Linha do tempo

O Globo de hoje revela que na mais nova tentativa de delação premiada de Daniel Vorcaro com a Polícia Federal, o banqueiro deixou claro que suas relações pessoais e do seu banco com Alexandre de Moraes sempre foram "republicanas" e que os contratos de R$ 129 milhões e de R$ 50 milhões acertados com a mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes, sempre foram "estritamente profissionais".

O ministro Alexandre de Moraes é o principal aliado de Lula da Silva na repressão aos adversários do PT e consequentemente na vigência do atual regime autoritário existente no Brasil.

A Polícia Federal já constatou com provas cabais que Daniel Vorcaro mente, porque desde 2022 os encontros de Moraes com Vorcaro foram frequentes no Brasil e fora do Brasil .

2022

Novembro de 2022

Os registros da Polícia Federal indicam que o ministro e o banqueiro combinaram lugares e posições em mesas nos Estados Unidos. tudo durante uma conferência do grupo Lide em Nova York. Planilhas apreendidas mostraram que o ministro Alexandre de Moraes, sua esposa e o ministro Dias Toffoli ocuparam a mesa classificada como "2 Banco Master". 

2024

Abril de 2024

Os investigadores tiveram acesso ao celular do banqueiro e descobriram que, antes do 1º Fórum Jurídico Brasil de Ideias (realizado em Londres, em abril de 2024), Vorcaro enviou a lista de convidados a Moraes para aprovação. A partir de determinações do ministro, o empresário Joesley Batista foi bloqueado e impedido de participar do evento, sob a alegação de Moraes de que o ex-presidente Michel Temer estaria presente e ele e Joesley são desafetos.

No after party de Londres, o empresário financiou uma degustação exclusiva do whisky Macallan no requintado clube privado George Club, avaliada em mais de US$ 640 mil (cerca de R$ 3 milhões na época), que contou com a presença de Moraes, Dias Toffoli e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. De acordo com os relatos, ele distribuiu broches que funcionavam como credenciais para encontros privados com mulheres identificadas como “suicinhas”. A entrega ocorreu depois da recepção no clube londrino.

Maio de 2024

Alexandre de Moraes não compareceu na "Noite das Astronautas", também promovido por Danielo Vorcaro e ealizada em uma suíte presidencialO  evento de maio de 2024 teve o objetivo de entreter um grupo exclusivo de convidados (apenas homens) com performances de artistas caracterizadas com roupas prateadas e capacetes espaciais. Somente essa festa e a estrutura montada para as artistas custaram US$ 721 mil (na época, cerca de R$ 3,7 milhões). Os gastos gerais da semana de eventos em Nova York somaram R$ 11,9 milhões. 

Jantar no Nusr-Et: Além da festa temática, os documentos da PF apontam um jantar para o então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, no badalado restaurante do chef Salt Bae. O banqueiro chegou a orientar a equipe para que servissem a exótica "carne de ouro" aos convidados. [1, 2]

Segundo reportagem do GLOBO, além do governador fluminense e do dono do Master, participaram da degustação o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e os deputados federais Hugo Motta (Republicanos-PB), Marcos Pereira (Republicanos-SP), Isnaldo Bulhões (MDB-AL) e Doutor Luizinho (PP-RJ), à época cotados para disputar a presidência da Câmara dos Deputados (Motta foi eleito para o cargo em fevereiro do ano seguinte).

6 de Novembro de 2024
Os Encontros: Moraes teria frequentado uma área reservada no subsolo da mansão — descrita como um bunker — com estrutura para charutos e vinhos caros. Em uma das ocasiões, no dia da eleição norte-americana de 2024, acompanhou o resultado ao lado do banqueiro.

2025

30 de julho de 2025
A Operação com o BRB: O ministro conheceu o então presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. Na ocasião, o Banco Master buscava socorro financeiro e a transação de compra por parte do BRB estava em jogo para evitar a liquidação do banco. 

17 de Novembro de 2025
O banqueiro Daniel Vorcaro enviou mensagens desesperadas ao ministro do STF Alexandre de Moraes em 17 de novembro de 2025, horas antes de ser preso pela Polícia Federal. Ele pedia socorro, perguntava se o ministro tinha conseguido "bloquear" algo e cobrava por novidades e retornos




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