A necessidade de restaurar o Brasil é uma unanimidade. Se sairmos às ruas e pergun tarmos aos cidadãos se é necessário restaurar o país, a resposta será unânime: sim! Quem é partidário das políticas de esquerda dirá que é preciso restaurar o Bra sil através da perseguição ao bolsonarismo, considerado uma anomalia e uma ameaça à democracia brasileira. Um indivíduo comum mencionará a roubalheira do PT e poderá até falar sobre a crise institucional e a perseguição jurídica. Apenas os membros da elite e algumas consciências compradas da grande mídia dirão que a polarização é a causa da nossa ruína e que a pacificação passa por algum acórdão inescrupuloso entre figurões da oligarquia nacional. É evidente a necessidade de curar o Brasil de alguma enfermidade, mas, como na medicina, o mais difícil é o diagnóstico — não o tratamento do paciente. Quando se trata de uma nação, não é diferente. Para termos um diagnóstico adequado das mazelas do Brasil, é preciso reconhe cer o colapso da consciência nacional, momento em que o país perdeu a capaci dade de formalizar sua autoimagem. Durante a crise do mensalão, foi exposta toda uma rede de corrupção, chanta gem e compra de consciências, instaurando uma desconfiança generalizada em relação às elites brasileiras. Se o partido do presidente da República, no regime de presidencialismo de coalizão, comprou os parlamentares que deveriam fiscalizar suas ações, quem seria confiável? Diante da podridão institucional, da falta de confiança na elite política e na clas se jornalística — que, à época, noticiou o escândalo, mas com o passar do tempo legitimou a presença do PT na arena política —, a ascensão do partido ao poder acabou por ser atribuída à imoralidade do povo e à ruína irrefreável do Brasil. A ascensão do PT ao poder no Brasil é um episódio histórico muito mal documen tado — tanto por tratar-se de um evento recente quanto por ter ocorrido em um período de lapso acadêmico, jornalístico e político. O partido alcançou o poder por meio de práticas criminosas, sofisticadas e de redes de contatos intercontinentais. O aparelhamento criminoso, a fraude, a compra de consciências, a propina e a perseguição atingiram níveis nunca vistos na história nacional. Tudo isso foi acompanhado de um discurso anti-establishment acerca de distribuição de ren da, justiça social e proteção do trabalhador. A chegada do PT ao poder não pode ser interpretada como consequência do declínio social brasileiro, tampouco como reflexo do apetite por assistencialismo. Tal conclusão ignora o vasto apara to criminoso que se enraizou nas instituições nacionais. Para reconstruir o Brasil, é preciso admitir e compreender que o país não tinha maturidade civil e institucional para lidar com uma quadrilha sofisticada, trai çoeira e articulada internacionalmente. É necessário compreender que o sequestro das instituições foi promovido para servir a um projeto de opressão e empobrecimento do povo brasileiro, e um dos resultados mais nefastos deste movimento foi a instauração de um narcoestado que já se apresenta a quem quiser ver. Compreendendo que não foi o povo a causa do apodrecimento nacional e da crise ins titucional, é possível arquitetar um projeto político voltado à convivência comum, ao desenvolvimento econômico e ao fortalecimento dos laços afetivos com a pátria. O Brasil não é um lar de bandidos nem um opressor de cidadãos; ele está assim. Essa circunstância é uma ofensa direta ao potencial e à natureza do país. • Após o mensalão, o colapso da consciência nacional expôs a desconfiança generalizada nas elites e a incapacidade do país de formalizar sua autoimagem. • A chegada do PT ao poder decorreu de práticas criminosas e redes sofisticadas de controle institucional, não de um suposto apetite popular por assistencialismo. • Reconhecer o sequestro das instituições é condição para um projeto político voltado à convivência comum, ao desenvolvimento econômico e ao fortalecimento dos laços com a pátria. É preciso retomar o Brasil
Artigo, especial, Lorenzo Carrasco e Geraldo Luís Lima - Margem Equatorial: licença à Petrobrás enlouquece a "Máfia Verde"
Artigo de Lorenzo Carrasco e Geraldo Luís Lima .
A concessão da licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) à Petrobras, para a realização de uma sondagem ex ploratória no Bloco 59 da Margem Equatorial Brasileira (MEB), no litoral do Amapá, anunciada na segunda-feira 20 de outubro, deflagrou um tsunami de histeria co letiva entre o aparato ambientalista-indigenista internacional que opera no Brasil. A reação, mais que previsível, proporciona uma pedagógica demonstração do modus operandi da “Máfia Verde”, em especial, no que se refere à manipulação da narrativa catastrofista que constitui o seu principal instrumento de ação. Neste quesito, merece atenção o “press release” do Observatório do Clima (OC), que sintetiza a fúria do aparato “verde-indígena” com a liberação da exploração às portas da conferência climática COP30. Para o OC, “a aprovação é uma sabotagem à COP e vai na contramão do papel de líder climático reivindicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cenário internacional”. O texto prossegue com uma ameaça ostensiva: “A decisão é desastrosa do ponto de vista ambiental, climático e da sociobiodiver sidade e, para enfrentá-la, organizações da sociedade civil e movimentos sociais irão à Justiça denunciar as ilegalidades e falhas técnicas do processo de licencia mento, que poderiam tornar a licença nula.” Uma mistificação: “Além de contrariar a ciência, que diz que nenhum novo projeto fóssil pode ser licenciado se quisermos ter uma chance de manter o aquecimento global em 1,5oC, a liberação do petróleo na Foz também se opõe a decisões legais de tribu nais internacionais sobre a urgência da interrupção da expansão dos combustí veis fósseis, incluindo deliberações recentes da Corte Interamericana de Direitos Humanos e da Corte Internacional de Justiça, que reforçam a obrigação legal dos Estados-nação de protegerem o clima.” E uma proposição que sintetiza a agenda de “exclusão econômica” da Amazônia: “Povos indígenas da Bacia Amazônica, parlamentares e sociedade civil vêm reite rando a necessidade de acabar com a expansão de petróleo e gás, sobretudo em áreas de alta biodiversidade, e de criar zonas de exclusão para atividades extrati vistas, a fim de proteger ecossistemas críticos para o planeta – começando pela Amazônia. É preciso estabelecer zonas prioritárias de exclusão da proliferação dos combustíveis fósseis, protegendo ecossistemas críticos para a vida no planeta. Por sua imensa relevância para o clima e para a biodiversidade, que enfrentam crises globais, a Amazônia deve ser uma dessas zonas, tanto para a exploração onshore quanto para a offshore.” Suely Araújo, que chefiou o Ibama no governo Temer e hoje dá expediente como coordenadora de Políticas Públicas (sic) do OC, dispara: “A emissão da licença para o Bloco 59 é uma dupla sabotagem. Por um lado, o governo brasileiro atua contra a humanidade, ao estimular mais expansão fóssil contrariando à ciência e apostando em mais aquecimento global. Por outro, atrapalha a própria COP30, cuja entrega mais importante precisa ser a implementação da determinação de eliminar gradualmente os combustíveis fósseis. Lula acaba de enterrar sua pretensão de ser líder climático no fundo do oceano na Foz do Amazonas. O governo será devidamente processado por isso nos próximos dias (grifos nossos).” • A histeria verde: A licença à Petrobras desencadeia reação coordenada de ONGs e entidades f inanciadas por fundações internacionais que tentam impedir a exploração de petróleo na Margem Equatorial. • A agenda de exclusão: O Observatório do Clima propõe transformar a Amazônia em zona de exclusão econômica, proibindo atividades produtivas sob o pretexto da “proteção global”. • O retrocesso planejado: As medidas defendidas por essas organizações — fechamento de hidrelétricas, usinas nucleares e restrição ao petróleo — revelam um projeto de desindustrialização e dependência energética. Pág. 1 continuação... "MARGEM EQUATORIAL: LICENÇA À PETROBRAS ENLOUQUECE A 'MÁFIA VERDE'" 26 de Outubro de 2025. Para argumentar em termos “científicos”, é convocado o Dr. Carlos Nobre, climatologis ta que é o “sumo-sacerdote” do templo catastrofista no Brasil: “(...) Além de zerar todo desmatamento, degradação e fogo na Amazônia, torna-se ur gente reduzir todas as emissões de combustíveis fósseis. Não há nenhuma justificativa para qualquer nova exploração de petróleo. Ao contrário, deixar rapidamente os atuais combustíveis fósseis em exploração é essencial.” Fundado em 2002, o OC se apresenta como “a principal rede da sociedade civil brasilei ra com atuação na agenda climática”, reunindo 133 ONGs e outras entidades engajadas na promoção do catastrofismo climático. Em seu site, aponta como doadores institu cionais: Instituto Clima e Sociedade (iCS); Climate and Land Use Alliance; Rainforest Foundation Norway; Fastenaktion; Packard Foundation; Global Methane Hub; Earth Alliance (Re: Wild); Open Society Foundation; e European Climate Foundation. Curiosamente, seus relatórios financeiros anuais não constam mais do site. Em 2015, o OC criou a MapBiomas, ONG dedicada a produzir relatórios anuais sobre a evolução da cobertura e os usos do solo no território brasileiro, com base na platafor ma Google Earth Engine, atuando como coordenadora de uma rede de ONGs, univer sidades e empresas de tecnologia, organizadas por biomas e temas transversais, com forte influência na política ambiental brasileira. Em dezembro de 2024, o OC divulgou o relatório Futuro da Energia: visão do Observa tório do Clima para uma transição justa no Brasil, documento que exemplifica a visão retrógrada do movimento ambientalista-indigenista. Para não estender-nos em dema sia, citamos apenas algumas das suas “medidas essenciais para a transição energética justa no Brasil”: “- a reversão da proposta governamental de expansão da exploração de petróleo em novas fronteiras, notadamente a Foz do Amazonas e outras bacias da Margem Equato rial brasileira; “ - a transformação da Petrobras numa empresa de energia, com foco no desenvol vimento de novos negócios, redução progressiva da produção de petróleo e investi mento relevante em fontes de baixo carbono, mediante estratégias que assegurem a manutenção valor da empresa no mercado; “- a garantia de que o necessário processo de reindustrialização do país seja pautado pela necessidade de redução das emissões de gases de efeito estufa; “- a garantia do desenvolvimento da indústria de hidrogênio com efetivo baixo teor de carbono, livre do gás fóssil; “- a eliminação do uso do carvão mineral para geração de eletricidade até 2027 e a re dução progressiva de seu uso industrial; “- a vedação da construção de grandes hidrelétricas (usinas com 300 MW ou mais); “- o fechamento de Angra 1 em 2025, com o fim da licença operacional, assim como o fechamento de Angra 2 no mesmo ano, antes do encerramento de sua vida útil, me diante a rescisão de contrato de operação, bem como a decisão de não implementação de Angra 3.” Como se percebe, são propostas ideologicamente motivadas, que denotam um desco nhecimento abissal do funcionamento das estruturas produtivas e infraestruturas as sociadas de uma sociedade industrializada e urbanizada moderna, e do estágio de de senvolvimento e perspectivas de evolução das tecnologias respectivas, cuja aplicação teria como resultado um virtual retrocesso tecnológico e civilizatório no País, inclusive, em termos ambientais. Todavia, a Batalha da Margem Equatorial ainda não está vencida, pois a “Máfia Verde” tem um histórico de litigâncias ambientais que sugere cautela, paciência e resiliência, além de disposição para sustentar a luta contra esses inimigos da Nação e do progresso.
Artigo, especial, Alex Pipkin - A Argentina está mesmo despertando
Alex Pipkin, PhD em Administração
Há algo de profundamente simbólico no que acaba de acontecer na Argentina.
Os aliados de Javier Milei venceram de forma contundente nas eleições legislativas — obtendo cerca de 40,68% dos votos — e, como de costume, os institutos de pesquisa (será mesmo que são institutos de pesquisa?) erraram feio. Erraram feio demais para que se trate apenas de erro técnico. A história se repete. Quando o resultado desafia a cartilha do pensamento peronista, as pesquisas “se equivocam”; quando serve à narrativa, acertam milimetricamente. Coincidência? Não. É a tática do desespero do “progressismo”.
A mídia e os tais institutos se transformaram em instrumentos de controle do imaginário coletivo. Disfarçados de ciência, produzem distorção. Não medem a realidade, moldam o que as pessoas acreditam que é a realidade. Foi assim na Argentina, é assim no Brasil. E, curiosamente, sempre contra quem ameaça o consenso “progressista”. Lá, Milei é o inimigo. Aqui, qualquer voz que desafie o estatismo coletivista é silenciada, ridicularizada ou transformada em inimiga da sociedade. A tática é sempre a mesma, a de manipular percepções, domesticar o povo, manter o rebanho dócil.
O que os argentinos fizeram neste outubro foi, em certo sentido, um ato de rebeldia civilizatória. Desmentiram, nas urnas, a farsa institucionalizada da opinião fabricada. O povo decidiu olhar para os fatos! Milei, em menos de um ano, restaurou o respeito à aritmética pública, impôs disciplina fiscal, cortou privilégios, reduziu a inflação e começou a reconstruir a credibilidade do país. Fez o que qualquer estadista deveria fazer, ou seja, governar com coragem, e não com medo da impopularidade. O resultado é que a sociedade começou a reagir. A Argentina, país sempre intoxicado pelo peronismo, parece finalmente acordar do seu torpor voluntário.
Enquanto isso, o Brasil parece permanecer entregue ao autoengano. Aqui, os institutos de pesquisa operam como oráculos oficiais do poder, os meios de comunicação como departamentos de propaganda oficial do partido, e as instituições como sacerdotes do coletivismo burocrático. Vivemos sob o dogma da tutela estatal e a crença infantil de que o governo pode ser simultaneamente papai e Papai Noel. Aqui, a mentira é metódica, o erro sistemático e, claro, o ceticismo manipulado. Mas, como toda farsa, também isso tem prazo de validade.
O contraste com a Argentina é devastador. Lá, um povo cansado de ser enganado decidiu enfrentar a verdade nua e crua. O Estado é o problema, não a solução. Aqui, ainda se cultua a ilusão paternalista de que basta trocar o gerente da miséria. Lá, Milei reintroduziu o vocabulário da responsabilidade; aqui, seguimos presos ao jargão da dependência, e a “inteligência corruptora”.
A vitória legislativa dos aliados de Milei é mais do que um resultado eleitoral, é um ato de afirmação moral. É o sinal de que o povo argentino, ainda que com cautela, decidiu dar um aval às reformas que resgatam a racionalidade econômica e a soberania individual. Mais do que isso: de alguma forma, ainda que não definitivo, a Argentina parece finalmente dizer adeus ao coletivismo destruidor que corroeu gerações.
É um sopro de esperança, um alerta para toda a América Latina de que a liberdade, a responsabilidade e a racionalidade ainda podem prevalecer.
Evidentemente, se houver coragem para enxergar a verdade e agir.
A Argentina despertou de vez. Resta saber se, por aqui, ainda há vontade de acordar.
Vereadora Natasha Ferreira, PT, agride vereador Ustra por exibir livro "A verdade sufocada"
CLIQUE AQUI para ver o vídeo.
O vereador Coronel Ustra (PL) registrou boletim de ocorrência contra a vereadora Natasha Ferreira (PT) após ter sido agredido dentro do plenário da Câmara Municipal de Porto Alegre, durante a sessão plenária do dia 20 de outubro de 2025. Ustra e o PL também foram ao MPRS para pedir que a vereadora seja denunciada e processada criminalmente.
A agressão começou quando o vereador e coronel Ustra ergueu o livro “A Verdade Sufocada – A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça”, escrito por seu tio, Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Uma obra com mais de 700 páginas. Nesse momento, a vereadora Natasha partiu para a agressão física, desferindo um tapa na mão do vereador e no livro.
Ustra não reagiu:
- Eu, obviamente, não reagi. Se eu tivesse reagido, não estaria saindo da delegacia agora para prestar depoimento, e sim estaria preso.Fui agredido simplesmente por levantar um livro. Um gesto simbólico, que despertou a fúria de quem não suporta ouvir a verdade. Eles se dizem democratas, mas agem como ditadores.
O vereador do PL disse que o caso de violência tem sido recorrente por parte da extrema esquerda parlamentar:
- A máscara da esquerda está caindo, não apenas em Porto Alegre, mas em todo o Brasil. Eles precisam do caos e da confusão para se manter no poder. Mas nós, da direita, não estamos recuando. Pelo contrário, estamos restabelecendo a verdade, e é justamente isso que desestabiliza a esquerda, porque suas narrativas estão sendo expostas e desmontadas, uma a uma.
Artigo, especial, Facundo Cerúleo - O Grêmio precisa aprender
A "nação tricolor", como falam os mais exaltados, não parece aprender com o que a realidade ensina. Um único fim de semana deixou boas lições: o time sub-17 entregou um título ganho e a equipe principal tomou um chocolate do Bahia. O pessoal da crônica, os "monetizados" das redes e os candidatos, no processo eleitoral em andamento, passaram a semana em debates, mas sem tocar nas mudanças urgentes que a realidade apontou.
No sábado (18), o sub-17 do Grêmio, que tinha vencido o Atlético Mineiro por 4x1, foi para o jogo da volta, na casa do adversário, com a vantagem de 3 gols. Entrou mal, fazendo o jogo que interessava ao Galo e levou os mesmos 3 que tinha de vantagem. E na loteria dos pênaltis, perdeu.
Diga-se de passagem que, com 11 contra 10 na maior parte do tempo, a vantagem poderia ter sido ainda maior no jogo de ida, não fosse aquele drible a mais em vez de meter a bota e "matar". Pior foi subestimar o adversário e superestimar a vantagem, como parece ter ocorrido. São duas mancadas inadmissíveis a serem tratadas com firmeza pelo técnico e por quem fala em nome do clube.
Firmeza é o que parece faltar por lá. Quem não entendeu por que ganhou está mais perto de perder: alguém ensinou isso aos garotos? Haverá algum adulto que mostre à gurizada o que é uma postura de homem? Terá havido algum que exercesse autoridade, que ensinasse a não brincar com coisa séria? Para quem pretende fazer carreira, uma partida de futebol (ainda mais uma final) é coisa séria.
Para o sub-17, o título não é um fim em si mesmo, mas uma necessidade para formar vencedores. Não basta preparar o atleta, é preciso formar o homem, com fortaleza moral para encarar os desafios da vida. O futebol é só uma parte. Jogando, ele tem que ser um matador, não um perdedor de gol. Tem que ser o obstinado para quem nenhuma bola está perdida, não um fraco que tem justificativa para suas falhas (grandes ou pequenas). Não serve o mimado que assimilou a mentalidade de vítima, que é a coisa mais socializada neste país. O clube que souber formar homens de fibra vai ganhar inclusive muito dinheiro.
Mas os clubes de futebol (Grêmio entre eles) são conduzidos na base do improviso. Duvido que haja alguém na dupla Gre-Nal que consiga pensar na perspectiva de formar homens para que surjam bons atletas.
No domingo (19), foi o chocolate do Bahia, só mais um sinal do improviso com que se administra um orçamento de milhões. Sei, se o time estivesse completo (ausentes Arthur, Marcos Rocha e Willian) a história era outra. "Ah, então não é culpa da direção!" Lembrem que esses três só chegaram há pouco. O Grêmio do chocolate (sem eles) é o que jogou a maior parte do campeonato. A questão é com que critério (se houve algum) foi formado o grupo. Os titulares nunca jogam todas
as partidas e requerem reservas ao menos razoáveis. Ou seja, faz falta um grupo bem constituído! E para formar o grupo é preciso ter planejamento, cascalho!
A conclusão é simples. Os dois desastres mostram que o Grêmio é tocado com amadorismo. Não quero ofender ninguém. Aliás, nem é só com o Grêmio. É comum, em nossos clubes, o critério político estar acima do critério técnico. E se pensar que, nos clubes e no país, a política se dá na base do compadrio, então o atraso é resultado lógico.
No próximo ano, com finanças apertadas, o Grêmio vai precisar da base para formar o plantel. Poderia contar com atletas vencedores se a base fosse preparada por profissionais qualificados e com visão de futuro. Não vai contar! E está visto por quê.
Não sei quem será o próximo presidente do Grêmio. Espero que seja alguém capaz de liderar uma gestão fundada na dignidade, na união de esforços, na disposição de colocar o clube acima das conveniências pessoais e no discernimento de que a disciplina é a chave da liberdade e do sucesso pessoal, valor a ser transmitido aos jovens da base. Se essa guinada na gestão não vier, o que se poderá esperar do futuro?
O projeto da burrice
Alex Pipkin, PhD em Administração
Eu fico me perguntando o que é preciso acontecer para tirar o Brasil desse looping de desgraça, de ignorância. Que país é esse que elege, não uma, mas reiteradas vezes, presidentes que não conseguem completar uma frase, ou que recorrem a bravatas para parecer cômicos, inteligentes, simpáticos à plebe, tentando disfarçar uma burrice que é, francamente, indisfarçável?
Dilma Rousseff foi o triunfo da confusão mental. Seus discursos eram um desfile de ideias sem nexo. Não se colocava meta, deixava-se tudo aberto e, quando algo era atingido, dobrava-se a meta; saudava-se a mandioca como se fosse uma grande conquista; falava-se em estocar o ar, como se a realidade fosse apenas sugestão a ser manipulada à vontade. Ríamos, mas não apenas de nervoso; era burrice performática transformada em espetáculo público.
Então veio Lula, autodenominado “o pai dos pobres”, o homem do povo. Muitos dizem que ele é “um grande orador”. Só que é orador para um povo inculto, sedento de chavões, incapaz de pensar além da superfície. Sua oratória tem a fluidez de quem fala para plateias desinteressadas em lógica ou cultura. É a oratória de um semi-analfabeto que nunca dedicou tempo para estudar, para se tornar algo mais que um agitador de multidão. Ele recita Marx sem jamais ter lido Marx, gesticula como se toda frase fosse bordão, e o povaréu ri como uma hiena.
Nas falas de improviso, Lula revela quem ele de fato é: um sujeito tacanho e maldoso. Não é só ignorância; é caráter exposto, perversidade moral que se manifesta quando o discurso se despe de roteiro ou ensaio. Frases como “os judeus têm que parar com esse vitimismo” ou “os traficantes são vítimas dos usuários” não deixam dúvidas. Além da burrice, há maldade explícita, uma visão distorcida e cruel da realidade. E não é só o conteúdo que causa náuseas. Não dá mais para suportar a forma de falar, a dicção, a maneira como engole os “S”, a falta de ritmo, o arrasto das palavras…
Talvez o segredo esteja aí. Muitos dos que o aplaudem se veem nele, na falta de profundidade, no poder de emocionar sem explicar, no discurso fácil mascarando a ausência de pensamento crítico. O espelho é perfeito, e a burrice, no Brasil, tem legitimidade democrática.
Nelson Rodrigues dizia que a burrice é uma força da natureza — e nós vivemos um furacão. Schiller advertia: “contra a estupidez, até os deuses lutam em vão”. O retrato da política brasileira está aí, escancarado, para quem ainda consegue enxergar.
As políticas públicas nascem de improvisos, de narrativas vazias, da cartilha vermelha de políticas que querem igualar os idiotas úteis na pobreza e fazer com que essa deselite lulopetista se locuplete. Tudo isso fruto da indigência intelectual e do mal-caratismo. É espetáculo de burrice e corrupção com licença social.
Não é arrogância intelectual exigir inteligência. É necessidade de sobrevivência. Eu quero líderes que saibam pensar, que consigam encadear uma ideia sem tropeçar nela. Políticos que leiam, que duvidem, que construam uma visão de país com substância.
O país precisa estar cercado de gente grande, não apenas em posições de poder, mas na capacidade moral e intelectual. Pessoas que pensem, que tenham virtude, capazes de produzir políticas que promovam crescimento econômico e social, liberdade individual e a possibilidade de felicidade genuína. Não podemos mais nos contentar com palhaços, ignorantes e mal-intencionados que transformam o Brasil em um palco de burrice, covardia e maldade. Como diz o velho provérbio: diga-me com quem andas, e eu te direi quem és. Andemos, então, com os grandes. Só assim será possível construir um país digno, justo e verdadeiro.
Pois, neste país, que não perde a oportunidade de perder a oportunidade de honrar a burrice, ela não apenas insiste: ela governa, criando espetáculo.
E pior, o povo salda a burrice, celebrando o próprio desastre.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou nesta sexta-feira (24) o envio do porta-aviões USS Gerald Ford para as águas da América do Sul, reforçando a presença militar estadunidense em uma das regiões mais sensíveis do continente. A embarcação é descrita pela Marinha dos EUA como “a plataforma de combate mais capaz, adaptável e letal do mundo”. As informações são do jornal O Globo.
O anúncio ocorre no mesmo dia em que Hegseth confirmou o décimo ataque contra uma embarcação suspeita de tráfico de drogas. A ação acontece um dia após Washington divulgar exercícios militares conjuntos com Trinidad e Tobago, a poucos quilômetros da costa venezuelana, ampliando a tensão sobre uma eventual ação militar para derrubar o governo de Nicolás Maduro.
Pentágono fala em segurança regional, mas críticas crescem
Segundo o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, “a presença reforçada das forças americanas na Área de Comando Sul do USSOUTHCOM aumentará a capacidade dos EUA de detectar, monitorar e interromper atividades ilícitas que ameacem a segurança e a prosperidade do Hemisfério Ocidental”.
Em publicação na rede social X, Hegseth confirmou um novo ataque contra uma embarcação suspeita de transportar drogas: “Durante a noite, sob a direção do presidente Trump, o Departamento de Guerra realizou um ataque cinético letal contra uma embarcação operada pela Tren de Aragua, uma organização terrorista designada que trafica narcóticos no Mar do Caribe”.
O secretário informou que seis homens foram mortos na operação, sem baixas entre as tropas americanas. Com essa ação, já são 43 mortos em dez bombardeios contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas em águas internacionais.
Trump ignora Congresso e amplia ofensiva militar
O anúncio ocorre um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que pretende autorizar ações terrestres contra grupos ligados ao narcotráfico, mesmo sem aprovação do Congresso. Desde o início de seu segundo mandato, Trump tem classificado cartéis latino-americanos como organizações terroristas internacionais, abrindo margem legal para o uso da força em território estrangeiro.
Trump também não descartou a possibilidade ações em terra e instruiu a CIA (Central de InteligÊncia dos EUA) e o Pentágono a adotarem medidas mais agressivas contra o governo de Nicolás Maduro.
Pete Hegseth tem defendido que as ações no Pacífico e no Caribe são baseadas em “informações de inteligência”. Segundo ele, “se você é um narcoterrorista contrabandeando drogas em nosso hemisfério, nós o trataremos como tratamos a Al-Qaeda. Dia ou noite, mapearemos suas redes, rastrearemos seus homens, caçaremos você e o mataremos”.
Tensões crescem com Colômbia e Venezuela
A política agressiva dos Estados Unidos tem provocado fortes reações na América do Sul. No último fim de semana, Trump acusou o presidente colombiano, Gustavo Petro, de liderar um esquema de narcotráfico e ameaçou “encerrar campos de produção” no país. Em resposta, o governo colombiano exigiu que Washington interrompesse suas operações no Caribe e reforçasse o diálogo diplomático.
Na Venezuela, o governo de Nicolás Maduro mantém tropas em alerta desde agosto, diante do que chama de “cerco militar” dos EUA. Em um ato com sindicalistas, Maduro fez um apelo pela paz: “Peace, yes peace, forever, peace forever. No crazy war!”, declarou o presidente, em inglês, pedindo moderação.
Maduro cita apoio de Rússia e China
Apesar do tom pacifista, Maduro ressaltou que Caracas conta com aliados estratégicos. “Graças ao presidente [russo, Vladimir] Putin, graças à Rússia, graças à China e a muitos amigos no mundo, a Venezuela conta com equipamentos para garantir a paz”, afirmou, em referência ao arsenal antiaéreo russo disponível no país.
Enquanto isso, os Estados Unidos seguem expandindo sua presença militar. O contratorpedeiro USS Gravely deve chegar neste domingo (26) a Porto Espanha, capital de Trinidad e Tobago, onde permanecerá em exercícios até o fim do mês.
Com o envio do USS Gerald Ford e a intensificação das operações navais, cresce o temor de que a “guerra às drogas” de Donald Trump evolua para um confronto direto no hemisfério sul, o que poderia desestabilizar a região e provocar uma grave crise humanitária