Ulbra avisa que nunca teve negócios com o Banco Master
Artigo, especial - A tendência é Lula e o PT despejados do Planalto
No final de semana, caiu mais uma linha de defesa do otimismo petista. O Datafolha, historicamente conhecido por sua leitura "paciente" das gestões petistas, não con seguiu mais esconder a tendência: Flávio Bolsonaro sobe e Lula derrete. O empate técnico em uma simulação de segundo turno, mostrou que a vantagem de 15 pontos que Lula ostentava virou pó em apenas 90 dias. É o reflexo de um país exausto. O eleitor médio responde ao prato vazio e ao medo: o custo de vida, que não teve o alívio prometido em discurso, e a sensação de insegu rança pública que tira o sono das famílias brasileiras. Entretanto, o que realmente deve tirar o sono dos estrategistas no Alvorada é que este levantamento ainda não capturou, com a devida consistência, os dois maiores furacões que agora chegam ao topo da pirâmide: INSS e Banco Master. A bomba-relógio ainda está em contagem regressiva. A quebra de sigilo bancário de Lulinha — filho do presidente — revelou uma movimentação milionária entre 2022 e 2026, com 1.500 transações que incluem repasses diretos do próprio Lula. O impacto dos números aumenta a temperatura, que já estava alta por conta das conexões. O depoimento de um ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", detalhou ligações do filho de Lula que o colocam muito próximo do centro do esquema que saqueou bilhões dos aposentados. E se fosse só isso, o PT já teria dor de cabeça suficiente, mas o outro grande escânda lo que toma as manchetes também mostra uma proximidade perigosa com a cúpula petista. Para entender como esse esquema ganhou escala federal, é preciso conectar os pontos com o setor financeiro. O descalabro no INSS pode ser visto como um des dobramento do "ovo da serpente" chocado durante os governos petistas na Bahia. O episódio do Credcesta serviu de laboratório: o modelo de exploração do crédito consignado, que aprisionou o salário de servidores baianos, foi a base para a enge nharia financeira que ajudou a projetar o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro, agora em um presídio federal. As revelações das conversas do banqueiro preso mostram que o Planalto pode não ter sido um mero observador desse avanço. As reuniões de Vorcaro com Lula, omiti das da agenda oficial e descritas pelo próprio banqueiro como “ótimas” e "muito for tes", passam a imagem de portas abertas para quem hoje está na mira da justiça por rombos bilionários. As agendas foram organizadas por Guido Mantega, ex-ministro dos governos Lula e Dilma, acomodado no Master a pedido de Jaques Wagner, líder do governo no Senado. Um banco quebrado recebendo tratamento VIP no gabinete presidencial, não é algo bem visto. O cenário de 2026 já está desenhado. Se a imprensa — assim como o Datafolha — não conseguir mais esconder os fatos e seguir revelando todas as conexões de Vor caro, as "mesadas" do INSS e as entranhas do Credcesta, o governo entrará em um processo de combustão interna irreversível. O PT tende a lançar mão de todos os artifícios, desde a pressão sobre o Judiciário até o uso desenfreado da máquina pública, para tentar conter a sangria. Com verdades inconvenientes aparecendo, somadas ao bolso vazio e à insegurança do cidadão, o esforço deve ser inútil. O Brasil caminha para mudar de rumos e a tendência é que Lula e o PT sejam despe jados do Planalto pelo voto
Artigo, Fábio Paiva - Crise institucional à vista: o Senado pode continuar em silêncio?
Fábio Paiva é jornalista, designer gráfico e analista de conteúdo
Novas revelações envolvendo mensagens, encontros e relações empresariais ampliam questionamentos sobre autoridades de alto escalão e colocam sobre o Senado a responsabilidade de decidir se cumprirá ou não seu papel constitucional.
O escândalo financeiro que emergiu a partir das investigações envolvendo o Banco Master começa a produzir efeitos que vão muito além do sistema bancário. Novas informações divulgadas pela imprensa, com base em materiais apreendidos pela Polícia Federal em celulares do empresário Daniel Vorcaro, ampliaram o alcance político do caso e passaram a levantar dúvidas incômodas sobre relações entre o mundo dos negócios, o poder político e integrantes do sistema de Justiça, mais especificamente os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.
As revelações mais recentes colocaram em evidência contatos, referências e interlocuções atribuídas ao empresário com personagens situados no topo da estrutura institucional brasileira. Embora o conteúdo completo dessas comunicações ainda esteja sendo analisado no âmbito das investigações, o volume de informações já foi suficiente para provocar forte repercussão política e jurídica.
Em qualquer democracia consolidada, quando suspeitas passam a atingir figuras que ocupam posições tão elevadas no aparato do Estado, a exigência de transparência se torna inevitavelmente maior. O que está em jogo deixa de ser apenas um caso econômico ou criminal e passa a envolver a própria credibilidade das instituições.
Um dos pontos que mais chamou atenção nas reportagens recentes foi o conteúdo de mensagens atribuídas ao empresário investigado, nas quais ele mencionaria interlocuções e contatos com autoridades de alto escalão. A divulgação desses diálogos provocou intenso debate em Brasília, especialmente diante da possibilidade de que empresários investigados tenham buscado influência ou proximidade com instâncias decisivas do poder.
Outro episódio que ganhou destaque envolve encontros e viagens em ambientes privados, incluindo a presença de autoridades em resort de luxo atribuído à família de Dias Toffoli, ao lado de empresários que posteriormente se tornaram alvo de investigações. A participação em eventos desse tipo não constitui irregularidade automática, mas inevitavelmente levanta questionamentos sobre prudência institucional e eventuais conflitos de interesse quando envolve agentes públicos em posições de enorme poder.
Também ganharam repercussão reportagens que apontam para contratos empresariais de grande valor ligados ao círculo familiar de autoridades públicas. A dimensão financeira dessas relações comerciais ampliou a pressão por esclarecimentos e reforçou a percepção de que os fatos precisam ser analisados com absoluta transparência.
Outro elemento que ampliou a tensão institucional foi a divulgação de versões públicas apresentadas por autoridades sobre contatos e comunicações mencionados nas investigações, versões que posteriormente passaram a ser confrontadas por novas informações divulgadas pela imprensa e por elementos da própria investigação. Quando isso ocorre em casos envolvendo personagens de alto escalão do Estado, como Alexandre de Moraes, o efeito inevitável é o crescimento da desconfiança pública.
Diante desse cenário, uma pergunta passou a circular com cada vez mais intensidade no ambiente político de Brasília: até que ponto empresários investigados conseguiram estabelecer canais de influência junto a figuras situadas no topo da estrutura institucional do país?
Responder a essa pergunta exige investigação séria, transparente e independente. Ignorá-la apenas amplia a crise de confiança.
É justamente nesse ponto que o Senado Federal entra no centro da equação institucional. A Constituição brasileira atribui à Casa a responsabilidade de analisar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal quando surgem suspeitas de crime de responsabilidade. Trata-se de um mecanismo extremo, que exige prudência e responsabilidade, mas que existe precisamente para preservar o equilíbrio entre os Poderes da República.
Nesse cenário, cresce a pressão política para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, permita que os pedidos de impeachment apresentados contra ministros da Suprema Corte sejam ao menos analisados. Ao longo dos últimos anos, diversas representações desse tipo permaneceram paradas ou foram arquivadas sem apreciação mais aprofundada.
A abertura de um processo não significa condenação antecipada de ninguém. Significa apenas permitir que o próprio Senado cumpra sua função constitucional de examinar fatos, ouvir testemunhas e esclarecer responsabilidades.
O que se torna cada vez mais difícil de sustentar é a estratégia de simplesmente ignorar o debate.
Quando suspeitas passam a envolver personagens situados no topo das instituições e nenhuma instância institucional demonstra disposição para examiná-las, a percepção pública que surge é a de que existe uma zona de proteção no coração da República.
Se o Senado continuar evitando esse debate, a crise deixará de ser apenas jurídica ou institucional e passará a ser claramente política. A Constituição não entregou ao Senado o poder de analisar pedidos de impeachment de ministros da Suprema Corte como um gesto simbólico, mas como um instrumento real de equilíbrio entre os Poderes.
Nesse contexto, a responsabilidade recai diretamente sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Cabe a ele decidir se a Casa exercerá plenamente suas prerrogativas constitucionais ou se continuará adiando um debate que já ganhou dimensão nacional.
Caso a inércia persista, é natural que a pressão dentro do próprio Senado aumente e que parlamentares passem a questionar não apenas os fatos em discussão, mas também a disposição de Alcolumbre de conduzir um momento tão delicado da vida institucional do país, sob pena de sua substituição no cargo.
Quando o Senado se recusa a investigar o poder, o problema deixa de ser apenas quem está sob suspeita — e passa a ser quem impede que a investigação aconteça.
IA pode prescrever medidamentos ?
A utilização da inteligência artificial (IA) para prescrever medicamentos é uma área de rápido avanço, mas que enfrenta barreiras significativas em termos de evidências robustas sobre sua segurança e eficácia a longo prazo, sendo amplamente considerada hoje uma ferramenta de suporte e não de substituição ao médico.
Aqui está uma análise detalhada dos pontos principais sobre a IA na prescrição:
Evidências e Situação Atual:
Uso no mundo real: Ferramentas de IA já estão em operação em hospitais nos EUA e, no Brasil, algumas plataformas ajudam a revisar receitas para evitar erros (como dosagens incorretas).
Potencial de erro: Pesquisas indicam que, embora modelos de IA (como LLMs) possam parecer lógicos, eles podem apresentar riscos clínicos e falhas de interpretação de dados, sendo insuficientes para atuar sem supervisão humana.
Riscos de "automedicação": Especialistas preocupam-se que a facilidade da IA para gerar planos terapêuticos possa levar à automedicação perigosa.
O Papel da IA vs. O Papel do Médico:
Apoio, não substituição: No Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) normatizou que a IA não pode substituir o médico, sendo usada apenas para apoio.
Julgamento Clínico: A prescrição exige um diagnóstico nosológico (identificação da doença) e julgamento clínico, algo que a IA ainda não consegue realizar sozinha de forma segura e ética.
Responsabilidade Legal: A decisão final e a responsabilidade legal sobre o tratamento permanecem com o médico, não com o algoritmo.
Desafios e Considerações Éticas:
Vieses e Privacidade: Algoritmos podem perpetuar preconceitos raciais, de gênero ou socioeconômicos presentes nos dados históricos, além de levantar questões sobre a privacidade de dados sensíveis.
"Caixa Preta": Muitas vezes é difícil para os médicos entenderem como a IA chegou a uma determinada recomendação, o que reduz a confiança na ferramenta.
Benefícios Potenciais (Com Supervisão):
Redução de Erros: IA pode identificar erros de dosagem ou interações medicamentosas perigosas mais rapidamente que humanos.
Eficiência: Pode auxiliar na análise rápida de grandes volumes de exames para sugerir condutas.
Em resumo, a IA na prescrição é vista atualmente como uma "segunda opinião" tecnológica valiosa, mas as evidências atuais não sustentam a autonomia total da máquina para receitar, devido a riscos de segurança e limitações éticas
Osmar Terra propõe que a Câmara peça ao STF que fixe regime de prisão domiciliar para Bolsonaro
Qual é a alegação para este pedido apresentado à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado ?
Acabei de requerer que a Câmara dos Deputados envio Indicação ao Supremo Tribunal Federal(STF) quanto à situação de saúde do Presidente Jair Messias Bolsonaro, solicitando tomada de providências referente transferência imediata para prisão domiciliar. Estou preocupado com o tratamento dispensado a Bolsonaro, que enfrenta agravamento de sua saúde.
O senhor é médico e foi duas vezes secretário gaúcho da Saúde. Assim, com seu conhecimento, o que agrava o estado de saúde de Bolsonaro ?
Desde que sofreu a tentativa de assassinato, durante a campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro foi submetido a oito cirurgias para reparar danos causados, sendo que a mais recente em dezembro de 2025. Devido à essas sequelas, precisa de medicação com acompanhamento constante. Na madrugada de 6 de janeiro de 2026, sozinho na cela, sofreu uma queda com traumatismo craniano, permanecendo horas sem atendimento que deveria ser imediato. O encaminhamento para exames hospitalares, obrigatórios nesse tipo de trauma, enfrenta burocracia. Bolsonaro, com 70 anos, está privado de liberdade e sofre o agravamento de seu quadro de saúde, sem assistência médica contínua e sem apoio familiar nas 24 horas do dia, o que eleva o risco à sua vida. Levantamento da perícia médica da Polícia Federal, mostrou a necessidade de cuidados continuados e de assistência especializada com recursos médico hospitalares mais sofisticados, que são inexistentes na prisão. O posto médico mais próximo e de atendimento básico comunitário, fica a mais de 3 km de onde ele está. E o próprio relatório pericial reconhece que sua saúde pode ter agravamento súbito, com risco real de morte.
No seu pedido, há também apelo ao sentimento de humanidade.
Há momentos em que o senso de humanidade deve prevalecer na execução de penas.. Espero que o Presidente supere essa difícil situação, com todo o apoio necessário e volte em breve a caminhar pelas ruas do Brasil, recuperado e livre.
Projetos de securitzação
O Congresso Nacional avança com projetos para securitizar dívidas agrícolas, focando em produtores do Rio Grande do Sul afetados por desastres climáticos, com destaque para o PL 320/2025 (senador Luis Carlos Heinze) e o PL 5122/23. As propostas visam prazos de até 20 anos para pagamento, carência de 3 anos, juros reduzidos e uso de recursos do Fundo Social/Pré-Sal, visando renegociar até R$ 60 bilhões.
Principais Projetos e Detalhes:
PL 320/2025 (Senado/Câmara): Proposto pelo senador Luis Carlos Heinze, foca na renegociação de dívidas de produtores gaúchos impactados por eventos climáticos desde 2021, com prazo de até 20 anos e 3 anos de carência.
PL 5122/23 (Câmara): Aprovado na Câmara, utiliza recursos do Fundo Social (pré-sal) para cobrir dívidas de até R
50 milhões para cooperativas), com taxas de 3,5% a 7,5% a.a..
Tramitação e Apoio: A Comissão de Agricultura da Câmara e a CRA do Senado aprovaram medidas de securitização, que agora seguem para avaliação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e análise final.
Conteúdo do Projeto: Além da renegociação, os projetos incluem a criação do Fundo Garantidor para a Securitização das Dívidas Rurais (FGSDR) e visam permitir que produtores voltem a ter acesso ao crédito.
Apesar do forte apoio do agronegócio e aprovação em comissões, o governo federal tem se posicionado contrariamente a algumas propostas, orientando votos contra o texto aprovado na Câmara devido ao impacto fiscal, conforme relatado no Rádio Águas Claras.
Securitzação
O deputado gaúcho Luciano Zucco, candidato da Oposição ao governo do RS, encorpou o ambiente de indignação na abertura da Expodireto (leia nota a segui/r), esta manhã, Zucco falou como representante da Câmara dos Deputados. Ele cobrou uma resposta urgente das autoridades para evitar o colapso financeiro de milhares de propriedades rurais.
Securitização das dívidas
Zucco defendeu que a prioridade imediata para o setor seja a securitização das dívidas rurais, mecanismo que permitiria reorganizar os passivos acumulados pelos produtores em prazos mais longos e com condições reais de pagamento. “Sem securitização, milhares de produtores simplesmente não conseguirão plantar a próxima safra”, alertou.
O parlamentar afirmou ainda que pretende levar essa pauta diretamente ao senador Flávio Bolsonaro, defendendo a construção de uma solução nacional para o endividamento rural.
Ele lembrou que um modelo semelhante já foi adotado no Brasil na década de 1990 e permitiu reorganizar o passivo do setor agrícola, abrindo caminho para o crescimento do agronegócio nas décadas seguintes.
Custos crescentes e disputa sobre royalties
Além do endividamento, produtores também demonstraram preocupação com o aumento dos custos de produção e com possíveis impactos da reforma tributária sobre a atividade agrícola.
Entre os pontos levantados pelo setor está a cobrança considerada abusiva de royalties sobre sementes, tema que já está sendo questionado judicialmente por sindicatos rurais e entidades representativas do agronegócio. As organizações argumentam que o modelo atual de cobrança acaba ampliando excessivamente os custos de produção e reduzindo ainda mais a renda dos agricultores.
Durante o protesto realizado na abertura da feira, faixas exibidas no local também apontavam fatores que estariam pressionando o setor, como perdas provocadas por secas e enchentes, baixo valor pago pela produção e aumento da carga tributária.
Para Zucco, o país precisa garantir condições mínimas para que o produtor continue produzindo.
“O agricultor brasileiro já salvou a economia do país inúmeras vezes. O mínimo que o Brasil precisa garantir agora é respeito e equilíbrio nas relações econômicas do campo”, afirmou.
A Expodireto Cotrijal é uma das maiores feiras do agronegócio da América Latina e reúne anualmente produtores, empresas, cooperativas e autoridades para debater tecnologia e políticas públicas para o setor.
Análise
A classificação do PCC e do CV como entes terroristas pelos EUA permitiria o congelamento de bens, sanções financeiras severas e operações militares americanas diretas em território brasileiro ou vizinho. Isso intensificaria o combate ao crime organizado, mas também criaria riscos diplomáticos, como a possível violação da soberania nacional.
O texto e o conteúdo acima e os que seguem, foram obtidos pelo editor com ajuda da IA da Meta. Leia.
Consequências Principais:
Sanções Financeiras e Legais: Bloqueio de ativos e bens das facções nos EUA, além da proibição de transações bancárias, podendo afetar instituições financeiras brasileiras que tenham negócios com empresas de fachada do crime.
Intervenção Militar: Possibilidade de uso de força armada pelos EUA (como no combate a cartéis) na região, visando infraestruturas do tráfico.
Processos Jurídicos Severos: Indivíduos ligados às facções podem enfrentar penas mais longas, prisão inafiançável e as investigações não se limitariam ao tráfico, mas sim ao terrorismo.
Impacto no Visto: Restrições para viagens e bloqueio de vistos para brasileiros, baseando-se na presença de "terrorismo" no território.
Pressão no Brasil: O Brasil poderia ser considerado um "pária internacional" por abrigar tais grupos, sofrendo pressões para mudar sua legislação e aumentar a cooperação militar.
Essa medida é vista como um instrumento de segurança nacional dos EUA, mas gera preocupações sobre a soberania brasileira e possíveis violações de direitos.
Artigo, Felipe Vieira - A encruzilhada institucional do Brasil.
Reflexões a partir da minha entrevista com o advogado André Marsiglia; por Felipe Vieira
Tenho acompanhado há algum tempo o trabalho do advogado André Marsiglia. Primeiro pela presença frequente na imprensa, especialmente no programa Oeste Sem Filtro, da revista Oeste. Depois pelas suas análises nas redes sociais, em especial no canal que mantém no YouTube, chamado A Bússola.
Marsiglia tem uma característica rara no debate público brasileiro. Consegue tratar de temas jurídicos complexos sem recorrer ao juridiquês que muitas vezes afasta o cidadão comum das discussões institucionais. Sua maneira de se expressar é direta, didática e clara, o que permite que questões muitas vezes restritas a especialistas sejam compreendidas por qualquer pessoa interessada na vida pública do país.
Foi com esse espírito de esclarecimento que, neste final de semana, conversei com ele na BandNews TV.
Durante a entrevista, ficou evidente que o Brasil pode estar diante de uma encruzilhada institucional rara. Uma daquelas situações em que os acontecimentos deixam de ser apenas episódios políticos e passam a colocar em xeque o funcionamento das próprias instituições da República.
A situação pode ser resumida em uma pergunta simples, mas devastadora.
Quem está dizendo a verdade?
De um lado, reportagens baseadas em informações periciadas pela Polícia Federal indicam a existência de mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. De outro, uma nota divulgada pelo próprio Supremo contesta a narrativa, mas sem apresentar uma negativa categórica capaz de encerrar definitivamente a controvérsia.
Essa ambiguidade, como discutimos durante a entrevista, não ajuda a dissipar dúvidas. Pelo contrário, tende a ampliá-las.
Se as mensagens forem autênticas, como indicam relatos técnicos apresentados pela imprensa, o país pode estar diante de um episódio extremamente grave. Um ministro da Suprema Corte dialogando com um investigado em circunstâncias que poderiam interferir no curso de uma investigação.
Se não forem autênticas, então estamos diante de outra situação igualmente perturbadora. A circulação de informações falsas envolvendo um ministro do Supremo sem que tenha havido, até agora, uma resposta suficientemente clara para restabelecer a verdade.
Em qualquer dos cenários, o problema deixa de ser apenas jurídico. Ele se torna institucional.
Outro aspecto levantado por Marsiglia durante nossa conversa amplia ainda mais o alcance da questão. As investigações que envolvem o Banco Master sugerem a existência de relações potencialmente perigosas entre dinheiro privado, interesses empresariais e autoridades públicas.
O problema, como ele bem destacou, não está na vida privada de quem quer que seja. O problema surge quando recursos obtidos de forma irregular são utilizados para tentar influenciar decisões de Estado ou aproximar interesses privados de estruturas de poder.
Nesse momento, o escândalo deixa de ser apenas financeiro.
Ele passa a tocar no coração da República.
Há ainda uma questão estrutural que torna tudo mais delicado. Quem investiga o Supremo Tribunal Federal?
A Constituição brasileira prevê que ministros da Corte sejam julgados pelos próprios colegas, salvo em processos de impeachment conduzidos pelo Senado.
Na teoria, isso preserva a independência do Judiciário. Na prática, cria um evidente constrangimento quando suspeitas recaem sobre integrantes da própria Corte.
É difícil imaginar qualquer instituição julgando seus próprios membros sem que o peso do corporativismo institucional apareça.
O Brasil já atravessou grandes crises políticas nas últimas décadas. O Mensalão e a Lava Jato foram momentos de enorme tensão institucional. Mas há uma diferença fundamental entre aqueles episódios e o que estamos vendo agora.
Naqueles casos, o Supremo era o juiz.
Agora, pela primeira vez na história recente da República, parte das suspeitas recai sobre integrantes da própria
Suprema Corte.
Isso cria um dilema que a Constituição de 1988 não previu com clareza suficiente.
A confiança pública nas instituições é o cimento que sustenta qualquer democracia. Quando essa confiança começa a se deteriorar, a crise deixa de ser apenas jurídica e passa a ser política.
É nesse ponto que o Brasil parece ter chegado.
A Polícia Federal afirma ter realizado perícias. A imprensa sustenta ter verificado documentos. A defesa do próprio banqueiro fala em vazamento de mensagens, não em fabricação de mensagens. E o ministro citado contesta as interpretações.
Em algum lugar dessa história, alguém não está dizendo a verdade.
E quando uma República chega a esse ponto, o silêncio deixa de ser uma opção.
A única saída possível é a transparência.
Se houve irregularidade, ela precisa ser investigada com rigor. Se não houve, isso precisa ser demonstrado de forma clara, inequívoca e definitiva.
O que não é possível é que dúvidas dessa magnitude permaneçam pairando sobre a mais alta corte do país.
A democracia não se fortalece escondendo crises.
Ela se fortalece enfrentando-as.
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Quem pode e como doar sangue no HPS
Para doar sangue no Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre, é necessário agendar o horário, ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 kg e apresentar documento oficial com foto. A coleta é feita no segundo andar do HPS (Largo Teodoro Herzl, s/nº - Bom Fim).
Aqui estão os detalhes completos:
Como Doar
Agendamento: É preferencialmente agendado pelo WhatsApp (51) 3289-7658 ou (51) 99531-0585.
Horário: Segunda a sexta, das 8h às 12h (com horários adicionais das 13h às 17h nas terças e quartas em algumas campanhas).
Local: Segundo andar do HPS, Largo Teodoro Herzl, s/nº - Bom Fim.
O que levar: Documento de identificação oficial com foto.
Quem Pode Doar (Requisitos)
Idade: Ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos precisam de autorização formal dos responsáveis).
Peso: Mínimo de 50 Kg.
Saúde: Estar em boas condições de saúde, descansado e alimentado.
Descanso: Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas.
Intervalo: Respeitar o intervalo de dois meses para homens e três meses para mulheres.
Impedimentos (Quem Não Pode Doar)
Quem teve hepatite após os 11 anos de idade.
Mulheres grávidas ou amamentando.
Pessoas com comportamentos de risco para doenças transmissíveis pelo sangue (AIDS, sífilis, hepatite, Doença de Chagas).
Uso de drogas ilícitas injetáveis.
Estar gripado, com febre ou ter feito procedimentos como tatuagens recentemente.
Nota: O banco de sangue do HPS reforça a necessidade constante de doações, especialmente tipo O+.