André Mendonça manda a Polícia Federal para cima de Moraes

 O tom editorial da RBS no caso do escândalo que agora atingiu de cheio o ministro Alexandre de Moraes demonstra que o capitão de mato do sistema está com os dias contados. A RBS é parte menor do sistemas, mas até agora vinha susatentando todas as tropelias lideradas pelo ministro contra a Oposição, com ênfase psara Jair Bolsonaro, portanto a favor de Lula e do PT.

Quem verbaliza em nome da RGS é a editoria de Política, Rosane Oliveira.

Leiam o que ela escreve.

Não há saída honrosa para Alexandre de Moraes no caso Master

Ministro deveria se licenciar do cargo para responder por suas ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro

01/09/2026 - 12h46min

Troca de mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro foram divulgadas por jornal nesta terça-feira (1º).

As novas revelações trazidas pelo jornal O Estado de S.Paulo sobre as relações do ministro Alexandre de Moraes são bombásticas, para dizer o mínimo. O ministro deveria se licenciar do cargo para evitar mais constrangimentos à Corte.


Ainda que ninguém tivesse dúvida de que era do conhecimento do ministro o contrato de R$ 131 milhões assinado por sua esposa, Viviane Barci de Moraes, com Daniel Vorcaro, apareceram as digitais dele no documento. De acordo com a investigação, Moraes fez a última edição do contrato em seu computador de ministro do Supremo Tribunal Federal.

A justificativa do escritório de Viviane é que submeteu o contrato a Moraes para que ele verificasse se havia algum tipo de impedimento legal, dada a condição de marido da advogada. Preocupação do compliance do escritório, vejam só.


O problema não termina no contrato, cujo objeto é impreciso e o valor completamente fora dos padrões da advocacia. O que torna Moraes indefensável são seus contatos com o banqueiro vigarista, que tentava salvar um banco falido empurrando papéis podres para uma instituição pública, o Banco Regional de Brasília (BRB). Pior, usando informações vazadas ou um espião de sua confiança infiltrado no Banco Central.


As mensagens recuperadas mostram que Vorcaro pediu explicitamente a Moraes que tentasse salvar o Banco Master, acionando o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Se o ministro tomou alguma providência, não se sabe, porque as mensagens dele em resposta aos apelos de Vorcaro são de visualização única, daquelas que se apagam depois de lidas.


Fosse uma resposta republicana, Moraes não precisaria ter usado esse artifício. Ele nunca deu explicações sobre as relações com Vorcaro. Colocou-se acima do bem e do mal. Só que, agora, o ministro André Mendonça deve incluir o colega na investigação, o que já deveria ter sido feito.


Mesmo que ninguém tenha conseguido parar a Polícia Federal e o Banco Central, tanto que o Master foi liquidado e Vorcaro está preso, não há, do ponto de vista ético, como o ministro seguir no cargo. Uma licença seria o primeiro passo para que possa ser investigado dentro da lei.


Opinião - André Mendonça ousou avançar sobre Moraes. Avançará sobre dias Toffoli ?

 O editor realmente não esperava que o ministro André Mendonça tivesse disposição e coragem para expor seus colegas Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no caso do inquérito do Banco Master, mas fez isto, ontem. 

E começou com Moraes.

André Mendonça "ganhou" a relatoria de dois inquéritos cabulosos, no caso os do Master e do INSS, bem no momento em que praticamente todos os ministros estavam fragilizados pelas revelações de malfeitos das famílias de Moraes e Toffoli e ele era o único com ficha limpa, capaz de livrar a cara do próprio STF.

São casos que passaram a expor publicamente uma disputa pelo comando e pela nova dinâmica de poder dentro da Corte, com acusações mútuas de interferência e desconfiança — e reflexos também sobre a eleição de 2026.

Eis como o G1 define os dois lados.

De um lado, no entorno de Mendonça, a avaliação é de que houve movimentos para limitar o alcance das investigações e impedir que a apuração avance sobre as relações de Daniel Vorcaro com políticos e integrantes do próprio Judiciário. Do outro, no grupo ligado a Alexandre de Moraes, Paulo Gonet e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, cresce a reação à atuação do relator.


O fenômeno Augusto Cury

Com ajuda de IA, o editor buscou explicar o crescimento espantoso de Augusto Cury (Avante) nas pesquisas presidenciais — saltando de 2% para até 11% das intenções de voto em institutos como BTG/Nexus e Real Time Big Data. Isto pode ser explicado por uma combinação de fatores táticos, exaustão do eleitorado e uma transição cirúrgica do mundo dos best-sellers para a arena política. 

Uma análise ao estilo "versão de IA", focada em dados, narrativas e comportamento do eleitor, aponta os seguintes pilares para esse fenômeno:

1. Audiência Pré-Existente e "Furar a Bolha" Sem Custo

Diferente de outros nomes da terceira via que patinam para se tornarem conhecidos, Augusto Cury entrou na disputa com uma base digital gigantesca de mais de 8 milhões de seguidores, acumulada ao longo de décadas como o psiquiatra e autor mais lido do país. Ele não precisou construir relevância do zero; apenas converteu leitores fidelizados em potenciais eleitores a partir do momento em que seu nome foi oficializado. 

2. O Efeito Debate e Exposição na TV Aberta

O estopim para a arrancada foi a última semana de agosto. Cury se destacou por: 

Participação no debate da Band (23/08): Onde protagonizou embates de forte repercussão — como a "puxada de orelha" no tom agressivo de Renan Santos (Missão). 

Sabatina do Jornal Nacional (29/08): Teve a oportunidade de falar para dezenas de milhões de brasileiros. 

Horário Eleitoral: Embora tenha apenas 35 segundos, o fato de estar no bloco principal ao lado dos líderes o colocou em patamar de igualdade visual na TV. 

3. A Linguagem da "Autoajuda" Como Retórica Antipolarização

O eleitorado brasileiro demonstra sinais claros de fadiga da polarização radical. Cury conseguiu se posicionar exatamente nesse vácuo com o slogan "mente capitalista e coração social", vendendo uma imagem de equilíbrio, inteligência emocional e sensatez. Ele traduziu propostas complexas de governo em "generalidades com roupagem moderna" (citando inteligência artificial, neurodivergência e saúde mental), apelando fortemente para o eleitorado cansado de brigas ideológicas. 

4. Atração de Descontentes de Lula e de Flávio Bolsonaro

Os dados de cruzamento das pesquisas (como a Nexus) indicam que o crescimento de Cury retirou pontos diretamente dos dois líderes. Ele capturou tanto o eleitor moderado de esquerda descontente com Lula, quanto (e principalmente) uma fatia do eleitorado de direita/conservador que não migrou totalmente para Flávio Bolsonaro. 

5. Explosão de Engajamento e Suspeitas Digitais

Após as aparições na TV, o nome de Cury registrou um crescimento de 900% nas buscas do Google e ele ganhou mais de 2 milhões de novos seguidores no Instagram em poucos dias. Esse salto massivo gerou o que analistas chamam de efeito manada digital, embora também tenha acendido o alerta em campanhas adversárias, que passaram a questionar se há uso de robôs ou impulsionamento artificial por trás desses números. 

Resumo Analítico

Em termos de engenharia política, Augusto Cury operou como uma espécie de fusão inesperada de conceitos: a embalagem de gestão moderada e a linguagem humanista. O grande teste das próximas semanas será monitorar se esse crescimento reflete uma base eleitoral sólida ou se foi apenas um "efeito novidade" (o famoso voo de galinha) decorrente de sua súbita superexposição na mídia.