Vendas de Ivermectina disparam 63,2% no interior do Rio Grande do Sul

 Relatório aponta que regiões buscaram muito mais o medicamento do que a Grande Porto Alegre 

Em novembro, as vendas da Ivermectina, da classe de medicamentos antiparasitários e anti-helmínticos, apresentaram aumento de vendas de 63,2% nos municípios do interior do Rio Grande do Sul, mas de apenas 16,4% na Grande Porto Alegre, de acordo com dados do levantamento realizado pela Linx, líder e especialista em tecnologia para o varejo, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE). 

Nacionalmente, a venda dos medicamentos aumentou 22,3%. 

De março a julho, a corrida às farmácias brasileiras foi intensa para comprar o medicamento, que mesmo sem comprovação científica é considerado uma opção para tratar a Covid-19. Em junho, as vendas subiram 235% em relação ao mês de maio, e em julho, 54%. Em agosto, houve uma queda brusca de 78,5% nas vendas nacionalmente, o que pode ter sido reflexo da proibição da Anvisa para venda do medicamento sem receita médica. Em setembro, no mesmo período em que houve relaxamento na medida de controle de vendas do medicamento, as vendas cresceram 55,5% em relação à agosto na Grande Porto Alegre, e 61,6% em outros municípios do estado; e voltaram a cair em outubro, o que pode ter sido ocasionado por uma escassez do produto em estoque (54,8% na região metropolitana da Capital e 61,6% nos demais municípios). 

Rio Grande do Sul está entre as regiões com maior ticket médio em farmácias 

Seguindo a tendência nacional, o Rio Grande do Sul apresenta aumento do ticket médio em farmácias em novembro em relação ao ano passado, figurando na 3ª colocação entre os maiores do País, atrás do Mato Grosso do Sul e Rondônia, respectivamente. Na Grande Porto Alegre, ticket médio em novembro de 2020 foi 28,7% maior que o de novembro de 2019, atingindo valor acima de R$ 55,00, enquanto nos outros municípios do Rio Grande do Sul o ticket médio de novembro de 2020 foi 26,9% maior que o de 2019 para o mesmo período, acima de R$ 60,00. 

No estado, os medicamentos mais vendidos no mês de novembro foram os antidepressivos (14,5% do faturamento dentre os dez medicamentos mais expressivos na Grande Porto Alegre e 12,4% nas demais), seguidos por antiepiléticos, estatinas e antirreumáticos, na região da Capital. Já nacionalmente, a classe de medicamentos antirreumáticos, como o Cetoprofeno e a Nimesulida, ocupou o primeiro lugar com 14,2% de representatividade no faturamento dentre as dez classes de maior destaque. A segunda posição ficou com os analgésicos e antipiréticos, como Dipirona sódica e Paracetamol, representando 12,9% do faturamento e com 10,9%, os contraceptivos hormonais, na terceira posição. 

Os dados foram obtidos a partir da análise de mais de 3,2 milhões de produtos farmacêuticos e mais de 1,4 milhões de notas de compra, comparando os meses de novembro de 2018, 2019 e 2020. 

Sobre a Linx 

A Linx é uma empresa brasileira especialista em tecnologia para o varejo. Líder no mercado de software de gestão, com 45,6% de market share do mercado varejista, conforme atesta o IDC. Toda a expertise da Linx na jornada de compra é transformada em insights fundamentais para atingir o que os varejistas mais esperam: fidelizar seus consumidores e atingir resultados concretos e relevantes. Com capital aberto na B3 desde 2013, a Linx também se tornou a primeira empresa brasileira de software com capital aberto na NYSE, em 2019. A empresa possui mais de 3,5 mil colaboradores distribuídos entre sua sede em São Paulo, 15 filiais pelo Brasil e 5 países da América. Para saber mais, acesse https://www.linx.com.br/imprensa. 

Com voto da OAB, CNBB e CUT, Conselho aprova direito à visita íntima para menor infrator

Esta reportagem é do site Focus.

O mesmo documento garante também a formação de casais, bem como a sua permanência no mesmo alojamento "sendo levado em conta o direito ao exercício da sexualidade, da afetividade e da convivência”, segundo o art. 23 da resolução aprovada

O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) votou favoravelmente para a resolução que permite a visita íntima para o menor infrator, em reunião remota realizada da última quinta-feira. No caso, o documento autoriza que menor a partir de 12 anos de idade tenha relações sexuais dentro das dependências das unidades socioeducativas. O placar foi de 14 votos a favor e 9 contra, tendo como instituições apoiadoras da resolução: OAB, Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais ONGs. Representantes do Governo Federal no Conanda votou contra essa autorização.


De acordo com o art. 41 da Resolução diz que, “Deverá ser garantido o direito à visita íntima para as adolescentes, independentemente de sua orientação sexual ou identidade e expressão de gênero, nos termos do artigo 68, da Lei nº 12.594, de 18 de janeiro de 2012”. O mesmo documento garante também a formação de casais, bem como a sua permanência no mesmo alojamento “sendo levado em conta o direito ao exercício da sexualidade, da afetividade e da convivência”, com reza o art. 23.


Na prática, o novo entendimento do Conselho que regulamenta a proteção das crianças e adolescentes no País dá carta branca para a realização de ato sexual contra adolescente tanto por outro, como também por adulto.


Em protesto, o Ministério a Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) emitiu nota pública contra a aprovação da nova resolução do Conanda. Veja o trecho: “Ora, como exemplo das consequências desse ato está o fato de não haver controle sobre a veracidade da declaração na ‘formação de casais entre as adolescentes’, o que pode expor outras socioeducandas a situações de insegurança, desrespeito e gravíssimas violações de direitos humanos. Como seria, exemplificativamente, no caso de uma adolescente/jovem de 18 anos de idade que declarasse, através da coerção ou intimidação, formar casal com outra adolescente de 12 ou 13 anos de idade sem sê-la, de forma a fraudar o processo e influir na decisão dos gestores socioeducativos, e, destarte, ganhar acesso ao alojamento, onde a adolescente/jovem poderia ter planejado cometer atos de desrespeito e abuso aos demais socioeducandos. (…) Com relação à faixa etária dos adolescentes/jovens atendidos pelas unidades socioeducativas voltadas à restrição e privação de liberdade, o SINASE é composto por uma ampla faixa etária que, muito embora tenha a preponderância de adolescentes/jovens entre 16 e 18 anos, é composto, também, por menores de 14 anos, idade em que a presunção de violência caracterizadora do estupro de vulnerável tem caráter absoluto, visto não se tratar de presunção de culpabilidade do agente, mas de afirmação da incapacidade absoluta do menor de até 14 anos para consentir na prática sexual”.


O placar foi de 14 votos a favor e 9 contra, tendo como instituições apoiadoras da resolução a OAB, Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais ONGs. Representantes do Governo Federal no Conanda votou contra essa autorização.

Nota dos advogados

Os advogados do jornalista Oswaldo Eustáquio assinaram uma nota à imprensa neste sábado e a transmitiram à profissionais da comunicação através das redes sociais.


O jornalista foi preso nesta sexta-feira por ordem do ministro Alexandre de Moraes, no inquérito 4828 do Supremo Tribunal Federal (STF), também chamado de “inquérito das manifestações antidemocráticas“.


Nota à Imprensa

A defesa técnica de Oswaldo Eustáquio, ante a decretação da perda do benefício da “prisão domiciliar c/monitoramento”, ocorrida na tarde desta sexta-feira (18/12/2020), por decisão do Sr. Ministro Alexandre de Moraes, pondera:


1. A decisão partiu de premissas equivocadas;


2. A autorização legal, expedida pela autoridade competente ao monitoramento de todos portadores de dispositivos eletrônicos no âmbito do Distrito Federal (CIME), foi concedida às 10 horas da manhã do dia 15 de dezembro de 2020. Desta forma, não há violação das medidas impostas pelo Ministro Alexandre de Moraes na PET 8.961;


3. Em sua decisão, o Ministro descreve ocasiões em que a bateria da tornozeleira descarregou e foi imediatamente recarregada, tanto que em todas as referidas 17 citações na decisão (que transcreveu o aviso de que a bateria estava com pouca carga), não expõe que todos estes avisos foram cumpridos e arquivados, conforme documento juntado pela defesa. Todas as referidas 17 ocorrências estão arquivadas e nenhuma delas se refere “a saída do local sem autorização, ou sair do perímetro de distanciamento de sua residência”;


4. Quanto a aproximação a menos de 1 km da praça dos três poderes, Oswaldo estava a 2 km da zona de restrição. Com efeito, não violou as medidas impostas;


5. Entre mais argumentos técnicos, a defesa do Jornalista Oswaldo Eustáquio protocolizou, na tarde deste sábado (19/12/2020), pedido para que a prisão preventiva seja revogada ou, alternativamente restaurada a prisão domiciliar anteriormente concedida, provando os equívocos que não podem prejudicar a pessoa aprisionada;


O pedido deverá ser analisado pela Presidência do STF, pelo atual período de recesso.


É a nota.


Brasília, 19 de dezembro de 2020.


Ricardo Freire Vasconcellos

OAB/DF 25.786


Paulo Goyaz

OAB/DF 5.214


Elias Mattar Assad

OAB/PR 9857

Artigo, Marcus Vinicius Gravina - Calhordas

- Advogado


Eles são como moscas varejeiras, facilmente identificáveis. São atraídas pelo oportunismo ao depositarem seus ovos em carniças ou matéria orgânica em decomposição que multiplicam seus ganhos ou vantagens. No caso da Covid o interesse é pelo volume da compra das vacinas, para render propinas inigualáveis aos seus compradores. 


Foi assim nas obras dos estádios da Copa, continuou sendo nos financiamentos para a construção de hospitais e UTIs no início da pandemia e agora será na comercialização das vacinas. Os olhos vermelhos, característicos das moscas varejeiras, brilham nas faces dos eminentes calhordas brasileiros, nas suas entrevistas palacianas em cenários iluminados que ofuscam, humilham e enganam o povo, com repetidas reaparições na mídia. 


O STF, com olhar amigo e complacente com o governo de São Paulo, para isso se associou ao liberar o direito de compra aos Estados e Municípios, atropelando a União em sua competência mais expressiva: o exercício dos critérios de oportunidade e conveniência dos atos da administração pública. Este acobertamento, ainda será com a franquia à aquisição ilimitada de lotes de vacinas e livre de licitação. 


A lógica deveria ser a de quem libera assumir o compromisso de fiscalizar e responder pela destinação correta das milhões de vacinas adquiridas.  O STF irá se omitir quando tiver que julgar os desvios criminosos dos recursos financeiros destinados à saúde e de enriquecimentos ilícitos dos barões que assinarão os contratos das vacinas de todas as procedências.  Esperem e veremos.


Por trás da discussão da obrigatoriedade do uso da vacina e de eventuais penalidades aos cidadãos resistentes a elas, há algo mais a ser comentado. Certamente, haverá exagero na aquisição de vacinas que acabarão estocadas ou haverá desperdícios, isso se não forem doadas aos países do Foro de São Paulo.  Isto terá de ser explicado se perderem a validade ou deixarem de ser aplicadas.  Entenderam porquê o governador de São Paulo quer a obrigatoriedade da vacina. Para não ter de responder pelas sobras.   


Talvez tenhamos notícias de incêndios ocasionais ou criminosos, sabotagens, panes nos resfriadores das vacinas, depósitos invadidos, roubados ou destruídos (lembrem-se dos laboratórios de pesquisas e das plantações) tudo servirá para justificar e salvar governadores e prefeitos de ações populares ou de improbidade administrativas, por abuso ou erros grosseiros de planejamento das compras e outras circunstâncias de descaso com gastos de dinheiro público.  


O governador de São Paulo é o mais afoito em querer se comprometer com gastos, enrolado, demagogicamente, na bandeira do “Salvar Vidas”, espécie de salvo-conduto para compras sem prestação de contas.  Pretende que a maior compra de vacinas seja do fornecedor indicado por ele, não importando que sejam mais caras que as de outros fabricantes.  Quem irá nos proteger do assalto anunciado por famigerados espertalhões, que em nome do “salvar vidas”, terão encontrado mais uma maneira de melhorar a vida deles?

A realidade é mais eloquente que a demagogia

Por Renato Sant'Ana

 

Existe um tipo humano que age na presunção da própria superioridade moral e se sente dispensado de ter respeito quando, em sua opinião, os outros são moralmente inferiores. Só que, às vezes, esse tipo acaba levando o troco: sim, "A banca paga e a banca recebe..."

O socialista Guilherme Boulos, com sua calculada agressividade, candidato do PSOL derrotado na disputa pela prefeitura de São Paulo, teve de bancar a ironia do deputado Kim Kataguiri (DEM-SP).

Ocorre que Boulos está pedindo doações para "pagar contas pendentes de campanha". E Kataguiri não deixou passar:

"Usando dinheiro público ele ainda conseguiu ficar devendo. Imagina o que ia fazer com a prefeitura?".

Ao ser o candidato do PSOL, Boulos foi escalado como ponta de lança de um programa partidário que visa à "superação da ordem capitalista" e à construção de uma "sociedade radicalmente diferente".

PSOL, PT, PCdoB e congêneres são explícitos em seus programas: têm por meta implantar uma ditadura socialista no Brasil. Está tudo escrito.

O plano desses partidos, todos de corte revolucionário, é usar os mecanismos da democracia para chegar ao poder e, quando conseguem, implantam um Estado autoritário e atrasado: a tragédia da Venezuela e o que está ocorrendo na Argentina são os exemplos mais próximos.

Os socialistas chamam isso de "fazer a revolução por dentro".

Desde sempre e com toda razão, Kataguiri criticou a candidatura Boulos, que (de olho no Brasil!) planejava submeter São Paulo a um programa revolucionário a ser entregue à sanha dos ditos "movimentos sociais".

Agora Boulos está numa enrascada: há "contas pendentes de campanha" e a maioria de seus eleitores não trabalha nem tem renda além da mesada do papai. Será que algum milionário excêntrico vai sair em seu socorro?

Ora, a psicopatia ideológica é mesmo curiosa: apesar de ser notório inimigo da propriedade privada e do empreendedorismo, e de combater o enriquecimento (dos outros!), Boulos poderá ser, como o foi na campanha, ajudado por gente rica com motivação hermética...

Em 2020, embora rotulados como maiores inimigos do socialismo, alguns ricos ajudaram a financiar extremistas do naipe de Guilherme Boulos.

Entre os colaboradores estão Marília Furtado de Andrade (herdeira de Gabriel Donato de Andrade, um dos fundadores da empreiteira Andrade Gutierrez), Arminio Fraga (homem de confiança de George Soros no Brasil e ex-presidente do Banco Central no governo FHC), Beatriz Sawaia Bracher (da família do banqueiro Fernão Bracher, fundador do BBA e ex-presidente do Banco Central) e Walther Moreira Salles Junior e João Moreira Salles (membros do Conselho de Administração no Grupo Itaú Unibanco).

Terão eles se deixado engrupir pelo discurso populista? Serão míopes de não enxergar o lobo sob a pele do cordeiro? Ou terão outras motivações?

Em 2018, falando a "companheiros" sobre o ministro Gilmar Mendes (do STF), o então deputado petista Wadih Damous assim se referiu: "O Gilmar hoje é nosso aliado, amanhã volta a ser o nosso inimigo, mas hoje ele é nosso aliado."

Poucas vezes se viu assim de modo tão explícito o relativismo moral, o cinismo e a truculência da esquerda confessional.

Não é crível que os tais colaboradores sejam ingênuos, que desconheçam a natureza do socialismo e que esperem lealdade dos revolucionários.

O eleitorado rejeitou Boulos. E repeliu o populismo de uma esquerda habituada a insuflar o ressentimento e o desânimo para, depois, oferecer soluções mágicas que, em lugar algum, jamais deram certo: a destroçada Argentina de hoje é um grito para o Brasil não afundar no mesmo abismo.

Pois que reflexionem os adultos, isto é, os que têm responsabilidade: o que ganhariam os tais ricos com a argentinização do Brasil?

 

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo. 

E-mail sentinela.rs@uol.com.br

Aécio

 O ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) foi denunciado nesta sexta-feira, 18, pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por peculato, corrupção e lavagem de dinheiro na construção da Cidade Administrativa, a sede do governo do estado. A obra custou R$ 1,3 bilhão. Outras 15 pessoas também foram denunciadas. Os nomes não foram divulgados pelo MP.


Aécio, hoje deputado federal, já havia sido denunciado em maio pela Polícia Federal por corrupção ativa e passiva, desvio de recursos públicos e falsidade ideológica em investigação envolvendo a obra. O esquema teria ocorrido entre 2007 e 2010, período em que o tucano era governador de Minas Gerais.As investigações do Ministério Público de Minas Gerais tiveram a participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O MP afirma que "restou demonstrado que, a convite do então governador de Minas Gerais, nove empresas de engenharia se reuniram e entraram em conluio para fraudar a licitação e repartir ilicitamente os contratos para a execução das obras da Cidade Administrativa".A denúncia contra o governador Aécio Neves acontece uma semana após a posse do novo chefe do Ministério Público de Minas Gerais, Jarbas Soares. O procurador ocupou o mesmo cargo em outras duas ocasiões, entre 2005 e 2006 e entre 2007 e 2008. Nas duas vezes em que ocupou o cargo a nomeação foi feita pelo então governador Aécio Neves. Na primeira, Jarbas ficou em terceiro lugar na lista tríplice, montada a partir da votação de integrantes do MP. Ainda assim, foi colocado no cargo por Aécio.


A promotoria diz ainda que os gastos com a obra foram acima do que realmente deveriam ser. "Os valores contratados, em razão da absoluta inexistência de competição na licitação, foram superiores aos valores orçados e superiores aos valores de mercado. Além do sobrepreço do valor do contrato e da fraude à licitação, a porcentagem de 3% dos valores pagos às empresas contratadas foi entregue ao então governador, por meio do diretor da CODEMIG (Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais), como propina".As investigações mostraram ainda, conforme o MP, "que parte da propina foi paga por meio de contratos fictícios e, ainda, por valores em dinheiro entregues a terceiros, em evidente conduta de ocultação e lavagem de dinheiro". A promotoria diz que, conforme apurado no inquérito "conduzido pela Polícia Federal, os prejuízos sofridos pelo Estado de Minas Gerais superam o valor de R$ 50 milhões".Denúncia é 'insustentável', diz defesa A assessoria de comunicação do deputado divulgou nota afirmando que os advogados do parlamentar classificam a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais como "insustentável". "A defesa do deputado Aécio Neves lamenta a precipitação e o absurdo da denúncia apresentada pelo Ministério Público".O texto diz ainda que "a obra citada, concluída há mais de 10 anos, foi realizada de forma exemplar, com os preços apresentados na licitação considerados abaixo dos de mercado pelo próprio MP à época e considerada correta por todos os órgãos de controle como TJ e TCE. O edital foi aprovado pela AGE e submetido previamente ao MP. Por isso, a denúncia é insustentável. A defesa confia que a Justiça irá demonstrar a injustiça e o absurdo da falsa acusação".

Artigo, J.R. Guzzo. Gazeta do Povo - A OMS serve a interesses políticos e corporativos. Apenas a eles.

A OMS foi aparelhada para servir a interesses políticos e corporativos que pouco têm a ver com a saúde mundial. Na foto, o diretor da OMS, Tedros Adhanom.| Foto: Fabrice Coffrinia/AFP

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Lembram-se da OMS, a Organização Mundial da Saúde, que ainda no começo da tragédia trazida pela Covid-19 era tida oficialmente pelo Supremo Tribunal Federal, pelo presidente da Câmara dos Deputados e pelo resto do bonde da oposição como a última palavra sobre o assunto? Era Deus no céu e a OMS na Terra. O STF chegou, num dos seus extremos de ignorância disfarçada em “governança”, a tornar a OMS uma espécie de marco legal no Brasil: suas decisões sobre a epidemia passaram praticamente a ter força de lei. Os demais, sem pensar cinco minutos no que estavam fazendo, se ajoelharam e passaram a rezar para essa nova autoridade suprema.


Não ocorreu a ninguém, na ocasião, que a OMS, um dos mais notórios cabides internacionais de emprego do mundo, era uma entidade bichada. Seu presidente, pescado numa ditadura da África, não era nem sequer um médico. A organização funcionava, e continua funcionando, como uma repartição pública a serviço do governo da China e do seu Partido Comunista. Havia, já há muito tempo, uma nuvem de suspeitas de corrupção em cima dos seus procedimentos.


Mas nada disso foi levado em conta. “Temos de seguir a orientação da OMS”, decidiu a elite que manda no Brasil. Acreditaram que “OMS” e “ciência” significavam a mesma coisa. Diante de qualquer dúvida, era aplicada uma resposta automática: “negacionismo”.


Estamos vendo, agora, o tamanho deste disparate. Segundo acabam de revelar os jornais The Guardian e Financial Times, de Londres, ambos devotos convictos da ideia de que a humanidade deve ser governada por comitês globalizados de especialistas, a OMS conspirou com o Ministério da Saúde da Itália para retirar de seu site oficial um relatório que revelava a conduta desastrosa das autoridades italianas nos primeiros momentos da crise.


O relatório, que descrevia a resposta “caótica” à Covid na Itália – o primeiro país da Europa a ser atingido maciçamente pelo vírus – e que foi assinado por 11 cientistas, ficou apenas 24 horas no ar. Foi logo retirado pelos dirigentes da OMS, que também pressionaram o autor do documento a não prestar depoimento no inquérito aberto para apurar atos de negligência na gestão da Covid – responsáveis por estimadas 10 mil mortes na fase inicial da epidemia na Itália.


Como acontece com a grande maioria dos organismos sustentados pela ONU (ou melhor: por dinheiro de imposto, inclusive do Brasil), a OMS foi aparelhada para servir a interesses políticos e corporativos que pouco têm a ver com a saúde mundial. É um dos pousos preferidos de médicos de Terceiro Mundo que obedecem ao que os seus governos mandam fazer, têm a alma de burocratas e vivem encantados pela ideia de passar a existência num emprego público que oferece salário em dólar, benefícios cinco estrelas e aposentadoria integral.


É essa a organização que os nossos campeões do “distanciamento social” elegeram como guia superior. Não é realmente uma surpresa, quando se pensa um pouco mais no assunto. A OMS, no fundo, é o tipo de coisa que tem tudo a ver com o STF, o Congresso Nacional e o resto da tropa