A REAG Investimentos, que teve sua liquidação decretada pelo Banco Central esta semana e na esteira do fim do banco Master, teve negócios no RS, porque em março de 2018, ela assumiu a gestão do Fundo de Investimentos em Participações do Cais Mauá, o principal cais de Porto Alegre, desativado e, desde 2010, concedido a um consórcio privado.O consórcio ganhou a concessão e criou um Fundo de Investimentos e Participações para engajar investidores no projeto, orçado em R$ 350 milhões, que incluia a construção de nove espigões de 30 andares à beira do Guaiba.Uma operação da Polícia Federal, meses depois, revelou que o Fundo Cais Mauá, administrado inicialmente pela Icla Trust, captara R$ 130 milhões de investidores, dos quais R$ 40 milhões já haviam sido consumidos em “despesas operacionais”, sem que nenhuma obra tivesse iniciado.As investigações da PF apontaram que a maior parte daqueles R$ 130 milhões havia sido captada junto a entidades de previdência privada de servidores públicos, e de maneira fraudulenta. Muitas queriam o dinheiro de volta.
O material acima é do DC Agência de Noticias da Associação Comercial de SP (clique aqui para ler).
O IPE, Instituto de Previdência do Estado, dos funcionários públicos estaduais do Rio Grande do Sul, foi uma delas.
As revelações da PF, no entanto, levaram ao rompimento do contrato de concessão do governo do Estado com o consórcio Cais Mauá, em julho de 2019. A PF prosseguiu com as investigações, mas o assunto saiu do noticiário.
O Fundo Cais Mauá tinha R$ 130 milhões de reais quando iniciaram as investigações da PF , R$ 40 milhões haviam sido gasto em “despesas operacionais” e restavam R$ 90 milhões. Em janeiro de 2026, o FIP Cais Mauá do Brasil CNPJ 17.213.821/0001-09 consta como encerrado.
O fundo acabou.
Institutos de previdência que investiram no fundo tiveram que reconhecer a perda integral do capital, pois o fundo não possuía liquidez nem ativos reais após o cancelamento do contrato de concessão anterior.
Quais os políticos envolvidos no caso?
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