Queda do desemprego mostra recuperação gradual do mercado do trabalho

A taxa de desocupação recuou de 12,8% na média dos três meses encerrados em julho do ano passado para 12,3% nos três meses finalizados em julho de 2018. 

A seguir, vai análise dos economistas do Bradesco, conforme material enviado est amanhã ao editor. Leia tudo:

Esse resultado veio em linha com o esperado pelo mercado e por nós (12,3%) e refletiu os avanços interanuais de 1,1% da ocupação e de 0,5% da população economicamente ativa (PEA). No entanto, apesar do resultado positivo, a ocupação privada sem carteira assinada segue crescendo, enquanto o nível de ocupados com carteira tem recuado, mantendo a tendência de piora qualitativa na composição de empregos, conforme apurado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE. Na série dessazonalizada, segundo nossas estimativas, a desocupação trimestral recuou de 12,3% para 12,2%, entre junho e julho. No que tange à renda habitual real, foi registrada contração de 0,1% na margem, ante a alta de 0,4% verificada na leitura anterior, e expansão de 1,5% na comparação interanual, reforçando o cenário de ausência de pressões salariais. Assim, os dados reportados sugerem uma tendência de retomada do mercado de trabalho, ainda que de forma  bastante gradual e não necessariamente linear.

Dica de livro


É do Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, que emana o discurso – e o lobby – em defesa do cigarro no Brasil; leia trecho inédito do livro-reportagem
Desde 2011, os autores João Peres e Moriti Neto investigam o tema do tabagismo no Brasil, o maior exportador mundial da folha de tabaco do mundo. Entre as várias reportagens que subsidiaram o livro da editora Elefante está “Sob a fumaça, a dependência”, publicado em 2015 pela Agência Pública, numa investigação que recebeu menção honrosa no Prêmio da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra) em 2016.
O livro “aborda de maneira sistematizada a formação da rede estratégica da indústria do tabaco no Brasil”, explicam os repórteres na introdução da obra que será lançada hoje no Rio de Janeiro, no Dia Nacional de Combate ao Fumo, e na semana que vem, em São Paulo.
O cerne dessa articulação da indústria tabagista são as milhares de famílias rurais responsáveis pelo plantio de tabaco e suas ligações permeadas por essa mesma indústria junto a políticos, juízes, imprensa e sindicatos. Os autores desvendam como essa articulação é utilizada para frear políticas de saúde pública e controle do tabagismo. A seguir, leia um capítulo inédito do obra.

BC venderá dólares da reserva para conter alta especulativa da moeda americana


A Agência Brasil confirmou, hoje, que o Banco Central venderá dólares das reservas internacionais com compromisso de recomprá-las mais adiante. Em comunicado emitido no início da noite desta terça-feira (28), a autoridade monetária informou que ofertará até US$ 2,15 bilhões na próxima sexta-feira (31). Serão feitos dois leilões, um às 12h15 e outro às 12h35. As ofertas, no entanto, não ampliarão o total de dólares injetados no mercado. Os leilões ajudarão o BC a rolar (renovar) contratos de leilões com compromisso de recompra que venceriam no início do próximo mês.
Com os leilões, os dólares das reservas internacionais, que voltariam para o BC em 5 de setembro, continuarão no mercado. Uma parte circulará até 5 de novembro; e outra, até 4 de dezembro. Caso os contratos não fossem renovados, a oferta da divisa diminuiria, pressionando a cotação do dólar ainda mais para cima.
A cotação da moeda norte-americana segue próximo do patamar dos R$ 4,15 na manhã de desta quarta-feira (29), depois de abrir o pregão na máxima de R$ 4,1651 para venda. O dólar avançava 0,07% às 10h55, cotado a R$ 4,144. Na terça (28), a cotação da moeda norte-americana aproximou-se da barreira dos R$ 4,15, com alta de 1,4%, cotado a R$ 4,142 para venda. O valor é o segundo maior desde o Plano Real, ficando atrás apenas do registrado em janeiro de 2016, quando bateu o valor de R$ 4,166. A cotação está sendo influenciada pela turbulência do mercado financeiro à medida que as eleições de outubro se aproximam.
O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), abriu o mercado em alta, registrando 0,89%, com 78.1219 pontos às 11h45. Os papéis da Eletrobras, com o leilão de subsidiárias marcado para esta quinta-feira (30), eram destaque positivo na abertura do pregão, valorizados em 2,7%. Os papéis da Petrobras subiram 2,4%. 


Artigo, Astor Wartchow - Massacre em horário nobre

Não gosto e não votarei em Bolsonaro. Porém, é impossível não reconhecer que massacrou os entrevistadores do Jornal Nacional, Bonner e Renata.

Quanto a retórica e os assuntos preferenciais de Bolsonaro já sabíamos. A novidade foi perceber a dimensão da limitação jornalística de Bonner e sua equipe.

Na suposição de que esta pauta (perguntas e argumentos) foi previamente debatida na redação, é chocante admitir tamanha sucessão de não saberes acerca da realidade nacional.

Ora, Bolsonaro reproduz exatamente o que o povo pensa, cansado de invasões e depredações do MST, assassinatos por menores de idade armados e protegidos pelo ECA, a reprodução sistemática de pornografia em ambiente escolar,  a titulo de arte, etc...etc...
Com tanto assunto a ser debatido, como recessão e desemprego, inserção e competitividade comercial mundial, deficit público, etc...o arrogante Bonner e ingênua Renata (a responsabilização do presidente pela desigualdade salarial é de doer, quando qualquer acadêmico sabe da CLT e dos concursos públicos iguais para todos) deram a bola picando para Bolsonaro chutar.

Para quem tem míseros segundos no horário gratuito, a entrevista de ontem equivale a uma “megasena".

Artigo, Tito Guarniere - Pesquisas eleitorais


Começou a infatigável (e intragável) dança das pesquisas eleitorais. Não sei se existe algum país como o Brasil em que elas causem tal rebuliço, em que dediquem a elas tantas páginas de leitura e análise, onde elas são vistas com tanta importância no embate eleitoral.
As pesquisas deste ano têm um aspecto singular. O PT “registrou” a candidatura de Lula no Tribunal Superior Eleitoral. Mas até os paralelepípedos da rua sabem que ele não poderá ser candidato, condenado que foi em segunda instância por crime de corrupção e lavagem de dinheiro. Lula, todos sabem, cumpre pena na cadeia, como criminoso comum - e não como preso político, como querem seus seguidores amestrados.
Nunca é demais lembrar que foi ele mesmo, Lula, quem sancionou a lei da Ficha Limpa, a mesma que agora o impede de ser candidato. E o fez com pompa e circunstância, gabando-se do seu compromisso de combater sem trégua os corruptos em geral. Na época ainda havia gente que acreditava na esparrela. Mas a vida reserva surpresas até mesmo para demiurgos como Lula. Nunca lhe passou pela cabeça que a lei o pegaria na curva da estrada.
O fato é que os institutos, fazendo jogo de cena, insultando a inteligência do distinto público, forçando a mão e a barra, vão às ruas para tomar a temperatura dos eleitores com o nome de Lula, como se tudo estivesse na mais perfeita ordem.
E não bastasse isso, a cada pesquisa, mesmo estando Lula preso em Curitiba, aumenta o contingente de eleitores que votam nele. No andar da carruagem e no ritmo galopante do crescimento nas pesquisas, periga um presidiário vencer já no primeiro turno da eleição presidencial.
Os institutos, todavia, com certa prudência, fazem a concessão de promover as suas investigações sem Lula, isto é, com Lula fora da disputa. Bem, ao menos assim e de alguma maneira a pesquisa de torna mais condizente com a realidade que pretende retratar.
Cada rodada de pesquisa rende uma semana de palpites, análises e considerações periféricas, as quais em nada servem ao eleitor, porque nada esclarecem sobre os candidatos, o que fizeram ou deixaram de fazer, o que eles se propõem fazer para dar uma solução razoável aos problemas que nos afligem.
Alguns, lendo as pesquisas, até fazem um esforço genuíno para entender o que está em curso e andamento. Outros, fazem uma leitura dos números e percentuais, apenas para o fim específico de confirmar as suas simpatias e preferências.
Os jornais, as tevês, os especialistas de sempre, se desdobram em raciocínios cheios de contorcionismos, de tal sorte que, se lhes dermos ouvidos, tudo pode acontecer. No meio de tantos palpites e palpiteiros, alguém vai acertar na mosca. Mas a maioria vai errar e feio, como aliás, têm errado religiosamente os próprios institutos: abertas as urnas os resultados são contraditórios, não fecham entre si, exibem diferenças abissais.
Dar muita atenção e importância às pesquisas agora (quando ainda nem começou a propaganda de massa que é o horário eleitoral) é um exercício de diletantismo, um empenho fútil, um passatempo para desocupados. Não é coisa para ser levada a sério.
titoguarniere@terra.com.br

BRDE contrata R$ 800 milhões em financiamentos no primeiro semestre


BRDE contrata R$ 800 milhões em financiamentos

no primeiro semestre


O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) publica hoje (29/08) as Demonstrações Financeiras referentes ao seu desempenho no primeiro semestre de 2018. Informa a contratação de 1.588 novas operações de financiamento, num total de R$ 800,1 milhões destinados a empresas, cooperativas de produção e produtores rurais, empreendedores de projetos de todos os portes, geradores de renda e oportunidades de trabalho em 1.073 (90%) dos municípios do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Embora atue apenas na Região Sul, com 35.118 clientes ativos, o BRDE é classificado pelo Banco Central na 15ª posição entre as instituições financeiras nacionais, considerando o tamanho da sua carteira de crédito de R$ 13,8 bilhões. Para o presidente do BRDE, Orlando Pessuti, esse dado demonstra a importância dos bancos regionais no Brasil atuando somente com financiamentos. O BRDE, especialista em crédito de longo prazo e focado no financiamento a investimentos produtivos na Região do CODESUL, "contribui com a desconcentração bancária, concedendo crédito focando na atividade que tem maior potencial de contribuição para o crescimento sustentável do país,” arremata o presidente Pessuti.
Para manter a sua atuação de forma significativa no financiamento aos empreendedores do Sul, o BRDE está trabalhando para incrementar e diversificar as fontes de recursos. Neste semestre, passou a contar também com recursos do FUNGETUR e da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), permitindo uma maior diversificação na oferta de crédito a seus clientes.
A principal fonte de recursos utilizada pelo BRDE segue sendo o Sistema BNDES que respondeu por 74,6% das contratações do período, contra um volume que foi de 93%, em 2017. A diferença veio de operações com recursos da FINEP; com 8,8%, operações com recursos próprios, com 5,2%; créditos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), com 4,0%; Caixa Econômica Federal, com 3,1%; FUNGETUR, com 1,7%; e outros, com 2,5%. As principais modalidades do Sistema BNDES utilizadas foram o Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), com R$ 214,4 milhões e BNDES Automático, com R$ 122,8 milhões. O BRDE é o segundo maior repassador de recursos do Sistema BNDES na Região Sul do Brasil, e o 7º colocado quando são consideradas todas as instituições financeiras públicas e privadas credenciadas para operar esses recursos em todo território nacional.
O BRDE também se destaca como o maior repassador nacional de recursos do Programa INOVACRED da FINEP, que se destina a financiar projetos de inovação. Foram desembolsados R$ 232,1 milhões até junho de 2018, o que corresponde a 32,8% do total nacional.
Em relação ao desempenho financeiro, o BRDE encerrou o primeiro semestre de 2018 com um resultado líquido de R$ 65,7 milhões, o que representa um crescimento de 3 % em relação ao primeiro semestre de 2017, nível adequado para a atividade do Banco de fomento. O ativo total atingiu o valor de R$ 16,9 bilhões, dos quais R$ 13,8 bilhões referem-se a operações de crédito; R$ 2,5 bilhões dizem respeito às disponibilidades e títulos e valores mobiliários que possibilitam a alavancagem para crédito; R$ 376,5 milhões se referem aos recursos do Fundo Setorial do Audiovisual; R$ 711,9 milhões a outros créditos; e R$ 27,1 milhões é o ativo permanente da Instituição. Por outro lado, as obrigações somaram R$ 14,3 bilhões, enquanto o patrimônio líquido totalizou R$ 2,6 bilhões.
As operações contratadas pelo BRDE no primeiro semestre de 2018 viabilizarão investimentos totais da ordem de R$ 929,1 milhões na Região Sul, com geração e/ou manutenção de 9.490 empregos e receita adicional de ICMS no montante de R$ 62,9 milhões no ano.

Bolsonaro empareda de novo os jornalistas da Globo, desta vez no Jornal Naciona

Renata perdeu a linha.

A entrevista desta noite que Wiliam Bonner e Renata Vasconcelos descambou inúmeras vezes para debate aceso, porque de novo o candidato Jair Bolsonaro encurralou e desconstruiu as intervenções dos jornalistas, coisa que já tinha feito no Roda Viva e na Globonews. Estas entrevistas-debates são um prato forte para Bolsonaro, que se sai muito melhor do que nos debates engessados das TVs.

 A entrevista foi marcada pela troca de farpas entre Bolsonaro e os apresentadores William Bonner e Renata Vasconcelos. 

Em trecho da entrevista, Bolsonaro. que levou anotado na palma da mão esquerda as palavras "Deus", "Família" e  "Brasil",  voltou a acusar a Globo de ter apoiado o Golpe Militar de 1964, que instalou uma ditadura de 21 anos no País. A afirmação forçou William Bonner a ler o editorial, também lido pela jornalista Miriam Leitão, em que a Globo reconhece o apoio ao golpe e lembra que em editorial de 2013 reconheceu o fato como um erro. 

Segundo candidato a presidente da República entrevistado no Jornal Nacional, Jair Bolsonaro (PSL), discutiu na noite desta terça-feira, 28, com a apresentadora Renata Vasconcelos, quando perguntado sobre a defesa dele de diferenças salariais entre homens e mulheres. Bolsonaro negou que tivesse defendido e afirmou que haveria uma desigualdade de salários entre William Bonner e Renata, pela questão de gênero. Renata Vasconcelos então interrompeu Bolsonaro e disse ao candidato do PSL que ela como cidadã podia lhe fazer tais questões porque pagava com impostos o salário dele e que o contrário não acontecia. Bolsonaro replicou:

- Seu salário tem a ver comigo, sim, porque a Globo leva bilhões de dinheiro público e é com eles que paga teus salários.

Nas Redes Sociais, a informação é de que Bonner recebe R$ 800 mil por mês e Renata apenas R$ 200 mil.