Opinião - Depois da morte da delegada Andrea Matos, entrou nos eixos a novíssima Delegacia de Combate à Intolerância

A defesa da liberdade de expressão, mais especificamente a liberdade de imprensa, é uma das principais batalhas destes tenebrosos anos do Século XXI, como já foi antes, nos séculos anteriores, desde que Gutenberg, 1439, inventou sua galáxia de tipos móveis e deu início à revolução da imprensa, fundamental no desenvolvimento da Renascença, da Reforma e da Revolução Científica, tudo que lançou as bases materiais para a moderna civilização, baseada no conhecimento e na disseminação em massa da informação, o que inclui a aprendizagem em larga escala.


No século XXI, como no Século XV, os poderosos de plantão operam de modo sutil ou descaradamente para impor mordaças aos meios, às mensagens e até a eliminação dos mensageiros que os desagradam.


Foi em tudo que isto que pensei ao me dirigir ao interrogatório exigido pela jovem e bela Delegada Andrea de Melo da Rocha Mattos Reschke, a primeira ocupante da então novíssima Delegacia de Combate à Intolerância, inaugurada com grande pompa e circunstância pelo Governador Eduardo Leite no dia 10 de dezembro de 2020, quase ao final do seu primeiro mandato. Na ocasião, a nova Delegacia e Andrea, foram imediatamente paparicados pela mídia tradicional e também por toda a vanguarda do atraso. 


Uma romaria de políticos comunistas foi prestigiar pessoalmente a Delegada, com ênfase para a visita da Deputada do PSOL, Luciana Genro. Ambas, sorridentes, tiraram foto na porta da Delegacia. O deputado estadual do PT, Leonel Radde, entregou-lhe a Medalha do Mérito Farroupilha. 


Aquele início da tarde do dia 25 de março de 2021, pareceu tão sombrio quanto os dias que o antecederam e sucederam, tudo porque Porto Alegre, o Rio Grande do Sul, o Brasil e o mundo, encontravam-se acossados pela pandemia da Covid-15.


A Delegada Andrea Mattos morreu de câncer, dois anos depois deste nosso encontro, em abril de 2023. Ela tinha apenas 42 anos.


A delegada Tatiana Bastos sucedeu Andrea Mattos como titular da Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância (DPCI) de Porto Alegre, assumindo a função em junho de 2023. Tatiana Bastos, delegada no RS desde 2004, acabando com a paranafernália espetaculosa com que Matos tratava muitos dos rumorosos casos que acabaram na sua mesa.


Um ano antes do meu interrogatório, no dia 2 de setembro de 2020, morreu o pai de Andrea Mattos, no caso o mais do que polêmico e multi-condenado ex-Delegado Federal, Ex-Procurador Federal e ex-Juiz Federal João Carlos da Rocha Mattos, que vivia em São Paulo. 


Pouca gente dentro e fora do governo sabia do parentesco de Andrea e Rocha Mattos. Eu tinha ouvido rumores do parentesco, mas não consegui confirmar a informação dentro e fora do ambiente policial gaúcho, até que desvendei o caso ao buscar, pagar e obter a certidão de casamento de Andrea junto ao Cartório de Registro Civis.


Rocha Mattos, o pai de Andrea, deixou a magistratura depois de ter sido alvo de inquérito que apontou um esquema de venda de sentenças judiciais. Ele já havia sido condenado anteriormente por corrupção e formação de quadrilha. 


Em 2015, o ex-juiz federal foi condenado a 17 anos, cinco meses e dez dias de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Segundo a denúncia, ele recebeu valores sem origem justificada e enviou ilegalmente quantias para uma conta bancária na Suíça, tudo com o auxílio da ex-mulher, Norma Regina Emílio Cunha.


Sua primeira condenação ocorreu em 2003, por formação de quadrilha, denunciação caluniosa e abuso de autoridade. Ele cumpriu oito dos 12 anos da sentença, até ir para prisão domiciliar em abril de 2011. Voltou a ser preso em outubro de 2016 para cumprir pena pelo crime de peculato, pelo qual foi condenado, em junho de 2006 a quatro anos e seis meses de prisão. Em 2020, Rocha Mattos foi para prisão domiciliar por causa da crise sanitária imposta pela Covid-19 e, posteriormente, foi para o regime aberto. No mesmo ano, dois imóveis que pertenciam a ele foram a leilão.


.......


O Advogado Pedro Lagomarcino foi quem me acompanhou até o acanhado prédio da Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância, instalada em enxutas, espartanas e novíssimas instalações no bairro São Geraldo, a poucos minutos do Centro Histórico de Porto Alegre.


Chegamos no horário, 14h.


A Delegada Andrea Mattos chegou mais tarde. Ela se desculpou pelo atraso. Na época, eu ainda não sabia que a Delegada já lutava contra um câncer que dois anos depois a mataria.


Não houve troca de gentilezas, porque o escrivão de plantão já anotava os primeiros dados preparatórios ao interrogatório.


Na parede da sala onde eu e o Advogado Pedro Lagomarcino respondíamos ao questionamento da Delegada, percebemos uma placa com esta advertência ilegal e  canalha, colocada como aviso na parede:


- Seu silêncio pode ser interpretado como culpa.


O silêncio nesta fase de interrogatório policial é garantido por qualquer legislação penal de países civilizados, inclusive Brasil, e nem de longe pode ser tomado como confissão de culpa.


A expressão "quem cala, consente" não tem fundamentação jurídica alguma e é força de expressão incivilizada.


Mais tarde, representamos contra esta ilegalidade.


Eu me apresentei propositadamente com uma máscara respiratória protetora semi-facial Epi com 2 filtros, não só pelo risco de contrair o vírus, mas também porque sempre considerei tóxicos os ambientes de delegacias policiais, salas de audiências e cárceres em geral, tudo por experiência própria.


Não chovia na Capital, naquele momento, 14h. Segundo o Inmet, os termômetros marcavam 12,4o e a pressão atmosférica batia em 1.015,7, mas nuvens negras ameaçavam a iminência de chuvas sobre Porto Alegre.


Era um dia sombrio.


Antes mesmo do interrogatório conduzido pela Delegada Andrea Matos, o escrivão fez algumas perguntas de praxe, avisando que  eu seria ouvido como suspeito e teria direito a permanecer calado. Em seguida, ele perguntou:


- O senhor já foi preso anteriormente ?


Claro que sim. E não foi apenas uma vez. Eu conto minhas prisões políticas durante o regime militar no livro "Ahú - Diários de Minhas Prisões Políticas"


Ainda sem a presença da Delegada, que parecia não chegar nunca, o Escrivão resolveu ler o histórico do caso, começando pelo resumo do Boletim de Ocorrência, o BO protocolado pelos ativistas de extrema-esquerda Gabriel Galli Arévalo e Carlos Krebs:


-  Houve ofensas a alguém, foram atribuídas ofensas reforçando a vítima no meio social em que ele vive, foram atribuídas qualidades negativas aos defeitos da vítima. Ofensas à vítima constitui na utilização de elementos discriminatórios referente a raça e etnia, a vítima não foi agredida fisicamente. A Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância DPCI, conforme imagem anexada, o jornalista proferiu ofensas a todas as pessoas LGBT relacionando-as à prática de zoofilia. 


Eis a postagem que indignou os dois dirigentes da ONG Somos, ligada ao nanico de extrema esquerda PSOL, portanto às deputadas Luciana Genro e Fernanda Melchionna:


“ Eduardo Leite manda bordar as cores do arco-íris gay na fachada do Piratini.


A foto é assunto em todo Brasil e também no exterior. O governador Eduardo Leite decidiu comemorar em alto estilo a legalização do homossexualismo como a opção da vontade sexual das pessoas e não como uma patologia. Pelo menos no ponto de vista da polêmica OMS. Ontem foi o dia internacional do universo LGBTQIA+ que engloba não só o homossexualismo, mas ainda não compreende a zoofilia, fenômeno que ocorre com pouca frequência em barrancos e coxilhas pouco frequentadas. Rio Grande do Sul, a política estadual de atenção e integração de uma população LGBTQIA +  implantada com decisão por Eduardo Leite visa elaborar, estimular, apoiar, participar, e promover eventos, estudos, pesquisas, debates e ações que envolvam discussões de saúde da população LGBTQIA +. O relato mais recente do grupo gay da Bahia, GGB, divulgado no início de 2019 resultou que 2018 ocorreu 420 mortes de LGBTs no Brasil, 320 homicídios e 100 suicídios.


 O imbroglio todo começou com essa curta nota publicada no blog www.polibiobraga.com.br, emoldurada sob foto colorida do Palácio Piratini. O fotógrafo que assinou o flagrante chama-se Gustavo Mansur, funcionário do Governo do Rio Grande do Sul.

Artigo, Ramiro Delgtado - Com possível queda da Selic, imóvel volta ao radar como investimento em 2026

Estima-se uma redução da Selic na próxima reunião do Copom, amanhã e depois, indo para o patamar de 12,25% até o fim de 2026. A seguir, neste texto, Ramiro Delgado, especialista em investimentos imobiliários, é analisado se a queda da Selic pode se refletir nos juros dos financiamentos e tornar esse momento estratégico para comprar imóvel. 

A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 27 e 28 de janeiro, já movimenta o mercado financeiro. Com a expectativa de uma possível redução da taxa Selic, investidores começam a reavaliar estratégias, e o mercado imobiliário volta a ganhar protagonismo nesse debate.

 Após um período marcado por juros elevados, crédito mais restrito e adiamento de decisões de compra, a sinalização de um novo ciclo de queda da Selic faz muita gente voltar a se perguntar se vale a pena investir em imóveis em 2026. Seja para compra e venda, geração de renda com aluguel ou até para moradia, o tema ganha força justamente em um momento de transição do cenário econômico.

 A expectativa por uma queda nos juros já está no radar do mercado há um tempo. O mercado está aguardando esse movimento há meses. Na última reunião do Copom, já houve um viés claro de baixa, e a tendência é que essa redução se confirme agora e se prolongue ao longo de 2026.

 A relação entre Selic e mercado imobiliário é direta, mesmo não imediata. Uma eventual queda da taxa básica tende a melhorar gradualmente as condições de financiamento, tornando o crédito mais acessível. Como os financiamentos imobiliários são contratos de muito longo prazo, de 30 a 35 anos, os bancos costumam se antecipar. Alguns já começaram a reduzir suas tabelas de juros, justamente projetando esse novo cenário.

Hoje, com os juros ainda elevados, muitos brasileiros seguem postergando a compra do imóvel, seja para morar ou investir. No entanto, esse cenário pode favorecer quem se antecipa ao mercado. Além do impacto nos financiamentos, a expectativa de queda da Selic também muda o comportamento do investidor. Com a renda fixa ainda atrativa, mas com tendência de desaceleração nos retornos, cresce o interesse pela chamada economia real. As pessoas passam a buscar ativos que gerem valor de forma mais concreta, e o imóvel entra como uma opção de proteção patrimonial, diversificação e potencial de valorização.

 Esse movimento tem efeito direto sobre a dinâmica de preços dos imóveis. Com juros mais baixos, mais pessoas conseguem aprovação de crédito, o que aumenta a demanda. “Quando cresce o número de compradores disputando uma quantidade limitada de imóveis, os preços tendem a subir. É uma lógica simples de oferta e demanda.

Nas principais capitais do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre, os preços dos imóveis estão represados há alguns anos, justamente por conta do ciclo prolongado de juros altos. A tendência é que, assim que a Selic comece a cair de forma mais clara, esse represamento seja liberado e os valores passem a subir.

 A queda da Selic também pode beneficiar quem comprou um imóvel financiado em um período de juros mais altos. Desde 2012, a Lei nº 12.703 autoriza a portabilidade de financiamento imobiliário, com taxas menores no mercado. Existe a possibilidade de renegociar o financiamento com o próprio banco ou transferir a dívida para outra instituição em busca de condições mais vantajosas. Na prática, isso significa a chance de ajustar o contrato, pagar menos juros e aliviar o peso das parcelas ao longo do tempo.

 

 





Dica do editor - Saiba por que as varizes pioram no verão e o que fazer para superar o problema

Especialista do CEJAM explica por que o calor intensifica inchaço, dor e sensação de peso nas pernas no verão e como aliviar os sintomas 

  Com a chegada do verão, queixas como pernas pesadas, inchaço ao fim do dia e veias mais aparentes se tornam frequentes, principalmente entre mulheres. Não é impressão: a temperatura mais elevada  realmente agrava os sintomas das varizes, condição ligada à insuficiência venosa crônica, quando o sangue encontra dificuldade para voltar das pernas ao coração. 

A estação mais quente do ano costuma funcionar como um gatilho para o agravamento dos sintomas em quem já convive com o problema. Isso acontece porque o organismo reage às altas temperaturas de forma automática, alterando o funcionamento dos vasos sanguíneos, um processo que, nas pernas, pode sobrecarregar ainda mais a circulação venosa. 

Segundo o Dr. Raul Queiroz, médico da família e comunidade da UBS Jardim Valquíria, gerenciada pelo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS-SP), o problema começa quando as válvulas das veias deixam de funcionar adequadamente. “O sangue se acumula nos membros inferiores, aumenta a pressão dentro das veias e isso leva à dilatação progressiva, com sintomas como dor, sensação de peso, inchaço e até alterações de pele”, explica. 

Durante o verão, esse quadro tende a se intensificar porque o corpo ativa mecanismos para regular a temperatura. “Nessas condições, ocorre vasodilatação, ou seja, os vasos sanguíneos se dilatam para facilitar a perda de calor. Isso reduz ainda mais a eficiência das válvulas venosas que já estão comprometidas, aumentando o refluxo do sangue e piorando os sintomas”, afirma o médico. 

O termômetro nas alturas também favorece a retenção de líquidos. “Há maior extravasamento de líquido para fora dos vasos, o que contribui para o edema, principalmente nos tornozelos e pés”, diz Dr. Raul. 

Essa combinação explica por que, no fim de um dia quente, as pernas parecem mais cansadas e doloridas. Em casos mais avançados, a circulação prejudicada pode levar a alterações de pele, escurecimento e até feridas. “A falta de oxigenação adequada favorece processos inflamatórios locais, o que deixa a pele mais frágil, aumenta a coceira e pode contribuir para o surgimento de úlceras”, alerta. 

Pessoas com histórico familiar de varizes costumam perceber mais os efeitos do calor, assim como gestantes, idosos, pessoas com obesidade e quem passa longos períodos em pé ou sentado. “Na gestação, por exemplo, há aumento do volume sanguíneo, alterações hormonais que dilatam as veias e compressão de vasos pelo útero, dificultando o retorno venoso”, explica o médico. No caso da obesidade, entram em cena fatores como aumento da pressão intra-abdominal, inflamação crônica e menor mobilidade. “Tudo isso reduz a eficiência da circulação nas pernas e potencializa os sintomas”, completa. 

Para mitigar os sintomas frequentes, o médico sugere algumas medidas cotidianas. “Elevar as pernas ao nível do coração sempre que possível, evitar roupas apertadas, não permanecer muito tempo em pé ou sentado e fazer duchas frias nas pernas ajudam bastante”. A hidratação também entra como aliada. “Embora não trate varizes, beber água adequadamente reduz a viscosidade do sangue, melhora a microcirculação e diminui a retenção compensatória de líquidos, o que auxilia no controle do edema”, explica. 

As meias de compressão seguem sendo uma das estratégias mais eficazes para evitar a progressão da insuficiência venosa, desde que indicadas por um profissional de saúde. O grau de compressão e o tamanho devem ser individualizados de acordo com a intensidade dos sintomas, localização das varizes e características de cada paciente. No verão, a recomendação é optar por modelos mais finos e respiráveis, que ajudam a manter o conforto e favorecem a adesão ao uso. 

A prática regular de exercícios físicos é incentivada. “Atividades como caminhada, bicicleta, fortalecimento da panturrilha, natação e hidroginástica ativam a chamada bomba muscular da panturrilha, que impulsiona o sangue de volta ao coração”, diz. O cuidado maior é com exercícios ao ar livre nos horários mais quentes e por períodos prolongados. 

Alguns sinais exigem avaliação médica imediata, por poderem indicar complicações como tromboflebite ou trombose venosa profunda. “Dor súbita e intensa em uma perna, inchaço assimétrico, vermelhidão, endurecimento da veia, falta de ar associada ou feridas que não cicatrizam são sinais de alerta”, destaca Dr. Raul. O calor, isoladamente, não causa trombose, mas pode agravar a estase venosa. Situações como longos períodos de imobilidade, viagens prolongadas e uso de hormônios também aumentam o risco. 

Além das mudanças de hábitos, há tratamentos modernos e de recuperação rápida para o problema, como escleroterapia com espuma, laser endovenoso e radiofrequência. “Essas intervenções devem ser avaliadas caso a caso, sempre em conjunto com o angiologista”, orienta. 

Para quem quer prevenir o surgimento ou a progressão das varizes, é recomendado se atentar aos sinais do corpo. “Educação em saúde é fundamental para que o atendimento aconteça antes que o quadro evolua para formas mais graves”, finaliza.   

 Sobre o CEJAM       

O CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos. Fundada em 1991, a Instituição atua em parceria com o poder público no gerenciamento de serviços e programas de saúde em São Paulo, Rio de Janeiro, Mogi das Cruzes, Osasco, Campinas, Carapicuíba, Barueri, Franco da Rocha, Guarulhos, Santos, São Roque, Lins, Assis, Ferraz de Vasconcelos, Pariquera-Açu, Itapevi, Peruíbe e São José dos Campos.   

A organização faz parte do Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (IBROSS), e tem a missão de ser instrumento transformador da vida das pessoas por meio de ações de promoção, prevenção e assistência à saúde.   

O CEJAM é considerado uma Instituição de excelência no apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS), tendo conquistado, em 2025, a certificação Great Place to Work. O seu nome é uma homenagem ao Dr. João Amorim, médico obstetra e um dos fundadores da Instituição.    

Neste ano, a organização lança a campanha CEJAM 2026: respeito à vida, respeito ao planeta. 365 dias cuidando do presente, transformando o futuro!  

 Siga o CEJAM nas redes sociais (@cejamoficial) e acompanhe os conteúdos divulgados no site da instituição.    

  

Dica do editor - Conheça a programação completa do Gramado in Concert, sexta, sábado e domingo

O festival internacional Gramado in Concert 2026 terá sua abertura oficial na noite desta sexta-feira, dia 30 de janeiro, no ExpoGramado, às 20 horas. O evento apresenta uma intensa programação diária e mais de 400 alunos e profissionais da música de 15 países até o dia 07 de fevereiro.

A grande abertura terá uma apresentação especial da Orquestra Sinfônica de Gramado, que leva ao palco uma das obras-primas do repertório lírico mundial: a ópera O Empresário (Der Schauspieldirektor), de Wolfgang Amadeus Mozart.

Destaques da abertura: Mozart e sátira cômica

Escrita originalmente em 1786, a peça é uma sátira cômica que revela os bastidores e as vaidades do mundo artístico. Para esta edição, a obra conta com adaptação, tradução e regência do maestro Leandro L. Serafim. A encenação terá direção cênica e atuação de Maurício Schneider, acompanhado por um elenco de solistas composto por:

Deize Nascimento

Raquel Fortes

Guilherme Roman

Francisco Amaral

Milena Padilha

Matheus Tomazelli

Talento local e virtuosismo internacional

Além da opereta, a programação da noite reserva espaço para o virtuosismo instrumental. A jovem violinista gramadense Ana Luiza Benetti será a solista no Concerto para Violino em Sol Maior de Haydn, reafirmando o compromisso do festival com a valorização de talentos da região.

O concerto de abertura também apresentará o Dueto para Clarinete e Contrabaixo de Giovanni Bottesini. A execução ficará a cargo de dois renomados professores do festival: o clarinetista Cristiano Alves e o contrabaixista Alexandre Ritter.

"A abertura une a tradição da ópera europeia com o talento que floresce aqui em Gramado, oferecendo ao público uma experiência rica e acessível", destaca Allan John Lino, diretor executivo da orquestra de Gramado.

Serviço

Evento: Abertura do Gramado in Concert 2026

Data: Sexta-feira, 30 de janeiro

20h

Local: ExpoGramado

Entrada: Gratuita


Programação primeiro fim de semana 

30/01 (sexta-feira)

19h: Música no Lounge (ExpoGramado);

20h: Concerto de abertura com Orquestra Sinfônica de Gramado (Pavilhão 3  ExpoGramado) – Ópera O Empresário (Mozart), Haydn e Bottesini.

31/01 (sábado)

09h: Música na Rua com Quinteto Brassence (Praça das Etnias)

11h: Música na Rua com Eter Quartet do Peru (Rua Coberta);

15h: Orquestra de Concertos de Erechim (Igreja São Pedro);

18h: Mostra dos Grupos de Câmara (Auditório Hortênsia, ExpoGramado);

19h: Música no Lounge (ExpoGramado);

20h: Concerto com Diogo Nogueira e Orquestra Sinfônica de Gramado (Pavilhão 3, ExpoGramado);

01/02 (domingo)

09h: Apresentação no Lar de Idosos Maria de Nazaré (Acesso restrito);

11h: Música na Rua com Ensamble SUNQU do Peru (Rua Coberta);

18h: Semifinal do Concurso Jovens Solistas – Cordas (Auditório Hortênsia, ExpoGramado;

19h: Música no Lounge, ExpoGramado;

20h: Orquestra Jovem de São Paulo, regência de Claudio Cruz (Pavilhão 3 do  ExpoGramado;

Sobre o evento

O 12º Gramado In Concert é apresentado pelo Ministério da Cultura, Secretaria de Estado da Cultura e Stella Artois - beba com moderação.  

Patrocinador Master: Gav Resorts. Copatrocínio: Sulgás, Hospedagem Oficial: Laghetto Hotéis, Resorts & Experiências. Apoio: RBT Internet e Hasam Group. Promoção: Prefeitura Municipal de Gramado. Agente Cultural: Bis Gestão Cultural. Realização: Gramadotur e Ministério da Cultura, Governo Federal, Brasil - Do lado do Povo Brasileiro.

Inscrições prorrogadas para o vestibular de Medicina da Faculdade Moinhos de Vento

Curso recebeu nota máxima (5) do MEC e candidatos com melhor desempenho poderão concorrer a bolsas de estudo de até 15% 

As inscrições para o primeiro vestibular do curso de Medicina da Faculdade de Ciências da Saúde Moinhos de Vento foram prorrogadas até o dia 28 de janeiro. Os interessados podem se inscrever pelos sites da Fundação Vunesp, responsável pela organização do processo seletivo, e da Faculdade de Ciências da Saúde Moinhos de Vento. As aulas têm início previsto para o primeiro semestre de 2026.

A prova presencial será aplicada no dia 22 de fevereiro, das 14h às 19h, em sete capitais brasileiras: Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba e Florianópolis. O processo seletivo ocorre em etapa única e inclui prova dissertativa de Biologia e Química, prova objetiva com questões de Língua Portuguesa, Matemática, Geografia, História, Língua Inglesa e Física, além de redação em Língua Portuguesa.

Para a primeira turma, são ofertadas 60 vagas, sendo 42 destinadas à prova presencial e 18 à seleção via Enem, considerando as edições de 2023, 2024 ou 2025. Como incentivo ao desempenho acadêmico, os candidatos mais bem classificados poderão concorrer a bolsas de estudo de até 15%, conforme os critérios estabelecidos no edital.

Na modalidade Enem, serão consideradas as notas das cinco áreas do conhecimento, com exigência de média mínima de 730 pontos e nota diferente de zero na redação. O resultado final será divulgado em 19 de março de 2026, data prevista também para a matrícula da primeira chamada.

O vestibular marca o início das atividades do curso de Medicina da Faculdade Moinhos de Vento, autorizado pelo Ministério da Educação (MEC) com nota máxima (5), conforme portaria publicada no Diário Oficial da União em 24 de dezembro de 2025. A graduação integra a estrutura do Hospital Moinhos de Vento, um dos sete hospitais de excelência do país e integrante do PROADI-SUS.

Com carga horária total de 8.440 horas — cerca de 1.240 horas acima das diretrizes curriculares nacionais —, o curso adota metodologias ativas de ensino, promove a inserção precoce dos estudantes na prática clínica e mantém forte alinhamento às demandas do Sistema Único de Saúde (SUS), com atividades práticas desde os primeiros semestres.

As informações completas sobre critérios de seleção, conteúdo programático, taxas de inscrição e cronograma estão disponíveis no edital do vestibular, publicado nos sites da Faculdade de Ciências da Saúde Moinhos de Vento e da Fundação Vunesp.


Artigo, Amarilio de Almeida - A formatura da vergonha moral

- Amarilio Tadeu Freesz de Almeida é jurista, procurador de Justiça aposentado do Distrito Federal e professor de Direito.

O episódio ocorrido na formatura do curso de Direito da Universidade de São Paulo (USP) deveria ser estudado no futuro, não como exemplo de excelência acadêmica, mas como marco da degradação ética da universidade pública brasileira.

O ministro Alexandre de Moraes (STF), investido de um dos cargos mais elevados da República, optou por transformar uma solenidade acadêmica em palco de vaidade pessoal, sarcasmo e deboche. Debochou de um réu que ele próprio condenou. Ironizou uma decisão que ele mesmo proferiu. Riu, e fez rir, da desgraça humana de um homem idoso, doente, sob custódia do Estado. Isso não é autoridade. Isso é soberba.

Não se tratou de uma aula, nem de um discurso institucional. Foi um espetáculo grotesco de autocomplacência, no qual o poder se aplaude a si mesmo, sem qualquer freio moral, sem empatia, sem humanidade. Quando um juiz ri do jurisdicionado, o Direito já morreu. O que resta é força nua, travestida de toga.

Mas nada, absolutamente nada, foi tão revelador quanto os aplausos. O entusiasmo juvenil. As gargalhadas. Ali ficou claro que a universidade deixou de formar juristas e passou a fabricar militantes de toga, adoradores do poder, prontos a aplaudir qualquer abuso desde que venha do lado "certo".

Aplausos à humilhação não são neutros. São escolhas morais. Quem aplaude o escárnio hoje, amanhã o praticará no balcão do fórum, na sala de audiência, no gabinete refrigerado. Quem aprende a rir da dor alheia aprende, com igual facilidade, a ignorá-la.

O mais estarrecedor é perceber que aqueles jovens, que em tese estudam Constituição, dignidade da pessoa humana e devido processo legal, vibraram não com ideias, mas com a desumanização. Vibraram não com o Direito, mas com o poder exercido sem limites.

A universidade, que deveria ser espaço de pensamento crítico, converteu-se em linha de montagem ideológica. Não se ensina a pensar, ensina-se a repetir. Não se ensina a duvidar, ensina-se a aplaudir. Forma-se não o jurista, mas o executor obediente do arbítrio.

E então a pergunta deixa de ser retórica e passa a ser assustadora: que tipo de juízes, promotores, delegados e advogados estão sendo gestados nesse ambiente moralmente falido? Que tipo de Justiça pode surgir de uma geração que confunde crueldade com virtude e ironia com inteligência?

O que se viu naquela formatura não foi apenas uma vergonha acadêmica. Foi um alerta. Um aviso claro de que, quando o poder passa a rir da própria brutalidade e a juventude o aplaude, o Estado de Direito já está em coma. E a toga, nesse cenário, deixa de ser símbolo de Justiça para se tornar fantasia de carnaval autoritário.

 - Artigo publicado nas mídias sociais e reproduzido pelo Notisul


Vereador Rafael Fleck, MDB, é o novo secretário de Serviços Urbanos de Porto Alegre

Após conversar por telefone com o prefeito Sebastião Melo na tarde desta segunda-feira (26), o vereador Rafael Fleck (MDB) confirmou o seu aceite ao convite para que assuma o comando da Secretaria de Serviços Urbanos (SMUrb) em razão da saída do atual titular, Vitorino Basségio, que retorna à Câmara Municipal para estar apto a disputar uma vaga na Assembleia Legislativa gaúcha. Com essa decisão Fleck abre mão da sua pré-candidatura a deputado federal, que já vinha sendo alinhada internamente no MDB. 

Em viagem de férias, o parlamentar chega a Porto Alegre na quinta-feira (29). Ele informou, no entanto, que os detalhes da sua transferência do Legislativo para o Executivo só ocorrerão em reunião com o prefeito marcada para a próxima sexta-feira (30). 

Com a definição de sua ida para a SMUrb, fica garantida a permanência do vereador Idenir Cecchin na Câmara. Cecchin tem o aval do prefeito para permanecer na liderança do governo e da bancada emedebista.


Quem é Rafael Fleck


Aos 49 anos, Fleck é advogado, casado com Talita Zanandrea, pai de dois filhos Maria Luiza (9) e Guilherme. (7)Como vereador em seu primeiro ano de mandato, foi presidente da Comissão de Educação, Cultura, Esportes, Lazer e de Juventude (CECE) e cumpriu importantes desafios, como o da vice-presidência e relatoria, respectivamente, das comissões parlamentares de inquérito (CPIs) da Pousada Garoa e do Departamento Municipal de Águas e Esgotos (Dmae). 

Mas a sua atuação na política tem mais de 20 anos. Começou sua militância ao lado do primo Mauro Zacher no movimento estudantil, na Pontifícia Universidade Católica (PUCRS), na década de 1990. Lá, assim como Zacher, chegou a presidir o Diretório Central dos Estudantes (DCE). E foi a partir da eleição de Zacher para a Câmara Municipal, em 2004, que passou a atuar como chefe de gabinete nas cinco legislaturas consecutivas de Zacher, até o seu falecimento em 26 de junho de 2022. 

Nesse período Fleck também ocupou cargos na antiga Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), chegando ao posto de secretário por duas vezes nos períodos pré-eleitorais em disputas estaduais e federais, quando Zacher foi candidato à Assembleia Legislativa gaúcha. Em um desses períodos, em 2014, ficou responsável por tocar algumas das obras fundamentais para a realização da Copa do Mundo de Futebol, que teve o Estádio Beira Rio como uma das sedes da competição. 

INSS não deixará de pagar aposentadoria par quem não tiver Carteira de Identidade Nacional

 São falsas as notícias de que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deixará de pagar aposentadoria a quem não tem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). Na verdade, nada muda para quem já recebe os benefícios atuais. Em novembro, o INSS iniciou um processo que exige a biometria digital para os pedidos de novos benefícios, sem afetar os benefícios atuais. Na fase atual, a biometria é exigida apenas para os pedidos de futuras aposentadorias e pensões, com o INSS podendo usar os dados biométricos tanto da CIN, como da carteira de habilitação e do título de eleitor.

A partir de 1º maio, a biometria digital passará a ser obrigatória para os novos pedidos de salário-maternidade, benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) e pensão por morte. Também a partir dessa data,  quem pedir qualquer benefício do INSS e não tiver biometria em nenhum desses documentos precisará emitir a CIN para dar andamento ao pedido. No entanto, as biometrias do título de eleitor e da carteira de motorista continuarão aceitas.

Somente a partir de 1º de janeiro de 2028, a CIN será o único documento exigido para pedidos e manutenção de benefícios do INSS. O órgão informará tudo aos segurados por meio do aplicativo e do site Meu INSS e também nos postos de atendimento.

Manutenção de benefícios

Segundo o governo federal, aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios em manutenção não precisarão tomar nenhuma providência imediata. A implementação para esse público será gradual e não haverá bloqueio automático de pagamentos.

Caso o INSS identifique a necessidade de atualização biométrica de algum beneficiário ativo, o cidadão será comunicado individualmente e com antecedência, sem impacto no recebimento dos valores.

Exceções

Durante todo esse período haverá exceções para a exigência de biometria, baseada na capacidade de os estados emitirem a CIN e na dificuldade de acesso a serviços públicos por alguns grupos.

A exigência será dispensada, enquanto não houver alternativas oferecidas pelo poder público, para:

•    pessoas com mais de 80 anos;

•    pessoas com dificuldade de deslocamento por motivo de saúde, mediante comprovação;

•    moradores de áreas de difícil acesso, como comunidades ribeirinhas atendidas pelo PREVBarco;

•    migrantes, refugiados e apátridas;

•    residentes no exterior.

O INSS também mantém uma lista oficial de municípios considerados localidades de difícil acesso, com base no Índice de Acessibilidade 2018 do IBGE, que inclui regiões classificadas como remotas ou muito remotas. A relação pode ser consultada neste link.

Cronograma

Em novembro, a comprovação biométrica passou a ser obrigatória para novos pedidos de benefícios do INSS. A obrigação está prevista no Decreto 12.561/2025, que regulamenta a Lei 15.077. A exigência tem como objetivo reforçar o combate a fraudes, ampliar a segurança dos dados e garantir que os recursos cheguem a quem tem direito.

O INSS estabeleceu um cronograma escalonado para a adoção da biometria:

•    Desde 21 de novembro de 2025: todo novo pedido de benefício exigirá cadastro biométrico. Serão aceitas biometrias da Carteira de Identidade Nacional (CIN), da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou do Título de Eleitor;

•    A partir de 1º de maio de 2026: quem solicitar benefício e não tiver biometria em nenhum desses documentos precisará emitir a CIN para dar andamento ao pedido;

•    A partir de 1º de janeiro de 2028: a CIN será o único documento com biometria aceito para requerimentos e manutenção de benefícios no INSS.

Recomendação

Apesar de a unificação estar prevista apenas para 2028, a orientação é que os cidadãos busquem, o quanto antes, os órgãos estaduais de identificação para emitir a Carteira de Identidade Nacional (CIN). A recomendação, informa o INSS, ajuda a evitar filas futuras e reforça a segurança dos dados pessoais e do benefício previdenciário.