Ditadura lulopetista da Nicarágtua fechou 50 meios de comunicação, apenas, em 2022

 Grandes empresas de comunicação estão sendo fechadas, prejudicadas economicamente ou estão fugindo do país temendo a repressão do atual governo. 

A Brasi Paralelo investiou esse assunto no seu novo Original BP, NICARÁGUA: Liberdade Exilada.

Só em 2022, mais de 50 meios de comunicação foram fechados.

O jornal mais antigo e influente do país, o La Prensa, foi fechado pelo atual governo, muitas rádios católicas também foram proibidas de funcionar e sinal do canal da CNN em Espanhol foi cortado do país.

Um dos responsáveis por essa censura é o atual líder do país, Daniel Ortega,que vem sendo acusado de ser um ditador por parte da população e diversos veículos de mídia internacional.

O atual líder do país assumiu o comando do governo pela primeira vez em julho de 1979, mandato que durou até 1985. 

Ortega foi reeleito em 2007 e desde então está à frente do país, somando 29 anos no poder na Nicarágua.

Com cada vez mais poder em mãos, prendeu e exilou jornalistas, políticos, estudantes e muitas pessoas que se opuseram ao seu regime.

"Só pensar diferente é um crime na Nicarágua. Levantar uma bandeira na rua é um crime. É por isso que digo que a Nicarágua é uma grande prisão" diz Nicaraguense em entrevista exclusiva para a BP.

Para entender a situação da Nicarágua, a Brasil Paralelo fez uma investigação inédita de toda trajetória política do país em seu novo documentário que estreia dia 8 de fevereiro, exclusivo para assinantes da BP.



Moraes confirma proposta para regulamentar mídias sociais

Eis o que anunciou, ontem, o ministro Alexandre de Moraes, ao falar no evento que a Lide faz em Portugal:

O ministro voltou a defender a regulamentação das mídias sociais, explicando que, embora o assunto seja controverso e ainda não haja um exemplo mundial a ser seguido neste sentido, o principal objetivo, a ser ver, é equiparar a atividade das empresas de tecnologia responsáveis por redes sociais à de companhias de mídia tradicionais.

“O que se defende é exatamente que as mídias sociais deixem de ser consideradas empresas de tecnologia, passando a ser responsabilizadas pelo que divulgam. Que estas empresas passem a ter a mesma responsabilidade que empresas de mídia que ganham e arrecadam com publicidade", defende o ministro. "Não se trata de analisar conteúdo previamente ou de estabelecer a necessidade de autorização para veicular algo – o que a Constituição Federal jamais permitiria, mas quem tem a coragem de publicar discursos de ódio, antidemocrático, ofensas pessoais, deve ter a coragem de se responsabilizar. O binômio liberdade com responsabilidade vale para a mídia tradicional, televisiva e escrita e, a meu ver, deve também valer para as mídias sociais”, defendeu Moraes.

Sanderson apresentará decreto letislativo para conter a ação do governo contra as armas

O deputado federal gaúcho Ubiratan Sanderson disse ao editor que pretende “obstaculizar” norma do governo Lula da Silva sobre registro de armas de CACs (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador). A declaração foi publicada nas redes sociais nesta sexta-feira.  A decisão do governo vai contra o estatuto do desarmamento de 2013, que deixa muito claro que a responsabilidade pelo registro e acompanhamento do armamento e equipamento em posse dos CACs, pertence ao comando do Exército, e para isso existe o Sigma.

Uma portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública, de 1º de janeiro, concedeu o prazo de 60 dias para que civis registrem suas armas junto ao Sistema Nacional de Armas, da Polícia Federal (PF). Já no dia 2 do mesmo mês, o presidente Lula assinou um decreto que muda as regras de aquisição e registro de armas de fogo.

IPTU: Prefeitura de Porto Alegre abre mais cedo e cria atendimento ao idoso para emissão de guias

 A Loja de Atendimento da Secretaria Municipal da Fazenda (Travessa Mário Cinco Paus, s/nº) vai abrir uma hora mais cedo, as 8h, nesta segunda-feira, 6, terça-feira, 7, e quarta-feira, 8, para receber os contribuintes que desejam acessar as guias com desconto para o pagamento do IPTU 2023. Em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, vai disponibilizar ainda um guichê especial no Centro de Referência do Idoso (avenida João Pessoa, 1105) para auxiliar este público.

Os documentos também estão disponíveis de forma on-line em 17 subprefeituras e no Tudo Fácil Zona Norte. 

IPTU digital - A loja e os outros 19 locais físicos auxiliam os cidadãos que têm alguma dificuldade na emissão das guias, mas os documentos podem ser retirados sem a necessidade de deslocamentos por meio do site IPTU 2023 ou no aplicativo 156+POA, disponível gratuitamente nos sistemas operacionais Android e IOS. Os documentos também são fornecidos pelo Whatsapp, via telefone (51) 3433-0156, opção 4, das 9h às 16h, nos dias úteis.

Artigo, Eduardo Bonates - Supremo decreta o caos para contribuintes com o fim do trânsito em julgado em casos tributários

Artigo, Eduardo Bonates - Supremo decreta o caos para contribuintes com o fim do trânsito em julgado em casos tributários

 A cada semana os empresários brasileiros são surpreendidos com casos e mais casos de insegurança jurídica. E infelizmente, agora, até mesmo advogados da área tributária vêm sendo pegos de surpresa com decisões vindo de tribunais superiores. O pior dos cenários aconteceu. Na retomada dos seus julgamentos, o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria sobre o fim do princípio constitucional da coisa julgada e confirmou a prevalência dos interesses da Receita Federal sobre o trânsito em julgado.

 

Na prática, empresas que obtiveram a suspensão de tributos por meio decisões judiciais transitadas em julgado (quando não cabe mais recurso) poderão ter que retomar o pagamento.

 

Mas o desastre é pior do que imaginamos. Não houve modulação por parte do STF. E a partir de agora qualquer decisão judicial a favor dos contribuintes, absolutamente qualquer uma, pode ser revista. Em qualquer tempo! Agora, milhares de processos judiciais poderão ser impactados. 

 

No caso específico da Zona Franca de Manaus, o cenário é de caos absoluto. O Polo Industrial de Manaus possui muitas decisões tributárias favoráveis às empresas suframadas e a revisão delas gerará um cenário desesperador. Imaginar que tributos suspensos há anos e anos poderão agora ser cobrados novamente certamente afugentará os investidores.

 

A Advocacia -- Geral da União sustentou que as determinações da Constituição não são absolutas e que a coisa julgada em assunto tributário "pode ser relativizada em razão da superveniência de novos parâmetros normativos para a exigência do tributo" ou, ainda, "em razão da superveniência de decisão do STF que considere constitucional o diploma normativo tido por inconstitucional pela decisão passada em julgado". Ambos os argumentos violam os preceitos e princípios mais básicos do Direito Tributário.

 

Advogados tributários estão se perguntando que empresário aceitará entrar com processos tributários, esperarem décadas pelo resultado final favorável e após anos descobrirem que o STF determinou o retorno do pagamento de determinado tributo.

 

O manicômio judicial brasileiro poder decretar o fim dos tributaristas.

 

Para os advogados tributaristas, a desolação é absoluta. A segurança jurídica simplesmente deixou de existir do dia para a noite e não se sabe como sobreviverão aqueles que dependem de processos tributário. Um triste fim para os que militam na área.

 

*Eduardo Bonates é advogado especialista em Contencioso Tributário e Zona Franca de Manaus e sócio do escritório Almeida, Barretto e Bonates Advogados



Artigo, Maurício Salomani Gravina - Autocrítica da República - É Preciso Sair da Ilha

- O autor é advogado, Caxias do Sul, RS.

O momento revela severas distorções no sistema eleitoral brasileiro. Aos juristas será preciso cultuar a independência e discrição da Corte Suprema; impor controle aos partidos políticos e conferir efetiva representação às regiões do país e sua diversidade.

É difícil a leitura do próprio tempo. Como diria Saramago “é preciso sair da ilha para ver a ilha”. Então, como ver o sistema quando se é parte dele? E, como julgar o processo eleitoral quando se preside este sistema?  

Será possível a crítica do Direito sem censura ou prisão? O que é democracia? O que são instituições legítimas? São questões de grande abertura e pouca reflexão. 

Uma coisa é inerente: os que ocupam os altos cargos da República defendem o regime e proclamam a democracia. Mas o preço é a cegueira da autorreferência.

Então, como haver uma leitura crítica e histórica do direito na lição de Savigny? crítica no sentido de incrementar os pensamentos sobre determinada matéria; e histórica para conhecer seu tempo e o pensamento da lei.

A crise institucional que vivemos não merece ser calada. É do cidadão questionar o Poder Público, legado libertário do iluminismo, da Revolução Francesa, declarações de direitos e Constituições, com a matriz da fragmentação do poder soberano.

O fato é que não há como crer em um sistema em que todos são obrigados a votar, mas poucos decidem quem pode ser votado.   

Esse modelo surgiu na Grécia como simulacro de participação popular, para conciliar as classes ricas e pobres. As deliberações na assembleia “apella” ocorriam em dias de lua cheia. Era um espaço reservado à democracia, mas com falsa participação. As decisões, sujeitas ao Senado, poucas passavam pelos senadores.

Sobre o voto Montesquieu relata um modelo repetitivo, de grande abertura aos que podem votar, mas limitação de quem pode ser votado. No país foram algumas lideranças de partidos envolvidos em escândalos e um Ministro do STF que reabilitou o presidente eleito, uma violência para muitos. 

Foi uma espécie de pólvora da desobediência civil e violência. Não se defende os exageros, nem extrema direita e seus militares palacianos; ou a extrema esquerda e a luta totalitária na América Latina. O fato é que a República, tomada pelos militares de deram fim à monarquia, depois pelos partidos políticos, dá mostras de seu esgotamento.

É preciso rever este modelo. Vale repensar o parlamentarismo de voto distrital misto para legitimar as regiões do país e sua diversidade. Não é certo ou plural dar a poucos líderes de partidos a composição dos Poderes da República, Tribunais e órgãos de controle. 

De outro ângulo, as recentes manifestações são um fato social de autocrítica às autoridades e instituições. Não se deve, simplesmente, rotulá-las de antidemocráticas. 

Por fim, será preciso sair da ilha! E o momento ainda faz pensar que não deve ser competência de integrantes do STF o processo eleitoral. Isso faz se pronunciar fora dos autos nos temas políticos, contrariar opiniões e enfraquecer o prestígio da Corte, com fortes efeitos midiáticos, além de se desviar da pauta da Constituição. 


Marcos do Val diz que Moraes mente. E quer ele fora dos inquéritos.

  O senador Marcos do Val anunciou que pedirá à Procuradoria-Geral da República (PGR) o afastamento de Moraes da relatoria do inquérito dos atos antidemocráticos. "Estarei fazendo uma solicitação para a PGR para afastar o ministro Alexandre de Moraes da relatoria referente aos atos antidemocráticos.

No início da tarde desta sexta-feira, em entrevista à CNN Brasil, o senador Marcos do Val negou o que disse Moraes, ontem, no evento da Lide (leia abaixo): 

- Informo que não são verídicas as recentes declarações do ministro Alexandre de Moraes quando diz que me orientou para que as informações sobre a reunião com Daniel Silveira e o ex-presidente Jair Bolsonaro fossem formalizadas. Tenho como provar que ao comunicar ao ministro Alexandre de Moraes sobre o que estava acontecendo, por escrito e testemunhalmente, via mensagem pelo WhatsApp, em nenhum momento recebi orientações do ministro para fazer a referida formalização.

E mais:

-  Portanto, não fui orientado para formalizar absolutamente nada. Nem por respostas às mensagens que enviei e nem pessoalmente, durante o encontro que tivemos. Fiz o meu papel como senador da República de comunicar tudo ao ministro do Supremo Tribunal Federal, relator dos inquéritos dos atos antidemocráticos, como também solicitei à Polícia Federal que baixasse todas as mensagens do meu celular, como as conversas com o ministro Alexandre de Moraes e com Daniel Silveira. Assim, não restará nenhuma dúvida e será comprovada a veracidade de tudo que tenho falado.