Opinião

 Se há exagero nas redes sociais, como os há na vida analógica, existe legislação abundante para impedi-lo. Nada impede que a PF, em vez de ficar caçando ativista que pinta estátua com batom, atue rapidamente quando percebe crime nas redes solciais, agindo de imediato e conforme arsenal legal existente. Não é caso apenas da PF, mas de todo o aparato de segurança estatal, mais MPs e até Defensorias Públicas.

Este diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, inscreved-se naquela categoria conhecida dos mais perfeitos idiotas latinoamericanos, porque ontem voltou a ir muito além das chinelas ao fazer coro com seus chefes do STF, ao defender a necessidade de uma regulamentação das redes sociais no Brasil.

Ou seja, o delegado federal quer impor censura.

 Para Rodrigues, incorretamente, episódios como o da noite desta quarta-feira, quando um homem quis explodir o ministro A. de Moraes e seus colegas do STF e acabou morto, como a “radicalização” de grupos extremistas que encontram no ambiente digital um espaço propício para espalhar o ódio.

“Eles vão para as redes sociais que, hoje, são território de ninguém, e publicam as barbaridades que acham que podem publicar impunemente”, disse Rodrigues, referindo-se a algumas das mensagens que o chaveiro Francisco Wanderley Luiz, 59 anos, postou em seus perfis antes de, segundo as autoridades, se matar acionando os explosivos que carregava junto ao corpo e com os quais planejava ingressar no prédio do STF.

Opinião

 O jornal The New York Times de hoje analisa com correção o gesto desesperado do catarinense Tio França, que ontem a noite transformou-se num inédito homem-bomba para explodir o STF. Francisco Luiz é do PL, o principal Partido de oposição, que já se apressou a informar que não teve nada com o que aconteceu, mas o PL com certeza, é o Partido cujos ativistas e líderes são os mais perseguidos, tudo de modo recorrente e selvagem por parte do STF: seus dois dirigentes máximos, Waldemar da Costa Neto e Bolsonaro, estão até impedidos de falarem entre si. Centenas de seguidores do PL e de Bolsonaro são perseguidos, investigados, processados, julgados, condenados e presos a mando do STF. Centenas conseguiram escapar das garras do STF e buscaram asilo político na Argentina, no Uruguai, na Espanha e nos Estados Unidos.

A anistia política poderia restabelecer a paz nacional e o estado democrático de direito, mas o STF e seus aliados dentro e fora do Congresso e do Planalto, inclusive a mídia mainstream, impedem que isto aconteça, ignorando até a acachapante derrota que sofreram nas urnas e até retomando sua escalada de provocações políticas canalhas e destemperadas.

Isto significa que muitos oposicionistas, sobretudo os que estão no entorno dos que mais sofrem as perseguições, entrem no modo desespero, como aconteceu com Francisco Luiz.

Dados que a grande mídia não mostra: 395% é o número de PMs vítimas de violência no RS"

A crescente violência contra brigadianos no Rio Grande do Sul ilustra os desafios cada vez maiores para esses profissionais. Dados do programa PM Vítima mostram que o número de policiais militares feridos e ameaçados aumentou 395% de 2022 a 2024, revelando a intensificação dos riscos enfrentados pela categoria.


Um caso trágico recente, ocorrido em 22 de outubro em Novo Hamburgo, ressalta essa crise. Durante uma intervenção em uma briga familiar, os PMs Éverton Kirsch Júnior e Rodrigo Weber Volz, ambos de 31 anos, foram surpreendidos e atacados pelo filho do casal envolvido. Ambos foram baleados, resultando na morte de Kirsch no local e de Volz no hospital. Outros cinco PMs presentes também foram feridos, evidenciando a periculosidade cada vez maior em situações de atendimento de ocorrências aparentemente cotidianas.


O programa PM Vítima, voltado ao acolhimento de policiais e seus familiares, foi acionadofc por 638 PMs apenas nos primeiros dez meses de 2024, frente a 129 no mesmo período em 2022. Esse crescimento acentuado reflete um aumento na exposição dos policiais a agressões físicas, ameaças e até emboscadas, muitas vezes por criminosos bem armados e com estratégias premeditadas. Em resposta, o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Cláudio dos Santos Feoli, enfatizou a importância de revisar protocolos de segurança, embora o ataque em Novo Hamburgo tenha sido um evento atípico.


Os casos são registrados em diferentes categorias, como mortes em serviço, ferimentos por agressões físicas e disparos, e ameaças psicológicas ou físicas. Esses dados oferecem uma visão mais ampla dos riscos diários que os brigadianos enfrentam e da necessidade de políticas de segurança que garantam melhor proteção e resposta para   esses agentes.


A sociedade precisa entender os riscos que o Brigadiano enfrenta para proteger nossas vidas e fazer a repressao à criminalidade. A solução é  apoiar políticas que ofereçam proteção aos heróis de farda que saem de casa todos os dias sem saber se voltarão.


Vereadora Comandante Nádia

Eduardo Bolsonaro diz que funcionário americano falsificou entrada de Felipe Martins nos EUA

 Eduardo lança suspeitas sobre o próprio ministro A. de Moraes, que com base na declaração falsa manteve Martins preso durante meio ano. Moraes baseou-se em nota sobre o caso e que foi assinada pelo jornalista Guilherme Amado, demitido no final desta semana pelo site Metrópoles.

Embora a mídia mainstream (a grande mídia) evite o assunto, sequer para especular, nas redes sociais ganhou volume neste final de semana as revelações feitas pelo deputado Eduardo Bolsonaro, segundo as quais foi falsa a notificação de entrada do ex-assessor internacional de Bolsonaro, Felipe Martins, tudo no âmbito do registro do sistema de imigração americano no final de 2022, 

Eduardo, que esteve na casa de Trump no dia do anúncio de sua vitória, disse que o presidente poderá mandar investigar o caso, identificar o funcionário e puni-lo. Ele declarou que a inserção do nome de Filipe Martins no sistema de imigração foi uma “fraude” e que está em contato com parlamentares republicanos para investigar o caso. Ele sugeriu que a suposta manipulação teria sido realizada por funcionários de imigração a pedido de autoridades brasileiras, destacando que a inclusão de uma entrada falsa é considerada crime nos EUA

Previsões do Boletim Focus

 O Boletim Focus de hoje prevê que no caso do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), considerado a inflação oficial do país, hav erá alta alta em 2024, chegando a 4,62% para o fechamento de 2024. Há uma semana, a expectativa era de que o ano fecharia com uma inflação de 4,59%. Há quatro semanas, a previsão era 4,39%.

Câmbio e PIB

As expectativas relacionadas ao valor do dólar aumentou pela quarta semana consecutiva, chegando a R$ 5,55. Há uma semana, o mercado financeiro projetava que a moeda norte-americana fecharia 2014 custando R$ 5,50; e há quatro semanas, R$ 5,40. As previsões para o crescimento do país permanecem estáveis, o que era de certa forma esperado, uma vez que já estamos em novembro. Com isso, o mercado financeiro mantém em 3,10% as expectativas de crescimento do PIB.

Selic

Também se mantém estável as expectativas do mercado financeiro para a taxa básica de juros (Selic) ao final do ano, em 11,75%. Este percentual tem se mantido estável há seis semanas consecutivas. Para 2025, é esperado que o ano feche com uma Selic de 11,5%; e para 2026, em 10%.

Opinião

 O governador Ronaldo Caiado, Goiás, teve, ontem, seu dia de vingança, ao mandar o governo federal nomeado lulopetista cuidar do seu galinheiro, em vez de exigir apoio dos governadores a uma inaceitável proposta de PEC da Segurança, cujo objetivo final é mesmo botar a mão na área de segurança dos Estados, violando o princípio federativo.

É que ao se opor à PEC, cara a cara, Caiado foi criticado por Lula.

O assassinado do delator do PCC, o empresário Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, escancarou a incúria e a incompetência do governo federal no combate ao crime que mais lhe compete combater, que é o crime organizado, sem contar o fato de que o caso ocorreu dentro do Aeroporto de Guarulhos, que pela lei deve ser protegido pela polícia aeroportuária, portanto pela PF.

Na sua fúria por prestar serviços ao ministro A. de Moraes, perseguindo ativistas políticos da oposição, inclusive mulher que pinta com batom a estátua da Justiça ou a velhinha que anda com a Bíblia sob o braço, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal atuam mais como política política do que como polícia de verdade.

Polícia Federal abre inquérito sobre assassinato de delator do PCC

Horas depois de receber críticas ferozes do governador Ronaldo Caiado e do senador Sérgio Moro, que o acusou por incúria e incapacidade, o governo federal lulolpetista mandou a Polícia Federal abrir um inquérito policial para investigar o homicídio ocorrido nesta sexta-feira (8/11) no desembarque do Terminal 2 do Aeroporto de Guarulhos. A PF tem a função de polícia aeroportuária e falhou completamente.

A PF trabalhará integrada com a Polícia Civil de SP.

A vítima, Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, tinha um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público do Estado de São Paulo e delatou facções do crime organizado.

Imagens filmadas por pessoas que estavam no aeroporto mostram que o homem foi baleado por duas pessoas que saíram de um automóvel preto e dispararam diversas vezes, atingindo ainda mais três pessoas.

Logo após o crime, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas disse que "tudo indica que a ação criminosa está associada ao crime organizado".

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo confirmou que além de Gritzbach, um homem de 41 anos, que também havia sido baleado na sexta-feira, na ação dos atiradores no aeroporto, morreu na noite deste sábado (9). Ele estava internado no Hospital Geral de Guarulhos.

De acordo com a SSP, na tarde deste sábado, mochilas com armas de fogo foram localizadas nas imediações do aeroporto. A Polícia Militar foi informada por uma denúncia e, no endereço, constatou a veracidade da informação. 

“Ao todo foram apreendidas três mochilas contendo 2 fuzis 762 e 1 fuzil 556, uma pistola 9mm, uma placa automotiva, além dos carregadores e munições dessas armas”, disse a SSP.

Neste sábado, Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) informou que, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), fez uma oferta formal de proteção ao réu colaborador Antônio Vinicius Lopes Gritzbach e seus familiares para incluí-los no Programa Estadual de Proteção a Vítimas e Testemunhas (PROVITA/SP). “Entretanto, o beneficiário do Acordo de Colaboração Premiada recusou a proposta, alegando que pretendia continuar em sua rotina e gerindo seus negócios”, disse o MPSP, em nota.