Flávio Bolsonaro percorre três cidades gaúchas em agenda nesta quarta-feira

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) estará no Rio Grande do Sul nesta quarta-feira (14 de outubro), com compromissos em Porto Alegre, Alvorada e Canoas. A agenda sofreu alterações em relação à programação inicial e prevê visitas a comunidades, contato com moradores e comerciantes e uma mobilização popular na Capital. 

Flávio estará acompanhado do governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), além de lideranças políticas como o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), o governador reeleito de Santa Catarina, Jorginho Mello, e o governador eleito do Paraná, Sérgio Moro. A passagem pela região do Dique, no bairro Sarandi, na Zona Norte de Porto Alegre, está entre os compromissos previstos, em uma área que enfrenta desafios relacionados às enchentes. 

Segundo Zucco, a visita será uma oportunidade para Flávio conhecer de perto os problemas enfrentados pelos gaúchos e ouvir as demandas da população. A programação também prevê caminhadas em Alvorada e uma mobilização no Centro Histórico de Porto Alegre. Os locais exatos de algumas atividades e o trajeto final ainda dependem de confirmação. 

Confira a programação completa 

QUARTA-FEIRA, 14 DE OUTUBRO 

12h — PORTO ALEGRE | Bairro Sarandi

  • Local: campo próximo à Vila Brasília, na região do Dique.
  • Atividade: visita à comunidade e pronunciamento à imprensa.

13h30 — ALVORADA | Centro

  • Atividade: caminhada com comerciantes e moradores.
  • Ponto de partida: a confirmar.

15h — CANOAS

  • Local: a confirmar.
  • Atividade: compromisso com programação a ser detalhada.

17h — PORTO ALEGRE | Centro Histórico

  • Atividade: mobilização popular.
  • Trajeto: a confirmar.

19h — EMBARQUE

  • Encerramento da agenda de Flávio Bolsonaro no Rio Grande do Sul.

Natal Luz de Gramado terá investimento de R$ 41 milhões e mais de 400 atrações

Gramado se prepara para a 41ª edição do Natal Luz, uma das principais atrações turísticas do calendário brasileiro. Com investimento de R$ 41 milhões, o evento terá 88 dias de programação e mais de 400 atrações artísticas e culturais. A expectativa é receber 2,8 milhões de visitantes, movimentando hotéis, restaurantes, comércio e serviços da região. 

A decoração contará com cerca de 4 milhões de pontos de LED e mais de 1,3 mil elementos decorativos espalhados pela cidade. Entre as atrações gratuitas estão O Despertar das Luzes, diariamente às 20h, em frente ao Palácio dos Festivais, a Parada de Natal, às sextas-feiras, sábados e domingos, além das atividades na Rua Coberta e na Vila de Natal, na Praça das Etnias. 

Entre os espetáculos tradicionais, o Grande Desfile de Natal terá mais de 400 personagens, 11 carros alegóricos e novas cenas, no Expogramado. 

O Nativitaten também ganhará mudanças de palco e recursos tecnológicos. A programação inclui ainda duas novidades pagas: O Brilho do Natal e Natal Luz in Concert, com a Orquestra Sinfônica de Gramado. 

Datas e programação 

  • Período: 22 de outubro de 2026 a 17 de janeiro de 2027.
  • Duração: 88 dias de programação.
  • Investimento: R$ 41 milhões.
  • Público esperado: 2,8 milhões de visitantes.
  • O Despertar das Luzes: diariamente, às 20h, em frente ao Palácio dos Festivais.
  • Parada de Natal: sextas-feiras, sábados e domingos.
  • Grande Desfile de Natal: Expogramado, com mais de 400 personagens e 11 carros alegóricos.
  • Nativitaten: Serra Park, com música, iluminação e efeitos especiais.
  • Outras atrações: Rua Coberta, Vila de Natal, O Brilho do Natal e Natal Luz in Concert.

- Os horários específicos, os dias de apresentação dos espetáculos pagos e a disponibilidade de ingressos devem ser confirmados nos canais oficiais do evento. 

Saiba mais em https://www.natalluzdegramado.com.br/

Artigo, especial, Adão Paiani - Ana Elisa e a banalidade do mal: quando a tolerância vira cumplicidade.

- Adão Paiani é advogado em Brasília perante os tribunais superiores.

A banalidade do mal, conceito desenvolvido por Hannah Arendt em Eichmann em Jerusalém: Um relato sobre a banalidade do mal, ajuda a compreender como o intolerável pode ser normalizado quando a ideologia substitui o julgamento crítico. É essa reflexão que o caso da deputada federal eleita Ana Elisa, do PT de Minas Gerais, impõe ao Brasil. Em publicações nas redes sociais, Ana Elisa expressou hostilidade contra pessoas brancas, manifestou posições sobre o aborto e dirigiu declarações agressivas aos cristãos evangélicos. São palavras pelas quais a própria parlamentar deve responder. A responsabilidade é de quem escreve e publica. Ponto. A juventude não é salvo-conduto. Ter 15, 17 ou 21 anos não apaga palavras nem elimina responsabilidades. Tampouco a condição de mulher, a identidade racial ou qualquer outra característica pessoal ou coletiva pode funcionar como imunidade contra a crítica. Uma retratação não encerra o debate. Quem pretende representar centenas de milhares de brasileiros precisa responder pelas ideias que expressa. O mais grave, porém, é a complacência diante dessas manifestações. Ela não se limita à esquerda, cujos setores frequentemente condenam nos adversários aquilo que relativizam nos próprios militantes. Há também pessoas da direita e até católicos que procuram justificar a conduta da deputada alegando que ela é jovem, foi ideologizada ou sofreu uma espécie de lavagem cerebral. É o falso humanismo: invocar a piedade para dispensar alguém da responsabilidade por seus atos. Compreender a influência do ambiente sobre uma pessoa não significa absolvê-la. É possível repudiar as ameaças contra Ana Elisa, cuja autoria e circunstâncias precisam ser apuradas, e, ao mesmo tempo, criticar com firmeza suas declarações. Uma coisa não elimina a outra. É nesse mecanismo de normalização e complacência que a reflexão de Hannah Arendt ganha relevância. O perigo está em abandonar o julgamento moral quando ele contraria nossas preferências políticas. Não é necessário equiparar situações históricas distintas para reconhecer que nenhuma convicção ideológica deveria nos impedir de distinguir o aceitável do intolerável. Ana Elisa se declara católica, mas manifesta posições frontalmente contrárias ao ensinamento da Igreja, como no tema do aborto. Essa contradição interpela também a Igreja Católica brasileira. Cabe questionar a responsabilidade pastoral de setores do episcopado e de correntes progressistas que, sob influência da Teologia da Libertação, aproximaram a atuação religiosa da militância ideológica e relativizaram aspectos fundamentais da doutrina. Quando a identidade católica convive sem aparente conflito com posições que contradizem os ensinamentos da Igreja, é legítimo perguntar que formação de consciência está sendo oferecida aos fiéis. Há ainda uma consequência política incontornável. A esquerda, que historicamente mobilizou trabalhadores em torno de salários, emprego, moradia e combate às desigualdades, vê parcelas de sua militância substituírem essas preocupações pela guerra das identidades, pela patrulha ideológica e pela cultura woke. Essa matriz é destrutiva: fragmenta a sociedade, alimenta antagonismos e transforma diferenças em trincheiras políticas. Não é progresso, mas desagregação social. Ao abrir espaço para esse radicalismo e relativizar condutas intolerantes, a esquerda se afasta de problemas concretos e de parte daqueles que historicamente dizia representar. O resultado eleitoral de 2026 deve ser examinado à luz dessa desconexão, entre outros fatores. O risco de suicídio político surge quando um projeto passa a confundir a radicalização de sua militância com os anseios da sociedade. Ana Elisa recebeu 524.219 votos. Mais de meio milhão de eleitores lhe conferiram um mandato, dando expressiva dimensão política à sua candidatura. Sua votação não permite afirmar que cada eleitor endosse cada uma de suas declarações, mas torna impossível tratar o episódio como irrelevante ou isolado. É justamente a projeção alcançada por uma candidata associada a esse discurso que deveria provocar reflexão. Não se trata de censura, mas de responsabilidade. Nenhuma ideologia tem o monopólio da virtude. Nenhuma causa concede licença para a intolerância. E ninguém deve ser absolvido apenas por pertencer ao campo político, religioso ou ideológico com o qual simpatizamos. A banalidade do mal também se alimenta de quem, em nome de uma suposta tolerância, se recusa a condenar o intolerável. Quando a ideologia silencia a consciência, e o humanismo, por ser falso, deixa de ser virtude e se transforma em cumplicidade.