Luciano Hang vence e Folha perde de novo

 Depois do UOL, decisão judicial obriga jornal a publicar retratação sobre matéria falsa baseada no suposto relatório da Abin

O empresário Luciano Hang, dono da Havan, mandou dizer ao editor que o jornal Folha de S. Paulo também será obrigado a se retratar pela divulgação de matéria caluniosa envolvendo-o no caso de um suposto relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O jornal tem cinco dias úteis para publicar o direito de resposta concedido pela Justiça de Santa Catarina ao empresário Luciano Hang e a empresa Havan. 

A decisão e é resultado do processo movido pelo escritório Leal & Varasquim Advogados, representante legal de Hang.

Entenda o caso

A reportagem mentirosa foi publicada primeiramente pelo portal de notícias UOL, em 22 de junho de 2021. Nela, o jornalista, Lucas Valença, afirmava que a Abin teria produzido um relatório questionando a origem da fortuna de Luciano Hang. No mesmo dia, a agência emitiu uma nota oficial esclarecendo não ser a autora de suposto relatório.

Em 9 de setembro, cumprindo a determinação da Justiça de SC, o UOL foi obrigado a divulgar a retratação que esclarecia os fatos e as inverdades publicadas na reportagem. Veja: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2021/09/09/direito-de-resposta-concedido-pela-justica-de-sc-a-luciano-hang-e-a-havan.htm


Por reproduzir o conteúdo falso, a mesma decisão se aplica ao Jornal Folha de S. Paulo, sob pena de multa de R$ 10 mil reais por dia em caso de descumprimento.

As decisões resultam da ação dos advogados de defesa de Hang, Murilo Varasquim e Victor Leal, que recorreram à Justiça, anexando ao processo documentos como a consulta formal feita à Abin e também o relatório apresentado pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), que apontou diversas inconsistências no documento utilizado como suposta fonte para a matéria do UOL.

Com base nesses documentos, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina determinou, no dia 18 de agosto, a publicação da retratação pelo site UOL. Após avaliação de um novo processo direcionando a Folha de S. Paulo, o juiz Gilberto Gomes de Oliveira Junior, decidiu que o jornal também divulgue a retratação, reafirmando a orientação do TJSC.

Copom decide taxa Selic na próxima semana

Especialistas repercutem possível elevação de 1% na taxa de juros. Presidente do Banco Central afirmou que Selic pode subir para onde precisar para controlar inflação 


Na próxima semana, o Comitê de Política Monetário do Banco Central decide a nova taxa de juros Selic. Na última terça (14), Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, afirmou que a Selic pode subir para "onde precisar" para controlar a inflação. 


"A gente entende que a gente pode levar a Selic até onde precisar ser levada para que a gente tenha uma convergência da meta [de inflação] no horizonte relevante. Mas a gente também gostaria de dizer que o BC vai reagir ou alterações no plano de voo a cada dado de alta frequência que saia", afirmou. 


A decisão que será tomada na próxima reunião é se o aumento será de 1 ponto já sinalizado ou de 1,25 ponto. O relatório Focus divulgado na segunda (13) mostra que o mercado prevê a taxa básica de juros a 8% no final do ano e em 2022 devido à pressão inflacionária. Economistas ouvidos pelo Banco Central também elevaram a projeção do IPCA ao final do ano de 7,58% para 8%. 


"O mercado começou a precificar uma alta de 1,25%, principalmente depois do último dado do IPCA bem acima do esperado. Depois de declarações recentes em um evento corporativo, mercado convergiu de volta para uma alta de 1%. O ‘dado de alta frequência’ a que o presidente do BC se referiu foi o IPCA de agosto, que veio bem acima do esperado. Assim, Campos Neto passa a mensagem de que não vai colocar tanto peso nesse indicador", diz João Beck, economista e sócio da BRA. 


Segundo o economista, a declaração é necessária para resgatar a confiança do mercado e dos investidores: "O objetivo do Banco Central é esse, de buscar a meta. É também uma sinalização ao governo que precisa contribuir na sua parte para não criar mais situações inseguras para o investidor resultando na alta do dólar e pressionando a inflação", comenta. 


Para Jansen Costa, sócio-fundador da Fatorial Investimentos, a alta da Selic tem influenciado na elevação dos juros nos pré-fixados, que tem possibilitado maior rentabilidade no curto prazo. "Essa elevação também tem aumentado taxas percentuais do CDI dos pós-fixados. Isso abre espaço para clientes aplicarem na renda fixa com medo de alocar em risco na renda variável", afirma. 


Segundo ele, o Banco Central irá continuar usando a política econômica por meio do aumento de juros para conter a inflação. "Isso é negativo, já que o Brasil teria capacidade de crescer mais no ano que vem, mas é necessário. Outros países fizeram também. Quando tivermos menor pressão sobre preços dos insumos, teremos um maior controle da inflação e uma volta aos poucos da normalidade", diz. 


Para Beck, as pressões inflacionárias foram muito além do esperado, principalmente comparando com o resto do mundo: "Já era esperada uma inflação residual conforme a vacinação e a atividade fossem acelerando. O problema é que o Brasil passou por uma crise hídrica, geadas históricas e de quebra uma crise institucional no governo que deixa o congresso inoperante". 

Pediatras alertam para os perigos do shareting, exposição excessiva de crianças nas redes sociais

Utilizar a internet, especialmente as redes sociais, para documentar aspectos da vida dos filhos, experiências da maternidade ou paternidade é uma prática cada vez mais comum. No entanto, ao exercerem essa liberdade, os pais ou responsáveis legais podem expor indevidamente informações pessoais de menores e colocá-los ainda em situação de vulnerabilidade. Esse tipo de atitude, conhecida como shareting - termo em inglês que combina as palavras "share" e "parenting" -, parte de uma tendência crescente e que pode ter consequências indesejadas. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) alerta para os perigos e impactos de longo prazo desse hábito na vida dos menores. 

"A criança e o adolescente não devem ter vida pública nas redes sociais. Não sabemos quem está do outro lado da tela. O conteúdo compartilhado publicamente por falta de critérios de segurança e privacidade pode ser distorcido e adulterado por predadores em crimes de violência e abusos nas redes internacionais de pedofilia ou pornografia, por exemplo", explica a coordenadora do Grupo de Saúde Digital da SBP, dra. Evelyn Eisenstein. 

Para atualizar pediatras, pais e educadores sobre a influência das tecnologias de informação e comunicação (TICs), redes sociais e internet nas questões de saúde e de comportamento das crianças e adolescentes, a SBP publicou neste ano o documento "#Sem Abusos #Mais Saúde" . O guia destaca importantes recomendações aos médicos sobre como avaliar na história e no exame durante a consulta casos suspeitos de violência ou abusos, offline ou online; orientar os pais sobre alternativas seguras, educativas e saudáveis de atividades para crianças e adolescentes. 

Também orienta sobre como analisar os hábitos da família em relação ao uso das tecnologias; reconhecer os limites de segurança e privacidade em caso de situações de risco, bem como a possibilidade da ocorrência de abusos e de repercussões nos comportamentos e transtornos mentais; dentre outras. 

A exposição exagerada de informações sobre crianças representa uma ameaça à intimidade, vida privada e direito à imagem, como dispõe o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Somado a isso, todo conteúdo publicado na internet gera dados que, no futuro, podem ser desaprovados pelos filhos, por entenderem que sua vida privada foi exposta indevidamente durante a infância. 

Esse é um fenômeno antigo que teve início com as estrelas mirins em Hollywood, nos anos 1920. Um dos casos emblemáticos é o do ator Jackie Coogan, que interpretou o garoto no filme The Kid (1921), dirigido por Charlie Chaplin. Além de astro de cinema, o menino se tornou uma estrela da publicidade após ser explorado por pelo menos uma década pelos pais. Ao atingir a maturidade, abriu um processo judicial contra os familiares em decorrência de toda a exploração da sua imagem, na época amplamente comercializada. 

INFLUENCERS - Na última década, muitas crianças se tornaram "influencers" com status de celebridade, por meio de estímulo de familiares e o respaldo de patrocinadores. "Essas crianças constroem uma vida falsa, de imagens e não uma vida de experiências reais. E os pais estão colaborando para a construção de uma personalidade moldada para agradar a imagem que fazem da pessoa, ou seja, de um falso self. A criança começa a passar por essa situação desde pequena. Muitas vezes, por trás desse perfil falso pode existir um grande vazio. A exploração dessas crianças por parte dos pais é uma forma de abuso infantil", apontou o coordenador do Grupo de Trabalho de Saúde Mental, dr. Roberto Santoro. 

Segundo dr. Santoro, a exploração dos filhos engloba múltiplos aspectos como o interesse econômico e o narcisismo patológico. "Existe o ganho financeiro, que é evidente, o de ganhar dinheiro em cima da exploração dos filhos. Mas existe também uma questão de patologia do narcisismo. Isso significa que os pais realizam seus sonhos frustrados de sucesso, de projeção e de fama por meio dos filhos", frisou. 

RISCOS - Os interesses envolvendo os dados das crianças são os mais variados e podem ser utilizados para diferentes finalidades, desde o roubo de identidade, cyberbullying, uso indevido de imagens e vídeos por pedófilos, fins comerciais a outras ameaças à segurança. Dessa forma, a privacidade online é uma garantia de que as futuras gerações possam entrar na sua maturidade livres para construir por elas mesmas suas identidades digitais. 

"Isso é mandatório. A SBP sempre procura destacar a importância da mediação parental em acessos a conteúdos nas redes sociais para tentar reduzir problemas relacionados à segurança e à saúde das crianças e adolescentes", disse dra. Evelyn Eisenstein. 

No Brasil ainda não existem medidas legislativas que regulem a privacidade das crianças pelos provedores de internet. Logo, a publicação de uma foto aparentemente simples pode ter diversas interpretações e prejuízos, mesmo anos após a postagem. 

"Temos vários projetos de lei barrados por indústrias de entretenimento, mídias e provedores que lucram em demasia com esse tipo de compartilhamento", comentou dra. Evelyn. Segundo a pediatra, não há na legislação brasileira uma lei como a Children's Online Privacy Protection Act (Coppa), instituída nos Estados Unidos, em 1998, para a proteção de dados e regulação de exposição das crianças menores de 13 anos na internet. 

Para tentar minimizar os riscos decorrentes da exposição exagerada de informações sobre as crianças na web, em agosto deste ano a Google anunciou que lançará um serviço que permite remoção de imagens pessoais de adolescentes menores de 18 anos em seus resultados de pesquisa. Entretanto, as imagens não serão retiradas da internet, mas apenas das buscas do Google Imagens. 

PRECAUÇÕES - Com o compartilhamento de imagens e vídeos sendo um hábito relativamente novo, as repercussões na vida das crianças ainda não são conhecidas, e esta é a parte mais preocupante da exposição excessiva. Uma coisa é certa: os pais que optam por não compartilhar conteúdo de seus filhos na internet preservam também a saúde mental futura dos menores. 

"Não são apenas os pais que devem ser mais cuidadosos, mas também familiares e cuidadores. Eles precisam estar cientes das possíveis consequências indesejadas para a saúde das crianças. Não é inofensivo compartilhar conteúdo online", disse dra. Evelyn. 

Os pais que desejam compartilhar fotos e vídeos de seus filhos online podem tomar medidas protetivas para garantir que o conteúdo não seja usado para fins maliciosos. Por exemplo, é possível limitar o público de postagens para que apenas aqueles em quem você confia que possam ver o conteúdo. 

Possíveis consequências do compartilhamento: 

- Perda de privacidade 

- Problemas de saúde mental (ansiedade, depressão) 

- Transtornos alimentares (anorexia, bulimia) 

- Bullying e cyberbullying 

- Possibilidade de roubo e fraude de identidade 

- Riscos das imagens e vídeos serem mal utilizados e alterados por pedófilos 

O que nunca deve ser compartilhado: 

- Dados de localização 

- Nome completo da criança 

- Imagens de filhos não totalmente vestidos 

- Data de nascimento da criança 

- Fotos e vídeos ou detalhes sobre outras crianças 

- Informações sobre a escola que frequenta ou algo que indiretamente possa denunciar a criança, como a imagem dela com uniforme escolar 

Câncer de mama

 Na tarde desta terça-feira (14/9), em reunião solicitada pela vereadora da Capital Fernanda Barth (PRTB), um grupo de médicos mastologistas reforçou à Primeira-Dama, Valéria Leopoldino, e ao secretário da Saúde, Mauro Sparta, a necessidade de realizar campanha e divulgações para as mulheres quanto à realização de mamografias e o funcionamento do fluxo dos exames, especialmente com a chegada do Outubro Rosa. Presentes o presidente do Sindicato Médico do RS, Marcelo Matias, as médicas mastologistas Michela Marczyk e Talita Cerutti, e o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia - Regional RS, Leonidas Machado.


Ao destacar a importância do encontro, Barth lembrou dados do Ministério da Saúde os quais apontam que, com o advento da pandemia, o número de mamografias reduziu quase pela metade no Brasil. "Em 2019, foram

2.130.799 no primeiro semestre e, em 2020, 1.132.237. Vamos levar esse assunto da mobilização para a Câmara, pois o diagnóstico precoce é fundamental para reduzir a incidência de casos e a mortalidade", pontuou a vereadora.


A médica mastologista Michela Marczyk afirmou que, neste ano, são esperados cerca de 66 mil casos de câncer no país e 19 mil mortes entre mulheres. "Câncer de mama é o que mais mata, seguido do de pulmão, colo retal e colo do útero. É preciso enaltecer o mastologista, muitas vezes pouco valorizado no sentido de contratação. Queremos, junto à Secretaria, fazer campanha de orientação para mulheres sobre o fluxo de exames. Como é, como fazer, onde mostrar, como melhorar o acesso às biopsias", esclareceu.


Já a médica mastologista Talita Cerutti fez a entrega de projeto com o modelo de atendimento feito no Centro de Especialidades Clínicas em Cachoeirinha, onde não existe demanda reprimida. O presidente Leonidas também evidenciou que hoje na Capital há um grande gargalo entre fazer a mamografia e a biópsia e que ações educacionais são primordiais.


Apoio do Executivo Municipal


Em nome do Executivo, a Primeira-Dama afirmou que a pauta é importante e que faz questão de dar visibilidade. "Nosso partido é Porto Alegre, são as pessoas e, com certeza, usaremos nossos meios para divulgar e potencializar ações de combate ao câncer de mama", apontou Valéria. 

Junto a isso, o secretário Sparta disse que as políticas públicas estão sendo aperfeiçoadas, tendo em vista a defasagem causada pela pandemia.


O presidente do SIMERS também colocou a estrutura da entidade à disposição e fez a sugestão de busca ativa de mulheres para seus exames e consultas via celular. "Estamos sempre prontos para agregar nossa comunicação e força de trabalho para poder ajudar", informou Matias. 


Paula Lavigne, mulher de Caetano, vai produzir o show de encerramento da CPI da Covid

A mulher de Caetano Velloso, Paula Lavigne, será a produtora do show midiático da cerimônia final da CPI da Covid, que apresentará relatório já conhecido e que será centrado na hostilização do governo Bolsonaro.

Lavigne e Caetano são esquerdopatas e inimigos de Bolsonaro.

A festa está prevista para a segunda quinzena deste mês. A produção seria feita pro bono, ou seja, de maneira voluntária.

Será o show do ano.

Os senadores querem que seja cantada “Aos nossos filhos”, de Ivan Lins, famosa na voz de Elis Regina. Diz a canção:

“Perdoem a falta de folhas
Perdoem a falta de ar
Perdoem a falta de escolha
Os dias eram assim”

Santa Casa recebe doação de equipamento que evita queda de cabelo na quimioterapia

A Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre recebeu nesta terça-feira (14/9), durante ato realizado no Hospital Santa Rita, a doação de um equipamento que permitirá que pacientes do SUS tenham acesso ao tratamento de crioterapia capilar com a chamada Touca Inglesa, uma tecnologia capaz de evitar ou reduzir a queda de cabelos induzida pela quimioterapia. A doação, realizada pela Paxman Brasil e que teve a jornalista Cristina Ranzolin como madrinha, torna o Rio Grande do Sul o terceiro estado do país a oferecer o tratamento no SUS. 

 

Como destacou o diretor médico e de ensino e pesquisa da Santa Casa, Antonio Kalil, "é um grande privilégio para a Santa Casa contar uma tecnologia que humaniza tratamentos e que, de maneira geral, traz impactos importantes para o aspecto emocional dos nossos pacientes”. Além da Santa Casa de Porto Alegre, o Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Rio de Janeiro, e a Santa Casa de Vitória, no Espírito Santo, são os únicos a oferecer o acesso ao tratamento para a rede pública. 

 

O ato de doação contou com a participação da jornalista Cristina Ranzolin; do provedor, Alfredo Engelrt; do diretor médico do Hospital Santa Rita, Carlos Eugenio Santiago Escovar, além do diretor da Paxman Brasil, Gustavo Spritzer. 

 

Como funciona  a touca 

 

A touca, conectada a uma unidade de refrigeração, é colocada na cabeça do paciente cerca de 30 minutos antes, mantida durante e em torno de uma hora e meia após a infusão das drogas, dependendo do protocolo adotado. O sistema resfria o couro cabeludo a uma temperatura em torno de 20°C. Com isso, diminui o fluxo sanguíneo nos folículos capilares e reduz a absorção dos fármacos na região.  

 

A tecnologia de resfriamento do couro cabeludo vem sendo desenvolvida há décadas, e curiosamente já utilizou até mesmo melancias na cabeça de pacientes, nos primórdios dos estudos. Ao longo de mais de 20 anos de pesquisas com a Touca Inglesa, pacientes relataram a diminuição da alopecia a ponto de dispensar o uso de lenço ou peruca. A taxa de sucesso depende do tipo de medicação administrada, 50% para as mais fortes e até 92% nas menos agressivas e a sensação de frio foi tolerada por 98% dos pacientes. A terapia não é indicada para os tipos de câncer hematológicos ou para alguma alergia ao frio.  

 

Muito além da estética

 

Estudos revelam que a queda de cabelo é um dos efeitos colaterais mais traumatizantes da quimioterapia e causa danos que vão muito além do aspecto visual. O uso da crioterapia capilar, por meio da Touca Inglesa, faz parte das Diretrizes de Prática Clínica em Oncologia da NCCN para pacientes que vão iniciar o tratamento para câncer de mama, ovário, peritoneal e trompa de falópio. A novidade reforça a importância e consequências da possibilidade de manutenção dos cabelos durante a quimioterapia. A atualização destas diretrizes foi impulsionada pelo resultado de um extenso estudo científico submetido à FDA (U.S. Food and Drug Administration), que desde 2016 já certifica o uso da Touca Inglesa para pacientes de mama e recentemente expandiu para outros tipos de tumores sólidos. 

Documentos para entrar em Portugal

 Para o brasileiro entrar em Portugal ou qualquer outro Estado-membro da União Europeia não é necessário um visto de turismo. Simplesmente pelo fato de não haver visto de turismo para brasileiros! No entanto, existem outros vistos, como o temporário e o de residência. Na legislação atual, os cidadãos brasileiros que desejam ir a Portugal para turismo, negócios, cobertura jornalística e missão cultural, podem permanecer no país por até 90 dias sem a necessidade de um visto específico.

Ainda assim, é fundamental ter atenção ao passaporte, pois para entrar nos países da União Europeia é importante estar de 3 a 6 meses com o documento em vigência, sem o risco de expirar durante a estadia.

Caso seja necessário estender o período da visita além dos 90 dias, deve ser solicitada a prorrogação da permanência mediante a formalização no site do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras do governo português (https://imigrante.sef.pt/prorrogar-permanencia/) e o pagamento de uma taxa extra. Apenas após o deferimento, é possível ficar em Portugal e, normalmente, o organismo responsável pela imigração permite mais três meses de permanência. No entanto, devido à alta demanda dessas solicitações, o resultado pode levar estender esse prazo.

Ao chegar no país, é essencial apresentar alguns documentos, sendo o passaporte brasileiro o principal deles. Caso seja pedido, também é importante apresentar o seguro-viagem, seguro-saúde ou o CDAM (PB-4), documento gratuito expedido pelo governo brasileiro que permite algumas regalias. O turista também deve viajar com uma data de retorno para o Brasil, por isso é interessante ter em mãos a passagem de volta caso seja solicitada pelo agente imigratório, lembrando que dentro do período de 90 dias.

Outro documento que pode ser pedido durante a entrevista é o comprovante de alojamento, ou seja, o endereço do hotel, hostel ou da casa onde o turista irá ficar. O meio de subsistência ou meios financeiros para suportar a estada, devem ser equivalentes a 75 euros por cada entrada em território nacional e 40 euros para cada dia de permanência. Esses valores podem ser comprovados com dinheiro em espécie, cartões de crédito ou contas bancárias.

Nesses casos, também pode ser apresentada a carta-convite, termo de responsabilidade que um anfitrião fornece ao visitante, tornando-se responsável pelo alojamento e meios de subsistência enquanto estiver em no país, fazendo desnecessária a apresentação de diversos comprovantes.