Saiba o que é reduflação e como ela afeta o bolso

Educador financeiro Thiago Martello explica a prática e alerta que consumidores precisam ficar atentos ao fazer compras.

A palavra “reduflação” pode parecer estranha a muita gente, mas certamente qualquer um já a conferiu na prática. Ela se refere à redução de peso, medida ou unidades em itens da cesta básica, papel higiênico, pasta de dente, sucos e vários outros produtos e é uma tática do mercado para evitar o aumento de preços.

De acordo com Thiago Martello, fundador da Martello EF, empresa que abocanhou investidores no programa Shark Tank Brasil ao oferecer uma metodologia própria, empresas de todo o mundo praticam reduflação em diversos momentos, especialmente quando o poder de compra da população está menor.

“Quando a inflação está alta e o poder de compra diminui, uma alternativa para a empresa não aumentar o preço de um chocolate, por exemplo, é diminuir seu peso. Dessa forma, o consumidor paga o mesmo, só que por um produto menor”, explica. 

Legalmente, a medida é aceita, desde que a redução de tamanho, peso ou quantidade esteja clara na embalagem do produto. O consumidor, porém, precisa estar atento para que esse tipo de prática não afete seu bolso.

“Normalmente, consumidores tendem a observar mais um aumento de preços do que uma diminuição de tamanho, mas se a quantidade diminui, pode ser que aquele mesmo produto não seja suficiente para o consumo da família, que tende a realizar uma nova compra, onerando as contas. Nestes casos, é importante avaliar se não é mais vantajoso mudar de marca em alguns casos”, orienta Thiago. 

O especialista também avalia que uma vez reduzidos os tamanhos, é normal que, mesmo que a inflação diminua e o poder de compra aumente, as marcas permaneçam com os produtos em versão “reduzida” nas prateleiras e com o mesmo valor. “O que elas fazem, neste caso, é lançar uma nova versão maior, com um novo preço”, diz. “Ou seja, mesmo com menos inflação, o preço do produto antigo não cai e entra um produto novo mais caro. É importante que o consumidor esteja atento a essas artimanhas e sempre compare os preços ao comprar”, alerta. 

 

Sobre a Martello Educação Financeira  

Criada em 2015, a Martello Educação Financeira é uma fintech e edtech que oferece planejamento financeiro com uma metodologia própria e inovadora, por meio de cursos, mentorias e diagnósticos para melhorar o relacionamento com dinheiro. Já realizou mais de mil atendimentos e possui mais de 500 alunos. Acesse o site. 

Sobre Thiago Martello 

Educador Financeiro, fundador da Martello Educação Financeira, agente autônomo de Investimentos pela CVM, e em Investimentos ANBIMA, corretor de Vida e Previdência pela Susep. Embaixador da APOEF (Associação de Profissionais, Orientadores e Educadores em Finanças). Thiago começou a lidar com educação financeira na prática aos nove anos de idade, ao iniciar seu primeiro empreendimento vendendo balas em semáforos da zona leste de São Paulo. De lá para cá, venceu uma série de desafios. Ele se tornou bacharel em Administração e pós-graduado em Gestão Financeira pela FGV,  passou a empreender através da Martello Educação Financeira, atendeu mais de 1.000 pessoas com base na metodologia DESPLANILHE-SE, e se tornou autor do livro que leva o mesmo nome. Thiago Martello também participou da versão brasileira do Shark Tank Brasil, o maior programa de empreendedorismo do mundo. Atualmente, ele fala semanalmente, como especialista, para vários veículos da imprensa, entre eles: O Globo, Estadão, Folha de São Paulo, Jovem PAN, CNN e outros. Para saber mais, acesse o site. 

 

Artigo, Roberto Schmidt - Oxigênio democrático

-  O autor é cientista político e publicitário. 

A convite do meu amigo Políbio Braga escrevo esse pequeno artigo e, desde já, agradeço o espaço. Minha intenção aqui é dar uma ideia dos primeiros passos para aqueles que estão querendo se candidatar às eleições municipais de outubro. 

A eleição municipal costuma ser a mais difícil. Ela é disputada voto a voto, corpo a corpo. É aquela que envolve família, amigos, vizinhos. Demanda suor, pouco investimento e é a mais cansativa. Por outro lado, é onde a política se renova e as lideranças locais surgem ou se consolidam. Em termos gerais, a democracia se oxigena. Por isso é fundamental que profissionais experientes ajudem os mais novos, em nome da renovação, fundamental para o exercício democrático.

Se você está lendo esse texto no blog do Políbio você já está um passo na frente. A primeira dica é óbvia: goste de política. E não basta só gostar, tem que acompanhar, ler nas entrelinhas, buscar o que representa cada ação dos envolvidos. Política é muito mais entrelinhas do que preto e branco. Leia todas as colunas de política possíveis, mantenha-se informado.

A segunda grande dica é estar atento às datas importantes do ano eleitoral. No site do TSE (https://encurtador.com.br/aeqIT) está tudo bem detalhado. Você não vai querer perder datas. As eleições serão só em outubro, mas antes existem diversas formalidades que você deve ficar atento.

Número três: contrate profissionais. Não adianta pensar que o seu tio advogado de família, o contador que faz o seu Imposto de Renda e o sobrinho que tem muitos seguidores do Instagram vão te eleger. Deles conte com o voto e compartilharem seus materiais. Se você quer levar a sério a sua possível eleição, leve a sério as pessoas que vão te ajudar nesse processo. Você é tão bom quanto as pessoas que te cercam.

Contrate um bom advogado, especialista em direito eleitoral, ele vai garantir que você não vai cometer nenhum deslize e inviabilizar sua campanha ainda no período da pré-campanha.

Contrate um contador especialista, que já tenha trabalhado com contabilidade eleitoral. Durante todo o processo, você terá que prestar contas para a justiça sobre os seus gastos. Existem limites em cada etapa das eleições. E, mesmo após eleito, todas as suas contas deverão ser demonstradas ao TRE e se tornarão públicas no portal da transparência.

E, sem querer puxar a brasa pro meu assado, o mais importante: contrate um bom profissional de marketing. Dê preferência para os que já trabalharam com eleições, que já trazem vitórias na bagagem. Nem todo jornalista ou publicitário entende de eleições. É um universo totalmente diferente das notícias e das contas privadas. Envolve pesquisa, envolve direito, envolve psicologia, envolve inúmeras ferramentas multidisciplinares que nem todo profissional de comunicação está familiarizado. Procure os que fazem parte de entidades de classe (CAMP, Compol, só para citar algumas), para entrar eles devem provar experiência e isso já é um bom caminho andado.

Outro ponto importante é a contratação de pesquisas. Sei que é caro, mas eleições modernas são data driven, ou seja, elas são orientadas por dados. Eu já trabalhei em campanhas que tinham mais de um instituto contratado. Vale a pena, no início da campanha, uma pesquisa qualitativa (no mínimo) para validar ou ajustar marca, slogan, etc. Durante o processo, algumas pesquisas quantitativas servirão para checar se os seus objetivos estão sendo alcançados.

Esses quatro profissionais são fundamentais para sua eleição ou reeleição. Esse é o momento em que você deve estar com a calculadora na mão e os pensamentos em sua conta bancária. A eleição municipal demanda menos tempo de envolvimento direto desses profissionais, você não precisa deles full time na maioria das vezes. Pensar em um grupo de candidatos com a mesma equipe pode ajudar a viabilizar a contratação de alguns dos grandes profissionais que temos disponíveis no nosso mercado. Mas lembre-se que falta pouquíssimo tempo para as eleições e a agenda de muita gente já está ficando tomada.

E a última dica é: a campanha eleitoral não acaba nunca. Mantenha-se em campanha, preserve seus consultores e vamos lá oxigenar a democracia.


Para mais dicas me siga no Instagram @betoschmidt e no X (antigo Twitter) @robertofschmidt.

Contatos profissionais no e-mail: beto.schmidt@gmail.com


Roberto Schmidt é cientista político e publicitário. 

Membro do CAMP (Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político) e da ABCP (Associação Brasileira de Ciência Política).


Contas externas

 As contas externas do Brasil apresentaram em 2023 uma redução de US$ 19,6 bilhões no déficit na comparação com 2022, informou nesta segunda-feira (5) o Banco Central (BC). Esse foi o menor resultado em 3 anos. No ano passado, o déficit em transações correntes somou US$ 28,6 bilhões, o que representa 1,32% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos bens e serviços produzidos no país), ante US$ 48,3 bilhões, 2,47% do PIB em 2022. Em dezembro passado, as transações correntes do balanço de pagamentos apresentaram déficit de US$ 5,8 bilhões, ante déficit de US$ 7,5 bilhões em dezembro de 2022.

As informações são da Agência Brasil de hoje.

Leia a reportagem completa:

Os dados fazem parte do relatório de estatísticas do setor externo com informações sobre as transações correntes do Brasil. Os números consideram o comércio da balança comercial, relacionando exportações e importações; os serviços adquiridos por brasileiros no exterior e também pela renda, como remessa de juros, lucros e dividendos do Brasil para outros países.

Segundo o BC, a redução de US$ 19,6 bilhões no déficit deveu-se especialmente à ampliação de US$ 36,4 bilhões no superávit da balança comercial e à redução de US$ 2 bilhões no déficit de serviços, “compensados parcialmente pelos aumentos nos déficits de renda primária, US$ 15,9 bilhões, e renda secundária, US$ 2,9 bilhões”.

No ano passado, a balança comercial apresentou superávit de US$ 344,4 bilhões, aumento de 1,2% em relação a 2022, o que representa o maior valor da série histórica. Já as importações somaram US$ 263,9 bilhões, recuo de 10,9% em relação ao ano anterior. A balança comercial de bens também foi superavitária em US$ 7,3 bilhões em dezembro de 2023, ante saldo positivo de US$ 2,9 bilhões em dezembro de 2022.

“As exportações de bens totalizaram US$ 29,1 bilhões, aumento de 7,4% na comparação interanual, enquanto as importações de bens recuaram 9,8%, na mesma base de comparação, totalizando US$ 21,8 bilhões”, disse o BC.

Reservas

As reservas internacionais somaram US$ 355 bilhões em dezembro de 2023, incremento de US$ 6,6 bilhões em relação ao mês anterior. O aumento decorreu, principalmente, de contribuições positivas de variações por preços, US$ 4,5 bilhões, e de variações por paridades, US$ 1 bilhão. As receitas de juros somaram US$ 669 milhões.

No ano de 2023, o déficit na conta de serviços somou US$ 37,6 bilhões, recuo de 5,1% comparativamente ao déficit em 2022, de US$ 39,6 bilhões. Os destaques foram a redução das despesas líquidas de transportes, de US$ 6,5 bilhões, e os aumentos das despesas líquidas de serviços culturais, pessoais e recreativos, de US$ 2,4 bilhões; telecomunicação, computação e informações de US$ 1,6 bilhão. 

Em dezembro passado, o déficit de serviços totalizou US$ 3,8 bilhões, ante déficit de US$ 3,6 bilhões em dezembro de 2022.

No ano de 2023, o déficit em renda primária totalizou US$ 72,4 bilhões, 28,1% acima do déficit de US$ 56,5 bilhões ocorrido em 2022. As despesas líquidas de lucros e dividendos de investimento direto e em carteira somaram US$ 45 bilhões em 2023, 21,5% acima dos US$ 37,1 bilhões observados em 2022.

“Nessa comparação, as despesas brutas decresceram US$ 1,6 bilhão, enquanto as receitas recuaram US$ 9,6 bilhões. As despesas líquidas de juros somaram US$ 27,7 bilhões em 2023, aumento de 41,4% em relação aos US$ 19,6 bilhões em 2022. Em 2023 houve crescimentos de 33,7% nas receitas de juros, para US$ 10 bilhões, e de 39,3% nas despesas brutas de juros, para US$ 37,7 bilhões”, informou o BC.

Em relação aos investimentos diretos no país (IDP), as saídas líquidas foram de US$ 389 milhões em dezembro de 2023, em linha com as saídas líquidas observadas em dezembro de 2022, de US$ 479 milhões. Os ingressos líquidos em participação no capital atingiram US$ 924 milhões, compostos por US$ 4,9 bilhões em participação no capital, exceto lucros reinvestidos, e US$ 4 bilhões negativos em lucros reinvestidos. As operações intercompanhia totalizaram saídas líquidas de US$ 1,3 bilhão.

No ano de 2023, o IDP totalizou US$ 62 bilhões (2,85% do PIB), ante US$ 74,6 bilhões (3,82% do PIB) em 2022. O ingresso líquido em participação no capital exceto lucros reinvestidos reduziu US$ 5 bilhões (US$ 31,6 bilhões em 2023 ante US$ 36,6 bilhões em 2022), enquanto os lucros reinvestidos cresceram US$ 662 milhões (US$ 21,2 bilhões em 2023 ante US$ 20,6 bilhões em 2022). O ingresso líquido em operações intercompanhia recuou US$ 8,4 bilhões (US$ 9,1 bilhões em 2023, ante US$ 17,5 bilhões em 2022).

Os investimentos diretos no exterior (IDE) apresentaram, no ano de 2023, aplicações líquidas de US$ 28,3 bilhões, ante US$ 33,4 bilhões em 2022.

Os investimentos em carteira no mercado doméstico totalizaram ingressos líquidos de US$ 8,6 bilhões, com saídas líquidas de US$ 1,1 bilhão em ações e fundos de investimentos e ingressos líquidos de US$ 9,8 bilhões em títulos de dívida. Em 2022, esses ingressos líquidos foram de US$ 7,7 bilhões.