A mais recente rodada da pesquisa eleitoral AtlasIntel/Bloomberg indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na dianteira da disputa presidencial de 2026 em todos os cenários testados, tanto no primeiro quanto no segundo turno. O levantamento revela, porém, um movimento relevante na corrida eleitoral: a distância entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno diminuiu de 12 para quatro pontos percentuais em relação às medições anteriores.

Os dados foram divulgados pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg e apontam que Lula mantém desempenho estável, alcançando cerca de 49% das intenções de voto nas simulações de segundo turno. Mesmo com a redução da vantagem em alguns confrontos, o presidente aparece numericamente à frente de todos os principais nomes da oposição avaliados no estudo.

Primeiro turno: Lula lidera com ampla margem

No cenário mais amplo de primeiro turno, Lula registra 48,4% das intenções de voto, abrindo vantagem próxima de 20 pontos sobre Flávio Bolsonaro, que soma 28%. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece em terceiro lugar, com 11%. Ronaldo Caiado (União) e Renan Santos (Missão) empatam com 2,9%, enquanto Romeu Zema (Novo) e Ratinho Jr. (PSD) têm 1,7% cada. Aldo Rebelo (DC) marca 1%. Brancos e nulos chegam a 2,1%, e os indecisos, a 0,3%.

Em uma simulação sem Tarcísio de Freitas, Lula sobe levemente para 48,8%, enquanto Flávio Bolsonaro avança para 35%. Nesse cenário, Caiado alcança 4,3%, Renan Santos 3,4%, Zema e Ratinho Jr. 2,8% cada, e Aldo Rebelo 1%. Brancos e nulos somam 1,5%, e indecisos, 0,4%. Em comparação com levantamentos anteriores, Lula cresceu 1,5 ponto entre novembro e janeiro, enquanto Flávio avançou quase 12 pontos no mesmo período.

Quando o nome da oposição é Tarcísio de Freitas, Lula aparece com 48,5% das intenções de voto, contra 28,4% do governador paulista. Caiado chega a 5%, Ratinho Jr. e Zema ficam com 3,9% cada, Renan Santos marca 3,2% e Aldo Rebelo, 1,1%. Brancos e nulos totalizam 5%, e os indecisos, 1,1%.

Outro cenário testa Michelle Bolsonaro como principal adversária do presidente, excluindo também os governadores de Minas Gerais e do Paraná e incluindo o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD). Nessa simulação, Lula tem 48,2%, Michelle alcança 30,9% e Caiado chega a 11,3%. Renan Santos soma 3,9%, Eduardo Leite 1,7% e Aldo Rebelo 0,7%. Brancos e nulos ficam em 2,8%, e indecisos, em 0,5%.

No último recorte de primeiro turno, sem Lula enfrentar diretamente nomes ligados ao bolsonarismo, o presidente marca 48,8%. Caiado aparece com 15,2%, Zema com 11,4%, Ratinho Jr. com 9,4%, Renan Santos com 3,9% e Aldo Rebelo com 1%. Brancos e nulos sobem para 8,1%, e os indecisos, para 2,2%.

Segundo turno: vantagem menor, mas liderança mantida

Nas simulações de segundo turno, Lula mantém vantagem sobre todos os adversários testados, com diferenças que variam de quatro a 25 pontos percentuais. Em um cenário hipotético de repetição do confronto com Jair Bolsonaro (PL), Lula aparece com 49% contra 46% do adversário. Bolsonaro, no entanto, está inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e por condenação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Contra nomes considerados elegíveis, o presidente repete o desempenho de 49% das intenções de voto. Diante de Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, o placar é o mesmo: 49% para Lula e 45% para cada um dos oponentes. Em relação ao mês anterior, a distância para Tarcísio permanece estável, enquanto Flávio Bolsonaro reduziu a diferença de 12 para quatro pontos percentuais.

Nos confrontos com Ronaldo Caiado, Romeu Zema ou Ratinho Jr., Lula amplia a vantagem para dez pontos, com 49% contra 39%. A maior diferença aparece diante de Eduardo Leite, cenário em que o presidente registra 48%, enquanto o governador gaúcho soma 23%.

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg ouviu 5.418 eleitores entre os dias 15 e 20 de janeiro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o protocolo BR-02804/2026.

 Ministro do Supremo Tribunal Federal STF José Antonio Dias Toffoli Metrópoles

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Os repórteres Valentina Monteiro e Sam Pancher, colegas de Metrópoles, hospedaram-se no resort Tayayá, no interior do Paraná, que foi vendido oficialmente por dois irmãos e um primo do ministro Dias Toffoli a um advogado da J&F, o conglomerado dos irmãos Batista.



Antes disso, os parentes do ministro haviam negociado uma participação no resort construído por eles com um fundo que tinha como investidor o pastor empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.


Coincidências do dinâmico mundo dos negócios brasileiro.


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Apesar dessa teia de aquisições, os repórteres constataram que todo mundo em Ribeirão Claro, município onde fica o Tayayá, conhece o hotel como “o resort do Toffoli”.


Dá para entender: o ministro é frequentador assíduo do resort, deu festa de arromba por lá e tem até casa exclusiva para ele na parte chique do empreendimento.



A casa, enorme, fica no alto de uma colina com vista para a represa de Xavantes, às margens da qual o Tayayá se espraia. Toffoli também tem um barco que permanece o tempo inteiro à sua disposição.


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Sigamos firmes nos registros imobiliários, contudo, porque brasileiro é apressado nas conclusões: assim como Lula nunca foi dono do Sítio de Atibaia e dos pedalinhos que havia no laguinho local, Toffoli jamais foi proprietário do resort Tayayá e do barco ancorado na represa de Xavantes.


Como é que o ministro poderia ser dono de um resort, se o seu salário no STF não chega a R$ 50 mil? Só porque o “Zé” (é como os funcionários do empreendimento chamam Toffoli) tem parentes bem-sucedidos, isso não significa que ele seja rico.



O mesmo vale, aliás, para Alexandre de Moraes: não é porque a sua mulher é advogada de sucesso, não menos do que estrondoso, que o mérito é dele, ora bolas. Chega de maliciar.


Valentina Monteiro e Sam Pancher descobriram que o resort Tayayá tem um cassino. Há máquinas de apostas que são legais no Paraná e sessões de jogatina a dinheiro que são ilegais em qualquer lugar do Brasil.


O advogado da J&F, dono oficial do resort, negou qualquer ilegalidade, e Toffoli não se dignou a responder aos questionamentos da reportagem do Metrópoles. Ministros do STF, como se sabe, não têm de dar explicação de nada a ninguém, muito menos a jornalistas.


Imaginei, ainda assim, a supresa de Toffoli ao ler que há um cassino no resort que não é dele.


Veio à minha cabeça, então, uma cena famosa do filme Casablanca, que nada tem a ver com a história do resort Tayayá. É só o meu inconsciente fazendo associações completamente aleatórias, Freud explica.


A cena é aquela em que, pressionado por nazistas, o chefe de polícia da cidade fecha o Rick’s Café American, dizendo que estava “chocado por saber que há jogos de azar acontecendo aqui” (em inglês, a fala é mais divertida: “I’m shocked, shocked to find out that gambling is going on in here”).


Segundos depois, um crupiê entrega ao chefe de polícia o montante que ele havia ganhado na mesa de roleta, em visita anterior. O chefe de polícia, então, responde: “Ah, muito obrigado”.

Meio milhão de famílias gaúchas recebem Bolsa Família

Em janeiro, um total de 542.158 famílias em todos os 497 municípios do Rio Grande do Sul estão contempladas com o Bolsa Família. Para isso, o investimento do Governo do Brasil no estado supera R$ 375,89 milhões. O valor garante um benefício médio de R$ 693,33.

PRIMEIRA INFÂNCIA – No pacote de benefícios incluídos na retomada do programa desde 2023, 268,4 mil crianças de zero a seis anos recebem o Benefício Primeira Infância no Rio Grande do Sul. Isso significa um adicional de R$ 150 destinado a cada integrante dessa faixa etária na composição familiar. O investimento para assegurar esse repasse no estado é de R$ 38,25 milhões.

 COMPLEMENTARES — O Bolsa Família prevê outros benefícios complementares, no valor adicional de R$ 50, que chegam a 422,3 mil crianças e adolescentes de sete a 18 anos, além de 19 mil gestantes e 10 mil nutrizes no Rio Grande do Sul. Para esses pagamentos, o investimento supera R$ 21,30 milhões.

 MUNICÍPIOS — Porto Alegre é o município com maior número de beneficiários no Rio Grande do Sul neste mês, com 78,8 mil famílias atendidas. Na sequência das cidades com maior número de famílias atendidas no estado estão Pelotas (20,3 mil), Canoas (18,5 mil), Viamão (16,8 mil) e Gravataí (15 mil).

 VALOR MÉDIO — Ciríaco é o município gaúcho com maior valor médio de benefício: R$ 822,03 neste mês. Em seguida aparecem São José do Sul (R$ 814,14), Severiano de Almeida (R$ 805,33), Campestre da Serra (R$ 753,02) e São Pedro da Serra (R$ 749,08)

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 NACIONAL — Em todo o país, o Bolsa Família chega a 18,77 milhões de beneficiários a partir desta segunda-feira (19), nos 5.570 municípios do país. O valor médio é de R$ 697,77, a partir de um investimento de R$ 13,1 bilhões.

PRIMEIRA INFÂNCIA — No pacote de benefícios incluídos na retomada do programa desde 2023, 8,4 milhões de crianças de zero a seis anos recebem neste mês o Benefício Primeira Infância. Isso significa um adicional de R$ 150 destinado a cada integrante dessa faixa etária na composição familiar. O investimento é de R$ 1,22 bilhão.

 COMPLEMENTARES — O Bolsa Família também prevê outros benefícios complementares, no valor adicional de R$ 50, que chegam a 13,7 milhões de crianças e adolescentes de sete a 18 anos, além de 625 mil gestantes e 375 mil nutrizes. Para esses pagamentos, o investimento supera R$ 706,7 milhões.

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PERFIL — Como costuma ocorrer no Bolsa Família, 84,4% dos responsáveis familiares são mulheres: 15,8 milhões. As pessoas de cor preta/parda representam a predominância entre os beneficiários e somam 36 milhões (73,25%).

PROTEÇÃO — Outra criação da nova versão do Bolsa Família, a Regra de Proteção permite aos beneficiários permanecerem no programa por até um ano, mesmo depois de conseguirem emprego com carteira assinada ou aumento de renda. Nesse caso, a família recebe 50% do valor. Esse parâmetro atinge, em janeiro, 2,44 milhões de famílias.

REGIÕES — No recorte por regiões, o Nordeste reúne o maior número de contemplados. São 8,75 milhões de beneficiários, a partir de um investimento de R$ 6 bilhões. Na sequência aparece a região Sudeste (5,29 milhões de famílias e R$ 3,72 bilhões em repasses), seguida por Norte (2,44 milhões de famílias e R$ 1,77 bilhão), Sul (1,29 milhão de beneficiários e R$ 898 milhões) e Centro-Oeste (990,7 mil famílias e R$ 703 milhões).

ESTADOS — Na divisão por unidades federativas, o maior número de contemplados em janeiro está na Bahia. São 2,3 milhões de famílias beneficiárias no estado, a partir de um aporte de R$ 1,56 bilhão. São Paulo aparece na sequência, com 2,2 milhões de contemplados. Em outros seis estados há mais de um milhão de integrantes do programa: Pernambuco (1,46 milhão), Minas Gerais (1,41 milhão), Rio de Janeiro (1,4 milhão), Ceará (1,33 milhão), Pará (1,25 milhão) e Maranhão (1,15 milhão).

 VALOR MÉDIO NOS ESTADOS — Roraima é o estado com maior valor médio de repasse aos beneficiários em janeiro: R$ 756,40. Amazonas (R$ 741,03), Amapá (R$ 737,14), Acre (R$ 732,98), Distrito Federal (R$ 727,81) e Pará (R$ 719,05) completam a lista das cinco maiores médias.

Artigo, Karina Michelin - O resort do Toffoli

Karina Michelin é jornalista e este artigo está no seu X de hoje.

O jornalista Sam Pancher e a repórter Valentina Moreira, do Metrópoles, foram ao norte do Paraná nos últimos dias para investigar os negócios da família do ministro Dias Toffoli na região do Resort Tayayá - um empreendimento de luxo que mistura marina, campo de golfe, condomínio fechado e até um cassino com máquinas de aposta.


O que encontraram no local é sugestivo: funcionários tratam Toffoli como o “dono de fato” do resort, apesar do imóvel ter sido vendido a um advogado ligado à J&F - o mesmo grupo que protagonizou alguns dos episódios mais controversos da Lava Jato e de acordos de delação que foram posteriormente anulados pelo STF.


Fontes locais afirmam que o ministro mantém casa no complexo e segue frequentando o local, mesmo após a transação da suposta venda. No papel, o negócio mudou de mãos; mas no cotidiano, nada parece ter mudado.


Relações de poder, favores cruzados, negócios privados e influência institucional - tudo sob o guarda-chuva de um Supremo que nos últimos anos concentrou poder político, derrubou investigações, reverteu sentenças e foi protagonista de crises que alteraram o equilíbrio entre os poderes e a morte da democracia. 


O silêncio institucional em torno do Resort Tayayá protege uma operação difícil de ignorar. Um fundo que comprou cerca de R$ 20 milhões em ações ligadas ao empreendimento associado à família de Dias Toffoli foi encerrado e, ao final, R$ 33 milhões apareceram numa offshore nas Ilhas Virgens Britânicas.


Para quem acompanha o caso, isso parece apenas a ponta do iceberg. A dúvida que se impõe não é só financeira, é estrutural: por que tanto sigilo? E como esse circuito se conecta ao Banco Master, às relações com a J&F e às zonas de poder que envolvem Toffoli e Alexandre de Moraes?


O que está sendo protegido - e por quem?

Moraes libera Tarcísio para visitar Bolsonaro

 A visita do governador Tarcísio Gomes de Freitas, amanhã, na Papudinha, será o primeiro encontro Tarcísio e Bolsonaro neste ano. Ambos estiveram juntos pela última vez em setembro do ano passado, quando o ex-presidente se encontrava em prisão domiciliar. Desde então, o antigo mandatário lançou seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como pré-candidato à Presidência em seu lugar. A expectativa agora é que Bolsonaro e Tarcísio rediscutam o cenário eleitoral após o movimento da família Bolsonaro.

O governador do maior Estado do Brasil só poderá visitar Bolsonaro porque foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes. Moraes é, agora, o carcereiro de Bolsonaro, depois de ter sido chefe de polícia, líder da promotoria e julgador, tudo no âmbito de um processo viciado do começo ao fim.

Moraes autorizou o encontro para a próxima quinta-feira (11), com duração de até três horas, entre as 8h e as 11h, conforme as regras da Papudinha.

Todas as visitas a Bolsonaro dependem de autorização de Moraes, que foi relator da ação em que o ex-presidente foi condenado pelo Supremo. As exceções são advogados, médicos e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que foram autorizados a se reunir com o ex-presidente sempre que necessário, de acordo com os horários da unidade prisional.

Petrobrás contrata R$ 2,8 bilhões de novos navios em Rio Grande

 A Petrobrás assinou, ontem, em Rio Grande 5 contratos para a construção de cinco navios gaseiros, 18 empurradores e 18 barcaças. Ao todo, o investimento será de R$ 2,8 bilhões, com potencial de geração de mais de 9 mil empregos diretos e indiretos.

As embarcações foram encomendadas e serão operadas pela Transpetro, subsidiária da Petrobras responsável pela logística do transporte de petróleo e derivados. Elas serão construídas em estaleiros de três estados. No Rio Grande do Sul, o estaleiro Rio Grande Ecovix será responsável pela obra dos gaseiros, no valor total de R$ 2,2 bilhões. Esse tipo de navio é projetado para armazenar e transportar gases liquefeitos, como o GLP, usado diariamente por milhões de consumidores no país. A primeira entrega está prevista para daqui a 33 meses, com as entregas seguintes ocorrendo a cada semestre.

No Amazonas, o estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia, em Manaus, construirá as 18 barcaças, fortalecendo o modal de navegação no interior da Transpetro. Essas embarcações são utilizadas no transporte de grandes volumes de carga em contêineres. O valor do investimento chega a R$ 295 milhões.

Em Santa Catarina, o estaleiro Indústria Naval Catarinense, em Navegantes, vai construir os 18 empurradores, que são embarcações a propulsão utilizadas na movimentação de barcaças. O custo total será de R$ 325 milhões.

Com as embarcações, de acordo com a Petrobras, a frota de gaseiros da Transpetro irá subir de seis para 14, triplicando a atual capacidade de transporte de GLP e derivados. O objetivo, segundo a empresa, é reduzir a dependência do afretamento desse tipo de navios. Os novos gaseiros, informou a estatal, serão até 20% mais eficientes no consumo de energia, reduzirão as emissões de gases de efeito estufa em 30% e poderão operar em portos eletrificados. "Isso significa que serão top em tecnologia embarcada", afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, durante o evento.


CMPC ganha área para terminal

  A CPMPC Celulose, maior empresa do gênero no RS, com sede em Guaíba, recebeu, ontem, a concessão de uma área no Porto do Rio Grande para a implantação de um terminal portuário que exigirá investimento de R$ 1,5 bilhão. O terminal integra um empreendimento que inclui a construção de uma nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro com aporte total superior a R$ 27 bilhões — o maior investimento privado já anunciado no Rio Grande do Sul. A estrutura portuária é considerada peça fundamental para o escoamento da produção da futura planta industrial. Serão 2 mil empregos em Rio Grande e 6 mil na Barra do Ribeiro.

A área era da Ecovix e estava desativada desde 2014, desde o escândalo da Lava Jato, protagonizada pelos governos do PT

O futuro terminal inclui dois berços de atracação para navios, dois berços para barcaças e um armazém com capacidade estática de 194 mil toneladas de celulose, ampliando sensivelmente a capacidade logística do Porto de Rio Grande. Na fase de implantação, a expectativa é gerar mais de 1,2 mil empregos; já em operação, estima-se cerca de 450 empregos diretos e mais de 2,1 mil indiretos, envolvendo trabalhadores avulsos e caminhoneiros. Além de empregos e renda, o projeto consolida o Estado como polo de desenvolvimento e logística, ampliando sua relevância no cenário nacional e internacional.