O diretor-superintendente do Sebrae RS, André Vanoni de Godoy, dá dez dicas para o enfrentamento da crise e para uma melhor retomada da economia futuramente. Confira:
1. Cuidar das pessoas. Por pessoas, falamos de funcionários e colaboradores, pois são eles que vão levar a sua empresa a atravessar essa crise.
2. Blindar o Caixa. Gerir com extremo cuidado os recursos do negócio, pois é o caixa que vai garantir a sobrevivência da sua empresa.
3. Olhar para o mercado. Lá no mercado estão todas as informações para reestruturar o negócio e superar esse momento de crise.
4. Adaptar o seu negócio ao mundo digital. Ingressar nessa nova era que vai permitir a sobrevivência a longo prazo da empresa.
5. Atender clientes com velocidade. A concorrência está cada vez mais acirrada, portanto, a velocidade em que se consegue satisfazer as demandas dos clientes vai ser fundamental para o futuro da empresa.
6. Experimentar novos processos: inovar. Levar a inovação para dentro da empresa, e ela não precisa ser sofisticada. Uma alteração singela de qualquer processo, de gerenciamento de estoque, de processo de compra pode ser suficiente para criar um diferencial para a sua empresa. Até a alteração de um layout de uma vitrine ou de uma vitrine virtual, através de sites de marketplace, pode fazer a diferença para enfrentar a concorrência.
7. Mudar comportamentos e atitudes. Adaptar-se às novas tendências e exigências deste novo normal, que está transformando as relações entre fornecedores, empresas e seus consumidores finais.
8. Pesquisar tendências, olhar para frente e ver para onde o mercado e as tendências de consumo estão indo.
9. Buscar informações atualizadas e confiáveis para que você possa se localizar e, com isso, criar estratégias que permitam a sobrevivência do seu negócio.
10. Trabalhe muito. O seu negócio precisa de muita dedicação e só você, através do seu conhecimento, da sua dedicação, do seu comprometimento, da sua liderança com os seus colaboradores e clientes, garantirá a sobrevivência do seu negócio para o futuro.
Artigo, Renato Sant'Ana - O editorialista e sua armadilha
As sereias, metade peixe, metade mulher (embora a descrição possa variar), usavam as armas do feminino para excitar a imaginação masculina e açular o desejo: enlouqueciam marinheiros, que, seduzidos e descontrolados, buscando a felicidade, ganhavam a morte.
É a mitologia, ensinando, entre outros, que somos todos propensos a ser guiados por impulsos irracionais e a fazer escolhas não genuínas.
O seguinte fato está batido, mas não vencido: há uma cilada que precisa ser vista com mais vagar.
Em 08/07/20, não sem dar um verniz filosófico à insensatez, Hélio Schwartsman, editorialista da FSP (Folha de S. Paulo), falou sem rodeios que torce "para que Bolsonaro morra" de covid-19.
É o padrão FSP. Há poucos dias, Gregorio Duvivier, seu colunista, foi condenado judicialmente por postar, não no jornal, é certo, mas no Facebook, seu desejo de que "alguém" matasse o empresário Luciano Hang.
E Mario Sergio Conti, em 07/09/19, com ardis retóricos para se proteger, lamentou que a facada sofrida por Bolsonaro não haja sido fatal.
Mas, no libelo de Schwartsman, o pior é o argumento capcioso, uma cilada cognitiva que pode capturar leitores desavisados.
Para explicar a conveniência da morte do presidente, ele evocou o "consequencialismo", no qual, conforme diz, "ações são valoradas pelos resultados que produzem." Assim, "o sacrifício de um indivíduo pode ser válido, se dele advier um bem maior", acrescentou.
Aplica-se à escolha do motorista que opta por atropelar uma pessoa para poupar a vida de várias. Não é uma ideia apreciável?
Situações há em que semelhante escolha é meritória. E um advogado criminal pode absolver seu cliente ao evocá-lo.
No entanto, ter o consequencialismo como princípio geral é um desastre! Em última análise, dá margem a que cada qual se veja legitimado para decidir e agir como bem entenda, criando a própria lei.
Que tal ver na prática? Bolsonaro pensa que as universidades estão dominadas por professores que fazem pregação de esquerda. E tem razão! Pergunto: se, para frear essa abusiva elite acadêmica, Bolsonaro recorresse a métodos violentos, Schwartsman aceitaria?
É claro que não! Homem culto que é, que sempre se declarou avesso a ideias totalitárias e a toda espécie de autoritarismo, jamais aceitaria. E, nesse ponto, estaria coberto de razão. No entanto, seria coerente com o que escreveu se aceitasse.
O consequencialismo presta-se a justificar fatos históricos abomináveis que, até o recrudescimento da estupidez da FSP, Schwartsman sempre repudiou com ênfase e fundamento. Teria mudado?
Foi pretextando fazer o bem à Alemanha e à fictícia raça ariana que Hitler tentou exterminar os judeus (matou mais de seis milhões).
Os fascistas de Francisco Franco pretendiam "limpar" a Espanha da presença "imunda" de bascos e catalães.
Mais de 76 milhões de chineses foram mortos pelo regime comunista entre 1949 e 1987, além dos 3,5 milhões de civis que o Partido de Mao Tsé-Tung já tinha assassinado antes de consumar a revolução chinesa (totalizando 80 milhões).
E, na União Soviética, a revolução comunista matou 62 milhões de pessoas entre 1917 e 1987.
Note-se que, só nessas duas revoluções, foram mais de 140 milhões de mortos, tudo para, no dizer dos revolucionários, um "bem maior".
Augusto Pinochet (Chile) e Fidel Castro (Cuba) extinguiram vidas aos milhares, "valorando" suas ações pelos resultados, na presunção de que, de tamanha violência, "adviria um bem maior".
Fica claro que o argumento do consequencialismo serve a qualquer tirano. Não é por nada que o aplauso mais retumbante ao desvario de Hélio Schwartsman vem do pessoalzinho alinhado com o Foro de S. Paulo.
Volto à mitologia. O verniz de filosofia na insensatez de Schwartsman é o "canto da sereia" a seduzir o leitor que, incapaz de abstrair o conceito, tem a ilusão vaidosa de dominar um paradigma filosófico.
Contrariando presumíveis convicções de Schwartsman, aquele que aceita a sua tese assimila, mesmo sem perceber, uma visão autoritária.
Talvez ele devesse reler a Odisseia de Homero, recordar as aventuras de Ulisses e pensar sobre como o herói venceu o encanto das sereias.
Alertado para os riscos que corria, Ulisses cuidou que o amarrassem ao mastro do navio e tapou com cera os ouvidos de seus marinheiros. Enlouqueceu, seduzido por aquelas vozes irresistíveis. Mas não se desviou do rumo. Venceu. E triunfou porque teve método.
O mito ensina que somos todos propensos a ser governados pela paixão, a fazer escolhas egoicas e a contrariar nossas próprias boas intenções.
É claro que Bolsonaro tem muito a ser criticado. E, pela enésima vez, diga-se: não é democrático blindar governo algum a crítica.
Só que, como muitos de seus colegas, Hélio Schwartsman está encanzinado em combater Bolsonaro, o que é diferente de criticar. Bacharel em filosofia, ele poderia ter método para não cair nas armadilhas do próprio ego. E não escreveria uma coluna tão desarrazoada.
Seu artigo ainda contém um sofisma, um raciocínio lógico baseado em premissa falsa. Mas já chega! Outros já o criticaram.
Para finalizar, vale lembrar uma ideia universal, elementar nos regimes democráticos: ninguém deve ser julgado nem, muito menos, punido pelo que pensa e sente, ao passo que cada qual é responsável e deve responder por seus atos, palavras e omissões. É a gestão da liberdade.
Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.
E-mail: sentinela.rs@uol.com.br
É a mitologia, ensinando, entre outros, que somos todos propensos a ser guiados por impulsos irracionais e a fazer escolhas não genuínas.
O seguinte fato está batido, mas não vencido: há uma cilada que precisa ser vista com mais vagar.
Em 08/07/20, não sem dar um verniz filosófico à insensatez, Hélio Schwartsman, editorialista da FSP (Folha de S. Paulo), falou sem rodeios que torce "para que Bolsonaro morra" de covid-19.
É o padrão FSP. Há poucos dias, Gregorio Duvivier, seu colunista, foi condenado judicialmente por postar, não no jornal, é certo, mas no Facebook, seu desejo de que "alguém" matasse o empresário Luciano Hang.
E Mario Sergio Conti, em 07/09/19, com ardis retóricos para se proteger, lamentou que a facada sofrida por Bolsonaro não haja sido fatal.
Mas, no libelo de Schwartsman, o pior é o argumento capcioso, uma cilada cognitiva que pode capturar leitores desavisados.
Para explicar a conveniência da morte do presidente, ele evocou o "consequencialismo", no qual, conforme diz, "ações são valoradas pelos resultados que produzem." Assim, "o sacrifício de um indivíduo pode ser válido, se dele advier um bem maior", acrescentou.
Aplica-se à escolha do motorista que opta por atropelar uma pessoa para poupar a vida de várias. Não é uma ideia apreciável?
Situações há em que semelhante escolha é meritória. E um advogado criminal pode absolver seu cliente ao evocá-lo.
No entanto, ter o consequencialismo como princípio geral é um desastre! Em última análise, dá margem a que cada qual se veja legitimado para decidir e agir como bem entenda, criando a própria lei.
Que tal ver na prática? Bolsonaro pensa que as universidades estão dominadas por professores que fazem pregação de esquerda. E tem razão! Pergunto: se, para frear essa abusiva elite acadêmica, Bolsonaro recorresse a métodos violentos, Schwartsman aceitaria?
É claro que não! Homem culto que é, que sempre se declarou avesso a ideias totalitárias e a toda espécie de autoritarismo, jamais aceitaria. E, nesse ponto, estaria coberto de razão. No entanto, seria coerente com o que escreveu se aceitasse.
O consequencialismo presta-se a justificar fatos históricos abomináveis que, até o recrudescimento da estupidez da FSP, Schwartsman sempre repudiou com ênfase e fundamento. Teria mudado?
Foi pretextando fazer o bem à Alemanha e à fictícia raça ariana que Hitler tentou exterminar os judeus (matou mais de seis milhões).
Os fascistas de Francisco Franco pretendiam "limpar" a Espanha da presença "imunda" de bascos e catalães.
Mais de 76 milhões de chineses foram mortos pelo regime comunista entre 1949 e 1987, além dos 3,5 milhões de civis que o Partido de Mao Tsé-Tung já tinha assassinado antes de consumar a revolução chinesa (totalizando 80 milhões).
E, na União Soviética, a revolução comunista matou 62 milhões de pessoas entre 1917 e 1987.
Note-se que, só nessas duas revoluções, foram mais de 140 milhões de mortos, tudo para, no dizer dos revolucionários, um "bem maior".
Augusto Pinochet (Chile) e Fidel Castro (Cuba) extinguiram vidas aos milhares, "valorando" suas ações pelos resultados, na presunção de que, de tamanha violência, "adviria um bem maior".
Fica claro que o argumento do consequencialismo serve a qualquer tirano. Não é por nada que o aplauso mais retumbante ao desvario de Hélio Schwartsman vem do pessoalzinho alinhado com o Foro de S. Paulo.
Volto à mitologia. O verniz de filosofia na insensatez de Schwartsman é o "canto da sereia" a seduzir o leitor que, incapaz de abstrair o conceito, tem a ilusão vaidosa de dominar um paradigma filosófico.
Contrariando presumíveis convicções de Schwartsman, aquele que aceita a sua tese assimila, mesmo sem perceber, uma visão autoritária.
Talvez ele devesse reler a Odisseia de Homero, recordar as aventuras de Ulisses e pensar sobre como o herói venceu o encanto das sereias.
Alertado para os riscos que corria, Ulisses cuidou que o amarrassem ao mastro do navio e tapou com cera os ouvidos de seus marinheiros. Enlouqueceu, seduzido por aquelas vozes irresistíveis. Mas não se desviou do rumo. Venceu. E triunfou porque teve método.
O mito ensina que somos todos propensos a ser governados pela paixão, a fazer escolhas egoicas e a contrariar nossas próprias boas intenções.
É claro que Bolsonaro tem muito a ser criticado. E, pela enésima vez, diga-se: não é democrático blindar governo algum a crítica.
Só que, como muitos de seus colegas, Hélio Schwartsman está encanzinado em combater Bolsonaro, o que é diferente de criticar. Bacharel em filosofia, ele poderia ter método para não cair nas armadilhas do próprio ego. E não escreveria uma coluna tão desarrazoada.
Seu artigo ainda contém um sofisma, um raciocínio lógico baseado em premissa falsa. Mas já chega! Outros já o criticaram.
Para finalizar, vale lembrar uma ideia universal, elementar nos regimes democráticos: ninguém deve ser julgado nem, muito menos, punido pelo que pensa e sente, ao passo que cada qual é responsável e deve responder por seus atos, palavras e omissões. É a gestão da liberdade.
Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.
E-mail: sentinela.rs@uol.com.br
Sairá no dia 25 o 1o Sino's Day, Canela, RS
Uma das sete maravilhas do Brasil, a Catedral de Pedra em Canela, será o cenário do 1º Sino's Day. O concerto beneficente, com transmissão ao vivo pela Internet, ocorre no dia 25 do mês de julho a partir das 16 horas. Arrecadar fundos e transmitir para todo o país uma mensagem de fé e esperança, em um momento de grande dificuldade e apreensão, são os focos do evento musical.
O projeto é concebido e está sendo colocado em prática por um grupo de voluntários, visando arrecadar fundos e doações para a Associação Casa Lar de Canela, que abriga crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social e risco. Também objetiva enviar para todo Brasil uma mensagem de fé e otimismo, em tempos de pandemia, tendo como cenário um dos cartões postais mais fotografados do Brasil e símbolo de resistência e religiosidade: a Catedral de Pedra de Canela.
Com o slogan: “Nunca pergunte por quem os sinos dobram; eles dobram por ti” (John Donne), o pano de fundo será o Museu Sinos da Catedral. O museu, que promove um passeio pela história da Igreja, desde a sua construção até os dias atuais, possui como ponto alto a visitação com o acesso às torres onde um Carrilhão, com 12 sinos em bronze de 4 toneladas, estão suspensos a uma altura de 65 metros!
O concerto terá como atração o tenor Evandro Martins e sua filha a cantora mirim Johanna Martins. “Será um chamado de alma através da música para esse novo momento em que estamos vivendo! Que a música não deixe apagar a esperança e o amor em todos nós”, destaca o tenor Evandro que promete um repertório bem variado e escolhido com carinho para o momento.
O pároco da catedral canelense, Vanderlei Barcelos, fala da importância de a Catedral de Pedra servir como cenário para a ação. “Acho muito importante ações como essa para aproximação da Igreja com as demais instituições. Assim, podemos fazer algo de concreto em favor das instituições carentes do município, e no caso para as crianças. Também é uma oportunidade de divulgar o projeto Sinos da Catedral, além de promover a cultura e valorizar nossos turistas”, analisa o padre.
“Além da arrecadação que fará toda diferença para a Casa Lar, queremos dar um “abraço virtual” aos milhares turistas e moradores que deixaram de visitar nossa cidade durante a pandemia. O evento irá mostrar a cidade para todo o Brasil e o mundo, também como uma forma de agradecimento”, conta a idealizadora do projeto Rozangela Allves.
"O contexto de saúde pública nacional exige gente repense nossas práticas, medidas de segurança, reinventando a rotina e precisando ainda mais de doações para que possamos garantir o atendimento de qualidade e segurança para as crianças e adolescentes institucionalizadas que permanecem 24h na instituição", destaca Rosane Pretto Terra, responsável pela Casa Lar.
Uma equipe com sete voluntários será responsável pela organização e estruturação do evento: a design Adriana Guimaraes, o tenor Evandro Martins, a psicóloga Flávia Bolognesi, o jornalista Flavio Prestes, o empresário Nieto Gonzalo Joaquim, a produtora musical Lislei Prado Martins, a jornalista Rozangela Allves e o delegado de Policia Civil Vladmir Medeiros.
Em caso de chuva a atração será adiada para o dia 26 de julho no mesmo horário. A transmissão será feita através dos canais oficiais do evento (redes sociais) e em canais parceiros que tenham interesse em fazer a transmissão simultânea.
SERVIÇO
1º Sino's Day
25 de julho de 2020
16 horas
Catedral de Pedra – Canela/RS
Redes Sociais:
Facebook: https://www.facebook.com/sinosday
Instagram: https://www.instagram.com/sinosday/
Doações para Casa Lar:
Banco Itaú
Agência 7775
Conta: 02480-0
Telefone para contato: (54) 99645-4803
A associação precisa de doação de vários itens tanto de primeira necessidade como estruturais.
O projeto é concebido e está sendo colocado em prática por um grupo de voluntários, visando arrecadar fundos e doações para a Associação Casa Lar de Canela, que abriga crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social e risco. Também objetiva enviar para todo Brasil uma mensagem de fé e otimismo, em tempos de pandemia, tendo como cenário um dos cartões postais mais fotografados do Brasil e símbolo de resistência e religiosidade: a Catedral de Pedra de Canela.
Com o slogan: “Nunca pergunte por quem os sinos dobram; eles dobram por ti” (John Donne), o pano de fundo será o Museu Sinos da Catedral. O museu, que promove um passeio pela história da Igreja, desde a sua construção até os dias atuais, possui como ponto alto a visitação com o acesso às torres onde um Carrilhão, com 12 sinos em bronze de 4 toneladas, estão suspensos a uma altura de 65 metros!
O concerto terá como atração o tenor Evandro Martins e sua filha a cantora mirim Johanna Martins. “Será um chamado de alma através da música para esse novo momento em que estamos vivendo! Que a música não deixe apagar a esperança e o amor em todos nós”, destaca o tenor Evandro que promete um repertório bem variado e escolhido com carinho para o momento.
O pároco da catedral canelense, Vanderlei Barcelos, fala da importância de a Catedral de Pedra servir como cenário para a ação. “Acho muito importante ações como essa para aproximação da Igreja com as demais instituições. Assim, podemos fazer algo de concreto em favor das instituições carentes do município, e no caso para as crianças. Também é uma oportunidade de divulgar o projeto Sinos da Catedral, além de promover a cultura e valorizar nossos turistas”, analisa o padre.
“Além da arrecadação que fará toda diferença para a Casa Lar, queremos dar um “abraço virtual” aos milhares turistas e moradores que deixaram de visitar nossa cidade durante a pandemia. O evento irá mostrar a cidade para todo o Brasil e o mundo, também como uma forma de agradecimento”, conta a idealizadora do projeto Rozangela Allves.
"O contexto de saúde pública nacional exige gente repense nossas práticas, medidas de segurança, reinventando a rotina e precisando ainda mais de doações para que possamos garantir o atendimento de qualidade e segurança para as crianças e adolescentes institucionalizadas que permanecem 24h na instituição", destaca Rosane Pretto Terra, responsável pela Casa Lar.
Uma equipe com sete voluntários será responsável pela organização e estruturação do evento: a design Adriana Guimaraes, o tenor Evandro Martins, a psicóloga Flávia Bolognesi, o jornalista Flavio Prestes, o empresário Nieto Gonzalo Joaquim, a produtora musical Lislei Prado Martins, a jornalista Rozangela Allves e o delegado de Policia Civil Vladmir Medeiros.
Em caso de chuva a atração será adiada para o dia 26 de julho no mesmo horário. A transmissão será feita através dos canais oficiais do evento (redes sociais) e em canais parceiros que tenham interesse em fazer a transmissão simultânea.
SERVIÇO
1º Sino's Day
25 de julho de 2020
16 horas
Catedral de Pedra – Canela/RS
Redes Sociais:
Facebook: https://www.facebook.com/sinosday
Instagram: https://www.instagram.com/sinosday/
Doações para Casa Lar:
Banco Itaú
Agência 7775
Conta: 02480-0
Telefone para contato: (54) 99645-4803
A associação precisa de doação de vários itens tanto de primeira necessidade como estruturais.
Artigo, Gilberto Jasper - Isto é uma vergonha
- O autor é jornalista, Porto Alegre.
E-mail gilbertojasper@gmail.com
O termo da moda é “empatia”, cujo significado em poucas palavras seria “colocar-se no lugar do outro”. A tevê tem sido campeã na disseminação deste conceito, mas por ironia é o veículo que menos respeita o significado. Basta observar o noticiário majoritariamente calcado na pandemia.
A Rede Globo criou a moda da “empatia” com comerciais que beiram a pieguice típica de quem reprisa tarde e noite novelas água com açúcar. Fico meses sem assistir a um noticiário completo da emissora, seja ao meio-dia ou à noite. Prefiro os informativos locais que têm mais a ver com a nossa realidade.
Apesar disso, fico atento à abertura dos programas de notícias e a “escalada” – aquela abertura com as principais (?) manchetes – e as primeiras informações. Invariavelmente abre com “o Brasil chega rápido aos tantos mil mortos pelo coronavírus”. Ato seguinte são exibidas imagens de covas abertas (nunca se soube se foram ocupadas), UTIs com corpos inertes em macas (de preferência no chão) e depoimentos de parentes que perderam entes queridos ou não conseguiram atendimento.
Ao final de cada notícia me pergunto: será que o editor, responsável pela seleção do conteúdo, colocou-se no lugar dos parentes ou amigos das vítimas diante da imagem de uma sepultura repetida à exaustão? A hipocrisia beira o mau gosto e à total falta de sensibilidade para imaginar-se como órfão de alguém que se foi vitimado pela doença.
A guerra político-ideológica que tomou conta da cobertura de grande maioria da mídia desconsidera o consumidor final, aquele que espera informação em detrimento da enxurrada de opinião que permeia o noticiário. O conteúdo jornalístico é o que menos importa numa inversão impensável até pouco tempo.
Nestes mais de 40 anos atuei em jornais e rádios do interior, em assessoria de prefeitos, deputados estadual e federal, governadores, presidentes da Assembleia Legislativa e de presidente do Tribunal de Justiça. Jamais perdi de vista o compromisso de informar e, dependendo da função, opinar. Considero um respeito ao público, motivo da nossa função, independente de julgamento ou ideologia de quem recebe nosso conteúdo. A manipulação que assisto causa nojo e vergonha.
Lembro a luta histórica para escrever, falar e fotografar com total liberdade. Para que serviu todo este sacrifício? Para fazer da notícia mercadoria barata, venal e moeda de troca para liberação de verbas publicitárias, cachês milionários para palestras e outros favores inconfessáveis?
Parafraseando o saudoso Bóris Casoy... “isto é uma vergonha!”
E-mail gilbertojasper@gmail.com
O termo da moda é “empatia”, cujo significado em poucas palavras seria “colocar-se no lugar do outro”. A tevê tem sido campeã na disseminação deste conceito, mas por ironia é o veículo que menos respeita o significado. Basta observar o noticiário majoritariamente calcado na pandemia.
A Rede Globo criou a moda da “empatia” com comerciais que beiram a pieguice típica de quem reprisa tarde e noite novelas água com açúcar. Fico meses sem assistir a um noticiário completo da emissora, seja ao meio-dia ou à noite. Prefiro os informativos locais que têm mais a ver com a nossa realidade.
Apesar disso, fico atento à abertura dos programas de notícias e a “escalada” – aquela abertura com as principais (?) manchetes – e as primeiras informações. Invariavelmente abre com “o Brasil chega rápido aos tantos mil mortos pelo coronavírus”. Ato seguinte são exibidas imagens de covas abertas (nunca se soube se foram ocupadas), UTIs com corpos inertes em macas (de preferência no chão) e depoimentos de parentes que perderam entes queridos ou não conseguiram atendimento.
Ao final de cada notícia me pergunto: será que o editor, responsável pela seleção do conteúdo, colocou-se no lugar dos parentes ou amigos das vítimas diante da imagem de uma sepultura repetida à exaustão? A hipocrisia beira o mau gosto e à total falta de sensibilidade para imaginar-se como órfão de alguém que se foi vitimado pela doença.
A guerra político-ideológica que tomou conta da cobertura de grande maioria da mídia desconsidera o consumidor final, aquele que espera informação em detrimento da enxurrada de opinião que permeia o noticiário. O conteúdo jornalístico é o que menos importa numa inversão impensável até pouco tempo.
Nestes mais de 40 anos atuei em jornais e rádios do interior, em assessoria de prefeitos, deputados estadual e federal, governadores, presidentes da Assembleia Legislativa e de presidente do Tribunal de Justiça. Jamais perdi de vista o compromisso de informar e, dependendo da função, opinar. Considero um respeito ao público, motivo da nossa função, independente de julgamento ou ideologia de quem recebe nosso conteúdo. A manipulação que assisto causa nojo e vergonha.
Lembro a luta histórica para escrever, falar e fotografar com total liberdade. Para que serviu todo este sacrifício? Para fazer da notícia mercadoria barata, venal e moeda de troca para liberação de verbas publicitárias, cachês milionários para palestras e outros favores inconfessáveis?
Parafraseando o saudoso Bóris Casoy... “isto é uma vergonha!”
Bolsonaro diz que hidroxicloroquina deu certo com ele e com muito mais gente
O presidente Jair Bolsonaro publicou vídeo na noite desta 4ª feira (15.jul.2020) no qual diz estar se recuperando bem da covid-19. Ele foi diagnosticado com a doença em 7 de julho e está se tratando no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República.
De acordo com o mandatário, ele está fazendo tratamento com hidroxicloroquina, substância usada no combate à malária e ao lúpus cuja eficácia contra a covid-19 não é cientificamente comprovada.
“Fui medicado desde o inicio com a hidroxicloroquina. Uma recomendação médica para isso. Senti uma melhora no dia seguinte. Coincidência ou não, sabemos que não tem nenhuma comprovação cientifica, mas deu certo comigo. No mais, não existe nenhum medicamento hoje no mundo que tenha comprovação cientifica constatada. Então é uma situação de observação. Deu certo comigo, deu certo com muita gente“, afirmou o presidente.
Bolsonaro negou que esteja fazendo uma campanha pela substância. Nesta semana, o subprocurador do Ministério Público Lucas Rocha Furtado pediu que o TCU (Tribunal de Contas da União) obrigue o presidente a deixar de “propagandear o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina no trato da covid-19″.
“Muitos médicos dizem que a hidroxicloroquina funciona. Não tô fazendo nenhuma campanha para o medicamento, afinal de contas, o custo é baratíssimo. Talvez por causa disso que tem muitas pessoas contra. E outras, parece, que é por questões ideológicas. Eu recomendo que você procure o seu médico e converse com ele. O meu, no caso, 1 médico militar, foi recomendado a hidroxicloroquina e funcionou. Espero que nos próximos dias eu faça 1 novo exame e, se Deus quiser, dê tudo certo para a gente voltar logo“, disse Bolsonaro.
“O futuro vai dizer se esse remédio é eficaz ou não. Pra mim foi. Credito a ele. E, se foi, muita gente encaminhou o contrário. Gente com responsabilidade. Ninguém nunca disse que não haveria mortes. Sabíamos da potencialidade do vírus. Mas apareceu a hidroxicloroquina, a ivermectina. Mas não tô aqui para orientar ninguém a tomar esse ou aquele medicamento. Procure o seu médico desde o início dos sintomas“, finalizou o mandatário.
Os testes com a cloroquina e a hidroxicloroquina foram suspensos pela OMS (Organização Mundial da Saúde). A entidade desaconselha o uso da droga no tratamento para a covid-19.
De acordo com o mandatário, ele está fazendo tratamento com hidroxicloroquina, substância usada no combate à malária e ao lúpus cuja eficácia contra a covid-19 não é cientificamente comprovada.
“Fui medicado desde o inicio com a hidroxicloroquina. Uma recomendação médica para isso. Senti uma melhora no dia seguinte. Coincidência ou não, sabemos que não tem nenhuma comprovação cientifica, mas deu certo comigo. No mais, não existe nenhum medicamento hoje no mundo que tenha comprovação cientifica constatada. Então é uma situação de observação. Deu certo comigo, deu certo com muita gente“, afirmou o presidente.
Bolsonaro negou que esteja fazendo uma campanha pela substância. Nesta semana, o subprocurador do Ministério Público Lucas Rocha Furtado pediu que o TCU (Tribunal de Contas da União) obrigue o presidente a deixar de “propagandear o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina no trato da covid-19″.
“Muitos médicos dizem que a hidroxicloroquina funciona. Não tô fazendo nenhuma campanha para o medicamento, afinal de contas, o custo é baratíssimo. Talvez por causa disso que tem muitas pessoas contra. E outras, parece, que é por questões ideológicas. Eu recomendo que você procure o seu médico e converse com ele. O meu, no caso, 1 médico militar, foi recomendado a hidroxicloroquina e funcionou. Espero que nos próximos dias eu faça 1 novo exame e, se Deus quiser, dê tudo certo para a gente voltar logo“, disse Bolsonaro.
“O futuro vai dizer se esse remédio é eficaz ou não. Pra mim foi. Credito a ele. E, se foi, muita gente encaminhou o contrário. Gente com responsabilidade. Ninguém nunca disse que não haveria mortes. Sabíamos da potencialidade do vírus. Mas apareceu a hidroxicloroquina, a ivermectina. Mas não tô aqui para orientar ninguém a tomar esse ou aquele medicamento. Procure o seu médico desde o início dos sintomas“, finalizou o mandatário.
Os testes com a cloroquina e a hidroxicloroquina foram suspensos pela OMS (Organização Mundial da Saúde). A entidade desaconselha o uso da droga no tratamento para a covid-19.
Artigo. J.R. Guzzo,Gazeta do Povo - A responsabilidade do STF no "genocídio" que Gilmar apregoa
Ministro Gilmar Mendes disse que os militares são cúmplices do “genocídio” causado pela Covid-19 no Brasil porque ocupam os principais postos do Ministério da Saúde.| Foto: Rosinei Coutinho/STF
Já faz tempo que os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram, por unanimidade de votos, que nada do que dizem em público precisa fazer sentido. Por que não? Se as suas sentenças são fruto de um livre-pensar que dispensa a presença de vida inteligente, ou de algum tipo de compromisso com as leis do país, é apenas natural que também não se obriguem a seguir a lógica comum em suas declarações ao Brasil e ao mundo.
Na maioria das vezes, ninguém presta mais muita atenção às bulas expedidas pelos ministros – a não ser, eventualmente, algum psiquiatra que esteja envolvido na observação de comportamentos suspeitos nas áreas da ruptura com a realidade e da mania de grandeza. Mas a cada manifesto que lhes ocorre lançar sobre o bem e o mal, os integrantes do nosso Excelso Pretório contribuem para congestionar ainda mais o que Millôr Fernandes talvez chamasse de “Acervo Nacional das Declarações Cretinas”. Uma hora vai acabar faltando espaço.
O último surto ficou, mais uma vez, a cargo do ministro Gilmar Mendes. Num debate do Instituto Brasiliense de Direito Público, escola privada da qual ele próprio é um dos sócios, Gilmar acusou subitamente o Exército brasileiro de ser cúmplice do “genocídio” que estaria arrasando o Brasil com a Covid-19. Denunciou os cúmplices, mas não citou quem seriam os autores do crime; talvez vez seja mais uma inovação que o STF oferece ao direito penal brasileiro – o delito que só tem cúmplices.
O problema, em todo caso, não está aí. O ministro não diz que “genocídio” é esse – será que ele está falando da epidemia mundial que nos últimos seis meses atingiu quase 13 milhões de pessoas em todo o mundo e já causou cerca de 570.000 mortes? Parece que sim, mas não há nenhuma pista sobre a seguinte dúvida: por que diabo a Covid-19 está matando gente nos quatro cantos do planeta, mas só há genocídio no Brasil?
Ninguém sabe, também, o que o Exército brasileiro tem a ver com isso – ao contrário, está trabalhando todos os dias na ajuda ao combate da epidemia, com a ação de quase 35.000 homens. É muitíssimo mais, com certeza, de tudo o que os onze ministros do STF jamais farão, somados, em todas as suas vidas, para dar alguma contribuição prática nesta tragédia.
Pelo retrospecto da sua militância política atual, o ministro Gilmar parece estar jogando a culpa de tudo no presidente Jair Bolsonaro e em seu governo. É mais um mistério: se alguém tem de ser acusado de “genocídio” pelas 72.000 mortes que a epidemia causou até agora no Brasil, seriam os 27 governadores de estado e os 5.500 prefeitos brasileiros a quem o próprio STF, que hoje é quem decide tudo neste país, da nomeação de chefes de polícia à aplicação da cloroquina, entregou a exclusividade do combate à epidemia. O governo federal ficou expressamente proibido de tomar decisões no combate à Covid; como poderia, então, ser responsável pelo desastre? Mais responsável é o próprio STF, já que foi ele quem teve a ideia de entregar tudo à “autoridades locais”.
O ministro Gilmar se declarou inconformado com o fato de não haver um ministro da Saúde efetivo há mais de 50 dias; pelo jeito, ele parece achar que o problema do Brasil é a falta de ministro, e não a presença do vírus. É essa, então, a causa do “genocídio”? Não tem pé nem cabeça. Desde quando o fato de haver ou não um ministro da Saúde, ou de qualquer outra coisa, tem alguma relação com o que acontece de bom ou de ruim na sua área de ação?
Mas nada precisa ter pé nem cabeça quando algum dos onze ministros desse STF que está aí abre a boca para dizer ou decidir alguma coisa. Estão numa “trip”, como se diz. Vão continuar assim, com as suas lagostas, as suas licenças-prêmio e a sua compulsão em declarar inconstitucional tudo o que possa prejudicar o seu bolso. Fica a cargo de cada um estabelecer que grau de imparcialidade alguém pode esperar dessa gente."
Já faz tempo que os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram, por unanimidade de votos, que nada do que dizem em público precisa fazer sentido. Por que não? Se as suas sentenças são fruto de um livre-pensar que dispensa a presença de vida inteligente, ou de algum tipo de compromisso com as leis do país, é apenas natural que também não se obriguem a seguir a lógica comum em suas declarações ao Brasil e ao mundo.
Na maioria das vezes, ninguém presta mais muita atenção às bulas expedidas pelos ministros – a não ser, eventualmente, algum psiquiatra que esteja envolvido na observação de comportamentos suspeitos nas áreas da ruptura com a realidade e da mania de grandeza. Mas a cada manifesto que lhes ocorre lançar sobre o bem e o mal, os integrantes do nosso Excelso Pretório contribuem para congestionar ainda mais o que Millôr Fernandes talvez chamasse de “Acervo Nacional das Declarações Cretinas”. Uma hora vai acabar faltando espaço.
O último surto ficou, mais uma vez, a cargo do ministro Gilmar Mendes. Num debate do Instituto Brasiliense de Direito Público, escola privada da qual ele próprio é um dos sócios, Gilmar acusou subitamente o Exército brasileiro de ser cúmplice do “genocídio” que estaria arrasando o Brasil com a Covid-19. Denunciou os cúmplices, mas não citou quem seriam os autores do crime; talvez vez seja mais uma inovação que o STF oferece ao direito penal brasileiro – o delito que só tem cúmplices.
O problema, em todo caso, não está aí. O ministro não diz que “genocídio” é esse – será que ele está falando da epidemia mundial que nos últimos seis meses atingiu quase 13 milhões de pessoas em todo o mundo e já causou cerca de 570.000 mortes? Parece que sim, mas não há nenhuma pista sobre a seguinte dúvida: por que diabo a Covid-19 está matando gente nos quatro cantos do planeta, mas só há genocídio no Brasil?
Ninguém sabe, também, o que o Exército brasileiro tem a ver com isso – ao contrário, está trabalhando todos os dias na ajuda ao combate da epidemia, com a ação de quase 35.000 homens. É muitíssimo mais, com certeza, de tudo o que os onze ministros do STF jamais farão, somados, em todas as suas vidas, para dar alguma contribuição prática nesta tragédia.
Pelo retrospecto da sua militância política atual, o ministro Gilmar parece estar jogando a culpa de tudo no presidente Jair Bolsonaro e em seu governo. É mais um mistério: se alguém tem de ser acusado de “genocídio” pelas 72.000 mortes que a epidemia causou até agora no Brasil, seriam os 27 governadores de estado e os 5.500 prefeitos brasileiros a quem o próprio STF, que hoje é quem decide tudo neste país, da nomeação de chefes de polícia à aplicação da cloroquina, entregou a exclusividade do combate à epidemia. O governo federal ficou expressamente proibido de tomar decisões no combate à Covid; como poderia, então, ser responsável pelo desastre? Mais responsável é o próprio STF, já que foi ele quem teve a ideia de entregar tudo à “autoridades locais”.
O ministro Gilmar se declarou inconformado com o fato de não haver um ministro da Saúde efetivo há mais de 50 dias; pelo jeito, ele parece achar que o problema do Brasil é a falta de ministro, e não a presença do vírus. É essa, então, a causa do “genocídio”? Não tem pé nem cabeça. Desde quando o fato de haver ou não um ministro da Saúde, ou de qualquer outra coisa, tem alguma relação com o que acontece de bom ou de ruim na sua área de ação?
Mas nada precisa ter pé nem cabeça quando algum dos onze ministros desse STF que está aí abre a boca para dizer ou decidir alguma coisa. Estão numa “trip”, como se diz. Vão continuar assim, com as suas lagostas, as suas licenças-prêmio e a sua compulsão em declarar inconstitucional tudo o que possa prejudicar o seu bolso. Fica a cargo de cada um estabelecer que grau de imparcialidade alguém pode esperar dessa gente."
Pequenos negócios apresentam sinais de lenta reação diante da pandemia, diz pesquisa do Sebrae
Levantamento, realizado em parceria com a FGV, mostra também que apesar do aumento no número de empresas que conseguiram crédito, ritmo de liberação de empréstimos não acompanha crescente demanda.
Após período crítico para manter os negócios em funcionamento, as micro e pequenas empresas brasileiras apresentaram sinais de pequena reação diante dos impactos da pandemia. Levantamento feito pelo Sebrae, em parceria com a FGV, entre os dias 25 e 30 de junho, constatou uma leve e gradual recuperação, com uma redução na queda média mensal do faturamento dos pequenos negócios. Enquanto na primeira semana de abril, a perda média do faturamento chegou a 70%, no último levantamento esse percentual caiu para 51%. Apesar dessa pequena evolução, a pesquisa mostra também que a concessão de crédito para as pequenas empresas ainda não tem acompanhado o aumento significativo da procura desses negócios por empréstimos.
Os dados fazem parte da 5ª edição da Pesquisa “O impacto da pandemia de coronavírus nos pequenos negócios”, que teve a participação de 6.470 participantes entre Microempreendedores Individuais (MEI), Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. O levantamento aponta que desde o início da pandemia, 800 mil empresas conseguiram estancar a queda no faturamento. A proporção de pequenos negócios com redução no faturamento caiu de 89% para 84%, desde março, quando foi feita a primeira edição da pesquisa. Essa recuperação, entretanto, não é igual para todos os segmentos. Alguns setores como o agronegócio, indústria alimentícia e pet shop/veterinária apresentam maior capacidade de retomada, ao contrário de setores mais diretamente afetados, como turismo e economia criativa.
“O estancamento na queda de faturamento sinaliza um tímido movimento de recuperação. Mas ainda estamos longe de vencer a crise. E sem o destravamento do dinheiro disponível nos bancos, essa retomada será extremamente lenta ou até fatal para os pequenos negócios, pois a reabertura implica em gastos e não necessariamente em demanda de clientes”, ressalta o presidente do Sebrae, Carlos Melles.
O levantamento do Sebrae também mostrou que 30% das empresas voltaram a funcionar desde o início da crise, adaptando-se ao novo cenário, intensificando a transformação digital dos negócios com o aumento das vendas online. Em dois meses, 12% das empresas fizeram a adaptação do modelo de negócio para o formato digital. Ao mesmo tempo em que houve um aumento de 37% para 44% das empresas que estão utilizando ferramentas digitais para se manterem em funcionamento, houve uma redução de 39% para 23% das empresas que afirmam que só podem funcionar presencialmente.
De uma forma geral, a pesquisa também mostra que houve uma redução na restrição de circulação de pessoas no período analisado, com queda de 63% para 54% nas medidas de quarentena (fechamento parcial) e lockdown (fechamento total). Por outro lado, observa-se que as regiões em que o nível de isolamento era menor, como Sul e Centro-Oeste, caminham agora em sentido contrário ao movimento nacional e tiveram que aumentar as medidas de isolamento. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a restrição subiu de 38% para 72% nos últimos 30 dias.
Crédito
A 5ª edição da pesquisa do Sebrae mostra que houve, novamente, um aumento na proporção de empresas que conseguiram empréstimo, porém em um ritmo aquém do esperado (de 16% para 18%). Na contramão, o número de empresas que buscou empréstimos aumentou consideravelmente, principalmente entre as MPE. Entre a 4ª e a 5ª edição da pesquisa, o percentual de empreendedores que buscaram crédito saiu de 39% para 46%. Entre os principais motivos para a recusa dos bancos está a negativação; sendo o CPF com restrição a principal razão pela não obtenção de crédito entre os MEI e a negativação no CADIN/Serasa, no caso das ME e EPP.
Confira abaixo outros dados da pesquisa
• O número médio de pessoas ocupadas nas empresas manteve-se (3,4) com redução (12% para 10%) na proporção de empresas que demitiram. O número médio de funcionários demitidos pelas empresas manteve-se (2,5).
• Cresceu (39% para 46%) a proporção de empresas que buscaram empréstimo. Já o crescimento da proporção de empresas que tiveram sucesso no pedido foi pequeno (16% para 18%).
• Houve uma Redução (63% para 54%) nas restrições de circulação de pessoas. No entanto, nas regiões onde essa restrição era menor no mês passado (Centro-Oeste e Sul), observa-se agora um aumento nas medidas de isolamento social.
• Foi verificado um aumento (45% para 59%) na proporção de empresas que mudaram sua forma de funcionar, e uma redução (43% para 29%) na proporção de empresas que haviam interrompido o funcionamento temporariamente.
• Cresceu (37% para 44%) a proporção de empresas que estão fazendo uso de ferramentas digitais para poder funcionar.
• Caiu (39% para 23%) a proporção de empresas que afirmam que só podem operar presencialmente
Após período crítico para manter os negócios em funcionamento, as micro e pequenas empresas brasileiras apresentaram sinais de pequena reação diante dos impactos da pandemia. Levantamento feito pelo Sebrae, em parceria com a FGV, entre os dias 25 e 30 de junho, constatou uma leve e gradual recuperação, com uma redução na queda média mensal do faturamento dos pequenos negócios. Enquanto na primeira semana de abril, a perda média do faturamento chegou a 70%, no último levantamento esse percentual caiu para 51%. Apesar dessa pequena evolução, a pesquisa mostra também que a concessão de crédito para as pequenas empresas ainda não tem acompanhado o aumento significativo da procura desses negócios por empréstimos.
Os dados fazem parte da 5ª edição da Pesquisa “O impacto da pandemia de coronavírus nos pequenos negócios”, que teve a participação de 6.470 participantes entre Microempreendedores Individuais (MEI), Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. O levantamento aponta que desde o início da pandemia, 800 mil empresas conseguiram estancar a queda no faturamento. A proporção de pequenos negócios com redução no faturamento caiu de 89% para 84%, desde março, quando foi feita a primeira edição da pesquisa. Essa recuperação, entretanto, não é igual para todos os segmentos. Alguns setores como o agronegócio, indústria alimentícia e pet shop/veterinária apresentam maior capacidade de retomada, ao contrário de setores mais diretamente afetados, como turismo e economia criativa.
“O estancamento na queda de faturamento sinaliza um tímido movimento de recuperação. Mas ainda estamos longe de vencer a crise. E sem o destravamento do dinheiro disponível nos bancos, essa retomada será extremamente lenta ou até fatal para os pequenos negócios, pois a reabertura implica em gastos e não necessariamente em demanda de clientes”, ressalta o presidente do Sebrae, Carlos Melles.
O levantamento do Sebrae também mostrou que 30% das empresas voltaram a funcionar desde o início da crise, adaptando-se ao novo cenário, intensificando a transformação digital dos negócios com o aumento das vendas online. Em dois meses, 12% das empresas fizeram a adaptação do modelo de negócio para o formato digital. Ao mesmo tempo em que houve um aumento de 37% para 44% das empresas que estão utilizando ferramentas digitais para se manterem em funcionamento, houve uma redução de 39% para 23% das empresas que afirmam que só podem funcionar presencialmente.
De uma forma geral, a pesquisa também mostra que houve uma redução na restrição de circulação de pessoas no período analisado, com queda de 63% para 54% nas medidas de quarentena (fechamento parcial) e lockdown (fechamento total). Por outro lado, observa-se que as regiões em que o nível de isolamento era menor, como Sul e Centro-Oeste, caminham agora em sentido contrário ao movimento nacional e tiveram que aumentar as medidas de isolamento. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a restrição subiu de 38% para 72% nos últimos 30 dias.
Crédito
A 5ª edição da pesquisa do Sebrae mostra que houve, novamente, um aumento na proporção de empresas que conseguiram empréstimo, porém em um ritmo aquém do esperado (de 16% para 18%). Na contramão, o número de empresas que buscou empréstimos aumentou consideravelmente, principalmente entre as MPE. Entre a 4ª e a 5ª edição da pesquisa, o percentual de empreendedores que buscaram crédito saiu de 39% para 46%. Entre os principais motivos para a recusa dos bancos está a negativação; sendo o CPF com restrição a principal razão pela não obtenção de crédito entre os MEI e a negativação no CADIN/Serasa, no caso das ME e EPP.
Confira abaixo outros dados da pesquisa
• O número médio de pessoas ocupadas nas empresas manteve-se (3,4) com redução (12% para 10%) na proporção de empresas que demitiram. O número médio de funcionários demitidos pelas empresas manteve-se (2,5).
• Cresceu (39% para 46%) a proporção de empresas que buscaram empréstimo. Já o crescimento da proporção de empresas que tiveram sucesso no pedido foi pequeno (16% para 18%).
• Houve uma Redução (63% para 54%) nas restrições de circulação de pessoas. No entanto, nas regiões onde essa restrição era menor no mês passado (Centro-Oeste e Sul), observa-se agora um aumento nas medidas de isolamento social.
• Foi verificado um aumento (45% para 59%) na proporção de empresas que mudaram sua forma de funcionar, e uma redução (43% para 29%) na proporção de empresas que haviam interrompido o funcionamento temporariamente.
• Cresceu (37% para 44%) a proporção de empresas que estão fazendo uso de ferramentas digitais para poder funcionar.
• Caiu (39% para 23%) a proporção de empresas que afirmam que só podem operar presencialmente
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