Contrato da freeway é lesivo ao interesse público


Os manuais básicos de gestão da opinião pública ensinam que, quando não se deseja repercussão de uma notícia, basta anunciá-la perto de um feriado, quando a atenção cai
 O contrato para manutenção da freeway, assinado na quarta-feira pelo Dnit, é um descalabro. Pelo menos tiveram o cuidado de não chamá-lo de “emergencial”. A data do fim da concessão estava prevista há 20 anos. 

Mesmo assim, a bagunça de Brasília deixou, talvez sem querer, talvez não, que uma das principais rodovias gaúchas fosse condenada ao abandono e os motoristas expostos à falta de ambulâncias e de atendimento. Uma  afronta que, em meio à baixaria da campanha eleitoral, nem parece tão grave.

Dois aspectos chamam a atenção. O primeiro é que não há um valor fixado nesse contrato lesivo ao interesse público - independentemente da sua legalidade e lisura. É lesivo porque não deveria existir.  Desde o século passado era sabido que em julho de 2018 a atual concessão caducaria e que uma outra licitação deveria ter sido feita, antes.

Pelas cláusulas da gambiarra assinada durante a semana, o dinheiro vai sendo liberado à medida que os serviços forem sendo executados. Não é uma maravilha?

O segundo ponto obscuro é a data. Os manuais básicos de gestão da opinião pública ensinam que, quando não se deseja repercussão de uma notícia, basta anunciá-la perto de um feriado, quando a atenção cai.

Anúncios de grande impacto, que geram aplausos e votos, esses são feitos em horário nobre. Não gosto de autoelogio mas, dessa vez, se tornou quase um dever. Assim que a patacoada da Freeway se consumou, antecipei o enredo que agora se confirma.  Inventaram o problema para vender a solução. Ainda faltam as ambulâncias e outros serviços. 

Nunca meia dúzia de cancelas abertas custaram tão caro para o seu bolso. Você não nota, mas está pagando, mais uma vez, a conta que não é sua.

Depois, os caciques da velha política vão para a cadeia e fazem cara de surpresa. Ainda falta muito para acabar com essa quadrilha que se acha dona no país.

Professora extremista acreditra que matar Bolsonaro é legítima defesa !

 Lucas Berlanza, publicado pelo Instituto Liberal


Há pessoas que realmente não se emendam! Esse deve ser o caso dessa professora de Letras da UFRJ, Georgina Martins, cujo rosto sequer vi alguma vez na vida, mas talvez já possa, de algum modo, considerar uma velha conhecida.

Em 2016, uma onda de ódio – esta sim, verdadeiramente, uma onda de ódio – foi movida, dentro da universidade carioca, contra os grupos de estudantes liberais e conservadores, a exemplo do UFRJ Livre, imputando-lhes a responsabilidade pela morte de um jovem homossexual, sem qualquer base. A simples presença de suas opiniões divergentes no ambiente universitário foi então tratada como uma aberração criminosa.

Naquela oportunidade, essa professora, ao que parece um espécime exemplar da fauna de extrema esquerda que domina as faculdades brasileiras, soltou a seguinte pérola, publicada em seu perfil no Facebook, juntamente com uma montagem com a foto do ditador soviético Josef Stálin:

“Depois de ler postagens de páginas fascistas da UFRJ, só tenho a dizer que posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las na Sibéria”.

Escrevi sobre essa “piada” grotesca à época em texto em que dava testemunho da perseguição sofrida pelos amigos do UFRJ Livre. Comentei então que a declaração de Georgina me trazia à memória uma antiga discussão que tive com um comunista, em que ele me disse que os gulags existiam por conta de pessoas como eu. É comovente o apreço que essas pessoas manifestam pela pluralidade e a liberdade de expressão!

A professora Georgina me surpreendeu com uma reação hipócrita ao comentário, questionando se eu era incapaz de entender uma piada. Repercuti o fato em meu perfil pessoal:

“A professora de Letras da UFRJ, Georgina Martins, que, em meio à crise com as páginas UFRJ Livre e UFRJ da Opressão, fez a piada dizendo que defenderia até a morte o direito de liberais e conservadores expressarem suas opiniões NA SIBÉRIA – isto é, nas mãos de Stálin, em seus gulags -, reclamou de minha crítica irônica à sua atitude e perguntou se eu não sabia o que é humor, o que é paródia. Respondi que sei, e normalmente os humoristas não exaltam a tirania, a censura e a perseguição em seus posts; recomendo a ela que substitua Sibéria por Auschwitz, e talvez ela perceba que sua piada não tem graça”.

Pois muito bem; mesmo diante de um comportamento tão lamentável para uma professora de uma das universidades mais prestigiadas do país, garanto aos leitores que não estava preparado para imaginar o que viria mais de dois anos depois. Posso ser excessivamente ingênuo, mas acredito que os leitores entenderão minha estupefação, porque é impossível estar aguardando por uma manifestação de tamanha monstruosidade. Em print compartilhado pelo mesmo UFRJ Livre, diretamente de publicação no grupo de Letras da UFRJ, lê-se outro comentário, publicado pela mesma senhora.

O que transcrevo a seguir é o registro da decadência, o emblema da desgraça, o testemunho da deterioração moral que grassa onde nossas melhores mentes deveriam estar sendo formadas. Comprovem por si mesmos:

“Agora falando sério: o episódio da faca não foi intolerância como os defensores do candidato e a direita fascista desse país afirmam. Ao contrário, o episódio da faca foi a legítima defesa contra a intolerância que o candidato prega. Foi a legítima defesa de um país que está indo pro fundo do poço. Foi a legítima defesa dos oprimidos. Foi a revolta contra o fascismo, contra o ódio pregado todos os dias, em todos os lugares pelo candidato fascista e seus asseclas (capangas), incentivados por uma direita burra e cruel”.

Acreditem se quiserem no que seus olhos veem. Martins, obviamente, está fazendo referência ao atentado político cometido por Adelio Bispo em Minas Gerais contra o presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, que ainda se recupera no hospital Albert Einstein, em São Paulo. Atentado que foi feito para matar.

A professora de Letras da UFRJ está dizendo que matar Bolsonaro é uma forma de fazer justiça. É isso, com todas as letras. Ou será que dessa vez essa senhora monstruosa e imoral irá dizer que não entendi a sua piada? Esse tipo de ser humano está hoje, talvez neste exato momento, nas salas de aula do Brasil. Não é preciso dizer mais nada.

Saiba o que há com os novos trens da Trensurb


A estatal federal gaúcha de transportes, a emnpresa Trensurb, que opera o trem metropolitano da Grande Porto Alegtre (Porto Alegre a Novo Hamburgo), comprou no gogverno Dilma Roussef um lote de 15 trens, contrato assinado em 2015 por R$ 243.756.000,00, vendidos pelo consórcio FrotaPoa, composto pelas empresas Alstom e CAF. 

A situação atual: a Alstom diz que liberou 8 trens , mas apenas 4 trens estão trafegando.

Existe um inquérito no Ministério Público Federal de Novo Hamburgo e o responsável é o procurador Celso Tres. Existem, também, duas sindicâncias correndo na Trensurb, que foram solicitadas pelo presidente da David Borille,  abertas em 09/08/2018, mas sem resultados, ainda.
A primeira sindicância já expirou o prazo de conclusão e a segunda sindicância expira em 09/10/2018.

Esta é a situação dos trens novos da Trensurb.
Os serviços para recuperação das falhas identificadas nos trens da
série 200, abrangem o seguinte roteiro, até o retorno para operação comercial:
- Substituição de todos os rolamentos de roda;
- Substituição das caixas de graxa que apresentarem defeitos na
inspeção de desmontagem;
- Remontagem e aplicação de selante para vedação das tampas das
caixas de rolamentos;
- Inspeção e substituição das barras de torção que apresentarem
desconformidade com os parâmetros de projeto;
- Aplicação de lastro, quando necessário, para corrigir distribuição
de carga regularizando o parâmetro de projeto e de manutenção, verificado na
passagem em balança;
- Verificação geral do truque e substituição de eventuais peças com
defeito;
- Inspeção nos indutores e substuição se apresentarem defeito;
- Verificação e conferência do processo de nivelamento da
suspensão;
- Verificação e conferência final através de passagem dos rodeiros
em balança;
- Verificação na via de trheshold, do sinal de ATC.
- Realização de testes dinâmicos de desempenho de tração e freio;
- Inspeção geral final do trem;
- Liberação para operação.

Copom mantém a Selic em 6,50% e indica estratégia gradual de normalização caso o balanço de risco se deteriore


O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu ontem, por unanimidade, manter a taxa básica de juros em 6,50% ao ano, em linha com o esperado por nós e pelo mercado. No comunicado divulgado após a decisão, o comitê reconheceu que a recuperação da atividade econômica se mostrou mais gradual que o esperado no início do ano e que as medidas de inflação subjacente se encontram em “níveis apropriados” (no comunicado da reunião passada, usou-se o termo “níveis baixos”). Apesar dessa avaliação, o colegiado divulgou revisões importantes no cenário prospectivo para a inflação. As projeções utilizando o cenário de mercado do Focus apontam variações do IPCA “em torno” de 4,1% neste ano (com Selic de 6,50% e câmbio de R$/US$ 3,83 no final do período) e de 4,0% para 2019 (juros de 8,00% e câmbio encerrando o ano em R$/US$ 3,75). No encontro de agosto, tais projeções eram de 4,2% e 4,0%, nessa ordem. Já no cenário com a Selic constante no atual patamar e câmbio de R$/US$ 4,15 (nível médio da semana anterior à reunião), as projeções de inflação ficaram em torno de 4,4% e 4,5%, neste e no próximo ano, acima das projeções de 4,2% e 4,1% divulgadas na reunião anterior. Cabe registrar que as metas de inflação para 2018 e 2019 são de 4,5% e 4,25%, respectivamente. Na avaliação do quadro internacional, a visão é a de que o cenário segue desafiador para as economias emergentes, tendo como principais riscos a normalização das taxas de juros de economias avançadas e as incertezas em relação ao comércio global. Além disso, o Comitê destacou a importância da percepção de continuidade da agenda de reformas domésticas sobre as expectativas e projeções macroeconômicas. O comunicado continuou apontando que o cenário prescreve a manutenção de uma política monetária estimulativa, mas acrescentou, como principal novidade em relação aos documentos anteriores, que “esse estímulo começará a ser removido gradualmente caso o cenário prospectivo para a inflação no horizonte relevante para a política monetária e/ou seu balanço de riscos apresentem piora”. Em outras palavras, o Copom sinalizou que um processo de normalização da política monetária requer piora no balanço de riscos, com a identificação de efeitos secundários sobre os preços do choque primário – e não apenas uma mudança de preços relativos – e adicionou, de toda forma, que as eventuais altas tendem a ser graduais, em linha com o que acreditamos. De fato, as expectativas de inflação mantêm-se ancoradas, a despeito das pressões cambiais dos últimos meses, em um contexto de recuperação bastante moderada da atividade econômica.  Avaliamos que a Selic ficará estável em 6,50% até o final de 2018.

Artigo, Elio Gaspari, Correio do Povo - O rancor petista virou veneno


Fernando Haddad expôs o papel de Lula com racionalidade em São Paulo e soberba em Curitiba

Elio Gaspari, Correio do Povo

Para quem joga numa eleição radicalizada, Fernando Haddad foi um colaborador impecável ao deixar a carceragem de Curitiba depois de visitar Lula. Ele definiu o papel do ex-presidente no governo que pretende fazer:

“Temos total comunhão de propósitos em relação a ele e o diagnóstico de que o Brasil precisa do nosso governo e precisa do Lula orientando como um grande conselheiro. Ele é um interlocutor permanente de todos os dirigentes do partido e nunca deixará de ser. Não temos nenhum problema com isso. Enquanto os outros partidos escondem os seus dirigentes, nós temos muito orgulho de ter o Lula como dirigente.”

Essa declaração poderia ter sido planejada pelo estado-maior de Jair Bolsonaro ou pelos urubus golpistas que pretendem deslegitimar uma eventual vitória da chapa petista.

Horas antes, em São Paulo, durante a sabatina da Folha/SBT/UOL, Haddad dissera algo racional, sem a soberba do comissariado:

“O presidente Lula, sem sombra de dúvida, na opinião da maioria dos brasileiros, foi o maior presidente da história deste país. Ele é um grande conselheiro e terá um papel destacado em aconselhamento, em falar de sua experiência. Jamais dispensaria a experiência do presidente Lula.”

Uma coisa é elogiar Lula e seus oito anos de governo. Bem outra é dizer que “não temos problema com isso”. Deviam ter, pois Lula está na cadeia, condenado por corrupção.

Milhões de eleitores estão dispostos a votar em Haddad porque ele é o candidato de Lula, mas quando se dá a um detento a condição de pai da pátria, estimula-se a dúvida em quem espera de uma vitória de Haddad a volta dos “bons tempos”, mas também teme que ela traga de volta o que há de pior no comissariado.

O consulado petista teve duas faces, a do progresso com Lula, e a do regresso com Dilma Rousseff, a da atenção para o andar de baixo e a das roubalheiras com o andar de cima. Oferecer as duas ao eleitorado num combo rancoroso é soberba.

Não se pode saber de onde está saindo o rancor petista. Pode ser que venha da inconformidade de Lula, ou ainda do interesse radical de uma parte do PT. Venha de onde vier, tornou-se um veneno que produz dois efeitos. O primeiro é o estreitamento da base eleitoral de Haddad, mas sempre se poderá dizer que uma eventual vitória transformará esse erro em asterisco. No seu segundo efeito, o modelo do “conselheiro” reforça as ameaças à sobrevivência das instituições democráticas. Não é preciso ser um gênio para se perceber que há um farfalhar golpista no ar. Bolsonaro, como Donald Trump, diz que teme uma fraude na contagem eletrônica dos votos. (Trump ganhou e não tocou mais no assunto.) O general Hamilton Mourão sonha com uma nova Constituição, redigida por sábios e sagrada num plebiscito. Coisa parecida, recente e próxima, só em 2007, na Venezuela.

Se houver um segundo turno entre Haddad e Bolsonaro, e o capitão reformado vier a prevalecer, será o jogo jogado. Se Haddad sair vencedor, a tese da vitória sem legitimidade irá para a mesa. A teoria do “conselheiro” serve à sua retórica.

As vivandeiras civis associadas à anarquia militar contestaram a legitimidade eleitoral em 1889 e em 1930 (com sucesso), em 1950 (fracassando até 1954, quando Getúlio Vargas matou-se) e em 1955 (com a teoria da falta de maioria absoluta de Juscelino Kubitschek). Coisa do século passado? Em 2014, Aécio Neves contestou a vitória de Dilma Rousseff. Depois, contou que a iniciativa foi uma “molecagem”, para “encher o saco”. Vá lá.

Sob o domínio da incerteza

A adolescência e a juventude são períodos no qual a convivência pública toma o lugar - ainda que não totalmente - das relações familiares. São os novos grupos de relacionamento, experiências e descobertas. Além de ampliar as perspectivas pessoais, trata-se essencialmente da constituição do sujeito e sua aceitação social.
Entretanto, não é o que estamos vendo. Um número cada vez maior de jovens promove um estreitamento de suas relações e dos espaços passíveis de ocupação e circulação.
Os mais frágeis e suscetíveis à “competição social” desenvolvem formas de isolamento, gerando preocupações clínicas aos pais. Trata-se de uma resposta racional e biológica ao “mundo” herdado, “um mundo” decadente, onde não é (mais) possível viver (mais).  
Pesquisas confirmam o que já sabíamos no dia-a-dia, nas notícias de jornal, nas filas do desemprego, etc..., isto é, a dificuldade de ascensão social. A mobilidade social – ascender(subir) de uma classe social para outra de nível superior – está relacionada à questão educacional e ao (des)emprego.
O quadro é perturbador porque está associado à incerteza que recai sobre o futuro da juventude. O desemprego provoca o que os cientistas sociais chama de “transversalidade”: a experiência com a polícia/trabalho/desemprego.
Somos uma sociedade gravemente doente. Criminalidade, violência e desorganização social são as evidências. Proliferam novas formas de dominação, há um crescimento dos sentimentos de medo e insegurança, há o estímulo de uma “cultura do excesso”, etc...
São fatores que afetam negativamente a organização social e comprometem a comunidade. Consequentemente, alimentamos conflitos e discriminações assentadas em classes sociais, em questões de gênero, raciais, religiosas, tocante à opção sexual, ao estilo de vida, às idéias regionais e ao comportamento. 
Não é à toa que crescem certas seitas e religiões que oferecem aos jovens uma nova ideologia, uma espiritualidade, uma identidade, uma opção de inclusão social.
E como tudo pode piorar, aqui estamos em meio a um processo político-eleitoral completamente contaminado e doentio, sob circunstâncias em que qualquer afirmação e tentativa de diálogo é distorcida. Até mesmo por históricos amigos!
O que deveria ser uma oportunidade e “janela” para reflexões positivas, construtivas e esperançosas têm-se transformado num vendaval de infâmias e ofensas.  
O momento faz lembrar o querido e saudoso professor Oscar Hentscke que seguidamente repetia em sala de aula o popular ditado: em casa que falta pão e educação, todo mundo grita e ninguém tem razão!

Artigo, Marcelo Aiquel - Uma pesquisa mágica

        Pois é. Fomos surpreendidos por uma “pesquisa de opinião”, onde o poste do Lula (também conhecido por Haddad, ou Adádi) voou alto na última semana, chegando a inimagináveis (e inacreditáveis) 29 pontos, no segundo lugar na corrida presidencial.
         Qual é a mágica?
         Transferência de votos é que não. Se não o filho do Lula teria sido eleito vereador em 2.016. E não foi!
         Então, fica no ar a dúvida: por qual motivo o poste subiu tanto? Por seus méritos é que não foi!
         Diante deste quadro, só restou uma alternativa: “esquema para aplicar uma fraude nas “confiáveis” urnas eletrônicas”. Tão confiáveis que são utilizadas nos EUA, na Inglaterra, na França, no Japão, entre outras grandes potências.
         Ah, não são? Por que será?  Você já parou para pensar nisso? Pois deveria...
         É que num segundo turno, quando apenas dois candidatos brigam pela vitória, fica muito mais fácil fraudar um resultado.
         Não acredita?
         Então fique sonhando com “um candidato qualquer” e acorde com o Haddad no segundo turno. Já fizeram isso com a Dilma, não esqueça!