Artigo, Orestes de Andrade Jr. - Uma nova e radical Câmara de Vereadores

- Jornalista.

A nova composição da Câmara de Vereadores se radicalizou, à esquerda e à direita. O centrão perdeu espaço, com exceção do PSDB. À primeira vista, as análises enalteceram as façanhas do PSOL, que teve três dos cinco vereadores mais votados. Alguns comentaristas chegaram a dizer que o crescimento das bancadas de esquerda poderia representar uma reconciliação da Capital com seu passado vermelho. Não é bem assim!

 

O mapa dos 36 vereadores eleitos mostra que os partidos de esquerda (PSOL, PT, PCdoB, PDT e PSB) ficaram com 13 cadeiras, só uma a mais do que na legislatura anterior. Os partidos de centro elegeram 19 vereadores, ante 23 na última eleição. Mas os partidos de direita, que tinham só uma cadeira na última composição do Legislativo, conquistaram quatro assentos. Além do Novo, que ganhou mais uma vaga, PRTB e PSL farão sua estreia na Câmara. Os números, portanto, comprovam um avanço maior da direita, um recuo do centro e um pequeno crescimento da esquerda.

 

Olhando o perfil dos vereadores eleitos para a Câmara, renovada em 44% dos seus ocupantes, notamos uma radicalização evidente. Isso porque PDT, PSB e Rede perderam espaço para o PSOL, que dobrou a sua bancada com grandes votações, e para o PCdoB. Os novos eleitos inclusive têm histórico de invasão do Legislativo. Perto deles, os atuais psolistas Roberto Robaina (reeleito) e Alex Fraga (não reeleito) são moderados. O PCdoB elegeu dois vereadores combativos e o PT ungiu um sindicalista extremista (Jonas Reis, do Simpa) na sua bancada de quatro cadeiras mantidas desde o último pleito.

 

Pela direita, além de Mariana Pimentel, pelo Novo, dois vereadores bolsonaristas conseguiram se eleger (Fernanda Barth e Alexandre Bobadra). Felipe Camozzato aumentou sua votação na carona do deputado federal Marcel Van Hatten. Olhando só para estes dois polos, é possível prever que os debates na Câmara a partir de 2021 serão muito mais ideológicos. A grenalização política certamente estará presente todos os dias no plenário. 

 

Ainda entre as novidades, a participação recorde de mulheres (11) e negros (5) na nova Câmara. Em geral, teve sucesso quem estava vinculado a causas e bandeiras específicas ou candidatos com posições ideológicas muito claras. A maioria que ficou em cima do muro foi abatida. Também ocorreu uma fragmentação política e um encolhimento das siglas tradicionais. Serão 18 partidos representados, ao invés dos 16 atuais. 

 

O centrão formado por MDB, PP, PTB E DEM fracassou. Deixou escapar 40% das suas cadeiras. O PP perdeu metade das suas quatro vagas. A exceção foi o PSDB, que mesmo não colocando o prefeito Nelson Marchezan Júnior no segundo turno, saltou de uma para quatro cadeiras. Será o novo comandante dos partidos ao centro, com uma clara inclinação à direita. 

 

Outra dualidade será entre vereadores novos e veteranos. Os experientes são Cezar Schirmer, Idenir Cecchim, Pedro Ruas, Mônica Leal, Lourdes Spengler, Airto Ferronato e Cassiá Carpes, que terão de conviver com colegas com menos ou pouco mais de 30 anos – Laura Sito, Matheus Gomes, Karen Santos, Felipe Camozzato, Bruna Rodrigues, Mariana Pimentel e Ramiro Rosário. Haverá, sem dúvida, um confronto de gerações. Nesse clima tenso e radicalizado, a tendência é de muitas discussões ideológicas e menos debates sobre as pautas de interesse da cidade.

Artigo, Astor Wartchow - A voz de quem?

Advogado

Por reivindicação da Advocacia Geral da União (AGU),  o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que as emissoras de rádio voltem a transmitir o programa radiofônico oficial “A Voz do Brasil” em seu horário nobre. Desde 2006, as emissoras tinham uma decisão jurídica provisória que lhes permitia a flexibilização do horário de transmissão. 

“A Voz do Brasil” é um abuso aos direitos de cidadãos e empresas e um constrangimento autoritário ao constante e livre fluxo de informações. A desculpa estatal para sua existência e operacionalidade seria o fato de que em regiões longínquas desse imenso Brasil muitas pessoas não teriam outra opção radiofônica. Trata-se de um argumento antigo, medíocre e ridículo! 

Antes de prosseguirmos, um registro histórico para os mais jovens, principalmente aqueles que não se ligam muito em rádio, e que ficam mais “ligados e antenados” em meios digitais.

“A Voz do Brasil” faz parte da história da radiodifusão brasileira. É o programa de rádio mais antigo do Brasil. Está, inclusive, no  Guiness Book, o livro dos recordes mundiais. 

Surgiu em 1935. Inicialmente se chamava “Programa Nacional". Depois, passou a se chamar de “A Hora do Brasil”. Em 1971, durante o mandato do presidente Emílio Garrastazu Médici (1905-1985), é trocado o nome para "A Voz do Brasil", mantido até hoje.

O presidente Getúlio Vargas (1882-1954) criou o programa com o objetivo de levar informações do Poder Executivo à população. Obviamente, de modo a favorecer seu próprio governo. 

Atualmente, a Câmara dos Deputados, o Senado Federal e o Poder Judiciário também têm sua cota parte no tempo de apresentação do noticiário. 

Vamos ser objetivos: trata-se de um monstrengo, um dinossauro esquecido pelos governantes e por nossos deputados, que deveriam ter revogado essa legislação e obrigação. É um programa que tem “zero” de audiência! 

Ademais, trata-se de um abuso que prejudica as empresas de radiodifusão e os anunciantes. Também prejudica os cidadãos e ouvintes sempre desejosos de informações atuais e programas alternativos ao gosto de cada um. 

Considerando o horário obrigatório de sua difusão, o abuso é ainda mais grave haja vista que é um horário nobre, momento em que as pessoas estão em casa, ou a caminho, e gostariam de usufruir uma hora de rádio ao seu gosto pessoal. Desde sempre, e muito mais nos últimas décadas, a informação diversificada se constitui em direito fundamental da pessoa.  

Essa uma hora de programação oficial obrigatória é um monumento de desrespeito aos cidadãos. Viola vários direitos de pessoas e empresas. O direito a livre informação, o direito de empresas fazer propaganda e anunciar seus produtos. 

É um absurdo que também tira uma hora de oportunidade de trabalho de milhares de profissionais do rádio, da publicidade e dos empresários da radiodifusão brasileira.

Como é evidente o conflito e o prejuízo dos cidadãos e das empresas, à luz dos direitos fundamentais e constitucionais, é uma pena que o Supremo Tribunal Federal não tenha aproveitado a ocasião para acabar com essa “coisa”! 


Carta-compromisso

 Levamos  nossas  propostas  ao  povo  de  Porto  Alegre  com  a certeza  de  sermos  a  melhor  opção  para  governar  a  cidade.  Continuamos com os mesmos sonhos, nas mesmas buscas, com o compromisso de levar adiante nosso projeto. Assim, o Partido Democrático Trabalhista, através da deliberação de seus representantes, tendo em vista a disputa de segundo turno nas eleições municipais, vem tornar público seu apoio programático à candidatura de Manuela D’Ávila, mediante os seguintes compromissos.

Dar   cumprimento   à   lei   da   Escola   de   Tempo   Integral, implementando CIEP’S, nos moldes de Leonel Brizola.

Revogar  as  alterações  na  lei  do  plano  de  carreira  dos servidores públicos realizadas no atual Governo.

Zerar o déficit de vagas na educação infantil.

Implementar a creche noturna para a mãe trabalhadora.

Retomar a hora atividade para planejamento e estudo dos professores da Rede Municipal.

Não  privatização  das  empresas  Procempa,  Carris,  Dmae  e DEP.

Manter a gestão pública do Mercado Público.

Fortalecer  o  SUS,  com  foco  no  combate  à  pandemia,  e retomar o programa de Saúde da Família.

Ampliar os postos de saúde com atendimento até as 22h.

Dar  fim  ao  desabastecimento  de  água  em  Porto  Alegre, como nas localidadesda Lomba do Pinheiro e Morro Santana.

Política permanente de regularização fundiária e produção habitacional.

Implementar o Plano de Desenvolvimento Municipal para geração de emprego e renda na cidade.

O  Partido  Democrático  Trabalhista  tem  compromisso  com  o desenvolvimento nacional, com a geração de emprego e renda, com o povo trabalhador,  com  as  mulheres,  jovens  e,  fundamentalmente,  com  as crianças. Importante ressaltar que este apoio se funda, pura e simplesmente, em ideais programáticos e no antibolsonarismo, no combate ao ódio e ao rancor. Neste sentido, ainda que com diferenças, a candidatura de Manuela D'Ávila é aquela que mais se assemelha ao nosso projeto."



Artigo, Renato Sant'Ana - Turbulento sistema de votação

Sob o título "Nosso nebuloso sistema de votação", esta coluna advertiu, dias atrás, para a fragilidade (eufemismo) de um sistema baseado na "urna eletrônica", que nem urna é, mas um compilador de dados.

Aí, no dia da votação, estourou a bomba: hackers tinham invadido os "computadores" do Superior Tribunal Eleitoral (TSE).

Apesar disso, o pessoal da Justiça Eleitoral segue mantendo o surrado discurso da "total segurança da urna eletrônica".

Outra advertência foi para a possibilidade de alguém votar em nome dos que não comparecem no dia da votação.

O voto é virtual (não deixa vestígios e impede a recontagem); é grande o número de eleitores que não comparece; e é possível, aos mesários, ter certo controle sobre quem não vai comparecer.

Mas também nesse ponto a Justiça Eleitoral não reconhece o problema.

Oxalá, só existam mesários honestos...

Agora, como saber se, além de causar tumulto, os hackers não alteraram a votação em favor de candidatos de seu interesse ideológico?

E quem pode assegurar que ninguém tirou proveito das abstenções?

Não se trata de pôr sob suspeita os resultados do último dia 15, mas de examinar em abstrato a questão.

Fato é que ninguém dispõe de dados objetivos para afirmar se há ou não fraude, já que é impossível a recontagem dos votos, o que impede a existência de contraprova, tornando obscuro o processo.

Mas resta muito o que fazer. E não há por que pecar por omissão.

Onde houver 2º turno, é vital que os partidos organizem a mais rigorosa fiscalização, o que concorre para a transparência do pleito.

E o eleitor de boa vontade terá que reflexionar!

Por mais que não tenha tal intenção, quem não aparece para votar acaba somando para ampliar as condições favoráveis a fraude.

Para finalizar, meditemos no que adverte Edmund Burke:

"Para que o mal triunfe basta que os bons fiquem de braços cruzados."

 

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo. 

E-mail sentinela.rs@uol.com.br

Parrilla Tierra Del Fuego

 Acaba de inaugurar no Boulevard Laçador a Parrilla Tierra Del Fuego, casa especializada em assados dos tipos uruguaio e argentino, e que inova ao apresentar em seu menu opções vegetarianas. O restaurante surgiu na cidade de Camaquã, onde durante cinco anos manteve o ponto que agora estreia na Capital. Criado a partir do hábito da família Terres Oliveira de receber os amigos ao redor do fogo para fazer assados, o restaurante tem como missão servir os clientes da mesma forma, em uma atmosfera aconchegante e acolhedora.


Em seu cardápio, a parrillaria oferece cortes bovinos, de frango, porco e cordeiro, das qualidades Angus e Devon, todos assados em brasa. Além das carnes, o restaurante apresenta uma grande variedade de entradas e acompanhamentos, como linguiças, queijos, pães e saladas. E para atender a demanda do público que não come carne, a Parrilla Tierra Del Fuego apresenta a parrilla vegana, opção composta por diversos vegetais e cogumelos grelhados e defumado na brasa, que mantém assim a característica do restaurante. O menu também conta com opção especial para crianças, além de uma ampla carta de sobremesas, bebidas, drinks, cervejas, destilados e vinhos.



Ambiente acolhedor


Em um ambiente de 410m², o restaurante mantém o conceito originário da sua unidade localizada em Camaquã: um espaço rústico, acolhedor e aconchegante. Os clientes são recepcionados por uma lareira que estará sempre acesa e pela parrilla, construídas em tijolos vermelhos de demolição, em um espaço de decoração em concreto aparente, detalhes em ferro e com mesas e cadeiras de madeira de sinamomo forradas em rendas de palha natural. Os assentos são distribuídos em dois grandes salões, que ficam em torno da parrilla e ao ar livre, no espaço externo do restaurante. Durante a refeição, os clientes poderão apreciar o trabalho dos mestres parrilleiros, que estarão constantemente preparando os assados e alimentando o fogo a lenha, garantindo a calidez do local.


 

Em 2019, o restaurante foi convidado pela Associação Brasileira de Criadores de Devon (ABCD) para participar da Expointer, assumindo o comando do restaurante montado no espaço da entidade. Na ocasião, a Parrilla teve a honra de receber,juntamente com a ABCD, a certificação da qualidade e de origem da carne Devon no Rio Grande do Sul. “Com o incentivo vindo da participação na Expointer, percebemos a potencialidade da nossa marca e que poderíamos explorar um público maior. Por isso, resolvemos transferir nosso restaurante para Porto Alegre, e encontramos no Boulevard Laçador o ambiente que melhor comportava as características da nossa casa” afirma Michele Terres Oliveira, proprietária do restaurante.


A Parrilla Tierra Del Fuego inaugura seguindo todas as normas de segurança e saúde decretadas pela OMS. O restaurante também apresenta serviço de delivery por aplicativo de entrega.


Vereadores eleitos

 Karen Santos (PSol/15.702 votos)

• Pedro Ruas (PSol/14.478) 

• Felipe Camozzato (Novo/14.279)

• Comandante Nádia (DEM/11.172)

• Matheus Gomes (PSol/9.869)

• José Freitas (Republicanos/5.929)

• Alvoni Medina (Republicanos/5.720)

• Leonel Radde (PT/5.611)

• Mauro Zacher (PDT/5.520)

• Laura Sito (PT/5.390)

• Bruna Rodrigues (PCdoB/5.366)

• Tanise Sabino (PTB/5.205)

• Jonas Reis (PT/5.133)

• Roberto Robaina (PSol/5.105)

• Kaká D'Ávila (PSDB/5.101)

• Mauro Pinheiro (PL/4.947)

• Fernanda Barth (PRTB/4.909)

• Moisés Barboza (PSDB/4.703)

• Alexandre Bobadra (PSL/4.703)

• Aldacir Oliboni (PT/4.612)

• Ramiro Rosário (PSDB/4.471)

• Mônica Leal (PP/4.140)

• Cláudia Araújo (PSD/4.071)

• Márcio Bins Ely (PDT/4.002)

• Jesse Sangalli (Cidadania/3.814)

• Daiana Santos (PCdoB/3.715)

• Airto Ferronato (PSB/3.684)

• Mariana Pimentel (Novo/3.637)

• Cássia Carpes (PP/3.492)

• Cezar Schirmer (MDB/3.484)

• Giovane Byl (PTB/3.440)

• Gilson Padeiro (PSDB/3.404)

• Hamilton Sossmeier (PTB/3.299)

• Idenir Cecchim (MDB/3.110)

• Lourdes Sprenger (MDB/2.522)

• Claudio Janta (Solidariedade/2.394)

Dicas para comprar bem no Black Friday

A temporada deste ano da Black Friday, que acontece no dia 27, focará tudo em promoções. O Procon Porto Alegre elaborou algumas recomendações para adquirir produtos com segurança.


A primeira dica é pesquisar em diferentes sites e observar as variações para fazer a escolha certa. Acompanhar os preços com antecedência é fundamental para evitar as gastos por impulso e fazer uma compra efetivamente vantajosa. Para evitar o endividamento, é importante que o consumidor saiba o quanto pode gastar nesta data, considerando os gastos com as festas do final do ano. É importante que haja um planejamento financeiro.


Para realizar as compras pela internet, muitos bancos oferecem a opção de criar um cartão de crédito virtual por aplicativo. Assim, é possível utilizá-lo para uma única compra, sem necessidade de cadastrar os dados do seu cartão físico. Esta ferramenta possibilita uma segurança maior em relação aos dados do consumidor.


Confira outras dicas:


Fique atento ao frete - É importante sempre olhar o valor do frete, as opções de modalidade de entrega/retirada do produto, assim como os prazos, para saber se o recebimento ocorrerá dentro do período que atenda às necessidades. 


Cuidado com anúncios fraudulentos – O consumidor deve ter cuidado redobrado nas promoções recebidas por e-mail, SMS, Whatsapp e nas publicidades realizadas nas redes sociais. É comum que hackers se aproveitem da desatenção ou inexperiência do consumidor e apliquem golpes, criando acessos por links que encaminham o consumidor para páginas falsas. Nesse caso, o hacker fica com o seu dinheiro e você sem o produto. Desconfie de promoções muito vantajosas que correspondam a um valor irrisório em comparação às demais lojas que vendem o mesmo produto.


Atenção aos domínios dos sites – Busque sempre digitar no navegador o site desejado para acessar com maior segurança. Verifique se a loja é confiável e se tem um site com ambiente seguro para compras. Dê preferência para aqueles que apresentam o ícone de um cadeado na barra de endereços. 


Troca de produto – Compras não presenciais garantem ao consumidor o direito de devolução da mercadoria, que deve ser realizada no prazo de até sete dias da data do seu recebimento. Já nas compras presenciais, a regra é outra. Quando o consumidor tem a possibilidade de analisar o produto, a obrigação e troca é restrita aos casos de defeito. Nos demais casos dependerá da política de troca da loja. Sempre pergunte antes de fazer a compra se é possível realizar a troca e qual o prazo. Peça que essa informação seja registrada na nota fiscal ou em cupom de troca afixado no produto. Em qualquer caso, guarde sempre a nota fiscal.