoas com mais de 60 anos que não entrem no mercado pois vocês são pessoas do grupo de risco”.
Em outras palavras: Não entrem, pois aqui no Mercado Público de Porto Alegre não queremos vocês.
Só faltou o hoje muito usado “Fora Velhos”.
Que tal?
Será que esta aversão dos permissionários do Mercado Público a pessoas com mais de 60 anos será mantida para sempre?
Doravante os permissionários não quererão mais como clientes pessoas com mais de 60 anos?
Parece que não pois hoje os estão mandando não entrar no mercado.
Será que o nosso Prefeito Nelson Marchezan Jr concorda com este posicionamento dos permissionários do mercado público de Porto Alegre?
Os permissionários do mercado têm o direito de escolher quais as pessoas irão atender?
Vou mais longe: os permissionários do mercado público podem se dar ao luxo de desprezar a imensa quantidade de pessoas com mais de 60 anos que vivem em Porto Alegre?
Não lhe parece um ato discriminatório contra as pessoas com mais de 60 anos?
Acredito que a coisa esteja ficando perigosa pois as perseguições a determinados grupos de pessoas já tenham se iniciado e logo pelo nosso centenário Mercado Público.
Perseguições a grupos de pessoas aconteceram na Alemanha nazista, na Rússia comunista e em outros tantos lugares mundo afora.
Infelizmente não tenho celular destes modernos que fazem tudo e por isso não tirei uma foto, mas o cartaz estava lá ontem à tarde.
Encerro dizendo-lhe que seu blog é minha leitura diária obrigatória em face de sua altíssima qualidade e de suas posições democráticas e honestas.

Artigo, Renato Sant'Ana - Comportamentos irracionais

       Num documentário da National Geographic sobre felinos da África, dois guepardos machos, loucos por acasalar, engalfinharam-se na disputa por uma fêmea. Nisso, um leão, pesando cinco vezes mais que qualquer dos brigões, entrou em cena. Mas os guepardos subestimaram a ameaça e não interromperam a luta. E, minutos depois, a câmera mostrou o leão.... com o cadáver da fêmea disputada na boca.
          Eles não reconheceram o inimigo comum e mais forte. E perderam ambos. A conduta básica dos guepardos é determinada pela genética. Eles não são racionais nem tem discernimento, mas reagem por instinto. E o apetite de acasalar venceu o instinto de evitar o perigo. Tudo muito natural.
          Antinatural é, entre nós, ignorar que a pandemia é o inimigo comum, usando o sofrimento da população para politizar a crise. De olho em 2022 e raciocinando como feras, desde figurões como João Doria, Rodrigo Maia e coronéis da esquerda, até aos aloprados que batem panela, todos só pensam em nocautear o governo, com grave prejuízo para o país.
          Para derrotar a pandemia, o Brasil é instado a fazer um esforço de guerra, cobrando, de todos, união e boa dose de sacrifício. É assombroso, pois, que oportunistas estejam empenhados em dividir a nação como tática rasteira de disputa política, acarretando fatalmente maior sacrifício para os mais pobres.
          Ah, quer dizer que Bolsonaro não pode ser criticado? Ora, antes pelo contrário! Convém que o seja. Mas que não se tome por crítica a incessante e desmedida guerra movida por uma coalizão formada por alguns dos principais órgãos de imprensa, pelos parasitas do Centrão e pelas hienas da esquerda. O país está pagando por essa guerra.
          A crítica tem, sim, que ser livre, para o cidadão e para a imprensa. Aliás, um dos inúmeros motivos por que, em 2018, elegeu-se Bolsonaro e se repudiou a candidatura de Fernando Haddad foi estar previsto no programa de governo do petista promover o "controle social da mídia", isto é, a blindagem do governo às críticas - como na Venezuela.
          O inaceitável é usarem a liberdade de expressão para desinformar a população, gerando pânico e, nalguns casos, desespero. Tudo para matar a esperança e vergar a coragem das pessoas, suscitando uma sensação de desamparo e revolta, estado de espírito que costuma voltar-se contra o presidente do país. Quem ganha com isso? E quem efetivamente perde?
          A população terá que dar uma resposta razoável à alta ralé e aos batedores de panela, usando, diferentemente das feras, o discernimento e agindo com responsabilidade. É hora de união, não de politização.

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.
E-mail: sentinela.rs@uol.com.br

Entrevista, Marcela Joelsons, Scalzilli Althaus - As empresas precisam se ajustar antes mesmo da vigência da Lei Geral de Proteção de Dados

- A advogada Marcela Joelsons é coordenadora área cível escritório Scalzilli Althaus, Porto Alegre.

O Senado jogou para o ano que vem a vigência da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Como o PL 1179/2020 impacta a LGPD ?
Através do projeto de lei 1179/2020 elaborado para flexibilizar contratos durante a pandemia do corona vírus, foi alterada a vigência da Lei Geral de Proteção de Dados, que encontrava-se em vacatio legis. Quando a lei foi promulgada em 2018, sua entrada em vigor estava prevista para março de 2020. Com a MP 869/2018, houve alteração para agosto de 2020. Agora, este PL pretende alterar novamente a vigência da LGPD para janeiro de 2021, com previsão de aplicação de multas e sanções somente a partir de agosto de 2021.

Quais os próximos passos do PL?
O PL ainda vai para votação na Câmara dos Deputados e depois deve passar pela sanção presidencial.

O que originou essa medida?
Restrições impostas às empresas em meio à pandemia do corona vírus, como o fechamento do comércio, a interrupção de serviços tidos como não essenciais à população, a quebra de contratos, etc, fez com que as companhias concentrem todos os seus esforços financeiros na crise que restou instaurada em seus negócios, vinda à tona o argumento de haver pouco folego para um processo de adequação à nova legislação de proteção de dados.

É realmente necessária a alteração na vigência da lei?
 Muitas empresas brasileiras já estavam em níveis avançados de seus processos de adequação à LGPD, todavia, para aquelas que sequer haviam iniciado estes trabalhos, o cenário de calamidade pública e da emergia da saúde representou em entrave não esperado.

Qual os efeitos esperados para o cenário brasileiro em relação a alteração na vigência da lei?
 A nossa Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) foi inteiramente baseada na norma europeia. A intenção, claro, foi garantir a convergência entre as legislações e, assim assegurar a manutenção dos negócios entre empresas daqui e as advindas de países de lá. A postergação da vigência da lei vai na contramão do cenário mundial, que pede urgência na regulação do uso e no tratamento de conteúdos pessoais.

Quais prejuízos advindos de uma possível postergação?
A entrada em vigor da LGPD em agosto de 2020 asseguraria ao Brasil um nível adequado de proteção de dados pessoais, o que é exigido pela União Europeia através do GDPR, e colocaria o país em patamar de concorrência com empresas estrangeiras, estimulando assim o desenvolvimento da economia. Sem a vigências da lei o Brasil fica fora do circuito. Além disso, a manutenção da lacuna legislativa neste momento gera insegurança jurídica no uso de dados sensíveis relativos à saúde e poderá levar a violações dos direitos fundamentais aos titulares dos dados.

O que as empresas devem fazer?
Uma vez retomada a vida próxima da normalidade, independentemente dos debates sobre a vigência da lei, as empresas devem buscar a adequação à LGPD para garantir sua reputação no mercado global evitando assim a perda de negócios que são essenciais em um momento de retomada das atividades empresariais.

Aprovado orçamento de guerra

A Câmara dos Deputados aprovou nesta 6sexta-feira  uma PEC (proposta de emenda à Constituição) chamada de ‘Orçamento de guerra’. O texto aprovado em dois turnos facilita os gastos do governo para o combate à pandemia de coronavírus. A matéria agora vai ao Senado Federal.

O relatório aprovado, de autoria do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), permite a separação dos gastos realizados para o combate ao vírus chinês do Orçamento da União.

O objetivo da proposta é separar o Orçamento fiscal, que reúne desembolsos recorrentes com Previdência Social e custeio da máquina pública, por exemplo, do Orçamento extraordinário, criado para medidas a serem tomadas durante a pandemia.

A proposta cria um comitê de gestão da crise. Este poderá fazer a orientação geral e aprovar as ações tomadas no regime emergencial. Também terá o poder de alterar ou anular contratos celebrados pela União.

O comitê será composto pelo presidente da República, os ministros da Saúde, da Economia, da Cidadania, da Infraestrutura, Agricultura e Abastecimento, da Justiça e Segurança Pública da Controladoria Geral da União e da Casa Civil.Além desses, também participam do grupo dois secretários de saúde, dois secretários de fazenda e dois secretários da assistência social de Estados ou do Distrito Federal, de diferentes regiões do País, escolhidos pelos conselhos respectivos.Também contará com 2 secretários de saúde, 2 secretários de fazenda e 2 secretários da assistência social de municípios, de diferentes regiões do País, escolhidos da mesma forma. Esse grupo de membros não terá direito a voto dentro do comitê.

Entre as possibilidades do grupo está a contratação de pessoal, obras, serviços e compras, com propósito exclusivo de enfrentamento da calamidade e vigência restrita ao período de duração desta.

Esses gastos terão processo simplificado que assegure, “sempre que possível, competição e igualdade de condições a todos os concorrentes”, segundo o texto. Caberá ao Congresso Nacional a fiscalização das ações do grupo, que poderá anulá-las.

Também ficam liberadas as regras de controle fiscal. Isso quer dizer que será permitido gastar sem apresentar compensação de receitas e ainda não será preciso respeitar a chamada regra de ouro. Esta diz que não se pode se endividar para pagar despesas do dia a dia.

O texto autoriza o Banco Central a realizar a compra direta de títulos públicos e privados no mercado.

“O Banco Central [pode] comprar e vender títulos de emissão do Tesouro, nos mercados secundários local e internacional, e direitos creditórios e títulos privados de crédito em mercados secundários, no âmbito dos mercados financeiros, de capitais e de pagamentos.” Se aprovado também pelo Senado e depois sancionada pelo presidente, a permissão só valerá para o período de pandemia.

Grande defensor da proposta, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou em entrevista na tarde desta 6ª feira (3.abr) que ainda havia dúvidas em relação à transparência, à prestação de contas, mas que seria construído 1 texto que mantenha “a relação de confiança, onde o presidente do BC possa prestar contas da ação do banco”.

Por ser uma proposta de mudança na Constituição, o texto precisava do apoio de 60% da Câmara em 2 votações. O tempo entre a votação do 1º e do 2º turno de votação foi quebrado diante de acordo entre os líderes da Casa.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Artigo, Astor Wartchow - Fé e ciência

Advogado
É da natureza humana a inquietude e a inconformidade com a “(des)ordem das coisas”. Em busca de compreensão e respostas, ou para aquietar o espírito, alguns recorrem à ciencia e à filosofia. Outros, às religiões.
Quando sucedem tragédias mortais, sejam resultado de fenômenos naturais, guerras e acidentes, ou, como agora, a pandemia, advém uma inevitável pergunta: onde estava Deus?
Em 1755, Lisboa foi sacudida por um terremoto, seguido de outros dois tremores. Ao terremoto seguiu-se um tsunami. E após o terremoto e o tsunami, a cidade também ardeu em chamas durante dias. Milhares de mortes, destruição, desespero e tristeza.
“- Onde estava Deus?”, perguntavam filósofos, religiosos, reis, governantes e o próprio povo. Naqueles tempos tudo era responsabilidade divina. O que acontecia e o que não acontecia. Como consequência deste debate, muitos historiadores atribuem à catástrofe portuguesa um enorme impulso nas idéias iluministas.
 O filósofo francês Voltaire (1694-1778), autor do “Poema Sobre o Desastre de Lisboa”, ironizou a onipotência e a benevolência de um deus todo-poderoso. E citava o filósofo grego Epicuro (341-270 a.C.):
 "- Ou Deus quis impedir o mal e não pode, ou pode e não quis. Ou mesmo nem quis e nem pode. Se quis e não pode, não é Deus; se pode e não quis, não é bom. Se quer e pode, qual a origem de todos os males?"
No livro “O Último Dia do Mundo” (2011), também sobre o terremoto de Lisboa, o jornalista norte-americano Nicholas Shrady diz que a lição que este terrível acontecimento pode oferecer para as tragédias é a de que “o homem está no centro de nossa resposta ao desastre, e não a providência, a metafísica ou a ira de um Deus vivo”.
As crises humanitárias têm o mérito de obrigar a reflexão e a reação. Nos piores momentos recupera-se o sentido da solidariedade, da paz e da preservação sócio-ambiental. E, notadamente, uma consciência acerca das limitações humanas. A ciência nos salvará!

Oi terá fazenda de energia renovável no RS


Em 2020 a Oi pretende colocar em operação 25 unidades de fazendas solares para produção de energia contratadas no Brasil. Dentre as instalações, estão usinas Solares, de Biomassa e Centrais Geradoras Hidráulicas (CGH).

As usinas de energia serão implantadas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Pará, Maranhão, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Bahia, Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal.

Com todas as usinas operando até o final de 2020, a Oi passa a ser a referência no Brasil de empresa de autoconsumo renovável em geração distribuída (GD), segundo dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Brasileiros criam Sistema para Rastreamento de pacientes com Coronavírus

SOFTWARE SERÁ DISPONIBILIZADO GRATUITAMENTE PARA HOSPITAIS E UNIDADES DE SAÚDE DE TODO O BRASIL

Na luta contra o Coronavírus, os brasileiros da startup beeIT desenvolveram um sistema de triagem rápida para identificar pacientes com suspeita de contaminação pelo Covid-19.

O objetivo do software – que será disponibilizado gratuitamente para hospitais e unidades de saúde de todo o Brasil – é reduzir a exposição do paciente contaminado com outras pessoas que estejam nas salas de espera dos pronto-atendimentos, diminuindo, desta forma, as chances de contagio e propagação da doença.   

De acordo com o diretor da empresa, Sandro Pinheiro, o sistema é simples, funciona por plataforma online, a partir do preenchimento com os dados do paciente do Protocolo de Classificação de Risco padrão, que utiliza a classificação por cores para definir a prioridade do atendimento, além do preenchimento do protocolo da epidemia. “Em menos de 2 minutos, o software Salus orienta o enfermeiro da triagem sobre os procedimentos que ele deve adotar em cada caso. “Se for uma suspeita de Covid-19, por exemplo, informa as medidas que devem ser adotadas para evitar a contaminação, aplicando prevenção padrão ou por gotículas. Estas precauções vão deste o uso de máscaras e óculos até o isolamento total”, explica.

No atual cenário mundial, em que o vírus tem se alastrado rapidamente, o principal diferencial do sistema é que ele permite a rastreabilidade do paciente ainda na rede de atendimento. Por exemplo, depois de confirmado a contaminação de um caso, é possível identificar todas as pessoas que estiveram na sala de espera junto com o contaminado. “Se o software estiver integrado na rede pública, é possível mapear os pontos de atendimento por onde o infectado passou e quem teve contato com ele”, informa.
 
Pinheiro reforça que a ideia é propagar o uso do sistema em todo o Brasil. “O sistema havia sido criado, inicialmente, em um formato de comercialização. Mas, a partir do aumento dos casos, sentimos a necessidade de adaptá-lo de uma maneira que pudesse ser usado, sem custos, nos hospitais e unidades de saúde. Nossa equipe repensou o software e conseguimos deixá-lo acessível na plataforma Web”, conta o executivo, que completa: “Todos os nossos esforços reforçam a nossa missão, que é criar soluções tecnológicas humanizadas para a área da saúde. Não poderíamos nos isentar nesse momento”. 

Os hospitais e unidades de saúde que queiram utilizar o serviço gratuitamente podem acessar o site www.beeit.com.br ou entrar em contato com a empresa pelo whats App (51) 99792.7516. 

Atualmente, já foram confirmados mais de 1 milhão de casos de Covid-19 no mundo, com mais de 54 mil óbitos. O único continente não atingido é a Antártida. No Brasil, até o momento, há mais de 8 mil casos confirmados e 327 mortes. 

Atualmente, a beeIT possui sede em Porto Alegre, Santa Catarina e Chile. A empresa está presente com suas soluções e produtos em mais de 40 hospitais no Brasil e no exterior, sendo que, destes, quatro aparecem no ranking dos Melhores Hospitais da América Latina: Clinica Alemana (CH) – 2º lugar;  Hospital Infantil Sabará (SP) – 21º lugar,  Hospital 9 de Julho (SP) – 37º lugar e Hospital Brasília (DF) – 47º lugar. Em janeiro, esse número aumenta para seis, com a entrada no Hospital de Méderi – 32º lugar e Clínica Marly – 50º lugar, ambos na Colômbia.

Mais informações: 
A startup gaúcha beeIT vem se consolidando como um importante nome no setor, pois cria softwares que unem inteligência artificial + humanização.  Firmou uma importante parceria com uma multinacional francesa em 2018 e, em 2019, inaugurou uma filial em Joinville e um escritório no Chile, onde suas soluções já estão em sete hospitais. 

Entre os softwares mais conhecidos da empresa estão:

Leithos: Software de gestão da higienização de leitos hospitalares, une inteligência artificial humanizada na área da saúde, com integração de pessoas e administração de resultados. A ferramenta possibilita monitorar e gerir a agilidade nos processos que antecedem a entrega de um leito para internação, desde as áreas comuns até as salas cirúrgicas de um hospital.
Prontho: Software de armazenamento de prontuários médicos completos, exames, laudos e imagens, validados através de assinatura digital. Pode ser aplicado em prontuários antigos, em papel, através da digitalização dos documentos.

Cientista alemão afirma que coronavírus não passa por objetos e revela qual a principal forma de transmissão

Hendrik Streeck, coordenador de um grupo de estudo sobre a covid-19, diz que vírus está morto quando é detectado em celulares ou maçanetas

O virologista alemão Hendrik Streeck, coordenador de um grupo de estudos sobre a covid-19 no país, afirmou nesta semana que a transmissão do novo coronavírus não ocorre ao se tocar objetos infectados.
“Até agora, nenhuma transmissão do vírus em supermercados, restaurantes ou cabeleireiros foi comprovada”, explicou o virologista no programa de entrevistas Markus Lanz, do canal ZDF.
Segundo o especialista, diretor do Instituto de Virologia da Universidade de Bonn, os principais surtos foram resultado de encontros próximos com pessoas com o vírus, e por um longo período de tempo.
Streeck e uma equipe de alunos de Medicina montaram um estudo pioneiro na região de Heinsberg, considerado o epicentro do surto de corona na Alemanha, em uma tentativa de esclarecer como o coronavírus se espalha e como ele pode ser contido.
O estudo seguirá 1.000 pessoas infectadas. Elas serão entrevistadas para os cientistas descobrirem possíveis causas para a contaminação e para gerar recomendações de prevenção para toda a população alemã e européia.
Com 250.000 habitantes, Heinsberg contava, na quinta-feira (2), com 1.400 casos da covid-19 e 39 mortes.
Pesquisas e investigações iniciais em residências em Heinsberg já forneceram algumas indicações de como o vírus age.
Hendrik Streeck citou um experimento feito em uma residência alemã: “Estávamos em uma casa onde viviam muitas pessoas altamente infecciosas, e ainda assim não conseguimos detectar um vírus vivo em nenhuma superfície”.
O virologista disse que o coronavírus foi detectado quando se passou cotonetes em controles remotos, lavatórios, telefones celulares, banheiros e maçanetas, mas os vírus estavam mortos e não representavam qualquer perigo.
Ainda não é possível dizer quanto tempo o vírus pode permanecer na maçaneta da porta, porque não foram realizados estudos suficientes, diz o especialista.

FONTE
https://www.thelocal.de/20200402/how-german-scientists-hope-to-find-answers-on-coronavirus-in-countrys-worst-hit-spot

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Artigo, J.R. Guzzo, Gazeta do Povo - A insensatez da OMS diante do vírus chinês

De toda a maciça produção de mentiras, declarações hipócritas e decisões desastrosas, devidas à ignorância ou à má fé, tomadas até agora para enfrentar a epidemia trazida pelo coronavírus, provavelmente nada iguala a estupidez de autoridades e “personalidades” brasileiras em sua insistência de exigir fé religiosa no que diz a Organização Mundial de Saúde. A OMS, um alarmante cabide de empregos que serve de esconderijo, na segurança da Suíça, para marginais que frequentam os galhos mais altos de ditaduras africanas e outros regimes fora-da-lei, é tida no Brasil como “autoridade em saúde mundial”, por “ser órgão da ONU”. Mas a OMS não é uma organização científica. É um agrupamento político a serviço de interesses terceiro-mundistas, antidemocráticos e opostos à liberdade econômica. O resto é pura enganação.
Ainda agora ouvimos o presidente do Senado – imaginem só, ninguém menos que essa figura, o presidente do Senado – nos instruir, em tom gravíssimo, das nossas obrigações de seguir em tudo o que a OMS está mandando fazer sobre o coronavírus. É claro que você já sabe o que eles querem: confinamento geral e rigoroso da população, e repressão à atividade econômica. Sem que se saiba direito porque, o ministro Gilmar Mendes, que por sinal andava esquecido com todo esse barulho, entrou no assunto. “As orientações da OMS devem ser rigorosamente seguidas por nós”, disse Gilmar. “Não podemos nos dar ao luxo da insensatez. Obviamente, nem um nem outro têm a menor ideia do que estão falando. Quanto ao chefe do Senado, naturalmente, é exatamente o que se pode esperar. No caso do ministro, a única coisa que faz sentido dizer é o seguinte: insensato, mesmo, é ouvir o que a OMS diz sobre saúde, por cinco minutos que sejam.
Questão de ponto de vista? Nem um pouco. É uma pura questão de fatos. Vamos a eles. Durante quatro semanas inteiras, ainda em dezembro de 2019, com o vírus deitando, rolando e matando à vontade, o governo da China se recusou a admitir a existência de qualquer problema na cidade de Wuhan, o berço desse pesadelo. Não se tratava de nenhuma discussão acadêmica – era um caso de polícia secreta, como é comum acontecer em ditaduras quando aparecem problemas com os quais o governo não sabe lidar. O governo da China não apenas mentiu, dizendo, repetidas vezes, que não havia epidemia nenhuma. Prendeu médicos e cientistas que alertaram sobre o vírus. Pesquisadores sumiram e nunca mais foram vistos até hoje. Laboratórios onde faziam seus estudos sobre o coronavírus foram destruídos. Provas materiais da existência do vírus foram confiscadas pelo governo e desapareceram. Todas as opiniões e conclusões diferentes das aprovadas pelo governo foram proibidas; passaram a ser consideradas “crime”. A China insistiu, até o último minuto, em permitir voos internacionais e em recomendar que os homens de negócio estrangeiros – da Itália, por exemplo – continuassem vindo para o país.
E qual foi, desde o início, a posição da OMS? Dar apoio cego a tudo o que o governo da China determinou. Qualquer dúvida quanto à epidemia foi considerada como “preconceito” e “racismo”. A proibição de viagens à China por parte dos Estados Unidos foi oficialmente condenada pela OMS. Qualquer advertência sobre os riscos do coronavírus foram classificados como “agressão econômica” pelo órgão encarregado de cuidar da saúde do mundo. Até o dia 11 de março, meras três semanas atrás, a OMS se recusou a declarar a existência de uma situação de “pandemia”. E quem é o diretor-geral da OMS? Um político etíope, Tedros Adhamon Ghebreyesus, que faz parte do grupo que instalou, anos atrás, uma ditadura selvagem na Etiópia, e se mantém no poder até hoje. Como “ministro da Saúde” do regime, foi acusado de ocultar uma epidemia de cólera em seu país – pelo jeito, é uma de suas inclinações. E quem foi que colocou esse Tedros no comando da OMS? A China, usando de toda a sua influência dentro da ONU.
Mas precisamos obedecer à OMS, não é mesmo? O presidente do Senado, o ministro Gilmar e a mídia que imagina saber das coisas nos dizem que eles são a autoridade número 1 da saúde mundial. Eis aí o Brasil ignorante, subdesenvolvido e destinado, sempre a ser o último a saber.


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25 perguntas e respostas sobre redução de salários e suspensão de contratos de trabalho

O advogado Flávio Obino Filho, especialista em Direito do Trabalho, elaborou uma cartilha com as principais dúvidas de empresários.

1 - A redução proporcional da jornada de trabalho e de salário dos empregados prevista na MP 936 pode ser acordada diretamente entre empresa e empregado?

Sim. Segundo o governo federal, a ideia é dar agilidade, mas o acordo precisa ser informado ao sindicato da categoria. Segundo Obino, a regra até pode gerar discussão futura mesmo sendo adotada em estado de emergência, mas a possibilidade está na medida provisória de hoje. Conforme ela, o empregador deverá encaminhar proposta neste sentido ao empregado com dois dias de antecedência da data de início da redução e o acordo deverá ser formalizado entre as partes. O empregado terá que concordar com a redução. Nos acordos diretos, prevalece a vontade individual do empregado e o valor do salário-hora de trabalho deverá ser preservado.

2 - Até quando vale essa redução?

A jornada de trabalho e o salário pago anteriormente serão restabelecidos no prazo de dois dias corridos após terminar o estado de calamidade pública, da data estabelecida no acordo individual ou da data de comunicação do empregador ao funcionário sobre a decisão de antecipar o fim do período de redução.

3 - De quanto poderá ser a redução da jornada e do salário por acordo individual?

A redução poderá ser de 25%, 50% ou 70%. A redução de 25% poderá ser ajustada com todos os empregados. Nas outras duas faixas, a redução poderá ser acordada com empregados com salário igual ou inferior a R$ 3.135 (três salários mínimos) ou hiperssuficientes (portadores de diploma em curso superior com salário superior a dois tetos da Previdência – hoje R$ 12.202,12). Para os demais empregados, a redução somente poderá ser ajustada em convenção ou acordo coletivo de trabalho.

4 - O governo federal complementará o valor da redução salarial?

Sim. O empregado que tiver ajustado a redução do salário receberá benefício emergencial de preservação do emprego e da renda, que é calculado com base no valor do seguro-desemprego. Se a redução for de 25%, o empregado terá 25% do valor que receberia como seguro-desemprego.

5 - Esta redução de jornada e salários poderá ser ajustada em convenção ou acordo coletivo de trabalho?

Sim. Ela poderá ser ajustada por negociação coletiva atingindo todos os empregados da empresa ou categoria. Mas o advogado Flávio Obino Filho alerta que, caso seja estabelecido porcentual de redução da jornada e salário diferente das três faixas fixas previstas na medida provisória, o benefício emergencial:
a) não será pago caso a redução seja inferior a 25%;
b) será de 25% do valor do seguro desemprego caso a redução seja igual ou maior que 25% e menor que 50%;
c) será de 50% do valor do seguro desemprego caso a redução seja igual ou maior que 50% e menor que 70%; e
d) será de 70% do valor do seguro desemprego caso a redução seja igual ou superior a 70%.

6 - Os trabalhadores terão garantia no emprego?

Os empregados terão garantia no emprego durante o período em que a empresa usar o mecanismo e após o restabelecimento da jornada por um tempo igual ao que durou a redução. Por exemplo, se a redução for de 30 dias, o empregado tem garantia por esse período e mais 30 dias, totalizando 60 dias. A dispensa sem justa causa que ocorrer durante o período de garantia provisória no emprego sujeitará o empregador ao pagamento de indenização, além das parcelas rescisórias previstas em lei. Isso não se aplica, claro, se o trabalhador pedir demissão ou se a dispensa for por justa causa. 

7 - As convenções coletivas de trabalho que estabelecem redução de salário e jornada sem garantia de emprego e que não indicam a complementação do salário pelo benefício emergencial prevalecem?

A medida provisória indica que esses ajustes podem ser renegociados e adequados às regras que estão valendo durante a calamidade pública. Se não, vale o acordado anteriormente.

8 - Empregado e empregador poderão acordar diretamente a suspensão do contrato de trabalho?

Os empregados que recebem  até 3 salários mínimos (R$ 3.135,00 ) ou que se enquadrem como hiperssuficientes (portadores de diploma em curso superior e com salários maior do que dois tetos da previdência – hoje R$ 12.202,12) podem ajustar a suspensão diretamente com o empregador. Nos demais casos, o ajuste terá que ser feito por convenção ou acordo coletivo de trabalho. O empregador deverá a encaminhar proposta ao empregado com dois dias de antecedência da data de início da suspensão do contrato e o acordo deverá ser formalizado entre as partes. O empregado terá que concordar com a suspensão. Nos acordos diretos prevalece a vontade individual do empregado.

9 - Qual o prazo da suspensão?

O prazo de suspensão é de 60 dias, que podem ser divididos em dois períodos de 30 dias. O contrato de trabalho será restabelecido no prazo de dois dias corridos contados da cessação do estado de calamidade pública, da data estabelecida no acordo individual como termo de encerramento ou da data de comunicação do empregador que informe ao empregado sobre a sua decisão de antecipar o fim do período de suspensão.

10 - O salário e todos os benefícios pagos pela empresa ficam suspensos durante o período?

Os salários deixam de ser pagos, mas deverão ser mantidos os benefícios concedidos aos empregados. O empregado fica autorizado a recolher para o Regime Geral de Previdência Social durante a suspensão na qualidade de segurado facultativo.

11 - O governo federal assumirá o pagamento dos salários durante a suspensão do contrato?

Nas empresas com até R$ 4,8 milhões de receita bruta anual, o governo pagará valor equivalente a 100% do seguro-desemprego ao empregado, e o empregador não está obrigado a pagar ajuda compensatória. Nas empresas com receita bruta superior a R$ 4,8 milhões, o governo pagará um valor equivalente a 70% do seguro-desemprego, ficando a empresa responsável pelo pagamento de valor equivalente a 30% do salário do empregado.

12 - Os empregados podem seguir prestando serviço a empresa durante o período da suspensão?

Não. Qualquer trabalho, mesmo que parcial, invalida a suspensão.

13 - Os trabalhadores terão garantia no emprego?

Depois que alguém morrer na tua empresa, tu não recuperas mais", diz empresário com covid-19
Os empregados terão garantia no emprego durante a suspensão do contrato e por período idêntico. Serve o mesmo exemplo citado anteriormente na jornada de trabalho. A dispensa sem justa causa do trabalhador durante o período de garantia provisória no emprego gera ao empregador a obrigação de pagar as verbas rescisórias e mais uma indenização no valor de 100% do salário a que o empregado teria direito no período. A regra não se aplica à demissão solicitada pela empregado ou por justa causa.

14 - A suspensão do contrato de trabalho poderá ser ajustada em convenção ou acordo coletivo de trabalho?

Sim. Aí, atinge todos os empregados da empresa ou categoria.

15 - Como serão considerados os valores pagos pelas empresas, sejam eles obrigatórios ou não?

A parcela não terá natureza salarial, não integrará a base de cálculo do Imposto de Renda na fonte, da contribuição previdenciária e do FGTS. O valor da parcela poderá ser excluído do lucro líquido para fins de Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido das pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real.

16 - As convenções coletivas de trabalho que estabelecem suspensão do contrato de trabalho conforme o art. 476-A da CLT e que condicionam a suspensão à qualificação profissional, com pagamento de bolsa que antecipa parcelas do seguro-desemprego e estabelecem garantia de emprego prevalecem?

Também nesse caso, a medida provisória indica que esses ajustes podem ser renegociados para adequação. Detalhe é que ela estabelece que, durante o estado de calamidade pública, os cursos terão que ser a distância e deverão ter duração mínima de um mês e máxima de três meses. Mesmo se a adequação do que foi acordado antes, as regras precisam obedecer os limites do período de calamidade. Além disso, o trabalhador não pode receber o valor do benefício emergencial, criado agora, se estiver já ganhando a bolsa qualificação profissional.

17 - Como será feita a habilitação ao benefício emergencial que será pago ao trabalhador?

As empresas informarão ao Ministério da Economia a redução da jornada de trabalho e do salário ou a suspensão do contrato de trabalho. Isso tem que ser feito no prazo de 10 dias contado da celebração do acordo. A primeira parcela será paga em 30 dias, contados do acordo também. Ainda deve ser publicada a norma que disciplinará como será a transmissão das informações e comunicações pelo empregador, bem como a forma de concessão e pagamento do benefício emergencial.

18 - As medidas deverão ser comunicadas aos sindicatos de trabalhadores?

Sim. Tanto os acordos individuais de redução de jornada de trabalho e de salário ou de suspensão temporária do contrato de trabalho. O prazo é de 10 dias corridos, contados da data do acordo fechado.

19 - E se o empregador não fizer a comunicação?

Se não o fizer, o empregador terá que pagar a remuneração no valor anterior à redução da jornada de trabalho e de salário ou da suspensão temporária do contrato de trabalho do empregado, inclusive dos respectivos encargos sociais, até a que informação seja prestada.

20 - Caso o empregado já tenha celebrado acordo individual e depois venha a ser ajustada convenção ou acordo coletivo de trabalho, o que acontece?

Prevalecerá o que for acordado no ajuste coletivo. No caso das assembleias de trabalhadores, poderão ser usados meios eletrônicos para atendimento dos requisitos formais. Os prazos de convocação de assembleia previstos na CLT ficam reduzidos pela metade.

21 - Há alguma condição que deve ser observada para receber o benefício emergencial?

Não. Ele não depende de cumprimento de período aquisitivo, tempo de vínculo empregatício ou do número de salários recebidos. Importante: esses benefícios não afetam o pagamento do seguro-desemprego no futuro.

22 - Empregados que recebem já benefício de prestação continuada da Previdência têm direito ao valor emergencial?

Não têm direito aqueles que recebem benefício de prestação continuada do Regime Geral da Previdência Social ou dos Regimes Próprios de Previdência Social, como aposentados, assim como aqueles ganhando seguro-desemprego ou bolsa de qualificação profissional. No entanto, pensionistas e titulares de auxílio-acidente podem receber o benefício emergencial.

23 - Os aprendizes e empregados de jornada parcial podem ajustar a redução da jornada e salário e a suspensão do contrato?

Sim. Eles estão expressamente incluídos nas medidas.

24 - E os empregados com mais de um emprego, como ficam?

Eles poderão receber cumulativamente um benefício emergencial para cada vínculo com redução proporcional de jornada de trabalho e de salário ou com suspensão temporária do contrato de trabalho. No entanto, Obino avisa que há um valor fixo de R$ 600 para quem tiver vínculo na modalidade contrato intermitente.

2 5 - A possibilidade de redução da jornada e dos salários se aplica aos empregados de sociedades de economia mista?

As regras não se aplicam no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, aos órgãos da administração pública direta e indireta, às empresas públicas e sociedades de economia mista, inclusive às suas subsidiárias, e aos organismos internacionais.

Artigo, Telma Renner - Uma atitude global é imprescindível !

-  A autora é empresária em Gramado, RS.

Tendo em vista a atual pandemia do vírus chinês que está provocando a maior tragédia econômica planetária, é imprescindível que se tomem providências a nível  global!
A China vem irresponsável e sistematicamente há vários anos espalhando sérias epidemias  mundo à fora.  Assim foi em 2005 com a SARS, em 2007 com a gripe aviária e agora com o Conavid. Sabe-se que isto se deve sobretudo aos hábitos anti higiênicos e insalubres de seus mercados de animais , onde as mais variadas e exóticas  espécies vivas e mortas, são um verdadeiro criadouro de vírus e doenças. Sabe-se também que o governo chinês após a epidemia da SARS havia se comprometido a acabar com esses mercados. Mas, não o fez. Passada a epidemia voltaram todos a funcionar!  Sabe-se que vários médicos chineses em diversas oportunidades  alertaram o governo e este brutalmente os calou. Sabe-se que a OMS por simpatia ao governo chinês demorou para declarar a pandemia. E cá está o mundo às voltas com o Conavid-19, ou melhor,  o vírus chinês! 
O que assombra é que, em momento algum,  o governo do megalomaníaco XinJinping tenha feito um “mea culpa” e em troca dos males que está causando tenha feito  doações de equipamentos de segurança, testes, respiradores. O rico e poderoso  Partido Comunista chinês teria todas as condições de fazê-lo. Mas não!  Pelo contrário! Os países atingidos tem que importar e pagar caro e a China,  fazendo bons negócios e lucrando com a tragédia que provocou! Verdade que as encomendas de quinquilharias  estão sendo canceladas pelos importadores, mas neste momento,  o único país que parece  ainda estar fazendo negócios em meio á tragédia é a China. Os demais vivem um inédito e dramático  lockdown. Jamais pensei que vivenciaria semelhante experiência! Países fechados, ruas desertas, pessoas trancafiadas em suas casas, desesperadas , perdendo empregos!
Isso tem que parar!
A atitude, ou falta dela, do governo comunista chinês, bem demonstra com quem estamos lidando. Pensar  que a China é um “parceiro comercial” é a mais hilária fantasia do planeta!
Comunista fanático, sabe-se que Xi Jinping tem um megalomaníaco projeto de poder para o mundo que já está empleno  andamento, e nós aqui no Brasil,  temos que ficar bem  atentos  pois seus tentáculos já estão  firmes em solo brasileiro  na área da energia e das comunicações. Daí a nos forçar a rezar por  sua cartela  comunista  é um passo! E  adeus liberdade!
Mas voltando ao momento atual de Conavid e lockdown, a meu ver, agora se torna imprescindível uma grande ação a nível global, seja um Tratado ou Acordo forçando o Governo Chines a indenizar os países atingidos e a tomar providênciasenérgicas  para que estes episódios não se repitam.  Pois que se tome como exemplo o Tratado de Versailles que após a Primeira Guerra forçou a Alemanha a pagar indenizações e devolver colônias e territórios, a China poderia devolver, por exemplo, o Porto de Sri Lanka do qual se adonou por 99 anos por contrato leonino.
Se   não houver agora uma ação global , as pandemias se sucederão e,   em breve,  o mundo acabará  de joelhos diante deste neo- Mao –Hitler rico e poderoso! 

Por Renato Sant'Ana - Grandeza em desconfiar

         "Quem desconfia fica sábio", diz Guimarães Rosa. E quem tem grandeza de espírito é capaz de pôr em dúvida até as suas próprias convicções.
          Chineses estão tomando o que é mais estratégico no Brasil. Já compraram vastíssimas extensões de nossas terras, grande parte do setor de energia elétrica, muitas indústrias de alimentos e até grupos de comunicação.
          Aliás, a China Medias Group (CMG), órgão da ditadura chinesa, é hoje o "dono oculto" do Grupo Bandeirantes. E já firmou termo de cooperação com a Globo. E até a EBC, pasmem, renovou acordo firmado em 2015 com a CMG.
          Bandeirantes e Globo já estão afinando suas linhas editoriais pelo diapasão da CMG, isto é, estão tocando no tom da ditadura chinesa.
          Agora, com o desmaio do setor econômico por causa da pandemia, nossas empresas estão perdendo valor de mercado, muitas entrando em colapso. E os chineses, como abutres que sobrevoam o moribundo, só esperam a hora de comprá-las na "bacia das almas" a preço de casca de banana.
          Para piorar, os principais caciques da esquerda brasileira são ardorosos defensores da ditadura comunista chinesa, colaboracionistas com o mesmo fanatismo do tal Luís Carlos Prestes que, um dia, teve o peito de dizer: numa guerra entre Brasil e União Soviética, ele atacaria o Brasil.
          Não dá para desconfiar? Desgraçadamente, por trás da polêmica sobre a melhor forma de enfrentar a pandemia, existe uma disputa de poder que está se lixando para o sofrimento da população e para o futuro do país.
          Tem gente aceitando de bom grado que o Brasil vire colônia da China.

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.
E-mail: sentinela.rs@uol.com.br

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Hospital Moinhos de Vento utiliza telemedicina para humanizar atendimento a pacientes na UTI adulto

O equipamento utilizado nas consultas por telemedicina do Hospital Moinhos de Vento passou a ter uma nova finalidade esta semana. Além de auxiliar em diagnósticos, recomendações e condutas, a tecnologia está permitindo a visita virtual de familiares a pacientes internados na UTI de isolamento – diminuindo a saudade de quem teve o contato físico suspenso em função do coronavírus.
A permanência da família ao lado dos pacientes é uma importante ferramenta para o tratamento. Por isso, o carrinho de telemedicina – que inclui, entre outras ferramentas, um monitor e uma câmera de vídeo de alta resolução – está sendo usado como interface entre quem está internado na UTI de isolamento e seu mundo afetivo. A família recebe, por e-mail ou SMS, um link para conexão que permite o contato direto. O equipamento é deslocado até o leito permitindo o contato visual entre o paciente e seus familiares.
         
Benefício para o tratamento
Idealizado pelo Hospital Moinhos de Vento, o projeto UTI Visitas foi implementado em hospitais de todo o Brasil. Por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS), a iniciativa comprovou que a permanência de familiares com pacientes de UTI representa benefícios importantes para os tratamentos. Além de criar um vínculo com a equipe, aumenta a segurança em relação ao atendimento e torna a experiência menos traumática.
Com o avanço da pandemia do coronavírus, no entanto, os hospitais tiveram que abrir mão desse importante aliado. “A visita é algo muito importante, e a telemedicina vai nos ajudar no contato com o paciente. Também poderemos apresentar a equipe à família, estando perto mesmo à distância”, destaca Daiana Barbosa, coordenadora de enfermagem do Centro de Terapia Intensiva Adulto do Hospital Moinhos de Vento.
 A editora de livros Janine Mogendorff e a filha Elisa puderam fazer a primeira visita virtual no início da semana. Janine elogiou a iniciativa do hospital em proporcionar esse momento. “Achei ótima a experiência. Fiquei um pouco temerosa por conta da minha filha, mas foi bom colocar uma imagem para aquilo que até então era um pensamento. Às vezes, o pensamento é mais sinistro do que a própria realidade”, avaliou a esposa do paciente internado na UTI de isolamento.

Análise


Em termos de mercado acho que o que foi discutido, até seguido ai pelos principais ministros da fazenda pelo mundo afora e o Banco do Central também é que esse Lock Down temporário é um problema de crédito ou seja, tipo uma ponte, o mundo vinha caminhando, abriu um buraco na estrada, você tem que chegar do outro lado e essa ponte custa.
Alguém tem que emprestar ou construir ela para você, e ai os países desenvolvidos estão fazendo isso, então como os Estados Unidos sempre lidera, eles conseguiram aprovar lá 2 trilhões de dólares e, se fosse fazer uma regra de 3 simples, é mais ou menos quanto custa para ficar parado, parar o país inteiro, aproximadamente os 40 dias e ai o que vai acontecer é que o governo vai ficar mais endividado e ele banca esses 2 trilhões de dólares pra todo mundo ter ficado parado para ver o que acontecia com o vírus.
Aqui no Brasil não vai ser diferente, só que como a gente é um país subdesenvolvido, se a gente desse um passo desses antes do resto do mundo, naturalmente o mercado inteiro, vai que, o nosso endividamento explode e como a gente é tupiniquim ninguém confia muito em emprestar dinheiro pra gente neste momento, e o nosso juro ia pro beleléu e é por  isso que a gente não fez antes, ficou aguardando.
Agora o Guedes viu que a coisa tá mais calma, vai botar pra rodar.
Então basicamente é aumento de dívida, se aumenta o endividamento dos países inteiros e bota o dinheiro na economia para circular.
Agora tem que ter um limite né, tem que ter um limite porque existe o máximo que o tesouro pode fazer.
E esse máximo não é infinito, então tem que fazer uma conta de ver por quanto tempo o pais pode ficar parado no máximo 20, 30, 40 enfim, quanto custo, e ai o governo assume essa dívida, bota pra rodar, credita nas pessoas, salva as empresas que tinham tido problema de desencaixe de caixa, principalmente empresas aéreas, shopping centers,hotéis,PE enfim, uma gama grande de empresas que acabou tendo um colapso até na geração de caixa. O governo banca e ai no dia seguinte tá todo mundo normal.
Agora o que não pode é ficar todo mundo trancado para sempre, isto é maluquice, tem que trancar quem tá na zona de risco, pessoas velhinhas, diabéticos, hipertensos, esse povo tem que tá preso.
Agora, eu conheço, acho que eu conheço todo mundo que tem corona vírus,entendeu.
O Mofredine que senta na minha frente tá com corona, o Gui Bueno que é um Gestor Master tava com corona.
André Freitas outro gestor tava  com corona, a filha dele ta com corona, a menina que trabalha para mim voltou da Itália no mesmo voo com outro camarada da XP que pegou corona, foram os 2 primeiros aqui do Brasil.
E todo mundo super bem.
Esse cara que descobriu hoje o teste dele do corona, ele trabalha comigo e falou: Po Josias, to zero, só fui por descargo de consciência, acabou que a porcaria do teste deu positivo e agora to sendo tratado  que nem um leproso aqui no prédio, mas eu to ótimo.
Então é um negócio que afeta exclusivamente pessoas idosas que já tem problemas de saúde, não da pra trancar o mundo inteiro por conta disso.  Só que a discussão ta evoluindo, no começo o pessoal tomou muito susto, os gestores de política pública acabaram tomando decisões mais drásticas e agora eles estão revisitando isso.
Eu acho que gradativamente e ai o Trump meio que daquele jeito maluco dele, começou botar um pouco de conta no jogo, gradativamente os países vão começar fazer isto. Agora o país que é muito idoso, tipo, Itália, Espanha é treta mesmo.
Daí o bicho pega e pega pra valer, não é o nosso caso.
Nossa população é muito jovem, então você pode soltar bastante gente pra rodar.
Enfim, eu acho que isso vai começar a sentar, no tempo que ficar parado o governo vai ter que bancar e ai chegamos do outro lado.
Vai seguir vida normal, vai ter alguma sequela, mas a economia depois começa a recuperar e eu discordo muito de gente que diz que o impacto é estrutural como foi em 2008.
Bernard que é o cara que salvou o mundo em 2008, não acredita nisso, ele pontuou várias diferenças.
O Eudosch que é um gestor famosíssimo também apontou várias diferenças, eles acham que o efeito é muito mais parecido com uma nevasca que paralisou, em vez de paralisar só Nova York ou Boston acabou paralisando o mundo inteiro do que necessariamente uma ruptura do sistema financeiro que é o que aconteceu naquela época, então, lá tava em cheque todo sistema bancário, corrida aos bancos e aquela loucura toda.
Não tem nada disso acontecendo.
Aqui simplesmente é um problema de quem que vai bancar a maquininha produtiva ter parado por x dias.
É simples assim, vai ficar uma sequela  aqui no Brasil, nem todo mundo é bancarizado, vai ser difícil o governo botar o dinheiro na conta, vai ter uns desencaixizinhos ali que vai dar um pouco de dor de cabeça.
Mas eu acho que a gente sai e sai bem.
Agora os mercados entraram num pânico absurdo até  quinta feira passada e de lá para cá já melhorou muito graças a Deus, estamos ai no 3º dia consecutivo de alta, hoje teve recorde de desemprego e pedido de desemprego nos Estados Unidos e as bolsas explodiram de subir ou seja, nesse momento o povo não está mais nem ai pro impacto imediato, todo mundo já tá conseguindo enxergar o desfecho da história e pro mercado financeiro que ta sempre olhando lá para frente é isso que importa, não importa  o que tá agora.

segunda-feira, 30 de março de 2020

Texto intgegral Luchese

A Santa Casa atende a população pobre que precisa de médicos e hospitalização para todos os tipos de doenças, a imensa maioria, e não só vírus chinês.

Depois que viralizou vídeo descontextualizado de entrevista que concedeu na TV Pampa, Porto Alegre, o renomado médico gaúcho Fernando Luchese gravou nova fala, muito mia socmpleta. Leia o texto degravado pelo jornalista Glauco Fonseca a pedido do editor: "Há poucos dias, circulou um vídeo editado de uma participação minha no programa da Rede Pampa, em que eu afirmava que a Santa Casa dispõe de 200 respiradores e 100 aparelhos de anestesia. Eu quero esclarecer um pouco melhor essa informação. Os números estão corretos, são exatamente esses os números, mas a edição foi incompleta por que, na realidade, eu afirmava que os respiradores - esses 200 - eles estão uso nos nossos mais de 150 leitos de UTI e em nossas 6 emergências em nossos 9 hospitais. Assim como os carros anestésicos eles propiciaram no ano passado – 2019 - a realização de 80 mil cirurgias no complexo da Santa Casa. Então todos esses equipamentos estão em uso e estão disponíveis (...)  A Satna Casa decidiu destinar, do seu hospital Pavilhão Pereira Filho, que é o nosso hospital de pneumologia, onde trabalham pneumologistas reconhecidos no Brasil todo, 40 leitos para atendimento de casos de Covid podendo expandi-los para 80 se necessário. Para isso, nós lançamos uma campanha de captação de recursos para a criação de 80 leitos de UTI, com custo médio de R$ 210.000,00 por leito, o que permitirá vencer uma situação de grande expansão do Covid, o que rezamos para que não aconteça, mas estaremos prontos se acontecer.  No Rio Grande, 70% dos atendimentos do SUS são realizados pelas 272 Santas Casas e hospitais filantrópicos em 220 municípios"

domingo, 29 de março de 2020

Ex-ministro avalia crise causada pelo coronavírus: "É preciso colocar dinheiro no caixa das pessoas e das empresas"

Ex-ministro avalia crise causada pelo coronavírus: "É preciso colocar dinheiro no caixa das pessoas e das empresas"

O repórter Leonardo Vieceli ouviu o ex-ministro do governo FHC, do qual foi derrubado depois que uma conversa sua vazou (uma conversa sobre privatizações, na qual o ministro tinha toda razão) Luiz Carlos Mendonça de Barros, que afirmou para o jornal Zero Hora, que publicou a entrevista neste final de semana, que governo Bolsonaro deve aumentar gastos para socorrer economia

Leia tudo:

O economista Luiz Carlos Mendonça de Barros avalia que não resta outra saída ao governo Jair Bolsonaro a não ser intensificar medidas para garantir recursos a empresas e famílias durante a crise do coronavírus. Na entrevista a seguir, o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também aponta diferenças e semelhanças do atual momento frente à turbulência financeira de 2008. Além de comandar o BNDES, Mendonça de Barros atuou nos anos 1990 como ministro das Comunicações na gestão Fernando Henrique Cardoso (FHC).

Como o senhor descreve o atual momento da economia?
Tenho 50 anos de profissão e nunca passei por isso. É algo extraordinário. Já vi várias crises no Brasil e no Exterior, mas não com esta complexidade. Brinquei com meus netos ao dizer que esta é a primeira coisa que vivemos juntos pela primeira vez. O que acontecerá com a economia dependerá da situação da saúde. Tem gente que acha que o problema será passageiro, tem gente que acha que vai demorar mais.

As notícias são de que, na China, o cenário está se normalizando. O presidente chinês, Xi Jinping, passou por período de questionamento pela forma como o país lidou com a crise do coronavírus na fase inicial. O que acontece durante o problema é um colapso da economia, tanto pelo lado da oferta quanto pelo lado da demanda. A crise na saúde é o que chamamos de cisne negro, ou seja, algo que ninguém esperava.

O atual tem alguma semelhança com a turbulência registrada em 2008?
A crise atual é nova em razão de sua origem. Mas tem alguns componentes parecidos com a de 2008. Um deles é o pânico no mercado financeiro.

Quais são as ações necessárias neste momento para amenizar as perdas na economia?
É preciso jogar dinheiro no sistema financeiro. O Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) fez isso, o governo americano lançou um pacotaço, com dinheiro para todo mundo, para evitar a quebradeira de empresas. É assim. Tem de ser assim. É preciso colocar dinheiro no caixa das pessoas e das empresas. Se estiver certo, e espero estar, esta é uma crise de três, quatro meses. Se os governos agirem corretamente, vai passar.

Como o senhor avalia a atuação do governo Bolsonaro para atenuar os prejuízos na economia?
O Banco Central cuida do mercado financeiro, fez isso corretamente aqui no Brasil, diminuiu compulsórios, criou uma série de facilidades. Mas não resolve o problema. O Paulo Guedes (ministro da Economia) é um monetarista de Chicago, não aceita a análise keynesiana de jogar dinheiro para empresas e pessoas. O Banco Central tem de evitar a quebradeira de bancos, mas a política monetária não chega a empresas e pessoas agora.

Por quê?
A população sofre por falta de renda, e as empresas sentem falta de recursos. Tem de botar dinheiro nelas. É uma pena o que aconteceu com o BNDES. O erro é amarrar o banco deste jeito. O BNDES sempre foi importante em momentos assim.

Quais são as medidas adotadas no Exterior que poderiam servir de exemplo para o Brasil?
O país tem de olhar para o pacote da Inglaterra, que tem governo ultraconservador. Lá existe um programa muito radical, para dar dinheiro nas mãos das pessoas. O governo americano fechou um pacote de trilhões de dólares. Tem de pegar essas ideias e trazer para cá.

Arttigo - O tranco vem aí

O tranco vem aí. E ninguém poderá alegar surpresa

A Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (@FGVDAPP) detectou uma novidade esta semana nas redes sociais: certa agregação de perfis que ela considera de esquerda e de centro. Vamos então aceitar para efeitos didáticos a classificação, pois aponta um movimento de razoável importância no público.

As ações do presidente da República para reagrupar e anabolizar a base mais próxima dele na guerra de opiniões da Covid-19 tiveram um custo: juntaram contra ele, pelo menos nas redes sociais, quem não se juntava há tempos para nada. Não existe mesmo almoço grátis, apesar de esse rearranjo na internet não ter até o momento maior implicação política.

O custo em imagem ainda precisa ser medido nas pesquisas, mas os dados digitais fazem deduzir que a base bolsonarista fiel continua preservada na essência. E duas coisas jogam a favor do presidente na correlação de forças: não há condições objetivas para protestos de rua em massa e tampouco o Congresso Nacional parece propenso a enveredar por um confronto aberto contra o Planalto.

Tirando os pontos fora da curva, por exemplo a suspensão dos contratos de trabalho sem contrapartida, a disposição no Legislativo é aprovar as medidas governamentais de combate às crises sanitária e econômica, aqui especialmente as de caráter anticíclico. Até porque de repente todos viraram keynesianos: economistas, empresários e jornalistas especializados.

E um Congresso que só pode reunir por teleconferência não chega a ser propriamente ameaça. Nesta condição, é pouco provável deputados e senadores colocarem para rodar qualquer coisa afastada do consenso. E se há um consenso nas duas Casas é não bater de frente com Jair Bolsonaro. Em vez de esticar a corda, dar corda para o presidente.

Nas últimas horas a sensação é de um movimento centrípeto governamental. Os ministros da Saúde e da Fazenda falaram à vontade no sábado para garantir que planos para a defesa contra o coronavírus estão aí e irão funcionar. Mostraram estar confiantes nas cadeiras. É pouco provável terem feito a aparição pública sem combinar com o chefe.

Mas nada servirá de escudo se duas coisas não funcionarem bem: se o dinheiro para empresas e trabalhadores não chegar na ponta e se o sistema de saúde não aguentar o tranco que vem aí nas próximas semanas. Os ministros responsáveis pelas duas áreas pareceram neste sábado confiantes de que os dois desafios serão equacionados.

Ninguém se engane. Ainda não saímos da etapa dos bate-bocas. Que têm hora para dividir o palco com os fatos duros. O tsunami vem aí. E o governo será julgado pelos resultados. Inclusive porque teve tempo de se preparar. O lockdown em Wuhan tem mais de dois meses, e a agudização na crise na Europa já vem há várias semanas. Ninguém poderá alegar surpresa.

Deu tempo suficiente para aprender com os erros dos outros. Vamos aguardar, e rezar, para termos aprendido.

*

Depois desta epidemia vai ficar muito difícil a vida de quem deseja enfraquecer o Sistema Único de Saúde. Se ele funcionar como prometem, e nada indica que não vá (tem um pouco de torcida nisso), estará aberta a estrada para atacar de vez o problema do subfinanciamento.
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Alon Feuerwerker (+55 61 9 8161-9394)
alon.feuerwerker@fsb.com.br

Medidas

- Serão zerados impostos sobre 67 produtos que previnem e combatem o Coronavírus.

- Presidente sugeriu e a Anvisa liberou que todas as farmácias de manipulação produzam álcool gel.

- Liberação de R$ 60 bilhões para a manutenção de empregos.

- Antecipação da primeira parcela do 13° para abril e a segunda para maio para aposentados e pensionistas do INSS.

- Ministério da Educação libera R$ 450 milhões para ajudar escolas na compra de itens de saúde como álcool gel e sabonete.

- Suspensão de visitas nos Presídios Federais.

- Substituição de aulas presenciais por aulas a distância.

- Restrição à entrada de estrangeiros por fronteiras do país. - Projeto de simplificação temporária de regras trabalhistas.

- Trabalhador e empregador poderão celebrar acordos individuais, respeitados os limites da Constituição.

- Auxílio emergencial de R$ 15 bilhões p/trabalhadores informais. - R$5bi p/pequenas e microempresas.

- Facilitação e renegociação de créditos.

- Desburocratização para importação de insumos e matéria-prima.

- Prorrogação do prazo de pagamento do FGTS, injetando R$ 30 bi na economia.

- Adiamento do pagamento do Simples Nacional, c/economia de R$ 22,2 bilhões p/pequenas e médias empresas. - Redução de 50% nas contribuições p/o Sistema S, beneficiando empregadores. - +5 mil médicos p/reforço no combate ao vírus.

- Instalação de mais 2 mil leitos no Brasil p/atendimento a pacientes.

- Distribuição de 30 mil kits para diagnóstico do Coronavírus.

- R$ 432 milhões para os estados. - Repasse de R$ 4,5 bilhões do fundo do DPVAT p/combate ao coronavírus.

- Suspensão da prova de vida por 120 dias, s/interrupção dos pagamentos -INSS.

- Antecipação do abono salarial p/junho, injetando R$12,8 bilhões na economia.

- Inclusão de mais 1 milhão de pessoas no Bolsa Família, com liberação de R$ 3,1 bilhões

- R$ 5 bilhões para pequenas e microempresas. - Criação do Comitê de Crise para Supervisão e Monitoramento dos Impactos do Covid-19.

- Criação do Comitê de Especialistas Rede Vírus, p/promover pesquisas relacionadas ao coronavírus.

- Liberação de R$ 147 bilhões para reduzir os efeitos do coronavírus, sendo:

.R$83,4bi p/a população mais vulnerável;

.R$59,4bi p/manutenção de empregos;

R$5bi no combate à pandemia.

Não se sabe cura do vírus que acomete a política, diz Xico Graziano

Agricultores seguem trabalhando; Não se para de comer na crise

Estou na fazenda, longe desse vírus maldito. Já que era para ficar isolado do mundo, resolvi vir trabalhar na roça. Tem um problema: aqui a internet pega mal. Chega a dar angústia ficar desconectado a maior parte do dia, ainda mais em dias agitados como esses. Por outro lado, desligar-se da internet parece um calmante. Uma benção.

Faz falta, porém, como instrumento de trabalho. Isso é horrível. Existe uma sútil discriminação entre o campo e a cidade nessa matéria: a conexão desaparece quando se ruma para o interior agrário do país. Uma sacanagem do século 21 contra o agricultor.

Todos meus colegas, engenheiros agrônomos, foram se esconder na fazenda, sua ou de alguém, nesses dias tormentosos do coronavírus. Chega a ser um privilégio, curtir o isolamento social perto da um produção rural. Foi isso que, entre nós, combinamos: vamos superar essa crise trabalhando.

Colhendo soja ou cana-de-açúcar, plantando milho, vacinando bezerro, apartando gado, combatendo pragas, cortando erosão, cada um de nós na sua labuta.

A virtude do agricultor é a sorte do citadino: ninguém para de comer, seja a crise que for. Você corta a diversão, deixa de comprar roupa nova, diminui o consumo de muitas coisas. Mas da comida, não. E ela não vai faltar por conta dessa desgraça, que será momentânea.

Seria uma ilusão total achar que o agro não será prejudicado nessa crise global. Reflexos serão sentidos, variando em função do setor de produção. A floricultura, por exemplo, está arrasada. A olericultura está capenga devido à fraqueza de seus canais de comercialização, como os Ceasas.

Haverá sofrimento no agro. Empresas e pessoas passarão apertado. Muita cautela se exige. Mas vamos sair logo dessa enrascada. Prevejo que em 60 dias o acelerador do agro estará ligado novamente.

Nós, agricultores, sofremos com doenças repentinas nas lavouras e nas criações há séculos. Tristeza da laranja, ferrugem do café, aftosa no gado, bicudo no algodoeiro, vassoura-de-bruxa no cacau, sigatoka na bananeira: a cada vírus, ou inseto, ou fungo, ou bactéria que surge, nós nos acostumamos a acreditar na força do conhecimento científico. Sempre que disseram que iríamos soçobrar, vencemos a desgraça da doença agrícola porque contamos com a ajuda da tecnologia. E seguimos em frente, com produtividade crescente.

Tiramos da nossa história do agro a lição: os pesquisadores científicos, médicos extraordinários, descobrirão um remédio, uma vacina, um jeito de escapar dessa covid-19.

O que mais dói nessa crise é ver os governantes disputando quem é mais bacana. Uns bancam os inventores mágicos, outros se parecem abutres. Aqui distante, no suor da roça e no sossego do campo, eu diria: o pior vírus acomete a política.

Desse nós não sabemos a cura.

sábado, 28 de março de 2020

Nota da Câmara da Indústria e Comércio de Caxias do Sul, CIC, RS

Como representante do setor empresarial de Caxias do Sul, a CIC Caxias tem estado vigilante e ativa, em cooperação com os governos municipal, estadual e federal, trabalhando incessantemente para mitigar os impactos do avanço da Covid-19 em nossa comunidade. Assim, temos recomendado o acatamento das medidas de controle da pandemia impostas pelo Poder Público, visando salvaguardar a saúde da população. E assim faremos, enquanto perdurar a crise.

Além disso, com o objetivo de dar suporte ao sistema de saúde público e privado do município, por meio da campanha Caxias Contra a Covid-19, CIC-Caxias, Sindicatos Patronais, MobiCaxias e Universidade de Caxias do Sul, com o apoio do Poder Público e da imprensa, estamos fazendo um chamamento à sociedade para que colabore com recursos e equipamentos de proteção aprovados pela Anvisa.

Não queremos e não vamos nos omitir.

Valorizamos o diálogo estabelecido pelo Poder Municipal com as entidades empresariais e demais setores sociais, e aplaudimos os primeiros atos  no sentido de flexibilizar as atividades de alguns setores, em resposta a sugestões da CIC Caxias e dos Sindicatos Empresariais.

Entretanto, em consonância com as manifestações das federações empresariais do Rio Grande do Sul, a CIC Caxias reitera a necessidade de acelerar a retomada das atividades produtivas, já a partir dos próximos dias.

Ao mesmo tempo em que se continue reforçando o sistema de saúde e mantendo o isolamento social dos grupos de maior risco, como definidos pela OMS e pelo Ministério da Saúde, é preciso restabelecer o trabalho de empresas e trabalhadores, para evitar efeitos colaterais igualmente graves, como o desmantelamento da cadeia produtiva e suas inevitáveis consequências: desabastecimento, desemprego e empobrecimento da população.

O momento é delicado e desafiador, exigindo de todos serenidade, responsabilidade e esforço. Reafirmamos que a vida das pessoas deve ser a primeira prioridade e que a única forma de preservá-la é evitar o colapso do sistema social como um todo, protegendo tanto a saúde, contra o terrível vírus, como as atividades produtivas, que sustentam a população e o próprio governo. 

Neste momento de extrema preocupação, apelamos para o bom senso de todos.

Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul
Ivanir Gasparin – presidente do Conselho Executivo
Dagoberto Lima Godoy – presidente do Conselho Superior
José Quadros dos Santos – presidente do Conselho Deliberativo