Artigo, Marcus Vinicius Gravina - A Ação Penal 2668 e o “Oscar do STF”

A montagem do cenário para o “Oscar do STF”, na tomada dos depoimentos dos réus da AP2668, dias 9 e 10 deste mês,  foi para atender os cartazes da imprensa: “O julgamento do ano”.  


Isso que esteve em pauta uma mera tentativa de golpe  e, não de um golpe consumado contra o Estado Democrático de Direito. Ao invés de batom, bíblia, fotos e vídeos de suspeitíssimas quebras de vidros, da denúncia da PGR hoje ela estaria repleta de tanques e tropas nas ruas. 


Esta encenação demonstra que não seria de um julgamento de pequenas causas numa dependência qualquer dos fóruns judiciais. 


A Suprema Corte judicial é formada por 11 ministros e apenas 5 irão decidir a sorte ou o azar dos réus. Isso porque o ministro  Relator -  é a um só tempo, vítima e juiz da causa.  Insiste em não admitir sua suspeição na forma do art. 254 do Código de Processo Penal – CPP. 


Não é só isto. Há uma sucessão de outros atos, em completo desacordo com o Código de Processo Penal. 


Pausa para uma pergunta: onde estão os notáveis Juristas, Professores de Direito e Advogados, useiros e vezeiros do Largo de São Franciso da capital de São Paulo, local de lançamento “urbi et orbi” dos manifestos pelo cumprimento da Constituição Federal, democracia e respeito ao Devido Processo Legal. 


A vontade de um ministro não tem o dom de avocar o poder de julgar quem, supostamente, no inquérito da PF e na denúncia da PGR apuraram que o réu Bolsonaro tramou a morte do ministro Relator. Esta disposição inarredável do Relator tem de ser examinada pelo Pleno do STF.


Os cidadãos brasileiros tem o direito de ouvir todos os ministros da Corte,  

da qual não há mais recurso.  As Decisões Autonômicas da Corte, para organização do seu funcionamento interno não possuem poder absoluto, de se sobrepor ou alterar a lei ou restringir a aplicação da regra geral, que reconhece o poder maior concentrado no Pleno. Isto é, nos 11 ministros.  Menos ainda quando há previsão impeditiva em lei a algum de seus membros. No caso a da suspeição do ministro Alexandre de Moraes.



Os autos deste processo, deveriam ser transferidos da 1ª. Turma, para decisão do Pleno do STF.  O povo não se deu conta, nem os países que aguardam o resultado do julgamento, que apenas 5 ministros irão julgar uma ação de extraordinária relevância.  O mesmo que a seleção brasileira de futebol entrar em campo com 5 jogadores e deixar no banco de reservas atletas de altos salários e vantagens. No caso, dos ministros pagos pelo povo.


As consequências deste julgamento,  com falta de consistências nas narrativas acusatórias, inexistência de provas irrefutáveis e repleto de depoimentos controversos, podem causar a mesma revolta pela negativa do TSE da entrega dos Códigos Fontes das urnas eletrônicas da eleição de 2022.  Talvez maior seguida do caos e forçar o governo Lula a decretar a Garantia da Lei e da Ordem, tema apedrejado nesta ação penal.


O ministro Alexandre de Moraes arriscou tanto, que agora precisa de uma saída airosa. Pois há tempo, para isto.


Ele deveria ser convencido pelos seus pares ministros a favor do deslocamento da ação da 1ª.Turma para  o Pleno do STF.


O pleno decidiria o impedimento do Relator, face a suspeição que lhe é atribuída. O ministro não cairia em desgraça pública.  O processo daria causa para o seu bloqueio imediato. Deixando-se por conta dos ministros imparciais, o destino da ação penal. 


Ao finalizar o último parágrafo acordei e a segunda e última parte do meu sonho se apagou. Só a Inteligência Artificial -IA, para recuperá-lo. 


Caxias do Sul, 11.6.2025





Lula erra ao aumentar o número de especialistas médicos, para reduzir as filas de espera no SUS

O deputado Osmar Terra é médico, ex-ministro e ex-secretário estadual gaúcho da Saúde por 8 anos. Ele é autor da PEC 09/2025 que prevê diretrizes para os Planos de Carreira e os pisos salariais nacionais dos profissionais de saúde do Sistema Único de Saúde.

O governo Lula da silva decidiu aumentar o número de especialistas médicos para reduzir as filas de espera do SUs.

É o chamado programa "Agora Tem Especialistas" que prevê ações como mutirões, uso da rede privada, telessaúde e transporte de pacientes, visando ampliar o acesso a consultas e exames especializados. Lula erra ao tentar só aumentar o número de especialistas médicos, para reduzir as filas de espera na saúde. 

Por que razão ?
As filas são um sintoma de uma doença da base. O SUS é um sistema integrado cuja base, o posto de saúde, não está dando a resposta na prevenção e resolução. 

E qual seria a solução?

Enquanto ele não melhorar seu funcionamento, não haverá especialista que chegue.O SUS precisa de uma reforma e ela deve começar não pelo pico da pirâmide e sim pela base.

Mas o SUS vai pagar preço da iniciativa privada para fazer cirurgia na rede privada.

Então, por que não paga melhor a tabela do SUS para evitar que as filas de exames e cirurgias eletivas se formem ?

Líder da Oposição apresenta novo PDL para sustar aumento do IOF decretado por Lula

O líder da Oposição na Câmara dos Deputados, deputado federal Zucco (PL-RS), protocolou nesta quarta-feira (11) o Projeto de Decreto Legislativo nº 314/2025, que susta os efeitos do Decreto nº 12.499, de 11 de junho de 2025, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


A medida do governo, que reedita e recalibra o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), é considerada inconstitucional e inoportuna, além de aprofundar a política de aumento de tributos promovida pela atual gestão.


“O que não passou pelo primeiro decreto, agora o governo tenta empurrar pela porta dos fundos. É um desrespeito ao Parlamento e à sociedade. Com esse desgoverno, é tolerância zero com qualquer tentativa de aumento de impostos”, afirmou o deputado Zucco.


Na justificativa do projeto, o parlamentar argumenta que o IOF é um tributo extrafiscal, que só pode ser usado como instrumento de política econômica, e não como ferramenta arrecadatória. O novo PDL reforça o posicionamento da Oposição contra a escalada tributária que penaliza a população e os setores produtivos.


Zucco também apresentou um requerimento de urgência para votar o texto diretamente no Plenário. 


Imposto sobre imposto 


Como se não bastasse a manutenção do aumento do IOF, ainda que parcialmente disfarçada sob o argumento de “recalibragem”, o governo editou uma nova Medida Provisória que cria e amplia tributos sobre diversos investimentos, como LCI, LCA, CRI, CRA, debêntures incentivadas, fundos imobiliários e Fiagros. A alíquota mínima prevista é de 5%.


Para o deputado Zucco, trata-se de mais um ataque direto à renda do cidadão comum e aos setores produtivos: “É imposto em cima de imposto. Uma avalanche de cobranças que revela o desespero de um governo que gasta demais e tenta tapar buracos com o dinheiro do povo. Vamos derrubar essa MP. O governo será derrotado em sua campanha arrecadatória", finalizou Zucco.

Conheça o novo decreto e a MP para aumento de impostos

O governo federal publicou, na noite desta quarta-feira, um conjunto de medidas relacionadas ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), via decreto e Medida Provisória, voltado para recalibrar o imposto e aumentar a arrecadação.De acordo com o Ministério da Fazenda, as medidas foram acertadas entre o ministro Fernando Haddad, e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), além de lideranças das Casas Legislativas.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, no entanto, não garantiu apoio.

Conheça, abaixo, algumas das medidas: 

 Fim da alíquota fixa do risco sacado. Fica apenas a diária, de 0,0082%, o que significa redução de 80% na tributação.

 VGBL: até 31 de dezembro de 2025, o IOF nos aportes passa a incidir somente sobre o valor que exceder R$ 300 mil. Neste ano, fica flexibilizada a exigência de verificação global dos aportes em diferentes entidades, para evitar problemas operacionais nas entidades seguradoras. A partir de 1º de janeiro do ano que vem, o IOF nos aportes em VGBL passa a incidir sobre o valor que exceder R$ 600 mil. As contribuições patronais passam a ser isentas de IOF. 

Alíquota de 5% de Imposto de Renda sobre  LCA, LCI, CRI, CRA e debêntures incentivadas, antes isentos.

 Alíquota única de 17,5% de Imposto de Renda sobre os rendimentos de aplicações. Não há mudança para caderneta de poupança.

Tributação sobre o faturamento das bets será elevada de 12% para 18%. Não há mudança para os prêmios pagos ao apostador e para o imposto de renda e a CSLL cobrada da empresa. 

Inserção do programa Pé-de-Meia no piso constitucional da educação, mudança nas regras do Atestmed (serviço digital do INSS para solicitação de benefícios por incapacidade temporária), sujeição à dotação orçamentária da compensação financeira entre o Regime Geral de Previdência Social e os regimes de previdência dos servidores públicos e, em relação ao Seguro Defeso, ajustes nos critérios de acesso e sujeição à dotação orçamentária

Artigo, deputado Luciano Zucco

 Desde janeiro de 2023, o governo Lula vem promovendo uma escalada sem precedentes na carga tributária brasileira. Um levantamento da liderança da oposição na Câmara dos Deputados revela que mais de 20 tributos foram aumentados ou criados pelo atual governo, atingindo diretamente o bolso do cidadão e a competitividade de todos os setores econômicos, encarecendo produtos, serviços e o custo de vida.


De combustíveis a compras pela internet, passando por apostas eletrônicas, investimentos, energia solar, veículos elétricos e até heranças, quase todos os setores da economia e da vida cotidiana foram afetados por novas imposições fiscais.

Veja exemplos práticos de como esses aumentos impactam a população:

• Gasolina e diesel mais caros: encarecem o transporte coletivo, o frete e o preço dos alimentos nas prateleiras;
• Volta dos impostos sobre etanol: eleva o custo de abastecimento até mesmo em estados produtores;
• Compras em sites como Shein, Shopee e AliExpress agora pagam até 60% de imposto: o que antes era uma alternativa acessível para as famílias, agora ficou inviável;
. Energia solar mais cara: o aumento no imposto de importação de painéis solares desestimula a adoção de energia limpa e barateia menos a conta de luz;
• Veículos elétricos e híbridos importados agora pagam até 30% de imposto: desincentivo à mobilidade sustentável;

• Apostas esportivas agora são taxadas: impacto direto sobre plataformas, prêmios e patrocínios esportivos;
• Armas e munições com IPI mais alto: penaliza moradores de áreas rurais e inseguras que precisam de meios legais de defesa;
• Imposto sobre investimentos no exterior (offshores): desestimula o retorno de capitais ao Brasil;
• Tributação sobre fundos exclusivos (“come-cotas”): torna o investimento privado mais caro e menos atraente;
• Fim de isenção sobre subvenções: afeta diretamente a capacidade de investimento de empresas que antes tinham incentivos fiscais;
• Alíquota maior de IOF: encarece empréstimos, financiamentos e seguros;
• Heranças com ITCMD progressivo: famílias com patrimônios modestos podem ser mais penalizadas;
• Reoneração do gás de cozinha e do diesel: atinge especialmente os mais pobres e o setor produtivo;
• Ferro e aço com até 25% de imposto de importação: impacta desde a construção civil até os preços de eletrodomésticos e automóveis.


Mais impostos a caminho?

Como se não bastasse, o governo já prepara um novo pacote de aumento de tributos, desta vez mirando os investimentos no setor produtivo. O Ministério da Fazenda estuda o envio de uma Medida Provisória para tributar em 5% os rendimentos de CRI, CRA e debêntures incentivadas, que hoje são isentos de Imposto de Renda. Esses papéis são fundamentais para o financiamento do agronegócio, do setor imobiliário e de obras de infraestrutura.

Se for adiante, a medida pode desestimular investimentos privados nesses setores e provocar um efeito cascata: menos crédito, menos obras, menos empregos — e mais custo para o consumidor final. A oposição vê com extrema preocupação esse movimento e alerta que transformar o investidor produtivo em vilão é o caminho inverso do que o Brasil precisa para crescer.

E os cortes de gastos?
Em meio a toda essa sanha arrecadatória, o governo Lula não apresentou uma única proposta concreta de corte de despesas públicas. Nenhum programa foi revisto, nenhuma estrutura foi enxugada, nenhum privilégio foi eliminado. A conta, mais uma vez, está sendo empurrada para quem trabalha, empreende e consome. Para a oposição, isso é um sinal claro de que o governo não tem compromisso com o equilíbrio fiscal — apenas com o aumento do tamanho do Estado.


Uma contradição com a Reforma Tributária

O que mais chama atenção é que esse pacote de aumentos vem logo após a aprovação da Reforma Tributária, que prometia simplificar e racionalizar o sistema. “É uma completa maluquice. O país ainda nem digeriu a reforma, e o governo já vem com mais aumento de imposto?”, criticou o deputado federal Zucco (PL-RS), líder da oposição na Câmara.

Zucco: “O Congresso tem o dever de dizer NÃO”

A oposição afirma que não aceitará novos aumentos de impostos e que irá resistir a qualquer proposta que vá na contramão do alívio fiscal. “O Congresso tem o dever e a obrigação de dizer um sonoro NÃO a esse governo que só sabe gastar e cobrar mais da população. Basta!”, declarou Zucco.

O parlamentar ainda destacou que o povo brasileiro está sendo espremido por uma máquina pública ineficiente e perdulária. “Estamos falando de aumento no gás, na gasolina, na energia, nos investimentos, nos alimentos. O governo Lula está metendo a mão no bolso do cidadão de forma descarada”, disparou o líder da oposição. 

Alerta aos partidos: “O eleitor está de olho”

Zucco também fez um alerta direto às legendas e parlamentares que avaliam apoiar novas medidas tributárias. “Quem embarcar nessa aventura arrecadatória que se prepare. O eleitor está de olho, e as eleições estão logo aí. O brasileiro já não aguenta mais pagar a conta da incompetência fiscal do governo federal”, finalizou.

Bolsonaro nega tudo no STF

 O ex-presidente Jair Bolsonaro depôs nesta terça-feira na ação penal da trama golpista. Ele é um dos oito réus do núcleo 1 da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os acusados de planejar medidas inconstitucionais para tentar reverter o resultado das eleições de 2022 e impedir a posse de Lula da Silva.O interrogatório foi conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, que é relator da ação no Supremo Tribunal Federal (STF). 

Bolsonaro negou todas as acusações, inclusive a existência de uma minuta de golpe. "Onde está esta minuta ?", ele perguntou em tom desafiador.

Apesar do tom até amistoso do depoimento, Bolsonaro voltou a questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas.

O bloco dos demais acusados neste bloco dos processos por supostos crimes de golpe de Estado são:

Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;/ Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);/ Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;/ Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal e/ Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI)./ Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;/ Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;/ Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil e candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022. 

Manchete mentirosa sujeita à uma ação penal : calúnia.

Em nem um momento o cel.  CID disse que o Bolsonaro editou minuta do golpe. Nada foi assinado

Apenas fez alterações para retirar o nome do ministro Moraes nas supostas medidas de consequências pessoais.  Nada foi assinado e morreu por aí a tentativa constitucional da decretação da Garantia da Lei e da Ordem - GLO (art. 142 da CF).

A Constituição não autoriza a ninguém tratar como crime o que ela própria criou como uma faculdade legal ao presidente da República diante de crise institucional. Isto é, de um levante popular, mormente sendo o direito do povo indisponivel face às garantias dos direitos fundamentais dos cidadãos.  Dentre outras irregularidades eleitorais, houve a que impediu a auditoria das urnas eletrônicas sem a comprovação de votos e das urnas em si, que tiveram a requisição dos militares técnicos  em eletrônica, negadas para executarem a missão dada pelo TSE.  Simplesmente, o TSE negou o fornecimento dos Códigos-Fontes das urnas.

Deste desrespeito aos cidadãos brasileiros, veio mais o abuso da narrativa de que não houve nenhuma fraude eleitoral e assim o resultado restou indiscutível. 

Este foi o maior motivo da revolta de cidadãos patriotas na frente dos quartéis. Foram traídos por quem teria a obrigação de entregar os Códigos-Fontes para pacificar a revolta.

Ao revés, quem deu voz a sua indignação, pleiteando a revisão dos atos eleitorais, passou a ser preso, multado, ter seus bens bloqueados e impedidos de trabalhar, sem falar nos inocentes enviados para a Papuda, onde sofrem maus tratos e até morrem. 

O inquérito do processo criminal  2628 está sendo presidido pelo ministro relator, que ao mesmo tempo que é vítima de suposto complo de morte atribuído ao Bolsonaro, de quem é inimigo  capital, é juíz - parcial - da causa diante da 

apatia de eminentes juristas e de um país atônito.

Pois o inquérito iniciado ontem não passa de uma pá de cal, de transformação de uma falsa narrativa em um dogma.

As suspeitas de fraude na apuração das urnas eletrônicas da eleição de 2022, permanecem vivas. 

O ministro relator que não se deu por suspeito em julgar a ação criminal, quer passar para história como o maior coveiro do país.