A guerra no STF não pode servir para enterrar o caso Moraes

Por Felipe Vieira 


A crise do Supremo Tribunal Federal está ficando cada vez maior. E talvez seja exatamente esse o problema.


Quanto mais personagens entram em cena, quanto mais acusações aparecem e quanto mais frentes de investigação são abertas, mais distante fica a pergunta que deu origem a tudo:


o que Alexandre de Moraes tem a explicar sobre Daniel Vorcaro?


Essa pergunta não pode desaparecer.


As revelações envolvendo o banqueiro do Banco Master colocaram sobre a mesa mensagens, registros digitais e uma relação comercial milionária entre o banco e o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.


Eram fatos que exigiam esclarecimentos.


A partir daí, porém, aconteceu algo impressionante.


Em vez de a crise caminhar na direção de respostas sobre Moraes, ela explodiu para todos os lados.


André Mendonça passou de condutor de investigações a investigado em potencial. Surgiram acusações de interferência na Polícia Federal, questionamentos sobre cadeia de custódia, suspeitas de direcionamento de alvos, discussões sobre colaboração premiada e uma disputa aberta sobre quem pode investigar quem dentro do Supremo.


Tudo isso merece apuração.


Mas nada disso responde à pergunta original.


E esse é o ponto que não pode ser perdido.


Se André Mendonça cometeu irregularidades, investigue-se André Mendonça.


Se interferiu indevidamente no trabalho da Polícia Federal, que responda por isso.


Se direcionou investigações por razões pessoais ou políticas, que as provas sejam apresentadas.


O que não é aceitável é transformar eventuais irregularidades de Mendonça numa espécie de salvo-conduto para Moraes.


Uma investigação não anula a outra. Uma suspeita não apaga a outra. E um ministro sob questionamento não pode desaparecer atrás das acusações feitas contra outro ministro.


Há ainda um episódio que torna essa sequência particularmente delicada.


Alexandre de Moraes manteve uma reunião de aproximadamente três horas com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na residência do senador em Brasília.


Depois, Moraes apresentou acusações contra André Mendonça baseadas em relatórios nos quais o próprio Alcolumbre aparecia como possível alvo de suposto direcionamento de investigações.


Na sequência, o presidente do Senado fez uma manifestação pública duríssima contra Mendonça.


O que foi discutido durante três horas naquela reunião?


É uma pergunta simples.


E merece resposta.


O risco agora é evidente: transformar uma crise que exigia esclarecimentos objetivos numa guerra generalizada dentro do Supremo.


Quando todos acusam todos, o público perde a capacidade de acompanhar o fato original. Quando surgem dez investigações, ninguém mais se lembra da primeira. Quando a discussão processual se torna infinitamente complexa, aquilo que deveria ser explicado de maneira simples acaba soterrado.


É assim que uma crise pode morrer sem jamais ser resolvida.


E isso seria especialmente grave porque estamos falando do Supremo Tribunal Federal.


Alexandre de Moraes exerce um poder extraordinário há anos. Relata investigações de enorme repercussão política, determinou prisões, bloqueios, buscas, quebras de sigilo e outras medidas severas.


O rigor aplicado aos investigados impõe uma consequência elementar:


quando as dúvidas recaem sobre quem investiga e julga, o padrão de transparência não pode ser menor. Tem de ser maior.


Não se trata de condenar Alexandre de Moraes antecipadamente.


Trata-se justamente do contrário.


Investigar.


Esclarecer.


Permitir que os fatos falem.


Edson Fachin tomou uma decisão importante ao retirar do inquérito das fake news o pedido de Moraes contra Mendonça e assumir institucionalmente a condução do assunto.


Mas isso é apenas o começo.


O presidente do STF disse que nenhuma autoridade está acima da Constituição.


Agora essa frase precisa valer também dentro do Supremo.


Não pode existir investigação seletiva.


Não pode existir blindagem corporativa.


Não pode existir um padrão de rigor para quem está do lado de fora do tribunal e outro para quem veste a toga.


E, principalmente, não se pode permitir que André Mendonça se transforme na cortina atrás da qual desapareçam as perguntas que Alexandre de Moraes ainda precisa responder.


Investigue-se Mendonça.


Investigue-se o que for necessário.


Mas investigue-se Moraes também.


Porque, se depois de toda essa crise o resultado for uma avalanche de acusações contra todo mundo, enquanto as perguntas originais permanecem sem resposta, o problema já não será apenas Alexandre de Moraes ou André Mendonça.


Será um Supremo incapaz de submeter a si próprio ao rigor que exige de todos os outros.


E isso seria muito mais grave.


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Na TV: Felipe Vieira está no Edição da Noite, na BandNews TV, às 21h30, e no Jornal da Noite, na Band, à 0h.

Dor nas costas

O jornal The Washington Post deste sábado diz que a combinação de dor nas costas seguida pela incapacidade de abotoar as calças, aponta para causas biológicas e estruturais muito claras e, em alguns casos, de fato alarmantes. 

A incapacidade de abotoar as calças após uma dor nas costas geralmente ocorre por dois motivos principais:

1. Inchaço Abdominal Súbito (Causas Viscerais) - Quando a dor nas costas é reflexo de um problema em um órgão interno, o abdômen pode distender (inchar) rapidamente, impedindo que a pessoa feche as calças. Entre as causas graves estão: 

Aneurisma da Aorta Abdominal: Uma dilatação na principal artéria do corpo que passa pela barriga e costas. Se ela começar a vazar ou romper, causa dor intensa nas costas e um inchaço abdominal rápido por sangramento interno. É uma emergência médica. 

Pancreatite Aguda: A inflamação severa do pâncreas gera uma dor em "faixa" que parece abraçar as costas e a barriga, frequentemente acompanhada de gases intensos e distensão abdominal súbita. 

Pedra nos Rins ou Infecção Renal: Pode causar dor lombar excruciante e um reflexo inflamatório que paralisa temporariamente o intestino (íleo paralítico), gerando um inchaço abdominal agudo.

2. Perda de Coordenação ou Força Motora (Causas Neurológicas)
Se o problema não for o inchaço da barriga, mas sim o fato de as mãos ou os braços perderem a força ou a destreza motora fina para fazer o movimento de abotoar, a causa está no sistema nervoso: 

Compressão da Medula Espinhal (Mielopatia): Uma hérnia de disco grave ou tumor na região cervical ou torácica pode espremer a medula. Isso gera dor nas costas/pescoço e bloqueia os sinais nervosos para as mãos, fazendo a pessoa perder subitamente a coordenação para tarefas finas, como abotoar uma camisa ou calça. 

Síndrome da Cauda Equina: Se a compressão ocorrer na base da coluna, além da dor lombar, a pessoa perde o controle dos membros inferiores, da bexiga, do intestino e pode perder reflexos coordenados.

Filho espúrio do STF – Inquérito do Fim do Mundo

Marcus Vinicius Gravina

OAB/RS 4.949


“Se eu cair, não caio sozinho”.  Esta foi a interpretação dada a uma fala do ministro Alexandre de Moraes. Há quem diga que não foi bem assim. Mas teria chegado a está conclusão porque o ministro estaria indicando que se sofresse qualquer tipo de sanção ou impeachment mais gente do STF teria o mesmo destino.  

No entanto com o enquadramento do ministro André Mendonça, sob graves denúncias, no Inquérito do Fim do Mundo  conclui-se, que o seu desafeto vem espionando os colegas com a participação da sua Policia Federal  e montando um dossiê para usar como arma quando estiver emparedado pela maioria dos ministros. 

Pois chegou o momento deles cobrar apoio dos colegas a quem irá intimidar se o embate entre ele e o ministro André Mendonça for ao plenário, como tudo indica.

Ele foi o autor do primeiro golpe que desestabilizou as relações entre os poderes da República. Aconteceu quando ministro do STF, oriundo do Ministério Público, acostumado em investigar e na persecução, adotou a mesma postura em um Tribunal julgador. Não teve escrúpulos ao avocar a nomeação do Diretor da Polícia Federal.  Está aí um mal a ser corrigido. 

O golpe aconteceu quando o tal ministro impôs o poder, que não tinha, para nomear a direção da Polícia Federal e assim formar o seu esquadrão da SS (Schutzstaffel) e o comandou sem piedade dos seus concidadãos. 

O presidente Jair Bolsonaro capitulou neste episódio que ficará para a história, talvez porque nunca teve o Senado ao seu lado.

A razão da covardia do Senado é conhecida. Alguns senadores figurões têm o rabo preso nos gabinetes de ministros. Se forem a favor de impeachment os seus processos irão a julgamento, rompendo o trato de deixá-los prescreverem. 

O Senado é o grande culpado da crise institucional que está enterrando o Brasil. O seu presidente é o vilão da República.  Está prevaricando. Não cumpre a sua obrigação de pautar os pedidos de impeachment.

Caso aconteça algo mais sério, como uma desobediência civil, terá culpa.

O Estado de Direito Democrático teve o ministro A. Moraes como seu coveiro. 

O Inquérito do Fim do Mundo, do qual é o relator, é filho de um estupro do Devido Processo Legal.  Passou a ser um instrumento de “vendetta”. 

A cadeira de ministro do STF deveria ser destinada, exclusivamente, a magistrados vocacionados, para não se correr o risco de termos advogados reprovados em concurso para juiz ou Secretários estaduais, com suspeita de ligação com o crime organizado, no STF.  

Todo o apoio ao ministro André Mendonça.

Anistia aos presos do 8 de janeiro de 2023. Lei da Dosimetria, já.

Caxias do Sul, 5.09.2026 


 

 O feriado de 7 de Setembro deve aumentar o movimento nas principais rodovias do Rio Grande do Sul. Entre sexta-feira e segunda-feira, quase 1 milhão de veículos são esperados nas estradas administradas pela ViaSul, enquanto a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) reforçam a fiscalização em trechos considerados mais críticos.


A ViaSul estima que 994.823 veículos circulem pelas BRs 386, 101, 290 e 448 durante o período. O volume representa um aumento de 72,3% em relação aos dias considerados neutros. A segunda-feira, feriado da Independência do Brasil, deve registrar o maior movimento, com aproximadamente 339.448 veículos, alta de 142% em comparação com um dia normal para a mesma época.


O maior fluxo deve ocorrer no sentido oeste, em direção à Capital, com previsão de aproximadamente 530.310 veículos durante o período. Já o sentido leste, em direção ao Litoral, deve concentrar cerca de 464.513 veículos. Entre as praças de pedágio monitoradas, Gravataí e Santo Antônio da Patrulha devem registrar os maiores volumes.


Segundo a concessionária, os períodos de maior movimento tendem a ocorrer entre 9h e 19h, principalmente das 10h às 18h. As madrugadas e o início da manhã, entre meia-noite e 6h, devem apresentar menor fluxo. A orientação é priorizar viagens até as 6h ou após as 20h, quando possível.


Reforços

A expectativa dos órgãos de trânsito é de que o planejamento dos deslocamentos, o respeito à sinalização e a adoção de medidas de segurança ajudem a reduzir acidentes durante o período de maior circulação. Os horários de maior fluxo previstos pela PRF são a tarde e a noite de sexta-feira, a manhã de sábado e a tarde e a noite de segunda-feira.


A PRF realiza, entre sexta-feira e terça-feira, uma operação especial nas rodovias federais do Estado.O efetivo será direcionado para pontos estratégicos definidos a partir de dados sobre sinistros de trânsito. A fiscalização terá como foco infrações relacionadas à segurança viária, como excesso de velocidade, ultrapassagens proibidas, embriaguez ao volante e uso inadequado dos dispositivos de retenção para crianças. A PRF também prevê ações de educação para o trânsito e reforço do combate ao crime em locais considerados mais críticos.


O CRBM também reforçará, a partir de sexta-feira, o efetivo nas rodovias estaduais que registraram maior número de acidentes. Entre as áreas que terão atenção ampliada estão a Serra e a região Norte do Estado.


Orientação aos motoristas

Antes de pegar a estrada, a recomendação da PRF é fazer uma revisão preventiva no veículo, com atenção aos pneus, incluindo o estepe, freios, iluminação, sinalização, limpadores de para-brisa e níveis de óleo e água.


Nas rodovias de pista simples, os motoristas devem manter os faróis acesos durante o dia. Também é necessário respeitar os limites de velocidade e as condições indicadas pela sinalização, além de manter distância segura do veículo da frente.


O uso do cinto de segurança é obrigatório para todos os ocupantes. Crianças devem ser transportadas com o dispositivo de retenção adequado à idade e ao tamanho, como bebê-conforto, cadeirinha ou assento de elevação.


Em caso de chuva, a orientação é reduzir a velocidade, aumentar a distância do veículo da frente e manter os faróis ligados. Se a precipitação for muito intensa, o motorista deve procurar um local seguro para parar. A recomendação é não utilizar o acostamento como ponto de parada.


A ViaSul também orienta os motoristas a planejarem o deslocamento com antecedência e acompanharem as condições do trânsito antes e durante a viagem. Nas praças de pedágio, tags de cobrança automática podem ser utilizadas para agilizar a passagem. Também estão disponíveis pagamentos por cartão de crédito e débito, Pix e dinheiro, conforme a modalidade de atendimento.


Durante o feriado, equipes da concessionária estarão distribuídas pelas rodovias para prestar atendimento 24 horas. Os serviços de socorro mecânico, atendimento médico e inspeção de tráfego podem ser acionados gratuitamente pelo telefone 0800 000 0290.



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