Pimenta

Eu acho que nem mesmo o jornalista Guilherme Baumhardt sequer sonhou que ao gritar "Vaza, Pimenta ", nos microfones do seu programa "Agora Brasil", quinta-feira de manhã, resultaria de fato no imediato expurgo do ministro que o governo nomeado enfiou goela abaixo dos gaúchos como uma espécie de vice-rei lulopetista do Rio grande do Sul ... e já no dia seguinte, através do decreto 12.026.

Claro que o governo nomeado não demitiu o ministro, mas determinou que a partir de agora ele terá que exercer suas funções em Brasília e não mais em Porto Alegre, onde ele passou os últimos 23 dias fazendo e acontecendo, o que vem a dar no mesmo.

Pimenta caiu em desgraça porque é politicamente inepto e administrativamente incompetente.

O seu governo nomeado já tinha caído em desgraça bem antes dele, mas tenta salvar a cara ao encontrar este exemplar bode expiatório para justificar sua esperada incompetência. O governo nomeado, segundo o deputado Bibo Nunes me disse há pouco, nãoentregou nada até agora e fica só no blá-blá-blá para aparecer nasa fotos e nos vídeos da Rede Globo e da RBS.

A população já se encheu dessa pantomima toda.

"O ministro fugiu", gritou o combativo vereador Ramiro Rosário, ao reverberar a queda. Políticos e empresários que detestaram a nomeação e a intervenção, desabafaram com sonoros "Ufas ! de alívio, já que não precisarão mais tolerar a incômoda presença do gauleiter lulopetista.

Populares já o vaiavam quando aparecia em público.

Um desgaste tremendo para o governo nomeado.

Todo mundo queria sua cabeça, começando pelo governador Eduardo Leite, que recebeu sua nomeação com visível contrariedade, conforme registram as fotos e os vídeos do comício politiqueiro que o governante nomeado promoveu na Unisinos, dia ..., São Leopoldo, em ambiente controlado pelo prefeito lulopetista da cidade, o prefeito Ary Vannazi. Eduardo Leite, como bom cabrito, não gritou, mas minou a autoridade do ministro, nomeando um secretário para fazer a interlocução com Pimenta, cortando-lhe o acesso ao seu gabinete. 

Nem o prefeito de Porto Alegre quis receber o ministro. 

Os próprios ministros fizeram corpo mole e nada entregaram durante a gestão de Paulo Pimenta, O Breve. 

Só quem o acolheu foi a companheirada lulopetista, inclusive o MST, e a RBS, sempre contemplada com generosas verbas publicitárias autorizadas na Secom por ninguém menos do que Pimenta, que acumula os dois cargos. 

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O povo gaúcho continua salvando o povo com resgates, abrigo, alimentos, remédios, conforto, num movimento incrível e heroico, levando os poderes públicos de arrasto. 

É algo jamais visto em situações de tragédias humanas Brasil afora.

Esta ação imediata do povo é seguida, agora, por empreendedores da indústria e do agro, mas também pela área de serviços, além de prefeitos, do governo estadual e do governo nomeado, tanto do RS quanto de outros Estados e do exterior. Neste momento, até arrozeiros deslocam suas bombas de irrigação das lavouras para livrar o aeroporto Salgado Filho da cheia. 

No meu blog www.polibiobraga.com.br atualizou as informações mais relevantes em tempo real. Vá lá. 

Os pobres poderes públicos, inclusive os militares, chegaram mais tarde, vieram de arrasto e ainda parecem perdidos.

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Em Porto Alegre, o lago Guaíba voltou a subir, recuou, subiu e agora estabiliza há algumas horas em pouco mais de 4 metros, pelo menos 1 metro acima da calha normal de 3 metros, mas muito abaixo do momento mais alto da cheia, 5,35m. Inúmeras áreas voltaram a alagar.

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O mais recente boletim emitido pela Defesa Civil do RS revela que o número de mortos da atual tragédia das águas chegou a 169. O número de feridos é de 806.

Veja os principais números:

Municípios afetados: 469/ Pessoas em abrigos: 55.791/ Desalojados: 581.638/ Afetados: 2.345.400/ Feridos: 806/ Desaparecidos: 64

Óbitos confirmados: 165
Pessoas resgatadas: 83.593


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Brasesul 2024 adia evento de Porto Alegre

 O BRASESUL 2024 informa a todos os Congressistas, Fornecedores, Patrocinadores e à comunidade que, em função do ocorrido com o estado do Rio Grande do Sul, diante do tamanho do impacto, suas consequências e visando a entrega que sempre primamos, com a qualidade, responsabilidade e respeito a todos, resolve ADIAR o evento que ocorreria nos dias 8 e 9 de agosto de 2024.


Como ainda dependemos de informações da operação do Aeroporto Internacional Salgado Filho e agenda da FIERGS, estaremos definindo uma nova data oportunamente e a divulgaremos.


A certeza é que faremos um evento ainda maior, mais pujante e que muito contribuirá no apoio à reestruturação do Rio Grande do Sul. 


Confiamos na força do povo gaúcho para superar este momento difícil e agradecemos as mensagens de apoio, aos seguradores e demais patrocinadores que estão conosco, bem como aos que não estariam no BRASESUL 2024 e agora decidiram, em apoio ao Rio Grande do Sul, patrocinar e participar!  Isto nos traz a força que necessitamos!


Seguiremos firmes e fortes no desenvolvimento de nosso evento, que já conta com mais de 30 patrocinadores confirmados e as inscrições a caminho da nossa meta de 3.000 congressistas. 


Com o objetivo de qualificar e engrandecer ainda mais o evento vamos incluir uma Arena Temática para as Mulheres, aglutinando os encontros tradicionais existentes nos três estados (Encontro Feminino – RS, Mulheres em Ação – PR e Encontro Catarinense das Mulheres –SC). 


Contando com a compreensão e apoio de todos, mais uma vez agradecemos a cada um que tem ajudado e apoiado aos nossos irmãos Gaúchos, demonstrando a maior corrente de solidariedade da história do nosso país! 


Nos colocamos à disposição para dirimir quaisquer dúvidas, pelo nosso canal de WhatsApp +55 51 99973-4594 e disponibilizamos além do site www.BraseSul.com.br nossas redes sociais https://www.instagram.com/brasesul/  e  www.facebook.com/brasesul  


Agradecemos sua compreensão e apoio! 


Nosso Muito Obrigado!


Porto Alegre RS, 24 de maio de 2024.


COMITÊ ORGANIZADOR BRASESUL 2024

Nota da Anac

 “A ANAC recebeu na terça-feira, 21 de maio, o pedido da Fraport Brasil para avalição de reequilíbrio econômico-financeiro com vistas à recomposição de perdas decorrentes da inundação do aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre (RS), após as fortes chuvas que acometeram o Rio Grande do Sul.


“Por ora, a Agência está iniciando a análise do pleito, já considerando que há razão para apresentação do pedido, dado que foi reconhecido o caráter de caso fortuito (força maior) da ocorrência, condicionante para ressarcimento de recursos pelo poder concedente à concessionária.


“Na análise serão avaliados: a questão securitária relacionada ao sinistro observado, os prejuízos causados pelas enchentes e os custos de reconstrução do aeroporto.


“Ademais, o Governo Federal vem trabalhando para viabilizar a retomada das operações aéreas no aeroporto, que se encontra fechado por tempo indeterminado.


“Ressalta-se que ainda não se conhece a dimensão das perdas causadas pela inundação no Aeroporto de Porto Alegre. A situação só poderá ser avaliada após a diminuição de todo volume de água no complexo aeroportuário.

Seguros

 Empresas de seguro que atuam no Rio Grande do Sul já receberam 23.441 comunicados de acidentes decorrentes dos efeitos adversos dos temporais que atingem o estado desde o fim de abril. Segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), somados, os avisos de sinistros já ultrapassam a casa dos R$ 1,67 bilhão a serem pagos em indenizações, mas ainda estão muito distantes de representar a real dimensão dos prejuízos da catástrofe.

ACNseg acha que este será, provavelmente, o maior conjunto de indenizações já pago pelo setor segurador no Brasil em consequência de um único evento, superando o rompimento da barragem de Brumadinho (MG), da mineradora Vale, em 2019. 

Muitas seguradoras já estão pagando as primeiras indenizações

Conforme os dados fornecidos por 140 seguradoras associadas à Cnseg, o maior número de avisos de sinistro registrados entre 28 de abril e 22 de maio vem de clientes residenciais/habitacionais, totalizando 11.396 comunicados, o equivalente a cerca de R$ 240 milhões em pagamentos previstos. Em seguida vêm os contratantes de seguro automotivo, com 8.216 registros ou cerca de R$ 557 milhões, e o seguro agrícola, com 993 registros ou R$ 47 milhões.

Seguros como o empresarial, de transporte, riscos diversos e riscos de engenharia resultaram em 2.450 avisos de sinistros, totalizando uma previsão de pagamento de indenizações de pouco mais de R$ 322 milhões. Já os seguros contra grandes riscos, ou seja, seguros corporativos que incluem, entre outros, os empreendimentos de infraestrutura, englobam 386 avisos e atingem cerca de R$ 510 milhões.

Inmet prevê junho menos chuvoso no RS

 O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou o prognóstico climático para junho em todo o país. Segundo as previsões, no próximo mês as chuvas devem ficar abaixo da média no Rio Grande do Sul, estado que - desde o fim de abril - é atingido por fortes precipitações. 

As informações são da Agência Brasil, conforme reportagem assinada por Kleber Sampaio.


O tempo deve ser seco em boa parte do país no mês que vem. A exceção ficará por conta da região Norte do país, o leste da região Nordeste e áreas pontuais do Maranhão, Piauí e Ceará, onde estão previstas chuvas acima da média para junho. 


Segundo a Meteorologia, as chuvas acima da média no Norte devem favorecer a terceira safra de feijão e milho, enquanto que as menores precipitações no Sul devem desencharcar o solo. 


As temperaturas em junho devem ficar acima da média em todo o território nacional. No Rio Grande do Sul, são esperadas temperaturas baixas, inferiores a 14ºC, mas ainda assim até um grau acima da média para o mês. 


“Não se descarta a ocorrência de geadas em algumas localidades, especialmente aquelas de maior altitude, devido à entrada de massas de ar frio que podem provocar declínio de temperatura, o que é muito comum nesta época do ano”, diz o boletim divulgado pelo Inmet. 


Próximos dias 

Para o próximo fim de semana, não estão previstas chuvas para o Rio Grande do Sul, embora o tempo possa ficar encoberto. Contudo, as temperaturas devem cair à medida que um “anticiclone migratório” deve atravessar a região sul do estado. 


No sábado, o tempo ficará firme em todo o estado, mas no domingo podem ser registradas precipitações moderadas nas regiões da serra, metropolitana e no litoral norte gaúcho. Segundo a Meteorologia, o tempo deve ficar firme no fim de semana em Porto Alegre, com temperaturas variando entre 16ºC e 9ºC . 


Para a próxima semana, ainda há previsão de chuva, mas o tempo deve ficar mais estável, segundo informações do governo do estado. 


Os dados meteorológicos gaúchos são provenientes do Boletim Integrado Agrometeorológico 21/2024, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS-Ascar) e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).


Vaza Pimenta

O povo gaúcho continua salvando o povo com resgates, abrigo, alimentos, remédios, conforto, num movimento incrível e heroico, levando os poderes públicos de arrasto. 

É algo jamais visto em situações de tragédias humanas Brasil afora.

Melhor ainda é a ajuda que chega de tudo que é Estado e também do exterior. 

O que mais impressiona neste momento é que os poderes públicos, inclusive os militares, chegaram mais tarde, vieram de arrasto e ainda parecem perdidos.

Apesar da tragédia ainda em curso, alguns políticos esquerdopatas, que sumiram nos primeiros momentos da tragédia ou que demonstraram incompetência, tentam faturar politica e eleitoralmente em cima dos acontecimentos, com ênfase para o caso de Porto Alegre. É chamativo, por exemplo, o desespero da candidata do PT, a deputada Maria do Rosário, e seus aliados, que tentam culpar o prefeito Sebastião Melo pela tragédia das águas, como se ela não estivesse acontecedndo em outros 468 municípios do Estado. 

O PT não esqueceu nada e nem aprendeu nada.

É por isto que o jornalista Guilherme Baumhardt, da rádio +Brasil, num desabafo premonitório na manhã de segunda-feira, referindo-se ao deslumbrado ministro da Reconstrução nomeado por Lula, no caso o deputado Paulo Pimenta, bradou com indignação e revolta:

- Vaza, Pimenta.

No dia seguinte, ontem, Pimenta vazou, segundo o decreto 12.026, assinado por Lula:

“Art. 6º As autoridades da Secretaria Extraordinária terão exercício nas seguintes localidades:

I – em Brasília, Distrito Federal – o Ministro de Estado, o Coordenador-Geral e o Coordenador; e

II – no Município de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul – os demais ocupantes de cargos em CLIQUE AQUI para ler o decreto.

Contas externas

 As contas externas do país tiveram saldo negativo em abril de 2024, chegando a US$ 2,516 bilhões, informou nesta sexta-feira (24) o Banco Central (BC). No mesmo mês de 2023, o déficit havia sido de US$ 247 milhões nas transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda com outros países.

As informações são desta reportagem especial da Agência Brasil desta tarde, assinada pela repórter Andréia Verdelio.

Leia tudo:


A piora na comparação interanual é resultado da redução do superávit comercial, que teve queda US$ 578 milhões. Contribuindo para o resultado negativo nas transações correntes, os déficits em serviços e renda primária (pagamento de juros e lucros e dividendos de empresas) aumentaram em US$ 844 milhões e US$ 1,1 bilhão, respectivamente.


Já a renda secundária oscilou de déficit para superávit, com variação de US$ 249 milhões.


Em 12 meses encerrados em abril, o déficit em transações correntes foi US$ 35,271 bilhões, 1,57% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país), ante o saldo negativo de US$ 33,002 bilhões (1,48% do PIB) no mês passado. Já em relação ao período equivalente terminado em abril de 2023 houve retração; na ocasião, o déficit em 12 meses somou US$ 50,646 bilhões (2,52% do PIB).


De acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, as transações correntes têm cenário bastante robusto e vinham com tendência de redução nos déficits em 12 meses, que se inverteu a partir de março. Ele ressaltou que é um déficit externo baixo para os padrões da economia brasileira que está financiado por capitais de longo prazo, principalmente pelos investimentos diretos no país, que tem fluxos de boa qualidade. “Com isso, a gente tem as condições de financiamento da economia brasileira”, disse.


Os dados do Investimento Direto no País (IDP) no mês de abril somaram US$ 3,867 bilhões, com aumento de 26% em relação ao resultado de abril de 2023, que foi de US$ 3,059 bilhões.


No acumulado de janeiro a abril de 2024, o déficit nas transações correntes ficou em US$ 17,310 bilhões, contra saldo negativo de US$ 12,867 bilhões no primeiro quadrimestre de 2023.


Balança comercial

As exportações de bens totalizaram US$ 31,356 bilhões em abril, um aumento de 11,7% em relação aos R$ US$ 28,074 bilhões em igual mês de 2023. As importações somaram US$ 24,558 bilhões, também com elevação de 18,6% na comparação com abril do ano passado, quando chegaram a US$ 20,699 bilhões.


Sobre as importações, reduzindo o superávit comercial, Rocha explicou que o aumento na quantidade de bens importados puxou o crescimento, com destaque para os criptoativos, que são caracterizados como bens e contabilizados na balança comercial. Em abril, foram importados US$ 1,7 bilhão em criptomoedas, crescimento elevado em relação aos US$ 763 milhões registrados em abril de 2023.


Segundo o chefe de Estatísticas do BC, a popularização desses ativos explica a alta. “Embora criptoativos não sejam mais uma novidade, eu diria que ainda estão ganhando mercado”, disse. “Ao longo do tempo, as pessoas estão tendo maior conhecimento sobre como usar criptomoedas, sobre as transações que podem fazer, mais serviços que estão surgindo, mais formas de investimento”, acrescentou.


Com esses resultados, a balança comercial fechou com o superávit de US$ 6,798 bilhões no mês passado, ante saldo positivo de US$ 7,376 bilhões no mesmo período de 2023. “A soma de exportações e importações dá dimensão da abertura comercial brasileira. É a maior corrente de comércio registrada”, destacou Rocha.


Serviços

O déficit na conta de serviços – viagens internacionais, transporte, aluguel de equipamentos e seguros, entre outros – somou US$ 3,985 bilhões em abril, ante os US$ 3,142 bilhões em igual mês de 2023, crescimento de 26,9%. Segundo Rocha, o déficit em serviços vem aumentando neste ano e, no mês passado, foi o principal responsável pelo aumento do déficit das transações correntes.


Ela acrescentou que a conta vem se diversificando; enquanto despesas com transporte e viagens internacionais tradicionalmente refletiam as tendências da conta, nos últimos meses rubricas associadas a serviços digitais, operações por plataformas e de pagamento de licenças de softwares têm ganhado importância, mesmo que em amplitude menor que transporte, por exemplo.


Na comparação interanual, a maior alta da conta foi no déficit em serviços de propriedade intelectual, que cresceram 175%, somando US$ 889 milhões.


As despesas líquidas com transportes cresceram 36,5%, somando US$ 1,4 bilhão. Já em aluguel de equipamentos, o déficit teve alta de 36,6%, para US$ 856 milhões. As duas rubricas estão associadas à dinâmica da atividade produtiva, investimentos e volume de importações.


No caso das viagens internacionais, em abril, o déficit na conta fechou com redução de 30,5%, chegando a US$ 544 milhões, resultado do aumento de 37,2% (para US$ 620 milhões) nas receitas (que são os gastos de estrangeiros em viagem ao Brasil) e redução de 5,8% nas despesas de brasileiros no exterior (para US$1,2 bilhão).


“É o maior valor em receitas para o mês de abril. E quando olhamos dados do Ministério do Turismo e da Embratur vemos isso ratificado”, disse Rocha, explicando que o crescimento das receitas maior que as despesa explica a redução do déficit da rubrica.


Rendas

Em abril de 2024, o déficit em renda primária - lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários - chegou a US$ 5,482 bilhões, aumento de 25% ante os US$ 4,387 bilhões no mesmo mês de 2023. Normalmente, essa conta é deficitária, já que há mais investimentos de estrangeiros no Brasil – e eles remetem os lucros para fora do país – do que de brasileiros no exterior.


As despesas líquidas com juros passaram de US$ 1,159 bilhão em abril de 2023 para US$ 1,778 bilhão no mês passado, aumento de 53,4%. No caso dos lucros e dividendos associados aos investimentos direto e em carteira, houve déficit de US$ 3,732 bilhões em abril, frente aos US$ 3,244 bilhões de déficit observado no mesmo mês de 2023.


A conta de renda secundária – gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens – teve resultado positivo de US$ 154 milhões no mês passado, contra déficit US$ 95 milhões em abril de 2023.


Financiamento

Como citado anteriormente, os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) subiram na comparação interanual. O IDP somou US$ 3,867 bilhões em abril passado, ante US$ 3,059 bilhões em abril de 2023, resultado total dos ingressos líquidos em participação no capital. O IDP acumulado em 12 meses totalizou US$ 67,338 bilhões (3,01% do PIB) em abril de 2024, ante US$ 66,530 bilhões (2,98% do PIB) no mês anterior e US$ 67,399 bilhões (3,36% do PIB) no período encerrado em abril de 2023.


Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque os recursos são aplicados no setor produtivo e costumam ser investimentos de longo prazo. A previsão do BC é que os investimentos diretos no país cheguem a US$ 70 bilhões em 2024, segundo o último Relatório de Inflação, divulgado no fim de março.


No caso dos investimentos em carteira no mercado doméstico, houve saída líquida de US$ 6,675 bilhões em abril de 2024, composta por despesas líquidas de US$ 6,055 bilhões em títulos da dívida e de US$ 620 milhões em ações e fundos de investimento. Nos 12 meses encerrados em abril último, os investimentos em carteira no mercado doméstico somaram ingressos líquidos de US$ 1,4 bilhões.


Fernando Rocha explicou que é característica dessa conta ter ingressos e saídas se alternando, com fluxos mais voláteis, diferente dos investimentos diretos, que são mais estáveis. “Em abril, houve, pontualmente, a saída mais forte do ano [até agora]”, disse.


O estoque de reservas internacionais atingiu US$ 351,599 bilhões em abril de 2024, recuo de US$ 3,409 bilhões em comparação ao mês anterior.