Este é o cenário da guerra neste domingo, 17h30min

 O editor consultou o sistema de IA da Meta para que consolidasse as informações mais recentes sobre a guerra contra o Irã, leu tudo, cotejou com as fontes existentes, incusive israelenses, e pode assegurar que este é o cenário deste domingo, 17h30min.

O Irã confirmou no início de maio de 2026 que recebeu e está analisando a resposta dos Estados Unidos a uma proposta iraniana de 14 pontos, enviada por meio de mediadores paquistaneses, visando o fim do conflito militar na região.Aqui estão os pontos principais da situação atual, de acordo com as informações disponíveis até 3 de maio de 2026:Conteúdo da Proposta Iraniana: O plano de 14 pontos concentra-se no fim imediato das hostilidades, incluindo o Líbano, e não aborda diretamente o programa nuclear, buscando tratar este último em uma fase posterior.Exigências do Irã: A proposta inclui garantias contra agressão militar americana, a retirada de forças dos EUA da vizinhança do Irã, a suspensão do bloqueio naval ao Estreito de Ormuz, o levantamento de sanções e a liberação de ativos congelados.Posição dos EUA (Donald Trump): Trump expressou inicialmente insatisfação com a proposta, descrevendo-a como "inaceitável" e argumentando que o Irã "ainda não pagou um preço alto o suficiente" pelo que fez. No entanto, relatórios indicam que ele está revisando o documento, enquanto a tensão continua alta e um bloqueio naval americano a portos iranianos persiste.Impasse Nuclear: A principal dificuldade para um acordo duradouro é a exigência americana de um fim total do programa nuclear iraniano, enquanto o Irã tenta adiar essa discussão e priorizar o fim do conflito militar e o alívio econômico.Medição: O Paquistão continua sendo o principal canal de comunicação indireta entre Washington e Teerã.A situação é caracterizada por uma mistura de intensas negociações de bastidores e uma retórica agressiva, com a Guarda Revolucionária Iraniana alertando sobre possíveis ataques a posições dos EUA, caso o conflito seja retomado

Artigo, Fernando Schüler, Estadão - A derrota de um sistema de poder

"Foi a vitória da baixa política", leio em um artigo, sobre a rejeição de Messias, para o STF. Achei curioso. Quem sabe a "alta política" teria sido repetir a crônica de 130 anos de "carimbos", por parte do Senado, às indicações para o Supremo, vindas do executivo. Em outra notícia, leio que um grupo de "juristas" cogitava recorrer ao Supremo por "desvio de finalidade". Achei graça, naquilo, mas me pareceu plausível.

Desvio de finalidade já justificou impedir Lula de assumir um ministério, no governo Dilma. E um ex-presidente conceder um indulto para um deputado condenado por "delito de opinião". Isso e um bocado de esquisitices. Em um País que se especializou em relativizar direitos e reescrever a lei, a partir do próprio judiciário, não me surpreenderia com mais esta bizarrice.

A rejeição da indicação de Messias traz uma novidade em nossa história republicana: o Legislativo pode decidir com autonomia, na contramão do Executivo. Pode resistir ao peso da liberação de emendas e das posições no governo. Não há grande virtude, nisso. Há apenas instituições cumprindo o seu papel. Exercendo poder, funcionando dentro da regra.

Como disse o próprio Messias, em sua fala sóbria e ponderada, depois do resultado, há dias de vitória e há dias de derrota. Talvez tenhamos esquecido disso, nos últimos 130 anos de mando do governo sobre o parlamento. E é positivo para nossa república que todos saibam que as coisas possam seguir um rumo diferente.

A rejeição de Messias sugere um outro aspecto: é a derrota de um perfil de indicações, para o Supremo. De um político experiente escutei a frase síntese: o Supremo não é assessoria da presidência.

Depois de indicar seu advogado pessoal e um correligionário político, Lula tentou emplacar alguém cuja carreira foi essencialmente produzida pela fidelidade ao partido e a seus governos. Nenhum problema com isso. Pode ser uma ótima carreira. Mas inadequada a uma Suprema Corte, cuja virtude essencial é precisamente a independência e a imparcialidade, não o alinhamento político. É a fidelidade à lei e à Constituição, e não a uma fé, a um governo ou ideologia.

Por fim, há o tema existencial brasileiro. Na última semana, a PGR arquivou uma ação por homofobia contra um ministro do Supremo. E o fez porque considerou a fala (reconhecida como homofóbica pelo próprio ministro), como sem maior relevância. E porque ele havia se desculpado, depois. Curioso, isso. Significa que, a partir de agora, se alguém fizer uma fala homofóbica ou racista, e no dia seguinte pedir desculpas, estará tudo bem? Ou vale só neste caso? Ou não somos exatamente iguais, perante a lei? Ou quem sabe a lei, criada pelo próprio Supremo, é só de brincadeirinha, aplicada segundo a "interpretação" do momento?

O que temos aí é uma minúscula cereja do bolo. O fato é que o estado de direito foi quebrado, no Brasil, exatamente porque fomos cedendo, ao longo do tempo, a uma estranha hierarquia: a interpretação à frente do texto. A norma aplicada segundo a cor, a posição, o "lado", o contexto.

É o mesmo caso com a imunidade parlamentar. O que faz um deputado processado, por denunciar um caso de abuso de poder da tribuna da Câmara? O que faz um pastor, sem foro convertido em réu no Supremo, por chamar um punhado de autoridades de "covardes". E o que faz uma Advocacia Geral da União mandando uma carta a uma jornalista para que apague um tuite com uma crítica a um projeto de lei em discussão, no Congresso?

Se observarmos com algum cuidado, é este o mesmíssimo significado da aprovação final da "dosimetria", no Congresso. Ou alguém acha que há amparo legal para condenar aquele senhor de 70 anos, do interior de Santa Catarina, a 14 anos de prisão, por um Pix de 500 reais? Ou acha bacana atirar pela janela o princípio da instância devida, julgando pessoas sem Foro no Supremo, sem direito a recurso, à revelia de tudo que reza nosso estado de direito?

O fato é que a tudo isso fomos assistindo um tanto quanto "bestializados", nos anos recentes. E agora houve uma reação. Uma derrota não do governo, mas de um sistema de poder. De um modo de lidar com os direitos e garantias individuais, no Brasil.

A melhor resposta que o Supremo pode dar a esta reação é encerrar os "inquéritos" e retomar a normalidade institucional, no País. Retomar a vigência da regra do jogo, que todos decidimos, e da qual jamais deveríamos ter nos afastado, neste triste Brasil dos últimos anos.


Link do artigo no Estadão:

https://www.estadao.com.br/politica/fernando-schuler/a-derrota-de-um-sistema-de-poder/


Dica do editor - O diploma universitário pode mudar a vida de alguém ?

 Neste artigo do jornal The Washington Post deste domingo, o autor revela que com base nas tendências de 2025 e 2026, a frase "Este diploma mudou a minha vida e ele é essencial para uma América em transformação", fica mais transparente um debate central e dividido sobre o valor da educação superior na era da Inteligência Artificial (IA).

Segue uma análise do contexto: 

Estudos indicam que gestores de contratação consideram a fluência em IA mais importante que um diploma. Especialistas alertam que a IA pode tornar diplomas tradicionais desatualizados se não incluírem capacitação tecnológica.

Transformação Profissional (O Novo "Essencial"): 

Profissionais de finanças e tecnologia estão entre os mais afetados pela IA, necessitando requalificação constante, independentemente de terem diploma ou não.

O Valor da Educação (Mudança de Foco): 

Embora o diploma formal possa ser menos exigido, o processo educacional — que desenvolve disciplina e raciocínio — ainda é valorizado, desde que focado em preparar o indivíduo para um mercado tecnológico.

Ou seja, o diploma não é mais uma garantia automática de sucesso. No entanto, um diploma que incorpore IA e habilidades digitais é considerado, de fato, essencial para a transformação do mercado de trabalho americano.

CLIQUE AQUI para ler o artigo do jornal americano.