PL dispara e conquista maior bancada da Câmara desde 1988

O PL saiu fortalecido das eleições de 4 de outubro e continuará como a maior bancada da Câmara dos Deputados pelos próximos quatro anos. Com o fim da apuração, o partido elegeu 121 deputados federais, 23 a mais que os 98 parlamentares que possui atualmente. O resultado amplia a presença da legenda na Casa e reforça seu peso nas negociações políticas e na formação das maiorias no Legislativo. 

O crescimento do PL contrasta com a perda de espaço de partidos tradicionais do chamado Centrão. O União Brasil caiu de 52 para 46 deputados, enquanto PSD e PP passaram, respectivamente, de 48 para 43 e de 46 para 41. O PSDB registrou a maior perda proporcional entre as principais siglas, reduzindo sua bancada de 18 para 11 parlamentares. Na outra ponta, o PT avançou de 64 para 70 deputados, e o Novo dobrou sua representação, de cinco para dez cadeiras. 

Com 121 deputados federais e 28 senadores, o PL terá a maior bancada do Congresso Nacional desde a promulgação da Constituição de 1988. A nova composição também reduz de 21 para 20 o número de partidos com representação na Câmara, após o Cidadania não conseguir eleger nenhum deputado. 

Veja como ficará a Câmara: 

  • PL: 121 — atualmente 98 (+23)
  • PT: 70 — atualmente 64 (+6)
  • União Brasil: 46 — atualmente 52 (-6)
  • PSD: 43 — atualmente 48 (-5)
  • Republicanos: 41 — atualmente 42 (-1)
  • PP: 41 — atualmente 46 (-5)
  • MDB: 36 — atualmente 38 (-2)
  • Podemos: 27 — atualmente 27 (0)
  • PSB: 15 — atualmente 17 (-2)
  • PSOL: 14 — atualmente 13 (+1)
  • PCdoB: 11 — atualmente 11 (0)
  • PSDB: 11 — atualmente 18 (-7)
  • Novo: 10 — atualmente 5 (+5)
  • PV: 7 — atualmente 6 (+1)
  • PDT: 6 — atualmente 10 (-4)
  • Avante: 5 — atualmente 5 (0)
  • PRD: 5 — atualmente 3 (+2)
  • Solidariedade: 2 — atualmente 4 (-2)
  • Rede: 1 — atualmente 3 (-2)
  • Missão: 1 — atualmente 1 (0)

A nova fotografia da Câmara mostra, portanto, uma direita liderada pelo PL com mais força numérica, enquanto partidos tradicionais do centro e da centro-direita perdem cadeiras. 

O tamanho das bancadas será decisivo para a escolha da Presidência da Câmara e para a capacidade do próximo governo de construir maioria para aprovar suas principais propostas.

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