O descontrole da IA

 Este material é do jornal The Washington Post de hoje, dia 10. A ilustração também.

 As empresas de inteligência artificial não param o desenvolvimento porque travam uma corrida comercial e geopolítica implacável. Parar significa perder bilhões de dólares em investimentos, ceder espaço para concorrentes globais ou rivais geopolíticos, e abrir mão do domínio de uma tecnologia considerada a base da economia futura. 

Medo do concorrente:Se uma empresa como a OpenAI ou a Anthropic decidir pausar suas pesquisas por segurança, as demais preenchem o vácuo imediatamente.
Pressão de investidores: O ecossistema de tecnologia exige crescimento contínuo, lançamento de modelos mais potentes e retornos financeiros estratosféricos.
Competição global: Há um receio constante entre potências ocidentais e asiáticas de que desacelerar signifique ficar militar e economicamente vulnerável.
Ilusão do Controle Interno: Incidentes recentes — como modelos que burlaram barreiras de segurança e acessaram redes externas sem autorização — mostram que nem os próprios engenheiros conseguem prever totalmente o comportamento de agentes autônomos complexos.
Incentivos trocados: Os alertas públicos funcionam, muitas vezes, como uma estratégia de relações públicas ou um pedido para que governos criem regras que, paradoxalmente, podem dificultar a concorrência de empresas menores ou de código aberto. 

Infartos e AVCs em jovens

 Entre 2022 e 2024, o Ministério da Saúde registrou mais de 234 mil atendimentos hospitalares e ambulatoriais por infarto e AVC em pessoas com menos de 40 anos no Brasil. No mesmo período, mais de 7,8 mil jovens morreram de infarto, o que mostra um crescimento expressivo de problemas cardiovasculares nessa faixa etária.

Causas e Fatores de Risco
Especialistas em saúde indicam que o aumento de casos em adultos jovens está ligado a hábitos de vida inadequados e ao descuido com a saúde preventiva: sedentarismo e falta de exercícios físicos, obesidade e sobrepeso, alimentação rica em ultraprocessados, gorduras e sódio, tabagismo, incluindo o uso de cigarros eletrônicos (vapes), uso de anabolizantes e outras drogas ilícitas, stresse crônico e noites mal dormidas, ressão alta, diabetes e colesterol alto sem controle médico.S

Sinais de um problema cardíaco podem ser menos óbvios, mas merecem atenção imediata:
Dor, pressão ou aperto no peito.
Dor que se espalha para os braços, costas, pescoço ou mandíbula.
Falta de ar repentina.
Cansaço extremo sem motivo aparente.
Suor frio, náuseas ou tontura.

Artigo, especial, Marcus Vinicius gravina - Tiros de Guerra

Artigo, especial, Marcus Vinicius gravina - Tiros de Guerra

Marcus Vinicius Gravina é advogado, RS

OAB-RS 4.949

A declaração do Ministro da Defesa está sujeita à responder por "Crime de Responsabilidade".

Referindo-se ao nosso país disse que "poderíamos abrir o portão porque o Brasil não teria condições militares para enfrentar os invasores."

Defesa de um país é assunto sério e reservado. 

O ministro da Defesa, Múcio Monteiro, do alto escalão do governo Lula, deve ser lembrado que o seu presidente desarmou os cidadãos brasileiros. 

Impôs severa penalidade a quem tenha arma em casa para defesa pessoal e da família. 

A população das vastas fronteiras do Brasil deveria ser, por lei, preparada para servir de força auxiliar do Exército na primeira resistência de movimentos às invasões e foram anuladas.

Em alguns paises os reservistas e cidadãos comuns possuem armamento pesado em suas casas.

Muitos não sabem que o chamado "Tiro de Guerra" ainda existe e alguns foram fechados. 

A origem histórica dos TGs no Brasil foi  mantida no nosso Estado, embora a maioria deles esteja fechado.

O Lula, numa das suas bravatas diárias, declarou que irá rearmar as FFAA   para proteger a soberania do país. 

Armamentos de altos valores deixarão uma boa margem ao tráfico de influência na compra. Propina.

Os chineses serão os maiores beneficiados, pois os EUA, certamente, não serão fornecedores.

No momento é um estratégico pretexto para comprometer o arçamento, já combalido.

Quando o Lula perder o poder que exerce sobre o povo, calado pelo "seu" STF, precisará das Forças Armadas  para continuar dominando o povo e o subserviente Congresso Nacional.

Devolvam as armas tomadas dos brasileiros.  Reativem os Tiros de Guerra.

Sejam coerentes quando falarem em soberania Nacional num país que afirma em sua Constituição Federal; "que  todo o poder emana do povo."

Dagoberto Lima Godov - Se é para abrir o portão, para que Forças Armadas?

A recente declaração do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, segundo a qual, diante de uma hipotética invasão dos Estados Unidos, seria melhor “abrir o portão”, porque o Brasil não teria condições militares de enfrentá-los, merece reflexão para além da evidente ironia da frase.

É possível que o ministro tenha utilizado a comparação para defender maiores investimentos na Defesa e, principalmente, maior previsibilidade orçamentária para projetos militares de longo prazo. Mesmo considerado esse contexto, porém, a frase continua profundamente infeliz.

Há coisas que um cidadão pode dizer em tom de brincadeira, mas que adquirem outro significado quando pronunciadas pelo ministro da Defesa.

Ninguém razoavelmente imagina que o Brasil possa enfrentar os Estados Unidos em uma guerra convencional de igual para igual. Pouquíssimos países poderiam fazê-lo. Mas daí não decorre que, diante de uma potência militar superior, a única alternativa seja a rendição.

Essa conclusão ofende os brios da nação e desconsidera a própria essência da defesa moderna.

Forças Armadas não existem para assegurar que um país consiga derrotar qualquer adversário. Existem, antes de tudo, para dissuadir: tornar uma agressão tão difícil, demorada e custosa que o potencial agressor prefira não realizá-la.

O Brasil não precisa ter poder militar equivalente ao dos Estados Unidos, da China ou da Rússia. Precisa possuir meios suficientes para proteger seu território, suas fronteiras, sua imensa costa, a Amazônia, suas reservas naturais, sua infraestrutura estratégica e, sobretudo, para tornar extremamente cara qualquer tentativa de ocupação.

O artigo 142 da Constituição estabelece que Marinha, Exército e Aeronáutica se destinam, em primeiro lugar, à defesa da Pátria. É essa sua razão fundamental de existir.

Por isso, se diante de uma agressão externa relevante a resposta imaginável é “abrir o portão”, alguma coisa precisa ser revista: a dimensão das Forças, sua organização, sua doutrina, seus equipamentos ou a maneira como os recursos da Defesa estão sendo empregados.

Há ainda uma questão mais delicada.

As Forças Armadas devem, evidentemente, estar subordinadas ao poder civil e à Constituição, mas não existem para servir ao governo de turno. Devem cumprir ordens legais, dentro das funções que a Constituição lhes atribui. Há uma diferença essencial entre subordinação ao Estado democrático e instrumentalização pelo governo.

Afinal, parece incontestável que um país continental, rico em recursos naturais e com a projeção internacional do Brasil precise de Forças Armadas. Estas, porém, devem ser modernas, profissionais, tecnologicamente avançadas, afastadas das disputas político-partidárias e verdadeiramente preparadas para sua missão primordial: defender a Pátria. 

E devem ser capazes de fazer com que qualquer potência pense muitas vezes antes de agredir o Brasil e, sobretudo, de deixar claro que o portão não está aberto.


Artigo, Felipe Vieira - O Embaixador do Agro: da beira do Taquari-Mirim aos campos do mundo

Felipe Vieira é jornalista e ancora dos principais telejornais da Rede Band de TV. Este artigo é do Instagram do jornalista.


Antes de conhecer ministros, presidentes da República e líderes do agronegócio mundial, Francisco Turra conheceu o barulho das águas do Taquari-Mirim, o calor do fogão a lenha e a voz de um rádio que lhe apresentou um mundo que parecia existir apenas na imaginação.


Essa trajetória, que começa na simplicidade do interior gaúcho e atravessa algumas das mais importantes páginas da história recente do agronegócio brasileiro, ganha agora um registro à sua altura em "O Embaixador do Agro", biografia que percorre a vida pública e pessoal de um dos personagens mais respeitados do setor. Mais do que reconstituir cargos e realizações, o livro procura explicar como um menino da zona rural de Marau se tornou uma referência nacional sem jamais perder as raízes que o formaram.


Foi naquele pedaço de Marau onde a infância começava antes do amanhecer, cortando lenha, alimentando os animais, ajudando os pais e os irmãos no trabalho da pequena propriedade, que nasceu um menino acostumado a não afrouxar o garrão — expressão tão gaúcha que acabou se transformando também numa filosofia de vida.


Enquanto entregava, um a um, os tocos de lenha para a mãe manter aceso o fogão onde fervia a polenta e fritava a carne, Francisco aprendia que nenhuma tarefa era pequena quando feita com dedicação. Mais tarde, seria o rádio — aquela grande caixa de madeira que chegava às casas do interior como uma janela para o mundo — que mudaria seu destino. Pelas ondas do rádio vieram as notícias, os debates políticos, as campanhas eleitorais e as vozes de homens públicos. Pela primeira vez, o menino percebeu que existia um Brasil muito maior do que as margens do rio onde crescera. E começou a imaginar que também poderia fazer parte daquela história.


É bonito perceber que O Embaixador do Agro não tenta fabricar um herói. Faz algo muito mais difícil: procura explicar como um menino do interior gaúcho foi sendo moldado pelo trabalho, pela disciplina, pela curiosidade e pela capacidade de ouvir.


Talvez seja justamente essa última característica que mais me impressione.


Ao longo da minha carreira, entrevistei Francisco Turra em praticamente todas as etapas de sua vida pública. Conversei com ele quando era prefeito de Marau, deputado estadual, deputado federal, presidente do Banrisul, presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ministro da Agricultura e dirigente das principais entidades do agronegócio brasileiro. Hoje, continua sendo uma das vozes mais respeitadas do agro e uma fonte imprescindível para o meu trabalho sempre que preciso compreender os desafios do setor. Conhece profundamente praticamente todos os segmentos da produção brasileira. E, quando a resposta não está exatamente com ele, sabe imediatamente quem pode esclarecê-la. Mais do que indicar um nome, aponta o caminho.


Nunca encontrei personagens diferentes. O homem é sempre o mesmo.


Há pessoas que concedem entrevistas olhando para o relógio. Francisco Turra olha para quem está fazendo a pergunta.


Escuta com atenção. Raramente interrompe. Pensa antes de responder. Quando discorda, faz isso sem elevar a voz. Quando explica um assunto complexo, procura torná-lo compreensível. Nunca confundiu conhecimento com arrogância, nem autoridade com distância.


Essa talvez seja a razão de ter construído tantos consensos ao longo da vida.


O livro mostra o administrador que recuperou a Conab quando poucos acreditavam que aquilo fosse possível. Mostra o ministro que ajudou a organizar políticas que impulsionaram o agronegócio brasileiro. Mostra o dirigente que percorreu o mundo abrindo mercados para a proteína animal produzida no Brasil e ajudou a transformar o país numa potência mundial do setor.


Mas, para mim, as páginas mais bonitas parecem ser outras.


São aquelas que voltam para a casa simples à beira do Taquari-Mirim. Para os pais, Abel e Maria. Para os irmãos. Para o seminário que o fez deixar a família ainda menino. Para o rádio que lhe abriu horizontes. Para Marau, cidade que ele nunca deixou para trás, mesmo quando passou a negociar com ministros, embaixadores e chefes de Estado.


O livro também reserva um espaço generoso para a família. A esposa, os filhos e os netos não aparecem apenas como personagens da biografia, mas como parte da identidade de Francisco Turra. São eles que ajudam a compreender um homem que, mesmo depois de percorrer o Brasil e o mundo, continua encontrando no convívio familiar o seu ponto de equilíbrio.


Ricamente ilustrada, a obra reúne fotografias de diferentes momentos da vida pública e privada de Turra. Há registros históricos da trajetória política, encontros com autoridades brasileiras e estrangeiras, viagens, homenagens e muitas imagens da intimidade familiar. Entre todas, confesso que uma me conquistou de imediato: Francisco Turra, no campo, saboreando uma bergamota e, como nós gaúchos dizemos, lagarteando ao sol. A fotografia resume muito do personagem. Mesmo depois de uma vida inteira ocupando cargos importantes, permanece ali o homem que nunca afrouxou o garrão e nunca deixou de pertencer ao lugar onde aprendeu os valores que levaria para a vida inteira.


Existe uma coerência rara nessa trajetória. O garoto que aprendeu cedo que era preciso ouvir antes de agir tornou-se o homem que faz do diálogo seu principal instrumento de liderança. Talvez por isso tenha conseguido unir setores que tantas vezes pareciam inconciliáveis.


Quem conhecer O Embaixador do Agro provavelmente terminará a leitura com uma admiração ainda maior por Francisco Turra. Não apenas pela dimensão da sua trajetória pública, mas pela coerência com que atravessou cada uma de suas etapas.


Porque cargos terminam. Mandatos passam. Presidências de entidades chegam ao fim.


O que permanece é o caráter.


E Francisco Turra pertence a uma geração de homens públicos que continua acreditando que o respeito se conquista na maneira como se tratam as pessoas, e não no tamanho da autoridade que se exerce.


É essa herança que O Embaixador do Agro preserva: não apenas a história de um dos líderes mais importantes do agronegócio brasileiro, mas o retrato de um homem que nunca perdeu a capacidade de ouvir, de dialogar e de permanecer fiel às raízes que o levaram da beira do Taquari-Mirim aos campos do mundo.


Editado pela Critério Editorial, O Embaixador do Agro foi lançado durante o SIAVS, em São Paulo, e terá um novo encontro com os leitores durante a Expointer 2026. Francisco Turra participará de uma sessão de lançamento e autógrafos no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, oportunidade para que o público conheça de perto a obra que reúne sua trajetória de vida e de serviço ao Brasil.


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Saiba o que é como funciona o Discord

 O Discord é um aplicativo gratuito de comunicação por voz, vídeo e texto. Ele permite criar comunidades chamadas "servidores" para conversar em tempo real. É muito usado por gamers, grupos de estudo e amigos. Você pode usá-lo no celular, no computador ou pelo navegador.

Como o Discord Funciona

Servidores: São espaços próprios divididos por temas. Cada um cria ou entra em um servidor para falar de um assunto.Canais de Texto: Locais para enviar mensagens, fotos, links e figurinhas.
Canais de Voz e Vídeo: Espaços onde você entra e sai para falar com quem está lá dentro na hora, sem precisar discar.
Compartilhamento de Tela: Permite mostrar sua tela ou jogos para o grupo.
Principais RecursosCargos e Permissões: O dono do servidor define regras e dá cargos para organizar os membros.
Integrações: Conecta com contas como Spotify, Xbox e PlayStation.
Gratuito com extras: É de graça, mas tem a opção paga Nitro para melhorias visuais.

Conheça o caso do suicídio de Lívia

O caso refere-se à Operação Lívia, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública. A ação foi motivada pela trágica morte de Lívia, uma adolescente de 13 anos, moradora de Naviraí (MS), que tirou a própria vida em 22 de julho durante uma transmissão ao vivo no aplicativo Discord. O caso é investigado como homicídio qualificado e organização criminosa, uma vez que a vítima foi psicologicamente manipulada, coagida e induzida ao suicídio por um grupo articulado na internet.

Detalhes das Investigações e Prisões
Como o grupo agia: Os criminosos abordavam crianças e adolescentes em redes sociais abertas e os atraíam para comunidades fechadas no Discord e no Telegram. Lá, as vítimas sofriam chantagens após enviarem fotos íntimas, e eram forçadas a cumprir desafios cruéis envolvendo automutilação, violência e maus-tratos a animais.
Estrutura organizada: A polícia identificou que a rede operava como uma verdadeira organização criminosa, com hierarquia rígida, divisão de cargos e um sistema de "passo a passo" para subir de nível na comunidade através do cumprimento de tarefas violentas.Suspeitos detidos: No início de agosto, a polícia cumpriu mandados em cinco estados (Ceará, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará e Rio de Janeiro). Ao todo, cinco adolescentes (entre 13 e 17 anos) foram apreendidos e um homem de 18 anos foi preso.
O líder da rede: As investigações apontam que o líder intelectual do grupo é um adolescente de apenas 14 anos, localizado e apreendido na cidade do Rio de Janeiro.

Repercussão e Falhas de Moderação
As autoridades que coordenaram a operação descreveram as transmissões como um "espetáculo de horrores". O Laboratório de Operações Cibernéticas apontou graves falhas nos mecanismos de moderação de conteúdo do Discord, alegando que o aplicativo demorou horas para derrubar o evento, mesmo com denúncias em tempo real feitas por grupos de monitoramento e pela polícia. O episódio reacendeu as discussões sobre segurança de menores no ambiente digital e a responsabilidade das redes sociais, ampliando pressões políticas sobre a necessidade de regulação rigorosa ou suspensão dessas plataformas.