STF – sem balança e sem espada

Marcus Vinicius Gravina 

OAB-RS 4.949 

Tenho respeito pelo STF, pela competência constitucional 

que lhe foi conferida por legítimos representantes do povo.   

Por este motivo e como cidadão brasileiro quero prestar

lhe um serviço ao criticar um servidor público, que na 

minha opinião, está fazendo mal ao país e a imagem da 

Suprema Corte.  

Quando a ministra Cármen Lúcia declarou sua profunda 

tristeza diante dos acontecimentos daquela sessão 

plenária, ao mesmo tempo, milhões de brasileiros ficaram 

revoltados, ao ponto de pedirem a demissão de ministros 

da esquerda e de um declarado comunista, Flávio Dino,  

dito por ele: “com muito orgulho”. 

Durante os trabalhos o ministro Gilmar Mendes 

monopolizou a palavra e por vezes de forma prolixa e 

exibicionista,  para ser adulado por alguns puxa sacos da 

Corte, que o tratam como “decano”, frente às Câmeras  de 

TV. 

O ministro Gilmar levantou suspeitas sobre seu colega 

ministro Nunes Marques, que regimentalmente  havia se 

dado por impedido de participar do julgamento por 

motivos de foro íntimo, coisa que o ministro A. Moraes não 

teve a decência de fazer.   

O povo deve ir, pacificamente para a frente do Supremo, 

preparado para protestar se o A. Moraes pretender repetir 

o fato de querer votar no processo a que deu causa e é 

parte interessada, em flagrante violação ao Princípio de 

Imparcialidade Processual. 

Questionou haveres suspeitos ou ilícitos do filho advogado 

do ministro N. Marques, no que foi rechaçado.  

Em sessão transmitida para o Brasil  e Tvs do exterior, 

quase em transe, o Gilmar reptou o ministro Cássio a 

mostrar suas contas ou declarações financeiras e de bens 

de ambos, pai e filho.  

Pois, sugiro ao ministro N. Marques e aos Senadores, que 

façam o mesmo.  Que o ministro Gilmar Mendes 

demonstre estar cumprindo a Lei  8.730/1993, no tocante 

à declaração de seus bens com a indicação das suas fontes 

de renda.  

Esta obrigação não é somente para o momento da posse 

no STF. Ela se estende por todo o período do mandato de 

ministro, através de declaração atualizada, financeira e de 

bens adquiridos durante o mandato, sob pena de crime de 

responsabilidade.  

As declarações de que fala a lei é encaminhada ao TCU, 

anualmente, para a avaliação da evolução patrimonial de 

ministros e lá ficam arquivadas. Não há sigilo. O Senado 

pode requisitar as declarações dos ministros.  

No histórico do ministro Gilmar Mendes encontramos uma 

passagem que o deslustra.  Uma equipe especial de 

combate às  fraudes da Receita Federal,  havia listado  o 

Gilmar Mendes e a sua Esposa.  Ele não admitiu ser 

fiscalizado e recorreu aos seus colegas do STF.  Alegou que 

estava sendo vítima “de uma forma esdruxula e criminosa 

para realização de devassas físicas e perseguições políticas 

sem autorização judicial”.  Houve suspeitas que não 

puderam ser esclarecidas.  

Surgiu em cena o indefectível ministro A.Moraes, relator 

do inquérito e determinou a suspensão imediata das 

apurações fiscais e o afastamento temporário de dois 

auditores federais. 

Citei este fato para compará-lo ao ministro Nunes 

Marques.  O N.Marques não foi apontado por nenhuma 

equipe da Receita Federal.  De outra parte, o ministro 

Gilmar precisou da ajuda do ministro A. Moraes que 

determinou o arquivamento do processo contra o ministro 

“decano” do STF.  Vai haver troca de figurinhas.  

O que se pode esperar para a próxima sessão do STF,  em 

que o ministro A.Moraes  estará no alvo de pedido de 

investigação, é que o ministro Gilmar irá retribuir o voto 

salvador  do seu colega para não ser investigado pelos 

incidentes de que é apontado, em fatos nebulosos 

envolvendo a Policia Federal, até chegar nos contratos com 

Banco Master e suas falas com o Vorcaro. 

Outra estratégia diversionista do Gilmar foi a de acusar o 

relator A. Mendonça de presidir o inquérito com interesse 

político nas eleições de outubro.  

Tudo o que ministros do STF e TSE fizeram em 2022/23 foi 

confirmado pelo ministro Gilmar em entrevistas à 

imprensa: “Se tivemos a eleição do Lula, foi graças ao STF. 

(JP/nov. 2023)  

Ministro do STF interferiram, decisivamente, a favor da  

eleição do Lula. Foi o que o ministro Gilmar Mendes 

declarou à imprensa.  

Esta gente mesquinha, falsa e maldosa não merece 

respeito do povo brasileir

Safra

 A safra do ano passado somou 345,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas, segundo levntamento feito pelo IBGE.Segundo o levantamento, a soja representou mais de um terço (34%) do valor da produção agrícola brasileira (R$ 315,2 bilhões), desempenho que mantém o Brasil como o maior produtor e exportador do mundo. A safra de soja cresceu 14,4% em um ano, alcançando 165,2 milhões de toneladas, isto é, 20,8 milhões a mais que 2024.

O volume supera em 18,2% o registrado no ano anterior, quando a produção foi prejudicada por efeitos do fenômeno El Niño.

O valor da produção, que combina o volume físico produzido com os preços praticados na venda, foi de R$ 927,2 bilhões, um salto de 18,4% na comparação com 2024.

Confira os dez estados com maior valor da produção agrícola:

Mato Grosso: R$ 165,6 bilhões
São Paulo: R$ 124 bilhões

Minas Gerais: R$ 109,4 bilhões

Paraná: R$ 87,7 bilhões

Goiás: R$ 72,7 bilhões

Rio Grande do Sul: R$ 71,3 bilhões

Bahia: R$ 55,5 bilhões

Mato Grosso do Sul: R$ 47,8 bilhões

Pará: R$ 38,4 bilhões

Espírito Santo: R$ 33,7 bilhões

Centro-Oeste supera Sudeste

POR REGIÕES

Centro-Oeste: R$ 288 bilhões

Sudeste: R$ 271 bilhões

Sul: R$ 181,1 bilhões

Nordeste: R$ 113,7 bilhões

Norte: R$ 73,4 bilhões

Um gaúcho se suicida a cada 6 horas

 Este Setembro Amarelo é mês dedicado à conscientização sobre suicídio. Embora frequentemente associado apenas ao óbito, o comportamento suicida pode se manifestar de diferentes formas. Entre elas estão a ideação suicida, com ou sem plano de morte, os comportamentos autolesivos e as tentativas de realizá-lo. Por isso, a identificação precoce dos sinais de sofrimento e o acesso oportuno ao cuidado são fundamentais para a prevenção. 

No RS, um gaúcho se suicida a cada 6 horas, todos os dias do ano. Foram 1.557 óbitos em 2025, segundo o governo estadual, hoje. É uma taxa de 14,6 por 100 mil habitantes. A análise por faixa etária mostra diferenças importantes entre homens e mulheres. Entre os homens, as taxas aumentam progressivamente com o avanço da idade, alcançando o maior índice entre pessoas com mais de 80 anos, com 52 óbitos por 100 mil habitantes.No caso das mulheres, os maiores índices foram observados nas faixas de 40 a 49 anos e de 50 a 59 anos, com taxas de 9,4 e 8,8 óbitos por 100 mil habitantes, respectivamente. 

PROCURAR AJUDA

Unidade de saúde mais próxima da residência; 

Centros de Atenção Psicossocial (Caps), que funcionam como serviços de portas abertas e podem ser acessados diretamente, sem necessidade de encaminhamento; 

Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo telefone 188, com atendimento 24 horas ao dia, gratuito e sigiloso.