Eduardo Bolsonaro diz que funcionário americano falsificou entrada de Felipe Martins nos EUA

 Eduardo lança suspeitas sobre o próprio ministro A. de Moraes, que com base na declaração falsa manteve Martins preso durante meio ano. Moraes baseou-se em nota sobre o caso e que foi assinada pelo jornalista Guilherme Amado, demitido no final desta semana pelo site Metrópoles.

Embora a mídia mainstream (a grande mídia) evite o assunto, sequer para especular, nas redes sociais ganhou volume neste final de semana as revelações feitas pelo deputado Eduardo Bolsonaro, segundo as quais foi falsa a notificação de entrada do ex-assessor internacional de Bolsonaro, Felipe Martins, tudo no âmbito do registro do sistema de imigração americano no final de 2022, 

Eduardo, que esteve na casa de Trump no dia do anúncio de sua vitória, disse que o presidente poderá mandar investigar o caso, identificar o funcionário e puni-lo. Ele declarou que a inserção do nome de Filipe Martins no sistema de imigração foi uma “fraude” e que está em contato com parlamentares republicanos para investigar o caso. Ele sugeriu que a suposta manipulação teria sido realizada por funcionários de imigração a pedido de autoridades brasileiras, destacando que a inclusão de uma entrada falsa é considerada crime nos EUA

Previsões do Boletim Focus

 O Boletim Focus de hoje prevê que no caso do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), considerado a inflação oficial do país, hav erá alta alta em 2024, chegando a 4,62% para o fechamento de 2024. Há uma semana, a expectativa era de que o ano fecharia com uma inflação de 4,59%. Há quatro semanas, a previsão era 4,39%.

Câmbio e PIB

As expectativas relacionadas ao valor do dólar aumentou pela quarta semana consecutiva, chegando a R$ 5,55. Há uma semana, o mercado financeiro projetava que a moeda norte-americana fecharia 2014 custando R$ 5,50; e há quatro semanas, R$ 5,40. As previsões para o crescimento do país permanecem estáveis, o que era de certa forma esperado, uma vez que já estamos em novembro. Com isso, o mercado financeiro mantém em 3,10% as expectativas de crescimento do PIB.

Selic

Também se mantém estável as expectativas do mercado financeiro para a taxa básica de juros (Selic) ao final do ano, em 11,75%. Este percentual tem se mantido estável há seis semanas consecutivas. Para 2025, é esperado que o ano feche com uma Selic de 11,5%; e para 2026, em 10%.

Opinião

 O governador Ronaldo Caiado, Goiás, teve, ontem, seu dia de vingança, ao mandar o governo federal nomeado lulopetista cuidar do seu galinheiro, em vez de exigir apoio dos governadores a uma inaceitável proposta de PEC da Segurança, cujo objetivo final é mesmo botar a mão na área de segurança dos Estados, violando o princípio federativo.

É que ao se opor à PEC, cara a cara, Caiado foi criticado por Lula.

O assassinado do delator do PCC, o empresário Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, escancarou a incúria e a incompetência do governo federal no combate ao crime que mais lhe compete combater, que é o crime organizado, sem contar o fato de que o caso ocorreu dentro do Aeroporto de Guarulhos, que pela lei deve ser protegido pela polícia aeroportuária, portanto pela PF.

Na sua fúria por prestar serviços ao ministro A. de Moraes, perseguindo ativistas políticos da oposição, inclusive mulher que pinta com batom a estátua da Justiça ou a velhinha que anda com a Bíblia sob o braço, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal atuam mais como política política do que como polícia de verdade.

Polícia Federal abre inquérito sobre assassinato de delator do PCC

Horas depois de receber críticas ferozes do governador Ronaldo Caiado e do senador Sérgio Moro, que o acusou por incúria e incapacidade, o governo federal lulolpetista mandou a Polícia Federal abrir um inquérito policial para investigar o homicídio ocorrido nesta sexta-feira (8/11) no desembarque do Terminal 2 do Aeroporto de Guarulhos. A PF tem a função de polícia aeroportuária e falhou completamente.

A PF trabalhará integrada com a Polícia Civil de SP.

A vítima, Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, tinha um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público do Estado de São Paulo e delatou facções do crime organizado.

Imagens filmadas por pessoas que estavam no aeroporto mostram que o homem foi baleado por duas pessoas que saíram de um automóvel preto e dispararam diversas vezes, atingindo ainda mais três pessoas.

Logo após o crime, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas disse que "tudo indica que a ação criminosa está associada ao crime organizado".

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo confirmou que além de Gritzbach, um homem de 41 anos, que também havia sido baleado na sexta-feira, na ação dos atiradores no aeroporto, morreu na noite deste sábado (9). Ele estava internado no Hospital Geral de Guarulhos.

De acordo com a SSP, na tarde deste sábado, mochilas com armas de fogo foram localizadas nas imediações do aeroporto. A Polícia Militar foi informada por uma denúncia e, no endereço, constatou a veracidade da informação. 

“Ao todo foram apreendidas três mochilas contendo 2 fuzis 762 e 1 fuzil 556, uma pistola 9mm, uma placa automotiva, além dos carregadores e munições dessas armas”, disse a SSP.

Neste sábado, Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) informou que, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), fez uma oferta formal de proteção ao réu colaborador Antônio Vinicius Lopes Gritzbach e seus familiares para incluí-los no Programa Estadual de Proteção a Vítimas e Testemunhas (PROVITA/SP). “Entretanto, o beneficiário do Acordo de Colaboração Premiada recusou a proposta, alegando que pretendia continuar em sua rotina e gerindo seus negócios”, disse o MPSP, em nota.

Bolsonaro vai ou não vai ?

 Caso o STF negue a devolução do passaporte ao ex-presidente Bolsonaro, mesmo assim ele poderá viajar para os Estados Unidos e participar da cerimônia de posse do novo presidente americano Donald Trump, marcada para o dia 20 de janeiro, em Washington ?

E se o STF negar e o governo americano entregar um passaporte americano para Bolsonaro ?

É sobre isto que quero falar.

Bolsonaro disse, esta semana, que aguarda apenas o convite oficial do governo dos Estados Unidos para pedir de volta seu passaporte, confiscado em fevereiro pela Polícia Federal, tudo no âmbito de um inquérito flagrantemente inconstitucional e que tem o comando do ministro Alexandre de Moraes - sempre ele. O inquérito trata de uma possível tentativa de golpe de Estado e que já se arrasta por quase três anos.

Por que Moraes e o STF cassaram o passaporte de Bolsonaro ? 

A alegação ridícula é de que ele pode fugir antes que o inquérito realizado pela Polícia Federal e sob o comando de Moraes seja concluído, coisa que nem se sabe quando acontecerá.

A coisa é tão patética que desde que o passaporte foi confiscado, Bolsonaro, noutra punição antecipada e que não existe nem para bandido condenado, está proibido de conversar com o presidente do maior Partido do Brasil, nada casualmente o Partido do qual o próprio Bolsonaro é presidente de Honra.

Bolsonaro já pediu a devolução do passaporte outras três vezes, sempre sem sucesso.

Será diferente desta vez ?

Acho que desta vez é mais em em cima e a negativa terá reação e repercussão de caráter internacional.

Como se sabe, projetos de retaliação a ministros do STF, com ênfase para o caso de Alexandre de Moraes, estão em exame na Câmara de Representantes dos Estados Unidos. E agora, não só a Câmara dos Deputados, mas também o Senado e a própria Casa Branca, estão sob controle dos Republicanos e de Trump, portanto de amigos e correligionários carnais de Bolsonaro.

O STF correrá o risco de provocar uma crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos.

A ver.

E se sair um passaporte americano para Bolsonaro ?

E por que não ?

Nada impede.

Isto resolveria o caso ?

Claro que não, porque Bolsonaro seria impedido de embarcar.



Artigo, Dagoberto Godoy - Por que não te calas ?

 O autor, Dagoberto Lima Godoy, é Advogado, RS.

O Banco Central aumentou novamente a taxa básica de juros (SELIC), o que terá consequências negativas para os negócios, no Brasil. Sendo assim, é natural que empresários lamentem o fato e expressem sua insatisfação. Mas o que não é fácil de aceitar é o tom e o foco das notas com que entidades que representam o setor – confederações, federações, associações etc. – manifestam suas críticas à decisão do Banco responsável por garantir a estabilidade econômica e financeira do país. Será que os dirigentes dessas entidades não conhecem as razões que induziram a desagradável medida, qual seja o descontrole dos gastos governamentais, a verdadeira causa do desbragado endividamento público e da renitente inflação que desgasta o poder aquisitivo da população?    

Alguém poderá dizer que é compreensível a cautela de um setor tão dependente do estado todo poderoso, que onera com tributos insaciáveis a produção de riqueza, que exerce o monopólio do crédito de longo prazo com juros subsidiados, e que se mostra implacável ao exercer o poder de polícia contra quem não seja “amigo do Rei”.  Quer dizer, que se deva compreender que setores tão vulneráveis a sanções governamentais evitem fazer críticas que possam irritar o poder. 

Mas, se é assim, por que não se calam, em vez de emitirem manifestações com meias-verdades, que só servem para endossar e estimular o discurso manipulador do governo que atiça a população contra o Banco Central, na tentativa de fazer deste o bode expiatório dos males que causam ao povo com sua gastança irresponsável? 

É de se lembrar a frase que o rei Juan Carlos I da Espanha dirigiu ao então presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que se excedia em seus despropósitos: “Por que não te callas”?


Declaração de bens – obrigação de ministro do STF

Marcus Vinicius Gravina

Cidadão brasileiro -Tit. Eleitoral 328036104/34

Refiro-me a uma obrigação legal imposta a ministro do STF, como condição essencial  a sua posse no Supremo Tribunal Federal  STF.  Lembrei-me do fato de que dois ministros do STF se insurgiram a um chamamento da Receita Federal e tiveram a solidariedade dos demais colegas togados.   Consta que os fiscais daquele órgão foram admoestados, para não dizer outra coisa. 

Este assunto foi lembrado pelo dep. Estadual Gustavo Victorino, que preferiu não entrar em detalhes. Quem é observador das atitudes dos ministros, sabe o que aconteceu. Pois, resolvi escrever alguma coisa sobre o que se transformou em um tabú.  Os ministros do STF se apresentam à sociedade como pessoas imunes à Receita Federal, são intocáveis.

 É quase desconhecida ou escamoteada dos cidadãos comuns, a obrigação e cada um dos ministros do STF de apresentarem NO MOMENTODA POSSE, suas declarações de bens e sucessivamente as alterações anuais, como cumprem os demais cidadãos brasileiros, E, é direito da sociedade ter conhecimento delas, sem precisar requerer.  Foi isto que o Poder Legislativo impôs aqueles funcionários públicos. 

O art.1º da Lei 8.730/1993: “ É obrigatória a apresentação de declaração de bens, com indicação das fontes de renda, NO MOMENTO DA POSSE, ou inexistindo esta , na entrada em exercício do cargo, emprego ou função, bem como no final de cada exercício financeiro , no término da gestão ou mandato e nas hipóteses de exoneração, renúncia ou afastamento definitivo, por parte das autoridades e servidores públicos adiante indicados: V-membros da Magistratura Federal.”

 Esta obrigação é taxativa aos membros da Magistratura (vide o caso dos desembargadores do Estado do Mato Grosso), sob pena do não cumprimento constituir crime de responsabilidade, segundo o art 3º – “a não apresentação da declaração que se refere o art. 1º por ocasião da posse. Implicará na não realização da posse e a não realização daquele ato, ou sua nulidade, se celebrado sem este requisito essencial”. 

A data da posse passa a ser o marco inicial ao futuro acompanhamento da evolução patrimonial dos ministros empossados no STF,  seguindo-se tal obrigação, às declarações das alterações patrimoniais anualmente.

Sem nova lei que altere as disposições da Lei 8.730/1993, advirto, que não cabe ao TCU e a ninguém , expedir Instrução Normativa contrária ao mandamento legal em vigor, inscrito em lei especial, o que configuraria flagrante ato inconstitucional.


A tendência do TCU - servo do sistema dominante - é relativizar ou afrouxar a obrigação expressa em lei quando interessar aos poderosos da República. Para depurar este ranço do TCU estou confiante na nomeação do conselheiro do TCE/RS, Cezar Miola.

Os recentes atos e votos dos ministros do STF podem estar eivados de vícios ou nulidades sem o cumprimento da informação dos seus bens no momento da posse.  Como se trata de última instância judicial o lógico é serem os ministros julgados   pelo Senado da República, a quem coube a entrevista de aprovação, e a tomada de juramento ou compromisso dos ministros, diante da Constituição Federal.

Sobre este assunto há o entendimento no Poder Judiciário,  de que “não configura violação da intimidade, sigilo fiscal, bancário  ou exposição de informações pessoais”. 

É condição ou ônus reconhecido  e assumido de quem optou pelas funções descritas na lei especial ora comentada. 

A Instrução Normativa do TCU n. 87, de 12.08.2020, dispões sobre a forma de recebimento de cópia da declaração que alude o art.1º, caput, da Lei 8.730/1993. Ela não se sobrepõe à lei. 

O ministro Alexandre de Moraes afirmou perante seus pares: “há necessidade de publicidade, pois a Constituição Federal consagrou expressamente o princípio da transparência como um dos vetores imprescindíveis à administração pública” .  Tais dados devem permanecer públicos. 

Os atos dos últimos ministros empossados, Cristiano Zanin e Flavio Dino que presidem ou estão conduzindo suas próprias decisões monocráticas, como a do congelamento das emendas parlamentares, caso do ministro Dino, pode ter incorrido na nulidade ”ex tunc” dos seus atos. A  cessação tem de ser imediata. 

Quem sabe informar se todos os ministros do STF declararam, na forma da lei,  seus bens e as fontes de rendas? Onde estão depositadas suas declarações de bens, para conhecimento dos cidadãos brasileiros? Quem fiscaliza ou deixou de cumprir a fiscalização  desta obrigação dos ministros do STF? 

É da toga  que se deve cobrar maior rigor no cumprimento das nossas leis. 

O  “calcanhar de Aquiles” dos poderosos, como foi na condenação dos mafiosos nos Estados Unidos, pode estar na falta do correto cumprimento da obrigação da citada lei sobre a declaração de bens.  É crime.

Esta é a minha opinião, servida na bandeja do direito constitucional de livre expressão.

Caxias do Sul, 5.11.2024