A percepção é de que os líderes da UE não quiseram assinar nada com Lula na presidência do Mercosul.

Vá no meu blog para ler a íntegra do acordo.

Despeitado, irresignado por não ter podido assinar o acordo UE+Mercosul durante seu mandato como presidente do Mercosul, cuja titularidade passou há três semanas para o paraguaio Santiago Peña, Lula da Silva não comparecerá, hoje, ao ato agendado para Assunção, 12h50min, com direito a foto histórica.

Foi o único presidente do Mercosul que não estará ali.

Estavam presentes o anfitrião Santiago Peña, presidente do Paraguai, Javier Milei, da Argentina, Yamandú Orsi, do Uruguai, e Rodrigo Paz, da Bolívia, enquanto o Brasil foi representado pelo chanceler Mauro Vieira. Do lado europeu, comparecem Ursula Von der Leyen e António Costa, presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu.

Lula asseverou no final de novembro de 2025 que o acordo seria assinado antes do final do ano. A presidência do Mercosul era do Brasil e ele seria o anfitrião da cúpula do bloco em 20 de dezembro, em Foz do Iguaçu. Deu tudo errado. A poucos dias do evento, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni (Irmãos da Itália, direita), disse que achava “prematuro” assinar o acordo imediatamente. Afirmou que precisava de aperfeiçoamento nas medidas de proteção aos agricultores europeus. Lula comandou a cúpula em Foz do Iguaçu com clara frustração. Javier Milei (La Libertad Avanza, direita) disse em ...

Após 26 anos de negociação, representantes dos blocos de integração regional Mercosul e União Europeia (UE) devem assinar, neste sábado (17), um acordo de livre comércio com potencial de integrar um mercado de cerca de 720 milhões de pessoas (450 milhões na UE e cerca de 295 milhões no Mercosul).

Aprovado por ampla maioria dos 27 países que integram a UE, o tratado será assinado em Assunção, no Paraguai – país que, desde dezembro de 2025, preside temporariamente o Mercosul.

texto estabelece a gradual eliminação de tarifas de importação para mais de 90% do comércio bilateral, envolvendo bens industriais (máquinas, ferramentas, automóveis e outros produtos e equipamentos) e produtos agrícolas.

A entrada em vigor da parte comercial do acordo depende da aprovação legislativa, com previsão de implementação gradual ao longo dos próximos anos. De qualquer forma, a expectativa é que o tratado seja implementado gradualmente e que seus efeitos práticos demorem algum tempo para começar a ser sentidos, estabelecendo a maior zona de livre comércio do mundo.Empresas do Mercosul ganham preferência em um mercado de alto poder aquisitivo;

UE tem PIB estimado em US$ 22 trilhões;

Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), o acordo cria uma rede de comércio avaliada em US$ 22 trilhões (R$ 118,4 trilhões), com potencial de ampliar as exportações brasileiras em US$ 7 bilhões (R$ 37,7 bilhões) adicionais.


Artigo, especial - O enigma do voto facultativo: a quem favorecerá em 2026

Marcus Vinicius Gravina é advogado, RS.

OAB-RS 4.949


O voto, ainda, é obrigatório. Deixou de ser para os maiores de 70 anos. Em compensação, passou a admitir aos de 16 e 17 anos e aos analfabetos de qualquer idade. 

Trata-se, de uma equação resultante de alguma esperteza política de ocasião.  Facilitar ou estimular a exclusão das pessoas maduras dos pleitos eleitorais - mais difíceis de serem cooptadas, de mente  conservadora. Ou será para usar a gurizada de passeatas e pichações de prédios universitários, na abertura de novos horizontes prometidos pelo sistema global socialista.

Veremos em matérias pagas na TV e ouviremos nas rádios, com cobertura em todo o país, conclamações para menores e analfabetos se alistarem. Sem alistamento não haverá possibilidade de votar. 

O TSE já desempenhou este papel no passado recente, em nome da “democracia” do STF, que alterou todos os conceitos válidos do Devido Processo Legal, em manifesto desprezo aos arts. 144 a 148 do novo Código de Processo Civil.  Caso mais recente, o do Banco Master com evidências sólidas de conflito de interesse de um ministro relator da Suprema Corte, que não se dá por suspeito. 

A última eleição de escolha de presidente da República passou a ser um marco divisor. A crença nos resultados das urnas eletrônicas, sem comprovação de votos deixou de existir. E, continuou até hoje sob suspeitas.

Este fator decepcionante, nota-se, que irá influir na ida às mesas eleitorais pelos maiores de 70 anos. Não haverá ânimo.  A revolta contra o sistema dirigido e corrupto das eleições acabará favorecendo a quem não quer deixar de compartilhar a picanha e cervejinha com os milhares de “simpatizantes” aboletados em ministérios, aumentados para 40 e empresas estatais. 

Isto rende milhões aos cofres do partido, conforme os percentuais recolhidos obrigatoriamente, dos salários, jetons ou proventos dos seus sócios e dos nomeados para cargos públicos. 

Se duvidarem, leiam o Estatuto do PT.  O partido instituiu o seu modelo de “rachadinha”: uma espécie de dízimo escalonado de percentuais 

Não é hora dos idosos deporem ou ensarilharem as suas armas. O voto é a mais poderosa das armas que temos. As outras nos foram tiradas. Desarmaram, covardemente o povo, prevendo a facilitação da ditadura que nos foi imposta. 

O TSE deve ser vigiado e cobrado antes das eleições deste ano. Ele tem o dever de combater o voto comprado. 

Esta prática se dá, predominantemente, com os eleitores nordestinos, aos milhares, que não transferiram seus títulos eleitorais para onde moram e trabalham no sudeste do Brasil. 

De São Paulo. Minas Gerais e Rio de Janeiros caravanas de ônibus fretados por políticos e partidos do Nordeste conduzem os eleitores, gratuitamente com alimentação, presumivelmente de pão e mortadela, para no cabresto votarem nos candidatos indicados, pela maioria dos partidos de esquerda. Os da direita, pelo mesmo DNA, dominante naquela região, agem igual, com menos dinheiro.

Há várias maneiras de comprar votos, mesmo sendo prática ilegal.

Na data das eleições a contratação de ônibus é uma delas. E, quem tem o dever de coibir isto são os Tribunais eleitorais dos Estado e com todo o rigor, o TSE para todo o país.

Destaquei este item, porque o Diretor Geral da Polícia Rodoviária Federal foi condenado nas eleições de 2022 por cumprir o dever de fiscalizar o licenciamento irregular de ônibus para fins eleitorais além das condições de rodagem do próprio veículo.

O TSE irá - liberar geral - esta ilegalidade? As policias Rodoviárias Federal e Estaduais serão impedidas de fiscalizarem ônibus compradores de votos?   Quem irá fiscalizar a contratação de ônibus, pagos por cabos eleitorais, candidatos e partidos políticos neste ano? 

Caxias do Sul, 17.01.2026


 

 

Artigo, especial - O episódio Powell, a reação coordenada dos Bancos Centrais e o medo do debate monetário

Este artigo é do Observatório Brasil Sovberano

A carta assinada por banqueiros centrais em defesa de Jerome Powell não gira em torno de um indivíduo nem de um episódio isolado. Powell funciona como ponto de convergência. A reação coletiva expõe a preocupação com a preservação de um mo delo de poder que sempre operou melhor longe do conflito político aberto, protegido por linguagem técnica e baixa responsabilização democrática. Powell é circunstancial. A carta responde a qualquer tentativa de romper o pacto silencioso que sustenta a política monetária global. Um arranjo no qual bancos centrais proclamam independência em relação à política eleitoral, mas atuam de forma coordenada entre si, compartilhando diagnósticos, narrativas e, quando necessário, proteção pública. Essa coordenação raramente é assumida de forma explícita, mas se manifesta quando o consenso é pressionado ou quando o con trole da narrativa começa a escapar. Não é casual que o documento reúna dirigentes do BCE, do Banco da Inglaterra, do Banco do Canadá e do círculo que gravita em torno do Banco de Compensações In ternacionais. O BIS não opera apenas como fórum técnico. Funciona como espaço de alinhamento informal, onde consensos são consolidados antes de chegarem ao debate público. É ali que se constrói a leitura comum sobre riscos, ciclos e respostas aceitáveis. Quando essa leitura é questionada de fora, a reação deixa o terreno técnico e assume forma política, ainda que travestida de defesa institucional. O problema não é a investigação em si. É o precedente. A possibilidade de deci sões monetárias, seus custos sociais e seus efeitos distributivos serem discutidos fora do círculo autorizado já é suficiente para acionar o sistema de defesa. Durante anos, juros elevados, recessões prolongadas e destruição de investimento foram tratados como fatalidades técnicas, como se não houvesse escolha, nem vence dores claros ao longo do processo. A assimetria sempre foi evidente. Os custos recaem sobre crédito, emprego e produ ção, enquanto os formuladores da política permanecem protegidos por mandatos longos e por uma linguagem que dilui responsabilidade. Quando alguém tenta dis cutir consequências, ganhadores ou responsabilidade política, o vocabulário muda. O debate deixa de ser legítimo e passa a ser enquadrado como ameaça à estabilidade. “Estado de Direito”, “interesse público” e “integridade” aparecem menos como conceitos jurídicos rigorosos e mais como dispositivos retóricos. Servem para deli mitar quem pode falar e quem deve ser tratado como risco sistêmico. A linguagem funciona como escudo e como filtro. Há uma ironia evidente. Decisões com impacto direto sobre emprego, crédito e produ ção foram apresentadas como técnicas demais para o debate político. Diante de ques tionamento externo, a mesma tecnocracia recorre a um gesto claramente político: um manifesto coletivo, público e coordenado. A neutralidade desaparece quando deixa de ser útil. Powell é secundário. Trump também. A reação mira a preservação de um arranjo que funciona enquanto permanece protegido do confronto direto. Forte o suficiente para impor custos à economia real, técnico o bastante para escapar do debate público. A carta não demonstra autoridade. Revela desconforto. Quando bancos centrais passam a defender sua autoridade por meio de manifestos, algo já mudou. As decisões deixaram de falar sozinhas. O debate monetário entrou no campo político, e ali a linguagem técnica deixa de ser escudo

Artigo, Sérgio Colle - A bárbarie da UFSC

Com uma trajetória acadêmica de quase cinco décadas na Universidade Federal de Santa Catarina, o professor Sergio Colle, do Departamento de Engenharia Mecânica, é um dos novos membros da Academia Nacional de Engenharia.

A barbárie na UFSC está sendo consolidada por uma quadrilha de medíocres sem paralelo histórico,liderada por um reitor medíocre e eleito por voto universal ,em campanha politiqueira, levada a efeito por alunos militantes esquerdistas  vagabundos, funcionários oportunistas e professores militantes de esquerda de currículo árido.

A barbaridade exposta nos vídeos que viralizam na internet é tão somente mais um desserviço a se somar a outros, protagonizados por aqueles que  não mais respeitam os direitos de quem paga os impostos e os sustenta.

Um novo parlamento conservador deve ter a responsabilidade  de aprovar um projeto de reforma universitária estrutural e de avanços via carreira funcional, de modo suprimir cursos dispensáveis ,  valorizar currículos e promover o  poder de mando a quem tem valor acadêmico. Nessa reforma, deve-se suprimir eleições para reitor, adotando-se modelos considerados de sucesso nas 750 universidades de referência no mundo, grupo seleto e classificado do qual a UFSC está remotamente distanciada.

A continuar esse descaso, a UFSC e as universidades  estatais continuarão sendo tão somente  um encargo aos pagadores dos impostos alem do que,virtuais escolas de má formação acadêmica ,a serviço da militância esquerdista no Brasil.

Trump nomeia Tony Blair para comandar o Conselho de Paz de Gaza

O presidente Donald Trump nomeou nesta sexta-feira o secretário de Estado, Marco Rubio, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, como membros fundadores do "conselho de paz" em Gaza, informou a Casa Branca. Blair, na prática, será o CEO. O republicano também incluiu seu enviado especial Steve Witkoff, seu genro Jared Kushner e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, entre os integrantes do "conselho executivo fundador" de sete membros, segundo um comunicado. O próprio Trump presidirá o órgão e espera-se que mais nomeações sejam anunciadas nas próximas semanas.A criação do conselho chega pouco depois do anúncio de um comitê tecnocrático palestino de 15 membros, encarregado de administrar a Faixa de Gaza no pós-guerra. O ex-vice-ministro palestino Ali Shaath vai liderar o comitê. O major-general americano Jasper Jeffers comandará a Força Internacional de Estabilização (ISF, na sigla em inglês) em Gaza.

Trump anunciou nesta quinta-feira a criação deste conselho, um elemento-chave da segunda fase do plano respaldado por Washington para pôr fim à guerra no território palestino.

O plano de paz para Gaza respaldado pelos Estados Unidos entrou em vigor pela primeira vez em 10 de outubro, o que facilitou o retorno de todos os reféns em mãos do Hamas e o fim dos combates entre militantes desse grupo e Israel.



Tecto confirma investimentos de R$ 200 milhões em novo data center de Porto Alegre

 Rio Grande do Sul será o primeiro Estado da região Sul a receber um cabo submarino de conexão internacional.

A empresa Tecto Data Centers confirmou, ontem, seu investimento de R$ 200 milhões para a implantação de um novo data center em Porto Alegre, o TPOA1. A companhia implementará o empreendimento no seu terreno de 33 mil metros quadrados, localizado no bairro Sarandi, onde será desenvolvido o projeto, que contará com 20 MW de potência total e será conectado ao cabo submarino Malbec, que conecta o Brasil à Argentina, ligando Rio de Janeiro, São Paulo, Buenos Aires e em breve Porto Alegre, atualmente em construção. Na primeira fase, prevista para entrar em operação no último trimestre de 2026, serão entregues 3 MW de capacidade.

O data center será destinado ao atendimento de big techs, empresas de conteúdo digital, provedores de cloud e clientes do mercado enterprise (grandes corporações).

Cabo

O cabo Malbec possui 2,5 mil quilômetros (km) de extensão e conecta as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Buenos Aires e em breve Porto Alegre com a inauguração da branch unit em 2027, que terá 280 km de extensão. Santiago do Chile também está conectada à rede Malbec por meio de uma conectividade terrestre com Buenos Aires. Além disso, a rede também interconecta Rio de Janeiro a Fortaleza, Venezuela, Colômbia, Estados Unidos e Bermudas por meio da infraestrutura de 26 mil km de cabos submarinos da V.tal. Toda essa infraestrutura estará conectada ao novo data center TPOA1 e aos demais data centers da Tecto em Fortaleza, Ceará e Barranquilla, na Colômbia.

Gripe é mais forte em crianças e idosos

O Ministério da Saúde alertou para o aumento de doenças respiratórias no país e informou que idosos e bebês representam o maior número de consultas e internações, segundo o último relatório de Vigilância Sanitária.

Os vírus respiratórios que circulam atualmente no país afetam principalmente pessoas com mais de 60 anos e crianças menores de 2 anos.

Os idosos representam a maioria dos casos registrados , enquanto as crianças menores de 2 anos ocupam o segundo lugar , tornando-os os grupos etários com maior incidência de consultas e hospitalizações por infecções respiratórias.

Entre os vírus detectados em pacientes hospitalizados por infecções respiratórias agudas durante a última semana estão o rinovírus , SARS-CoV-2 , parainfluenza , influenza A (H3N2) , metapneumovírus , influenza A não subtipada, vírus sincicial respiratório e influenza B , de acordo com dados do sistema de vigilância.

Caso surjam sintomas como tosse, dor de garganta, congestão nasal ou febre, o Ministério da Saúde recomenda o uso de máscaras faciais para reduzir a transmissão e a busca imediata de atendimento médico, especialmente em idosos, bebês e crianças pequenas.

Medidas de proteção

O Ministério da Saúde reiterou a importância de reforçar as medidas de prevenção para reduzir a propagação de vírus respiratórios , incluindo: usar máscara caso apresente sintomas , cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar , lavar as mãos frequentemente , ventilar espaços fechados e evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas respiratórios .