Nota da CNM sobre vacinação

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) e as entidades estaduais de Municípios signatárias da presente nota vêm requerer ao governo federal que providencie a contratação de todas as vacinas reconhecidas como eficazes e seguras contra a Covid-19 e assuma a responsabilidade pela distribuição para todas as unidades da Federação de forma urgente e equânime, sob coordenação do Ministério da Saúde e via Programa Nacional de Imunização (PNI). 

A União tem por dever legal "coordenar e participar na execução das ações de vigilância epidemiológica", conforme estabelecido no art. 16 da Lei 8.080/1990. Nesse sentido, o Programa Nacional de Imunização há décadas vem sendo responsável pela erradicação de doenças graves, apresentando uma experiência consolidada na realização de campanhas de vacinação. Causa-nos preocupação, portanto, a ausência de um plano nacional em todas as suas dimensões que possibilite a organização dos governos estaduais e locais para o atendimento, considerando ainda a troca de governantes em boa parte dos Municípios brasileiros. 

O Sistema Único de Saúde (SUS), suas respectivas ações e serviços constituem uma política de estado que tem como princípio fundante o acesso universal e igualitário para promoção, proteção e recuperação da saúde. 

Assim, a ação de vacinação contra a Covid-19 no âmbito do SUS deve estar focada na homogeneidade da cobertura vacinal, sob pena de risco ao sucesso da campanha nos patamares de cobertura necessários à retomada da vida cotidiana que tanto a sociedade brasileira aguarda. 

Além de eficaz, a homogeneidade na cobertura irá conferir efetividade ao princípio da dignidade da pessoa humana, afinal, independentemente do estado-membro de residência, todo brasileiro deve ter sua dignidade e seu direito à vida respeitados e colocados em primeiro lugar pelas autoridades. 

O movimento municipalista brasileiro exige que o governo federal assuma de uma vez por todas sua responsabilidade prevista na legislação, adquirindo, programando e distribuindo insumos e vacinas necessários para o atendimento equânime de toda a população brasileira, evitando, desta forma, o acirramento do conflito federativo . 

Brasília, 08 de dezembro de 2020. 

Glademir Aroldi 

Presidente da CNM 


Pazzuelo e governadores

 Estiveram presencialmente na reunião os governadores Wellington Dias (PT-PI), Paulo Câmara (PSB-PE), Gladson Cameli (PP-AC), Helder Barbalho (MDB-PA), Fátima Bezerra (PT-RN) e Ronaldo Caiado (DEM-GO). Os demais participaram por videoconferência.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse, hoje, que o registro de uma vacina pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deve demorar 60 dias para ser efetivado. A declaração foi feita em reunião com governadores que pediam estratégia unificada do governo, cronograma célere de imunização e ampliação da lista de prováveis vacinas.O ministro disse na reunião que o governo espera ter mais de 300 milhões de doses de imunizantes em 2021. Detalhou: serão 100 milhões importadas da AstraZeneca, 160 milhões produzidas pela Fiocruz e 42 milhões advindas do consórcio Covax Facility.

O ministro e o governador João Doria bateram boca, porque Doria reclamou que a CoronaVac foi esquecida na lista. Pazuello respondeu que a vacina do Butantan “não é do Estado de São Paulo, é do Butantan”. E disse: “Não sei por que o senhor fala tanto como se fosse do Estado“. O ministro declarou que “havendo demanda e preço, todas as condições serão alvo” da compra do governo.

O que disse Pazzuelo:

- AstraZeneca e Oxford estão concluindo a fase 3. Algumas etapas da fase 3 serão concluídas para, aí sim, submeter à Anvisa para registro. Qual é a previsão? Até o final de dezembro. Se as etapas da agência reguladora forem concluídas sem problemas, o Brasil deverá “ter o registro definitivo da AstraZeneca no final de fevereiro. 

Nesta 3ª feira, 08 de dezembro, acontece a divulgação dos vencedores do Prêmio Press 2020.

Ao contrário dos 20 anos anteriores, em que uma grande festa para mais de 600 pessoas, marcou cada edição do Prêmio Press, em cerimônia no Teatro Dante Barone, neste ano, em virtude das restrições impostas pela pandemia, a divulgação dos premiados será virtual.

A abertura dos envelopes, contendo o nome do vencedor em cada uma das categorias, ocorrerá durante um programa de televisão, nesta 3ª feira, 08 de dezembro, a partir das 20h, pela RDC TV Digital (canal 524 da Claro Net e plataforma do Facebook).

O programa será apresentado pelos jornalistas Julio Ribeiro (diretor Geral da revista Press) e Alessandra Bergmann, que já apresentou outras edições presenciais do Prêmio Press.

“Tudo será novo para nós neste ano, vamos fazer tentar trazer para o estúdio o clima de festa, de expectativa e de muita comemoração das nossas tradicionais festas de premiação”, ressalta Julio Ribeiro. Os finalistas, nas 17 categorias, participarão do programa através de um live.


Recorde em plena pandemia

O Prêmio Press 2020 vai ficar marcado como o prêmio do ano da pandemia, com todas as suas dores e restrições, e também como o ano que ultrapassou a barreira de 1 milhão de indicações nos votos Popular e Profissional.

Durante 40 dias, entre setembro e outubro, o site da revista Press, recebeu indicações da população de uma forma em geral — qualquer pessoa podia votar uma vez por dia — e da classe jornalística como um todo — jornalistas e radialistas, devidamente identificados, puderam participar uma única vez em todos os 40 dias. Disso resultaram mais de 1.030.000 indicações. 

Os cinco nomes mais votados, em cada categoria, compôs uma lista quíntupla, que foi submetida à terceira e decisiva etapa de escolha dos Melhores do Ano, que é a do Juri de Convidados, formado por mais de 50 personalidades do mundo empresarial, institucional e da Comunicação do Rio Grande do Sul (a lista dos jurados será publicada no site da revista, na 4ª feira). Os mais votados nesta última etapa foram os vencedores desta 21ª edição do Prêmio Press, e seus nomes estarão nos envelopes fechados e lacrados, que serão abertos durante o programa desta 3ª feira. 


Uma ode à vida

Para marcar a edição 2020, o tema escolhido para este Prêmio Press foi “A vida é a melhor notícia!”. Segundo Nelci Guadagnin, diretora Executiva da revista Press, não tinha como ignorar que este ano foi pautado pela pandemia do coronavírus, mas também não dava para ficar apenas nisso. “Apostamos na vida e quisemos destacar o trabalho dos profissionais de imprensa que, num ano difícil como este, trabalharam como nunca para informar os leitores, ouvintes e telespectadores do nosso estado”, conclui ela.


Homenagem especial

Além dos 17 troféus por categorias, sobre os quais a revista Press não tem qualquer influência ou gerência, todos os anos é conferido um troféu, assinado pelo Sistema Fiergs, em uma homenagem especial a alguém ou alguma empresa, entidade ou veículo de comunicação que tenha uma forte e decisiva contribuição à qualificação e desenvolvimento da imprensa gaúcha.

Neste ano, o Troféu Sistema Fiergs – Homenagem Especial está sendo dado ao DIÁRIO POPULAR, de Pelotas, que com os seus 130 anos ininterruptos de circulação, é um dos mais longevos veículos de imprensa do país e um dos grandes orgulhos do Rio Grande do Sul.

O Diário Popular tem sido testemunha da história do RS, Brasil e mundo, tendo reportado guerras, tragédias e conquistas da humanidade, avanços da ciência, eventos políticos, e, pelo menos duas grandes pandemias. Trazendo sempre a melhor informação e a opinião mais abalizada. 

Vírginia Fetter, diretora do Diário Popular, participará da live e do programa desta 3ª feira, cujo troféu será enviado para Pelotas, durante a semana.


O PRÊMIO PRESS 2020 tem o patrocínio e o apoio do CIEE-RS, Corsan, Sistema FECOMERCIO-RS, construtora Wolens, CMPC, Sistema FIERGS (Troféu Homenagem Especial) e RDC TV. 


Não perca! O programa especial com a divulgação dos Melhores do Ano na imprensa gaúcha vai ao ar, a partir das 20h, e poderá ser acompanhado no canal 524 da Claro Net ou através das páginas oficiais da RDC TV e do Portal Press no Facebook.


Lojas Pompéia e Shopping Total inauguram Passarela Fashion

Desde sexta-feira, dia 4 de dezembro, os clientes que transitarem pelo Shopping Total poderão conhecer a Passarela Fashion, um novo acesso que liga diretamente o interior do shopping, com a Lojas Pompéia. Na entrada da passarela, um lounge dá as boas-vindas aos clientes e uma miniloja apresenta, de antemão, as novidades da marca.

Segundo a empresária Carmen Ferrão, o projeto trará mais conforto e segurança para os clientes, que contarão com uma passagem direta, sem precisar sair de um prédio para outro. “E muito mais que essa comodidade, a passarela também será uma grande experiência para as pessoas”, afirma.

E além da ligação direta, a Pompéia também investe em novidades na grande loja: um novo setor de cosméticos, cuidados e beleza foi montado e o café também passou por uma reforma, deixando o espaço mais aconchegante para os clientes.

A Passarela Fashion é um projeto conjunto entre Shopping Total e Lojas Pompéia e conta com uma distância de 26 metros. Ela fica localizada no Piso Gonçalo de Carvalho, Rua A, 2º andar.

Sobre a Pompéia

Fundada em 1953, no interior do Rio Grande do Sul, a Pompéia é uma das maiores marcas de moda do Estado e se destaca por levar a moda acessível a diferentes regiões do Brasil. Atualmente, conta com 80 lojas físicas, situadas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além de atingir todo o território nacional por meio da loja online e aplicativo. A rede conta com nove marcas próprias, que apresentam produtos diferenciados, vendidos exclusivamente nas lojas Pompéia. Junto com a Gang, forma o Grupo Lins Ferrão.


Federação de CDLs do RS promoveu sua convenção estadual, hoje, em formado virtual

 Maior evento de qualificação do varejo gaúcho foi realizado pela FCDL-RS, em formato virtual, neste domingo.

 

A FCDL-RS realizou neste domingo (06/12) a 51ª Convenção Estadual Lojista, em formato virtual e com transmissão online pelo Facebook e pelo YouTube da Federação. O evento reuniu palestrantes do Governo Federal, do Governo do Estado do Rio Grande do Sul e, também, que atuam em diversas áreas da economia, da comunicação e do empreendedorismo para mostrar como é possível a retomada dos negócios a partir de 2021.

 

Na abertura do evento, o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, lembrou que a edição deste ano da Convenção teve o formato modificado para preservar a vida de todos os envolvidos no encontro.

 

- Neste evento, compartilhamos informações e conhecimento para a construção de novo modelo onde poderemos gerar oportunidades, riquezas e empregos – afirmou Vitor Augusto Koch.

 

O presidente destacou, ainda, que o comércio é um dos maiores geradores de emprego e renda do país e enfrentou uma série de obstáculos ao longo de 2020, em função do combate à pandemia da Covid-19.

 

- Os lojistas, com seriedade e comprometimento, seguiram e seguem todos os protocolos determinados pelas autoridades da saúde, garantindo a segurança de seu patrimônio maior, o cliente – enfatizou Vitor Augusto Koch.

 

O primeiro palestrante do dia foi o Ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, que falou sobre as ações do Governo Federal neste atípico ano de 2020, buscando conciliar o combate à Covid-19 e a manutenção da economia do país.

 

Onix salientou que o grande foco do Governo Federal foi buscar dotar todo o país das condições adequadas para atender os brasileiros acometidos pela Covid-19, além de apoiar os empreendedores e os cidadãos de baixa renda, com iniciativas como concessão de crédito para empresas e o auxílio emergencial. Segundo ele, desde o início da pandemia o presidente da República, Jair Bolsonaro, já dizia que era importante conciliar saúde e economia.

 

O CEO do Projeto de Redução do Custo Brasil, Jorge Luiz de Lima, foi o segundo palestrante e falou sobre a audaciosa proposta do Governo Federal em buscar reduzir o chamado Custo Brasil em R$ 1,5 trilhão até março de 2020, atendendo as demandas de todos os setores da economia brasileira para atingir essa audaciosa meta.

 

O projeto atua na intermediação de propostas capazes de combater entraves estruturais, burocráticos e econômicos que encarecem e inviabilizam novos investimentos, além de comprometerem o ambiente de negócios.

 

– Trata-se realmente de um projeto ousado, que visa reduzir o Custo Brasil e executar uma nova metodologia de análise e governança para avaliar e priorizar as propostas com os maiores potenciais de melhora no ambiente de negócios e na competitividade brasileira – afirmou Jorge Luiz de Lima.

 

Cenários para o RS

 

Coube ao secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rodrigo Lorenzoni, falar sobre os projetos do Governo do Rio Grande do Sul para o próximo ano.

 

O secretário destacou que o governo segue muito focado na desburocratização, com o desafio de trabalhar para que o Rio Grande do Sul possa ter o melhor ambiente de negócios e que promova a geração de investimentos no Estado e consequentemente emprego e renda. Para ele, este desafio ficou ainda mais potencializado com a pandemia.

 

- É com lembrar que os bancos e agências vinculadas ao governo estão alinhadas com o plano que visa o fomento da economia gaúcha no pós-pandemia. Seja o Badesul, seja o BRDE, no sentido de contribuir linhas que possam auxiliar os mais diversos setores da nossa economia com recursos principalmente para capital de giro das empresas que neste momento estão muito sofridas com a baixa da movimentação econômica. Existem linhas especificas para o segmento do turismo, o segmento da agropecuária, inovação e tecnologia, enfim estamos buscando que as atividades econômicas possam operar mesmo com a pandemia com a devida segurança, e trabalhando com a iniciativa privada para construir os protocolos para os mais diversos segmentos e fazendo de retomada da economia - disse Lorenzoni.


Comunicação, empreendedorismo, economia: como será o 2021 nessas áreas


O publicitário Zeca Honorato palestrou sobre a nova forma de comunicação que foi gerada pelos tempos atuais. Segundo ele, as empresas vão precisar se comunicar de forma cada vez mais direta e assertiva, mas sempre respeitando os parâmetros que o público e o mercado estão estabelecendo. Quem desrespeitar essa regra, corre o risco de ser repudiado.

 

O CEO da Start Up James Tip, Guilherme Masseroni, mostrou como é importante o ser humano buscar colocar em prática as ideias que tem, estudando-as de maneira a efetivá-las com sabedoria e coerência. Para ele, ideias podem ser complementares e não únicas.

 

O empreendedorismo feminino foi abordado pela jornalista Sabrina Thomazi. Na palestra “O XX da Questão – Peculiaridades do Empreendedorismo Feminino”, Sabrina apontou aspectos da fisiologia e da psicologia da mulher, que somados ao contexto social, fazem com que elas tenham peculiaridades nas decisões de carreira e nos negócios.

 

O economista e consultor de Economia da FCDL-RS, Eduardo Starosta, fez uma projeção do cenário do varejo gaúcho para 2021, mostrando o que os lojistas podem esperar no próximo ano, com uma expectativa de melhor do atual quadro que vivemos no Rio Grande do Sul.

 

Para ele, em 2021, as vendas do varejo poderão ter um aumento da ordem de 5% a 7%.  Fatores que podem contribuir para isso, são o Governo do Estado assumir uma política mais agressiva para atrair investimentos estratégicos; não existir o aumento da carga fiscal, uma vez que a capacidade contributiva gaúcha está esgotada, e a reforma do setor público na direção da redução de seu tamanho.

 

A empresária e líder coach, Nubiana Oliveira, abordou os desafios do comércio neste momento de incertezas e deu dicas para que os lojistas apliquem nos seus negócios. Por fim, o CEO do Instituto Cada Vez Melhor, Daniel Müller, integrou, motivou e sensibilizou os convencionais com a palestra “Mudando atitudes, superando desafios”, na qual estimula a formação de equipes unidas e comprometidas com os empreendimentos onde atuam.

 

Realizada pela FCDL-RS, a 51a Convenção Estadual Lojista contou com o apoio da Federação Israelita do RS, LIDE RS – Grupo de Líderes Empresariais, Transforma RS, CCG Saúde, Rede Plaza de Hotéis e SEBRAE/RS.


Sexta e sábado

 Todo o período

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Depoimento

 Em setembro, um anúncio na internet convocava voluntários para testar a vacina contra a covid-19. Na época havia poucas informações sobre a Sputnik V, e o número de novas infecções na Rússia não era alarmante.


No final de novembro, a situação já era outra: o número de novas infecções aumentara acentuadamente. Decidi assumir o risco de uma vacinação. O que me convenceu foi a situação difícil de amigos que estavam gravemente doentes e haviam sido colocados em quarentena em seus apartamentos.


Uma busca na internet por “vacinação contra o coronavírus” me levou ao site da prefeitura de Moscou. Foi necessário preencher um questionário, incluindo perguntas como se eu já havia adoecido com o novo coronavírus, se tinha tido contato com alguém infectado nas últimas duas semanas e se tenho doenças crônicas.


De acordo com a Secretaria da Saúde, pessoas que já haviam adoecido de covid-19 não deveriam mais ser vacinadas nesta temporada. Cerca de uma semana depois, recebi um convite por telefone para realizar um exame preliminar. Para isso, eu poderia escolher uma clínica.


EXAME NO HOSPITAL

Fui ao hospital Zhadkevich, em Moscou, para fazer o exame. No local, soube que o médico-chefe é o médico e apresentador de TV Alexander Myasnikov. Ele é amigo do conhecido apresentador de televisão estatal, Vladimir Solovyov, que é considerado parte da máquina de propaganda russa.


No início da pandemia, Solovyov estimou como “zero” a probabilidade de os russos serem infectados com a covid-19. Isso tudo não me deu uma sensação muito boa, mas era tarde para recuar.


Antes do exame, a médica perguntou se eu havia tomado algum remédio recentemente, se eu tinha alguma alergia e se havia feito alguma cirurgia.


Liguei para meus pais para saber exatamente qual tipo de operação havia feito quando tinha 5 anos. Durante a conversa, a médica me deu um material informativo de 16 páginas e me explicou verbalmente o conteúdo.


O documento diz, por exemplo, que o objetivo do estudo é avaliar a eficácia, imunogenicidade e segurança da vacina Gam-Covid-Vac (cuja marca comercial é Sputnik V).


Em estudos pré-clínicos, a vacina foi testada em animais, como hamsters e porquinhos-da-índia. A Sputnik V demonstrou segurança e eficácia nesses animais, mas somente segurança entre os voluntários humanos.


APÓLICE DE SEGURO PARA CADA PARTICIPANTE

Um total de 40.000 pessoas participam do estudo: 30.000 recebem a vacina, e 10.000 um placebo. Os participantes devem voltar ao hospital 21 dias depois da primeira vacinação para receber a 2ª dose. Além disso devem informar diariamente no aplicativo Check Covid-19 como se sentem. Nada mais me foi solicitado. Mas há outro estudo, e a médica sugeriu que eu participasse dele também.


Fiquei sabendo que o estudo principal não inclui um teste de sangue para imunogenicidade, ou seja, a capacidade da vacina de produzir uma resposta imunológica na forma de anticorpos que podem neutralizar o vírus. Tais exames são realizados em um estudo adicional. O Estado paga 8.500 rublos (cerca de R$ 590) pela participação. Apenas 95 mililitros de sangue são coletados, então concordei.


“Embora a participação na pesquisa seja segura, você estará coberto por um seguro especial durante todo o estudo”, disse a médica. A apólice de seguro para os participantes do estudo estipula que, em caso de morte, os beneficiários (no meu caso, os meus pais) receberão 2 milhões de rublos (cerca de R$ 138 mil).


Em caso de limitação física, dependendo do grau, seriam pagos entre 500 mil e 1,5 milhão de rublos (cerca de R$ 35.000 a R$ 105 mil); e em caso de deterioração do estado de saúde sem limitação física, cerca de 300 mil rublos (cerca de R$ 21.000).


Após a entrevista, assinei o termo de consentimento para participar do estudo e fui examinado. Fiz testes para HIV, sífilis, hepatites C e B, coronavírus (PCR e teste de anticorpos) e resíduos de medicamentos na urina. Nada foi encontrado, e fui autorizado a receber a aplicação da vacina.


ARMAZENAMENTO DE VACINAS EM REFRIGERADORES ESPECIAIS

Os exames feitos são válidos por uma semana, então fui para a vacinação exatamente depois de sete dias. Na porta da clínica havia um adesivo que dizia: “Entre para a vacinação de covid-19”. No próprio hospital, a sinalização indicava o caminho até o setor. Lá havia uma recepção e quatro salas: vacinação, médico, exame e de descanso.


Às 10h daquele dia havia 2 participantes no local: eu e uma mulher de cerca de 30 anos. Eu me apresentei ao médico e fui fazer a coleta de sangue para o teste de anticorpos, para o qual o sangue deve ser coletado várias vezes. Em seguida, me levaram para ser vacinado: fui para uma salinha com apenas algumas cadeiras, uma mesa médica e duas geladeiras da marca russa Pozis. Cada um desses refrigeradores, que armazena a vacina a 28° negativos, custa cerca de 150 mil rublos (cerca de R$ 10.500).


O médico deu uma injeção indolor em meu ombro esquerdo. Em seguida, passei meia hora na sala de descanso. Disseram-me que a pressão arterial de alguns pacientes caiu após a vacinação, mas não houve alteração no meu caso.


Eu recebi um certificado de participação e fui liberado. Logo depois, eles me disseram que minha temperatura corporal poderia aumentar e, se isso acontecesse, deveria apenas tomar paracetamol. Também me pediram para não planejar um filho nos próximos três meses, pois os efeitos da vacina sobre espermatozoides ainda não haviam sido estudados.


Após tomar a vacina, os participantes devem descansar por 30 minutos na sala de repouso do hospitalDeutsche Welle


CALAFRIOS E FEBRE

Somente depois da vacinação, eu li sobre a reação da vacina em outros participantes, incluindo jornalistas e integrantes do grupo “Resultados da vacinação” no aplicativo de mensagens Telegram, que reúne mais de 1.800 pessoas.


As pessoas reclamavam de febre e dores musculares na noite após a administração da vacina (ou placebo) e no dia seguinte. Quando saí do trabalho, por volta das 19h, eu já sentia dor de cabeça, calafrios leves e tontura. Porém, não descartei que pudesse ser só a minha imaginação depois de ler todas aquelas histórias.


Mas, perto da meia-noite, não havia mais dúvidas de que meu corpo estava respondendo à vacina. A temperatura corporal subiu para 38,6°, e a dor muscular aumentou depois da minha última sessão de ioga.


Tudo isso era desconfortável, mas era gratificante saber que eu havia provavelmente tomado a vacina e não o placebo. Tomei paracetamol, registrei os sintomas em meu diário digital e fui dormir. No dia seguinte, a temperatura estava de novo em torno de 37° e, no dia seguinte, os efeitos colaterais haviam desaparecido.


Receberei a 2ª dose em três semanas e devo começar a desenvolver anticorpos cerca de 42 dias após a 1ª vacinação. Entretanto, ainda está em aberto se esses anticorpos poderão combater de forma eficaz o novo coronavírus.