Brasileiros continuam em Gaza. Governo lulopetista fala demais e consegue de menos.

Ao contrário do que pensava o governo lulopetista, nenhum dos 28 brasileiros que tentam fugir de Gaza conseguiram atravessar a fronteira do Egito. O Egito não deixa passar ninguém, de nacionalidade alguma, temendo infiltrações e falta de segurança. O governo brasileiro tem falado mais do que devia e entra em contradição. Quem manda no jogo: Israel, Egito, Hamas e Estados Unidos. E só.

Segundo informações do governo brasileiro, um grupo de 28 pessoas permanece abrigado nas cidades de Rafah e Khan Yunis, em Gaza, aguardando autorização do governo egípcio para cruzar a fronteira e poder se deslocar até o aeroporto do Cairo. >>> Governo brasileiro aguarda autorização de Israel para repatriar brasileiros em Gaza

Até o momento, a Operação Voltando em Paz, do governo federal, já foi responsável pelo retorno seguro de 916 brasileiros, além de 24 animais de estimação provenientes de Israel. Desde o início da iniciativa brasileira, cinco missões de repatriação foram finalizadas. O 

Santander Universidades distribui 5 mil bolsas para formar profissionais de segurança de dados

Curso abrange técnicas e conceitos de cibersegurança, sistemas operacionais, redes de computadores, ferramentas de testes de intrusão e simulações de ataques em redes

O Santander Universidades, em parceria com a plataforma DIO, disponibilizará 5 mil bolsas de estudo gratuitas, para profissionais interessados em tecnologia e cibersegurança. O programa Santander Cibersegurança tem mais de 50 horas de conteúdo de ferramentas, técnicas, conceitos e fundamentos de cibersegurança, sistemas operacionais, redes de computadores, ferramentas de testes de intrusão e simulações de ataques em redes. Os interessados podem se inscrever pelo portal Bolsas Santander até 03 de novembro, clicando aqui.

Os contemplados poderão criar aplicações e soluções, conhecer uma linguagem de programação e ter noções básicas de linhas de comando. Os 300 alunos com melhor performance serão contemplados com uma mentoria exclusiva com profissionais da DIO. A bolsa contempla acesso a certificados, desafios práticos, projetos concretos e orientações de especialistas da DIO e do Santander.

O programa é construído para iniciantes que buscam uma base para ingressar em uma carreira tecnológica promissora, profissionais em transição de carreira que desejam se reciclar no mercado de tecnologia e estudantes que querem aprimorar habilidades em segurança cibernética.

“Trabalhar em prol da segurança cibernética reforça os nossos pilares de apoio à educação e empregabilidade, com a capacitação de novos profissionais para um mercado de trabalho aquecido e em constante desenvolvimento, além do investimento na construção de um ecossistema digital brasileiro com mais segurança contra ameaças”, comenta Marcio Giannico, senior head do Santander Universidades.

"Esse bootcamp marca a segunda parceria de sucesso entre a DIO e o Santander Universidades. Com 5 mil bolsas de estudo 100% gratuitas, este programa é o resultado do compromisso das instituições em capacitar indivíduos interessados na interseção entre tecnologia e cibersegurança", comenta Iglá Generoso, CEO da DIO.

Sobre o Santander Universidades

Santander e seu apoio à Educação Superior - O Santander Universidades já impactou a vida de mais de 1 milhão de estudantes, profissionais e empreendedores por meio de programas gratuitos realizados em parceria com 1.300 universidades de 25 países. Ao longo de 26 anos de atuação, este sólido compromisso com a educação destinou € 2,2 bilhões de euros a iniciativas que viabilizaram mais de 1 milhão de bolsas de estudo. Em 2023, o objetivo é entregar 120 mil bolsas de estudo para apoiar universitários, empreendedores, microempreendedores, PMEs, startups e scaleups. Tudo isso é feito por meio de mentorias internacionais, premiações com incentivo financeiro e também via Santander X 100, uma comunidade global de empresas de destaque no ecossistema de empreendedorismo que conta com cerca de 80 empresários de 8 países para auxiliar no acesso a investimento, visibilidade, projeção internacional e networking.

 

Sobre a DIO 

Fundada em 2018, a DIO é a primeira plataforma Open Education brasileira que tem como objetivo democratizar o conhecimento em desenvolvimento de software e tecnologias exponenciais para acelerar a formação de mais de 5 milhões de talentos digitais, conectando-os com grandes oportunidades que potencializam o desenvolvimento socioeconômico regional. Atualmente o ecossistema da startup conta com mais de 1 milhão profissionais de tecnologia, 1.000 instituições de ensino, 2.000 embaixadores, 500 experts e mais de 1.000 empresas conectadas por meio dos programas educacionais.


Artigo, Guilherme Baumhardt, Correio do Povo - Tensão

O Hamas é um grupo terrorista que não deseja paz, muito menos a criação de um Estado Palestino. Os terroristas do Hamas querem o extermínio dos judeus e o fim do Estado de Israel. Ponto. Exagero? A horda bárbara invadiu casas, matou famílias inteiras, abusou de mulheres e sequestrou crianças e idosos, para usá-los como moeda de troca. Não satisfeitos, promoveram execuções em praça pública e desfilaram com cadáveres pelas ruas. Significa que todos os palestinos apoiam os covardes que integram o grupo? Claro que não. Feita a distinção e o ponto de corte, vamos aos fatos, alguns deles motivo de vergonha para nós, brasileiros.

 

No governo atual, sem medo de errar, estamos mais uma vez do lado errado da História. Não chega a ser uma surpresa. O Hamas comemorou a vitória de Lula na eleição passada. Após a invasão de Israel pelos terroristas, as manifestações palacianas, em Brasília, foram tíbias e, em alguns casos, erráticas. No lugar de uma condenação veemente dos ataques, veio a já conhecida relativização. Teve até espaço para culpar – pasmem – a vítima, aberração que coube ao ex-chanceler e hoje braço direito de Lula, Celso Amorim: “[É algo que] não pode ser visto como um fato isolado. Vem depois de anos e anos de tratamento discriminatório, de violências, não só na própria Faixa de Gaza, mas também na Cisjordânia”. Sim, Amorim conseguiu enfiar um “mas” para aliviar a barra dos autores de uma chacina.

 

E Lula? Foi lamentavelmente protocolar. Lastimou o episódio, colocando-se (de novo) como uma condição de protagonista da “paz mundial”, papel que não lhe cabe e para o qual não tem força alguma. Além disso, israelenses, europeus e norte-americanos não esquecem que neste ano, já sob administração lulopetista, o Brasil autorizou a ancoragem de navios de guerra do Irã, na costa brasileira, um ato considerado hostil às nações do Ocidente. Indícios cada vez mais robustos apontam para a participação do país liderado pelos aiatolás nos ataques promovidos na Faixa de Gaza, utilizando o braço terrorista conhecido como Hezbollah.

 

Peço desculpas se insisto no tema, mas é inequívoco que tiranos mundo afora sentiram o cheiro de uma liderança fraca chamada Joe Biden, à frente de um governo claudicante e de um partido que agora corre desesperado atrás de um nome para disputar o próximo pleito, já que o atual ocupante da Casa Branca não apresenta a mínima condição de enfrentar uma corrida eleitoral, muito menos de chefiar a nação por mais quatro anos. O fato mais triste, porém, é que Biden – que afrouxou as restrições ao Irã – não está só. Na lista de lamentações está também um queridinho da mídia militante: Barack Obama. O ex-presidente – que recebeu um Nobel da Paz em tempo recorde, sem ter produzido nada que justificasse a honraria – demorou longos três dias para se manifestar em uma rede social e lamentar o ocorrido. Os últimos governos de presidentes Democratas nos Estados Unidos apresentaram a solidez de uma geleia – exceção feita à captura de Osama Bin Laden.

 

Ninguém duvida que as forças israelenses farão valer sua força contra o Hamas. A tragédia guarda lições, algumas que parecem não ter sido aprendidas ao longo do tempo. Israel viveu alguns dos seus dias mais difíceis quando “baixou a guarda” em meio ao feriado de Yom Kippur, em 1973, quando ocorreu algo muito semelhante ao que assistimos agora, com o país mais preocupado com disputas políticas internas do que com a própria segurança. Para o mundo, resta saber se o Irã e outras nações entrarão no conflito diretamente. Dependendo dos atores envolvidos, a atual guerra da Ucrânia contra a Rússia pode parecer café pequeno, especialmente quando se mistura o fanatismo religioso protagonizado por Hamas, Hezbollah e outros.

Arquitetos e engenheiros 60+ terão atendimento inclusivo em Gravataí

Iniciativa do projeto Uma Senhora Cidade, um Senhor Futuro prevê maior atenção na tramitação de processos para profissionais com mais de 60 anos.


A exclusão digital é uma realidade para a maioria dos profissionais que já estavam no mercado de trabalho antes da popularização da internet. Pensando nisso, a Prefeitura de Gravataí lançou um projeto-piloto que se propõe a fazer justiça digital. A partir de agora, profissionais de engenharia, arquitetura e técnicos com mais de 60 anos, vinculados ao CAU-RS (Conselho de Arquitetura e Urbanismo do RS), Crea-RS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), CRT (Conselho Regional de Técnicos) e CFT (Conselho Federal de Técnicos), terão atendimento inclusivo na tramitação de projetos junto à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano. 


A iniciativa é parte do projeto Gravataí, uma Senhora Cidade, um Senhor Futuro, parceria entre a prefeitura e o Instituto Moriguchi. “Nossas tramitações são todas digitais e muito rápidas, mas notamos que uma parcela dos profissionais não nativos digitais esbarra em detalhes que são corriqueiros para quem já nasceu na era das relações on-line”, explica o secretário Cláudio Luiz Carvalho dos Santos.


A lógica da nova ferramenta se baseia em uma triagem humana. Os profissionais que preencherem os requisitos necessários terão seus pedidos, assim que protocolados no site da prefeitura, encaminhados, via sistema, a servidores treinados para reconhecer eventuais lacunas. Na sequência, haverá um contato direto com o proponente para ajudá-lo a cumprir as etapas incompletas do processo.


“Esta é uma das primeiras iniciativas deste novo projeto voltado à terceira idade em Gravataí. Cabe ao poder público se antecipar ao envelhecimento da população em várias frentes, adaptando a cidade para oferecer serviços mais adequados e eficientes. É o que estamos fazendo: preparando a cidade para proporcionar mais bem-estar às pessoas com 60+, que têm uma série de direitos que precisam ser respeitados”, afirmou o prefeito Luiz Zaffalon.


Como funciona

Para acessar ao serviço, os profissionais deverão comprovar a idade e serem os responsáveis técnicos pelo projeto, entre outros requisitos para facilitar o atendimento. Com a iniciativa, a Prefeitura de Gravataí espera agilizar ainda mais as licenças ligadas à construção civil no município, gerando mais empregos e renda para a população. 


O serviço de inclusão 60+ da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano está disponível em https://abre.ai/gravatai-inclusivo. Na relação de Serviços, é preciso se identificar como profissional 60+ no início da descrição.

 

 


   

Fabio Freitas Jacques - O crédito de carbono

Há uma historieta, uma piada ou uma fábula, sei lá, que trata daquele camarada que era completamente sedentário, comia demais, sempre do bom e do melhor, e que, em função da escandalosa obesidade, consultou um especialista que lhe receitou, como exercício físico, uma caminhada diária de 10 quilômetros.

O que ele fez?

Contratou um molequinho para caminhar por ele, e deu por resolvido o problema. Continuou com seus hábitos alimentares e sedentários sem qualquer alteração porque, afinal de contas, com alguns trocados conseguiu ficar em paz com sua consciência.


Fabio Freitas Jacques. Engenheiro e consultor empresarial, Diretor da FJacques – Gestão através de Ideias Atratoras e autor do livro “Quando a empresa se torna azul – o poder das grandes ideias”.


Presidente da Federação Árabe Palestina diz que a mídia brasileira está com as mãos sujas de sangue

Em uma rancorosa entrevista à TV 247, cuja linha editorial é de apoio ao Hamas, o presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), Ualid Rabah, condenou a cobertura jornalística da grande mídia corporativa sobre o conflito entre Israel e Palestina:

- Até quando os veículos de comunicação de massa vão continuar nessa narrativa? Isso é genocídio midiático. Cada Guga Chacra desse país está com as mãos manchadas de sangue do povo palestino.

Rabah, referindo-se ao  jornalista e comentarista político da Rede Globo, atacou: "Eu sei que ele [Guga Chacra] não se importa com isso porque ele já manchou a mão de sangue lnes várias vezes, inclusive já foi acusado por libaneses por isso"

 Ele tentou ensinar a profissão aos jornalistas: "É crucial que a verdade prevaleça, e é responsabilidade dos jornalistas relatar os fatos com precisão e imparcialidade. 

A verdadeira face de Salvador Allende, por Renato Sant'Ana

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.
E-mail  sentinela.rs@outlook.com

 Nos 50 anos da deposição de Salvador Allende, vimos a imprensa (mas não só) multiplicar mentiras sobre o fato histórico. É o "efeito Goebbels": repetir, repetir, repetir uma mentira até fixá-la como verdade.

Ninguém aqui vai negar nem, muito menos, absolver os crimes da ditadura de Pinochet. O que se vai fazer, sim, é desmascarar a farsa que apresenta Allende como mártir e como se ele houvesse sido um homem justo que teve sua obra benigna destruída pelas forças do mal.

E aí está, aliás, um sinal de psicose coletiva: para falar dos crimes de um canalha como Allende, é preciso de antemão deixar enfaticamente claro que não se está defendendo a ditadura de Pinochet.

Pois o que segue é o retrato mais nítido da indignidade: um traidor de corpo inteiro a desonrar o Chile, o cínico que enganou o povo chileno.

Em 21/09/2005, o jornal britânico The Times publicou um resumo do livro "O Arquivo Mitrokhin", de Vasily Mitrokhin (um desertor da KGB, polícia secreta da União Soviética) e Christopher Andrew (historiador). O livro traz informações confidenciais da KGB. E revela que Salvador Allende era um agente pago do serviço secreto soviético. Detalhe: Allende recebia o dinheiro das mãos de Svyatoslav Kuznetsov, espião da KGB no Chile. Ou seja, Mitrokhin revelou que, às ocultas, o Allende sacralizado pelas esquerdas traía o Chile e servia a um governo estrangeiro.

Para o cérebro socialista, essa traição é justificável, dado o caráter internacionalista do socialismo, que despreza as fronteiras nacionais para instituir um sistema mundial e submeter todos os países ao tacão do partido socialista (e único no poder). Allende estaria, pois, servindo a causa maior do socialismo - e ganhando um dinheirinho, claro, que nenhum revolucionário é de ferro nem resiste a uma mordomiazinha.

Saliente-se que esse caráter do socialismo costuma ser omitido pelos intelectuais de esquerda, sobretudo pela parasitária casta acadêmica.

Fato é que, hoje, documentos provam que Allende era um traidor e um apóstolo da violência que desprezava a democracia. No entanto, como qualquer biltre de sua laia, ele se declarava cinicamente um democrata.

O ex-presidente chileno Eduardo Frei, falando ao repórter Luis Calvo, do jornal ABC de Madri, em 10/10/1973, denunciou aquilo que hoje documentos provam: os socialistas, com o patrocínio de Allende, introduziram no Chile uma imensa quantidade de armas, escondidas clandestinamente em residências, escritórios, fábricas e armazéns. "O mundo não sabia que o marxismo chileno dispunha de armamento superior em número e qualidade ao do Exército, armamento para mais de 30 mil homens, quando o Exército mal chega a essa cifra", disse Frei, sustentando que uma guerra civil estava sendo planejada pelos socialistas (que governavam então o Chile).

Frei não exagerou. O Congresso do Partido Socialista Chileno (partido de Allende), em 1967, aprovou uma Resolução que dizia: "(...) A violência revolucionária é inevitável e legítima (...). Só destruindo o aparato burocrático e militar do Estado-burguês pode consolidar-se a revolução socialista", profissão de ódio que foi confirmada no Congresso de 1971.

Mas a propaganda faz uma narrativa segundo a qual "Allende acreditava na via eleitoral da democracia representativa e julgava possível instaurar o socialismo dentro do sistema político então vigente em seu país". Quer dizer, tomar o poder pelo voto e, uma vez no governo, trair a vontade do povo e implantar um regime totalitário. Será isso democracia?

Carlos Altamirano, prócer do socialismo chileno, afirmou que Allende, até por volta de 1960, era um político tradicional e social-democrata convicto, quando entrou num crescente processo de radicalização. Mas sem jamais (acrescentou) duvidar da democracia chilena. Ou seja, como visto acima, Allende acreditava que usaria os meios da democracia (o voto inclusive) para impor ao Chile um regime comunista subordinado à União Soviética, a quem ele servia. Era o que hoje, de modo mais sutil e mais insidioso, as esquerdas chamam de "fazer a revolução por dentro".

Eleito em 1970 com apenas 36% dos votos válidos, Allende assumiu o poder com uma frente de esquerda que reunia grupos cujo método de ação era a guerrilha e o terror, com destaque para o agressivo MIR (Movimiento de Izquierda Revolucionária), fundado para realizar a luta armada. Durante o seu governo, os seus comparsas praticaram tortura, assassinatos, invasões de terras, assaltos a bancos e outros atos de terrorismo.

Como a história romanciada só manifesta a tendência de quem a escreve, não a verdade dos fatos, Allende é ardilosamente maquiado como um homem amigo do seu povo, confiante, pacífico e com uma profunda crença na democracia. Tudo para enfiar na cabeça dos idiotas úteis a falsa crença em que o socialismo é um comunismo mais humano.

Pois esse "Mahatma" Allende, que, na presidência, dizia-se numa "guerra não declarada", não quis ter a sua segurança feita pelas Forças Armadas nem pela polícia, ao contrário doutros chefes de Estado: a sua segurança era feita pelo chamado Grupo Amigos do Presidente (GAP), guerrilheiros com instrução militar completa recebida em Cuba e, notem bem, chefiados por um membro do Serviço de Inteligência cubano.

O GAP, que reunia 134 guerrilheiros, recebia treinamento permanente dos cubanos no Centro de Instrução Militar El Cañaveral, que outra coisa não era senão a casa de campo do presidente Allende. E contava com três depósitos de armas e munição: na citada casa de campo, na residência do presidente (a chamada Casa Presidencial de Tomás Moro, que era também outro quartel do GAP) e, pasmem, no palácio La Moneda, sede do governo.

Não foi por acaso, pois, que, em 1971, Fidel Castro, o tirano de Cuba e lacaio da União Soviética, percorreu o Chile por cerca de um mês, alentando com sua verborragia as aspirações revolucionárias e pregando a necessidade de ser preservada "a unidade do conjunto da Esquerda".

Já não há controvérsia. Allende era o colaboracionista que, chefiado por Fidel Castro, desrespeitava a lei chilena para obedecer ao governo de Moscou. A esse fato, somem-se que, embora clandestinos, os atos das facções esquerdistas no Chile (com apoio dele), não eram invisíveis e foram gerando crescente revolta na população, da qual Allende nunca teve amplo apoio, eleito que foi por apenas 36% dos votos válidos.

Allende quebrou todas as regras. E a situação ficou insustentável ante o fato de seu governo introduzir ilegalmente armas no Chile, treinar guerrilheiros em preparação de uma guerra civil e permitir intromissão estrangeira no país, com o que afrontou a lei 12.927/1958 (Lei de Segurança do Estado) então em vigor.

Na citada entrevista, Eduardo Frei sintetiza as circunstâncias da queda de Allende, afirmando que o Congresso Nacional e a Suprema Corte (máximas autoridades do legislativo e do judiciário) denunciaram que o governo vinha fraudando a Constituição, acordos votados no parlamento e até sentenças exaradas por juízes sem qualquer vinculação política.

Frei também relata que, por omissão ou comissão inclusive da imprensa, a comunidade internacional ignorava que Allende, quebrando suas promessas e se afastando da legalidade, começou uma obra de destruição sistemática da nação, enquanto se espalhava no mundo uma mentira dizendo que se fazia um raro experimento político no Chile com a implantação do marxismo por métodos legais, constitucionais e civilizados. Mentira!

Ora, o modelo de Estado de inspiração marxista extingue as liberdades e é, obviamente, incompatível com a democracia. Fora disso o que há é retórica mentirosa para engrupir em especial a juventude escolarizada.

Como se vê, as mentiras sobre Allende começaram antes da sua deposição. E servem como cortina de fumaça para ocultar o que ocorria de fato. O Chile era palco de um embate da Guerra Fria. Foi derrotado quem tentava implantar no país o totalitarismo soviético (o pior modelo de ditadura já visto). E quem venceu se alinhava com os Estados Unidos.

Para se ter ideia do drama de que o Chile escapou, basta saber que o comunismo (implantação avançada do socialismo) matou na União Soviética 62 milhões de pessoas entre 1917 e 1987. E na China, mais de 76 milhões de chineses foram mortos pelo regime comunista entre 1949 e 1987, além dos 3,5 milhões de civis que o Partido de Mao Tsé-Tung assassinou antes de consumar a revolução chinesa (totalizando 80 milhões): só nesses dois casos (e há muitos mais) o número de mortos ultrapassa os 140 milhões.

Os fatos falam por si. Em 1973, poderes instituídos da República chilena denunciavam a ilegalidade do regime e abusos das facções socialistas, e a maioria do povo repudiava o governo de Allende: é fácil entender por que o 11 de setembro teve amplo apoio. Não quer dizer que se tenha então dado carta branca aos crimes que vieram depois, mas apenas que, isto sim, ninguém queria o autoritarismo, a corrupção nem a violência do regime socialista que se estava impondo ao Chile.

A História ensina. Mas, quem aprende com ela? Allende liderava um plano de impor ao Chile um regime totalitário, pior modelo de ditadura que já se viu, com supressão total das liberdades. Pinochet liderou a reação e tirou o Chile das garras do comunismo soviético, mas impôs ao país uma ditadura vergonhosa. A lição que daí se tira - que professores de História costumam ignorar - é que a concentração do poder político num regime fechado (tenha rótulo de esquerda ou de direita) descamba para a violência estatal regida por governos autoritários, o que só favorece a supremacia dos egoístas, a insegurança jurídica, o abuso da força para instaurar a "ordem do medo" e a óbvia supressão das liberdades.

Porém, se o que se quer é viver numa civilização baseada no certo, no bom e no justo, então a solução é um "regime democrático", o que só é possível com uma sociedade aberta, um Estado transparente (com o império da lei, não do juiz) e o resguardo da livre iniciativa (em seu sentido mais amplo): eis tudo o que o comunista Salvador Allende não queria.