Fim da vacina contra a gripe

 O Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou em 21 de abril de 2026 o fim da obrigatoriedade da vacina anual contra a gripe para os militares americanos, tornando a imunização voluntária. A decisão, que reverte uma política de décadas, baseia-se nos seguintes motivos alegados por Hegseth: 

Autonomia Médica e Liberdade Religiosa: Hegseth afirmou que a vacinação obrigatória viola a "autonomia médica" e a liberdade de consciência dos soldados, declarando que "seu corpo, sua fé e suas convicções não são negociáveis".

Rejeição de Mandatos "Exagerados": Ele classificou a obrigatoriedade da vacina contra a gripe como um mandato "absurdo" e "excessivamente amplo" (overly broad), argumentando que tal exigência enfraquece, em vez de fortalecer, a prontidão de combate das tropas.

Restauração da Liberdade: A medida foi descrita como parte de um esforço para "restaurar a liberdade e a força" à Força Conjunta, revertendo o que considerou escolhas injustas impostas aos militares. 

Detalhes da Mudança:

A vacina continua disponível para os militares que desejarem tomá-la, mas não será mais forçada.

A nova diretriz se aplica a militares da ativa, reservistas e civis do Departamento de Defesa.

O documento permite que os ramos militares solicitem a manutenção da obrigatoriedade em casos específicos, com um prazo de 15 dias para tais solicitações. 

Essa medida alinha-se com o fim do mandato da vacina contra a COVID-19 no exército dos EUA, realizado anteriormente, e reflete uma postura de retirada de obrigatoriedades de vacinas no governo de Donald Trump. Especialistas em saúde pública expressaram preocupação com o impacto dessa decisão na prontidão das tropas, alertando que pode aumentar o número de dias de trabalho perdidos devido a infecções por gripe.

Mobi+ Porto Alegre já está disponível

 Os usuários do transporte público, táxis, serviços de compartilhamento de patinetes e bicicletas, além de quem opta pela mobilidade a pé, passam a contar com uma nova forma de planejar seus deslocamentos em Porto Alegre de maneira integrada entre diferentes modais. O Mobi+ Porto Alegre é um aplicativo móvel desenvolvido com identidade e funcionalidades específicas para a cidade, voltado à solução de MaaS (Mobility as a Service). A solução permite o planejamento de deslocamentos multimodais, reunindo diversas opções de transporte público e individual (ônibus, patinetes, táxi, bicicletas compartilhadas e caminhada) em uma única plataforma.

O aplicativo é gratuito e sem publicidade em sua navegação, tem como objetivo oferecer ao cidadão informações completas para o planejamento de rotas, diretamente pelo celular.

O app está disponível para download gratuito nas lojas Google Play e App Store, para dispositivos Android e iOS.

O Mobi+ Porto Alegre é o primeiro projeto na América Latina da desenvolvedora francesa Instant System, referência global em soluções MaaS com mais de 10 milhões de usuários em 80 localidades na Europa, Américas e África.  A tecnologia trazida para a capital gaúcha utiliza a mesma base do app Île-de-France Mobilités, criado para Paris, amplamente empregado durante os Jogos Olímpicos de 2024, permitindo o planejamento integrado de deslocamentos em um ambiente de alta demanda e complexidade operacional.

A solução também é consolidada na Itália, com o app AT Bus - Autolinee Toscane S.p.A., na região de Florença e Veneza. É distribuído no Brasil pela Optai, que atua no setor de tecnologia e inovação aplicada à mobilidade, com foco em soluções digitais para transporte urbano, integração de modais e projetos de cidades inteligentes. 


Editorial, Estadão - A AGU contra a liberdade de expressão

A famigerada Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia (PNDD), divisão de censura da Advocacia-Geral da União (AGU), notificou extrajudicialmente o X para que remova ou rotule conteúdos críticos ao Projeto de Lei (PL) 896/2023, que tipifica o crime de misoginia, publicados por alguns usuários da plataforma. A pretexto de combater o que chama de “desinformação”, a AGU tenta exercer no Brasil uma espécie de arbitragem estatal da “verdade” no debate público.

A notificação parte de um pressuposto autoritário. Ao apontar a existência de uma “rede de desinformação” que difundiria “informações falsas e descontextualizadas” sobre o projeto, a AGU, sob a chefia de Jorge Messias, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), qualifica de antemão conteúdos críticos ou mesmo equivocados como ilegítimos. Ademais, coloca-se na posição de definir o que pode ou não circular na esfera pública. Em qualquer democracia que preste, não é papel de um órgão de Estado ou de governo determinar a correção de interpretações políticas dos cidadãos sobre projetos de lei ou questões sociais em disputa.

Diante da forte reação social, a AGU editou a notificação para excluir do “Index” apenas as publicações contra o PL 896/2023 feitas por jornalistas, calando a voz dos outros censurados, tratados como cidadãos de segunda classe.

A liberdade de expressão não é um bibelô do Estado Democrático de Direito para ser admirado a distância, mas uma prática cotidiana que deve ser protegida, principalmente, pelo poder público. A essa altura, deveria ser ocioso relembrar que erros, exageros, distorções da realidade factual e até mesmo mentiras também mantêm o debate público vivo. A razão é elementar: a alternativa, qual seja, um Estado que cerceia a livre circulação de ideias, é própria de regimes que temem os cidadãos e preferem controlá-los.

A AGU poderia simplesmente não ter dado seguimento à provocação da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), useira e vezeira em recorrer à Justiça para constranger seus críticos – decerto por incapacidade de enfrentá-los com argumentos melhores. Caberia aos defensores do PL 896/2023 rebater as críticas com saliva, não com censura. Ao acionar o aparato estatal para constranger um punhado de usuários do X, a AGU decidiu se sobrepor ao confronto de ideias por meio da intimidação institucional. Eis o espírito de um provável futuro ministro do STF, caso o Senado não cumpra seu dever institucional de rejeitar o sr. Messias.

O PL 896/2023 é mesmo perigoso, como já sublinhamos nesta página. Ao tipificar como crime toda “conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres”, cominando penas severas, o texto recorre a tipos abertos, que podem abarcar desde manifestações inequivocamente abusivas até opiniões legítimas, ainda que incômodas às suscetibilidades de alguns. No que concerne ao Direito Penal, a imprecisão é um convite ao arbítrio, principalmente quando inspirado pelas melhores intenções, aquelas das quais o inferno está cheio.

Aqui não se trata, evidentemente, de negar a importância de instrumentos legais robustos para proteger as mulheres contra todas as formas de violência e discriminação. O Brasil avançou, e muito, nesse campo nas últimas décadas.

Mas é justamente por reconhecer esse progresso – e, ademais, para valorizá-lo – que se deve rejeitar toda e qualquer tentativa supostamente virtuosa de cercear o debate em torno da criminalização da misoginia. A mixórdia entre boas intenções e riscos evidentes às garantias constitucionais, em particular a liberdade de expressão, não dará em bom lugar.

Ao acionar a PNDD, a AGU encarna o espírito censório da sra. Erika Hilton, ditando o que seria “desinformação” segundo seus próprios critérios. Hoje, o alvo são os críticos de um projeto de lei. Amanhã, pode ser qualquer voz dissonante da “verdade” que o governo queira impor ao País.

Como já dissemos, democratas maduros não temem palavras. Sabem que ideias ou argumentos ruins se combatem com ideias ou argumentos melhores, não com censura. A liberdade de expressão não existe para proteger discursos virtuosos, mas para garantir a livre circulação até de abjeções – que dirá de dissensos.

Americanos compram maior mineradora de terras raras do Brasil. Foi um negócio de mais de R$ 10 bilhões.

  Somente ontem a noitinha é que se conheceram os detalhes da venda da empresa brasileira Serra Verde, que atua com mineração de terras raras, adquirida pela empresa USA Rare Earth (USAR), mineradora norte-americana. Foi um negócio de US$ 2,8 bilhões (mais de R$ 10 bilhões).Serra Verde opera a mina de Pela Ema, em Minaçu (GO), a única mina de argilas iônicas ativa do Brasil, em produção desde 2024. É também a única produtora das quatro terras raras pesadas mais críticas e valiosas fora da Ásia: Disprosio (Dy), Térbio (Tb) e Ítrio (Y). Mais de 90% da extração de terras raras mundiais são realizadas na China. Os materiais são usados para fabricação de ímãs permanentes utilizados em veículos elétricos, turbinas eólicas, robôs, drones, aparelhos de ar-condicionado de alta eficiência, como nas áreas de semicondutores, defesa, nuclear e aeroespacial.

De acordo com a mineradora brasileira, o negócio possibilitará a criação da maior empresa global do ramo.

“As operações de mineração e processamento da Serra Verde terão um papel central no estabelecimento da primeira cadeia de suprimentos de terras raras da mina ao ímã fora da Ásia, quando combinadas com as capacidades de mineração e “downstream” da USAR”, informou o grupo Serra Verde, em declaração ao mercado.

O contrato prevê o fornecimento de 15 anos para abastecer uma Empresa de Propósito Específico (“SPV”), capitalizada por diversas agências do governo dos Estados Unidos, bem como por fontes de capital privado, para 100% de sua produção da Fase I com preços mínimos garantidos para as terras raras magnéticas.

Segundo o comunicado, o acordo possibilitará a criação de "uma empresa multinacional líder em terras raras de mineração de mina ao ímã, com oito operações, no Brasil, EUA, França e Reino Unido e com capacidades operacionais ativas em toda a cadeia de suprimentos de terras raras leves e pesadas, incluindo mineração, processamento, separação, metalização e fabricação de ímãs." 

Em vários discursos, Donald Trump tem abordado a questão das terras raras e criticado a dependência mundial da produção chinesa, o que tem gerado divergências com Pequim.